Libertine

The Libertine (O Libertino, no Brasil) é um filme lançado em novembro de 2005 no Reino Unido e em março de 2006 nos Estados Unidos. Dirigido por Laurence Dunmore, é uma adaptação da peça homônima de Stephen Jeffrey. Conta a história de John Wilmot, o segundo Conde de Rochester, um notório boêmio e poeta libertino da corte de Charles II da Inglaterra.
John Wilmot, Segundo Conde de Rochester (Ditchley, 1 de abril de 1647 — 26 de julho de 1680), foi um libertino inglês, amigo do rei Carlos II e escritor de muita poesia satírica e obscena, características que o tornaram popular. No espiritismo, é mais conhecido como J. W. Rochester.
Foi uma célebre figura da corte da Restauração inglesa e patrono das artes. Apesar de ter casado-se com a herdeira Elizabeth Malet, possuiu muitas amantes, entre elas a atriz Elizabeth Barry. Foi muito divulgado que ele teria renunciado ao ateísmo em seu leito de morte.
Britânico, conhecia em profundidade o latim, o grego, o francês e o italiano. Aos 14 anos, no ano de 1661, recebeu o título de Master of Arts do Wadham College (Universidade de Oxford). Depois foi para a França e a Itália. Na Europa continental se tornou um intelectual carismático e prestigiado pela alta sociedade.
Poucos meses antes de completer 20 anos, em janeiro de 1667, contraiu matrimônio com Elizabeth Mallet, com quem teve quatro filhos. No mesmo ano teve uma filha com a atriz Elizabeth Barry. Sua vida, embora breve, teve passagens tumultuadas: combateu a Marinha holandesa, envolveu-se em homicídio, escândalos sexuais, alcoolismo, charlatanismo e exercício ilegal da medicina.
Na casa dos trinta, já com a saúde em franco declínio, dita suas memórias ao sacerdote Gilbert Burnet, onde registra seu remorso pela vida inócua e renuncia ao ateísmo. Suas poesias hoje são sucesso de crítica.

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Foto por ::: Carlos Manuel Pereira / 1000 Imagens®

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