O Medo e a Sabedoria

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18 outubro 2014

“Onde o medo está presente, a sabedoria não consegue estar”;
Responda antes de terminar esse texto: Quem disse essa frase?

Hoje, em pleno 2014, vivenciando em nossas eleições um problema que muitas nações tiveram: Falta de foco, de perspectiva, de um amanhã melhor para o próprio país, 'resultando' um segundo turno similar a de debates da década de 80/90 em países - considerados - desenvolvidos.

Trocamos informações, sem certeza alguma, que fere nossa tradição, nossas crenças, nossas perspectivas sobre um alguém ou algo... A dúvida que fica na mente de alguns é o objetivo e o beneficio disto.

Perdemos o foco de entender o que pode vir por ai para focarmos no que nossa sociedade atual pensa que é relevante: Vida pessoal alheia, ver o ruim, errado, se alimentar de dor, de humor degradante, de contos, exemplos reais, de azar alheio... Veja, nossa percepção é sempre de espectador, nunca de protagonista.

O ódio é a principal sensação que o ser humano pode utilizar como uma ação do organismo e um sentimento real e forte (no sentido da intangibilidade); Faz parte de nós desde a hora um de existencia. Então, por que não fazer isto para manipular para o resultado que queremos?



Vamos olhar um pouco para o passado, com relação a isto e o por que essa cultura do medo não só é aceita, como não tem previsão alguma de ir embora - principalmente no setor político.

Tenha paciência para entender que o ódio como produto de venda existe muito além de nossa compreesão.

O ódio estratégico... 
...e o Imperador Mongol (década de 1100, 1200 mais ou menos)

Os sucessos de Genghis Khan e de seus sucessores foram baseados na dominação e no terror. Esse personagem mitico e real, que algumas pessoas dizem que matou mais de milhões em sua existencia, criou táticas de guerra revolucionárias para as batalhas nas estepes. O aspecto da estratégia de assalto de Genghis Khan era nada menos que a psicologia de contrapor-se à população; A ofensiva era caracterizada pela concentração de forças, manobras, surpresas e simplicidade. Através de uma implementação meticulosa e cuidadosa de sua estratégia, Khan e seus descendentes foram capazes de conquistar a maior parte da Eurásia.

O autor Barry Glassner, que escreveu o livro "The Culture of Fear", fala de questões como "11 de Setembro, "Colapso Financeiro, "Guerra o Iraque" e demonstra de maneira simples que é a nossa percepção do perigo é o que tem aumentado, e não o nível real de risco. - Vide o caos que o #US está nesse momento com o caso EBOLA. Atualmente estão com medo de que a doença seja espalhada via ar, propagando a ignorancia sobre um assunto de extrema importancia, mas sendo entregue de maneira extremamente errada, criando o medo, que pode partir para o ódio, criando resultados que não podemos imaginar.



Vamos voltar para casa

Qual a lógica da expansão da 'criminalidade'? Segundo a tese, 'Narcotráfico na Metrópole', de Aiala Colares: 'A criminalidade se expande na forma de uma territorialização perversa, pelo fato de o tráfico de drogas impor os seus limites pelo uso da força e pela lógica do medo como estratégias de dominação'; Em resumo: Quem aqui nunca ouviu a frase "o povo daquela região, não denuncia as coisas que acontece porque eles cuidam de nós".



Agora, excluindo fatores históricos e necessidades de época - Qual a diferença macro do Imperador Mongol para o Crime Organizado? Nenhuma.

A política então se apropriou da mesma estratégia e esta aplicando de maneira inconsequente, sem entender o nível de impacto para o futuro. A ubiquidade dos medos é o que mais amedronta. O resultado repercute no aumento de uma busca de sensação de segurança, ou pelo menos de afastabilidade do perigo. Neste pensamento, você acredita que um país divido por ódio - e não por convicções válidas relacionado a política - é um país que tem futuro brilhante?



Vamos voltar para a américa no norte, local em que as armas estão na constituição. O que mais vemos nos noticiários - assustadoramente - de maneira anual? Um exemplo: Tiroteio nas escolas, feito por crianças, contra crianças. E o pior, continuamos sem saber 80% dos motivos. - E não ficamos longe disto: "Massacre de Realengo".

O medo é uma arma estratégica e sempre vai fundar seu próprio império no local em que a ignorância (factual ou opcional) tomar parte do dia a dia. Mas, ao implicar o medo, ignoramos o fator fundamental para nossa existência nesse universo: Educação; Curiosidade, pesquisa, conhecimento, dedicação ao bem próprio e de de todos.

- Quer saber o futuro intelectual do Brasil se continuarmos assim? Veja aqui. -

Você pode escolher aceita a realidade atual ou lutar por algo diferente. Eu, pessoalmente estou no segundo grupo, sem julgar o primeiro. Mas garanto, as consequências serão maiores e não do que gostaríamos.

Então, fica a pensata sobre o próximo post de ódio que você for criar ou compartilhar. Pergunte a si mesmo: Estou fazendo parte da estratégia ou quebrando ela?

Adivinhou quem falou a frase do titulo do post? É do Lucius Caecilius Firmianus Lactantius, conselheiro do primeiro imperador romano cristão, Constantino I, que viveu no ano de 300 D.C.

Fique em paz.
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