15.3.3


Bom pelo menos para conhecer um pouco sobre o que acontece em São Paulo nesses ultimos meses, acredito que conhecimento sobre o lado oposto é ter o poder de saber qual são suas pretenções e a finalidade disso tudo...

O Primeiro Comando da Capital, também conhecido como PCC, é uma organização considerada ilegal pelo Estado brasileiro, composta para defender os direitos da massa carcerária brasileira, surgida no início dos anos noventa no Centro de Reabilitação Penitenciária de Taubaté, para onde eram transferidos prisioneiros considerados de alta periculosidade pelas autoridades legais. O PCC possui seu próprio estatuto, o chamada Estatuto do PCC, onde estão os prescritos ditos a razão de ser desta organização.

O PCC foi fundado em 31 de Agosto de 1993 por oito presos no Anexo da Casa de Custódia de Taubaté (130 km de São Paulo), chamada de o "Piranhão", na altura a prisão mais segura do Estado de São Paulo.

O grupo iniciou-se durante um jogo de futebol, quando alguns detentos brigaram e, como forma de escapar da punição -pois várias pessoas haviam morrido- resolveram iniciar um pacto de confiança.

Era constituído por Misael Aparecido da Silva, o "Misa", Wander Eduardo Ferreira, o "Eduardo Cara Gorda", António Carlos Roberto da Paixão, o "Paixão", Isaías Moreira do Nascimento, o "Isaías Esquisito", Ademar dos Santos, o "Dafé", António Carlos dos Santos, o "Bicho Feio", César Augusto Roris da Silva, o "Cesinha", e José Márcio Felício, o "Geleião".

O PCC, que foi também chamado no início como Partido do Crime e de 15.3.3, por causa da ordem das letras "P" e "C" no alfabeto, afirmava que pretendia "combater a opressão dentro do sistema prisional paulista" e "para vingar a morte dos 111 presos", em 2 de Outubro de 1992, no "massacre do Carandiru", quando a Polícia Militar matou presidiários no pavilhão 9 da extinta Casa de Detenção de São Paulo.

O grupo usava o símbolo chinês do equilíbrio 'yin-yang', a preto e branco, foi adoptado como emblema da facção, considerando que era "uma maneira de equilibrar o bem e o mal com sabedoria". Em Fevereiro de 2001, Sombra tornou-se o líder mais expressivo da organização ao coordenar, por telefone celular, rebeliões simultâneas em 29 presídios paulistas, que se saldaram em 16 presos mortos.

Idemir Carlos Ambrósio, o "Sombra", também chamado de "pai", foi espancado até à morte no Piranhão cinco meses depois por cinco membros da facção numa luta interna pelo comando geral do PCC. O PCC começou então a ser liderado por "Geleião" e "Cesinha", responsáveis pela aliança do grupo com a facção criminosa Comando Vermelho (CV), do Rio de Janeiro.

"Geleião" e "Cesinha" passaram a coordenar atentados violentos contra prédios públicos, a partir do Complexo Penitenciário de Bangu, onde se encontravam detidos. Considerados "radicais" por uma outra corrente do PCC, mais "moderada", Geleião e Cesinha usavam atentados para intimidar as autoridades do sistema prisional e foram depostos da liderança em Novembro de 2002, quando o grupo foi assumido pelo actual líder da organização, Marcos Willians Herbas Camacho, o "Marcola". Além de depostos, foram jurados de morte sob a alegação de terem feito denúncias à polícia e criaram o Terceiro Comando da Capital (TCC).

Sob a liderança de Marcola, também conhecido como Playboy, atualmente detido por assalto a bancos, o PCC terá participado no assassinato, em Março de 2003, do juiz-corregedor António José Machado Dias, o "Machadinho", que dirigia o Centro de Readaptação Penitenciária (CRP) de Presidente Bernardes (589 km de São Paulo), hoje a prisão mais rígida do Brasil e para onde os membros do PCC temem ser transferidos.
A facção tinha recentemente apresentado como uma das suas principais metas promover uma rebelião de forma a "desmoralizar" o governo e destruir o CRP, onde os detidos passam 23 horas confinados às celas, sem acesso a jornais, revistas, rádios ou televisão.

Para conseguir dinheiro para financiar o grupo, os membros do PCC exigem que os "irmãos" (os sócios) paguem uma taxa mensal de 50 reais, se estiverem detidos, e de 500, se estiverem em liberdade. O dinheiro é usado para comprar armas e drogas, além de financiar acções de resgate de presos ligados ao grupo.

Para se tornar membro do PCC, o criminoso precisa ser "batizado", ou seja, apresentado por um outro que já faça parte da organização e cumprir um estatuto de 16 itens, redigido pelos fundadores. Diante do enfraquecimento do CV do Rio de Janeiro, que tem perdido vários pontos de venda de droga no Rio, o PCC aproveitou para ganhar campo comercialmente e chegar à actual posição de maior facção criminosa do país.

Agora me diga, qual a sua opinião sobre o assunto?

foto por Rui Monteiro / 1000 Imagens

2 comentários:

  1. minha opinião é a mesma de Edmundo Burke:

    "Para que o mal prospere, basta que os homens bons não façam nada.”

    =((

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  2. Eiat... que aula de História do 15.3.3... hehe... assim... acredito que tudo isso é fruto do sistema que vivemos... sem saúde, educação, etc, etc... flw!!!

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