Religiosidade na arte brasileira

Jardir J. Egidio - Santa Ceia

A religiosidade e a arte estão intimamente relacionadas. Uma faz parte da origem da outra e nela se manifesta. Forças da natureza, como o sol, a chuva, o trovão, o relâmpago sempre exerceram um grande fascínio sobre o homem, principalmente os povos primitivos. Por não compreenderem estes fenômenos, acreditavam que eram deuses e que podiam intervir na vida dos homens. Conseqüentemente, deveriam ser venerados e cultuados, como forma de atrair sua proteção. Este é o fundamento do animismo, que pode ser considerado a primeira manifestação religiosa do ser humano.

No Brasil, a religiosidade está presente em todas as formas de manifestação artística. Os povos indígenas expressam nas esculturas e ornamentos os espíritos da floresta. Os escravos demonstravam sua fé em suas pinturas e peças. Das primeiras obras barrocas às mais recentes criações. Também faz parte das imagens de santos que ornam as igrejas coloniais e nas pinturas que retratam o candomblé. “Este sincretismo religioso é reconhecido como uma das características do nosso povo, pela sua própria formação”, destaca Roberto Rugiero, marchand e diretor da Galeria Brasiliana. A arte é sempre a melhor forma de expressão da fé. “São obras que emanam de causas mais profundas, brotam imperiosas”, completa Rugiero.

Para levar ao público as principais obras de arte que representem essas e outras simbologias, a Galeria Brasiliana realiza a partir de 06 de junho a mostra “Religiosidade na Arte Brasileira”. Entre os artistas, alguns que se expressam somente por temas religiosos, Jadir João Egidio (arte em alto-relevo, como as Santas Ceias), Geraldo de Andrade (pinturas em óleo sobre tela - Arcanjos e a Arca) e o neo-barroco José Joaquim da Silva, o Zezinho de Tracunhaém, com esculturas que chegam a medir dois metros de altura.

Um comentário:

  1. Amigo,
    Colquei uma interessante postagem sobre a importância de dizermos uma palavra na hora certa.Gostaria que vc comentasse, seu comentário é de suma importância.Beijos.

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