A vitória de McCain favoreceria o Brasil?

O Fórum Brasil – Estados Unidos, ocorrido nessa semana em São Paulo, trouxe à tona temas atuais como os reflexos da crise norte-americana na economia brasileira, a questão energética e as eleições presidenciais nos EUA. Promovido pela Federação do Comércio do Estado de São Paulo em parceria com o Centro de Política Hemisférica da Universidade de Miami, o evento teve como moderador o presidente do Conselho de Relações Internacionais da Fecomercio, Mário Marconini, e contou com a participação de personalidades de destaque no cenário internacional como a presidente da Universidade de Miami, Donna Shalala; o ex-presidente da Petrobras, Henri Philippe Reichstul; o ombudsman do The Miami Herald, Edward Shumacher Matos, entre outros.

Entre varios debates o que mais chamou atenção foi o último painel do Fórum que analisou as eleições presidenciais americanas e seus reflexos para o Brasil. Para debater sobre o tema foram convidados o ombusdsman do The Miami Herald e professor visitante da Robert F. Kennedy, Centro de Estudos Americanos da David Rockefeller, Universidade de Havard, Edward Schumacher Matos; a diretora do Centro de Política Hemisférica da Universidade de Miami, Susan Kaufman-Purcell; e o diretor do Instituto Brasil do Centro de Woodrow Wilson, Paulo Sotero.

Para a diretora do Centro de Política Hemisférica da Universidade de Miami o candidato democrata é um fenômeno de carisma e retórica. Susan Kaufman Purcell ainda ressaltou que a história mostra que as pessoas seguem seus líderes porque eles lhe inspiram esperança e não por sua postura política. Segundo ela, Barack Obama surge na frente na corrida presidencial porque se opôs a guerra no Iraque e também por defender a retirada imediata das tropas americanas do território iraquiano.

Sobre a possibilidade dos votos dos eleitores de Hillary Clinton migrarem para Obama, o professor Edward Schumacher Matos acredita que isso ocorrerá em parte, pois espera-se que o democrata tenha problemas em conquistar os votos hispânicos, isso em virtude da tensão que há entre esta comunidade e a afro-americana.

Já o diretor do Instituto Brasil do Centro de Woodrow Wilson, Paulo Sotero, classifica a candidatura de Obama como uma manifestação da criatividade e da inovação norte-americana. Sotero também acredita que é difícil ser um candidato republicano nesse momento dos EUA, uma vez que os americanos estão muito feridos com o que aconteceu nos últimos anos, no governo de Bush. Isso explicaria a vantagem de Barack Obama, que simboliza a mudança.

E apesar de eu discordar quando citado sobre qual dos candidatos seria melhor para o Brasil, os palestrantes foram unânimes ao concluir que a eleição do republicano John McCain para a presidência dos Estados Unidos favoreceria as exportações brasileiras.

Para Susan Kaufman Purcell o republicano seria melhor para o Brasil porque ele já se declarou a favor da eliminação da tarifa de importação do álcool brasileiro e do fim dos subsídios ao álcool de milho, enquanto o seu adversário, o senador democrata Barack Obama, não concorda com essas posições. Além disso, McCain apóia a entrada do Brasil no Conselho de Segurança das Nações Unidas.

Na análise de Sotero o Brasil tem muita importância nas eleições norte-americanas por ser um país líder em agricultura e em novas energias renováveis. Para ele, McCain também seria o melhor candidato para o Brasil.

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