Juliu's Pub Entrevista - Rob Gordon


Opa devolta com as entrevistas mais comentadas da blogsfera, Juliu's Pub tem a honra de apresentar uma das pessoas mais solicidatas da comunidade Blogspot (Blogger.com). a todos vocês que pediram, aqui esta Rob Gordon um dos blogueiros mais bem visto da blogsfera, conhecendo mais Rob confirmamos o que ja pensavamos: "O cara manda bem no blog..."
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Atenção: Todas as perguntas e respostas sao originais e não foram alteradas para a postagem, você poderá utilizar o espaço para sugestoes, perguntas ou criticas, o entrevistado poderá ou não responder, mas lembre-se : RESPEITO acima de tudo.



RaioX
Nome: Rob Gordon
Cidade: São Paulo
Blog: http://www.champ-vinyl.blogspot.com e http://www.champ-chronicles.blogspot.com
Assunto: Não sigo regra nenhuma. O assunto é justamente o que vier à minha cabeça.
Layout: Putz...é algum padrão do blogspot, mas não vou lembrar o nome jamais.
Desde Quando: Julho de 2006
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Juliu's Pub: Por que blog?
Rob Gordon: Quer coisa melhor para alguém que adora escrever, tem um espaço para escrever sobre / como / o que / quanto quiser?
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JP: Há quanto tempo você tem seu blog?
RG: Em julho, faz 1 ano.
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JP: Como ele surgiu?
RG: Eu sou jornalista, mas sempre brinquei de cronista. Todo mundo sempre me falou que eu “sei contar histórias” e resolvi, um dia, escrever essas histórias. Cheguei a publicar algumas crônicas num site de amigos, como convidado, mas muito esporadicamente. Um dia, começando a fuçar em blogs na internet, percebi que, ao contrário do que eu imaginava, eles não eram “diários adolescentes”. Vi que aquilo poderia ser um espaço para publicar meus textos do jeito que eu quisesse, sem interferência de ninguém – especialmente na parte do assunto, do tema. O sonho de qualquer pessoa que escreve é poder escolher o assunto do seu texto.
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JP: Qual tipo de leitor você pretende atingir com seu blog? Acha que tem conseguido?
RG: Nunca parei para pensar exatamente sobre isso. Acho que pretendo atingir simplesmente alguém que goste de ler. Na verdade, acho que o segredo não é escrever para o leitor, é escrever para você. Ao menos, no meu caso, já que sou mais exigente que o leitor, a respeito dos meus textos. Se eu me preocupar se todo mundo vai gostar do texto, se todo mundo vai entender aquela piada do quarto parágrafo, vou acabar não publicando nada. Mas posso dizer o tipo de leitor que não quero atingir: uma vez um cara deixou um comentário dizendo que “meus textos eram longos demais, um saco”. Estava no começo do blog, fiquei grilado. Entrei no blog dele e vi que era um daqueles blogs cheios de vídeos do Youtube e uma ou outra frase, cheia de erros de português. Pensei: “bom, se ele não gostou, é porque estou no caminho certo, vou continuar assim”.
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JP: Você se preocupa mais com número de acessos ou com volume de comentários?
RG: Com o número de comentários, claro. No começo, eu ficava contando os acessos do blog. Hoje, nem olho mais. Hoje, minhas taras são os comentários. Para mim, mais importante que ter 1000 acessos em um dia é ter 10 pessoas que leram e gostaram do texto, a ponto de se darem ao trabalho de comentar. Esses 10 valem mais que os 1000 pra mim.
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JP: Como você escolhe o assunto dos seus posts?
RG: Essa é a parte mais difícil de explicar. Às vezes, andando na rua, vejo alguma coisa acontecendo ou alguma pessoa e fica óbvio: isso dá post. Foi assim com a briga do punk no supermercado, que foi muito comentado. E, claro, tem alguns assuntos que eu me pauto. São assuntos que eu quero falar, normalmente abordando cinema, música, quadrinhos isso. Mas, normalmente, eu tropeço nos posts no meio da rua. Basta você sair de casa e olhar ao redor. Existem pessoas que nasceram para ser posts de blogs. Não precisa nem procurar, é só saber olhar direito. Metade dos meus posts nasceu assim.
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JP: Como você escolhe o estilo (humor, triste, etc) de cada post?
RG: Isso é previamente concebido ou surge durante o texto? Normalmente eu prefiro o humor. É o tom do blog. Inclusive, às vezes, eu vejo uma piada na rua que e acho que ela tem cara de post, mas, quando sento para escrever, acabo desistindo, não consigo esticar a piada a ponto de se tornar um post. Mas meu caminho é o humor... Aliás, não vejo nem como humor, vejo mais como uma descrição sarcástica, cínica, não apenas da vida, do mundo, mas de mim. Eu adoro fazer piada me usando como tema. Mas, claro que às vezes falo sobre alguma outra coisa de forma mais séria (a série de critica de filmes Longa Jornada Noite Adentro, por exemplo, que escrevo puramente como jornalista), ou, até mesmo, mais emocionalmente. Tem alguns posts que eu começo a escrever como humor, mas, não adianta, o texto fica pedindo o tempo inteiro para mudar, para se transformar, por exemplo, num drama. Se o texto começa a pedir para você fazer isso, faça o que ele quer. Não adianta insistir no que você tinha pensado antes. Um texto nasce enquanto você escreve, e não antes. Se o texto pede, eu obedeço. Mas são mais raros, e normalmente acabam indo para Chronicles, especialmente pelo clima que ficam.
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JP: Como você divulga seu blog?
RG: Comecei, acho, como todo mundo, divulgando para os amigos. Até que comecei a entrar nas comunidades de blogueiros do Orkut e tive um bom resultado, além de aprender muito sobre a parte técnica, etc. Mas a grande sacada é você divulgar pelo tema. Postei um review do show do Aerosmith no blog e divulguei o texto nas duas maiores comunidades da banda no Orkut. Cheguei a ter 22 pessoas online no blog.
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JP: Pensando em termos de conteúdo, visual, visitantes... Está satisfeito com seu blog?
RG: Muito. Meu visual é padrão do blog, não ligo muito para isso. Apenas tento deixar organizado. Mas já pedi para o meu primo (que é meu nerd de plantão) criar um layout novo para mim, mais com a minha cara. Mas já expliquei para ele que quero algo clean, que não chame mais a atenção que os textos. Quanto aos textos em si, estou muito satisfeito, por mais que eu tenha meus textos preferidos e outros que não gosto tanto (por mais que alguns deles tenham sido elogiados). Quanto aos visitantes, digamos que tenho mais do que imaginei que teria (e falo de visitantes freqüentes, gente que eu nem conheço) e menos do que eu gostaria de ter. Todo mundo que tem um blog quer sempre ter mais visitantes. Mas o que me deixa mais feliz é gente que comenta algo “como sou fã do seu blog”. Esse, para mim, é o visitante mais importante: é o leitor que vai voltar. Ele não gostou de um assunto, ele gostou do MEU texto.
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JP: Qual a freqüência que você atualiza o blog?
RG: O máximo que eu fiquei sem atualizar, acho, foi uma semana. A média é duas ou três vezes por semana. Não me obrigo a escrever lá todo dia, primeiro porque não tenho tempo e, segundo, isso iria refletir na qualidade dos textos. É a velha equação onde você ganha em quantidade e perde em qualidade.
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JP: O que você mais gosta e mais detesta em blogs?
RG: Gosto de blogs com humor. Que fazem você pensar e gargalhar na frente do computador. E não gosto daqueles blogs extremamente pessoais, que só o autor vai entender. Sabe, aquela menina que escreve dizendo “ontem, eu estava triste e fui na casa da Lu. Falamos a tarde inteira sobre o Má, e eu disse a ela como ele fica lindo de amarelo!” Não tem como uma pessoa normal ler isso. Existem duas pessoas que iriam entender esse texto: a Lu e o Má. Como a Lu já sabe de tudo, e provavelmente a menina não teve coragem de avisar o tal do Má sobre o blog, porque iria morrer de vergonha se ele lesse, então por que criou o blog? E pior que a tal da Lu ainda comenta o post, dizendo “ai, amiga, não fica assim!”. Porra, vocês passaram a tarde inteira juntas, porque você não disse isso lá? Hum... Olha só... Isso dá um post, hein? (o difícil seria arrumar um Top 5 para isso). Enfim, eu acho que você tem que escrever para você, pelos seus padrões, mas lembrando que outras pessoas vão ler seu texto.
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JP: Quantos blogs você já teve? Atualmente, possui mais de um? Quais as diferenças entre eles?
RG: Tenho dois. O Championship Vinyl, que é meu oficial. E criei o Championship Chronicles, com as minhas crônicas. E mantendo a mesma identidade visual, para brincar com o esquema da “cadeia de lojas”.
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JP: Qual a importância do seu blog na sua vida? Ou é apenas um hobby?
RG: É um hobby. E, como todo hobby que tive, sou apaixonado por ele.
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JP: De onde surgiu a idéia de "...música, cinema e quadrinhos, vítimas de romances frustrados e praticantes de filosofia de boteco."?
RG: Na verdade, todo o conceito do meu blog, desde a minha assinatura, ao nome do blog e os Top 5, surgiram do livro (ou do filme) Alta Fidelidade, pois todo mundo fala que eu sou igualzinho ao personagem, em comportamento. Agora, a parte "...música, cinema e quadrinhos, vítimas de romances frustrados e praticantes de filosofia de boteco" isso é meu mesmo. Isso é minha vida. Esse é o meu Top 5 pessoal. E não nessa ordem.
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JP: Alguma mensagem que deveria ser repassada com o blog, ou algum post em particular?
RG: Não... Nenhuma. Na verdade, já deixei algumas mensagens pessoais no meio de um outro post, mas são mensagens que somente a pessoa vai entender. E estão espalhadas em vários posts, para várias pessoas. E algumas, claro, são alfinetadas. Mas nem todas.
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JP: Nos conte sobre o TOP 5?!
RG: O Top 5 é mais uma das semelhanças entre o personagem do Alta Fidelidade e eu. Sempre tive essa mania. Sempre fiz Top 5 de tudo na vida, e achei que seria um jeito legal de dar uma unidade ao blog, terminando todos (ou quase todos) posts desse jeito. Mas isso é um problema, tem alguns posts que eu demorei mais para criar o Top 5 que o post em si. Do mesmo jeito, teve posts que nasceram somente porque eu estava com o Top 5 na cabeça e queria usá-lo de qualquer jeito.
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JP: Filial e Matriz no blog?
RG: Como eu disse, quando eu já estava com o blog, tive a idéia de criar outro espaço para republicar as antigas crônicas que publiquei naquele site, pois vi que elas não se encaixavam no blog. São textos maiores, mais trabalhados, e com outro apelo, mais emocional, mais pessoal. Claro, tenho crônicas de humor ali, mas... Digamos que a maioria dos textos do Vinyl sou eu falando com o leitor. E grande parte dos textos do Chronicles sou eu falando comigo mesmo – e o leitor está “escutando” escondido, de penetra.
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JP: Qual assunto você nunca postaria no blog? Por quê?
RG: Minha regra é: se eu não gosto do assunto, não vou escrever, porque o texto vai sair ruim. Vai sair sem tesão. E nada pior que ler um texto onde fica claro que o autor escreveu sem tesão, de qualquer jeito.
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JP: Blog + Futuro = ?
RG: Falando do meu blog... Gosto dele do jeito que está. Como eu disse, talvez mude meu layout de uns tempos para cá, mas não planejo grandes mudanças.
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JP: Qual Post seu você mais curte e qual você não gosta? Por quê?
RG: Difícil demais isso. Gosto de todos, uns mais, outro menos. Mas tenho lembranças boas do Geli-limão. Não sei se posso dizer que foi meu primeiro post a ficar famoso, mas foi o primeiro que me fez perceber que as pessoas estavam lendo meu blog. E esse post tem uma história curiosa. Eu estava com ele quase pronto, mas não estava gostando do que estava saindo. Não estava vendo graça nenhuma (aliás, isso acontece com muitos dos meus textos, só consigo ver os pontos positivos depois que publico). Até que eu comecei a reler o texto e resolvi mudar a escrita de todos os “Gelo e limão?” para “Geli-limão?”, para brincar com o jeito que os garçons falam. Na mesma hora, o texto mudou completamente. Comecei a reler novamente e dava gargalhadas. É um dos meus preferidos.
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JP: Jornalismo e internet, na sua opinião sempre existirá essa parceria?
RG: Sim, cada vez mais forte. E até mesmo em blogs.
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JP: Como indicaria a começar um blog sério aos novatos?
RG: Não se preocupe com o tamanho ou o formato dos textos. Todo mundo fala que um blog tem que ter textos curtos. Bobagem, tem público para todo o tipo e todo tamanho de texto. Eu tenho textos enormes que foram muito comentados. Enfim, escreva o que você quer, não se paute pelos outros. Não escreva pensando em “fazer sucesso”. Escreva pensando em fazer um texto bom. E saiba pesar a importância das críticas. Lembre-se que o blog é seu e não dos outros. E, por fim, não é porque você está escrevendo na internet que você precisa escrever como se estivesse no messenger. Acentue as palavras, e não use os “vc”, “tb”. Isso funciona no msn. E evite usar os “hehehe”. Quer fazer humor? Sem problema, mas lembre-se que quem tem que rir é o leitor, e não você.
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JP: O que um blogueiro nunca deveria fazer? Não cair na armadilha de escrever sem inspiração.
RG: Antes um blog que é atualizado a cada 10, 15 dias com um texto genial, do que um que é atualizado todo dia só com bobagens. Quando eu começo a ler um blog e o post começa com “estou totalmente sem inspiração, mas como faz tempo que não mexo aqui, resolvi escrever um pouco”, paro de ler na mesma hora. O próprio autor já admitiu, na primeira linha, que não tem o que falar. Por que eu vou continuar lendo?
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JP: Até quando, na sua opinião, ira a era blogueira?
RG: Sempre. Pode mudar, pode se adaptar, mas não morre mais. Está muito difundida já.
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- Papo Mix - O melhor e o Pior:

Sistema Operacional: Windows XP. O melhor e o pior.
Estilo Musical: Minha paixão é heavy metal clássico, anos 70 e 80. O pior: pagode-axé-sertanejo.
Meio de Comunicação: O melhor? Internet. O pior: papel e caneta.
Filme: O Poderoso Chefão. O Pior? Sem parar pra pensar, lembro de uns 30.
Portal de Internet: Melhor: UOL. Pior: Ig.
Série e Tv: Melhor: Jornada nas Estrelas, Sopranos, House...são tantas. Pior: Qualquer série com adolescentes milionários e problemáticos.
Moderador da Comunidade Blogspot.com (Blogger): O melhor: Davis, é o mais ativo e o mais rigoroso. O pior: Não tenho queixas de nenhum.
Concurso para Blogs: participei apenas da comunidade Blogspot, não tenho como dizer o melhor e o pior.
Blog: Melhor: se é bem escrito e tem humor, já me ganhou. Piores: os blogs de emos, com textos ixcritox axxim!
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ESPAÇO ABERTO - Aqui Rob Gordon manda..
Para não perder o hábito de final de post, seguem as 5 perguntas mais divertidas de responder nessa entrevista:

1. Qual Post seu você mais curte e qual você não gosta? Por que?
2. De onde sugiu a ideia de "...música, cinema e quadrinhos, vítimas de romances frustrados e praticantes de filosofia de boteco."?
3. Nos conte sobre o TOP 5?!
4. O que você mais gosta e mais detesta em blogs?
5. Como você escolhe o assunto dos seus posts?

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Juliu's Pub agradece muito a entrevista e esse é só o começo...

7 comentários:

  1. É,está sendo como eu disse:"Irá melhorar cada vez mais"

    Os blogs do Ricardo são ótimos,o cara é fera mesmo...

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  2. Putz! Até aqui ele coloca top 5! :-D
    *rolando de rir*

    Sério agora: Tá aí uma das poucas pessoas que me fazem pensar "Poxa, queria poder escrever que nem ele..."
    =]

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  3. Júlio, ótima a idéia das entrevistas! Adorei!!!!!

    E a entrevista está ótima!

    “ontem, eu estava triste e fui na casa da Lu. Falamos a tarde inteira sobre o Má, e eu disse a ela como ele fica lindo de amarelo"

    hahaha impagável!

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  4. E ai Julio, beleza? Curti a ideia da entrevista cara, mandou muito bem... Confesso que ja tive vontade de fazer algo do tipo, entrevista com outros blogeuiros, mas ficou so na ideia msm, nao dei continuidade... Acho q vou inserir ela no oloucomeu, mas pode ter certeza q remeto os créditos a vc, ok? Que acha de uma parceria troca de links? da uma olhada no meu e ve o q acha da ideia... E to linkando o Julio's Pub no meu blog, ok? abraço

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  5. o rob (que na verdade eu conheço por ricardo) é phoda mesmo...
    o cara escreve sobre tudo (e bem) de um jeito que a gente sonha (breve explicação sobre sonhos no meu blog) escrever um dia...

    e essa idéia de entrevistas no blog foi muito phoda tb...
    julio vc foi mestre agora!!!!

    mestre yoda!!!

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  6. Muito boa a entrevista. Gostei de conhecer um pouco sobre a vida de blogger do R. Gordon. Li muita informação interessante. Aproveito para registrar que gosto do Championship Vinyl, pois apresenta bom conteúdo e layout.

    Parabéns

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  7. Isso de divulgar no Orkut funciona mesmo. Conheci o blog do Rob através do Orkut e virei fã dele. Todo dia eu olho pra ver se tem posts novos e volta e meia eu dou uma vasculhada nos arquivos, como acabei de fazer.

    =)

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