Não esqueça

A juventude é metade da população.
Mas apenas um terço da vida


Boas festas,

Para minha eterna Luz

Dança comigo, por toda vida?



Eu dou a ela todo o meu amor
É tudo o que eu faço
E se você visse meu amor
Você a amaria também
E eu a amo

Ela me dá tudo
E com ternura
O beijo que meu amor traz
Ela traz pra mim
E eu a amo

Um amor como o nosso
Nunca poderia morrer
Contanto que eu tenha você perto de mim

Brilhante como as estrelas
Escuro é o céu
Eu sei que esse amor de mim
Nunca morrerá
E eu a amo

Te amo por toda vida

Feliz Natal.

Nosso show na realidade

A epidemia do século 21 já tem nome: "Síndrome de Truman". O nome pertence a filme de 1998, "The Truman Show/ O Show de Truman", com Jim Carrey no papel principal. Não lembram? Eu lembro: o personagem de Carrey era um simpático vendedor de seguros que, gradualmente, descobre a fraude existencial que o envolve. A sua vida, desde o berço, é apenas um gigantesco "reality show", filmado por câmeras ocultas 24 horas por dia. E todas as pessoas que o rodeiam --mulher, família, vizinhos, amigos e inimigos-- são meros actores contratados para representarem seus papéis.

O filme termina em registro heróico, com Carrey a libertar-se do pesadelo, ou seja, abandonando o estúdio onde viveu encerrado (e filmado) durante décadas.

Acontece que o pesadelo já emigrou para a realidade. Leio agora na imprensa do dia que cresce assustadoramente o número de pessoas que acredita genuinamente que a vida não lhes pertence. Pertence a um produtor televisivo que montou uma gigantesca ilusão em volta. Como no filme de Jim Carrey, esta gente-se sente-se vigiada por câmeras imaginárias e olha para as respectivas vidas como se apenas estivessem a cumprir um roteiro pré-escrito.

Não confiam na família. Não confiam nos amigos. Não confiam em ninguém. E há mesmo casos de tentativas de suicídio por criaturas transtornadas que não aguentam "continuar" no "show". Uma das histórias mais pungentes pertence a um anónimo norte-americano que, cansado de "representar", entrou num edifício do governo federal e implorou, de joelhos, para que desligassem as câmeras e terminassem com o programa. Ele queria, simplesmente, sair.

E os médicos? Os médicos têm uma palavra importante, a começar pelos psiquiatras. Mas, como os próprios admitem, o caso não é simples de resolver. Desde logo porque eles próprios são vistos pelos pacientes como parte do engodo. Os médicos não são médicos. São atores, vestidos de bata branca, que tentam convencer o doente de que ele está doente.

Não pretendo levantar polémicas inúteis. Mas, confrontado com a epidemia, eu próprio duvido da doença dos doentes. E pergunto, inteiramente a sério, se eles não serão as únicas pessoas lúcidas no meio da loucura reinante.

Um pouco de história talvez ajude: durante séculos, a posição que ocupávamos em sociedade era determinada pelo berço em que nascíamos. Nascer no berço errado, em circunstâncias de pobreza material e cultural, era meio caminho andado para uma vida igualmente pobre e lúgubre. Existem todas as exceções do mundo, claro. Mas as exceções apenas servem para comprovar a tese: a nossa posição em sociedade era uma questão de sorte, não de mérito.

Com o fim da Primeira Guerra Mundial, e o enterro do Velho Mundo que o conflito arrastou consigo, tudo mudou. O berço continuou a ter palavra importante. Mas não mais decisiva. O mérito passou a determinar o nosso lugar em sociedade. Em teoria, e sobretudo na prática, seria possível, ao filho de um pobre, entrar nos salões de um rico. Bastava, para isso, que o pobre ganhasse o dinheiro necessário para os comprar. As nossas sociedades são a prova provada de que a meritocracia vingou e que o "self-made men" derrotou grande parte dos preconceitos de classe.

E hoje? Hoje, como escreve Toby Young em recente ensaio para a revista "Prospect", a era meritocrática foi enterrada. Depois do berço e do mérito, chegámos à era da celebridade. Podemos nascer no berço certo; podemos até subir a corda social com os nossos próprios pulsos, provando o nosso valor intrínseco; mas se não somos "famosos", ou seja, se não alimentamos o voyeurismo coletivo em que vivemos, não somos rigorosamente nada. Vivemos em sociedades mediatizadas e massificadas. E numa sociedade mediatizada e massificada, é o anonimato, e não a pobreza ou a incompetência, que pesa profundamente sobre a espécie.

Não é de admirar, por isso, que uma parte crescente de seres humanos se sinta cansada do circo instalado; se sinta cansada, enfim, de um mundo de celebridades ocas que, na verdade, parece um "reality show" permanente. Eles imploram para sair do espetáculo na impossibilidade de o derrotarem.

Loucos? Não sou médico. Sou apenas um blogueiro disfarçado de médico. Mas desconfio que existe mais sanidade na loucura dessa gente do que em todos os "reality shows" que rodeiam as nossas vidas.

O nosso legado

Neste ano muito se divulgou e falou de grandes acontecimentos da historia de nosso pais, mas e as resoluções? Pouco divulgado. Em memoria a todos os "estranhos" que ali viveram momentos únicos de suas vidas, está é a maneira de eu criar uma retrospectiva sobre os acontecimentos.

E sobre o Legacy?

O relatório oficial da Aeronáutica sobre o acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006, inocentou completamente o sistema de radares e de equipamentos do controle aéreo brasileiro. Mas condenou a operação desse sistema. "Buraco negro" nos céus brasileiros, como acusavam os controladores em autodefesa, não há. Mas "buraco negro" no trabalho das pessoas há e muito.

Pelo relatório, que também acusa os pilotos norte-americanos do Legacy de despreparo para voar num jato novo e nos céus brasileiros, o nosso sistema de tráfego aéreo é "deficiente de coordenação" e tem "escassez de pessoal". Esses são bons motivos, mas não os únicos, para explicar a verdadeira lambança dos controladores de vôo naquele dia fatídico.

Um jovem de Brasília nem sequer se deu ao trabalho de ler o plano de vôo do Legacy e passou a informação de qualquer jeito. Um maduro e tarimbado de São José dos Campos (SP) sabia que o plano de vôo previa três altitudes, mas deu de ombros e repassou uma só, como recebera de Brasília, para os pilotos. E ainda fez um "link" entre uma só e o destino final do Brasil, o aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus. Os pilotos simplesmente trocaram o plano do papel pelo plano autorizado e foram em frente sempre a 37 mil pés. Durante bom tempo, na contramão!

Quando passaram por Brasília, onde deveriam mudar a altitude na primeira vez, não o fizeram. O controlador que deveria ver não viu. E o pior: outro controlador deveria ter mudado a freqüência de rádio, já que o Legacy mudara o "setor", do sul para o norte. Não fez. Não cumpriu sua obrigação.

Conclusão: além de não corrigirem a altitude na hora certa, os controladores também não tiveram como corrigir depois porque inviabilizaram a comunicação via rádio com a aeronave, que passou a ser um míssil perdido no ar.

Para completar, os pilotos não tinham feito o dever de casa e tiraram a atenção do vôo para fazer algo básico: calcular o peso do aparelho no aeroporto de Manaus, com base na fuselagem, nos ocupantes e no combustível. Enquanto um fazia contas no laptop, o outro digitou dois ou mais números, por mais de 20 segundos, numa "caixinha" que acomoda o transponder e o back-up de outros dados --como o de combustível.

Na tentativa de apurar o nível de combustível, eles acabaram botando o transponder em "stand-by", incapaz de detectar a vinda do Boeing em sentido contrário e, portanto, de acionar o TCAS, o sistema que alerta os pilotos do perigo, por meios visuais e sonoros, e indica a manobra evasiva necessária.

Ainda por cima, o jato viajava em regime especial, o RVSM, que permite uma distância menor entre aeronaves no ar. Em qualquer suspeita de perigo, o procedimento imediato é cancelar o RVSM e aumentar a distância para os padrões tradicionais e mais prudentes. Mas o controlador de Manaus, que "recebeu" o Legacy do Cindacta (Brasília), quando ele ultrapassou a área Nabol do mapa aeronáutico, simplesmente não fez essa recomendação.

Sem rádio, sem transponder, sem diligência, sem preparo e na contramão... bem, aconteceu o que aconteceu.

Com a investigação concluída, dois anos depois, inclusive com peritos norte-americanos e canadenses, todo o acidente fica unicamente nas mãos da Justiça. A palavra agora é com ela. Enquanto a gente reza para que os controladores estejam mais espertos e mais bem preparados e não haja pilotos estrangeiros voando sem motivos por ai, não é?

Abs, até amanha

Synecdoche, New York e Kaufman

Os roteiros de Charlie Kaufman provocam um curto-circuito no conceito de autor no cinema, normalmente mais ligado à figura do diretor. Suas obras apresentam elementos temáticos e visuais que as unem, tornando Kaufman uma espécie rara em seu meio, o roteirista-autor. Essa é a tese central de Cecilia Sayad no livro "O Jogo da Reinvenção - Charlie Kaufman e o Lugar do Autor no Cinema", ensaio curtinho e muito bem escrito, recém-lançado pela editora Alameda.

Em 62 páginas, Cecilia faz um necessário preâmbulo sobre o conceito de autor no cinema e depois identifica esses pontos comuns dos roteiros de Kaufman, presentes nos longas dirigidos por Spike Jonze ("Quero Ser John Malkovich", 99; "Adaptação", 02), Michel Gondry ("A Natureza Humana", 01; "Brilho Eterno de uma Mente Sem Lembranças", 04) e George Clooney ("Confissões de uma Mente Perigosa", 02).

Na temática, são três os motes principais, as "obsessões" de Kaufman: o corpo como prisão ou fardo, o fascínio pela natureza (a essência perdida) e o desejo de ser aceito socialmente. Na estrutura, os filmes também se assemelham, com narrativas não-lineares, que quase sempre recorrem a flashbacks e amarram várias tramas e personagens.

E há também o que a autora define como o "diferencial" do roteirista: "A elaboração visual dos filmes também evoca o universo de Kaufman". As tramas do escritor pedem a ilustração de metáforas e alegorias de maneira literal, o que resulta em longas de caráter "algumas vezes fabulesco, outras absurdo (quando não fantástico)". Cecilia enumera bons exemplos de como essa opção pelo fantástico se espalha pela obra do roteirista, como na passagem abaixo:

"O desdobramento de Nicolas Cage como Charlie e Donald em 'Adaptação' encontra eco no de Jim Carey em 'Brilho Eterno' nos momentos em que ele fisicamente revisita o seu passado [...]. Esta duplicação da imagem de um só ator em um mesmo plano tem origem em 'Malkovich', quando o personagem que dá nome ao filme decide ingressar no portal que leva ao seu próprio corpo e mergulha num universo habitado por clones de si mesmo."

"O Jogo da Reinvenção" não é a primeira incursão de Cecilia Sayad pela cabeça de Charlie Kaufman. Em 2006, a professora do departamento de cinema da Universidade de Kent publicou na Inglaterra um ensaio sobre "Adaptação" na coletânea "From Camera Lens to Critical Lens" (Cambridge Scholars Press). Antes de Kent, ela deu aulas na universidade de Chicago e na NYU, onde realizou seu doutorado sobre a autoria nos cinemas de Jean-Luc Godard, Woody Allen e Eduardo Coutinho. Antes de se mudar para Nova York, trabalhou na Ilustrada, nos longínquos anos 90.

Falta a este novo livro uma análise da relação entre o Kaufman-roteirista e o Kaufman-diretor, faceta que se revelou neste ano com "Synecdoche, New York". Explica-se: até agora, o filme só estreou comercialmente nos EUA, no mês passado, depois que o ensaio já estava concluído. Para os fãs de Kaufman, a boa notícia é que "Synecdoche" está comprado no Brasil pela distribuidora Imagem. A má é que ainda não tem previsão de estréia. A seguir, o trailer do longa.



O filme conta a história de um diretor de teatro, Caden Cotard (Phillip Seymour Hoffman), que antes de morrer quer criar uma obra prima que deixará sua marca no mundo. Mas entre relações e a necessidade de criar uma obra-prima o personagem Contard não vê a realidade posta a sua frente. Ao longo dos anos Contard acaba alugando variados galpões por Nova York e contrata dezenas de atores para sua peça, que nunca virá a acontecer.


Abs,

Ciber-Desmatamento

É triste ver que tantos de nós ajudamos, enquanto outros que se escondem em conexões ilegais ajudam a acabar com nosso planeta.

O Ministério Público do Pará divulgou na última sexta feira, 12 de dezembro, detalhes de como hackers contratados por 107 madeireiras e carvoarias invadiram o sistema de controle de transporte de madeira que, na época era o Documento de Origem Florestal (DOF). Eles estão sendo acusados de falsificaram os registros online para aumentar a quantidade permitida para comercialização. O Estado do Pará é conhecido nacionalmente por abrigar quadrilhas de hackers, especializadas em fraudar o sistema bancário.

Aproximadamente 1,7 milhão de metros cúbicos de madeira ilegal foram “esquentados” pelo esquema, o suficiente para encher 680 piscinas olímpicas. As multas aplicadas pelo Ministério Público superam os R$ 2 bilhões. De acordo com o promotor Daniel Avelino, muitas destas empresas respondem a diversos outros processos por práticas ilegais. "Aproximadamente metade das empresas envolvidas neste escândalo têm outras acusações pendentes por crimes ambientais ou uso de trabalho escravo”.

A polícia começou a investigar hackers suspeitos em abril de 2007, culminando na prisão de 30 chefes da quadrilha meses depois. Escutas telefônicas registraram as conversas entre as madeireiras, os mentores do esquema e os hackers. O líder do grupo, Menandro, que conectou os hackers aos madeireiros, ainda está na cadeia. Os demais aguardam o processo em liberdade. No total, 202 pessoas estão sendo acusadas.

"O Greenpeace já tinha apontado que este método de controle do transporte de madeira era passível de fraude. E isso é só a ponta do iceberg, pois os sistemas adotados pelos estados e pelo governo federal não são seguros. Além disso, a quantidade de auditores não é suficiente para monitorar e evitar fraudes ", disse André Muggiati, da campanha da Amazônia. "Ao invadir o sistema, estas empresas transformam seus carregamentos ilegais em madeira legal, como se viesse de planos de manejo florestal. Na realidade, eles estão comercializando madeira de desmatamento ilegal. A falta de governança na região estimula este tipo de crime, e reforça a sensação de impunidade”, completa.

Além dos processos referentes ao esquema com hackers, o Ministério Público Federal no Pará também encaminhou ontem à Justiça Federal ações contra as empresas que até 2007 deviam as maiores multas aplicadas pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no Estado. Entre elas está a madeireira Eidai, que já foi denunciada várias vezes pelo Greenpeace por compra e comercialização de madeira ilegal. As ações ajuizadas nesta quinta-feira compõem a maior quantidade de ações por irregularidades ambientais que a instituição já encaminhou de uma só vez à Justiça Federal no Pará. Os acusados também serão obrigados a reflorestar as áreas desmatadas, calculadas em um total de 364 quilômetros quadrados.

40 anos depois

Roda Viva

Há 40 anos, no dia 4 de outubro de 1968, estreava no Teatro Leopoldina, em Porto Alegre (RS), a peça teatral “Roda Viva”, de autoria de Chico Buarque, sob direção de José Celso Martinez Corrêa. Depois de conturbadas temporadas no Rio de Janeiro e em São Paulo, quando a repressão do regime militar já mostrava total intolerância com as manifestações. Ações de grupos paramilitares intimidavam artistas e quaisquer demonstrações de questionamento. Estava prestes a ser decretado o mais pesado dos Atos Institucionais do Golpe Militar de 1964.

A decretação do AI-5, auge da chamada “linha dura” do regime militar, representou a castração da capacidade criativa, que surgira na década de 1950 com os CPCs (Centro Populares de Cultura), a Bossa Nova, o Cinema Novo, o Teatro de Arena e o Teatro Oficina, além das maiores obras da moderna literatura brasileira. Essas iniciativas explodiram na década de 1960, mas foram progressivamente sendo estranguladas pelas forças reacionárias até que foram definitivamente sufocadas em 1968. Tudo o que representava a identidade artística brasileira foi cruelmente interrompido. A montagem de “Roda Viva”, em Porto Alegre, foi a última que se viu.


No dia seguinte à estréia, a peça já não pode se apresentar. À noite, enquanto discutia o que fazer, o elenco se dividiu. A maior parte seguiu para a casa de um ator de Porto Alegre que fazia aniversário. Apenas três decidiram voltar ao hotel. Mesmo com os sinais da repressão por todos os lados, ninguém poderia imaginar o que os esperava. Um pelotão com mais de 40 pessoas armadas com cassetetes aguardava o elenco na entrada do Rishon Hotel. Dois dos três integrantes do espetáculo conseguiram escapar com algumas escoriações. Um, no entanto, foi cercado na rua e barbaramente espancado. O episódio, vivido por Romário José Borelli, organista da peça “Roda Viva”, de Chico Buarque, quando foi encenada em Porto Alegre, em 1968, retrata um período de intolerância e de repressão à liberdade. A época em que o exílio, a tortura e a morte eram as palavras mais pronunciadas entre os jovens deixou marcas profundas em milhares de brasileiros. Borelli é um deles.

“Um estado ditatorial eventualmente pode tornar-se democrático, mas quem sofreu com a violência nunca vai superar a agressão. Só quem foi vítima da selvageria que se instala durante uma ditadura sabe o que é carregar esse peso para o resto da vida. Por mais que a vida mude em alguns aspectos, essa mancha não sai mais da frente dos olhos e ninguém imagina que, além daqueles dias amargurados, estende-se um calvário particular de noites e noites de pesadelo, que se manifestam com a mesma intensidade quarenta anos depois. Ninguém imagina a recorrência aos remédios para dores no corpo, os pesadelos periódicos, a dependência de anos e anos de psicoterapia. A dor humana não é mensurável”, afirma Borelli, que hoje é historiador, dramaturgo e musicista.

Muitos artistas, afirma Romário, falam da censura como se ela fosse o centro de uma ditadura. “A censura é só um mecanismo de desfecho de um regime autoritário, a mordaça. Antes dela rasgou-se a Constituição, houve tomada de poder, expulsão dos diferentes, intolerância com a alteridade, devassa ideológica e pior, a ocultação de atos vergonhosos, como torturas, assassinatos — muitos executados clandestinamente — e outras barbaridades. Quando vem a censura tudo isso já está instalado. A censura é só a cortina que fecha essa tragédia, o pano de boca. Daí vem os lápis vermelhos nos textos, as receitas de bolo nos jornais e o corte de luz dos teatros. Mas pior do que isso é o constrangimento daqueles que sofreram a repressão, o luto das famílias, etc”.

Para Borelli, resgatar a memória dos fatos ocorridos naquela época significa mostrar às novas gerações o quão grave é ter os direitos básicos negados pelo Estado. “Quando se vive num estado que não lhe protege e se está sujeito às suas leis absurdas, você tem medo cada vez que tocam a campainha da sua casa. Vivemos isso quase vinte anos”, afirma. “A impossibilidade de manifestar vontade própria, mesmo que essa fosse para o bem comum, é uma condição que os jovens de hoje não experimentaram”, diz. Ele ainda vê com indignação as injustiças cometidas em nome do poder e ressalta sua preocupação com a defesa da soberania popular.

Aqueles anos vividos em defesa dos interesses populares, segundo Borelli, representaram a mais autêntica valorização dos direitos fundamentais do indivíduo. Um movimento que havia começado na década de 50 com os Centros Populares de Cultura (CPCs). “No caso do Teatro de Arena, a proposta socialista era clara, por mais utópica que parecesse. Então, é importante que se diga que grande parte daqueles que lutavam por democracia, lutavam também por socialismo, justiça social, transformações”, conta.

Ele entende que a falta de compromisso dos jovens de hoje com as questões coletivas é um prejuízo para o país e deve ser encarado como um desafio para pais e educadores. E, nesse contexto, o que se observa é que a sociedade paga um alto preço pela ausência de uma ideologia voltada para o bem comum. Ou pior, os jovens, sem uma inspiração ideal, se alienam completamente e viram uma espécie de zumbi, que caminham sem opinião com as massas. Quando não, partem para as drogas ou são facilmente cooptados por grupos de extrema-direita.

O dramaturgo defende a postura da sua juventude: “Durante a luta pela liberdade só se conseguia pensar que valia a pena lutar, conspirar, escrever, cantar a liberdade. Esse era o mote. Não havia espaço na cabeça para outra postura”, afirma. Ele explica que, quando se tem o compromisso com a real democracia, também não há espaço para dúvida. Depois, quando se consegue a democracia, com a multiplicidade de inserções permitida, há momentos de perplexidade. Mas esse era o objetivo afinal, propor reflexão, diversidade de opiniões para formar o consenso, e não deixar que isso seja tratado apenas como “tarefa de filósofos ou sociólogos”.

A constatação de Borelli é de que é saudável assumir a defesa do bem comum, pela própria natureza contestadora dos jovens, que muda conceitos e questiona a ordem mundial. Danos pessoais à parte, ele ressalta a importância de se reconhecer como um agente de resistência e com interferência positiva na mudança da realidade, o que não se percebe nas novas gerações. Toma como exemplo as questões elementares da atualidade como a sustentabilidade e a acessibilidade, mas que não se nota engajamento efetivo da juventude nessas temáticas de suma importância para a humanidade.

Ele questiona as formas modernas de ditadura. Segundo ele, há ações disfarçadas que limitam a cidadania nos dias atuais: “São formas de restrição da liberdade que ainda não estão catalogadas pela história ou pela sociologia”, diz. Ele descreve uma situação nova, muito mais poderosa, que alia os mecanismos de controle de uma sociedade cada vez mais complexa, com os interesses do capitalismo, a luta contra o crescimento da economia informal dentro da sociedade e a infiltração das gangues no mecanismo do Estado.

Por outro lado, o desenvolvimento da informática dá acesso a informações inusitadas e torna cada vez mais difícil manter o anonimato, colocando na mão do Estado as ferramentas de controle sobre o indivíduo. “Parece que George Orwell tinha razão, finalmente – não é à toa que os microcomputadores foram lançados em 1984”, lembra Borelli.

Para ele, agora, o Estado se sente no direito de controlar tudo pelo poder da polícia, desde a economia até a sexualidade das pessoas. “A sociedade, ainda nem se recuperou por completo da ditadura militar e já se entrega a essa nova forma de dependência da ação centralizadora do estado”, diz.

Questionado sobre o quanto foi compensador ter participado desse momento histórico, ele é categórico ao responder: “Muitos mudaram de posição, atenuaram seus anseios, cortaram as próprias asas, de qualquer forma, valeu a pena, sim. Não saberia ser diferente e faria tudo novamente. Faria mais”, conclui.

Agradeço ao Studio Graphico Comunicação pelas informações e ao Romário José Borelli.

abs,

Chopin Nocturne Op.9 No.2



Ótima semana a todos.

S.O.S SC

Veja as mobilizações - poucas ainda - para ajudar a todos que precisam em Santa Catarina.

De São Paulo

A pedido do Governo de Santa Catarina, o Governo do Estado de São Paulo começa a receber doações de água potável, para as vítimas da catástrofe provocada pelas chuvas naquele estado.

As contribuições - só de água potável - podem ser encaminhadas a todos os quartéis e postos de policiamento e do Corpo de Bombeiros. A lista completa dos postos no Estado está disponível no site www.polmil.sp.gov.br, no link Unidades PM.

O Fundo Social de Solidariedade também receberá as doações, de 2ª a 6ª feira, das 9 às 16 horas, na Avenida Marechal Mário Guedes, 301, no Jaguaré, São Paulo.

Ajuda

Desde terça-feira, 25, o governo do Estado mobiliza pessoal e equipamentos para ajudar os moradores de Santa Catarina. Já trabalham no resgate de vítimas e atendimento aos desabrigados três helicópteros; 10 equipes de salvamento do Corpo de Bombeiros, com 40 homens e quatro cães que localizam corpos soterrados; uma equipe de cinco homens da Defesa Civil e 5 geólogos.

Dois helicópteros da Polícia Militar (Águia 6 e Águia 11), com nove policiais do Grupamento de Radiopatrulhamento Aéreo da Polícia Militar, e outro da Polícia Civil, com quatro policiais, com base na cidade de Navegantes, trabalham desde terça-feira no resgate de vítimas. As 10 equipes do Corpo de Bombeiros, cada uma com quatro bombeiros, sob a coordenação da Defesa Civil de Santa Catarina, colaboram no resgate de pessoas em locais isolados pelas águas.

Em Blumenau, sob o comando do coronel Luiz Massao Kita, secretário-chefe da Casa Militar e coordenador da Defesa Civil do Estado de São Paulo, um grupo de quatro integrantes da Defesa Civil de São Paulo trabalha ao lado de autoridades catarinenses na coordenação dos trabalhos de atendimento às vítimas da calamidade.

A pedido do governo catarinense, o Governo do Estado de São Paulo enviou também uma equipe de 5 geólogos, 3 do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e 2 do Instituto Geológico, da Secretaria do Meio Ambiente.

Informação da Assessoria de Imprensa do Estado.

- A Ajuda é pouca que a cidade de São Paulo poderia dar, mas é o pouco que fará muita diferença.

Karsten -

Em virtude das fortes chuvas que atingiram Santa Catarina na última semana, deixando milhares de desabrigados, a Karsten criou o programa SOS Blumenau, de auxílio às vítimas da enchente. Três centros de arrecadação - um em São Paulo e dois em Blumenau - foram montados para receber roupas, medicamentos e alimentos. Além de coordenar os trabalhos de arrecadação e envio das doações, a empresa também está fornecendo alimentos e água potável às vítimas.

Mais de 80 famílias de funcionários da fábrica ficaram desabrigadas e calcula-se que mais de 18 mil pessoas estejam em situação semelhante, desde o último final de semana, quando as chuvas fizeram com que o rio que circunda a cidade transbordasse, ficando 11 metros acima de seu nível normal.

A ação SOS Blumenau está detalhada no site www.karsten.com.br.
A empresa também colocou à disposição em seu website o número da conta da Associação Beneficente João Karsten para recebimento de contribuições que serão repassadas às vítimas.

Para doar roupas, medicamentos e alimentos não perecíveis os endereços são:
SP: R. Joaquim Floriano, 72 cj.105 - Itaim Bibi – CEP 04534-004
SC: Fábrica da Karsten em Blumenau (Rod.de acesso à Pomerode)
Dois postos de coleta: Loja de Fábrica e Portaria II (A/C RH).

Para doações em dinheiro:

Associação Beneficente João Karsten - CNPJ 82.625.005/0001-74 Banco Itaú - Agência 0132 - C/C 03046-1

- Antes de fazer qualquer doação e ajuda para qualquer empresa, org ou ongs verifique se a mesma é confiavel e estará enviando todos os donativos ao seu destino.

Vivo - Telefonia Móvel

A Vivo inicia essa semana uma ação para mobilizar colaboradores, clientes, parceiros e comunidade em prol do auxílio à população das regiões atingidas pelas fortes chuvas no Estado de Santa Catarina. Com o apoio do programa Rede Vivo de Voluntariado, a operadora promove, em suas sedes administrativas e Lojas Próprias, em Porto Alegre, Florianópolis, Londrina e Curitiba, a arrecadação de mantimentos e produtos de higiene que serão entregues a partir de quinta-feira, 27 de novembro, aos municípios atingidos. Nas lojas participantes, é possível entregar o material a ser doado nos horários de funcionamento dos pontos de venda.

“Estamos extremamente sensibilizados com a população catarinense e sabemos do nosso compromisso em mobilizar a rede de mais 43 milhões de pessoas que são clientes Vivo em prol da sociedade”, afirma Dr. Michel Daud, Diretor de Qualidade de Vida e Saúde da Vivo. ( Informação gentilmente cedida pela assessoria de imprensa da VIVO - A4 Comunicação)

Para assegurar que as pessoas afetadas possam se comunicar com amigos e familiares, a Vivo deslocou geradores de outras regiões para as áreas com afetadas, a fim de que mesmo com a interrupção da energia elétrica as antenas permaneçam em funcionamento e as ligações possam ser completadas normalmente. A iniciativa faz parte do programa Conexão Solidária, do Instituto Vivo, que visa a utilizar os serviços prestados pela companhia em prol de situações de crise que ocorrem por conta de chuvas, desmoronamento, entre outras situações de calamidade pública.

Endereços das Lojas Próprias Participantes:

No Rio Grande do Sul, a MegaStore (Avenida. 24 de Outubro, 695, Porto Alegre) e a Loja Uruguai (Rua Uruguai, 292, Centro, Porto Alegre).

No Paraná, a Loja Marechal (Avenida. Marechal Deodoro, 26, Curitiba) e a Loja Calçadão (Avenida Paraná, 203, Centro, Londrina)

Em Santa Catarina, a Loja Felipe Schmidt (Rua Felipe Schmidt, 90, Centro, Florianópolis) também estará recebendo doações que serão encaminhadas para os desabrigados da própria cidade.

Banco do Brasil

Em virtude das enchentes, o Estado de Santa Catarina terá, a partir desta quarta-feira, 26, atendimento priorizado para as demandas relacionadas à recuperação dos danos causados. O Conselho Diretor do Banco do Brasil aprovou nessa terça-feira, 25, medidas emergenciais para apoio aos moradores das regiões atingidas.

O Banco do Brasil vai dar tratamento especial aos clientes que, em virtude das chuvas, tenham dificuldades de realizar ou quitar suas operações bancárias. Para tanto, o BB autorizou as agências do Estado a ofertar a possibilidade de renovação ou renegociação de débitos.

O Banco do Brasil estabeleceu condições diferenciadas para linhas que atendam às pessoas físicas atingidas. A linha para compra de materiais de construção, que facilita a aquisição de material básico, hidráulico, elétrico, dentre outros, para construção e reforma de imóvel residencial urbano terá R$ 500 milhões para Santa Catarina. O BB reduziu taxas de juros e dobrou o prazo de 24 para 48 meses, que terá carência de até 180 dias. O teto das operações passa de 20 para R$ 40 mil.

O empréstimo consignado também terá disponibilidade de R$ 500 milhões para o Estado. A carência máxima foi ampliada de 59 para 180 dias para o pagamento da 1ª prestação das novas operações. Para as operações já contratadas os clientes poderão solicitar carência de até 180 dias.

Outras ações do Banco do Brasil

- Abertura de conta para recebimento de doações:

BANCO DO BRASIL – CONTA 80.000-7 - AGÊNCIA 3582-3

- Os recursos recebidos serão repassados para a Secretaria de Defesa Civil do Estado de Santa Catarina.
- Redirecionar para Santa Catarina todas as doações de alimentos obtidas nos eventos esportivos a serem realizados pelo BB;
- Cessão de espaços nas AABB que tenham condições de receber os desabrigados.

Além disso, o BB e o BB/Besc estão divulgando a todos os funcionários, clientes e a população em geral as alternativas de colaborar, seja por meio de doações em conta corrente ou na arrecadação de alimentos, roupas e cobertores, que podem ser entregues na Defesa Civil e nas prefeituras municipais.

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Convoco todos os blogueiros e amigos à terem um pouco de atenção pelo que está acontecendo no estado de Santa Catarina e ajude da maneira que melhor convier, seja com doações ou palavras de apoio.

abs,

E a conta vai para...

Tanto as prefeituras dos municípios atingidos pelas fortes chuvas em Santa Catarina quanto o Estado e, eventualmente, a União podem ser responsabilizados judicialmente pela tragédia que está devastando cidades da região. Esta é a opinião do advogado Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira, professor de Direito Constitucional da PUC de São Paulo e especialista em Direito de Estado, para quem qualquer cidadão que tenha ficado desabrigado ou desalojado por causa das chuvas pode pleitear a responsabilidade do Estado por meio de uma ação ordinária de indenização por danos materiais e morais. “Cabe, ainda, uma ação civil pleiteada pelo Ministério Público”, afirma.

As ações a que se refere Luiz Tarcísio estão ancoradas em atos omissos do poder público que, neste caso específico, deveria ter providenciado obras para evitar as enchentes e não providenciou, uma vez que o Estado de Santa Catarina já vivenciou caos semelhante a este há mais de duas décadas. “Se havia providências a serem adotadas para evitar esta tragédia e o poder público não as adotou, deve ser responsabilizado por omissão.”

Luiz lembra que o Judiciário paulista, por exemplo, tem condenado a Prefeitura de São Paulo em ações judiciais de indenização por enchentes ou também por omissão. “O entendimento tem sido baseado no fato de a municipalidade ter deixado de fazer obras que evitassem as conseqüências nocivas provocadas pelas enchentes”, diz. Segundo o especialista, essas ações são demoradas e o recebimento dessas indenizações está sujeito a precatórios.

Agradeço ao professor Luiz Tarcísio Teixeira Ferreira pela informações.

E mobilizo a toda a blogsfera a agir em prol a todos que precisam de nossa ajuda em Santa Catarina.

abs,

Sonhos e vida.

Finalmente saiu o nome do ganhador da promoção da Madonna, é só clicar aqui e saber quem foi. Mas quero agradecer todo o carinho e dedicação de todos nesta promoção. Amigos, colegas blogueiros e apoios das pessoas importantes em minha vida fez muita diferença. Apesar do foco do blog ser mais cult, sarcástico, transparente em assuntos sérios e até tem o costume de levantar questões sobre diversos assuntos, entendo também que a vida não é feita só de "conversas sérias", precisamos expor e soltar nosso lado criança, jovem, adulto de diversão. Seja em qualquer lugar de qualquer maneira. Faça sempre o que te faz lembrar de momentos bons desta vida.

Nunca se arrependa, e faça tudo que conseguir de bom pra ti, sem medo, vergonha ou pudor. Afinal está é sua vida. Ao selecionar o ganhador, uma bancada séria e objectiva fez a seleção isto é maravilho e muito bom para a credibilidade do pub, mas percebi o por que eu nunca tinha feito promoção assim antes. 

Pelo simples fato de querer que todos, que se empenharam tanto, vá. 

O que vou postar aqui hoje é de uma blogueira que respeito e prezo muito, Yvonne do BlogGente. Ela foi uma das participantes, e até o momento que ela infelizmente se retirou do concurso - por motivos maiores - já era uma provável ganhadora do mesmo, e vocês entenderam o porque na resposta dela logo a seguir.

Mas o outro lado de tudo isto que disse, é que me incentiva a fazer mais promoções, para shows, eventos, lugares, quem sabe uma estadia em algum lugar maravilhoso para meus leitores, deste pub tão simples que preza pela cultura, diversão, seriedade e principalmente a vida. Então esperem que logo virão muito mais.

E agora deixo aqui minha homenagem simples e agradecimento à Yvonne, juntamente a todos os participantes, que com carinho fez o texto em resposta a promoção da Madonna:

Amigos,
 
        Já é um lugar comum alguém dizer que aprendeu muita coisa com os filhos. Todos nós aprendemos diariamente alguma coisa com alguém que a gente menos espera, porque não com a nossa cria? Uma das coisas que a Yasmin me ensinou foi gostar da Madonna. Aliás eu não gosto da Madonna, eu simplesmente sou apaixonada por ela. Vocês até pode achar engraçado, mas essa é uma verdade.
        Quando ela começou a carreira, eu não prestava muita atenção nela, mas depois que a Yasmin fez 4 aninhos eu comecei a ouvir as suas músicas, comprar discos e ver os videoclipes na MTV. Tudo isso por causa da música "La Isla Bonita" que é essa que está tocando e eu vou contar para vocês a razão.
        Já disse para vocês que eu não me desgrudava um segundo sequer da Yasmin depois que ela nasceu. Todos os meus momentos fora do trabalho eram dedicados a ela, até que, a partir dos 4 anos, eu dei a mim e ao Vilhena as noites de sexta-feira. Era sagrado, a minha mãe buscava ela na creche e a levava para a sua casa. Meu irmão não saía e os dois ficavam a disposição integral dela para fazer todas as vontades. De tarde mamãe ia com ela para o Museu do Índio ou Casa de Ruy Barbosa e de noite o Guy levava as duas para o Rio Sul com direito a MacDonald's, pipoca e todas as demais coisas que não prestam. Sábado de manhã eu ia buscá-la para levar para a minha casa.
        Só que o meu irmão tinha vários discos da Madonna que a Yasmin sempre pedia para ele colocar. Ele, logicamente, fazia a vontade dela e ficavam os dois dançando. Ela conseguiu a proeza de fazer com que a minha mãe dançasse também (mamãe nunca dançou na vida). Sábado pela manhã era tão engraçado, ela pedia mais uma vez para ouvir La Isla Bonita e ficávamos nós 4 dançando (Mamãe, Guy, eu e Yasmin). São momentos bobos que interessam apenas às pessoas envolvidas, mas que marcam a nossa vida para sempre.
        Marcou tanto que um dia desses o meu irmão estava aqui em casa e eu coloquei um CD da Madonna no som, quando tocou essa música, ele teve uma violenta crise de choro ao se recordar das únicas vezes que a mamãe dançou. Até hoje ele não conforma com a morte dela. Eu não pude chorar junto com ele porque as coisas pioram mais ainda, eu tenho que ficar forte.
        Mas ontem, ao ouvir a mesma música, eu comecei a chorar de saudades daqueles dias tão bons, quando a minha mãe ainda vivia e tinha saúde. Chorei também me lembrando da infância da Yasmin, querendo de todas as formas ter aquele bebê de volta. Tive uma terrível sensação de que eu não aproveitei bem aquela época e que podia ter feito mais ainda por ela. Lembrei-me daquele texto do Affonso Romano de Santana e me deu uma tristeza imensa.
        Agora ela é uma linda moça, prestes a encontrar alguém para entregar o seu coração e eu definitivamente perderei a minha neném. Sei que assim é a vida, aliás, eu não quero a minha filha debaixo da minha saia. Ela tem que trilhar o seu próprio caminho, como eu e o pai dela trilhamos os nossos, mas isso dá uma dor imensa. Eu devia ter aproveitado mais, mas, como disse o Affonso, eu terei a oportunidade com os netos que virão mais tarde e estejam certos que eu farei de tudo para agradá-los, até mesmo jogar um video game ou dançar um funk.
Beijocas

Yvonne


Abs, e até as próximas promoções.

Entrevista com os criadores do: "Mamãe quero subir no ranking do BlogBlogs"

Juliana Sardinha escreveu:

O nome do meme era "Mamãe eu quero subir no rank do BlogBlogs"- nome este que foi devidamente adaptado por alguns participantes - e tinha o objetivo explícito de angariar links para catapultar blogs às primeiras posições do ranking do BlogBlogs.
Minha primeira reação foi de perplexidade. Pensei: "isso só pode ser uma brincadeira". Não era. Um grupo se reuniu e resolveu manipular o rank do mais respeitado site de indexação de blogs do Brasil. Alguém duvida disso?


Tine Araujo disse:

Outro dia vi através do twitter [só não me pergunte de quem, não lembro] a frase: “Mamãe eu quero subir no ranking do BlogBlogs!” olhei o post e vi que era mais um “meme” que nasceu, pelo que entendi, aqui e eu fiz questão de contar os participantes, cheguei ao número 392! Hoje, fui navegar no diHitt e encontrei a notícia: “Já subi 50 posições no ranking do BlogBlogs!” que se resume no texto: “E minha audiência vinda do BlogBlogs quase dobrou! Agora já estou no ranking do BlogBlogs quase na mesma colocação de blogs como MeioBit, Grandes Tolices do Orkut e etc”
Depois fui dar uma pesquisada no twitter novamente e vi muita gente reclamando que caiu posições no ranking do blogblogs, alguns muitos indignados mesmo! E até me lembrei que no Curitiblogs, também discutimos sobre a utilização de links não relevantes e penalizações no Google por isso!

Ester Beatriz falou:

Antes de mais nada, eu sou uma das que aderi a brincadeira “Mamãe eu quero subir no ranking do BlogBlogs!” e embora eu reconheça que estar bem posicionada em listas e rankings inflam o ego, essa é a menor das minhas preocupações. Li em vários lugares comentários de blogueiros que ficaram doídos por perderem posições nesse ranking. Que bobagem!!! Isso não mudará suas vidas e nem pagará suas contas, meus queridos!


Minha Luz, Luma, brilhantemente citou:

Conselho bom:

"Há dois tipos de pessoas: As que fazem as coisas e as que dizem que fizeram as coisas. Tente ficar no primeiro tipo. Há menos competição", de Indira Ghandi
Mas afinal, o que anda acontecendo na blogsfera?

A algum tempo todos sabem que foi criado uma campanha (como os criadores preferem que chamem) "Mamãe Quero Subir no Ranking do BlogBlogs". Éis que surgiu caos, medo, angústia, desgosto, brigas, hierarquias e, para outros simplesmente . . . Nada aconteceu.

Após tanto ver opiniões sobre o assunto resolvi ir direto a fonte de conhecer um pouco sobre a campanha, por que ela existe e ainda o mais importante, por que causou tantas mudanças na blogsfera?

Começo agradecendo Mateus, conhecido como Dr. Spock do blog O Louco Meu, pela intermediação do contato com os criadores da campanha para a entrevista.

Julio Moraes Entrevista: Rafael Barbosa e Jhony Pacheco Gomes

Info:

Rafael Barbosa, Belo Horizonte, BH - Blog: http://www.rafabarbosa.com

Jhony Pacheco Gomes, Curitiba, PR - Blog: http://www.insuportaveis.com

Julio Moraes: Vocês são os criadores da campanha "Mamãe Quero Subir no Ranking do BlogBlogs", expliquem de onde nasceu a idéia?

Jhony: A idéia nasceu depois de tantas conversas com amigos blogueiros, na blogzona. A grande maioria compartilhava da idéia de que a maioria das pessoas entrava em campanhas, como emoday, dia de limpar a bunda e afim, apenas pra subir no ranking do blogblogs.

Rafael: Em uma conversa na blogzona, surgiu o assunto sobre o ranking do blogblogs e em como ele perdeu a relevância após o boom dessas campanhas e memes do tipo link todo mundo. Muitos blogueiros amigos nossos confessaram participar única e exclusivamente pelo ranking, já que elas são umas formas fáceis de conseguir links. Porém, elas sempre têm uma desculpa pra isso. A nossa surgiu com o interesse escancarado. Mostrar que é só pra subir no ranking mesmo.

Jhony: Do meu lado, eu queria mostrar que o ranking tinha sido completamente comprometido por essas campanhas. Que deveria ser reformulada a idéia de "escalação" do ranking e que usar esse mesmo ranking como algo que trouxesse credibilidade para o blogueiro era algo, na falta de outra palavra, tosco.

Julio Moraes: Ao dizer que o Ranking do blogblogs fica comprometido, querem dizer que ele fica suscetível as blogagens coletivas que poderiam ser apenas para trocar de links?

Rafael: Exatamente.
Jhony: Isso mesmo.

Julio Moraes: Então o problema seria o excesso de blogagens coletivas?

Rafael: Não é o problema. O problema é que existem aqueles que participam porque realmente se importam com o tema da blogagem e tem aqueles que participam somente para subir de posição no ranking. Tem ainda aqueles que criam essas blogagens visando o mesmo objetivo. Afinal, algumas são tão ridículas que não teriam motivo de existir. Pronto, podem falar mal da nossa agora.

Jhony: Eu acho que o problema não é a blogagem coletiva. O problema são aquelas que são criadas apenas pra angariar links. Quando o blogueiro entra em uma delas com o objetivo principal de apenas ganhar links e subir em rankings, essas blogagens coletivas se tornam o "problema".

Julio Moraes: Vocês chegaram a imaginar a dimensão da campanha, opiniões e criticas que receberiam?

Rafael: Particularmente eu não acreditava que a idéia sairia dos blogs da blogzona. Mas, no segundo dia, quando loguei no meu blog e vi que já havia mais de 50 comentários para aceitar, todos eles se inscrevendo na campanha, percebi que a idéia tinha dado certo. As críticas começaram a vir imediatamente. Muitos acham que a campanha não é ética. Mas, apenas jogamos com a regra do blogblogs. Não utilizamos nada ilegal para isso. O único problema é que infelizmente as pessoas não conseguem entender a ironia da campanha e realmente acabam acreditando que o nosso principal objetivo é estar na primeira página. Ou tomar o lugar de alguém.

Jhony: Ser "top" no em ranking nunca foi sinônimo de qualidade. Eu quis mostrar que era fácil subir no ranking, logo, ser "top" não era algo importante. Nunca imaginei que a campanha tomaria essa proporção, pois nem somos os blogs mais visitados do blogosfera. Tivemos uma grande ajuda de vários blogueiros amigos do mesmo "calibre", e até maiores, que também tinham a mesma idéia que a gente. Graças a eles, a campanha foi um sucesso completo. Mas, infelizmente, como o Rafa disse, as pessoas não entendem o tamanho da ironia da campanha e criticam ela sem nem ler o seu conteúdo.

Julio Moraes: Então podemos dizer que a campanha ironiza a questão de que hoje estar entre os top 5 no ranking do blogblogs não significa ser importante na blogsfera?

Rafael: Não é algo simples que qualquer blogueiro pode conquistar. Depende da forma como você mede isso. No blogblogs, sim, qualquer blogueiro pode chegar ao top 5, basta apenas ele participar dessas campanhas, ou no caso de quem realmente se empenha e é relevante, não se baseando nessas campanhas para atingir tal objetivo.

Jhony: Nem chega a ironizar posições específicas, mesmo porque, passar o "Interney", que é extremamente conhecido, e "Usuário Compulsivo", que teve a brilhante sacada de criar um css pronto pra usuários do blogger colocarem um widget mais personalizado do blogblogs, é algo quase impossível. Mas é fácil atingir posições de destaque apenas entrando em "campanhas que trocam links".

Julio Moraes: Na opinião de vocês, o ranking do blogblogs é relevante para medir a popularidade e a qualidade de um blog?

Rafael: Não. Se for possível, pergunte a seus leitores o seguinte: das 50 primeiras posições, quantos blogs você conhece e sabe que tem qualidade? O ranking gera visibilidade, o que consequentemente pode gerar popularidade, mas qualidade, infelizmente não.

Jhony: Até o momento que essas trocas de links começaram a acontecer, era sim um medidor de popularidade, mas em nenhum momento foi sinônimo de qualidade. Hoje em dia, tirando alguns casos específicos, nem a popularidade é mostrada através dele.

Julio Moraes: Na opinião de vocês, a mudança do sistema de ranking do blogblogs, foi boa ou ruim?

Rafael: Eu acredito que foi um meio termo. Ela mede o total de links recebidos nos últimos 6 meses. Porém, em um espaço de tempo de um mês tivemos o emoday, dia de limpar a bunda, zoto e etc. Todas elas renderam vários links pra vários blogs. Porém, daqui a 6 meses, o ranking volta ao normal até alguém realizar outra campanha dessas.

Jhony: O primeiro critério sempre foi links de blogs diferentes. Quando criei meu blog, eu gostava de o ver subindo posições no blogblogs. Depois de ver que qualquer um poderia ficar no topo, apenas criando essas campanhas e sem fazer o menor esforço, o ranking do blogblogs acaba não sendo algo realmente relevante. Eu não desmereço a ferramenta Blogblogs, pois é um poderoso indexador. Quem não usa, não sabe o que está perdendo.

Julio Moraes: O que poderemos esperar da campanha "Mamãe Quero Subir no Ranking do BlogBlogs" no final?

Rafael: O resultado em relação ao ranking é temporário. Será muito difícil a maioria dos blogs que participaram manter a posição alcançada. De repercussão, acredito que o resultado foi ótimo, pois tirou a blogosfera da monotonia apesar do assunto ainda ser ranking. O resultado é difícil medir. Não sei dizer se o blogblogs vai alterar o sistema de medição, ou se seremos punidos ou até mesmo banidos do sistema. O que podemos esperar da campanha já está acontecendo. Pessoas estão se manifestando. Ninguém falava muito na relevância do blogblogs e agora todo mundo questiona. Os blogueiros participantes ficaram felizes em terem um pouco de visibilidade enquanto alguns, dos ditos grandes blogs, se sentiram incomodados de certa maneira. Isso é bom, pois possibilita o diálogo.

Jhony: Queria realmente poder dizer que fará mudanças na relação blog x blogblogs, mas não sei se isso acontecerá. Eu não sei o que esperar como resultado final da campanha. Torço pra que o blogblogs ache uma solução ou um jeito diferente de "rankear" os seus participantes. Ainda teremos um balanço final da campanha essa semana, aí veremos as últimas críticas e veremos, também, se algo muda.

Julio Moraes: O indexador BlogBlogs esta mudando constantemente, e em sua opinião o que poderia ser mudado ou aperfeiçoado?

Rafael: Eu acredito que a forma como ele rankeia os blogs. Não sou programador, mas acredito, se estiver enganado me desculpem, que existem outras maneiras de se calcular a relevância de um blog que não seja através de links. Existe o contador de leitores de feed. Esse é um número importante, pois demonstra o público que realmente acompanha um blog.

Jhony: Uso o Blogblogs todos os dias. Sempre que posto, "pingo" no blogblogs, pois isso gera sua indexação nele e, com isso, deixa mais rápida a indexação no Google. Queria que ele tivesse um jeito diferente de rankear, e dividindo também por categorias os blog. Não sei qual seria a melhor forma de rankear, mas não custa tentar achar algo mais "paupável".

Julio Moraes: Agora deixo o espaço aberto a vocês para ultimas considerações.

Rafael: Sobre a campanha, foi a última que eu participei nesse estilo "linka-linka", carinhosamente chamada de "suruba de links". Pode ser que eu e o Jhony criemos alguma outra campanha, mas que não seja baseada em replicar links, e sim algo útil, que leve ao diálogo e a divergência de opiniões. Sobre a entrevista, eu agradeço ao Júlio por nos dar oportunidade em outro blog, se não o nosso, a falarmos sobre a campanha. E sobre o pessoal da blogzona, esperem posts. Afinal, todo mundo é blogueiro =) Ah, e agradecer ao Mateus, Dr. Spock do OloucoMeu pelo contato.

Jhony: Muitos se não gostaram e muitas críticas, construtivas ou não, foram lançadas. Espero que mais blogagens coletivas sejam feitas, sem visar o "troca-troca" de links. Temos alguns projetos, mas ainda nada concreto. Com relação a entrevista, agradeço a oportunidade de mostrar a minha opinião. Ah, bem lembrado, Rafa. Agradecimento ao Júlo pelo espaço e para o Dr. Spock.

--

Agradeço Rafael e Jhony pela entrevista e, agora deixo o espaço aberto a todos que tiveram duvidas ou perguntas aos rapazes. Lembro que o pub é um lugar para debates saudaveis e também um lugar para conhecimento de todos sobre os assuntos que mais chamam atenção.

Abs,

Banner Juliu's Pub

Olá blogueiros, para todos que pediram, exigiram e sugeriram eis o banner do Julu's Pub - Simples porem pratico. Para todos que quiserem utilizar:

Juliu's Pub - Relaxe e Divita-se

Copie o codigo abaixo e cole onde desejar em seu template




Agradecimentos ao amigo Ronney Rocha pela ajuda.

abs, boa semana a todos

Em debate: “FilmeFobia”

No debate do longa “FilmeFobia”, de Kiko Goifman, integrante da Mostra Competitiva 35 MM do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e exibido na noite do dia 20 deste mês no Cine Brasília, o crítico e protagonista do filme Jean-Claude Bernadet pediu que fossem abolidas as palavras ficção e documentário para categorizar os gêneros cinematográficos. “‘FilmeFobia’ é uma tentativa de estabelecer novas formas de narrativa da sociedade contemporânea”, afirmou Bernadet.

Em “FilmeFobia”, relata-se a história ficcional de uma equipe de cinema, liderada pelo documentarista Jean-Claude (Jean-Claudet Bernadet), que realiza um documentário sobre fobias humanas. No longa, trabalharam atores fóbicos e não-fóbicos e fóbicos não-atores. Em uma das cenas, o diretor Kiko Goifman explora sua fobia de sangue e torna-se um dos personagens do documentário. No debate, Goifman revelou que desmaiou três vezes durante as filmagens.

Bernadet ainda comparou o longa com o reality show “Big Brother”: “O ‘Big Brother’ é um fato estético da maior importância. O ‘FilmeFobia’ tem muito a ver com o ‘Big Brother’, eles são absolutamente contemporâneos”. Segundo o crítico, a construção da narrativa contemporânea é baseada na espetacularização da pessoa. Bernadet disse ainda que a metalinguagem é um conceito a ser superado, por ser um vestígio da narrativa clássica.

Sobre o processo de realização do filme, Goifman revelou que havia “roteiros secretos”, conhecidos apenas por parte da equipe, para que os atores reagissem espontaneamente às situações de fobia. “Mas os fóbicos reais sabiam detalhes do que iria acontecer”, explicou. O roteirista Hilton Lacerda contou que o roteiro foi elaborado como se fosse a montagem de um documentário e que os diálogos foram abolidos: “Seria mais interessante trabalhar com a ação e reação dos atores”, disse. Para ele, a possibilidade de trabalhar com o acaso é o elemento mais documental do filme.

“N.º 27” e “Cidade Vazia”

Já no debate do curta “N.º 27”, Marcelo Lordello disse que quis fazer um filme sobre amor-próprio. No filme, um garoto tem um mal-estar e passa por uma situação constrangedora na escola. Lordello revelou que o filme foi baseado na história real de um amigo que passou por uma situação similar “500 vezes mais traumática”.

Cássio Pereira dos Santos, diretor de “Cidade Vazia”, afirmou que pretendia fazer um filme sobre a morte “em seu lado paralelo”. “Em geral, a morte é tratada com melodrama. Eu quis fazer um filme sobre a morte de forma distanciada”, explicou.

E então, qual sua fobia?

Novamente agradeço muito à F&M Procultura Assessoria de Imprensa, também ao crítico e ator Jean-Claude Bernadet e o diretor Cássio Pereira dos Santos pelas informações e entrevistas ao Juliu's Pub.

Abs,

O Milagre de Santa Luzia

Em debate no Hotel Nacional promovido pelo 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Sergio Roizenblit, diretor de “O Milagre de Santa Luzia”, documentário que abriu a Mostra Competitiva 35 MM na noite do dia 19, defendeu o cinema que expõe o “lado bom do Brasil”. “Fico revoltado de ter tanto filme falando mal do Brasil. A obrigação do artista, além de expor as mazelas, é ter um olhar generoso sobre qualquer coisa”, afirmou após ser questionado se seu discurso antes da exibição do filme não havia sido ufanista. “Acho que esses filmes com muita violência mexem com um aspecto voyeurista do espectador. Eu optei por falar bem do Brasil. Prefiro errar pelo excesso de elogio”, completou. O documentário sobre sanfoneiros brasileiros, conduzido pelo músico Dominguinhos, foi ovacionado pelo público em sua primeira exibição.

Roizenblit contou que o grande desafio do filme foi lhe dar unidade. “Queríamos que o filme tivesse um corpo só e que não fosse uma colagem de sanfoneiros e de regiões do Brasil”, afirmou. Questionado sobre um eventual “excesso de assuntos” do documentário, o diretor explicou que há dois fios condutores: “A migração é um dos temas do documentário. O filme aborda o tempo inteiro a identificação, as raízes e o abandono das origens. Além disso, por meio da música, o filme é a possibilidade de entender a grandeza do país, que tem tantas diferenças e ao mesmo tempo tanta unidade”.

A equipe dos curtas “A Mulher Biônica”, de Armando Praça, e de que “Que Cavação é Essa?”, de Estevão Garcia e Luís Rocha Melo, também participaram de debate promovido pelo Festival. Praça, cujo filme é uma adaptação do conto “Creme de Alface”, de Caio Fernando Abreu, revelou que sua grande dificuldade era não tornar Marta, a protagonista, uma “personagem insuportável”. “A princípio, o conto de Caio Fernando Abreu nem me interessou muito. Ele trata a personagem de forma muito maniqueísta”, contou. “No conto, ela é muito pior do que no filme. Em um texto sobre o filme, Caio Fernando se referia a ela como “mulher-monstro”. Desde a adaptação do roteiro, tentei humaniza-la. Não me interessava falar de uma personagem que fosse somente má”, contou o diretor cearense, que ambientou a história em Fortaleza.

Anna Karinne Ballalai, atriz e assistente de produção de “Que Cavação é Essa?”, explicou que a questão chave do curta era “como conseguir recriar, com técnicas disponíveis hoje, a estética das décadas de 1910 e de 1970, sem intervenções digitais”. “Que Cavação é Essa?” tem trechos encenados e não-encenados e mescla atores e não-atores para simular trechos de um fragmento de um documentário, com data entre 1910 e 1920. Na segunda parte do filme, reconstitui-se um cinejornal de 1974.

Assistam o documentario e comentem, altamente indicado.

Agradeço Sergio Roizenblit e a F&M Procultura Assessoria de Imprensa pelas informações e entrevista.

Abs, até amanha

Retratos do Brasil por Walter Firmo

Para o “fotógrafo-mascate” Walter Firmo, “a imagem não pode ser neutra e o poder do olhar deve influenciar as pessoas porque o ato de fotografar tem que ser político e não um mero acaso instantâneo”. Nos últimos 50 anos, o carioca de Irajá, além de seu percurso internacional com inúmeras exposições e premiações, saiu pelo Brasil em busca de fotografias únicas que contassem uma história – a história do povo brasileiro através de retratos, de uma cena cotidiana ou de suas manifestações culturais. Em Brasil - Imagens da terra e do povo, que a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lança em parceria com o Museu Afro Brasil no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, das 18 às 22 horas, está parte significativa do vasto acervo iconográfico de Walter Firmo organizado por Emanoel Araújo, diretor-curador do Museu Afro Brasil, que também assina a apresentação do livro. Nesta mesma ocasião, será aberta a exposição Walter Firmo em Preto-e- Branco. O Museu Afro Brasil fica no Parque do Ibirapuera (portão 10).

São mais de 260 fotos coloridas e em preto-e-branco, recentes ou antigas, organizadas em capítulos de acordo com os temas: Paisagens, Retratos, Cotidiano, O Sagrado, O Profano e Preto-e-branco. Há também um capítulo dedicado a Arthur Bispo do Rosário, a quem Walter Firmo conheceu em 1985 quando passou três dias na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, fotografando o artista para a Revista IstoÉ. “Fui um dos poucos fotógrafos que tiveram a graça de conviver com esse senhor adorável, engenhoso solitário, que na falta do que fazer engendrava sobre o apogeu de sua neurastenia uma arte fantástica em meio a brasões, lanças, sapatos empilhados, mantos sagrados salpicados na loucura, iluminado no resplendor de uma cama ‘voadora’ adornada de um mosquiteiro rosa com penduricalhos coloridos, estelares manchas a sinalizarem sua alegria”.

Walter Firmo, prêmio Esso de Jornalismo em 1963, tem toda a sua sensibilidade revelada nos retratos posados, na cena dirigida e estudada, ou nos instantâneos marcados pelo flagrante característico do fotojornalismo do qual Firmo foi um dos precursores. Com passagens pelas principais redações do País, ele foi o primeiro fotógrafo contratado pela revista Realidade, ícone do jornalismo brasileiro.

“Como fotógrafo, mapeei uma geografia humana, conheci muita gente. Boa e ruim. Preferi pessoas ligadas à música, poetas e seresteiros. Descobri na sociedade negra que eles não são invisíveis. Fotografei Garrincha e Pelé. Comunguei com Dom Helder Camara; procurei os bandidos ‘Diabo Louro’ e ‘Cara de Cavalo’; cumprimentei os presidentes Dutra, Juscelino e Jango, vi de perto as maluquices de Jânio Quadros com os cabelos derramados sobre a testa; me enrolei na cobra de Luz del Fuego sobre uma ilha na baía de Guanabara, dirigi o maestro Pixinguinha a sentar-se na sua cadeira de balanço, imortalizando-o”, escreve.

Brasil - Imagens da terra e do povo traz fotos de personalidades como Madame Satã saindo da toca em 1976; Bob Marley jogando futebol no Rio em 1980; Pixinguinha; Nelson Cavaquinho e Cartola, Clementina de Jesus, Pelé e muitos outros, além de centenas de anônimos retratados ou flagrados em situações cotidianas. São cenas de casamentos em áreas rurais, grávidas posando no mangue, vendedores ambulantes nas praias da Bahia, paisagens, fiéis em rituais religiosos, foliões no carnaval, crianças brincando nas dunas do Abaeté e tantos outros momentos e rostos genuinamente brasileiros. Um passeio pelas manifestações culturais de norte a sul mostra o Boi-bumbá do Espírito Santo, o Bumba-meu-boi do Maranhão, o carnaval carioca, a Festa Farroupilha gaúcha, o Maracatu Rural de Pernambuco, a Festa do Divino no Maranhão, os Mascarados goianos, as festas juninas da Bahia e tantas outras festas populares.

Walter Firmo é um desses gênios da fotografia brasileira. Seu olhar iluminado, magnético, tem a rapidez do repórter e o refinamento do artista. Seu clique sempre alcança a magnitude da cena e os diferentes temas abordados por ele aparecem como obras antológicas neste álbum que festeja seus setenta anos de vida”, revela Emanoel Araújo.

Para Hubert Alquéres, as fotografias de Walter Firmo mostram realmente imagens da terra e do povo brasileiro como o próprio título do livro sugere. “Impressionam as cores, as expressões dos brasileiros que posaram para ele ou que simplesmente foram surpreendidos pelo olhar de Walter. Publicar essa antologia é garantir que as imagens eternizadas por este fantástico fotógrafo estejam acessíveis a todos os interessados nas diversas realidades brasileiras”.

Hoje Walter Firmo dá aulas e workshops e estima que mais de duas mil pessoas já o ouviram falar sobre fotografia. “Nunca conformado mas sonhador, estarei sempre nesta plataforma amorosamente fotográfica, praticando como posso meu ofício, emoldurando esses personagens heróicos na razão da negritude em todas as regiões deste extenso país. Enquanto eu viver”.

Hoje dia 20 de novembro é dia da Dia da Consciência Negra.

Agradecimentos à Walter Firmo, Humberto Alquéres, Emanuel Araújo e Maria Fernanda Rodrigues da Lu Fernandes Escritório de Comunicação, ao contéudo deste post para o Juliu's Pub.

abs, até amanha

Telefones Monitorados, 12 ou 400 mil?

Atualmente estão sendo monitorados no Brasil 12.210 telefones, com autorização da Justiça. Esse é o resultado do balanço das interceptações telefônicas divulgado nesta terça-feira (18/11) pelo corregedor nacional de Justiça, ministro Gilson Dipp. Segundo ele, "os números são infinitamente menores" do que as 400 mil interceptações divulgadas pela CPI dos Grampos. "Desconhecemos a metodologia empregada pelas companhias telefônicas e, por isso, não podemos nos manifestar sobre a diferença entre os números", explicou o corregedor. Ouça aqui a íntegra da entrevista concedida pelo ministro Gilson Dipp.

Segundo ele, a maior parte das interceptações telefônicas refere-se à investigação sobre o tráfico de drogas e crimes hediondos "e não estão relacionadas a crimes do colarinho branco". Pelo balanço, no momento estão sendo monitorados 1.000 telefones em Goiás, Estado que possui o maior número de interceptações, seguido do Paraná, com 938 telefones monitorados e Mato Grosso do Sul, com 852.

Os números divulgados foram fornecidos pelos cinco tribunais regionais federais e pelos tribunais de Justiça dos Estados, em cumprimento da Resolução nº 59 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que determinou o envio mensal das solicitações judiciais das interceptações telefônicas. Não enviaram informações ao CNJ os tribunais dos Estados de Alagoas, Mato Grosso, Paraíba, Tocantins e São Paulo "por não estarem integrados ao Sistema Justiça Aberta".

Para Gilson Dipp, os dados recebidos pelo CNJ estão dentro da expectativa e referem-se apenas as interceptações legais em curso, com autorização judicial. Segundo o corregedor, "as interceptações ilegais são crimes e devem ser apurados pela polícia". Disse ainda que o CNJ continuará recebendo as informações das interceptações telefônicas autorizadas pelo Judiciário para que "não haja vazamento de informações".

Os número divulgados," ao contrário do que se cogitava, não demonstram excesso de utilização desse instrumento tão importante para o combate à criminalidade", explicou o conselheiro José Adonis. Para o conselheiro Marcelo Nobre, o resultado surpreendeu. "Fiquei assustado com a enorme diferença entre os dados noticiados pela imprensa, divulgados pela CPI, e os fornecidos pelos Tribunais. A única explicação para isso é a existência de grampos ilegais".

Agora fica a pergunta, existe ou não mais de 380 mil grampos telefônicos ilegais?

Agradeço a Agência CNJ de Notícias às informações solicitadas.

abs,

Brasil contra a mortalidade infantil

Governo brasileiro sedia encontro e mostra iniciativas de sucesso para reduzir mortes em crianças com menos de um ano, conter o avanço da aids, malária e outras doenças

O Brasil conseguirá reduzir em dois terços os índices de mortalidade infantil e atingirá uma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), estabelecida pela Organização das Nações Unidas (ONU), em 2011 – quatro anos antes do prazo. O índice geral brasileiro será 14,4 mortes para cada grupo de mil crianças menores de um ano de idade. A queda na taxa de óbitos infantil superou a fixada pela ONU, que era de 2,9%. Atualmente, a taxa brasileira de mortalidade infantil cai, em média, 5,2% ao ano, quase o dobro da proposta original.

As experiências brasileiras para reduzir mortalidade infantil e materna, enfrentar e conter o avanço do HIV/aids, malária e outras doenças serão apresentadas, ao lado das ações de outros 15 países e organizações não-governamentais nacionais e estrangeiras, na primeira edição das conferências brasileira e internacional de Monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Setor Saúde. Os encontros serão abertos, às 10h da terça-feira (18), pelos ministros José Gomes Temporão, da Saúde, e Celso Amorim, das Relações Exteriores, no Palácio do Itamaraty, e prosseguem, nos dois dias seguintes, no Gran Bittar Hotel, em Brasília.

As duas conferências têm o intuito de promover a troca de experiências, a identificação de avanços e a construção de propostas que favoreçam ao alcance dos objetivos do milênio até 2015, prazo estipulado pela Organização das Nações Unidas (ONU). Essa é a primeira vez que o governo brasileiro promove os encontros para debater especificamente os objetivos do milênio na perspectiva do setor saúde.

MORTALIDADE INFANTIL – O diretor do Departamento de Ações Programáticas e Estratégicas (Dapes) do Ministério da Saúde e um dos coordenadores das conferências, Adson França, atribui a redução da mortalidade infantil a vários fatores e políticas públicas que impactaram positivamente na vida do brasileiro. “O saneamento básico aumentou, o tratamento da água está chegando a um patamar fenomenal, expansão do programa nacional de vacinação das crianças e aumento da escolaridade das brasileiras”, enumera França

A pesquisa “Avaliação do Impacto da Estratégia Saúde da Família sobre a Mortalidade Infantil” verificou que a cada 10% de aumento na cobertura populacional do ESF, a taxa de mortalidade infantil reduziu em média 4,6%. Quando começou em 1994, apenas um milhão de pessoas eram assistidas pelas equipes de Saúde da Família. Em 1998, chegou a 10,4 milhões. Em 2002, subiu para 54,9 milhões de pessoas.

Atualmente, são 90,7 milhões de pessoas assistidas pelo programa, o que corresponde a 48,2% da população brasileira. Em 2007, os investimentos na Estratégia Saúde da Família somaram R$ 4,06 milhões, Hoje são 28,4 mil equipes implantadas e 16,9 mil equipes de Saúde Bucal. Os agentes comunitários de Saúde somam 221,5 mil e assistem a 110,6 milhões de pessoas, o que corresponde a uma cobertura de 58,8% da população brasileira.

O Brasil também conseguiu frear a proliferação do HIV/AIDS (objetivo número 6) e estabilizou a sua propagação em 32 mil novos casos por ano. O país tem 620 mil soropositivos, dos quais 200 mil recebem cuidados do sistema público de saúde. O restante inclui pessoas que têm o HIV, mas não desenvolveram a doença e também aqueles que desconhecem que são portadores do vírus. O Brasil é referência mundial no tratamento, com a oferta gratuita de todos os medicamentos, e na prevenção, por meio da distribuição de preservativos masculinos e femininos. Como desafios, o país se impôs ampliar o diagnóstico precoce; reduzir a transmissão vertical; focar ações nos grupos vulneráveis e assegurar sustentabilidade dos insumos de prevenção e tratamento.

Mortalidade Materna ― Adson França diz que o Brasil terá apenas 50% de chance de melhorar a saúde da mulher e reduzir a mortalidade materna até 2015 (objetivo número 5), como propôs a ONU. A mesma projeção é feita pelos organismos internacionais. Atualmente, a taxa de mortalidade materna é de 74 por 100 mil nascidos vivos. Apesar de longe do aceitável, houve avanços quando comparada a taxa atual a de 1990, quando a mortalidade materna era em torno de 128 mulheres por cada 100 mil bebês nascidos. “Os países que conseguiram reduzir a mortalidade materna o fizeram com políticas estratégicas de 20 anos. Conseguiram chegar a uma taxa aceitável de 20 mulheres por 100 mil nascidos vivos. Portugal fez assim. A taxa brasileira de mortalidade materna está diminuindo, mas ainda não no ritmo necessário”, explica o médico.

O Brasil ainda enfrenta os reflexos de alguns entraves que datam desde os anos 1990 e início de 2000, em que a subnotificação da mortalidade materna superava em mais da metade o número de óbitos. “Faltam coragem e instrumentos para mostrar de que morre as mulheres brasileiras durante o pré-natal, o parto, o pós-parto e nas complicações por aborto”, explica Adson França. Segundo ele, uma mulher gestante ou ela tem complicação por abortamento ou no parto ou no pós-parto, mas não pode morrer de parada cardiorrespiratória e falência múltipla de órgãos. “Ela tem que ter uma causa básica: hemorragia, complicação da hipertensão arterial, infecção em torno do parto ou complicação por aborto”, completa.

Segundo o diretor do Dapes, o Brasil perde, em média, 1,6 mil mulheres por ano. Quando aplicado o fator de correção de um ponto quatro (1.4), devido à subnotificação, esse valor é multiplicado por 40% e totaliza cerca de duas mil mortes maternas a cada ano. “A morte materna é evitável em 90% a 95% dos casos, diferentemente da provocada por câncer de mama, que é extremamente complexo e chega a matar de oito a 10 mil mulheres por ano”, diz Adson França.

mudanças ― O não preenchimento adequado do atestado de óbito leva a uma estatística falsa e impede o gestor de traçar políticas públicas e estratégias para enfrentar os problemas que causam a mortalidade. Mas esse cenário começa a mudar. Em 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lançou o Pacto de Redução da Mortalidade Materna e Neonatal, considerado pela ONU modelo de mobilização social. O pacto obriga o gestor municipal e estadual a traçar estratégias para a saúde materna.

Em junho deste ano, o ministro José Gomes Temporão assinou portaria em que estabeleceu prazo de 48 horas para o serviço ou profissional de saúde informar a morte de mulheres em idade fértil (10 a 49 anos de idade) e de 30 dias para a secretaria estadual de Saúde notificar o registro ao Ministério.

Ainda de acordo com a portaria, a equipe de vigilância de óbito materno tem prazo de 120 dias para concluir o levantamento dos dados que compõem a investigação e enviar o material aos comitês estaduais ou municipais de morte materna de referência. O Brasil conta com cerca de mil comitês ― um em cada capital e nos municípios com população entre 80 mil e 100 mil habitantes. Adson França prevê que esse conjunto de medidas dará respostas positivas aos desafios brasileiros dentro de quatro ou cinco anos.

Saiba Mais

Os oito Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) foram definidos, em 2000, por 191 países que acolheram a proposta de Kofi Annan, ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas. Três deles têm relação com a saúde: reduzir a mortalidade infantil, melhorar a saúde das gestantes e combater a aids, a malária, a tuberculose e outras doenças. Os cinco restantes, relacionados a outros setores, são erradicar a extrema pobreza e a fome; universalizar a educação básica de qualidade; promover a igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; dar prioridade à qualidade de vida e ao respeito ao meio ambiente e, ainda, estabelecer uma parceira mundial pelo desenvolvimento. Os objetivos são os seguintes: 1- Erradicar a extrema pobreza e a fome; 2 – Universalizar a educação básica de qualidade; 3 – Promover a igualdade entre os sexos e a valorização da mulher; 4 – Reduzir a mortalidade infantil; 5 – Melhorar a saúde das gestantes; 6 – Combater a AIDS, a malária e outras doenças; 7 – Priorizar a qualidade de vida e o respeito ao meio ambiente; 8 – Estabelecer parceria mundial pelo desenvolvimento.

público esperado: 350 convidados
― 15 países
― 150 representações de instituições brasileiras, ou seja, representações de conselhos e entidades de profissionais, representantes dos conselhos nacionais de Saúde, de secretários estaduais de Saúde (Conas), de secretarias municipais de Saúde (Conasems), redes de humanização de partos, parteiras, organizações não-governamentais que atuam nos setores da DST/AIDS, malária, tuberculose, mulheres, crianças, adolescentes e jovens, promoção da igualdade racial
― Expectativa de público: 450 pessoas

Quem estiver por perto sinta-se convidado para participar deste congresso, cujo o assunto faz parte de nossas vidas.

Serviço
Conferências brasileira e internacional de Monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio do Setor Saúde
Abertura: 18 de novembro, às 10h, no Palácio do Buriti
Debates: dias 19 e 20, no Gran Bittar Hotel – Setor Hoteleiro Sul (SHS) – Quadra 5 bloco A Telefone: (61) 3704-5000

Em 2008, o Brasil comemora os 20 anos do Sistema Único de Saúde; os 15 anos do Programa Saúde da Família – estratégia prioritária da atenção primária no país

Abs,

A ti:

Hoje o post é dedicado a minha luz eterna, a mulher de minha vida, minha dona. Ao seu dia;

Você
me ensinou a andar sem os pés no chão,
a caminhar entre estrelas e me banhar na lua,
a saltar nuvens de algodão e brincar com anjos
em busca do amor pleno.

Você,
que ao amanhecer lambia as gotas de sereno do meu corpo
resquícios de uma noite inundada de amor
antecipava o brilho dos raios de sol com seu olhar,
guardando os desejos da noite num sorriso de luar.

Você,
musa das músicas do vento,
que ousado, teima em compor entre seus cabelos
senhora do meu tempo
regente do meu destino

Você,
que me fez ignorar a lógica e a razão,
me impregnou de desejo e paixão,
me ensinou a ousar ser feliz,
a cada segundo, a estar sempre por um triz ...

Tomou por completo minha existência
tornou nulo cada momento na sua ausência
reescreveu a história da minha vida
que só passou a se chamar assim por você existir.

Este dia é somente para você,
dona de meus sonhos,
mulher da minha vida,
meu único destino.

Te amo.

Neste dia papai do céu decidiu que deveria por aqui estar,
Não pude ficar longe e logo pedi para acompanhá-la, e por bênção.
por puros pensamentos e desejos, papai do céu me permitiu.
Estarei sempre ao seu lado, em todos os momentos.

Feliz Aniversário meu amor




"Strange, dear, but true, dear,
When I'm Close to you dear,
The stars fill the sky,
So in love with you am I.

Even Without you
My arms fold about you.
You know, darling, why,
So in love with you am I.

In love with the night mysterious
The night when you first were there
In love with my joy delirious
When I knew that you could care.

So taunt me and hurt me,
Deceive me, desert me,
I'm yours 'til I die,
So in love,
So in love
So in love with you, my love, am I."

O Prazer de Bem Escrever

Sim, todos podem escrever bem – e, principalmente, gostar de escrever. Para isso, é preciso vontade e perseverança. E o resultado é compensador. É com este foco: estabelecer uma relação de prazer com a escrita, que chega às livrarias de todo o País, o livro Escrita criativa – O prazer da linguagem (132 pp., R$ 29,90), lançamento da Summus Editorial. Nele, a consultora em comunicação e RH Renata Di Nizo compartilha com os leitores sua vasta experiência, oferecendo várias técnicas de criatividade que possibilitam escrever com desenvoltura. “O primeiro passo é superar o famoso branco, fazer as pazes com o crítico interno para ganhar a fluência desejável. De fato, o jorrar de idéias é intrínseco à habilidade de escrever”, afirma Renata. O lançamento acontece no dia 18 de novembro, a partir das 19h, na Livraria Martins Fontes – Av. Paulista.
 
De acordo com a autora, qualquer pessoa pode desenvolver e aprimorar a competência da escrita. Renata reconhece que articular as idéias com clareza e simplicidade requer prática e aperfeiçoamento contínuos. Para isso – tanto em seus livros quanto nos workshops e palestras que ministra – apresenta técnicas de criatividade. “Quando pensam em escrever, muitas pessoas ficam preocupadas com a gramática e inibem o processo criativo. Nenhum texto consegue ser convidativo assim. Escrever corretamente é fundamental, afinal, todos esperam que seu português seja impecável. Entretanto, se a pessoa não respeita a primeira etapa de criação, dificilmente o texto atingirá o seu propósito. Dosar intuição com lógica, criação com edição é o caminho”, diz. 
 
Dividido em três partes: “Os caminhos da escrita”, “Etapas da escrita” e “Técnicas de criatividade”, o livro é indicado para todas as pessoas que desejam se comunicar melhor por escrito: profissionais que necessitam elaborar e-mails e relatórios; acadêmicos cuja maior preocupação é redigir, com clareza e exatidão, o resultado de suas pesquisas; e estudantes – principalmente aqueles que enfrentarão a tão temida redação dos vestibulares.
 
Desta forma, a obra torna-se leitura essencial também para quem pretende escrever seu primeiro livro e para todos os que sofrem do famoso “branco” na hora de escrever. “Além dos aspectos formais, o segredo de escrever bem está em descobrir a própria criatividade. Nela, encontramos as bases sólidas e palpáveis e, inclusive, o combustível para perseverar”, pontua Renata.
 
A autora
 
Consultora de comunicação há mais de 20 anos, Renata Di Nizo viveu 12 anos na Europa pesquisando e trabalhando em projetos de criatividade e expressão. Lá, integrou o ateliê de criação e experimentação pedagógica do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Barcelona e formou-se em Artes Cênicas pela Escola Superior de Arte Dramática de Barcelona.
 
De volta ao Brasil, publicou o livro Sem crise (Editora Elevação, 2001) e fundou sua empresa, a Casa da Comunicação – onde realiza palestras, consultoria individual e treinamento em expressão, tanto oral como escrita, foco e criatividade, além de comunicação interpessoal (abordagem central de seu mais recente livro). Em 2007, lançou o livro O meu, o seu, o nosso querer – Ferramentas para a comunicação interpessoal, que deu continuação ao título anterior: A educação do querer” - Ferramentas para o autoconhecimento e a auto-expressão.
 
Entre as empresas que Renata atende na Casa da Comunicação estão: Banco Real, Whirlpool,  Sabesp, Perdigão, Rhodia Poliamida, Saint Gobain Abrasivos, Saint Gobain Vidros, Grupo Ultra – Ultragas, IBM, 89 FM – A Rádio Rock,  BSHG Continental, ECOLABE, Editora Abril, Editora Segmento, Indústria e Comércio de Ferramentas Especifer Ltda, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP), Metalúrgica Metalmix, OAS, Petrobras, Rádio Metropolitana FM.