um minuto por Chernobyl.

fonte: BBC Brasil

Sinos marcaram a hora em que o alarme disparou na usina no dia 26 de abril de 1986 (01h23, hora local; 19h23, hora de Brasília) e foi feito um minuto de silêncio.
A explosão do reator número quatro destruiu sua cobertura, espalhando nuvens de radiação por vastas áreas da então União Soviética e da Europa.

Veja as fotos de Pripyat, a cidade fantasma de Chernobyl

O presidente ucraniano, Viktor Yushchenko, compareceu a uma missa em uma pequena igreja na capital, Kiev, construída em homenagem às vítimas do acidente.
Yushchenko também se juntou a um grupo de sobreviventes e familiares de vítimas em uma cerimônia fora da planta nuclear. Ele se encontrou com ex-funcionários do reator e deu medalhas a quem arriscou sua vida para tornar o local mais seguro.
Kiev fica 110 quilômetros ao norte de Chernobyl.

Centenas de pessoas portando cravos e velas acesas se concentraram diante da igreja cristã ortodoxa.
Também foi erguido um monumento em homenagem às vítimas e o parlamento do país realizou uma audiência especial sobre o desastre.

No país vizinho Belarus, também afetado pelo acidente, grupos da oposição planejavam protestos na capital Minsk contra a tentativa do governo de reabitar as áreas contaminadas.
Estimativas
As estimativas sobre o número de pessoas que morreram ou ainda vão morrer em conseqüência do acidente variam muito. As Nações Unidas prevêem que até 9 mil mortes por câncer estejam ligadas a Chernobyl.

Mas um relatório do Greenpeace da semana passada estima que esse número chegue a 93 mil, e que outras doenças também decorrentes do acidente podem elevar esse número para 200 mil.
Mais de 250 mil pessoas foram retiradas permanentemente da área próxima ao reator destruído, que foi envolvido em uma estrutura de concreto. A área em um raio de 30 quilômetros em torno do reator tem acesso restrito.
Slavutych

Foi realizada ainda uma cerimônia para lembrar as vítimas do acidente em Slavutych, cidade construída para abrigar os funcionários da usina que ficaram desabrigados depois da explosão do reator.
"Eu conhecia todas estas pessoas", disse Mykola Ryabushkin, aos prantos, à agência de notícias AFP. Ele apontava para fotos de vítimas do acidente colocadas em um monumento aos que morreram imediatamente após a explosão em Chernobyl.

Ele tem 59 anos e trabalhava como um dos operadores da usina quando o acidente ocorreu.
"Eu olho para eles e quero pedir perdão", afirmou. "Talvez sejamos todos culpados por ter deixado o acidente ocorrer."

A explosão foi acobertada pelas autoridades soviéticas na época. Só duas semanas depois da explosão, quando começaram a haver sinais da emissão de radiação, uma autoridade soviética acabou admitindo a "possibilidade de uma catástrofe".

o Brasil

Entre 1999 e 2001, 15 crianças ucranianas portadoras de leucemia, doença contraída em conseqüencia do desastre de Chernobyl, viajaram para Curitiba em busca de tratamento.
"Arrecadávamos dinheiro na comunidade para pagar as passagens das crianças e o hospital evangélico da cidade dava tratamento gratuito", diz o empresário José Welgacz Jr., então presidente da comunidade ucraniana no Brasil e um dos responsáveis pelo projeto.
"As crianças passavam em média cerca de um ano no Brasil."

2 comentários:

  1. Oi, obrigada pela visita no meu blog. gostei do teu, bem informativo. beijos

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  2. Seu Blogger é bem diversificado adorei

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