No banco dos réus - Federico Ferino

by Novos Escritores..
A estátua de Carlos Drummond de Andrade no calçadão de Copacabana é um pequeno ato de justiça poética. Lá está ele, sentado num banco como um transeunte qualquer que saísse à tarde para dar um passeio no calçadão e sentisse doer-lhe os dedos dos pés. Classicamente sedentário. É verdade que nunca foi andarilho, como Gonçalves Dias, homem de sensibilidade oceânica e grandes espaços abertos. Mas também sabia que nosso céu tem mais estrelas, e nossa vida mais amores.
Sou do tempo do Brasil literário de Drummond. Naquela época, ainda havia poetas. Ele não era o único, é claro. Tinha a Cecília Meirelles. Tinha o Vinícius. Tinha o Manuel Bandeira. Tinha o Jorge de Lima, o Murillo Mendes. E a gente abria a revista e lá estava a crônica canora do Rubem Braga. Ou o texto culto e matizado do Paulo Mendes Campos. A leveza direta do Fernando Sabino e a leveza enviesada da Clarice Lispector. Mas nenhum brilhante faiscava como a poesia de Drummond. Bandeira e Vinícius que me perdoem, mas aquilo era novidade absoluta no português brasileiro. Um crítico literário iniciante, um estagiário de jornal podiam destemidamente compará-lo a Dante ou a Shakespeare. Não havia perigo de errar, ou cair no ridículo.
Ninguém acharia absurdo. Hoje, não. Hoje qualquer um põe em dúvida o seu legado literário, o seu lugar na hierarquia das nossas musas. Impunemente: ninguém reclama. Por que em Copacabana? Drummond, rigorosamente mineiro, era também carioca de Copacabana. Ali viveu os últimos anos, os anos de medalhão — ou, como ele próprio diria, os anos de incerta medalha. Ali morreu, de infarto fulminante e de irremissível desolação. Pouco antes perdera a filha única, Maria Julieta. Morreu inconformado com as perdas, porque os ombros não suportam as dores do mundo. O Drummond perpetuado em bronze nada tem de marinheiro ou de náufrago. Vivia à beira-mar, como o próprio Rio, mas também como o Rio não era marítimo. Era serrano. O poeta está de óculos e relógio de pulso. Não sei se em vida usou relógio. Talvez sim.
Não nos esqueçamos de que era funcionário público exemplar. Lá estão a testa alta, de intelectual de caricatura, e os óculos de míope, atributos de sua persona pública, como a timidez e a pedra no caminho. E o relógio; vá lá, o relógio de pulso. Em todo caso, já não precisa ver as horas: virou eterno. E o tempo já não lhe soma, o tempo já não lhe subtrai. Há quem reclame da sua posição de costas para o mar, como se ignorasse a formidável presença do Atlântico — o oceano terrível, o mar imenso com suas vagas mordendo a fulva areia. Pode um poeta de alto coturno, um poeta de homérica altitude, dar as costas acintosamente para o mar oceano? Lembremo-nos de que ele vinha de Itabira. E, se não era um Goethe roseano era, certamente, o mais machadiano dos sertanejos. Carlos Heitor Cony é categórico: Drummond jamais ficaria de costas para o mar. Nem mesmo para a areia; quanto mais não fosse, pela nudez feminina das praias cariocas. Disse Cony numa crônica que Drummond, quando desiludido com os semelhantes, sentava-se num banquinho. De frente para o Atlântico, à procura de um ponto de fuga, de um horizonte de conciliação. Nessas ocasiões talvez abafasse um soluço, talvez lhe escorresse uma lágrima silenciosa. Esta é a diferença: estátuas não choram.
E-Mail: serru@ig.com.br

um minuto por Chernobyl.

fonte: BBC Brasil

Sinos marcaram a hora em que o alarme disparou na usina no dia 26 de abril de 1986 (01h23, hora local; 19h23, hora de Brasília) e foi feito um minuto de silêncio.
A explosão do reator número quatro destruiu sua cobertura, espalhando nuvens de radiação por vastas áreas da então União Soviética e da Europa.

Veja as fotos de Pripyat, a cidade fantasma de Chernobyl

O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, compareceu a uma missa em uma pequena igreja na capital, Kiev, construída em homenagem às vítimas do acidente.
Yushchenko também se juntou a um grupo de sobreviventes e familiares de vítimas em uma cerimônia fora da planta nuclear. Ele se encontrou com ex-funcionários do reator e deu medalhas a quem arriscou sua vida para tornar o local mais seguro.
Kiev fica 110 quilômetros ao norte de Chernobyl.

Centenas de pessoas portando cravos e velas acesas se concentraram diante da igreja cristã ortodoxa.
Também foi erguido um monumento em homenagem às vítimas e o parlamento do país realizou uma audiência especial sobre o desastre.

No país vizinho Belarus, também afetado pelo acidente, grupos da oposição planejavam protestos na capital Minsk contra a tentativa do governo de reabitar as áreas contaminadas.
Estimativas
As estimativas sobre o número de pessoas que morreram ou ainda vão morrer em conseqüência do acidente variam muito. As Nações Unidas prevêem que até 9 mil mortes por câncer estejam ligadas a Chernobyl.

Mas um relatório do Greenpeace da semana passada estima que esse número chegue a 93 mil, e que outras doenças também decorrentes do acidente podem elevar esse número para 200 mil.
Mais de 250 mil pessoas foram retiradas permanentemente da área próxima ao reator destruído, que foi envolvido em uma estrutura de concreto. A área em um raio de 30 quilômetros em torno do reator tem acesso restrito.
Slavutych

Foi realizada ainda uma cerimônia para lembrar as vítimas do acidente em Slavutych, cidade construída para abrigar os funcionários da usina que ficaram desabrigados depois da explosão do reator.
"Eu conhecia todas estas pessoas", disse Mykola Ryabushkin, aos prantos, à agência de notícias AFP. Ele apontava para fotos de vítimas do acidente colocadas em um monumento aos que morreram imediatamente após a explosão em Chernobyl.

Ele tem 59 anos e trabalhava como um dos operadores da usina quando o acidente ocorreu.
"Eu olho para eles e quero pedir perdão", afirmou. "Talvez sejamos todos culpados por ter deixado o acidente ocorrer."

A explosão foi acobertada pelas autoridades soviéticas na época. Só duas semanas depois da explosão, quando começaram a haver sinais da emissão de radiação, uma autoridade soviética acabou admitindo a "possibilidade de uma catástrofe".

o Brasil

Entre 1999 e 2001, 15 crianças ucranianas portadoras de leucemia, doença contraída em conseqüencia do desastre de Chernobyl, viajaram para Curitiba em busca de tratamento.
"Arrecadávamos dinheiro na comunidade para pagar as passagens das crianças e o hospital evangélico da cidade dava tratamento gratuito", diz o empresário José Welgacz Jr., então presidente da comunidade ucraniana no Brasil e um dos responsáveis pelo projeto.
"As crianças passavam em média cerca de um ano no Brasil."

Nam...


Estou dividindo o que recebi de uma amiga. mto legal. by 10 Paezinhos

Cem.


Como sou um pouco budista, como alguns sabem, eu aprendi todos os dias a ser uma pessoa melhor para mim mesmo, e assim refletir aos outros. Então colo aqui em baixo um pouco do que ja aprendi e do que eu estou exercendo agora. Atitudes que aprendemos com a vida, mas que qundo alguem indica o caminho é bem melhor, essas são as cem recomendações para a vida, contadas pelo Mestre Hsing Yün, do templo Zu-Lai que fica no interior de são paulo.

1- Descubra seu maior defeito e disponha-se a corrigi-lo.
2- Escolha até três exemplos de vida e determine-se a segui-los.
3- Tenha força e sabedoria para resistir às tentações do mundo.
4- Cultive a força da tolerância de forma a compreender, aceitar, assumir responsabilidades, ter determinação e melhorar as circunstâncias externas. Então, passe a cultivar a tolerância pela vida, a tolerância por todos os darmas e a tolerância pelos darmas não-surgidos de maneira a transformar o cultivo da tolerância em força e sabedoria.
5- Aprenda a se adaptar à pressão externa e não se deixe afetar por ela.
6- Seja ativo e destemido. Pense antes de agir.
7- Envergonhe-se do que ignora, do que é incapaz, do que o torna impuro e rude.
8- Faça com freqüência algo que toque o coração das pessoas.
9- Sinta-se bem sob qualquer circunstância, siga as condições corretas, esteja sempre livre de aflições e faça tudo com alegria no coração.
10- Ser corajoso e virtuoso é ter a capacidade de admitir os próprios erros.
11- Aprenda a aceitar perdas, falsas acusações, contratempos e humilhações.
12- Não inveje aqueles que praticam boas ações ou dizem boas palavras. Tenha sempre na mente, bondade e beleza.
13- Não empurre os outros para a beira do abismo; ao contrário, dê-lhes espaço para recuar -- um dia eles poderão lhe ajudar.
14- Sirva àqueles que desejam fazer o bem, compartilhe um objetivo. Favoreça os outros e respeite seus anseios.
15- Seja amável e humilde ao relacionar-se com as outras pessoas. Expresse bondade em seu semblante e em sua fala.
16- A capacidade de doar traz abundância verdadeira.
17- Importe-se apenas com o que é certo ou errado; não se fixe em perdas e ganhos.
18- Deixe de lado pensamentos egoístas e dedique-se à justiça, à verdade e ao bem comum.
19- Viaje pelo mundo sob o céu estrelado. Vivencie a prática da procissão de mendicância pelo menos uma vez na vida.
20- Abra mão de todas as suas posses ao menos uma ou duas vezes na vida.
21- A cada quatro ou cinco anos, empreenda uma viagem sozinho.
22- Não se deixe cegar pelo amor. Não se traia por dinheiro.
23- Não bata de frente com as coisas – aprenda a arte de ser sutil.
24- Não há êxito sem persistência, diligência e determinação.
25- Desenvolva autoconfiança, expectativas em relação a si mesmo e metas pessoais.
26- Procure ouvir boas palavras e jamais esqueça o que elas significam.
27- Não desperdice o seu tempo. Faça planos e use o tempo com sabedoria.
28- Seja sempre sensato, pois a sensatez é imparcial e igual para com todos.
29- Lembre-se dos erros cometidos. Tenha-os sempre em mente para não repeti-los.
30- Seja qual for a sua função, desempenhe-a bem. Não olhe para os lados.
31- Faça tudo com boa intenção, verdade, sinceridade e beleza.
32- Não se apegue ao passado. Olhe sempre adiante.
33- Lute sempre pelos seus objetivos e vá longe.
34- Planeje sua carreira, use seu dinheiro com sabedoria, purifique seus sentimentos e não se apegue a fama e riqueza.
35- Desenvolva compreensão e visão corretas. Não se deixe levar cegamente pelos outros.
36- Renuncie a apegos insensatos e aceite a verdade com mente humilde.
37- Não faça intrigas nem espalhe rumores. Não se deixe influenciar por eles.
38- Aprenda a desenvolver sua mente, reformar seu caráter, recuar e dar guinadas na vida.
39- Cultive méritos por meio de doações que estejam de acordo com sua capacidade, função, disposição e condição.
40- Creia profundamente no Darma e contemple todas as virtudes. Nunca faça o mal; pratique sempre o bem.
41- Não culpe os céus nem os outros por sua infelicidade, pois tudo tem sua causa e seu efeito.
42- Pense no bom e belo ao invés de pensar no que é triste e penoso.
43- Conquiste ao menos três tipos de habilitação ao longo da vida, como, por exemplo, para guiar automóveis, cozinhar, digitar, cuidar de enfermos, exercer a medicina, o magistério, o direito, a arquitetura etc.
44- Aprenda a articular bem a fala e a escrita. Aprenda a ouvir, a apreciar, a pensar, a cantar, a pintar e a desenvolver habilidades. Quanto mais se aprende, melhor. Aprenda, ao menos, metade disso tudo.
45- Leia ao menos um jornal por dia, para se manter em dia com o mundo.
46- Leia pelo menos dois livros por mês.
47- Mantenha uma rotina diária.
48- Cultive hábitos regulares de sono e alimentação.
49- Pratique exercícios físicos.
50- Mantenha-se longe de cigarro, álcool, pornografia e drogas. Administre e controle sua própria vida.
51- Pratique meditação por, pelo menos, dez minutos todos os dias.
52- Passe, pelo menos, metade de um dia sozinho, uma vez por semana.
53- Ao menos uma vez por mês, pratique o vegetarianismo, para nutrir seu coração de compaixão.
54- Ajude os outros e faça o bem sem esperar nada em troca.
55- Compartilhe sua alegria e compaixão com os demais.
56- Mantenha a capacidade de se auto-avaliar sob qualquer circunstância.
57- Reze pelos desafortunados, onde quer que você esteja.
58- Seja preciso em suas observações. Considere todos os ângulos e seja tolerante e compreensivo em relação aos outros.
59- Aprecie a vida, cuide dela e não a maltrate jamais.
60- Use seu dinheiro e suas posses com sabedoria. Não desperdice nem gaste demais.
61- Em tempos de alegria, contenha a sua fala; no infortúnio, não despeje sua raiva sobre os outros.
62- Não enalteça seus próprios méritos nem aponte os erros alheios.
63- Não inveje nem suspeite. Méritos advêm das realizações e da ajuda aos outros.
64- Não seja ganancioso em relação às posses alheias, nem mesquinho em relação às suas.
65- Demonstre coerência entre atitude e pensamento. Não seja iluminado na teoria e ignorante na prática.
66- Não fique sempre pedindo ajuda aos outros. Busque ajuda dentro de si mesmo.
67- Faça de sua própria conduta um bom exemplo. Não espere benevolência dos outros, mas de si mesmo.
68- Cultivar bons hábitos é a melhor maneira de manter uma vida íntegra e saudável.
69- É melhor ser não-inteligente do que não-compassivo.
70- A mente otimista é contemplada com um futuro brilhante.
71- Construa seu próprio destino. Corra atrás das oportunidades ao invés de esperar que elas caiam do céu.
72- Controle suas emoções e seu humor: não se deixe levar por eles.
73- Elogio e ofensa fazem parte da vida. Não se apegue a eles – conserve sempre a paz interior.
74- A doação de órgãos ajuda a prolongar a vida além de propiciar recursos para as vidas de outros seres.
75- Ouça o que os outros têm a dizer e anote a essência do que eles dizem.
76- Olhe para si mesmo antes de acusar os outros. Somente uma avaliação honesta de seus méritos e deméritos lhe dá o direito de julgar os demais.
77- Cumpra suas promessas.
78- Não viole o direito dos outros para beneficiar a si próprio. Favorecer os demais, às vezes, é imperioso.
79- Não sinta prazer em ridicularizar os outros. Ao contrário, aprenda a fazê-los felizes.
80- Não critique, por inveja, a benevolência do outro. Respeite-o e siga seu bom exemplo.
81- Não use de traição para obter vantagens.
82- Os privilégios devem, antes de tudo, ser oferecidos às outras pessoas.
83- Aprenda a aceitar as desvantagens. Saiba que, na verdade, elas são vantagens.
84- Não se apegue a perdas e ganhos. Não faça comparações entre o que você e os outros têm ou deixam de ter.
85- Seja sincero, impetuoso e educado.
86- Harmonia, paz e tranqüilidade são a chave para o relacionamento com as pessoas.
87- Respeito, reverência e tolerância são a tríade para manter boas relações com o mundo.
88- A raiva não resolve problemas. Somente uma mente tranqüila e pacífica pode ajudar você a lidar com a vida.
89- Relacione-se com pessoas virtuosas e bons mestres.
90- Não contamine os outros com sua tristeza, nem leve preocupações para a cama.
91- Busque prazer e alegria em tudo o que faz, e transmita isso a todos.
92- Seja grato aos benevolentes e aos que prestam auxílio. Deixe-se tocar por seus atos virtuosos.
93- Dê um toque de serenidade a tudo o que você fizer na vida.
94- Não existe dificuldade ou facilidade absolutas. O esforço transforma dificuldade em facilidade, enquanto a indolência torna o fácil difícil.
95- Ajude seus vizinhos e sua comunidade e participe dos eventos locais. Assim, você se tornará um voluntário da humanidade.
96- Só a humildade gera o bem. A arrogância não traz nada mais que desvantagem.
97- Aproxime-se de mestres virtuosos. Ouça-os, seja leal e não os desacate.
98- Ajudar os outros é ajudar a si mesmo. Ter consideração pelos outros significa cuidar e amar a si próprio.
99- Dê aos jovens oportunidades e ofereça-lhes orientação sempre que necessário.
100- Cuide de seus pais e seja amoroso com eles.

4 historia passadas no Japão.



Concorrendo com os americanos

Ao visitar o Japão, rerguntei a meu amigo Masao Masuda , por que os japoneses conseguiram conquistar mercados que antes eram dominados pelos americanos.
- Muito simples - respondeu Masuda. - Os americanos tem uma idéia, trancam-se numa sala com pesquisas, tomam decisões, e gastam uma energia imensa para provar que estavam certos. Nós não queremos provar nada a ninguém: deixamos que cada ser humano manifeste suas necessidades, e procuramos soluciona-las. O resultado prático é que cada um termina comprando aquilo que já desejava antes.
"Quem só deseja demonstrar que está certo, termina por agir errado".

O verdadeiro respeito

Durante a evangelização no Japão, um missionário foi preso por samurais.
- Se quiser continuar vivo, amanhã terá que pisar a imagem de Cristo, diante de todos - disseram os guerreiros.

O missionário foi dormir, sem nenhuma dúvida no coracão: jamais cometeria tal sacrilégio, e estava preparado para o mártirio.
Acordou no meio da noite, e ao levantar-se da cama, tropeçou num homem que dormia no chão. Quase caiu para trás: era Jesus Cristo em pessoa!

- Agora que já pisou em mim, vá lá fora e pise na minha imagem - disse Jesus. -Porque lutar por uma idéia é muito mais importante que a vaidade de um sacrifício.

Destruindo e reconstruindo

Sou convidado a ir a Guncan-Gima, onde existe um templo zen-budista. Quando chego lá, fico surpreso: a belíssima estrutura está situada no meio de uma imensa floresta, mas com um gigantesco terreno baldio ao lado.

Pergunto a razão daquele terreno, e o encarregado explica:
-É o local da próxima construção. A cada vinte anos, destruímos este templo que voce está vendo, e o reconstruímos ao lado.
"Desta maneira, os monges carpinteiros, pedreiros e arquitetos, tem possibilidade de estar sempre exercendo suas habilidades, e ensina-las - na prática - aos seus aprendizes. Mostramos também que nada na vida é eterno - e até mesmo os templos estão num processo de constante aperfeiçoamento."

A medida do amor

- Sempre desejei saber se era capaz de amar minha mulher como o senhor ama a sua - disse o jornalista Keichiro a meu editor Satoshi Gungi, enquanto jantávamos.
- Não existe nada alem do amor – foi a resposta. - É ele que mantém o mundo girando e as estrelas suspensas no céu.
- Sei disso. Mas como vou saber se meu amor é grande o suficiente?
- Procure saber se você se entrega, ou se você foge de suas emoções. Mas não faça perguntas como esta porque o amor não é grande nem pequeno; é apenas o amor.

"Não se pode medir um sentimento como se mede uma estrada. Se você fizer isso, vai começar a comparar com o que lhe contam, ou com o que está esperando encontrar. Desta maneira, sempre vai escutando uma história, ao invés de percorrer seu próprio caminho."

Blogueiros de plantão.

O número de blogs é 60 vezes maior do que há três anos, revela o estudo "O Estado da Blogosfera", do site especializado em buscas em blogs Technorati.
Segundo o estudo, há 35,3 milhões de blogs em abril. O tamanho da blogosfera continua dobrando a cada seis meses. A cada dia são criados, em média, 75 mil blogs.
Em média, a cada um segundo um novo blog é criado. E 19,4 milhões de bloggers (55% do total) ainda publicam conteúdo em seus blogs depois de três meses.
Segundo o Tecnorati, aproximadamente 1,2 milhão de notas são publicados por dia nos blogs, uma média de 50 mil por hora.

Fonto site : IDG Now

Agora o que posso dizer é q orgulho será se essa ferramenta seja utilizada para nosso bem. Uma frase que uma pessoa me disse foi " A escrita é uma coisa poderosa, aprender a ler e escrever, é o bem mais precioso que você poderá obter, pois será o seu poder conta ou pró a tudo."

Agora me diga para voce o que blog poderá oferecer no nosso futuro? =)

...das antigas.


Você sabia que o Cubo Mágico tem 43.252.003.274.856.000 combinações possíveis? Ou que Roberto Carlos já foi calouro do programa do Chacrinha? E que algum dia já existiu a Fanta Guaraná? Todas essas pérolas do passado só poderiam ter sido reunidas por um especialista no assunto: Antônio Carlos Cabrera, criador do site Mofolândia, repleto de curiosidades para os nostálgicos de plantão. Depois do sucesso na Internet e no programa Você é Curioso?, na Rádio Bandeirantes, Cabrera nos leva a uma viagem pelas décadas de 1940, 1950, 1960, 1970, 1980 e 1990. A máquina do tempo é o livro Mofolândia - Volume 1, lançado pela Panda Books.

Nesse panorama da cultura pop, Cabrera relembra os joguinhos tataravôs dos videogames de hoje e todo o fascínio do Forte Apache. No capítulo sobre os produtos de época, dá quase para sentir o gostinho da Cerejinha e da balas PEZ. Mofolândia também vai mexer com a imaginação de quem se lembra de Alice de Carli, Cristina Mortágua, das mulatas do Sargentelli e outras beldades de épocas passadas. Em "Desenhos", saiba porque a Família Barbapapa tinha esse nome e descubra qual era a única dupla de cães e gatos camaradas.

Mofolândia traz de volta também Oscarito, Ronald Golias, Colé e outros grandes nomes do humor nacional. E não é mais preciso colocar o disco na vitrola (vitrola?) para recordar os sucessos do Trio Ternura, Harmony Cats, Gretchen e Finis Africae. Os maníacos por seriados não podem perder os mistérios revelados sobre Perdidos no Espaço, A Feiticeira, Terra de Gigantes, Jornada nas Estrelas e outras séries que ainda consquistam fãs no mundo todo. E a garantia que você nunca mais vai confundir o Ultraman com o Ultraseven. Tem ainda Topo Gigio, Vila Sésamo, As Paquitas e o que mais sua memória lembrar.Com desafios para testar seus conhecimentos e ricamente ilustrado, Mofolândia mata a saudade não apenas de uma geração, mas de pais, filhos e avôs que gostariam de relembrar o que cada década teve de melhor e mais divertido. Então, aperte os cintos e prepare-se para uma viagem em que recordar é viver!

Lies

Mentiras no Divâ é um romance provocativo, Yalom disseca o relacionamento de três terapeutas com seus pacientes e apresenta um olhar hilário e complexo sobre o que realmente se passa na mente dos psicanalistas. Seymour, terapeuta adepto de técnicas nada ortodoxas, é acusado de má conduta sexual com uma de suas clientes. Prestes a ser proibido de clinicar, revela suas motivações a Ernest Lash, que acaba aprendendo a entrar no recanto mais íntimo da vida de seus pacientes e faz com que um deles se separe da mulher. Certa de que os conselhos de Lash fizeram com que seu marido pedisse o divórcio, Carol elabora um plano para o arruinar: contratá-lo e seduzi-lo. Um livro brilhante, inteligente e emocionante. Onde dilemas de lealdade apresentam-se com clareza e vigor.
Do mesmo autor dos best-sellers Quando Nietzsche Chorou e A Cura de Schopenhauer. Se Freud ou Jung tivesse se proposto a escrever um suspense psicológico, duvido que um deles tivesse conseguido inventar uma história tão tensa e eloqüente."- Los Angeles Times" Um fascinante romance policial psiquiátrico... Yalom traz à sua mais recente obra de ficção um autêntico domínio das técnicas de psicoterapia e um verdadeiro toque de genialidade ao mostrar ao leitor o que está realmente acontecendo na cabeça de um psiquiatra enquanto está psicanalisando uma pessoa."- Los Angeles Times" [Uma] narrativa hilariantemente complexa... Este romance é, possivelmente,o mais divertido e mais inteligente já escrito sobre a psicanálise."- San Jose Mercury News" A percepção [de Yalom] de sua própria profissão é incisiva e implacável, que lembra tanto Oliver Sacks quanto Studs Turkel. É um romance para quem quer saber como realmente funciona a mente de um psicoterapeuta."San Francisco Chronicle"

Pense nisso.

"O mundo não é. O mundo está sendo. Como subjetividade curiosa, inteligente, interferidora na objetividade com que dialeticamente me relaciono, meu papel no mundo não é só o de quem constata o que ocorre mas também o de quem intervém como sujeito de ocorrências. Não sou apenas objeto da História mas seu sujeito igualmente. No mundo da História, da cultura, da política, constato não para me adaptar mas para mudar".
(Paulo Freire: 1997:85-86)

"Noites Brancas"


Fiodor Mikhailovitch Dostoievski (1821 - 1881) O segundo filho de um médico, (que fugiu de casa para não entrar num seminário) Dostoievski nasceu em Moscou, a 11 de novembro de 1821. Estudou em internato e, depois que sua mãe morreu (1837), seu irmão o levou a São Petersburgo, para estudar engenharia numa escola militar. Viajando pela primeira vez pelo país, o jovem conheceu a realidade dos pobres. Na escola de engenharia foi infeliz, exceto por suas leituras: Hoffman, Schiller, Shakespeare, Balzac e muitos outros autores, russos e estrangeiros. Seu pai foi morto em 1839 por camponeses que trabalhavam para ele (tratava-os com brutalidade). O escritor nunca se referiu a esse fato, mas é certo que a tragédia não o tornou indisposto à classe camponesa da Rússia, pelo contrário. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac (´Eugénie Grandet´). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance (´Os pobres´), que foi bem recebido. Com os escritores e críticos que conheceu tomou contato com os ideais revolucionários. Juntou-se aos socialistas. Vivia em dificuldades nesses anos, tendo renunciado à herança paterna. Nessa época também sua epilepsia começou a se manifestar. Foi preso com um grupo de amigos socialistas em 1849. No julgamento que se seguiu, por alguma razão Dostoievski foi considerado o líder do grupo e condenado à morte. A sentença foi mudada por intervenção do imperador em 4 anos de trabalhos forçados na Sibéria seguidos de alistamento compulsório no exército. (Essas experiências foram registradas em ´Memórias da casa dos mortos´, 1862.) Ficou no exército até 1858, quando sua saúde o obrigou a pedir dispensa. Casara-se no ano anterior com Marya Isaeva, mas foi um casamento infeliz. Por essa época retomou, mas timidamente, sua atividade literária. Já não era mais socialista. Voltou a São Petersburgo em 1859 e nos vinte anos seguintes escreveu seis longos romances, entre os quais suas obras-primas: ´Crime e castigo´ (1866), ´O idiota´ (1869) e ´Os irmãos Karamazov´ (1879). Seu segundo casamento, com Anna Snitkina (1867), ocorreu três anos depois da morte de Marya. Logo depois marido e mulher tiveram de fugir dos credores para a Alemanha. Viveram também na Suíça e na Itália. De volta à Rússia, Dostoievski estava transformado num conservador, capaz de ser o editor de um periódico reacionário. Morreu em São Petersburgo, a 9 de fevereiro de 1881.

Noites Brancas - Super indicação para leitura.

PRIMEIRA NOITE

Era uma noite maravilhosa, uma dessas noites que apenas são possíveis quando somos jovens, amigo leitor. O céu estava tão cheio de estrelas, tão luminoso, que quem erguesse os olhos para ele se veria forçado a perguntar a si mesmo: será possível que sob um céu assim possam viver homens irritados e caprichosos? A própria pergunta é pueril, muito pueril, mas oxalá o Senhor, amigo leitor, lha possa inspirar muitas vezes!...Meditando sobre senhores caprichosos e irritados, não pude impedir-me de recordar a minha própria conduta — irrepreensível, aliás — ao longo de todo esse dia.

Logo pela manhã, fora atormentado por um profundo e singular aborrecimento. Subitamente afigurou-se que estava só, abandonado por todos, que toda a gente se afastava de mim. Seria lógico, na verdade, que perguntasse a mim mesmo: mas quem é, afinal, «toda a gente»? Na realidade, embora viva há oito anos em São Petersburgo, quase não consegui estabelecer relações com outras pessoas. Mas que necessidade tenho eu de relações? Conheço já todo São Petersburgo e foi talvez por isso que me pareceu que toda a gente me abandonava, quando todo o São Petersburgo se ergueu e bruscamente partiu para o campo.

Fui tomado pelo receio de me encontrar só e durante três dias inteiros errei pela cidade mergulhado numa profunda melancolia, sem nada compreender do que se passava comigo.Percorri a Perspectiva, fui ao Jardim, errei através do cais, e não vi sequer um dos rostos que encontrava habitualmente nesses mesmos locais, sempre à mesma hora e ao longo de todo o ano. Eles, evidentemente, não me conhecem, mas eu os conheço. Conheço-os intimamente. Estudei as suas fisionomias — sinto-me feliz quando estão alegres e fico acabrunhado quando se velam de tristeza. Estabeleci laços quase de amizade com um velhinho que todos os dias encontro, sempre à mesma hora, na Fontanka. Tem uma expressão muito grave e pensativa e sussurra permanentemente, falando consigo mesmo, agitando a mão esquerda enquanto com a direita segura uma longa e nodosa bengala com um castão de ouro. Ele próprio me reconhece, dedicando-me um cordial interesse. Se, por qualquer eventualidade, eu não aparecesse à hora do costume nesse tal sitio habitual na Fontanka, tenho a certeza de que teria um acesso de melancolia. Assim, sentimos, por vezes, a tentação de nos cumprimentarmos, principalmente, quando estamos ambos de bom humor.

PlanetPOP 2006


Muito agito na primeira noite do Planet Pop Festival 2006. O Via Funchal quase foi abaixo com a empolgação dos fãs da dance music. O evento reuniu grandes nomes do mundo inteiro: Daytona, Dalimas, Kasino, Jan Wayne & Charlene, DJ Ross Vs Double You, Groove Coverage e Lasgo Vs Ian Van Dahl.

O público começou a se aquecer com o DJ Pringles, DJ Tom Hopkins, responsáveis pela abertura do festival. A dupla tocou músicas de artistas conceituados da música eletrônica e dance, também fazendo ótimos mixes para galera delirar.

Logo depois foi a vez de Daytona subir ao palco. O cara cantou seu maior hit, "Rock ´n´ Roll All Nite", versão dance do lendário grupo Kiss. Ele e suas belas bailarinas não deixaram ninguém parado. Mas a balada estava apenas no início.
Depois seria a vez da bela loira Gisela, do Dalimas. Suas canções fizeram os fãs agitarem ainda mais na pista do Via Funchal. "Living On A Prayer", que conta com a participação especial do DJ Tom Hopkins era a mais esperada de todas.

A última atração brasileira da noite foi Kasino. O ritmo bem dançante conseguiu cativar facilmente a galera. Começaram com estilo, tocando "Stay Tonight", grande sucesso na programação do Planeta DJ. Mas a música que todos aguardavam era "Can´t Gat Over", maior hit do novato grupo carioca.

Chegava a vez das atrações internacionais subirem ao palco. Os primeiros foram os alemães Jan Wayne & Charlene. Desde 2002 juntos, eles lançaram o CD "Total Eclipse Of My Heart" e fizeram grande sucesso. Charlene cantou versões clássicas do pop rock e hits próprios. O público cantou sozinho várias música, deixando a alemã emocionada.
Já se passava das 3 da manhã, quando a super dupla italiana DJ Ross Vs Double You entrou em cena para delírio dos brazucas. William Naraine vestia uma jaqueta do Japão na primeira música, o sucesso "Get Up". Mas logo na segunda música, ele tirou a jaqueta e mostrou com orgulho a camisa da seleção brasileira, declarando todo o amor ao nosso país. O show não deixou ninguém parado e teve direito a bis de "Get Up".

A platéia não se cansava e queria dançar e ouvir muito mais dance music. O grupo Groove Coverage subiu ao palco fez o que melhor sabe: agitou a galera. Foi a primeira vez que eles vieram para o Brasil e estavam eufóricos para a apresentação, pois sabiam que os fãs brasileiros são incríveis. Depois de muito curtição, o show do Groove Coverage chegou ao fim, mas havia uma surpresa. Era aniversário da cantora e líder do conjunto, para isso, Charlene e alguns amigos subiram no palco novamente para cantar um parabéns para a aniversariante.

O Planet Pop festival 2006 estava quase acabando, mas faltava a atração principal: Lasgo Vs Ian Van Dahl, pela primeira vez juntas em show. Tina Roma anunciou a dupla e os fãs não se agüentaram quando viram os ícones da dance music. A noite acabou com grande estilo, deixando um gostinho de quero mais no ano que vem.

by: Rafael Boro.

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