Entre São Paulo e Lobos.


Incrivelmente estupida e inconsequentes as açoes de quem quer que esteja fazendo isso em SP, e tambem de alguns internautas que nao tem o que fazer, e colocam mais problemas na vida daqueles que estao apenas querendo viver em PAZ. Galera acorada a internet é uma meio de comunicação respeitavel, e tambem democratico como o mundo deveria ser. Agora quem nao sabe como o ultilizar nao apareça por aqui, escrevendo coisas ridiculas e enviando à pessoas inocentes, isso é terrorismo digital e psicologico. Agora peço desculpas a voce que esta lendo, porque estou basicamente colocando para fora o que eu, como Paulistano passei hoje apra ajudar algumas pessoas e lembrar a todos que nao tenham medo, porque o problema é politico e nada alem disso...

Agora aqueles que se acham o maximo por ter feito esses boatos e terrorismos, vejam a baixo a diferença que voces fizeram hoje...(mas aproveitem porque sao apenas os seus 15 min de fama e mais nada)

A pane e o pânico

O pânico da população paulistana nesta segunda-feira foi a contraface da pane que tomou de assalto as comunicações do tucano-pefelismo que gere a crise do PCC no Estado de São Paulo. Cláudio Lembo tinha se portado bem nos primeiros momentos da catarse. O tom sóbrio das suas primeiras declarações ajudou a combater os surtos de histeria que acontecimentos como esse, quanto mais quando são inéditos, despertam. Surtos que só complicam ainda mais uma situação delicada.

Mas Lembo sumiu ao longo do dia na segunda-feira. Sua assessoria foi incapaz de montar uma estratégia --simples-- para mantê-lo na crista do noticiário, "brifando" (no jargão jornalístico) a todo momento a imprensa e a população, na condição de chefe das forças de segurança do Estado.

O roteiro de crises desse porte é conhecido e está estabelecido internacionalmente: o governante fala o tempo todo (basta chamar TVs e rádios e falar); transmite reiteradamente confiança à população; louva o trabalho da polícia e lamenta os agentes mortos; desmente boatos; e, o principal, exorta as pessoas a não alterarem sua rotina, o comércio a não fechar suas portas, as escolas a manter sua programação habitual.Mas o que se viu ontem foi uma onda de boatos sem o menor fundamento se espalhar ao vivo pelas TVs e pela internet sem que a autoridade máxima do Estado se prontificasse a desmenti-los. Falou-se em toque de recolher, o que demandaria a decretação de estado de sítio, autorizada pelo Congresso Nacional!

Desorientadas e em pânico, as pessoas levaram a termo um "toque de recolher" caótico, submetendo-se a mais perigos no trânsito engarrafado do que se ficassem onde estavam. Escolas cancelaram aulas, não só na segunda-feira mas também na terça-feira, sem a menor razão objetiva. A palavra do governador no momento certo conteria esse surto de irracionalidade.Apenas no final da tarde o comandante da PM chamou a imprensa e fez o que o governador deveria ter feito. Mas o estrago estava feito; o trânsito, engarrafado; as aulas, suspensas; o comércio, fechado; as pessoas, em pânico. Ponto para os bandidos. Como Bin Laden ganhou de bônus o desmoronamento das Torres Gêmeas (esperava "apenas" a destruição parcial dos prédios), o PCC foi brindado com a fuga em massa dos paulistanos, sinal de descrença na autoridade pública.

Em crises como a que São Paulo atravessa, não há terceira opção aos governantes: ou se destacam, elevando-se à categoria de estadistas, ou submergem. Rudolph Giuliani, na Nova York pós-11 de Setembro, e Ken Livingstone, na Londres pós-7 de Julho, saíram maiores do que entraram. Os pefelistas Cláudio Lembo e Gilberto Kassab, que nutrem o projeto de emancipar seu partido no Estado, ainda estão devendo. Como a crise não acabou, eles ainda têm chances de recuperação.

by. Vinicius Mota, 32, é editor de Opinião da Folha (coordenador dos editoriais). Foi também editor do caderno Mundo e secretário-assistente de Redação da Folha. Escreve para a Folha Online aos domingos.

2 comentários:

  1. Lamentável essa situação. Começa em Sampa e depois vai pro Brasil todo se continuar assim. Esses nossos governantes são ridículos e só querem saber de si mesmos. Aposto que quando o Lembo "desapareceu" ele estava num cantinho seguro tomando uma Coca-Cola e comendo uns salgadinhos enquanto assistia tudo pela TV.

    Como diria o Boris Casoy: "Isso é uma vergonha".

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  2. Pois é... e o Governador e Prefeito... Militaristas do Regime repetiam que a situação estava sob controle... mas controle de quem??? hehe... vlw!!!

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