Queixas, Blogs e BBB

Cronica

Todas as declarações contidas neste formulário devem ser feitas com rigor e respeito à verdade pois o signatário pode ser julgado por elas. O criminoso também, no caso de ser identificado, descoberto, preso, e desde que não pertença aos emergentes sociais, aos quadros da polícia ou de quaisquer forças armadas. Outrossim o declarante deve ter em mente que pertence às forças desarmadas. E que quaisquer — única palavra portuguesa com plural no meio — é sempre contra ele. Cop. Apc. Art. 32. Par. II.

I. Nome do queixoso.
Silva, o anonimato assinado.

II. Acontecimento do qual participou.
Agressão, roubo e tudo o mais. Mas não participei. Fui participado.

III. Testemunhas?
Sim. A polícia prendeu um cego vendedor de loteria e um perneta explorador de lenocínio, mas ambos conseguiram escapar. Porém é fácil localizá-los porque um tem licença de banqueiro de bicho pra funcionar no local e outro é apoiado por traficante como avião absolutamente insuspeito.

IV. Está disposto a comparecer à delegacia pra reconhecer seus assaltantes?
Perdão, doutor, o senhor está brincando comigo? Tenho mulher e três filhos.

V. Seus ferimentos ainda são visíveis?
Vestido, não.

VI. O que é que o assaltante lhe tirou?
A carteira e três dentes.

VII. O local em que o senhor foi assaltado era bem iluminado?
O suficiente prum dos assaltantes me acertar uma paulada no alto do quengo.

VIII. Outras circunstâncias que possam ajudar a esclarecer o assalto.
Eu estava com minha mulher contando o dinheiro que tínhamos tirado do banco 24 horas. Imprudência a nossa. Essa é a hora em que é maior a fila de assaltantes.

IX. Tomou alguma atitude pra se defender?
Desafiei-os pruma corrida de fundo mas um deles era melhor do que eu na rasa.

X. É a primeira vez que lhe acontece um assalto na rua?
Não. Pra ser exato, é a 54ª vez. Eu anoto.

XI. Por que o senhor nunca deu parte?
E o senhor acha que adianta dar parte? Os assaltantes aceitam. Mas os militares não aceitam menos de 50%.

XII. O senhor acha que é assaltado por deficiências estruturais da sociedade em que vive ou porque não tem sorte?
Eu não tenho sorte de viver na sociedade em que vivo.

XIII. Por que o senhor acha que é tão assaltado?
Confesso que sou imprudente; costumo freqüentar lugares só freqüentados por marginais. Por exemplo, Rio e São Paulo.

XIV. O senhor procurou algum policial depois de assaltado?
Procurei mas não dei sorte. Estavam todos, depois de tantos anos, ainda sendo julgados pela Chacina da Candelária, coitados.

Assine embaixo e entregue ao seu jornaleiro. As queixas darão entrada imediatamente após ser paga a taxa para o Fundo De Proteção Ao Bom Policial Preso Injustamente No Cumprimento Do Dever E Do Haver.

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Blogs e BBB

Olá, agora passando para falar as novidades do Pub que poderão ser vistos durante a semana, e também para informar algumas notas e novidades.

O Compulsivo anda agitando a blogsfera com o Prêmio Best Blogspot Brasil, na qual os blogueiros elegem o melhor blogue hospedado no Blogger/Blogspot. Para participar poste um artigo falando sobre o assunto, indicar 03 blogs do Blogger e linkar para a promoção do compulsivo. ( para maiores infos, clique no link e verifique todas as regras )

Deixo beijos e mais beijos em agradecimento a minha Luz, Luma, que indicou o Pub a promoção e como rezam as regras, devo indicar a três blogs também. Ai vão eles:
- Luz de Luma - Luma Rosa
- Blabláismo - Wagner, Arthur, Carol, Julio, Michel
- By Oscar Luiz Ano II - Oscar Luiz

Outra novidade da blogsfera é a promoção que a blogueira


  • 01 template exclusivo
  • 01 logotipo
  • a primeira anuidade de um domínio próprio

"É isso mesmo! Tudo por conta do Dicas Blogger." - Palavras de Juliana, então confiamos. :D

Para participar clique no banner, respeite as regras, boa diversão e boa sorte a todos os participantes.

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E por final o pub dá as boas vindas ao novos links/blogs do pubroll, sempre que necessário um link sempre é adicionado aos posts, mas os links do pubroll são leituras obrigatórias para quem realmente quer mais informação e entender o mundo blogueiro.

Já as boas voltas a Du que está de casa nova e cheia de sonhos, e também a Yvonne com o BlogGente após uma reforma na casa.

Por enquanto é isto, e por ai, quais são as boas novas?
Abs.

Aurélia Thiérrée; L'Oratorio D'Aurelia.

Victoria Thierrée Chaplin ‘viajou’ em uma publicação vendida nas ruas da Paris medieval e criou, junto com a filha atriz, o Oratório de Aurélia. The World Upside Down (O Mundo de Cabeça para Baixo) trazia desenhos populares de situações invertidas e loucura, como um cavaleiro carregando seu cavalo nas costas ou uma árvore com as raízes para cima e os galhos na terra. Num processo intuitivo filha e neta de Charles Chaplin demoraram um ano para criar esta obra-prima onde todo cenário e adereços foram feitos `a mão e que continua sendo transformada. “A Vic vê os filmes das apresentações e nos liga no Skype para mudarmos algo. Ela está em turnê há 15 anos com meu pai - o Circo Invisível. Mas se não estivessem, ela estaria aqui dando pitecos. Ela adora aprimorar, mudar, tornar perfeito”. Filha de Chaplin, “Chaplinha” é!

5 anos depois da ‘première en France’, Aurélia e Jaime, porto-riquenho ex-dançarino por 20 anos da Parsons Dance Company, fizeram muito sucesso na Europa, Ásia e América. Ele conta: “O processo de criação delas é como uma cia de dança, trabalhando com filmagens e vendo o que funciona. Mas também quiseram me tornar um ser humano, o que para mim é difícil pois fui dançarino por 43 anos.Aurélia e Jaime Diferente e igual do Parsons que é puro físico, precisando praticar muitíssimas vezes, esse espetáculo é muito por dentro, muito sentimento, e tenho que fazer caras e voar a 10 metros do chão, como nunca fiz antes.”

Qual a história? A atriz responde: “prefiro que o público descubra. Cada pessoa tem uma visão diferente e descobre uma história. O show é entretenimento e ilusão, e tudo o que eu falar é bla, bla, bla… Tipo o trem que passa por dentro da minha barriga. Como explicar? Quando sonhamos aceitamos tudo no sonho como sendo real, daí acordamos e vemos que era nonsense, absurdo. As crianças gostam muito, especialmente quando percebem que estão vendo algo que não foi feito para crianças. Dependendo da sua interpretação, há uma relação com a loucura, a imaginação ou os sonhos. É sempre libertador ver uma coisa que parece que vai acontecer de um jeito e depois somos surpreendidos. É fácil ver os truques, mas a platéia em geral não quer prestar atenção em como é feito e assim fica maravilhada com o resultado.

E agora Aurélia Thiérrée, neta de Charlie Chaplin, volta a São Paulo com o espetáculo L’ORATORIO D’AURÉLIA para uma curta temporada, com produção e realização do Jogando no Quintal e Luni Produções.

É a última oportunidade para os paulistanos se encantarem com essa montagem sofisticada e emocionante.

Poético e delicado, “O Oratório de Aurélia” apresenta um mundo às avessas, em que objetos têm vida própria. O rato come o gato, as flores na jarra ficam de cabeça para baixo, a protagonista transforma-se em areia numa ampulheta gigante e veste-se diretamente no gaveteiro, com mãos, braços, pernas e pés “desmontáveis”. Forma-se um universo surreal em que a cena se revolta, e as cortinas de veludo vermelho mexem-se imprevisivelmente. É uma apresentação irônica e divertida que faz sonhar espectadores de todas as idades. A platéia retorna ao mundo perdido da fantasia, no qual não há limites para a imaginação.

A cenografia e a música contribuem com essa atmosfera envolvente. A extraordinária combinação de efeitos visuais, eufórica imaginação, refinadas marionetes, dança e magia circenses resulta num delicioso espetáculo.

Após as apresentações em São Paulo, a companhia segue para se apresentar em Salvador e Curitiba, encerrando a turnê que integra o Módulo Circulação do Festival de Circo do Brasil. A turnê nacional já passou por Londrina, Santos, São Paulo, Brasília, Recife, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e São José do Rio Preto, com espetáculos sempre ovacionados pelo público.

História

L’Oratorio d’Aurélia foi concebido em 2003 por Victoria Thiérrée Chaplin e Aurélia Thiérrée, mãe e filha. Com este trabalho, elas mostram que não precisam recorrer ao sobrenome famoso, herdado do pai de Victoria, Charlie Chaplin, para conquistar o merecido reconhecimento. Sobre isso, Aurélia afirma: “É realmente mágico ser neta de Charlie Chaplin, mas é também abstrato. Eu tinha quatro anos quando ele morreu. Não tenho muitas lembranças. É por respeito que não falamos dele: nossos espetáculos são muito diferentes do que ele fazia. Eu me sentiria mal se usasse seu nome para atrair as pessoas. Ser neta de Carlitos é um belo presente da vida. Eu me contento com isso”.

Os Thiérrée-Chaplin são conhecidos na França como “la famille des enchanteurs” (“a família dos encantadores”, ou mágicos, feiticeiros). Victoria Chaplin, responsável por direção e design do espetáculo, criou com o marido, o ator e diretor Jean-Baptiste Thiérrée, uma relação mais pessoal com o mundo do circo: a partir do trabalho dos dois nasceu o movimento chamado “novo circo”. O “Cirque Imaginaire” (Circo Imaginário) resultou dessa proposta – os dois sozinhos em cena, acompanhados dos dois filhos, Aurélia e James. Eles viajaram o mundo com o “Cirque Imaginaire” e com o “Cirque Invisible” (Circo Invisível).

Nas peças dos pais, Aurélia Thiérrée deu os primeiros passos, familiarizando-se com os palcos desde a infância. Naqueles anos, aprendeu a combinar disciplina e sensibilidade ao mundo mágico da fantasia. Trabalhou com inúmeros produtores, entre eles Milos Forman, Coline Sereau e Jacques Barratier. Durante muitos anos ficou em turnê com o grupo londrino The Tiger Lillies. Ela trabalhou também para o Music Hall e o “Cabaret”, em Berlim.

Nota zero a segurança publica.

De repente, a Lei Seca deu certo e as famílias brasileiras contabilizam, felizes, a redução no número de acidentes, de feridos e mortos. Com a Lei Seca, temos a sensação que saímos de uma guerra e estamos nos adaptando a um período de paz.

O mesmo precisamos fazer, com urgência, com a Segurança Pública. Não agüentamos mais nos concentrar nos fatos isolados, que são muitos, relatando as mortes de civis, de policiais militares, de criminosos que já se entregaram.

Chega! Precisamos dar um basta às execuções de civis praticadas por policiais despreparados. Sem reciclagem mas armados. Polícias que se mantêm em guetos agindo à margem da lei, como constatamos nos casos de roubos de cargas e de quadrilhas de venda de carteiras de habilitação falsas.

Por exemplo, reportagem publicada pelo jornal O Globo mostra que após concluir a preparação no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), que leva oito meses, um soldado da PM do Estado do Rio pode ficar de oito a dez anos sem passar por cursos de reciclagem.

O resultado foi a morte do menino João Roberto, que teve o carro de sua mãe fuzilado. Apenas o cabo William de Paula tinha curso de técnicas de abordagem. O soldado Elias, há três anos na corporação, não tinha. Os dois estão presos acusados da morte do menino.

Mas, de novo, insisto, não basta punir os policiais que erram e matam em missão se nada fizermos com as políticas de Segurança Pública, que mais do que reciclar de maneira sistemática, têm que trazer os policiais para o convívio cidadão. Senão, os fuzilamentos de civis voltarão a ocorrer.

Ainda existem muitos guetos no aparelho policial que vivem como se o País não estivesse em plena democracia, com os direitos do cidadão assegurados. Ao mesmo tempo, a sensação de bandalheira generalizada, com a morosidade da Justiça e soltura continuada dos criminosos de colarinho branco, gera nos cidadãos uma sensação de impunidade. E muitos criminosos se lançam ao crime achando que nada lhes acontecerá.

No mesmo estilo da Lei Seca, vamos adotar a Tolerância Zero para as ações de violência, especialmente as que são fruto do despreparo dos policiais, civis e militares, que têm a obrigação constitucional de proteger as vidas dos cidadãos. E ampliar o rigor das investigações, reduzir os tempos de apuração dos crimes e punir exemplarmente todo criminoso que achar que sairá impune em quaisquer tipos de crimes.

Lutamos, durante décadas, contra a prepotência policial, que a sociedade corretamente associava à ditadura militar. Agora, é hora de levar o Estado de Direito para as rotinas das polícias civil e militar, que bem treinadas saberão impor o rigor do Estado brasileiro aos criminosos que ousem desafiar nossas leis. Estamos perdendo vidas demais, gerando tragédias absolutamente evitáveis.

Brasil exige uma revolução na política de segurança pública

Quando a gente resolve dar um basta, nos mostramos um povo altamente disciplinado e cidadão. Quem viveu a inflação galopante achava que nunca controlaríamos os preços. "E agora, 14 anos depois do Plano Real, qualquer oscilação na inflação, para mais, já nos mobiliza para pressionar governos, para comparar preços, para punir empresas que estejam, eventualmente, abusando", afirma o deputado federal Roberto Santiago.

O mesmo acaba de ser feito com a violência no trânsito, com milhares de pessoas mortas e feridas. Com a Lei Seca em vigor, já nos reeducamos para respeitar a lei. A conseqüência tem sido a redução drástica do número de mortos e feridos.

"É por isso que acredito que vamos controlar com urgência os problemas de segurança pública", afirma o deputado Roberto Santiago. "É porque o povo brasileiro quer e não aceita mais que o assunto seja adiado", diz.

Muito mais do que as pirotecnias de se prender e soltar criminosos de colarinho branco, temos que buscar investimentos em treinamento de nossas polícias. Para que elas sejam, efetivamente, eficientes na apuração dos crimes e na apuração de provas sólidas para que a Justiça condene, de verdade, os que forem considerados culpados.

É a democracia que tem que chegar dentro dos quartéis e das delegacias de polícia e fazer parte da referência de todo e qualquer cidadão, antes que ele se julgue no direito de atuar contra o Estado brasileiro, apostando na impunidade. Queremos uma polícia que saiba respeitar nossos direitos, mas que seja absolutamente rigorosa com todo e qualquer tipo de crime.

Não suportamos mais as manchetes de atos violentos praticados contra nossas polícias ou realizados por nossos policiais no exercício do dever. Por isso, tenho certeza de que o Estado brasileiro vai seguir a vontade dos brasileiros e brasileiras e iniciar um procedimento para, a exemplo da Lei Seca e do Plano Real, conseguir, a curto prazo, conquistar uma Segurança Pública que cumpra com sua obrigação constitucional, que é a proteção do cidadão.

Ou agimos agora ou corremos o risco de ampliar a epidemia da violência urbana para as cidades menores e até mesmo para a zona rural, que já sofrem o reflexo da violência nos grandes centros.

Blogagem Política - Censura.

A Censura em evidência.

Durante toda semana postei aqui, apenas um pouco, sobre o tema censura, começando após o acontecido ao "Luz de Luma", e indicado por Luma Rosa, coloco o pub a disposição a blogagempolitica colétiva sobre o tema. Pois considerem todos os posts sobre censura parte da blogagem. Não é apenas em um dia que teremos que lutar, mas todos. Abaixo coloco exemplo do que esta acontecendo HOJE em nosso país, sobre censura, e diariamente vem acontecendo.

O que mais esta chamando atenção na internet também, é o projeto do Senador Azeredo, clique aqui para entender, e no banner abaixo para assinar a petição.

Assine a Petição


Convido a todos a participarem ainda este fim de semana a blogagem e contribua falando sobre e a censura de sua escola, bairro, cidade, estado, país. Todo tipo de revelação publica relativo a censuras má intencionadas ou não devem ser expostas a todos, se o país a democrático que aceite nossas opiniões.

A Censura de Hoje

Hoje o jornal O Globo publicou matéria sobre uma carta resultante do IV Congresso Brasileiro de Publicidade.

Segundo a matéria, o documento reforça a necessidade de denunciar e repudiar “todas as iniciativas de censura à liberdade de expressão comercial, inclusive as bem-intencionadas.”

Lembro que esta semana o OmbudsPE publicou em seu site uma denúncia sobre a veiculação irregular de propaganda de bebidas alcóolicas, nas rádios pernambucanas.

Segundo a matéria do OmbudsPE, “O estudo comprovou que a incidência de irregularidades varia de 45 segundos a 135 minutos semanais em anúncios em forma de spot, jingle e testemunhal nas seguintes rádios: JC CBN; Transamérica, Recife FM, Clube FM, 102 FM, 103 FM, Clube AM, Rádio Jornal e Rádio Olinda.”

Os resultados finais da pesquisa “PUBLICIDADE DE BEBIDAS ALCOÓLICAS NAS RÁDIOS DO RECIFE”, realizada pelo Observatório da Mídia Regional, podem ser lidos em Pdf, clicando aqui.

O professor Dr. Edgard Rebouças (coordenador do núceo de estudos ‘Observatório da mídia regional: direitos humanos, políticas e sistemas’, na UFPE), em seu excelente artigo intitulado Estratégia retórica dos “donos” da mídia como escudo ao controle social (leiam o artigo na íntegra, clicando aqui), afirma o seguinte:

“Quem tem como objetivo principal visar o lucro, somente utiliza o discurso/escudo da liberdade e da democracia, quando quer maquiar seus interesses particulares.”

O artigo mostra que existem 4 atores diretamente ligados ao setor das políticas públicas sobre comunicações: o Estado, o empresariado da mídia, a sociedade civil organizada e os intelectuais/especialistas. O artigo mostra como o empresariado da mídia atua historicamente contra o Estado e ignora completamente a sociedade civil quando o tema é regulação/regulamentação da mídia.

Pois bem, a matéria de O Globo termina da seguinte forma: “No manifesto, contra as ameaças de “cortar as asas” da publicidade, a comissão lembra que tramitam hoje no Congresso Nacional mais de 200 propostas para restringir a propaganda de bebidas, remédios, alimentos, refrigerantes, automóveis, produtos para crianças, entre outros. ‘Tem sentido isso? A publicidade não causa obesidade, alcoolismo, acidentes domésticos ou de trânsito’.”

É dessa maneira que os “donos da mídia” estão tentando atropelar a sociedade civil e mesmo o Estado brasileiro: manipulando o discurso da liberdade de expressão - claro, apenas quando lhes convém. Quando uma informação atinge negativamente os “donos da mídia”, não importa se o assunto é de interesse do povo, pois os nossos grandes veículos de comunicação sempre tratam de silenciar e omitir informações.

Como bem disse o professor Dr. Edgar Rebouças:

“Já passou da hora de a sociedade pedir de volta a imaginária procuração dada para que empresas usem um direito que pertence ao povo, ao cidadão e ao indivíduo: o direito à liberdade de expressão, e ainda o direito de terem acesso a produtos culturais, comunicacionais e informacionais de boa qualidade. Em termos de comunicações, o Brasil jamais chegou sequer perto de atingir a maturidade da democracia liberal. E, se depender dos empresários e políticos ligados ao setor, continuaremos, ainda por muitas gerações, sob a égide de uma corporocracia autoritária.”

Lula também censura. Mas nem sempre o relevante.

Todos os jornais registraram que o presidente Lula censurou as algemas no banquete Daniel Dantas.

"Para que humilhar uma pessoa, se ela se dispõe a prestar esclarecimentos e tem endereço fixo? Eu sou contra a exposição desnecessária", disse ele, cobrando "menos espetáculo" nas investigações.

Se todo figurão tivesse certeza de que seria algemado, naturalmente contaria até dez para participar de falcatruas. Se não gosta de vê-las nos pulsos dos corruptos, por que o presidente não as proíbe?

Não pode haver maior humilhação do que o seqüestro de um embaixador. Dois no Brasil sofreram essa humilhação, e dos Estados Unidos e o da Suíça, e Lula nunca deu uma palavra de condenação a esse crime. Ao contrário, um dos autores do seqüestro do embaixador americano é hoje um de seus auxiliares mais íntimos e prestigiados. Seu nome é Franklin Martins, chefe do setor de imprensa com o título de ministro. E mais: um dos beneficiários do seqüestro do embaixador foi seu querido amigo José Dirceu, que ele considerava "capitão do time" antes de ser demitido porque chefiou o escândalo do "mensalão".

Franklin Martins foi o autor do manifesto cuja publicação em rádio, jornal e televisão, foi permitida pelo governo como uma das exigências para salvar a vida do embaixador Elbrick. Essa iniciativa dos terroristas da época transformou-se numa espécie de "moda" nos dias atuais, como atuação de marginais apavorando a sociedade brasileira.

A reação do presidente não deixa de constituir uma vitória daqueles que fazem de seu governo "o mais corrupto da História", segundo expressão de um de seus ministros, o Sr. Mangabeira Unger. Com a certeza de que não serão algemados nem exibidos ao público, os corruptos tendem a aumentar suas atividades criminosas.

Com tanta coisa séria a merecer a atenção e as providências do governo, estranha-se que o presidente saia de seus cuidados para abordar mero problema policial.

Verdade ou Realidade?

A muitos anos muitos tentam nos esconder fatos e acontecimentos. Mas veja como os mesmos atribuem a própria lógica a continuar nos enganando sobre a verdade distorcida para esconder a realidade.

A qualificação da verdade implica as de real e de imaginário, de realidade e de ficção, questões centrais tanto em antropologia cultural como na filosofia. Para Nietzsche a verdade é um ponto de vista. Ele não define nem aceita definição da verdade, porque diz que não se pode alcançar uma certeza sobre isso.

Realidade significa a propriedade do que é real. Aquilo que é, que existe. O atributo do existente.

Ou seja, não peça somente a verdade como um suporte para entendermos o que acontece relativo a censura, mas peça também fatos, e teremos nossa realidade.

Blogs participantes:

  1. Lu Monte - Projeto de Cibercrimes - colocando os pingos nos is
  2. Via Fáctea - Bota pra lá a censura!
  3. Dirceu Santa Rosa Blog Pessoal - Dia da Blogagem Política
  4. Drops Azul Anis S - Drops na postagem coletiva “Não à censura na internet”
  5. Luz de Luma, yes party! - Blogagem Política, censura não!
  6. Luiz Martins, de tudo um pouco - Faça agora ou corra o risco de não fazer nada mais, nunca na internet
  7. Social Media (Raquel Recuero) - Sobre a democracia e as redes sociais na internet
  8. O que rola na net - Blogagem Política, quem é o Senador Eduardo Azeredo
  9. Verde que te quero verde - Blogagem Política, quem é o Senador Eduardo Azeredo
  10. Colóquio - Censura: não vivi e não quero viver
  11. :Root…Blog: - Blogagem Política
  12. Reclinada pró lado certo - Xô Censura: Blogagem Coletiva
  13. Tenho 2 ouvidos. E agora? - Last Fm : tag “o pessoal e político”
  14. Blog do João Sérgio - Pela liberdade na internet
  15. Discurso citado - Internet e democracia
  16. Working class anti-hero Censura na Internet: negócio sério
  17. S.O.B.R.E.T.U.D.O. - Nunca antes na história deste país
  18. Direito e Trabalho - Acerca da Lei Azeredo
  19. Global Voices - Brazil:Blogging against Web-Censorship
  20. Juliu’s Pub - Blogagem Política - Censura
  21. Não sou um número - Dize não a Eduardo Azeredo e outras Madames Mao
  22. Mundo Véio - Blogagem Politica Coletiva
  23. Outras frequencias - Diga não
  24. Netnos - A esperança não pode ser a única que morre
  25. Dia de folga - O Projeto de Lei de Cibercrimes (de novo) e outras coisas
  26. Elenas Notes - X\ôoô/ Censura!!
  27. Livre software - MANIFESTO EM DEFESA DA LIBERDADE E DO PROGRESSO DO CONHECIMENTO NA INTERNET BRASILEIRA
  28. Clindenblog - Blogagem Politica
  29. Blog do Tião - Quem Financiou Azeredo
  30. Blog do Tião -
    UGENTE URGENTÍSSIMO: Projeto de Azeredo pode ser aprovado em regime de urgência na Câmara!
  31. Global Voices - Brasil: Blogando Contra a Censura na Rede
  32. Richard Max - Não Gosto de falar de politica mas….
  33. Igor - Ao contrário de Caetano e Jorge Mautner, eu peço desculpas
  34. O que rola na net - Blogagem Politica, quem é o Sen.Eduardo Azeredo
  35. Netnografando - Blogagem Política
  36. Do tira-gosto ao prato principal - #blogagempolítica
  37. From Lady Rasta - De bem intencionado o inferno está cheio…Dia de blogagem política
  38. Criativo de Galochas- Diga não à censura na rede
  39. Pica Pau Brazil: NÃO à censura na rede
  40. Speed Racer Go Brazil - NÃO à censura na rede
  41. Blog Cidadão - ICitizens, o ciberativismo e a marca na história
  42. Blosque.com - Quanto vale a sua liberdade?
  43. Lusosfera - Xô, censura!
  44. Ladybug Brasil - Blogagem Política: porque lutar é preciso
  45. Instrutor de Yôga - Dia da maturidade política
  46. Sem título ainda… - Protesto Político?
  47. Jus Indignatus por Ricardo Rayol - Nunca antes na história desse país - uma blogagem coletiva
  48. Chronicles & Tales Unlimited (RED) - Blogagem Coletiva/Blogagem Política
  49. Great DJ - Cale-se, afasta de mim este cálice
  50. Pois bem… - FAIL para o Senador Azeredo e outras coisinhas mais…
  51. Algo do tipo… - Forca Feeling
  52. Brogue - Dia da blogagem política 2: Democracia - ruim com ela, pior sem ela
  53. Diana Padua - E nós, vamos ficar quietos??
  54. e-code - Internet amplifica a voz do cidadão
  55. Livros e afins - Lei e liberdade
  56. Entrevista Blogs - Blogagem Política
  57. Copiar e colar - #blogagempolitíca
  58. Dave Lucas - Around the blogosphere 19 july 08
  59. Nódoa do Universo - Politicagem digo, Blogagem Política
  60. André Lemos - Carnet de notes - Cybercrimes Brazil
  61. Brunonery.com - defender a Internet? não, obrigado.

Censura Musical.

Era 1964. O mundo vivia os efeitos da tensão gerada pela Guerra Fria que, na América Latina, fomentava ameaças de subversão interna e de guerra revolucionária, ambas oriundas de países como Cuba, que inspiravam o ‘perigo comunista’ no continente. È nesse contexto que o Brasil sofre o golpe militar que tira do poder o então presidente João Goulart, que vinha passando por freqüentes desgastes. A partir daí, instaura-se um regime militar de governo, que vigoraria até 1985.

A tomada do poder

Na noite de 31 de março de 1964, tropas militares de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Sabendo da conspiração, o presidente João Goulart refugia-se no Uruguai, assistindo à distância a tomada do poder pelos militares.

Com o Estado em suas mãos, os generais já demonstram seu poderio em suas ações iniciais, principalmente por meio de uma prática muito utilizada nos anos de chumbo que viriam a seguir: a imposição de Atos Institucionais.

Assolado por um novo tipo de gestão, o plano político passa a ter como rotina o autoritarismo, perseguições, prisões e imposição de censura prévia aos meios de comunicação. Na economia, em contrapartida, há uma modernização da indústria e serviços, sustentados pelo endividamento externo e pela abertura ao capital estrangeiro.

O autor Alexandre Sthephanou, em seu livro Censura e Militarização das Artes, resume bem o discurso dos novos e fardados governantes do Brasil pós-golpe: “O combate ao comunismo, a promoção do desenvolvimento econômico, a garantia da soberania, a manutenção da integridade do território nacional e a defesa da democracia”.

Os Atos Institucionais

O general Humberto Castello Branco, primeiro presidente do governo militar, assume o poder em 15 de abril de 1964, o qual deixaria em março de 1967. Em uma de suas ações mais duras, instaurada pelo AI (Ato Institucional) n° 2, de 27 de outubro de 1965, Castello Branco dissolve os partidos políticos e concede aos militares o poder de cassar mandatos. Além disso, é estabelecido um sistema de eleições indiretas para presidente. Surge também o bipartidarismo, formado por ARENA (governista) e o MDB (oposição).

Em uma de suas incursões literárias nesse período, no livro A Ditadura Envergonhada, o jornalista Elio Gaspari narra detalhadamente as primeiras conseqüências da nova forma de governo: “Com o AI-2, Castello transferiu os processos políticos para a Justiça Militar. Deu assim o primeiro grande passo no processo de militarização da ordem política nacional”. Temendo uma derrota governista, Castello Branco edita mais dois AIs.

Uma nova Constituição brasileira é promulgada em janeiro de 1967, trazendo em seu conteúdo a extinção da publicação de livros e periódicos. A partir daí, não seriam mais toleradas publicações consideradas como propaganda de subversão da ordem. A Constituição transformou em lei, inclusive, todas as punições, exclusões e marginalizações políticas decretadas por meio dos AIs anteriores.

O marechal Arthur da Costa e Silva, segundo presidente desse período, assume o posto em 15 de março de 1967. Durante seu governo, apesar da grande expansão na indústria e nas exportações, crescem os movimentos sociais e manifestações, além de organizações que defendem a luta armada.

Essa tensão culmina na Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, e no Congresso da União dos Estudantes, em Ibiúna (SP), em 1968. Como resultado, aproximadamente 920 estudantes foram presos. Tais fatos levam a promulgação do AI-5, de 13 de dezembro de 1968, que determina a censura à imprensa e a prisão de centenas de pessoas. Na lista de perseguidos, nomes como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Marcado como Ato mais voraz do regime militar, o AI-5 dá ao governo o direito de determinar medidas repressivas específicas, como decretar o fechamento do Congresso, das Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais. Permitia, ainda, cassar mandatos políticos e tirar quaisquer direitos individuais.

A MÚSICA

Durante o regime, a censura à produção cultural passa a perseguir qualquer idéia que fosse contrária aos interesses dos militares – mesmo aquela que não tivesse conteúdo diretamente político. Atinge, em cheio, o teatro, o cinema, a literatura, a imprensa e a música.

Nadando contra a maré, o cenário artístico cresce e se profissionaliza. Grandes festivais ascendem com suas músicas de protesto, de veia nacionalista. Os órgãos censores, porém, não se interessam por divergências estéticas ou ideológicas. Ações são intensificadas e tomam forma nada flexível.

Com o País nas mãos, os militares implantam um projeto repressivo composto por um forte esquema de informações intragoverno. No artigo Prezada Censura: cartas ao regime militar, o historiador Carlos Fico explica esse plano com base no conteúdo da seqüência de atos: “O grupo militar conseguiu impor, ainda durante o governo de Castello Branco, o Ato Institucional n. 2, que reabriu a temporada de punições (o primeiro ato institucional permitiu punições por pouco tempo). Mas foi a subida de Costa e Silva à Presidência da República, e o AI-5, que indicaram a vitória indiscutível da linha dura”.

É importante, no entanto, ressaltar que a censura musical, inserida no setor com a denominação de Divisão de Censura de Diversões Públicas, não é algo novo. “Desde o Estado Novo a censura prévia vigiava de perto a música popular. Canções de teor político só eram divulgadas pelo rádio quando elogiosas ao Estado”, afirma Carlos Fico no mesmo artigo.

A censura à música está diretamente ligada à tradição dos bons costumes, calcada em torno de valores conservadores e, por isso, condenando veementemente o obsceno e o pornográfico. Além do cunho moral, há um olhar crítico para supostas idéias tendenciosas sobre o âmbito político.

Odette Lanziotti, ex-técnica de censura, relata que o Departamento de Censura designava certos censores para acompanhar as criações de determinados compositores. “Existiam censores mais específicos para determinados autores, para analisar as canções políticas”.

A DIVISÃO DE CENSURA DE DIVERSÕES PÚBLICAS (DCDP)

Órgão responsável pela censura de produções artísticas durante o regime militar, a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), tem sua gênese em um decreto de 1934, com o qual Getúlio Vargas criou o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural. Em 1939, surge um outro braço de sua inspiração: o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).

Em entrevista ao censuramusical.com, a historiadora Maika Lóis conta que a legislação montada pelos militares a partir de 1964 foi adaptada, construída com base nas leis do Estado Novo. “Com o golpe, logo nos primeiros momentos se tem a visão de que era necessário centralizar essa censura. Em 1966 é promulgada uma lei que concentrava o departamento de censura em Brasília”. Com a necessidade de racionalização dos serviços, muitos funcionários são remanejados de outros departamentos governamentais, criando assim uma equipe improvisada e muitas vezes desqualificada.

Para o pesquisador Alexandre Stephanou, em razão disso o ato de vetar determinada obra acaba se tornando uma questão pessoal. “A censura é uma decisão de foro íntimo, misturada com as necessidades sociais do momento e com padrões estéticos e artísticos”.

Instalada oficialmente no ano de 1972, a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), subordinada ao Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça, sofre forte crítica por parte da sociedade.

Processo de aprovação

O processo de aprovação das músicas tinha como passo inicial o envio da letra à DCDP, por parte da gravadora ou do próprio artista. Caso a música não fosse liberada, a gravadora poderia recorrer em grau de recurso que seria julgado pelos censores de Brasília, onde a divisão se concentrava inicialmente.

Mais tarde, a demanda mudou, como explica a ex-técnica de censura Odette Lanziotti: “A censura no início ficou concentrada em Brasília mas, depois, com o aumento do trabalho, houve a necessidade de criar um departamento também no Rio”.

Embora na maioria das vezes influenciada por percepções particulares, as decisões seguiam uma ‘lógica’ interna. “Os censores tinham que tomar muito cuidado com as orientações dos chefes, que distribuíam as músicas. Ás vezes a recomendação era para prestar mais atenção na política, no duplo sentido. Em outras era para ficar atento na preservação da moral e dos bons costumes”, relata a ex-técnica de censura.

GRAVADORAS x DCDP

Depois da determinação da obrigatoriedade do envio de toda e qualquer obra artística para análise na DCDP, as gravadoras passam a dispor de um profissional especializado nessa função. Geralmente, essa atribuição era designada a um advogado com bom trânsito no referido órgão do governo – aliado ideal para trabalhar na liberação dos processos.

Dr. João Carlos Muller Chaves, na época advogado da Phonogram e Odeon-EMI, é nome muito citado nos documentos obtidos nos Arquivos de Brasília e Rio de Janeiro. “Acabei ficando muito próximo das pessoas que atuavam na censura. Eram seres humanos normais, só estavam desempenhando funções que lhes eram atribuídas. Um bom relacionamento com os censores facilitava o processo de liberação”.

Muller Chaves também ressalta a questao do critério no órgão de censura. “O critério era não ter critério. Às vezes eles barravam determinada música por não entenderem o que estava escrito ali. Não estavam preparados para aquela atividade, foram remanejados de outros departamentos e caíram em uma função jamais imaginada por eles”.

O "Começo" do Fim da Censura

Com a abertura política de 1979, possibilitada após a anistia concedida pelo general João Batista Figueiredo, é criado o CSC (Conselho Superior de Censura) que tem como objetivo abrandar a forte atuação dos censores. É o primeiro passo para a extinção, gradual, dos órgãos censores do governo federal.

Por meio do Decreto nº 83.973, de 13 de setembro de 1979, o ministro da Justiça Petrônio Portella cria o conselho, que teria a competência de apenas rever, em grau de recurso, as decisões censórias proferidas pelo diretor-geral do DPF (Departamento de Polícia Federal) e da DCDP (Divisão de Censura de Diversões Públicas).

O historiador e jornalista Ricardo Cravo Albin, no livro Driblando a Censura, relata o abrandamento trazido pelo novo conselho. “O CSC era o órgão de recursos das partes censuradas, das decisões tomadas pela DCDP. Funcionava como uma instituição de colegiado instituído pelo ministro da Justiça para dirimir, amenizar, tornar mais digerível a brutalidade do órgão onde a censura era exercitada, a famigerada DCDP”.

Representantes do conselho

O CSC é representado por organizações governamentais e instituições da sociedade civil, que com ele passam a participar da liberação de obras artísticas. Participavam do conselho o governo (Ministério da Justiça, do Itamaraty, das Comunicações, Conselhos Federais de Cultura e Educação e Embrafilme) e instituições não-governamentais (Associação Brasileira de Imprensa, Academia Brasileira de Letras, Associação Brasileira dos Críticos de Cinema e Abert).

Muitas letras, no entanto, continuaram sendo censuradas pela DCDP. É o caso de composições de astros da MPB como Chico Buarque e Raul Seixas, bem como autores menos conhecidos. Taiguara e Chico Julião, por exemplo, sofreram vetos de suas criações musicais por meio da censura política.

1985

O ano de 1985 é marcado pelo final do último governo militar, que tinha como presidente o general João Baptista Figueiredo. Todos esperam, com a mudança de regime, o fim da censura no governo do novo presidente, que viria a ser José Sarney, vice de Tancredo Neves – eleito pelo Colégio Eleitoral.

No entanto, o deputado Fernando Lyra, nomeado para o Ministério da Justiça – órgão responsável pela DCDP e pelo CSC –, surpreende: decide manter toda a estrutura da DCDP e desativar o CSC. Somente em abril de 1987, data em que Lyra é substituído pelo deputado Paulo Brossard, o CSC volta a funcionar, dando início, enfim, ao fim dos tempos de censura.

Esse processo se completa com a nova Constituição, promulgada pelo deputado Ulisses Guimarães no dia 5 de outubro de 1988. É, finalmente, decretada a extinção da censura, atendendo às antigas e constantes reivindicações da classe artística.

ARQUIVO NACIONAL

Todos os documentos produzidos pela DCDP estão disponíveis desde 1996 no Arquivo Nacional das cidades de Brasília e do Rio de Janeiro. Alguns assuntos, porém, ainda estão em processo de catalogação, como pôde conferir a equipe do censuramusical.com. Alguns desses documentos podem ser vistos em formato ‘PDF’ na seção Documentos.

O acesso aos documentos oficiais possibilita conhecer os detalhes de funcionamento dos departamentos de censura, inclusive aspectos como a ausência de diálogo entre os censores dos diferentes órgãos da censura, como ressalta o historiador Carlos Fico, em trecho de artigo publicado na Revista de História, em 2002. “Uma das vantagens propiciadas por essa nova documentação é o esclarecimento das especificidades (e, muitas vezes, dos conflitos) dos diversos setores repressivos do regime militar”.

Atual censura na imprensa.

LEI DE IMPRENSA

Lei nº 5.250, de 9 de fevereiro de 1967

Art. 1º É livre a manifestação do pensamento e a procura, o recebimento e a difusão de informações ou idéias, por qualquer meio, e sem dependência de censura, respondendo cada um, nos termos da lei, pelos abusos que cometer.




Clique e veja o video que fala sobre as relações entre Aécio Neves, TV Globo e Estado de Minas. Filme produzido para a Current TV e exibido nos EUA e Inglaterra"

Ao censor.

Agora vamos ao que realmente interessa, nos últimos dias, quem segue a blogsfera sabe o que aconteceu ao blog Luz de Luma, escrito por Luma Rosa. Resumindo em poucos, o blog obteve uma advertência publica pois alguém indicou o blog como um blog de conteúdo impróprio para algumas pessoas. Tudo indicado foi que um post na qual tinham fotos sobre senhoras que estavam em topless, em um movimento intitulado Top Free. Pois bem, links aqui e aqui para você entender um pouco sobre o acontecido.

Fiz questão de postar um pouco sobre a censura previamente, pois muitos censores que andam pela blogsfera se esquecem de utilizar o mesmo critério a si mesmo antes de começar a tentar "ajudar o mundo". Focalizemos na blogsfera. Algumas fotos de senhoras com seios expostos foram motivos para uma pessoa, ou varias, clicar neste botom do blogger que fica na navbar chamado "Sinalizar Blog", e sendo assim indicar e prejudicar o blog como se fosse um blog com conteúdo "sugestivo", no sentido ruim mesmo. O blog que estamos falando é um dos mais prestigiados e também com um conteudo livre a mais de cinco anos.

Quanto às fotos.

Ok, não gostar de ver senhoras seminuas, algumas pessoas poderiam não gostar ou ter opiniões tradicionalistas sobre o assunto, mas serei objetivo e direi que pessoas tradicionalistas não teriam a falta de tato de ficar, talvez, reiniciam o seu modem ou então usando um site de esconder proxys e ip's para clicar no botom de sinalização varias vezes. Seria uma pessoa politicamente objetiva e entraria em contato com o dono do blog, certo? Bom, talvez sim, talvez não. A questão aqui é o quanto uma pessoa realmente precisa mostrar ou prejudicar outra de uma maneira tão abrupta a ponto de arrecadar muitos cliques para fechar o blog quase no mesmo dia. Ódio no coração das pessoas?

Vou fazer algo então que gosto bastante, e convido você ao mesmo. Durante anos mais leio blogs que realmente posto. Vide que o pub já tem seus 3 aninhos de idade e cumpre bem o papel de apenas reportar minhas idéias e acontecimentos que eu mesmo acho interessante a qualquer pessoas que possa ler e entender o seu meio ambiente, seja selva de pedra ou a verde. Sendo assim leio, logo entendo o que acontece.

Luma comentou em seu ultimo post, sobre as supostas 10 mil verificadores deste conglo chamado Google, que supostamente verificariam o conteúdo de blogs que foram "bandeirados" pelo botom. Um clipping do post do Luz:

10.000 avaliadores humanos? Isto pode parecer grande, mas eu gostaria de saber quem reavalia esse pessoal do Google, porque com tantas internas que possuem estes avaliadores, teremos que ser nós - os consumidores google - os seus reavaliadores? Mas a minha dúvida principal é esta: - Para avaliar blogues de língua portuguesa, os avaliadores designados falam o português?

Parece-me que o que veio aqui no blogue, não lê o português. Ele somente olhou as imagens postadas e pronto! Ele acessou somente a página principal e não vasculhou mais nada.


Pois bem, 10 mil pessoas de onde? Eles resolveram o problema? Não, apenas colocaram em suposição que não teria nenhum conteúdo 'sugestivo' no Luz, pois devem ter procurado palavras ofensivas em inglês e imagens do mesmo estilo e não acharam nada.

Agora o porquê eu cito tudo isto? Simples. Como dizia ali em cima, leio mais que posto. E vejo por ai muita coisa seria sendo levada em brincadeira para status quo do próprio blogueiro, vi brincadeiras sobre pedofilia em escrita portuguesa na blogsfera e adivinha... Ninguém citou algo...

Como diria o saudoso Cazuza, agora irei disparar minha metralhadora cheia de magoas, sobre amazonas, índios, crianças, tecnologia gratuita ao povo, educação para classes menos favorecidas... e posso continuar a lista de textos que já li, usando os temas para beneficio próprio.

O blogueiro que ler isto saberá bem que se trata dele. Então reflita, estamos fazendo a coisa certa? PARA QUE CRIAR UMA MOVIMENTO DE BLOG PARA DEFENDER ALGO E LOGO DEPOIS ESQUECER E ACABAR USANDO O TEMA EM PIADAS INFAMES NO MESMO BLOG QUE DEVERIA AJUDAR?

Não entendo às vezes o ser humano. Quer censurar o mundo e não quer ser censurado. Como é fácil achar alguém para puxar o gatilho e poucos para pularem na frente da bala.

Pequim está chegando, vamos ver quantos irão levantar a bandeira da liberdade de expressão nas olimpíadas. Provavelmente a mesma pessoa que indicou o blog de Luma como inapropriado deve odiar esse tipo de ditadura mundial.

Vamos lá, hitlerianos escritores verifiquem seus próprios bunkers antes de se meter com o pais vizinho, não deu certo para Hitler, não deu certo para Napoleão e acredite, não dará a você.


Criticas sim.

Que jogue quantas pedras quiser em qualquer conteúdo que ler por ai, devem fazer isto. Mas faça de uma maneira mais democrática. O mundo literário não é feito por noveleiros ou cartunistas, é um mundo feito por pensadores assim como você e eu que utilizam um pouco do tempo desses dias corridos para falar algo que incomoda, que merece ser citado ou algo apenas bobo para dividir com amigos. Portanto muitos de nós, até mesmo os que erram, sabemos bem o que fazemos. Nunca culpe o próximo por algo que está errado em você.
Inveja?

Talvez, muitos blogueiros novos ou não, chegam a ter inveja de blogueiros que tem muitos acessos e/ou centenas de comentários. Pois bem, se uma pessoa sente inveja disto é porque realmente precisa de ajuda. Nunca usamos o blog para atrair o que falta em nossa vida pessoal, talvez alguém por ai esteja precisando de atenção, ou não.

Blogueiros mais experientes irão concordar. Quando algum blogueiro novo pede dicas, ajudamos com o maior gosto que temos. Mas paramos sempre quando chega ao ponto de... "Mas e ai, como recebo o mesmo de visitas de seu blog? E a quantidade de comentários?"... Poxa, começou a postar? Agora é contigo.

E partindo deste momento deixamos de ser Mestre e viramos Concorrência Imediata. E eles deixam de ser Aprendizes e viram Persona Non Grata. Lembrou-me até mesmo um conto sobre Mozart que meu amigo e blogueiro também, Davis disse outro dia:

Mozart, já com seus vinte e poucos anos, dava aulas de piano, e diz a lenda que um de seus alunos um dia pediu ao mestre que lhe ensinasse a fazer uma sinfonia. Mozart tentou explicar ao aluno, que antes disso, ele deveria aprender a compor obras menores e mais simples, e ir progredindo até um dia criar algo tão complexo como uma sinfonia.

O aluno ficou ofendido, dizendo que já era capaz de algo desse tipo, e soltou:

- Com oito anos você já compôs uma sinfonia!

Ao que Mozart responde:

- Sim, mas eu não precisei pedir pra alguém me mostrar como fazer.


Meu ponto é. Se sente inveja de um blog que acha que faz sucesso, reveja o histórico do mesmo e não pré-julgue, acredite nem todos nós começamos a vida de internauta nos orkuts da vida. Fazíamos amigos virtuais de uma maneira diferente que hoje, os mais sinceros ainda se mantêm em uma amizade maior e forte.

Por que, então?

Antes de qualquer coisa verifique se o botão de "bom senso" está ligado, e partindo deste principio, misturado a sinceridade, inteligência, humildade e cumplicidade para com outro ser humano, começamos a tentar ajudar um pouco este mundo que aparenta estar perdido.

A indignação não é só por causa do blog Luz de Luma obter advertência que não merece. Mas levantou uma questão mais séria. Como você acha que esta ajudando o seu mundo hoje?

Um presidente americano mata crianças, famílias e some com cidades no oriente médio e ninguém diz nada. Programas de televisão em canais abertos proliferam a promiscuidade e falta e distorção de conhecimento em 70% de sua grade e ninguém se limita a mandar um e-mail ao canal. Revistas semanais são sensacionalistas ao ponto de venderam a mesma em base apenas de teorias imaginaria sem qualquer base e fundamento cientifico, e claro, nenhum ser humano aparece para ajudar a questionar isto.

Agora me diz, Você pessoa que clicou no botom "Sinalizar Blog", qual o seu nível de importância nesta vida? O que faz dela que te da o direito de julgar e executar o mesmo, a ponto de mudar o IP varias vezes para tentar tirar um blog, que apenas mostra o que acontece em nosso mundo, "do ar"?

Me explique, o que tem de ‘ouro’ em seu bairro que você não esta se incomodando? Como funciona a perfeição da sua cidade, que te faz passar um tempo incomodando pessoas que talvez nem façam parte da sua vida cotidiana? Me diga em que pais vive, na qual te faz gastar mais tempo em esconder a verdade ao invez de gastar este mesmo tempo com trabalho voluntariado ajudando pessoas, animais, árvores ou pessoas como você mesma?


Se obtiver estas respostas prometo que não irei te criticar mais "pessoa", mas convenhamos que, se tiver algo lhe incomodando, comece por sua própria casa e não a jogue porta a fora, joga-a no lixo.

Leia as pessoas que apoiaram afetivamente a volta do Luz de Luma, e cite algo em seu blog sobre censura: Luci, Yvonne, Cilene, Cirilo, Oscar, Roy Frenkiel, Iara Alencar, Vitória e Grace,

O que é censura?

Muitos usam, poucos entendem, esta é a primeira parte sobre um assunto que muitos deveriam conhecer, e um aviso aos navegantes, para usa-lo teras que começar por si.

Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.

O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.

A censura pode ser explícita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada (como sucedeu na ditadura portuguesa através da PIDE), ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo, como sucedeu nos Estados Unidos da América com o chamado período do McCartismo.

Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, manipulação dos média ou contra-informação. Estes métodos tendem a influenciar e manipular a opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as predominantes ou dominantes tenham receptividade.

Uma forma moderna de censura prende-se com o acesso aos meios de comunicação e também com as entidades reguladoras (que atribuem alvarás de rádio e televisão), ou com critérios editoriais discricionários (em que por exemplo um jornal não publica uma determinada notícia).

Muitas vezes a censura se justifica em termos de proteção do público, mas na verdade esconde uma posição que submete os artistas ao poder do estado e infantiliza o público, considerado como incapaz de pensar por si próprio.

Actualmente a censura pode ser contornada mais eficazmente, com o recurso à Internet, graças ao fácil acesso a dados sem fronteira geográficas e descentralizado e aos sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer, como a Freenet.

O uso cotidiano da censura promove um movimento de defesa bastante corrosivo que é a auto-censura, quando os produtores culturais e formadores de opinião evitam tratar de questões conflitivas e divergentes.

Do ponto de vista da forma pela qual é exercida, a censura pode ser preventiva, repressiva e indireta. Censura prévia ou preventiva é o direito que tem o governo de exercer vigilância sobre a publicação de livros ou periódicos, assim como da encenação de peças teatrais, fora da intervenção dos tribunais. Em muitos países, no entanto, a censura ao texto impresso é feita após a publicação, de acordo com o princípio segundo o qual o cidadão deve assumir a responsabilidade de seus atos. Nesses casos, a censura chama-se punitiva ou repressiva.

Estudos sociológicos mostram que o maior rigor da censura, do ponto de vista da moral sexual, coincide com a ascensão política da classe média, possivelmente porque essa supremacia só se mantém pelo trabalho e dos hábitos morigerados, virtudes que seriam abaladas pelo maior relaxamento sexual. Já a aristocracia, quando está no poder, não dá a mesma importância a esse aspecto.

A Grécia antiga foi a primeira sociedade a elaborar uma justificativa ética para a censura, com base no princípio de que o governo da pólis (cidade-estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos, e que portanto podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo. Mesmo na sociedade ateniense, mais liberal, alguns delitos de opinião podiam ser punidos com a morte, como prova a execução de Sócrates, obrigado a beber cicuta ao ser condenado por irreligiosidade e corrupção dos jovens. O respeito a alguns princípios de ordem parecia tão arraigado na sociedade de Atenas, que até mesmo Platão, discípulo de Sócrates, defendia a censura como um dos requisitos essenciais ao governo.

Durante todo o período medieval as autoridades eclesiásticas impuseram uma rígida concepção do mundo, com base em princípios que se queriam eternos e imutáveis. Os tribunais do Santo Ofício exerciam uma censura de caráter moral, político e religioso, sendo os réus submetidos a torturas, a longos períodos de prisão ou à morte na fogueira.

Depois da Reforma Cristã Protestante, o clima geral de intransigência religiosa, tanto nos países católicos quanto nos protestantes, deu ensejo ao recrudescimento das práticas repressoras. A Igreja Católica publicou, durante o Concílio de Trento, o Index librorum prohibitorum, relação de obras cuja leitura era terminantemente proibida aos fiéis. Nos países protestantes, as proibições não se limitavam aos livros católicos, mas também aos de outras igrejas reformadas. Na Grã-Bretanha, por exemplo, o anglicanismo oficial reprimiu severamente a defesa pública do puritanismo.

No mundo moderno alguns fatores impuseram várias modificações no conceito de censura. Tal processo foi fruto de um longo trabalho de educação que permitiu um espírito crítico mais aguçado; a disseminação de obras, desde as artísticas às de informação, como as enciclopédias, diminuíram o grau de desinformação e minimizaram superstições e preconceitos.

Mesmo assim, o século XX assistiu ao nascimento e derrota de regimes tragicamente autoritários, em que a censura teve uma atuação patológica pelo rigor com que foi exercida e pela virulência de seus princípios. Assim ocorreu na Europa, com o governo nazista na Alemanha, fascista na Itália, franquista na Espanha e salazarista em Portugal.

Em nome do socialismo, a União Soviética e todos os países do bloco socialista, assim como Cuba, China e demais países socialistas da Ásia, adotaram uma censura tão rigorosa e obscurantista quanto a do fascismo e nazismo. O movimento da contracultura e pelos direitos civis, nascido nos Estados Unidos e disseminado em todo o mundo, trouxe uma mudança radical de padrões e valores, que muito contribuiu para o desprestígio da censura e o fortalecimento da democracia.

No Brasil, a não ser por breves períodos, a censura acompanhou de perto nossa história desde o período colonial. A Igreja Católica chegou a instituir as visitações do Santo Ofício em Pernambuco e Bahia, com as famosas confissões obrigatórias, em que se valorizavam sobretudo os pecados de natureza sexual e religiosa.

Na república, a repressão agravou-se no governo Vargas, em que a censura prévia determinava até mesmo o noticiário. Com a queda da ditadura e a derrota do nazifascismo, a censura retraiu-se, chegando ao mínimo no governo de Juscelino Kubitschek, fase mais liberal de toda a história brasileira até aquela data. Mas o governo militar instituído em 1964 trouxe de volta os exageros da censura, que chegou a proibir a exibição do balé Bolshoi e a venda das gravuras eróticas de Picasso. A constituição de 1988 aboliu totalmente a censura.

Oração do Rock



Oração do Rock, já citada no Juliu's Pub no mesmo dia a um ano atrás. Então nada melhor que lembrar, feliz (ou não) dia do rock a todos.

Bom começo de semana.

E de saude, como vamos?

As eleições presidenciais americanas podem ajudar a clarear uma questão que, para nós brasileiros, ainda permanece, extemporaneamente, no remanso das águas turvas.

Aqui no Brasil, na área da saúde, não conseguimos distinguir nitidamente quem é conservador e quem é progressista. Freqüentemente, fala-se uma coisa e pratica-se outra. Nos Estados Unidos, a era Bush fez, pelo menos, o favor de assinalar uma linha divisória entre os dois lados, com exemplos insofismáveis do que é bom e ruim para a saúde pública, tanto aqui como lá.

Lá, os mesmos que defendem a ocupação militar do Iraque também querem que a saúde continue privatizada. Assim são os republicanos de Bush. No pólo oposto estão os democratas, que prometem, além da retirada do Iraque, a adoção de um programa de assistência médica e hospitalar para os 50 milhões de americanos desprovidos de planos de saúde. Estamos falando de 17% da população dos Estados Unidos, estimada em 300 milhões de habitantes.

Calcula-se que 23 milhões de assalariados dos Estados Unidos – portanto, estamos aí falando de pessoas formalmente empregadas, na potência econômica do planeta – não disponham da cobertura de planos de saúde. Estão ao léu, lançados a um mar de incertezas. Muito parecido com aqui.

O sujeito não pode ficar doente, porque o sistema só fornece proteção, mesmo assim precariamente, a cerca de 90 milhões de cidadãos, um contingente equivalente a 30% da população. Os beneficiários dos programas públicos são os inválidos, os miseráveis e as pessoas com mais de 65 anos.

O sistema não paga medicamentos para os idosos, o que gera situações ridículas, um vexame para uma sociedade que responde por 25% da produção econômica mundial. Por exemplo: os idosos das regiões próximas ao Canadá atravessam a fronteira para comprar medicamentos a preços 30% ou 40% inferiores, muitas vezes em excursões patrocinadas pelos governos de seus estados, que se vêem na contingência de ajudá-los. É oportuno sublinhar que o Canadá é, ao lado de alguns países europeus, referência internacional na assistência à saúde, com a totalidade de sua população atendida pelo sistema estatal.

O panorama americano é tão dramático que o assunto health care (assistência à saúde) forma, com a guerra no Iraque e a recessão econômica, o tripé de debate na pré-campanha eleitoral. Hillary Clinton e Barack Obama prometem adotar programas emergenciais de assistência à saúde que custariam entre US$ 65 bilhões e US$ 100 bilhões.

Não é por acaso que o documentarista Michael Moore lança agora seu terceiro filme, denominado Sicko - $O$ Saúde, sobre os trágicos resultados da privatização da saúde nos Estados Unidos. Ele é especialista em temas chocantes. Os documentários anteriores foram Tiros em Columbine (sobre a paranóia americana do culto às armas e das ameaças que vêm de todos os lugares), e Fahrenheit – 11 de setembro.

Ao fazer a resenha do filme Sicko - $O$ Saúde, em “O Estado de S. Paulo”, o jornalista Luiz Carlos Merten escreve que “mesmo na Inglaterra de Margaret Thatcher, a Dama de Ferro, uma das artífices das economias neoliberais, o sistema socializado de saúde permaneceu intocado – e até hoje o paciente, além de atendimento, recebe na saída do hospital o dinheiro da condução para casa. A pergunta de Michael Moore é simples – quem ganha com a privatização da saúde nos Estados Unidos?”. E o jornalista do Estadão observa, ainda, que “Sicko busca casos na Europa e no Canadá para mostrar as vantagens da socialização”.

Pois, se o cenário da assistência à saúde, nos Estados Unidos, é rigorosamente dantesco, como nos piores labirintos da Divina Comédia, em que pé estamos nós, neste Brasil lindo e trigueiro?

Em termos de atendimento à população em geral estamos muito bem, comparativamente aos irmãos do Norte. E temos todas as condições de melhorarmos ainda mais. Apesar da má qualidade do ensino de medicina em muitas escolas privadas, e das precárias relações de trabalho dos médicos que atendem aos sistemas públicos de saúde, temos, sim, um exemplo muito positivo a ser mostrado aos brasileiros e ao mundo.

Trata-se do SUS, que atende a todos os que lhe batem às portas, em quaisquer circunstâncias, sejam indigentes, assalariados e detentores de planos de saúde, não importa. Atende, sim, em todos os procedimentos, desde a vacinação, a hemodiálise, as cirurgias cardíacas, os transplantes e as intervenções do mais alto nível de complexidade.

Esse mesmo SUS, que é responsável pela redução significativa da mortalidade infantil e pelo aumento da expectativa de vida dos brasileiros, não consegue dar resposta às filas nos hospitais e nos centros de especialidades da rede pública e coloca a grande maioria da população brasileira diante de uma tragédia anunciada.

É necessário ultrapassar o sub-financiamento do setor saúde com a imediata regulamentação da Emenda Constitucional 29, adormecida desde janeiro de 2003 no Congresso Nacional, e superar os graves problemas na gestão pública que joga dinheiro no ralo e reduz a eficácia do sistema.

Mas, em vez de melhorarmos o SUS estatal, conforme o bom exemplo que é dado pelo Canadá – e que foi demonstrado até mesmo pela Inglaterra da Senhora Thatcher – há uma proposta de se privatizar parte da gestão do SUS, com o projeto de criação de fundações “públicas” de direito privado, em tramitação no Congresso Nacional por iniciativa do Executivo. Será que há algum integrante do Republican Party infiltrado no governo Lula?

É tão difícil acreditar nisso quanto na possibilidade de o Brasil enviar tropas ao Iraque.

Revolução de 32

No mês em que o Brasil lembra os 76 anos de seu maior conflito bélico do século XX, chega às livrarias o livro “1932: imagens de uma revolução”, do historiador e professor da Universidade Federal de São Carlos, Marco Antônio Villa, com edição pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. O prefácio é do historiador Boris Fausto.

Ricamente ilustrado com imagens de armas, tanques de guerra, soldados no campo de batalha, recortes de jornal, mapa de São Paulo e cartazes de propaganda o livro resgata e dá a dimensão deste importante momento histórico, muitas vezes relegado a segundo plano, quando São Paulo tentou democratizar o País, derrubando o Governo Provisório de Getúlio Vargas, então uma ditadura, e iniciar um regime constitucional.

Boris Fausto, no prefácio, reforça a atualidade da obra: “A guerra paulista seria, então, a página virada de um velho folhetim? Nem de longe. Basta lembrar que a democracia, como valor básico, continua sendo um requisito essencial da vida na nossa sociedade – um valor que resiste às ameaças veladas ou abertas e que ganha, ao mesmo tempo, conteúdo cada vez mais pluralista, nos dias atuais. O texto de Marco Antonio Villa assume as contradições inerentes à Revolução de 1932, e dá um passo à frente, ao introduzir um novo olhar sobre o episódio”.

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A obra tem como elemento central a questão democrática como a grande herança da Revolução Constitucionalista. Se os paulistas não saíram vitoriosos desse conflito que envolveu cerca de 85 mil combatentes – 55 mil das forças federais e 30 mil do exército constitucionalista – o resultado historicamente foi importante porque iniciou-se ali o processo de democratização: em maio do ano seguinte foram realizadas eleições para a Assembléia Nacional Constituinte e as mulheres votaram pela primeira vez. No livro, Marco Antônio Villa mostra o contexto da revolução e as tentativas fracassadas de ampliá-la a outros estados.

“Apesar de ficar restrito à São Paulo, este foi o maior conflito desde os primeiros anos da república e debater a Revolução Constitucionalista é uma necessidade histórica e política”, defende Marco Antonio Villa. “A democracia estava no centro da disputa travada em São Paulo, mas não devemos louvar a guerra. Se a tensão era política, ela não deveria ter sido resolvida no campo militar”, argumenta o historiador. Estima-se que 1.050 soldados federais e 634 constitucionalistas tenham morrido no conflito.

Pela primeira vez, a aviação foi usada em uma guerra civil brasileira. Eram 12 aviões do lado do governo federal e 6 do lado dos constitucionalistas (Unidades Aéreas Constitucionalistas - UAC). No início, os aviões eram armas de propaganda: nos dias 10 e 14 de julho, dois aviões constitucionalistas jogaram milhares de folhetos e cinco mil exemplares de A Gazeta e O Estado de S. Paulo sobre a capital federal. O mesmo fez a aviação federal em território paulista. Depois vieram os bombardeios em áreas civis, navios, fábricas e usinas elétricas.

Como em toda guerra, a primeira vítima é a verdade, e a censura foi marcante nos dois lados. Para os constitucionalistas, as manchetes eram sempre positivas – mesmo às vésperas da rendição. Por parte do governo, a censura impedia que se noticiassem manifestações contrárias a ele.

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“Não podemos esquecer o que passamos durante esta guerra: a vontade de transformar o Brasil num país democrático, a coragem dos soldados e voluntários nos campos de batalha espalhados pelo interior do estado e, sobretudo, as transformações decorridas desse embate, que foi, felizmente, a última guerra brasileira. Esta é a razão de publicarmos esta obra”, diz Hubert Alquéres, presidente da Imprensa Oficial do Estado de São Paulo.

Villa trata também do percurso de alguns intelectuais como Oswald de Andrade e Cassiano Ricardo durante a Revolução e dedica um capítulo às artes desenvolvidas em 1932, com destaque para a música e a literatura. Ele mostra capa de títulos como “Diario de um Combatente desarmado”, de Sertorio de Castro; “S.Paulo Venceu!”, de Arnon de Mello; “São Paulo e sua guerra de seccessão”, de Almachio Diniz; “Chorando e rindo...”, de Cornélio Pires entre outros.

Traz ainda partituras de músicas e hinos como “A São Paulo”, com poesia de Fagundes Varella e música de Francisco Mignone”; “O passo do soldado – Marcha da Liga de Defesa Paulista”, com letra do sonetista Guilherme de Almeida e música de Marcelo Tupinamba; “Ilha das Flores”, de Augusto Miranda e outras. Trechos de um discurso pouco conhecido de Carlos Drummond de Andrade chamado “O soldado do Túnel” também estão no livro.

Sobre o autor

Marco Antonio Villa é historiador com mestrado em Sociologia pela Universidade de São Paulo (1989) e doutorado em História Social pela Universidade de São Paulo (1993). Atualmente é professor da Universidade Federal de São Carlos. Tem experiência na área de História, com ênfase em História do Brasil Império e História do Brasil República. É coordenador da Coleção Paulista, editada pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo em parceira com a FUNDAP para recuperar documentos representativos do debate político paulista que repercutiram na cena política nacional.

Bom feriado aos paulistas e paulistanos.

O que dizer?

"O menino João Roberto Amorim Soares, 3, teve a morte confirmada no final da tarde desta segunda-feira no Hospital Copa D'Or (zona sul do Rio). A criança foi atingida durante perseguição policial, na noite de domingo (6), na rua General Espírito Santo Cardoso, na Tijuca (zona norte).

Policiais são acusados de disparar pelo menos 16 tiros no carro da família do menino, que teve morte cerebral confirmada na manhã de ontem. Os dois PMs envolvidos na operação foram presos no 6º Batalhão (Tijuca)."

Mãe: Se joga no chão meu filho.
João: Por que mamãe, por que?

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Imperador e Galileu

Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em “Imperador e Galileu”, peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor Sérgio Ferrara. A peça estréia em 18/07/2008, no Sesc Santana, zona norte de São Paulo, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.

O texto, escrito em 1873, é considerado pelo próprio Ibsen a sua maior obra. “Imperador e Galileu” é a que teve o mais longo processo criativo da carreira do dramaturgo, com a duração de nove anos, entre 1864 e 1873. O texto trata da vida do imperador Juliano (século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destituir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos.

A peça, traduzida por Fernando Paz e adaptada por Sérgio Ferrara , cobre um período de 12 anos, de 351 a 363 A.D., numa época de conflito entre o Cristianismo e o Helenismo. Na abertura da peça Juliano tem 19 anos e com o seu meio-irmão Galo, herdeiro do trono, vive sob o período de terror instaurado pelo imperador cristão Constâncio, que tinha mandado assassinar toda a família de ambos. Juliano fora educado como cristão, mas é perseguido pela dúvida. Sob a influência do seu tutor, o filósofo Libânio, vai para Atenas aprender sobre a religião dos pagãos. Porém, também não consegue alívio na adoração dos antigos deuses, ansiando por uma revelação que lhe mostre que caminho seguir. Máximo, o místico de Efeso, revela-lhe a visão do &l dquo;terceiro reino”, um reino que se baseará na ética cristã, na sabedoria pagã e na alegria pela vida. Juliano torna-se imperador e declara a liberdade religiosa a todos os cidadãos.

Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado. O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar. Juliano foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão. A peça, que se passa no século IV, discute, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.

Em setembro de 2005, o diretor Sérgio Ferrara foi convidado para dirigir uma leitura dramática da peça “O Inimigo do Povo”, no Sesc Consolação, evento que deu início às comemorações do centenário de Henrik Ibsen, celebrado em 2006. A peça estreou em outubro de 2006, no Sesc Ipiranga e depois em 2007, fez uma longa temporada no Teatro Ruth Escobar, Tuca e na Viagem Teatral do Sesi, em São Paulo.

“Nesse logo contato que tive com a obra de Ibsen, tomei conhecimento dessa peça inédita no Brasil, nunca antes traduzida e encenada. É muito importante continuar essa pesquisa, sobre a obra desse dramaturgo, que revolucionou a estrutura da dramaturgia do nosso século, tido como o pai do realismo e considerado universalmente o Shakespeare da contemporaneidade. É um projeto grande, que requer uma pesquisa árdua e o envolvimento de um elenco e uma equipe técnica afinados para a realização do espetáculo. Além de trazermos para o público uma obra inédita de Ibsen, também estaremos debatendo através desse texto o tema da intolerância religiosa, que, quando misturada com assuntos políticos, pode levar as nações a guerras intermináveis em nome de Deus”, aponta Sérgio Ferrara.

Sobre Henrik Ibsen:

Apelidado de pai do teatro moderno, criador do chamado "teatro de idéias", a obra do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) se caracteriza pelo estudo psicológico dos personagens, pela crítica à burguesia e ao capitalismo e pelo encontro do indivíduo com a sociedade. Foi um dos revolucionários do teatro moderno ao colocar em cena não um mundo idealizado, povoado de heróis e heroínas sobre-humanas, mas, sobretudo, as angústias e sentimentos comuns à maioria das pessoas da classe média de seu tempo. Sua obra é dividida em 4 períodos e 25 peças. Em 1863, fez sucesso com "A Matéria de que se Fazem Reis", ambientada na Noruega medieval e apresentada na Itália, onde escreveu outras três peças, entre elas: "Peer Gynt" (1865), uma crítica ao homem moderno atrav&ea cute;s da trajetória de um aventureiro que abandona seus princípios morais em nome da fama; "Casa de Bonecas" (1879), sobre uma mulher que abandona o marido e os filhos para ser independente. Também fazem parte de sua obra "A Comédia do Amor" (1862) e "Os Pilares da Comunidade" (1877).

Sobre Sérgio Ferrara:

Depois que deixou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) supervisionado pelo diretor Antunes Filho, Sérgio Ferrara dirigiu espetáculos como Antígona de Sófocles na jornada Sesc de teatro com o ator Paulo Autran, “Tarsila”, de Maria Adelaide Amaral, “Barrela” e “Abajur Lilás”, de Plínio Marcos, “Mãe Coragem e seus filhos”, de Brecht com a atriz Maria Alice Vergueiro. Recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor pelo espetáculo “Pobre Super-Homem”, de Brad Fraser. Com o ator Raul Cortez realizou a peça “Fica Frio” do dramaturgo Mario Bortoloto e recentemente no seu espetáculo “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, o ator Luis Damasceno recebeu o Prêmio Shell de melhor ator. Em 2005, em parceria com o escritor Ignácio de Loyola Brandão e a artista plástica Maria Bonomi realizou o espetáculo “A Última Viagem de Borges”, indicado ao Prêmio Shell de melhor cenografia. Seu trabalho mais recente foi “O Inimigo do Povo” (2007), de Henrik Ibsen, em comemoração ao centenário de morte do dramaturgo norueguês, e que contou com o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil.

FLIP 2008

As ruas de pedra do centro histórico de Paraty, apelidadas pela população local de “pé de moleque”, se transformaram durante os cinco dias da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty - num efervescente e animado ponto de encontro de amantes da literatura. No meio dessas vias estreitas, nos restaurantes e nos bares, durante todo o dia era freqüente se deparar com algum dos escritores brasileiros e estrangeiros que participaram das 19 mesas da programação e que reuniram, ao todo, quarenta autores – 22 brasileiros e 18 estrangeiros.

Ao apresentar o balanço do evento, Mauro Munhoz, diretor geral da FLIP, informou que a tenda dos Autores e a do Telão receberam, juntas, cerca de 35 mil espectadores. Neste ano, a difusão do conteúdo proveniente dos depoimentos dos escritores ganhou um importante apoio, que possibilitou ampliar a abrangência e a mobilidade do acesso. Pela primeira vez, as mesas foram transmitidas online, com uma audiência que, já no segundo dia, aproximou-se das 4 mil visitas. Também foi criado um blog e postados vídeos no youtube.

A importância da iniciativa para a literatura foi igualmente destacada no balanço de encerramento. “A FLIP é a melhor porta de entrada de um autor no Brasil”, destacou Flávio Moura, diretor de programação da FLIP 2008 e que terá o mesmo papel na edição do ano que vem. “A FLIP é cada vez mais uma chancela fundamental que orienta o que vale e o que não vale a pena ler”, completou.

FLIPINHA e FLIP ETC

Também na FLIPINHA e na FLIP ETC, atividades que integram a programação oficial da FLIP, os resultados foram muito positivos, tanto na quantidade de participantes como, especialmente, na qualidade das ações organizadas e dos convidados. Na FLIPINHA, a série de eventos realizados, que resultam de um trabalho educativo desenvolvido ao longo do ano com alunos de 37 escolas da cidade, reuniu vinte autores brasileiros e atraiu cerca de 10 mil crianças.

Na animada tenda da FLIPINHA, os jovens participantes tiveram oportunidade de interagir com autores, ouvir histórias contadas pelos próprios escritores, acompanhar “ao vivo” como se desenvolve o processo de desenho de uma ilustração e aprender a criar bonecos de papel machê e poemas coletivos. Também foram protagonistas de peças de teatro, apresentações musicais e de dança, com a constante inspiração de Machado de Assis, o homenageado da FLIP 2008.

A FLIP ETC concentrou em sua programação a maior parte das atividades relacionadas a Machado de Assis, incluindo uma mostra de cinema com filmes baseados na obra do escritor, uma exposição do Instituto Moreira Salles com fotografias do Rio de Janeiro na época de Machado, peças de teatro adaptadas a partir de suas obras e abordagens particulares extraídas dos textos machadianos, como a palestra “Economia em Machado de Assis”, do ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

A sinergia entre Paraty e a FLIP

O interesse despertado pela festa literária traz reflexos diretos para a economia da cidade. Durante os cinco dias, Paraty recebeu em torno de 20 mil turistas, que ocuparam pousadas e restaurantes, fizeram compras nas lojas e ateliês, gerando recursos e ampliando o mercado na cidade. Somente a FLIP ocupou 230 paratienses, que trabalharam na montagem e realização da festa.

Não é só no curto prazo, entretanto, que a cidade se beneficia dessa iniciativa. Numa sinergia muito feliz, os atributos naturais, turísticos e arquitetônicos de Paraty formam o cenário ideal para receber uma festa literária com as características e objetivos da FLIP. Como contrapartida, a FLIP se consolida como um instrumento que contribui cada vez mais para que o município possa planejar o desenvolvimento futuro, suprindo suas carências de infra-estrutura e preservando um patrimônio ambiental, histórico e arquitetônico reconhecido e respeitado internacionalmente.

Nos velhos tempos.



Bom fim de semana a todos.

Festival Internacional de Língua Portuguesa de Toronto.

O cineasta estava disputando com outros 16 curtas de diversos países: Canadá, Portugal, EUA, Reino Unido e muitos outros. Ele apresentou dois filmes: O Rito de Ismael Ivo e O Moleque , vencedor do Festival.

O primeiro filme monstra a vida do bailarino negro Ismael ivo, suas perfomances, depoimentos sobre a dança e as dificuldades sociais enfrentadas para superar obstáculos e atingir uma posição satisfatória na profissão. Vindo de uma família pobre da periferia de São Paulo (SP), Ismael deixa o Brasil no início da década de 80 e torna-se famoso e consagrado artista no exterior.

Já o segundo filme conta a história do filho de uma lavadeira de roupas, que mora em um pequeno vilarejo. O garoto é alvo de gozações de outros meninos e ele responde às provocações com muita criatividade. No elenco, Abayomi de Oliveira, Zezé Motta, Maria Ceiça, João Acaiabe, Eduardo Silva, Rodolfo Valente e Javert Monteiro.

O Festival foi realizado de 26 a 29 de junho, em Toronto, Canadá. O evento promove e estimula o entendimento da cultura portuguesa espalhada pelo mundo através da arte cinematográfica. Para participar do Festival, Ari Cândido recebeu a passagem do Ministério da Cultura. “Pela primeira vez ganhei um prêmio na América do Norte”, conta Ari, feliz pelo reconhecimento do trabalho: “achei muito importante a Bárbara de la Fuente ter me indicado para esse Festival porque é uma porta que se abriu para os cineastas brasileiros no Canadá”.

O Cineasta
Ari Candido Fernandes é paranaense, de Londrina. Ele se formou há 30 anos, em Pesquisas e Estudos Cinematográficos na PARIS III - Sorbonne Nouvelle. Na França também realizou o curta metragem Martinho da Vila Paris 1977 e na África realizou o média metragem Por que a Eritréia?, que recebeu juntamente com o cineasta tunisiano Mohamed Charbagi, o prêmio do Juri Popular de 1984 na Mostra Internacional de Cinema de SP e.O filme teve o patrocinio da empresa estatal Tunisiana - SATPEC.

Seu ultimo trabalho foi “Pacaembu”. Rodado em 2006, o documentário conta a historia do bairro das "terras alagadas", significado de Pacaembu em tupi-guarani. O filme recebeu o prêmio do Edital da Secretaria Municipal de São Paulo e foi distribuído para a Rede Escolar Municipal e também veiculado na TV Futura-Brasil em 2008.

O cineasta teve pequena participação nos filmes franceses Un Desert pour Constance, de Sarah Maldoror, em Paris (1977) e Le Sauvage, de Jean-Paul Rappeneau. Também fez o papel de Juiz, contracenando com Alexandre Frota, no seriado Turma do Gheto, da TV Record.

A indicação
O filme foi sugerido pela organização do Festival de Cinema Brasileiro em Toronto (Brazilian Film Festival of Toronto), que co-apresentou a sessão. "Estamos muito felizes por termos indicado um filme vencedor", diz Bárbara de la Fuente, atriz brasileira radicada em Toronto há 10 anos. “Com ações como essa estamos abrindo espaço para a exibição do cinema nacional em solo canadense”, diz Cecília Queiroz, responsável pelo convite ao cineasta no Brasil.

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O Festival de Cinema Brasileiro em Toronto
A segunda edição do Brazilian Film Festival of Toronto acontece de 6 a 9 de novembro de 2008. O evento está registrado na Anciene, faz parte do Guia Brasileiro de Festivais de Cinema e Vídeo 2008, publicado pela Associação Cultural Kinoforum e encontra-se atualmente com inscrições abertas para filmes de curta, média e longa-metragens no site www.brazilianfilmfestivalcanada.com

Os filmes selecionados - pela curadoria do jornalista e crítico de cinema Celso Sabadin - concorrerão ao Troféu Golden Maple, desenvolvido pelo designer Nilson J. dos Santos, em cinco categorias: Melhor Ator, Melhor Atriz, Melhor Diretor, Melhor Filme e o Melhor do Público.

O Festival conta, em seu Conselho Consultivo, com Paulo Mendonça (Canal Brasil) e os jornalistas Adhemar Altieri, Adriana de Castro, José Roberto Luccheti e Malu Mota. Atualmente o evento encontra-se em fase de captação de patrocínio e já conta com o apoio das canadenses Mellohawk, Clarice Michelon e A Docuvixen Film e as brasileiras Miolo, Quanta, Graffbox, Canal Brasil, Revista de Cinema, CEC- Centro de Educação CAnadense, SP Turis, São Paulo Convention Bureau, Grãfica Iara, Ponto & Letra, Planeta Tela, Instituto Cefac, Bono & Peixoto Advogados e Consultores Jurídicos, Jornal do Golfe, WMulher, Centro em Foco e Roteiro do Imóvel.

Aprovado aumento de até 12,2% para Educação Estadual.

A Assembléia Legislativa aprovou na noite desta segunda-feira, 30 de junho, aumento de até 12,2% no salário-base dos servidores do Quadro de Magistério (professores, diretores e supervisores) da Secretaria de Estado da Educação. Cerca de 230 mil funcionários serão beneficiados, além de 120 mil aposentados.

A Assembléia aprovou também que o pagamento já seja referente a julho. O salário-base do professor de 1ª a 4ª série, em jornada de 40 horas semanais, passa de R$ 1.166,83 para R$ 1.309,17. Isso se ele não tiver formação superior, o que praticamente não mais acontece na rede estadual. Para professores de 1ª a 4ª com curso superior e de 5ª a 8ª e Ensino Médio (fases que exigem ensino superior), em 40 horas, o salário-base irá de R$ 1350,75 para R$ 1501,50.

O aumento do piso salarial dos professores da rede estadual atende uma política do governo do Estado de valorizar os profissionais da Educação, incluindo incorporação de gratificações e reajuste.

O governo do Estado calcula gastar mais R$ 670 milhões por ano com este reajuste. "É um aumento fundamental. O governo iniciou em 2007 uma clara política de incorporação de gratificações, ação que beneficia os servidores da ativa e os inativos, com continuação agora em 2008. Este aumento foi no salário-base, que, como a incorporação, incide em outros adicionais", afirma a secretária de Estado da Educação, Maria Helena Guimarães de Castro.

O reajuste do piso em 5% e a incorporação da GTE (Gratificação do Trabalho Educacional), que resultam na ampliação de até 12,2% no salário-base, beneficiam os servidores ativos e inativos, além de incidir nos pagamentos de o Adicional por Local de Exercício (20% sobre o salário-base), Qüinqüênio (5% sobre o salário-base), Gratificação de Atividade do Magistério (15% sobre o salário-base e demais gratificações), Adicional Noturno (20% sobre o salário-base), sexta parte (1/6 sobre o salário-base e qüinqüênios), férias e 13º salário.

A remuneração dos professores estaduais inclui o salário-base, agora reajustado, e gratificações. A remuneração inicial dos professores, incluindo gratificações, chega a R$ 1819,63. Os diretores passarão de salário-base R$ 1490,26 para R$ 1,648.77 (10,5% de aumento). Os supervisores passarão de R$ 1638,03 para R$ 1803,93 (10%). O aumento do governo do Estado será também para funcionários do Quadro de Apoio, beneficiando outros cerca de 30 mil pessoas. O salário-base do Quadro de Apoio passará de, por exemplo (varia de acordo com o nível): R$ 634,53 para R$666,26 (agentes de serviço escolar), R$ 665,48 para R$ 698,75 (agente de organização) e R$ 882,14 para R$ 926,25 (secretário de escola).

A Secretaria está implantando neste ano a política de bônus por merecimento, que proporcionará até 16 salários anuais para os profissionais que atingirem as metas estabelecidas. O reajuste definido nesta segunda-feira incidirá também sobre o bônus por merecimento.

"É essencial remunerar por desempenho. Assim será em para São Paulo. Mas é preciso aliar com aumento de salário, o que o governo acaba de fazer", diz a secretária Maria Helena.

O Museu das Invenções.

Imagine um piano dobrável, uma churrasqueira descartável ou um chuveiro portátil. Podem até parecer objetos dignos da criação de cientistas malucos dos desenhos animados, mas esses objetos existem, funcionam e estão expostos na Inventolândia, o Museu das Invenções. Inaugurado em 1996, o projeto da ANI – Associação Nacional dos Inventores, recebe mais de 2 mil visitantes por mês entre crianças, adultos e turistas que visitam a cidade de São Paulo. E o Juliu's Pub passou por lá junto com Carlos Mazzei, presidente da Agencia Nacional dos Inventores (ANI), para mostrar um pouco sobre o projeto.

Iventolândia


Os mais de 500 itens em exposição aguçam a curiosidade de todos que passam pelo local. “É muito interessante que as pessoas tomem contato com o mundo das invenções e das inovações tecnológicas. Diferentemente de outros países, no Brasil não se cultiva o hábito de pesquisar a história dos inventos. Precisamos mudar urgentemente essa realidade”, reflete Carlos Mazzei.

Além de valorizar o inventor, a Inventolândia funciona como uma importante vitrine para que os produtos que hoje parecem inimagináveis tornem-se uma realidade num futuro não muito distante. “Recebemos a visita de muitos empresários que encontram aqui diversas invenções de interesse. O Museu acaba funcionando como um grande ponto de encontro entre os inventores e o mercado”, orgulha-se Mazzei.

E alguns visitantes acabam se inspirando nos inventos expostos para criarem suas próprias peças. “O Museu prova que a criatividade não tem limites e que qualquer pessoa pode tornar-se um inventor”, enfatiza. “É um grande impulso ao empreendedorismo”.


O Museu das Invenções fica na Rua Dr. Homem de Mello, 1109 – Perdizes – São Paulo – SP. Ele funciona de segunda à sexta-feira, das 10h às 17h30. A entrada custa R$ 10. Os agendamentos de visitas são feitos pelo (11) 3873-3211.

Sobre a Associação Nacional dos Inventores

Foi para incentivar as pessoas a acreditarem mais em suas criações que, em 1992, surgiu a Associação Nacional dos Inventores, a ANI. A entidade, que não possui fins lucrativos, especializou-se no patenteamento de projetos e na comercialização de inventos para o meio empresarial. “A Associação Nacional dos Inventores foi criada para que as invenções brasileiras sirvam a toda sociedade e para estimular os inventores a continuar dedicando-se à descoberta de novidades. Nosso papel é incentivar e popularizar as inovações tecnológicas no País”, afirma o presidente e fundador da entidade, Carlos Mazzei. “Trabalhamos na orientação e regularização das patentes de projetos e na posterior comercialização dos inventos em escala industrial”.

Mazzei, também conhecido como “empresário dos inventores” dedica-se integralmente à busca pelo reconhecimento dos inventos brasileiros. “Quando se fala em invenção, muitos pensam apenas em projetos ‘malucos’. Eles também existem, mas anualmente, são desenvolvidos diversos produtos e soluções para os problemas cotidianos”.

Hoje, a ANI já coleciona mais de 500 invenções, que passam por acessórios, vestuário, escritório, utilidades domésticas, alimentação, pet, construção civil, brinquedos, segurança, higiene pessoal e até Medicina. “Os nossos inventos são muito variados e consistem em soluções simples para pequenos e grandes problemas e incômodos do nosso cotidiano”, finaliza Mazzei.

Juliu's Pub agradece o convite de Carlos Mazzei, e convida a todos a visitarem ou exporem suas idéias e sonhos neste espaço unico no Brasil.

Abs, até a proxima.