Juliu's Pub Entrevista - Ismael Neto


----------Diga-se de passagem que adoro blog. Por isso os visito, e pelo menos dito, propriamente tenho um. Um senhor outro dia me disse: "Seja você ou cria-se um você mais imperfeito a decepção será a mesma". Com isso digo então, façamos bloguemos, e sejamos felizes. Agradeço a participação de todos, entrevistados, contatos e comentários. Procuro responder todos rapidamente. E ainda aceito sugestões para entrevistar blogueiros, fique a vontade de clicar em contato ali em cima, e participar. Sinta-se em casa. Relaxe e divirta-se.
----------Nada melhor que efetuarmos pequenos trabalhos para nós mesmos não é? Acredito que espantamos vontades, criamos desafios, paredes de conhecimento próprio enfim. Temos os nossos dias e nossas manias. O próximo entrevistado não faz um blog apenas para ele, mas seus sentimentos mais aflorados contribuem para dar esse ar de pessoal e um perfeito imperfeito.
----------Sinta-se livre e comentar, e abusar. Somos livre para ler e reler, mas até onde nossa liberdade nos coloca a prova e diz o que não podemos fazer?. Utilize o pensamento e o bom e veja o que acontece. Lembre-se open bar na geladeira mais proxima. Agradeço novamente a visita, e divirta-se.

RaioX --------------------
Nome: Ismael Benigno Neto
Cidade: Manaus - Amazonas
Assunto: Qualquer um
Layout: Wordpress
Juliu's Pub: Por que blog?
Ismael Neto: O blog foi a única forma encontrada de publicar textos sem precisar pedir, pagar, bajular, telefonar, pedir emprestado ou tomar nada de ninguém.
JP: Há quanto tempo você tem seu blog?
IN: Já são três anos, O Malfazejo veio ao ar em 3 de junho de 2004.
JP: Por que "O Malfazejo”?
IN: "Malfazejo" era a forma pomposa de uma ex-chefe se referir aos seus funcionários mais queridos e subversivos. Ganhei a alcunha depois de uma insubordinação.
JP: Já o definiram como pessoal, político, e sobre simplesmente "vida". Quais os temas que você mais aborta atualmente em seu blog?
IN: Os assuntos se revezam conforme o autor. No mesmo dia posso falar do Renan Calheiros, do Lula e da saudade de um tio morto. Já dividi o mesmo dia de blog em receitas de Mascarpone, sátiras do dia-a-dia e num texto mais emotivo sobre o Dia dos Pais. Então não há tema ou pauta definidos. Tampouco periodicidade ou freqüência.
JP: Então diga sua opinião quanto a blogs com temas?
IN: Nada contra. Aliás, pelo contrário. Requer responsabilidade, quando se decide falar de esporte, política, relacionamento, é preciso saber falar daquilo. Não gosto da fórmula, particularmente. Um blog político não atrai quem não gosta de política, um blog esportivo não atrai quem detesta esportes etc. Prefiro a metamorfose ambulante, ter a sensação de ser capaz de surpreender. Ninguém sabe o que vai ler nO Malfazejo.
JP: Qual tipo de leitor então você acha que atrai com o seu blog hoje?
IN: Boa pergunta. Não conheço o perfil das pessoas que visitam o blog. Mas devem ter alguma relação sanguínea (ou de amizade) comigo...rs...
JP: Sobre o conteúdo diversificado do seu blog. Quais as mensagens que você quer passar com o cada post?
IN: Na verdade não desejo passar mensagem alguma. Acho que certos posts (ou a maioria) são escritos para que eu me sinta melhor depois. A idéia é publicar sempre algo que possa me fazer bem e/ou interessar alguém. Não gosto do estilo "meu querido diário", mas se há uma mensagem a passar, é a de que podemos falar de absolutamente qualquer coisa. Sorte nossa, no Maranhão o Sarney manda censurar.
JP: Fale um pouco sobre o post recente seu chamado Tio.
IN: Meu tio morreu no amanhecer do último dia 12, Dia dos Namorados, dia do aniversário de 42 anos de casamento dele. Foi um exemplo de gente, e olhe que eu não o aproveitei tanto assim. Viveu para a família, sorriu a vida inteira, foi honesto, decente, generoso e amigo. Eu precisava escrever sobre ele, mas não consegui durante dias e dias. Publiquei um texto ontem (Jun 24th, 2007) e vou fazer uma homenagem com fotos dele durante essa semana toda. O que é meio inútil, na verdade acho que estou tentando expiar meu pecado essencial, não ter dito tudo enquanto ele esteve aqui. Meu blog está novamente livre pra voltar a falar de coisas menos nobres.rs
JP: Você começa o post com "Cada um de nós é uma parte do que pensamos ser um homem completo”.O que significa essa frase particular significa a você ou a sua vida?
IN: O homem completo, pra mim, é decente, simpático, humilde, inteligente, generoso, bem humorado. Quase nunca podemos ser tudo ao mesmo tempo. Então nos resta ser, cada um, uma parte dessas. Então há aquele simpático, há outro que é o inteligente, e outro que é o humilde. A junção dessas várias pessoas "chega aos pés" do que eu chamaria de homem completo. Meu tio chegou perto, muito perto disso.
JP: Diga-nos como um blog, assim como o seu, pode vir à ser bem particular e ao mesmo tempo estar aberto a todo visitante ler; Como é expor idéias e a vida em um blog?
IN: Decido, inconscientemente, o que tornar público da minha vida particular. Quando falo do meu filho, de um casal de amigos ou da minha cadela, é porque decidi expor aquilo, é porque quero que todos saibam, vejam, conheçam. Eis a vantagem de não ser popular, você pode expor sua vida ao mundo e apenas seus amigos se interessam. Não tenho e não pretendo ter a noção do alcance das coisas que escrevo.
JP: ... Você diria então que, se obtivesse a noção do alcance, iria se policiar com o que postar?
IN: Duvido muito...rs... Quando falo das mazelas políticas do Amazonas, há quem diga que sou maluco. Um amigo, o Deco (abraço, Deco!) sempre me pede uma procuração pra ficar com a tutela dos meus CDs toda vez que lê o que eu digo sobre gente muito poderosa daqui.
JP: Já deixou de postar algo, por achar que não seria do agrado dos visitantes?
IN: Nunca. Postei, mas depois que me avisaram que eu poderia prejudicar um amigo, retirei o post. Não sou jornalista, não tenho a obrigação de contar tudo. Se nem os jornalistas cumprem essa obrigação...
JP: Você antes de criar o blog, incentivou-se em algo ou algum outro blog para começar?
IN: Sim, nos que eu detestava. Quando os blogs "chegaram" em Manaus, resumia-se a murais de recadinhos de patricinhas festeiras, do tipo "u-hú!". Sempre gostei de escrever, e então decidi tentar criar um. Foi tão fácil e rápido que os primeiros posts foram citações. Enfim, criei O Malfazejo pra poder ler algo que me interessasse (mesmo que o autor fosse eu mesmo). Estou falando, claro, de Manaus. Mas me espelhei, sim, muito, no Noblat. Gosto de quem escreve fácil, simples.
JP: Inteligente o post: "Perfil no Orkut". Fale-nos sobre.
IN: Eu tinha acabado de ser demitido de um cargo público por questões políticas (precisavam do meu cargo de gerente pra empregar o motorista semi-analfabeto de um secretário). Peguei minhas coisas, entrei numa lan-house e escrevi aquilo. É essencialmente o que sou, um voyeur da honestidade, tenho tesão por gente de bem.(risos) Depois daquilo decidi colar o texto no orkut. Ficou melhor do que "Pra saber quem eu sou, você precisa me conhecer, gata".
JP: Quais os blogs que você mais visita?
IN: O Noblat, alguns blogs locais voltados para política, o de alguns poucos amigos e os do NoMínimo (meu site preferido).
JP: O que não se deve fazer com um blog?
IN: Boa pergunta. Sou tentado a dizer que se pode fazer tudo com um blog. Mas eu não o usaria para campanha política, ou seja, baixaria. Ah, eu também não o turbinaria com foto de mulher pelada. É fácil demais e não diz nada sobre a competência do autor.
JP: O bom e o ruim de um blog?
IN: O bom de ter um blog é a completa ausência de censor. O ruim é ter que explicar - ainda - o que é um blog, ser tratado como um revolucionário justamente pelas pessoas que deviam ser as mais informadas. O pior de ter um blog é ser chamado de "blogueiro". Ô palavrinha medonha.
JP: Qual o seu maior sonho de vida?
IN: Ter um sítio, uma moto, ser rico, fundar uma revista, ser famoso, ter um bar, virar celebridade. Não exatamente nessa ordem de prioridade.
PAPO MIX --------------------

Sistema Operacional: Melhor: MacOS X / Pior: Windows.
Estilo Musical: Melhor: Jazz e música Folk americana. Pior: Romântica.
Meio de Comunicação: Melhor: Internet / Pior: Jornal
Filme: Melhor: Pulp Fiction / Pior: O Código Da Vinci
Portal de Internet: Melhor: NoMínimo / Pior: IG.
Que passa na TV: Melhor: Menu Confiança (Renato Machado e Claude Troigros no GNT) / Pior: o SBT inteiro.
Meio de divulgação de blog's: blogs.
Livro: Melhor: "O Escaravelho do Diabo", do Marcos Rey / Pior: Contabilidade Básica (como se houvesse isso)
Blog: Melhor: Ricardo Noblat / Pior: não sei dizer.
Espaço Aberto ---------------------
Queria agradecer a simpatia do Júlio e o convite. E dizer que precisamos trancender a questão dos blogs. No fim, o meio usado é o que menos importa, e os blogs já não são novidade. Cabe a cada um fazer o que quiser com o seu (e claro, assumir a responsabilidade), mas, antes de tudo, escrever coisas interessantes, afinal, estamos com cada vez mais porcaria e menos coisa boa por aí.
----------Juliu's Pub agradece a participação do Ismael. E acredite ficando com vontades de conversarmos mais, voltara em brêve com certeza. Agora é com você leitor, o que achou do blogueiro? Até a proxima. E tudo de bom.

7 comentários:

  1. GrandeIsmael

    Um cara que aprendi a respeitar e em seguida gostar. Que do seu jeito galgou um espaço no meu restrito grupo de grandes amigos, mesmo não sendo tão íntimo assim.
    Como fã do O Malfazejo, só posso torcer pra que o trabalho continue, e que tenhas muito sucesso

    abração, meu querido

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  2. Ismael, a cada dia tenho mais orgulho de você! A entrevista ficou ótima! Beijus, Luma

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  3. Adoro o Ismael. Principalmente quando ele mete o safarro nos politiqueiros de Manaus, por dois motivos: 1. porque os cabras merecem e 2. porque se matarem o isamel eu ficarei com uma coleção caprichada de Cds...
    :D

    grande Ismael, como digo, seu blog é de leitura obrigatoria.

    []´s
    cudi

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  4. Ei... a entrevista tá show. parabéns e repousa aí. Problem na coluna sempre é sério, por menor q seja.

    valeu!

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  5. Vou ficar fã de carteirinha desse blog.
    Muito interessante a entrevista com o Ismael Neto. Gente como ele e como vc é que precisamos no nosso Brasil, tão malfazejo e tão "excrachado"...
    Abs,

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  6. Oi Juls,

    Outro blog com bagagem boa! E adorei essa resposta, muito bonita: O homem completo, pra mim, é decente, simpático, humilde, inteligente, generoso, bem humorado. Quase nunca podemos ser tudo ao mesmo tempo. Então nos resta ser, cada um, uma parte dessas. Então há aquele simpático, há outro que é o inteligente, e outro que é o humilde. A junção dessas várias pessoas "chega aos pés" do que eu chamaria de homem completo. Meu tio chegou perto, muito perto disso.

    Parabéns ao Julio e ao Ismael

    Beijos

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