Contra o Tabagismo - Blogagem Coletiva

O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis, no início do século XVI. Era mascado ou, então, aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um médico francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) usava-o como medicamento, para curar as enxaquecas da rainha Catarina de Médicis.

No entanto no século XVII começaram a surgir preocupações por causa dos malefícios provocados à saúde pelo tabaco, que para além disso era viciante. Várias nações colocaram restrições ao seu uso mas, ao mesmo tempo, o tabaco proporcionou muito lucro aos estados que cobravam impostos significativos sobre as suas vendas.

Atitudes.

Juventude Livre do Tabaco. Este é o tema do Dia Mundial sem Tabaco 2008, que será celebrado neste sábado (31) no Brasil e em 191 países Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é fortalecer a necessidade do controle do tabagismo em todo o mundo.

No Brasil são desenvolvidas várias ações governamentais para diminuir o consumo de tabaco. Uma delas, exemplo para outros países, é o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivas com Tabaco. Criado pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2006, sob a coordenação da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), o programa estimula geração de renda e qualidade de vida com o apoio a projetos de extensão rural, formação e pesquisa para o desenvolvimento de estratégias de diversificação produtiva e não-agrícolas em propriedades de agricultores familiares fumicultores.

O Programa apóia, no momento, 47 projetos na região Sul desenvolvidos por meio de parcerias com organizações não-governamentais (ONGs), universidades, centros de pesquisa, organizações de assistência técnica e extensão rural. A ação abrange 500 municípios e beneficia 19 mil famílias. Em 2007, o Programa foi ampliado para quatro estados do Nordeste.

O secretário da SAF/MDA, Adoniram Sanches Peraci, afirma que o Programa de Diversificação é referência mundial pela capacidade do governo em criar políticas públicas para enfrentar as ações da indústria do fumo por meio do crédito, assistência técnica e extensão rural (ATER) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), entre outros. “Já investimos R$ 10 milhões em ações de capacitação, assistência técnica, apoio a organizações governamentais e não-governamentais junto às famílias de agricultores que optaram pela diversificação e reconversão das áreas de produção de fumo”.

Exemplo mundial

De 15 e 19 de junho, o MDA irá representar o Brasil em um evento no México para apresentar os avanços e as políticas do Ministério para a agricultura familiar. Além disso, apresentará uma proposta para os outros países de matriz metodológica para estudos comparativos sobre alternativas a cultura do tabaco. Peraci acredita que a pressão mundial contra o tabagismo contribuiu para reduzir a área plantada de fumo. “Somente na última safra, no Sul do Brasil, a redução na produção de fumo foi de quase 14%”, explica.

Na prática

Guilherme Kuhn, agricultor familiar da localidade de Estrada da Gama, no município de Pelotas (RS), chegou a plantar 80 mil pés de fumo. Hoje, reduziu o cultivo para 20 mil pés. Ele pensa até em, ao terminar o contrato, não plantar mais fumo. Kuhn diversificou a propriedade com o cultivo hortaliças orgânicas. A produção é comercializada via cooperativa para o PAA e o mercado local. Na prática, o resultado foi a garantia de venda e a valorização por meio do preço pago ao agricultor, que trouxe aumento da renda, além da ampliação da produção ecológica.

Kuhn é integrante da Rede de Cooperação e Comercialização Solidária em Contra-posição à Cultura do Tabaco no Território Sul do Rio Grande do Sul, que conta com o apoio do Programa de Diversificação. Por meio da Rede, desenvolve-se a proposta agroecológica, já que alguns agricultores diminuíram a área plantada com o fumo ou deixaram de plantar. Isso possibilitou a ampliação da área de produção agroecológica nas propriedades e o interesse de novas famílias para integrarem os grupos ecológicos

Com 523 associados, a Cooperativa Sul Ecológica de Agricultores Familiares, do município de Pelotas (RS), conta com o apoio do Programa de Diversificação, atuando no fomento à assistência técnica, capacitação e extensão para fortalecimento da produção agroecológica. Além disso, a cooperativa trabalha na consolidação da Rede de Comercialização Solidária, em contraposição à cultura do tabaco no território sul do Rio Grande do Sul.
Em Santa Catarina, estado que mais produz fumo no País, o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) desenvolve um trabalho na região do Alto Vale do Itajaí (SC), sobretudo nos municípios de Leoberto Leal, Angelina, Imbuia, Vidal Ramos, Major Gercino, Alfredo Wagner e Nova Trento. A ação, que envolve mais de 1.800 famílias que dependem do plantio de fumo, é direcionado à transição para sistemas agroecológicos, sobretudo no incremento de pastagens. Isso tem permitido o aumento do rebanho e da produção de leite. A garantia de um vencimento quinzenal para os agricultores que optaram pela venda de leite para laticínios da região tornou a atividade atrativa.

Diversificação de culturas

O Brasil ratificou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) em 2005, comprometendo-se a implementar uma série de medidas para o controle do tabaco, inclusive àquelas referentes ao artigo 17 da Convenção que trata das alternativas produtivas economicamente viáveis à cultura do tabaco. Dentro deste contexto que foi criado o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco.

COMO O CIGARRO PASSOU DE MOCINHO A VILÃO NO BRASIL

Livro com projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa e reportagem da jornalista Madeleine Lacsko, que será lançado no Dia Mundial de Combate ao Tabaco, 31 de maio, conta os bastidores da saga brasileira no combate ao tabagismo.

Na década de 1980, o Brasil figurava nos cenários da indústria de tabaco como um dos mercados mais promissores do planeta no consumo de cigarros. Com essa perspectiva, a indústria se mobilizou fortemente nos mercados para dar destaque ao país e a seus consumidores. O sonho do Brasil como líder de consumo foi frustrado, porém, na década seguinte, quando forças importantes da sociedade – médicos, pesquisadores, políticos, imprensa, ONGs – se mobilizaram numa frente ampla de resistência.

Os resultados dessa batalha, entre outros, é que a incidência do tabagismo na população brasileira tem caído de forma continuada e consistente há mais de uma década, e que o Brasil mantém um programa de combate ao tabaco considerado modelo pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

“Sem Filtro: ascensão e queda do cigarro no Brasil”, que será lançado neste sábado, 31 de maio, às 11h, na Livraria Cultura, em São Paulo, chega ao mercado para mostrar que há muito mais por trás do cigarro do que seu poder de gerar doenças do coração e dos vasos, além de um amplo leque de cânceres.

O livro, publicado pela Editora de Cultura, é resultado de projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa, do InCor (Instituto do Coração), que trabalha em pesquisas e tratamentos do tabagismo (veja mais em www.deixardefumar.com.br). A médica trouxe para o Brasil, em 1993, a iniciativa do Dia Mundial sem Tabaco, da OMS (Organização Mundial da Saúde), e fundou um dos primeiros programas de tratamento do tabagismo reconhecidos no país, o do InCor. A reportagem ficou a cargo da jornalista Madeleine Lacsko, que perte nceu aos quadros da Rádio Jovem Pan, de São Paulo, e hoje atua em Brasília, como coordenadora geral da Rádio Justiça.

Depois de mais de uma década de campanhas e de divulgação intensa de informações de pesquisas pela imprensa, diz Jaqueline, a população brasileira está cada vez mais atenta aos malefícios do cigarro. “Faltavam-nos, contudo, informações organizadas, que dessem uma perspectiva histórica desse período e dos interesses e forças que estiveram e ainda estão atuando no cenário. ‘Sem filtro’ vem cobrir justamente essa lacuna. É uma obra que eu, como médica, acho fundamental para que a sociedade brasileira mantenha sua consciência de luta contra o tabagismo”.

Para montar essa história, foram pesquisados documentos oficiais de diversas procedências, inclusive os da Justiça norte-americana, mostrando o envolvimento da indústria do tabaco do Brasil com o contrabando de cigarros como estratégia de mercado. Figuras históricas do Brasil e do exterior deram depoimentos marcantes sobre os principais momentos da luta contra o tabaco, a começar pela mentora e ex-coordenadora do programa mundial da OMS de combate ao tabagismo, a médic a suíça Claire Chollat-Traquet.

Dois antitabagistas históricos – o governador José Serra e o ex-ministro da Saúde Adib Jatene –, além do deputado Elias Murad, falaram sobre os principais lances do processo que levou o Brasil a ser pioneiro na instituição de leis restritivas ao cigarro.

Políticos, militantes de ONGs, médicos e pesquisadores de expressão – como os médicos Vera Luiza Costa e Silva, Marco de Moraes e Antônio Pedro Mirra – também figuram na galeria de depoimentos que fazem deste livro uma obra reveladora e uma publicação original em termos mundiais.

As autoras
Madeleine Lacsko é jornalista, com passagem pela Rádio Trianon e dez anos na Rádio Jovem Pan. Teve por quatro anos uma coluna diária, crítica e bem-humorada, sobre as atividades do Congresso Nacional. É coordenadora geral da Rádio Justiça, emissora pública do Poder Judiciário brasileiro administrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Jaqueline Scholz Issa é doutora em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, ocupa atualmente o cargo de diretora da Unidade de Atendimento ao Cliente dos Consultórios do InCor, onde coordena o ambulatório de tratamento do tabagismo e a pesquisa com novos medicamentos para tratamento do tabagismo. Foi médica colaboradora da Organização Mundial da Saúde no programa “Tabaco or Health” entre

1993 e 1996. Tem vários artigos e trabalhos publicados no Brasil e no exterior.

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Artigo - Dia do Vestibulando.

Olá a todos, gostaria de agradecer muito ao apoio e suporte de todos quanto ao meu ultimo post "Que sou eu?". Agradeço os convites e os carinhos.

Agora deixo a vocês outro lado deste quem vós escreve. Julio Moraes o jornalista. Á convite o Prof. Nicolau Marmo que é coordenador geral do Sistema Anglo de Ensino. E desde a década de 60, atua na preparação de estudantes para os principais vestibulares do país, fez um artigo exclusivamente para os vestibulandos deste ano, para toda a rede e me concedeu a permissão de postar aqui à todos os amigos que são e um dia foram estudantes, veja:

O Dia do Vestibulando - 24 de Maio de 2008

por Prof. Nicolau Marmo

Comemora-se em 24 de maio o Dia do Vestibulando, mas nem vamos comentar isso com esses estudantes. Deixemos passar despercebido, é melhor assim. Para que ficar enfatizando que no fim do ano terão de enfrentar o vestibular? Eles acordam todos os dias pensando nisso: no café da manhã, no almoço, no jantar... até sonham com isso. Eles sabem perfeitamente que não será a primeira vez que suas competências serão avaliadas e, também, não será a última. Mas temos de concordar: situação incômoda essa de ser candidato a uma vaga na universidade. VESTIBULANDO, até a palavra assusta!

Somos avaliados desde que nascemos pelos nossos pais, pelo pediatra, pelos amigos, na escola, nas competições esportivas, pelo(as) namorado(as). Mais tarde, pelo(as) esposo(as), pelos colegas de trabalho e pelo diretor da empresa na qual trabalhamos. Mas o que mais importa, na realidade, é a avaliação que fazemos de nós mesmos.

Pensando bem, o que é o vestibular? É um concurso como tantos outros: Banco do Brasil, Ministério da Fazenda etc. Como conseguir uma vaga disputada por muitos pretendentes? Disputando-a, submetendo-se às normas de um concurso - não é justo? Seria pior, muito pior mesmo, se as vagas fossem preenchidas, como acontece em certos casos, por apadrinhamento, por nomeação: “fulano de tal está nomeado para o 1º ano da Faculdade de Medicina da USP”. Que tal?

Os mais disputados vestibulares de hoje são honestos e competentes – selecionam os candidatos mais aptos a ocupar as vagas oferecidas. O que é preciso fazer então para conquistar a caga pretendida? Preparar-se adequadamente, tendo sabedoria para poder dividir o tempo entre o estudo, a preparação física (exercícios, sono, alimentação), a convivência familiar e o lazer.

As pesquisas internacionais colocam o Brasil nos últimos lugares, no que se refere à Educação. Pena que os pesquisadores não tenham conhecimento dos alunos que conseguem as vagas mais disputadas em algumas das principais universidades do país. Submetem-se a provas de oito disciplinas: Português, Inglês, Matemática, Química, Física, Biologia, Geografia e História, com rendimento médio em torno de 75%. Vejam estas provas, senhores pesquisadores, e constatem que temos uma juventude talentosa, que nem tudo vai tão mal neste país.

Meu caro vestibulando, temos orgulho de você e vamos mudar de idéia. É justo que tenha o seu Dia, para comemorar a sua coragem e determinação de enfrentar mais esta importante competição em sua vida. No fundo, está competindo com você mesmo e mais ninguém, em busca de superar seus próprios limites.

Parabéns!

Agradeço muito ao Prof. Nicolau Marmo, e boa sorte aos que carregam o futuro de nosso país.

Expressão de todos.

Paz e Serenidade

"Quem eu sou?"

Cronicas:

Estou sem tempo, atrasado, ocupado, meio consumido, pensando se conseguirei chegar antes da própria vida. Corro assombrado, cortado em pedaços, esbaforido, feito uma tela expressionista, escorrendo os pés pelos vãos da cidade. É verdade, não estou brincando. Preciso dar conta do recado, suar a camisa, torcer o rabo do gato pra gerir minha vida. Meu eu não aceitaria menos de hoje. Ele vive roendo as unhas, procurando um nó cego, uma besta qualquer pra descontar suas mazelas. Veja, estou com as mãos atadas, sem nenhuma chance de parar, atolado até o pescoço do próprio dia. Lutando para manter a cabeça no lugar. É, estou voando, torcendo, rezando pragência estar aberta e não ser barrado na porta. Até a noite, sou como um balão vermelho: hora após hora, caindo. Sem tempo, sempre atrasado, ocupado. Perco-me e esvaio.

- - - -

Inspirado pelo post - Por onde anda o prazer? - de minha querida Luma. Esta pergunta é a primeira que deveria invadir os pensamentos de nossa humanidade, mas como indivíduos em nosso mundo atual. Entende o que acontece em sua vida?

Ta, ok. Não vou deixar você pensando muito hoje sem se preparar para sua "auto-sessão psicoterapeuta”, mas tudo é bem mais simples que imagina. Sinta, seja, viva.

Zélia "Amado"

Escritora Zélia Gattai morre aos 91 anos em Salvador


Zélia Gattai era viúva do escritor Jorge Amado (1912 - 2001), que teve sua obra completa relançada no último mês de março. No ano da morte do marido, Zélia foi eleita membro da Academia Brasileira de Letras (ABL), para cadeira anteriormente ocupada por Amado, que teve Machado de Assis como primeiro ocupante e José de Alencar como patrono.

A escritora nasceu em 1916 em São Paulo, onde foi criada. Junto aos pais, imigrantes italianos, participou do movimento anarquista no início do século 20. Aos 20 anos, casou-se com o intelectual e militante comunista Aldo Veiga, com quem teve o filho Luiz Carlos, em 1942.

Zélia conheceu Jorge Amado em 1945, quando ambos trabalhavam pela anistia de presos políticos. A partir de então, Zélia auxiliou o processo de preparação e revisão dos livros do marido. Com o escritor, Zélia teve dois filhos: João Jorge, nascido em 1947, e Paloma, em 1952.

Sua estréia na literatura deu-se apenas em 1979, quando começou a escrever suas memórias. Seu primeiro livro, "Anarquistas, Graças a Deus", recebeu o Prêmio Paulista de Revelação Literária. Antes disso, em 1963, ela organizou fotobiografia de Amado, intitulada "Reportagem Incompleta".

Coisas de São Paulo; Meu Brasil.

Participando da blogagem coletiva ‘Coisas do Brasil’, fui impulsionado a passar horas pensando sobre minha cidade. São Paulo é basicamente um mundo.

Em São Paulo
Sinto-me perdido a três quarteirões da minha casa.
Sinto-me em casa.

Pensei bastante o quanto poderia falar e descrever o que já uma cidade naturalmente turística poderia indicar alguns lugares que poderia de chamar de meu. Durante anos li crônicas, historias e fatos sobre a cidade, cada esquina e casa antiga mostra uma historia de algum imigrante, alguém que fez diferença na cidade ou que ainda faz. As ruas tem nomes de heróis, políticos, estrelas de cinema, desenhos, escritores dentro vários outros. Nomeamos as praças com nomes de pessoas que fizeram a sua parte para construir esta cidade.

São Paulo, meu São Paulo,
Que saudade! Que cansaço dos cansados!

Sou paulistano, sinto que nasci no centro do mundo culturalmente falando claro, Todos que vem a cidade deixam sua historia de como era a vida, e o que a cidade trazia a seus sonhos. Sou um espectador do mundo, paulistanos tem manias e estilos, uns bons outros ruins, inventam necessidades e contos para continuarem vivendo, nascer em São Paulo não é mais glamoroso, viver nesta cidade exige muito da vida atual das necessidades de que todos que trabalham e vivem aqui se sentem responsáveis pelo que acontece ao todo país. Status de capital financeira, e principal porta para grandes investidores a cidade se perde em querer apenas ser algo na vida de todos em meio a necessidade de transformá-la em fonte de vida financeira ao país.

Paulicéia desvairada, paranóica, avariada,
corrompida, conservadora e empedernida.
Divertida, flamejante, pluriétnica,
sodomita, cosmopolita, cibernética.

Minha cidade é grande, é imponente, é triste, é cheia, solitária e companheira.

Quando pequeno morava em um bairro residencial, com ruas que misturavam arvores e casas pacatas de pessoas que viviam falando sobre política interna e a tão sonhada vida dos filhos no exterior. Não eram pessoas vazias, mas pessoas que lideraram o que temos hoje, grandes empresas, variados negócios, etc.

A pobreza se dissipa em São Paulo. Tão burguesa!
E tenho a sensação de que estou mergulhado numa cidade infinita.

Vovô costumava me dizer que eu morava ao lado do mundo e que eu poderia aceitar e conhecê-lo ou não, viver a infância ou a partir do momento que eu quiser visitar este mesmo mundo e conhecê-lo ao máximo. Refleti e decide.

Na Consolação, os meninos e as meninas
ouvem música pop inglesa produzida por computadores.
E dançam em ecstasy.

A capital mais respeitada do Brasil é meu playground, a trato como gostaria de ser tratado, com carinho, respeito, dignidade e faço com que seja um local na qual posso chamar de casa. Não vou dizer que 9 a cada 10 paulistanos não sonham ou sonharam em nascer em cidades pequenas, pacatas, tranqüilas e viver em paz. Hoje a busca torna-se outra, vem da necessidade em expor que estamos fortes para levarmos o país com a cidade a frente do mesmo.

São Paulo.
O céu submerso em prédios.
O céu poligonal.
Os restos.

Quando um pouco mais jovem, comecei minha vida acadêmica, e quem estuda em São Paulo sabe que não tem apenas um lugar para aprender, e que toda a historia do país e muitas de varias partes do mundo estão a disposição a partir de sua porta de casa. O que a teoria ensinava é que além de tudo o que você poderia aprender lendo, é sentindo cada momento passado da estória da cidade. Tenho orgulho de dizer que estive no mesmo lugar onde passeatas aconteceram e visitar locais onde meus antepassados utilizaram e até hoje funcionam com a mesma finalidade. Lembro até de minha primeira visita ao marco ZERO de São Paulo, elevando os braços fechando os olhos e sentindo o vento. Senti-me pela primeira vez diferente, parte da cidade.

O desejo de pobreza do que restou da esquerda;
O desejo de riqueza de quem vive nos cortiços.

Ela não é perfeita, tem muitos erros, tenta igualar-se a cidade que tem historias únicas. Mas entende que mantém a historia do mundo aqui. Primeira vez que andei de metro sozinho, passei a mão deslizando os dedos na linha que poderia me levar a todos os lugares da cidade, foi à primeira vez que senti uma biblioteca do mundo em minhas mãos. Visito os parques, os museus, faço os cursos, conheço pessoas que passam por aqui e algumas voltam outras não. Cidade grande tem esta mania, somos daqui mas raramente conhecemos pessoas que tão são daqui mesmo. Hoje tenho um amigo paulistano, e os outros vêem de outras cidades, ou moram aos arredores da cidade. Ser paulistano é diferente, somos poucos apesar de tudo o que cidade mostra em foto em milhares de pessoas São Paulo é feita por todos, pelo país e pelo resto do mundo.

Todos os dias adotamos e somos adotados.

Ao fazer este post coloco toda a minha visão de paulistano a cidade nos mostra variados caminhos e cada habitante nascido aqui terão a sua historia totalmente diferente, mais feliz ou mais triste, mais aqui ou mais ali.

Artistas e boêmios
De um e doutro lado

Para você perceber o conteúdo vasto que temos a disposição aos poucos anos de jovem já tinha feito a lista de lugares que visitará desde quando comecei a sair com amigos, e sozinho para conhecer minha cidade. Cada lugar me deu algo em troca, cada local me recebeu como filho de seu berço e me mostrou seus lados que só paulistano de todo dia conhece.

Avenida Paulista, Catedral da Sé, Estação da Luz, Largo do Arouche, Masp, Mosteiro de São Bento, Vale do Anhangabaú, Viaduto do Chá, Torre do Banespa, Acervo do Palácio dos Bandeirantes, Arquivo do Estado, Auditório Ibirapuera, Paço das Artes, Centro Cultural São Paulo, Centro Cultural Banco do Brasil, Cidade Universitária – USP, Escola Municipal de Astrofísica, Estação Pinacoteca, Fundação Maria Luisa e Oscar Americano, Instituto Butantan, Memorial da América Latina, Memorial do Imigrante, O Memoria dos Imigrantes, na Mooca, Museu Casa das Rosas, Museu Casa de Portinari, Museu da Aeronáutica, Museu da Casa Brasileira, Museu da Imagem e do Som de São Paulo – MIS, Museu da Imigração Japonesa, Museu da Língua Portuguesa, Museu de Arqueologia e Etnologia – MAE, Museu de Arte Contemporânea – MAC, Museu de Arte de São Paulo – MASP, Museu de Arte Moderna de São Paulo – MAM., Museu de Arte Sacra de São Paulo, Museu de Zoologia da USP, Museu do Café Brasileiro, Museu do Folclore, Museu do Instituto Butantan, Museu do Ipiranga, Museu do Relógio, Museu Lasar Segall, Museu Memória do Bixiga, Museu Padre Anchieta, Museu Paulista, Paço das Artes, Pateo do Collegio, Pinacoteca do Estado de São Paulo, Planetário do Ibirapuera, Planetário do Carmo, Sala São Paulo, Teatro Municipal de São Paulo, Teatro São Pedro, Teatro Municipal, Autódromo de Interlagos, Estádio do Morumbi, Estádio do Pacaembu. Parque da Mônica, Sambódromo do Anhembi, Zoológico de São Paulo, Cratera da Colônia, Horto Florestal, Instituto Florestal, Parque Alfredo Volpi, Parque da Aclimação, Parque da Juventude, Parque da Independência, Parque da Luz, Parque do Carmo, Parque do Ibirapuera, Parque Ecológico do Tiête, Parque Estadual do Jaraguá, Parque Trianon, Parque Villa-Lobos, Parque Zôo Sáfari, Represa de Guarapiranga, Brás, Rua 25 de Março, Rua Normandia, Rua Oscar Freire, Rua Santa Ifigênia, Orquestra Sinfônica Municipal, OSESP, Orquestra Experimental de Repertório,

São locais que começaram a fazer parte da minha vida, dentre outros variados, na qual poderia citar post a fora e muitos acontecimentos esporádicos a turistas e nativos. Está é São Paulo, diferente. Já visitei varias capitais do país e todas até um pouco mais bonita me mostraram que o Brasil é cheio de vida, mas apenas São Paulo me fixou olhares para tudo, é minha cidade berço, criou-me a seu estilo.

São Paulo, meu São Paulo.
São sempre brancos e ricos
os ocultistas defensores de seu gigantismo mórbido.
Os que lhe corroem as entranhas,
Os que lhe sugam a esperança.

Tenho uma segunda cidade que considero como minha segunda casa, Londres, oposto a São Paulo, é a cidade que me chama atenção pela compreensão a pessoas nascidas em grandes metrópoles e mostra o lado mais familiar da cidade, um lado tão lúdico quanto minha cidade natal.

Uma cidade opaca de aspecto cinzento
É o reflexo do excesso de cimento
Mesmo plantando muitos espigões
Ela nos remete a um mundo de paixões

Há finalizar um texto que nunca terá apenas este espaço, minha cidade é assim. Tenho orgulho de ser paulistano e sempre será minha cidade natal. Não me sinto diferente de pessoas que nascem em outros lugares, adoro minha cidade assim como todos os outros nascentes de suas respectivas, temos nossas culturas e nasci em uma delas que me deu a oportunidade de conhecer todas às outras.

Por muita gente bastante amada
Por outros tantos muito invejada
A cidade que só conhece o progresso
Detesta ouvir a palavra retrocesso

Assim como uma mãe e apesar de vários caminhos minha própria cidade mostra que mereço viver bem e tranqüilo em lugares mais calmos, mas quando chegar a hora o farei e com saudades lembrarei de todas essas épocas que me proporciona.

Minha cidade da garoa.

Em todo o post deixei pequenos trechos de vários poetas paulistanos. São anônimos, e se acaso escreveu algum deles me chame e vamos conversaremos sobre nossa pequena cidade.

Agora deixo aqui os links de nosso país nosso Brasil:

Saia Justa, Pensiere e Parole, Luz de Luma, Desabafo, Abrindo Janelas, L'absurdité de la vie, By Oscar Luiz, Flainando na web , Gente sem saúde, Aniz com canela, Cantinho da borboleta azul, Velhos rascunhos, Passagens e momentos, Colar de Contas, Todo seu: História & Cotidiano, Rubensblogger, Fugas e Devaneios, Na casa da vovó, Jesus Diogo, TK- Freire, Abraço de Deus, Blog do Ronald, Meu mundo e nada mais, Hippos, Leve & Solto, Aline Silva Dexheimer, Quem arrisca não petisca, Dy na Hoalanda, Rosa 147, Verde que te quero verde, Esculacho & Simpatia, O meu jeito de ser, Edson Marques, Prisma, Jeito Danny de ser, Blog do Aju, Assuntos etc, Lys no labirinto do seu universo desconexo, Luelena, Intimidade, Todo seu: História & Cotidiano, Infaces, Um caminho..., Maçã envenenada, Imperfeito, Loba , O olho, um jornal patriota e brincalhão, Oficina de gerência, Fazendo a diferença, Janelas do Zeca, Donna Chic, Ponto K, Neusinha Blog, Tânia Defensora , Chronicles & Tales, Quodores, Meu blog, Encanto, Copacabana Café, Florescer, Cecília Helena Poesias em PPS, A Lua e Eu, Ramos forest environment , Letras de morango, Blue Moon, A melhor novela de todos os tempos do último verão, Vida Blog, Palavras Intimistas, Polecos, pequenas opiniões , D-Mentes, Norte, Energia Eficiente, Olhos Pretos, Re-novidade, My blog, Blog do Lapate, Liga MC, Coisas do Sanduba, Blog do The Best, Fios diversos, Adriane Schroeder, Renatinha no blogger, Fester Blog, Tudo para todos sobre o nada, Borboletando, Rascunhos, retratos e contemplações... , Strange Little Girl, Mundo Afora, Palavra de Nanael, Chega mais, Educando por aí, Humor I Mente Vadia,Les Rêveurs, Pretensos colóquios, Menina Voadora, Coisas do Mato Grosso, Jardim de Letras, Espaço Mensaleiro, Baú de espantos, Você.

Possibilidades.

Quais são as reais possibilidades? Hoje me sinto um homem diferente da primeira vez que postei por aqui. Durante anos escrevi pensamentos junto com acontecimentos e fatos misturados com ficção e mostraram sempre o que senti, pensei ou o que vivi. Tenho maiores responsabilidades e sei que preciso atingir metas estabelecidas por mim mesmo.

Não estou confuso, tímido ou com medo. Pense comigo: Quais as reais possibilidades de você receber algo do destino que se mostra como único precioso e percebe que sempre foi necessário por toda sua vida?

O motivo de tudo isto é que, sim, estou apaixonado, mas, além disto, năo expresso em palavras produzidas pela maioria dos apaixonados. Digo além: Sinto, quero e preciso desta pessoa que me domina, cuida de mim e sempre esteve ao meu lado em toda a nossa vida juntos.

Tenho uma dona, uma musa, alguém para pensar todos os minutos e segundos e me lembrar que recebi um presente para cuidar com minha própria vida. Algo real que mostra que a vida tem um sentido e esta além de uma simples compreensão em uma leitura ou um sentimento singular.

Em pouco tempo nos conhecemos, em um tempo maior nos reconhecemos. E descobrirmos estar lado a lado desde quando eu olhava o céu e brincava com as nuvens, olhava as estrelas a noite e conversava comigo mesmo pedindo uma razão, um sorriso puro e um sentimento verdadeiro. Tenho sensações que não posso descrever e sinto estar junto a ela não somente agora, mas já a tempos, um tempo que não precisávamos dos olhos para reconhecer o verdadeiro do irreal e a mesma época que não tínhamos tantas preocupações além de viver em paz e feliz.

Se perceber bem verá que não é apenas paixão é algo que chamamos de um nome usado de uma maneira tão banal e que por nossa cultura conseguimos descaracterizar algo que ainda grande parte da humanidade não reconhece.

Temos sim a necessidade de dividir o que temos com alguém. Não podemos ter pressa e omissão ou falta de companheirismo, utilizar a atualidade para desencadear pensamentos errôneos e se agradar com o cômodo. A vida é intensa e você identificará isto a partir do momento que perceber que não consegue parar de pensar. Quantos minutos por dia pára apenas para pensar sobre sua vida?

Hoje temos vários meios de fugirmos do real, do que é bom e necessário, para fugirmos ao fácil, fútil e momentaneamente agradável.

Aprendi mais em um mês do que em cinco anos. Mudei mais em um mês do que em dez anos e aprendi a reconhecer algo que pessoas não reconhecem com oitenta anos. Sinto-me sortudo. Mas com algo que exige uma responsabilidade que não muitos tem, ou não querem. Temos realmente que merecer viver. Fui preparado para receber tal benção e mesmo assim quando recebi não reconheci de imediato, precisava acreditar que eu realmente estava pronto a recebe-la e hoje tenho confirmações diárias de que mereço e, mais ainda, de que tenho que cuidar com carinho e dedicação de todos os sentimentos bons que possa oferecer.

Só quero que saibam que toda a vida nos prepara sempre para o melhor, para o simples e o merecedor. Sempre a felicidade e ao entendimento do que é viver. Precisa de um motivo para viver? Bom, já que mais questionamos que nos alegramos agora a resposta é: Mereça-o.

Em tratamento. Primeira sessão.

Uma pequena obra fictícia por Julio Moraes.

Doutora, eu sei que sou um bom psiquiatra, mas preciso desabafar também, somos humanos não é mesmo?

Por onde começo? Hum.

Trato de uma paciente com caso diagnosticado de esquizofrenia, ela ignora tudo o que conhece e que vive por se sentir única no mundo. Tem pesadelos com o fim da própria vida. Mas sempre acredita precisar estar viva para algo que apenas ela entende.

Não acredito que seja suicida, mas uma pessoa que nunca teve atenção. Ela vem de uma família nobre de pais ausentes. Nunca se socializou com amigos de escola ou parente. Diz ser ainda ignorante a fatores íntimos de casais. Acho que ela tem algo que quer resgatar, e por isto procurou-me.

Não sei como posso ajudá-la. Em nossas sessões ela sempre destaca que a humanidade não deu certo. Curiosa teoria não é?

Ela acredita que tivemos nossa chance como humanidade, mas apenas não deu certo. Vê a rua de pessoas que não pregam o que diz e se sente fora da sociedade em si. Segundo a teoria dela vivemos em comum acordo da ignorância ativa humanitária, algo como, somos erros de nós mesmos. Entendo o ponto dela e sinto-me amedrontado quando começo a pensar que esses tipos de teorias podem ter algum tipo de razão.

Minha paciente cita muitas vezes pessoas que grandes pensadores, mas nada que não tenhamos visto antes. A primeira citação dela foi: “O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma” de Einstein. Presumi que fosse algum acontecimento de seu passado, pedi para continuar e desenvolver a citação.

Ela me conta uma historia que em seu passado vivia da mesma maneira, e que coisas acontecem sem o nosso poder ou saber. Acredita que “sua vez” logo chegará, mas não identifico como morte, mas sim algo psicológico. Tentei procurar algo em sua mente que me levasse a entender melhor esta citação, mas nada encontrei. Talvez esteja perdendo o meu ‘felling’.

Como ela é? É uma garota nova, fisicamente bonita, não trabalha e também não estuda. Viva a sombra de seus pensamentos e é sustentada pelos pais. Na qual os mesmos a indicaram me visitar.

Mas como dizia agora a pouco. A teoria é de que tivemos o grande dilúvio e uma segunda tentativa, não deu certo. Acredita que a bíblia ensina coisas maravilhosas e mesmo assim diz que a humanidade interpreta de um jeito errôneo ou então até presunçoso. Desde então tento reparar em algo mais religioso nela, talvez pudesse me ajudar em muitos fatores, mas diz ter uma crença própria e que sua existência é apenas uma imaginação da próxima humanidade que finalmente terá feito tudo o que deveriam.

Após outras sessões ela me traz uma nova perspectiva de sua analise a humanidade, diz que somos frutos de pessoas inteligentes, poucas que nos testam para verificar se valemos a pena ou não. Uma pergunta dela foi: “Como sabe que tudo o que existe é apenas um fato presencial de sua imaginação. Quem prova que aquela pessoa existe quando você não a vê?”

Para esta garota tudo é subjetivo, tudo é enigmático, mas simples ao mesmo tempo. Traz consigo uma bagagem de historias obscura e necessidades de extravasar sua existência a algo ou alguém. Acredito que precise dizer algo aos pais ou outra pessoa que admira.

Não a vejo como ameaça, não no momento. Nem mesmo a ela. Esta apenas confusa.

Sim, ela já citou ouvir vozes de pessoas que não existem mais em presença em sua vida, e também cita receber visitas pelas pessoas que cita as frases todas as semanas. Diz estar sendo preparada para o tal acontecimento. Se sente sozinha.

Preocupo-me, mas parece que as sessões estão ajudando, ela diz tentar ficar mais presente em casa, não participa em nada com a família, disse ficar a alguns dias ao pé da escada quando estão na sala. Mas logo volta ao quarto e começa a escrever cartas a ninguém.

Sim, ela escreve algumas cartas, mas por enquanto não as mostra para mim. Se existe uma terceira pessoa? Acredito que não ela nunca cita alguém como pessoa, mas sempre algo, relativo a acontecimento. Pressentimentos. Mas irei abordá-la melhor neste assunto.

Nosso tempo acabou. Engraçado como é ouvir isto estando do outro lado. Próximo sábado no mesmo horário? Ok. Obrigado e até logo Doutora.

A dura vida de um governador.

Um vídeo que mostra o governador da Paraíba, Cássio Cunha Lima (PSDB), 45, tocando percussão e beijando uma mulher loira, virou sensação no site YouTube. Em apenas três dias, o vídeo, dividido em duas partes, registrou ao menos 46 mil acessos.

Segundo a Secretaria de Comunicação do governo, as imagens foram feitas em um evento da Funjope (Fundação Cultural de João Pessoa), ligada à prefeitura do município, no último dia 26.

Na primeira parte do vídeo, de um minuto e 11 segundos, sob o título "Cunha Lima Raparigueiro", o governador aparece tocando um surdo, instrumento de percussão, ao som de um grupo de pagode, que toca uma música cujo refrão é "quem quer beber".



Na seqüência, o tucano abandona o instrumento, toma um copo de cerveja, olha para a câmera e senta à mesa. Ao seu lado, está uma mulher loira, que aparenta ter cerca de 20 anos. Os dois conversam. Cunha Lima olha para a câmera, faz um sinal de positivo e depois dá um "tchau". O governador, então, beija a mulher na boca. Cunha Lima é casado há mais de 20 anos e tem três filhos.

No momento do beijo, alguém diz: "TV Fama", referindo-se ao programa sobre a vida de celebridades da RedeTV.


Na segunda parte, que dura quatro minutos e 14 segundos, Cunha Lima reaparece tocando o surdo. Enquanto ele toca, alguém diz: "Isso na campanha vai dar tanto dinheiro". A jovem aparece, dá um beijo nas costas dele. Depois, ela volta, dança um pouco e assume o instrumento. Ao fundo, alguém diz: "Ô governador bom".

A jovem dá um abraço em Cunha Lima e depois os dois se beijam. Ao final do vídeo, ela dá seu copo de cerveja para ele, que bebe mais um pouco.



O secretário de Comunicação do governo, Solon Benevides, diz que o governador retribuiu ao carinho de uma eleitora. "Quem vê o vídeo pode até achar que houve excesso por parte da eleitora, mas foi uma mera demonstração de carinho, nada além disso."

Benevides confirmou que houve beijo na boca e disse que o governador "só bebe socialmente". O secretário afirmou que "não há nada de pessoal entre o governador e essa pessoa". O secretário disse não saber o nome e a idade da jovem.

O secretário disse que o governador não sabe quem fez o vídeo e quem o publicou. "Não achamos que agiram de má-fé. Era um evento público, portanto poderia haver filmagens."

Primeiro dia deste mês.

A vários anos o dia primeiro de maio tem um significado maior a que parece. durante anos, esta mesma data foi selecionada para grandes acontecimentos. Fatos que mudaram vidas, cursos e modos de pensar. Veja alguns fatos que aconteceram no primeiro dia de maio.

1945 - Joseph Gobbels.

Antes de se suicidar, nas etapas finais da Segunda Guerra Mundial, Hitler, em seu testamento escrito no Bunker onde se suicidou, nomeou-o Chanceler da Alemanha - e Karl Dönitz como Führer -, quando os tanques soviéticos tinham entrado em Berlim e já se tinha tornado claro que a Alemanha tinha perdido a guerra. Em 1º de maio de 1945, Goebbels e sua esposa assassinaram seus seis filhos (Helga, Hilde, Helmut, Holde, Hedda e Heide) e depois cometeram suicídio com a ajuda dos seus guarda-costas da SS.

- Mais sobre o mesmo dia e acontecimentos históricos sobre nazismo clique aqui.

1941 - Cidadão Kane

A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Welles), buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". A morte de Kane comovera a nação e descobrir o porquê daquela palavra se torna uma obsessão para o jornalista, que acredita poder encontrar nela a chave do significado daquela vida atribulada.

1994 - O Adeus de Ayrton Senna.

Na sétima volta da corrida na data de primeiro de maio foi reiniciada após varios acidentes pequenos, e Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta; ele entrou na curva Tamburello e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph)[8]. Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral. Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sidney Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula 1 e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

Mais tarde o Professor Watkins declarou:

Ele estava sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro, por suas pupilas, que ele teve um ferimento maciço no cérebro. Nós o tiramos do cockpit e o pusemos no chão. Embora eu seja totalmente agnóstico, eu senti sua alma partir nesse momento.


Estes são apenas alguns acontecimentos dos primeiros de Maio. Tony Blair, Getulio Vargas, Fidel Castro entre outros, escolhem também o dia para marcarem seu nome na historia.

Agora só fica a pergunta sobre o que acontecerá hoje.