Mitos, Contos e Paulista

Este post faz parte da blogagem coletiva promovida pelo Ronaldo Santos do Vida Blog.


Pensei bastante sobre o que poderia falar. Hoje em dia poucas pessoas lembram de nossos tradicionais contos folclóricos, e graças a programas televisivos como Mythbusters pouco ainda o pessoal tem a duvidar. Mas o curioso é como os anos passam e muitos mistérios aparecem e outros somem. Um deles é a famosa estória da av. Paulista. Irá comemorar seu primeiro centenário e ainda conta com milhões de contos, mitos, acontecimentos e promessas para a cidade e o país.

Nada mais regional, do que um mito do passado e presente para todos os paulistanos. Está é a Av. Paulista.

Inaugurada em 8 de dezembro de 1891, foi concebida pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima para ser um boulevard, como os de Paris, que abrigasse a fina flor da elite paulistana.

Já nasceu sob o signo do dinheiro e, embora tenha mudado completamente sua face nesses 116 anos de existência, continua sendo o maior PIB por metro quadrado do país, já que as milionárias residências foram substituídas por milionários prédios de grandes bancos e corporações.

O engraçado é que Joaquim Eugênio de Lima queria unir a Consolação ao Paraíso e tinha um pequeno problema no meio do caminho: o vale onde hoje está a Av. 9 de julho. Hoje talvez, para conseguir uma reta entre os dois bairros, ele construísse um viaduto. Mas, na última década do século XIX, a melhor solução era aterrar. Assim, ele “tapou” a depressão que havia no meio do caminho e acabou obrigando o prefeito Prestes Maia, quase meio século depois, a abrir um túnel debaixo do aterro para construir a Avenida 9 de Julho.

O Masp e o Parque do Trianon repousam sobre o aterro do Joaquim.

O criador da Avenida Paulista, além de grande empreendedor, era também barão. Nascera no Uruguai mas se naturalizara brasileiro e escolheu investir em São Paulo parte da sua fortuna, porque acreditava que essa seria a cidade do futuro e por isso criou outros empreendimentos além da Paulista.

Antes de Joaquim Eugênio de Lima, a região era chamada de alto do Caaguaçu e abrigava algumas chácaras. O nosso empreendedor comprou todas, aterrou o vale e construiu a avenida, tendo o cuidado de reservar uma área para criar um parque onde se preservaria toda a vegetação nativa. E assim nasceu o hoje Parque Siqueira Campos, que todo mundo chama de Trianon. O projeto paisagístico foi de Paul Villon.

Imagine, Eugênio de Lima era tão moderno que já pensava em preservação da natureza em 1890!

A Avenida Paulista foi oficialmente inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891.

Uma lei municipal proibiu o trânsito das boiadas, que iam para o matadouro da Vila Clementino (onde hoje funciona a Cinemateca, ali no largo Raul Cardoso) e regulamentou os loteamentos.

Logo os ricos paulistanos começaram a construir enormes mansões de gosto duvidoso (que a arquitetura chamou de “ecléticas”, numa tentativa de disfarçar a salada de estilos) e a larga avenida, calçada de pedras brancas, foi se enfeitando.



A primeira casa construída na avenida pertencia a Von Bullow, dono da cervejaria Antártica. Projetada pelo arquiteto Augusto Fried, ficava no terreno onde hoje está o edifício Paulicéia, um dos poucos prédios residenciais que restam na Paulista e que é, curiosamente, o edifício mais filmado do país, uma vez que todas as televisões, há décadas, vêm fazer enquetes de rua bem em frente ao Paulicéia. Ao lado dele está o prédio da Fundação Casper Líbero, que abriga as rádio e TV Gazeta, o cursinho Objetivo e ostenta em seu topo a famosa antena da Rede Globo de TV.

Em 1896 foi construída a residência do Conde Alexandre Siciliano, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo, que mais tarde seria responsável pela construção da Casa das Rosas, uma das poucas que está de pé até hoje e virou centro cultural. É deste ano também a casa do Conde Francisco Matarazzo, projetada pelos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini. Quase cem anos depois da construção, Luiza Erundina, então prefeita de São Paulo, queria fazer com que a casa dos Matarazzo fosse tombada para virar o Museu do Trabalhador.

Como monumento arquitetônico a casa realmente não tinha lá grande valor e isto me soava mais ou menos como uma vingança socialista. A casa do grande patrão do começo do século XX seria tomada pelos trabalhadores. Por algum tempo, a polícia foi colocada para dentro dos muros da mansão e papai, que tinha escritório no prédio em frente, das janelas podia ver os policiais se divertindo, brincando de dar cavalos-de-pau com as velhas viaturas no enorme gramado em frente à casa. Não me lembro muito bem o que aconteceu, mas, alguns meses depois, a paulista foi desperta pelo estrondo de uma explosão: uma bomba fora colocada na casa e destruíra completamente a mansão. Isto foi no final dos anos 1980 e, até hoje, vinte anos depois, o terreno da casa continua sendo apenas um estacionamento, numa avenida cujo metro quadrado vale mais de 10 mil dólares.

Nos anos 1950 as mansões da Paulista começaram a ser derrubadas para dar lugar aos imponentes edifícios, comerciais e residenciais.

Trinta anos depois, quase nada restava das originais mansões. E começou a onda de tombamentos. Quer dizer: as famílias que ainda não tinham vendido os terrenos de suas casas para a construção de edifícios estavam correndo o sério risco de ver parte de sua herança ir pelo ralo. Ou seja, em vez de 10 mil dólares o metro quadrado, o terreno e a casa tombada passariam a valer quase nada. Seguindo o exemplo da casa dos Matarazzo, a velha casa que ocupava o terreno onde hoje está o moderníssimo prédio do City Bank, também foi pelos ares. Cheguei ao escritório de um amigo numa manhã e o mesmo me disse: - Julio, já viu aquela casa?

Casa? Que casa?

Pela janela eu vi então que a velha casa, onde uma senhora de cabelos brancos ainda pendurava lençóis nos varais do quintal, tinha sido cortada verticalmente pela metade e se podia ver os cômodos dos dois andares por dentro...

Curiosamente, hoje existem ainda alguns mistérios na Paulista.

No número 1919 está uma casa construída em 1905 por Joaquim Franco de Melo. A casa está em ruínas e ocupa um terreno muito grande, chegando a fazer esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Existe também, quase vizinho ao Museu de Arte, o Masp, um pequeno prédio residencial, muito bonitinho, cheio de sacadas simpáticas, que está totalmente abandonado e literalmente caindo aos pedaços. Os poucos que visitaram essa casa disseram sentir algum tipo de energia estática e antiga, como se vivessem o passado em memórias de pessoas que passaram por ali.



Memória preservada apenas na Casa das Rosas (que foi construída em 1935), tombada em 1986 e mais tarde transformada em Centro Cultural; uma mansão também tombada onde funciona, curiosamente, uma lanchonete McDonald's; o colégio Rodrigues Alves, de 1919; o Instituto Pasteur e parte do prédio do Hospital Santa Catarina, construído em 1909.

Joaquim Eugênio de Lima morreu em 1902, muito provavelmente sem calcular a beleza e o motivo de orgulho que seria a avenida que idealizou e construiu e que hoje, muito apropriadamente, é o símbolo da cidade de São Paulo.

Dentre varias estórias das pequenas casas que ainda habita este lugar, poucas guardam seus segredos e contos. De uma maneira geral, acredito que muitos mitos e folclores os paulistanos ainda tem para contar.

Aguardo para ler sobre os novos e antigos contos folclóricos nos posts relacionados a esta blogagem coletiva.

Blogs que já participaram:

Lucas Oliveira, Camila, Talma, Talma-Decor, Oscar, Lys, Tetê, Vanessa, Lunna, PoudBrasil, Mateus, Entre Marés, Coisas Nossas, Yoko, Na casa da vovó, Fernanda, Zek, Andréa, Juca, Renata, Krek, Urbano, Moça do Sonho, Borboleta Azul, Criança Genial, Carnaval, Saia Justa, Marisa, Pensieri, Cidão, Cidão 2, Blogosfera Solidária, Jorge, Arte e Fotografia, Alma Poeta, Meiroca, Luz de Luma, Diário de Iza, Despindo Estórias, Karla Hack, Cristiano

abs, happy halloween

13º Salário. Vilão?

Há alguns dias atrás estava conversando com um amigo empresário sobre as leis tributarias e direitos dos trabalhadores da folha de pagamento. És que ele me diz se sentir ameaçado todos os anos pelo décimo terceiro salário. Fiquei espantado claro, pelo fato da empresa dele existir a quase 10 anos e ainda não ter um plano recorrente ao assunto, principalmente em época de possíveis crises financeiras.

Um possível suicídio empresarial, foi o que pensei. Mas ele me citou a leitura de um artigo de Sérgio Nardi que é especialista em direção empresarial e diretor da Outstretch Empreendimentos. Não conhecia o texto e fui atrás do mesmo.
Irei dividir com vocês:

por: Sérgio Nardi

Dezembro, época de festas e de fechamento nas empresas. Hora de apurar os lucros e chorar os prejuízos, de comemorar metas atingidas e redirecionar os objetivos para o ano seguinte. O período que deveria ser de descanso acabou tornando-se para os empresários uma época de muitas pressões, que incessantemente e incansavelmente buscam forças e reúnem esforços e economias para executar a última e, muitas vezes, penosa missão para a empresa: o pagamento do 13º salário dos funcionários.

É bem verdade que o 13º salário é um dos poucos benefícios válido nessa absurda, ultrapassada e arcaica Lei Trabalhista Brasileira que remonta os tempos de Getúlio. O tão esperado benefício injeta milhões na economia como um todo em apenas um mês, movimentando o comércio e alavancando as vendas de fim de ano, propiciando ao trabalhador e a sua família um merecido período de festas, com uma sobra de caixa disponível para passar o Natal e a passagem de Ano Novo.

Enfim o 13º salário é alegria para todo mundo menos para o empresário que muitas vezes não sabe de onde retirar um fluxo financeiro considerável para o pagamento desse benefício. Por isso, é como um Papai Noel vilão para as empresas, pois enche o saco de presentes do trabalhador, enquanto esvazia o caixa do empreendedor. Mas justiça seja feita, é um salário recorrente há muitos anos e, portanto, ele deve ser pensado e organizado pelos empresários no início do ano e não como habitualmente é feito, apenas em novembro e dezembro as vésperas do pagamento.
Carga tributária sufocante, falta de incentivos e um vexatório sistema político são as reclamações freqüentes do empresariado nacional para justificar a dificuldade habitual das empresas em lidar com o 13º salário. Razões irrefutáveis para reclamações compreensíveis, mas que são aplicadas e justificadas em todo contexto econômico, menos como desculpa admissível para a falta de planejamento em relação ao 13º salário.

O empresário de uma maneira geral deve entender que o benefício faz parte do negócio como um todo e deve ao longo do processo, ou seja, do ano preparar um hedge para o pagamento. Uma das possibilidades de amortização desse ônus de final de ano é a antecipação da primeira parcela do 13º salário - a lei permite ao empresário pagar a primeira parcela em qualquer mês do ano, portanto o pagamento antecipado dessa parcela alivia de imediato em 50% o caixa da empresa nos dois últimos meses do ano.

A outra forma de proteção é o simples e puro planejamento. Quantas empresas não obtêm ganhos significativos em dados meses do ano? Quantas organizações aproveitam-se dessa folga de caixa para separar uma parcela do dividendo e provisionar para o 13º salário? Poucas certamente.

A questão primordial e essencial a ser discutida é que o 13º salário é um dos poucos benefícios que devem ser encarados pelos empresários como uma forma final de recompensa ao trabalhador e não um ônus insustentável para a empresa. Cabe sim ao empresário bradar, brigar e lutar por uma situação tributária e fiscal mais competitiva, mas não usar de todos os percalços existentes para justificar a falta de planejamento geral com relação ao 13º salário.

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Uma dica aos navegantes do mundo empresarial: O décimo terceiro salário terá a mesma consideração a ti que tens por ele, ou seja. Se tratá-lo como vilão, ele assim será.

E que comecem as compras para o natal.

Abs

Sociedade, arte, pessoas ou o cão?

É uma bela história: Guillermo Vargas acordou certo dia deprimido com a fome no mundo. Guillermo é artista e um artista, por definição, não faz um sanduíche e alivia seu sofrimento como qualquer mortal. Um artista denuncia as injustiças do mundo, de preferência com gesto "impensável" e "radical".

Guillermo decidiu: resgatar um cão das ruas da Nicarágua, enfiá-lo numa galeria de arte, amarrá-lo com uma corda à parede e esperar para ver. Não é difícil imaginar o que aconteceu: sem comida e sem água, o bicho morreu. Intencionalmente? A diretora da galeria, Juanita Bermúdez, diz que não. Uma petição on-line contra Guillermo diz que sim. E Guillermo prefere não dizer nada. Prefere contra-atacar a hipocrisia das pessoas, que se comovem com um cão famélico numa galeria de arte mas ignoram os bichos, e sobretudo os humanos, que vagueiam pelas cidades.

Inagaki escreveu sobre o assunto a pouco mais de um ano atras, poderá ler e ver fotos aqui. O nome que foi utilizado na época foi - "O cachorro que morreu de fome em nome da "arte", mas será que foi em nome da arte?

A notícia saltou para as primeiras páginas e as discussões dividiram-se em dois campos. O primeiro discute a arte de Guillermo, decidindo se a tortura de um cão é um gesto "artístico" legítimo. O segundo defende o próprio cão, em nome dos "direitos dos animais" que Guillermo teria grosseiramente violado.

Eu respeito os eruditos que discutem a "arte" e os "direitos". Mas gostaria de regressar ao próprio artista, que não ficou apenas pela denúncia da hipocrisia humana perante a fome. Nas sábias palavras de Guillermo, as pessoas contemplaram o sofrimento do cão mas ninguém decidiu libertá-lo da galeria onde estava amarrado; e, mais ainda, ninguém chamou a polícia.

Nem mais. A palavra central de toda essa história é a palavra "polícia". Não vale a pena discutir a "arte" de Guillermo, porque a discussão pressupõe levar a sério a psicopatia de terceiros. E os "direitos dos animais" nunca me convenceram. Razão simples: os animais não têm direitos; a capacidade para articular e defender "direitos" é uma prerrogativa racional e humana, que brota da nossa humana dignidade.

Mas se os animais não têm direitos, isso não significa que os homens não têm deveres para com eles. A começar pelo dever de não os abandonar ou maltratar, o que seria uma degradação da nossa própria superioridade enquanto humanos. Dito de outra forma: se os homens não respeitam os seus deveres, eles também não merecem os seus direitos. Quando ignoramos o dever de não torturar ou não matar, perdemos também o direito de não sermos julgados ou presos.

O lugar de Guillermo Vargas e da galerista Juanita Bermúdez não é nos cadernos de cultura; é na delegacia, no tribunal e, quem sabe, na cadeia. Ou, para sermos mais específicos, na jaula que ambos merecem. Matar um cão por capricho "artístico" não é uma violação dos direitos do cão; é uma violação dos deveres do homem. É uma particular forma de desumanidade que coloca qualquer ser humano ao nível de uma besta.

A polêmica continua. pelo menos ao meu ver nada mudou em um ano e muito pouco se falou de algo que causou um certo impacto(?) na vida de todos nós. Acredito que se fosse uma criança o assunto teria morrido no mesmo periodo.

O que acha?

abs, até amanha

Problemas com horario

Cronica - - -

Era Winston Churchill, creio, quem dizia que a falta de pontualidade era um hábito vil. Churchill nunca conheceu o Brasil. No Brasil, não é a falta de pontualidade que é um hábito vil. É a própria pontualidade.

Aprendi a lição às minhas custas, depois de vexames sem fim: alguém me convidava para jantar lá em casa às 20h. Eu aparecia às 20h (com vinho, claro). O anfitrião recebia-me à porta e, com cara de quem presenciara uma catástrofe, disparava: "Ué, você veio tão cedo?" E depois acrescentava que:

a) O jantar só era às 20h (sic);
b) A casa não estava arrumada;
c) O jantar não estava pronto;
d) Ele não estava pronto;
e) Os convidados ainda não tinham chegado.

Mas chegavam. Pelas 22h, 23, alguns à meia-noite, perguntando se não tinham chegado cedo demais. Por essas alturas, eu já dormia a um canto. De cansaço e de vergonha. Desconfio que, algures pela casa, alguém conspirava contra mim:

- Você sabe que eu disse ao Julio para ele chegar às 20h e ele chegou mesmo às 20h?
- Sério?
- Sério, rapaz. Ele deve ter um problema, ou algo assim.

No Brasil, um jantar às 20h não é propriamente um jantar às 20h. "Oito da noite" é um indicação vaga que significa simplesmente "depois do sol se por". Uma espécie de celebração naturalista que, em certos casos, nem sequer necessita de uma hora. A marcação do jantar fica dependente de um "mais logo". E quando nós, europeus-abrasileirados obsessivos e pontuais, perguntamos "mas logo, quando?", alguém reitera: "às oito".

A solução, acreditem, é juntar duas horas à hora marcada. Um jantar às 20h é um jantar às 22. Um almoço ao meio-dia começa, em princípio, às 14h. Tomar uma cerveja no bar não é às 16h; é às 18h. Toda a gente sabia disso. Menos eu.

Por isso estranho a polêmica em torno do apresentador Luciano Huck, que viu o seu Rolex roubado em São Paulo. Huck não gostou e pede soluções radicais para combater a criminalidade na cidade.

Não concordo com algumas opiniões públicas que acusaram Huck de exibicionismo deslocado, como se a vítima fosse culpada por ser vítima. Eu próprio ouvi em São Paulo confissões de vítimas que desculpavam os assaltantes com as teses mais inacreditáveis.

"Eu estava bem vestido naquele dia". "A culpa é minha, eu tinha tomado banho". "Eu mereço, eu vivo em São Paulo."

A culpa de Huck está no simples uso de relógio, sobretudo num país onde o relógio é uma ofensa para a cultura local. É como usar uma camiseta de George Bush em Caracas. Ler a "Playboy" em Teerã. Ser heterossexual em São Francisco.

Ou ser um português nos trópicos. Esqueçam os bandidos tradicionais. Roubar um relógio no Brasil não é crime vulgar; é afirmação de identidade. O meu conselho a Luciano Huck é para ele procurar o seu Rolex na casa de meu anfitrião paulistano. Ele não gosta de pontualidade.

Polícia. Para que mesmo? [Update]

A Teoria: Polícia é um vocábulo grego ("politeia") que derivou para o latim ("politia"), ambos com o mesmo significado: governo de uma cidade, administração, forma de governo. A polícia é um órgão governamental, presente em todos os países, cuja função é a de repressão ao crime e manutenção da ordem pública, através do uso da força se necessário, fazendo cumprir a lei. À Polícia incumbem funções exclusivas como a prevenção da criminalidade, bem como a de investigar e apurar os delitos cometidos, quando o policiamento preventivo falha ou seja não cumpre na íntegra sua tarefa, fornecendo assim subsídios ao Poder Judiciário para que os criminosos sejam devidamente processados, na forma da lei.

A Pratica:



Serra culpa CUT e PT por confronto entre polícias

'Serra joga nas nossas costas problema que é dele', diz PT-SP

'Teve policial atirando contra o Palácio dos Bandeirantes', conta o jornalista Marcelo Godoy

Galeria de fotos do conflito no Morumbi

Policiais civis e militares entram em confronto em SP; assista

'PM tem obrigação de manter a ordem', diz José Serra

Manifestação de Polícia Civil foi feita por "minoria", diz secretário de Justiça e Defesa da Cidadania

Paulo Pereira da Silva diz que José Serra não está aberto ao diálogo

Antes da manifestação, Serra disse que 'não negocia com greve'

Todas as notícias sobre a greve



A outra Pratica: Só que desta vez irei explicar antes, porque parece piada.
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O seqüestro de duas adolescentes de 15 anos, mantidas reféns pelo ex-namorado de uma delas em Santo André, no ABC, entra nesta sexta-feira (17) no quarto dia. Lindemberg Alves, de 22 anos, invadiu a casa onde as duas estudavam com outros dois colegas às 13h30 de segunda-feira (13). Durante a madrugada, as negociações foram interrompidas. Já são 89 horas de tensão.

Na noite de segunda, Alves liberou os dois rapazes. Na noite de terça-feira (14), a amiga da ex-namorada foi solta. A jovem prestou depoimento por mais de seis horas na quarta-feira (15). Na manhã de quinta-feira (16), ela voltou ao apartamento e foi feita refém novamente.

De acordo com a PM, o rapaz exigiu que a amiga voltasse ao apartamento para que, em seguida, se entregasse, mas não cumpriu o acordo. Para a polícia, ela não voltou a ser refém, pois a garota poderia sair do local quando quisesse, por mais que ainda permaneça lá quase dez horas depois.

O secretário-geral do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana (Condepe), Ariel de Castro Alves, disse que a polícia não poderia ter permitido a volta da menina. Segundo ele, a polícia não agiu corretamente ao permitir que a jovem entrasse no apartamento. “É ilegal submeter uma criança ou um adolescente a qualquer situação de risco”, disse o secretário-geral, referindo-se ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

O retorno da adolescente também surpreendeu Fabiana Vieira de Souza, de 33 anos, tia da garota. “A gente não está entendendo por que ela voltou para lá. Para mim, foi uma loucura”, disse a tia na tarde desta quinta. Segundo ela, a família ficou sabendo de tudo pela televisão. O retorno também surpreendeu especialistas no assunto.

G1

Agora veja essa surpreendente autorização de retorno, de uma vida humana, para as mãos de alguém que esta armado. E detalhe importante a policia não considera a amiga, que esta na mira de uma arma novamente, como refém novamente ( ??? )



Agora que não entendo, o que é policia? Para que serve? Por que você e eu pagamos esses "trabalhadores" que deveriam nos defender?

Update - Infelizmente como havia previsto, ele planejara tirar a vida das meninas e suicidar-se. Mas não conseguiu. Veja o final da historia:


Veja a cronologia:

17/10/08 21:44
Eloá e Nayara, meninas que foram seqüestradas em Santo André
17/10/08 21:42
Eloá, menina que ficou seqüestrada por 100 horas
17/10/08 21:40
Eloá, menina que ficou seqüestrada por 100 horas
17/10/08 21:28
Eloá, 'uma menina falante'; Lindemberg, 'um trabalhador'
17/10/08 21:21
Leia a íntegra da nota divulgada pelo governo de São Paulo
17/10/08 21:09
Amiga atingida no rosto, Nayara havia sido libertada na terça
17/10/08 21:05
Eloá leva dois tiros e passa por cirurgia; estado é gravíssimo
17/10/08 20:57
Em choque, familiares de reféns são atendidos em hospital
17/10/08 20:46
Invasão seguiu-se a disparo no apartamento, diz coronel da PM
17/10/08 20:38
Governo assume erro por informações sobre saúde de Eloá
17/10/08 20:25
Policial durante a invasão do apartamento
17/10/08 20:23
Após fim do seqüestro, policiais prendem Lindembergue Alves
17/10/08 20:22
Policiais levam Nayara após invasão do apartamento
17/10/08 20:21
Policiais levam Eloá após invasão do apartamento
17/10/08 20:20
Veja cronologia do seqüestro de Santo André

Blog Action Day 08 - Pobreza

Começa a contagem regressiva para 17 de Outubro, Dia Mundial para a erradicação da pobreza.

Esta data representa uma excelente oportunidade para mobilizar a todos e todas parara que se manifestem contra a dura realidade da pobreza extrema. Assim, é organizado a nível internacional o evento "Stand Up and Speak Out", ao qual Portugal se associa.

Diariamente morrem 50 mil pessoas de pobreza extrema e a desigualdade entre os ricos e pobres não pára de aumentar. Aproximadamente metade da população mundial vive em situação de pobreza. Não podemos ficar indiferentes!

Em 2007, mais de 43 milhões de pessoas em todo o mundo levantaram-se, quebrando o recorde Mundial do Guiness. O Brasil contribuiu com mais esta iniciativa.

A realidade em nossa porta

O Brasil tem 14 milhões de jovens com renda familiar abaixo de meio-salário mínimo, o que significa 30% da população entre 15 e 29 anos. A análise é do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre os dados da PNAD 2007, realizada pelo IBGE. Segundo o estudo, o Brasil conta com 50,2 milhões de jovens, o que representa 26,4% da população. Em 2050, segundo estimativas do Ipea, os jovens serão apenas 19% da população brasileira.

De acordo com o Ipea, 53,8% dos jovens brasileiros pertencem a famílias com renda domiciliar entre meio e dois salários mínimos. Já os 15,8% restantes viviam em famílias com renda maior que dois salários mínimos.

Emprego

Cerca de 4,6 milhões de jovens estão desempregados, segundo dados divulgados nesta terça-feira (14) pelo instituto. Em 2007, a taxa de desemprego juvenil era 2,9 vezes maior que o dos adultos: uma diferença de 14% para 4,8%. Em relação aos homens de 15 a 17 anos, a maior parte (54,7%) “só estuda”. Já entre a população masculina de 18 a 24 anos, a maior concentração está na categoria que “só trabalha” (56,3%). Ainda assim, 13,9% destes jovens não estuda nem trabalha.

Já em relação às mulheres, 65,9% das que possuem entre 15 e 17 anos “só estudam”. Entre as jovens de 18 e 24 anos, a maior concentração também está entre as que “estudam e trabalham” (36,3%). Apesar disso, é maior o número de mulheres nesta faixa etária que “nem estudam nem trabalham”: 32,1%.

Os dados do Instituto apontam, ainda, para uma maior formalização do emprego entre os jovens de 18 a 24 anos: entre 2006 e 2007, a porcentagem de empregados com carteira assinada nesta faixa etária passou de 40,7% para 43,9%. Entre os jovens de 25 a 29 anos, a elevação foi de 45,3% para 46,7%. Além disso, a taxa de empregos sem carteira assinada caiu de 29,5% para 27,9% entre os trabalhadores de 18 a 24 ano e de 19,5% para 18,6% entre aqueles que têm entre 25 e 29 anos.

A Realidade Mundial:





O "Levanta-te e Atua" é uma iniciativa global que apela a que nos dias 17 e 19 de Outubro as pessoas se levantem, exigindo que os seus governos cumpram com as promessas de acabar com a pobreza extrema e que se alcancem os Objectivos de Desenvolvimento do Milénio (ODM) até 2015.

O projeto coordenado, no Brasil, pela Chamada Global para a Ação contra a Pobreza - Aliança pela Igualdade, à qual se juntaram dezenas de organizações, articulações e associações de todo o país.

O que o projeto prega:
  • a justiça nas relações comerciais e financeiras entre os países;
  • o cancelamento das dívidas dos países mais pobres;
  • o aumento real no volume e na qualidade da ajuda para o desenvolvimento dos países;
  • e no Brasil, também queremos políticas públicas democráticas e transparentes para a erradicação da pobreza e para a diminuição da desigualdade social;

Quem mais ajuda?

A CARE Brasil participa do movimento nacional de combate à pobreza.

O empoderamento da sociedade civil em todo o processo de mudança e desenvolvimento local garante a sustentabilidade do processo e a quebra do ciclo da perpetuação da pobreza na região.

Para tanto, a CARE Brasil prioriza três formas básicas de atuação: a execução de programas; a atuação junto ao debate público; e a promoção da mobilização social.

A CARE Brasil utiliza um marco referencial denominado Desenvolvimento Local, possibilitado pelos próprios atores locais, pelas famílias que vivem e moram nessa região. O papel da CARE Brasil é facilitar e catalisar as mudanças com os outros atores. Desenvolvimento Local é formado por cinco dimensões:

1) a inclusão social, compreendendo as atividades de educação, saúde, assistência social, apoio a minorias e similares, que possibilitam a uma pessoa pobre exercer sua cidadania;

2) o fortalecimento da economia local, incluindo atividades agrícolas e não-agrícolas, que tem por objetivo possibilitar a autonomia de renda da família;

3) a inovação na gestão pública, pois não há melhoria da qualidade de vida nem a dinamização da economia sem um setor público profissionalizado e eficiente;

4) a proteção ao meio ambiente e o uso de forma racional dos recursos naturais, pois não há melhoria de qualidade de vida e combate à pobreza com destruição ambiental;

5) e, em especial, a participação popular ou mobilização social, para que o cidadão tome parte ativa nos rumos da sua comunidade e do seu município.

Dentro das cinco dimensões de Desenvolvimento Local, a CARE Brasil escolheu duas áreas prioritárias de atuação: Educação e Geração de Trabalho e Renda.


Seja qual for o meio de participação, o importante é sempre seguir em frente e ajudar a todos que precisam. Abs a todos, e bom blogActionDay







As cem coisas para se viver

Sim, sou um nostálgico da simplicidade. Tenho 2.000, 3.000 livros. Mas o meu sonho supremo era ter apenas dez ou vinte e fechar a contagem. Ah, como seria bom reunir "os livros da minha vida" numa única estante e deixar que o ruído do mundo, e das letras, passasse lá por fora. A biblioteca perfeita não se faz por adição; faz-se por subtração. Não me canso de o repetir.

Como tudo o resto, aliás: acumulamos centenas, milhares de objetos sem desígnio ou sentido. Quando seria possível viver com metade, ou metade da metade, ou metade da metade da metade. Só nos Estados Unidos, leio agora, existem milhares de "centenários": indivíduos que, cansados do excesso consumista, reduziram as suas vidas a cem objetos fundamentais. A moda espalhou-se por jornalistas do Reino Unido. Da Europa. De Portugal. Que fizeram a experiência e sobreviveram a ela.

E por que não? Sentado no sofá da sala, olho em volta e, saturado pela paisagem, começo a subtrair mentalmente. Ao fim de algumas horas, há mais espaço: físico, mental e até existencial. Não acreditam? Acredite, leitor. E sigam-me, por favor.

Começo pelo quarto. Deixo ficar a cama (1); o jogo de lençóis (2); o cobertor para as noites geladas (3); um candeeiro de leitura (4); os três volumes das cartas de Séneca a Lucílio, editados em inglês pela Loeb (7); uma chávena para o chá (8); um lápis para sublinhar ou comentar (9); caneta (10); bloco de notas (11); a fotografia de minha luz que me acompanha quando desperto ou adormeço (12).

E roupa? Pouca, pouca. Três calças para o verão (15); três para o inverno (18); outro tanto de camisas (24); e de cuecas (30); e de meias (36); um "tweed" invernal (37), um casaco de linho para os dias mais quentes (38); gabardine para a chuva (39); sapatos (dois pares, 43); calções para nadar (raros momntos, mas é bom te-los) (44); uma gravata preta para funerais (acho uma demais, mas para respeito, claro) (45).

Na biblioteca, o despojamento é total. Fica a mesa, sim (46); a poltrona que a custo encontrei-a perfeita, e hoje já é minha companheira de quase todas as leituras (47); outra poltrona para Minha Luz (48); o sofá das sestas e das festas (49); a estante (50); e, dentro da estante, por ordem cronológica, a Bíblia (51); a ética e a poética de Aristóteles (53); os Pensamentos de Marco Aurélio (54); as Confissões de Agostinho (55); Dante e a sua Comédia (56); os ensaios de Montaigne (57); a lírica, e só a lírica, de Camões (58); as obras de Shakespeare na edição recente, e excelente, da Royal Shakespeare Company (59); o Orgulho e Preconceito de Jane Austen (60); o Noites Brancas (61); os Maias de Eça (62); as quatro primeiras novelas satíricas de Evelyn Waugh (66); um volume de crônicas de Nelson Rodrigues (67); óculos para ler (68); o candeeiro para ler com óculos (69); e o notebook, para comentar tanta leitura e postar em no blog, claro (70).

A música seria a grande sacrificada. Mas não abriria mão de Noël Coward a cantar velhos temas (71); e de Gershwin ao piano (72); e de Harry James ao trompete (73); e do My Fair Lady, na versão original (74). Ficaria também com uma ópera popular de Mozart, talvez Così Fan Tutte para os dias solares (75); e Bach para os dias chuvosos (76); e guardaria ainda um CD antigo e pirateado com um tema de Ennio Morricone que me enche sempre de felicidade e nostalgia (77). E, antes que seja tarde, o aparelho de som para que a casa não ficasse muda (78).

E antes que me acusem de higiene primitiva, haveria papel higiênico no banheiro (79), uma escova de dentes (80) com pasta a condizer (81); um pente (82); e sabão natural, melhor que todos os cremes (83). Ah, já esquecia: e uma toalha para me limpar (84)!

O que sobra? A cozinha, sim. Mas, sendo eu homem moderno com talento para os tal, também seria um sacrifício enorme, acredito que só pela lista dispensaria os ditos cujos e simplificaria. (  ). Ficaria o telefone para encomendar jantares (85) e a máquina do café para os terminar (86). E dois copos (88), e dois pratos (90), e duas facas (92), e dois garfos (94), e duas chávenas (96), e dois guardanapos de pano (98) - tudo isso minha luz e eu, jantarmos todas as noites juntinhos. E se pensam que faltam ainda dois objetos para chegar aos prometidos cem, pensem novamente: o jantar seria íntimo e à luz das velas. Duas, para ser mais claro (100).

Para ser sincero ainda estou pensando bem sobre os cds que ficaria, mas a lista serve para pensarmos mais em como estamos levando nossa vida, com necessidades de coisas e afins, e no fim nem mais as usamos ou queremos. Que tal então brincarmos um pouco com a idéia, e tentar descobrir quais as 100 coisas que poderia usar em sua casa para viver tranquilo e em paz?

Agora , já animado com está idéia, gostaria de transformar em um meme mais complexo da blogsfera, repasso para Luma, minha Luz, Jens novamente, Davis, Cejunior, BHY, Yvonne, e para todos que quiserem participar.

Um pedido especial para WILMARX, gostaria de ver esse 100 em um humor desenhado. Hehehe, estou exigindo já, não?

Abs, uma ótima semana a todos

Musicas, lugares e estilos

E começa a temporada de memes, mimos e simpatizantes. Para ser direto vamos primeiro aos primeiros:

Agradeço Cirilo Moraes pelos selos e palavras ao pub e ao dono do cantinho que vos fala também, muito bacana os selos e se entendi bem são muito, obrigado novamente Moraes.

Este primeiro meme é relativamente fácil, Davis (vide blog do mesmo egoname =P ) perguntou, onde eu gostaria de passar as minhas férias. Sinceramente poderia dizer vários lugares, mas não tenho como saber se ficarei tranquilo ou confortável por lá. Se disser China sei que a agua é horrível, se disser Índia a comida temperada realmente me faz mal, se disser África sei que teria que tomar milhares de injeções. “Otimismo” a parte, existe vários lugares que gostaria.

Mas o que vale mesmo é conhecer bastante cada cantinho deste planeta, alguém ai já teve a ideia de visitar as cidades vizinhas? Acredite, descobrirá boas novidades. Então minha resposta é, gostaria de visitar todos os lugares possíveis. Estarei sempre descansando em férias quando estiver em qualquer lugar do planeta ao lado de Minha Luz.

Repasso para Jens, gostaria de saber onde sonha em passar as próximas ferias?

Próximo meme já estou devendo a um tempo, minha Luz, Luma e também Mylle Li me indicaram o mesmo trabalho árduo de indicar apenas 7 musicas que não saem do meu reprodutor musical.

Poucos que me conhecem bem sabem que, raros momento ouço repetidamente ou ainda, mais por anos á mesma musica. Não é pelo fato da popularidade do mesmo mas trabalho em meio musical, sempre acabamos descobrindo boas novidades e vamos relembrando as mesmas com o passar do tempo.

Vou indicar aqui as ultimas que andei ouvindo:

1 - A interação social é interessante nos dias de hoje, esta primeira música posso dizer que li a indicação no twitter de _bhy_. Por considerar um blogueiro de bons gostos, elevou seu status a ótimos gostos músicas, já que em um post em seu blog, BHY faz uma menção mais que justa ao blog Cafeína que fez uma compilação interessante em um de seus últimos posts, com algumas músicas que conheci apenas por lá.

Conhecia a existência da primeira faixa, mas nunca havia parado para ouvir antes. Ela é:

Paula Morelenbaum com a música Insensatez - Linda gravação em um remake americano de mesmo nome, ouça aqui e aproveita e conheça a artista aqui.

2 - Esta segunda apesar de não ser uma novidade fresh, é uma artista digna de MPB que é mais reconhecida lá fora que em seu próprio país. Ela é:
CéU com a música Malemolencia. Ouça a música aqui ou conheça mais sobre a cantora aqui.

3 - Agora a mais nova aquisição é uma banda de rock alternativo (relacionada ao rótulo grunge) formada em Seattle em 1988. É "co-irmã" do Pearl Jam. A banda já fez parte de trilhas sonoras das pessoas mais interessantes que conheço, e com o novo cd deles já em minhas mãos, tive uma otima surpresa em descobrir o mesmo gosto pela banda. Ela é:

Mudhoney
com a música I'm Now, já do novo álbum. Conheça a banda aqui e ouça a música aqui.

4 - Não é de hoje que se descobre ótimas bandas americanas que fazem sucesso primeiro no "velho mundo" e depois em seu próprio país, provavelmente por ser alternativo, conheci eles ouvindo a BBC RadioOne, top charts show. Indico todos os domingos para quem quiser ouvir. A banda é:

MGMT
com a música Eletric Feel, conheça a banda aqui ou ouça a música aqui.

5 - Está quinta, apesar dos 16 anos, não é tanta novidade. Além do que a mesma trouxe sozinha a popularidade que MySpace precisava para ser considerado o espaço ideal para novas bandas, ela fez sucesso antes mesmo do próprio sucesso que conhecemos na midia . Uma nota interessante é que em sua primeira gravação ela se sentiu indisposta, será que estão abusando da pequena grande estrela? Ela é:

Mallu
Magalhães com a música Tchubaruba, conheça e ouça por aqui.

6 - Esta musica apesar de não ser originalmente feita para esta banda, devo confessar que ficou bem melhor, a banda é:

Artic
Monkeys com a música You Know Im No Good, conheça a banda aqui e ouça a musica aqui.

7 - Novamente uma banda européia com a música comercial que fez sucesso rápido e já passou para seu próximo hit, o bacana desta música é a experiência momentânea de "we don't care". A banda é:

McFly
com a música One For The Radio, conheça a banda aqui e ouça aqui.

Por enquanto é esta lista, indico ao pessoal do Blablaismo este meme, e seria legal se o URBe também indicar suas 7 musicas que não saem do headphone.

Abs
, até a proxima

Conhece o Bullying?

Pesquisa Mundial: 350 milhões de crianças são vitimas de violencia escolar por ano

Relatório é parte da campanha global “Aprender Sem Medo”, que pretende acabar com todas as formas de violência contra crianças nas escolas; Brasil fará parte do programa

A cada dia, aproximadamente 1 milhão de crianças sofrem algum tipo de violência nas escolas em todo o mundo. E nenhum país está imune. Esses são alguns dos resultados de uma pesquisa conduzida pela Plan, uma das maiores e mais antigas organizações não-governamentais de desenvolvimento. O relatório é parte da campanha “Aprender Sem Medo”, lançada hoje em diversos países com o objetivo de promover um esforço global para acabar com a violência nas escolas.

Além da quantidade alarmante de vítimas, a pesquisa indica que a violência não afeta apenas a personalidade, a saúde física e mental e o futuro potencial da criança, mas traz também danos irreparáveis para a família, a comunidade e a economia nacional. O levantamento retrata a situação mundial em relação a três principais temas vivenciados nas escolas: violência sexual, castigo corporal e bullying. Alguns dados mundiais alarmantes indicam que:

- Meninas sofrem mais com violência sexual;
- Meninos são mais atingidos pelo castigo corporal;
- Vítimas de violência na escola têm maior tendência a cometer suicídio;
- Muitas vítimas morrem devido a ferimentos, complicações de gravidez indesejada ou Aids;
- Garotas vítimas de bullying têm oito vezes mais chances de serem suicidas.

No Brasil especificamente, a pesquisa mostrou que:

- 84% de 12 mil estudantes de seis estados reportaram suas escolas como violentas;
- Cerca de 70% desses 12 mil estudantes afirmaram terem sido vítimas de violência escolar;
- Um terço dos estudantes afirmou estar envolvido em bullying, seja como agressor ou vítima;
- Quando questionadas a respeito de castigo corporal, crianças brasileiras de 7 a 9 anos disseram que a dor nem sempre é só física. Declararam sentir “dor no coração” e “dor de dentro”.

Com o relatório e a campanha “Aprender Sem Medo”, a Plan – juntamente com parceiros nacionais e internacionais – quer mostrar que toda a violência contra crianças pode e deve ser evitada. Uma escola isenta de violência é o direito de cada criança. "Todos nós temos um papel a desempenhar, quer como indivíduos, governos ou ONGs: temos de garantir que as crianças possam ir à escola sem medo ou ameaça de violência e recebam uma educação de qualidade em um ambiente seguro. ‘Aprender Sem Medo’ pode ser uma campanha da Plan, mas é responsabilidade de todos”, afirma o assessor de Educação da Plan Brasil, Charles Martins.

A estratégia mundial da campanha está baseada em:
- Persuadir os governos a tornar ilegal todas as formas de violência contra as crianças na escola; e fazer com que essas leis sejam cumpridas;
- Trabalhar com os dirigentes escolares e professores para criar escolas livres de violência e promover métodos alternativos à disciplina de castigos corporais;
- Criar uma dinâmica de mudança global, incluindo aumento dos recursos de doadores internacionais e governos para combater a violência nas escolas de países em desenvolvimento

Bullying

No Brasil, a campanha terá como principal foco o bullying escolar, incluindo o cyber bullying, e suas implicações para a educação. Definido como “o desejo consciente e deliberado de maltratar uma outra pessoa ou colocá-la sob tensão”, o termo bullying começou a ser estudado por pesquisadores brasileiros mais intensamente a partir da década de 1990 devido ao alto índice de crianças e adolescentes que sofriam maus-tratos praticados por colegas, professores ou funcionários da escola.

As vítimas de bullying geralmente perdem o interesse pela escola e passam a faltar às aulas para evitar novas agressões. Essas vítimas apresentam cinco vezes mais probabilidade de sofrer de depressão e, nos casos mais graves, estão sob um risco maior de abuso de drogas e de suicídio. Apesar da ampla divulgação sobre o problema, dos 66 países pesquisados pela Plan, apenas cinco (Coréia, Noruega, Sri Lanka, Reino Unido e EUA) possuem leis que proíbem o bullying nas escolas.

A partir do lançamento da campanha, a Plan iniciará uma mobilização de parceiros (outras ONGs, governos, escolas) e da sociedade civil para começar a implementação do programa em escolas a partir do próximo ano letivo. No Brasil, a Plan já conta com o apoio da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, uma rede social que articula mais de 200 entidades de todo o Brasil.

A Plan é uma organização não-governamental de desenvolvimento centrado na criança e no adolescente. Sem qualquer vinculação política ou religiosa, foi fundada em 1937 e hoje está presente em mais de 60 países. No Brasil atua desde 1997, principalmente nos estados de Pernambuco e Maranhão. Cerca de 1,5 milhão de crianças e adolescentes participam dos programas da Plan em todo o mundo, sendo mais de 75 mil somente no Brasil. Atualmente, a organização desenvolve no país cerca de 50 projetos nas áreas de educação, saúde, promoção de direitos, participação comunitária e segurança alimentar e nutricional.

Vamos cuidar de nossas crianças, e ver o que os futuros lideres deste planeta passam hoje em dia, não esqueça nunca de participar da vida da criança que cuida.

abs

Keynes teria feito o Proer

Todos sabem, ou ao menos ouviram falar sobre a crise financeira mundial, é um fato e já acontece em nossa "casa", o que poucos sabem é como isto irá influenciar nosso dia a dia. O bom é que temos uma estrutura interna um pouco suficiente para aguentar até a resolução de todo o acontecido, a má noticia é que estamos em ano eleitoral tanto no Brasil quando no país da crise de origem, os Estados Unidos.

Em uma conversa com Miguel Ignatios, presidente da ADVB (Associação dos Dirigentes de Vendas e Marketing do Brasil) ele relembrou curiosamente de algo que novos adultos de hoje mal lembram, o Proer. Será que tinhamos a resposta para crise de hoje? Veja o que Miguel disse.

Keynes teria feito o Proer

Não fosse a crise financeira americana, a pior desde a Grande Depressão, de 1929, falar em Proer (o bem-sucedido programa de recuperação de bancos brasileiros, adotado na primeira gestão de FHC), hoje, faria pouco sentido. No entanto, em razão da interligação dos sistemas financeiros e bancários internacionais, promovida pela globalização, e do seu inquestionável efeito dominó, o tema voltou a ser debatido como uma das soluções possíveis para socorrer instituições financeiras em dificuldades.

Para recordar, o Proer foi feito com recursos dos próprios bancos e - claro – dos titulares dos depósitos à vista existentes em todo o sistema bancário brasileiro. O Banco Central (BC), para garantir a liquidez dos bancos, recolhe compulsoriamente um percentual, variável de acordo com prioridades da política monetária, do total diário de todos os depósitos à vista.

Parte desses recursos foi emprestada pelo BC, com juros à taxa Selic da época, aos bancos que, de repente, tiveram falta de caixa para honrar seus compromissos. Isso começou a ocorrer, com certa freqüência, de meados de 1994 em diante, quando foi adotada a paridade de nossa moeda em relação ao dólar americano. Tal medida foi batizada, na época do lançamento do Plano Real, de “âncora cambial”.

Isso significa dizer que o Proer foi posto em prática com recursos do BC, dos bancos, brasileiros ou estrangeiros, autorizados a captar depósitos à vista e a prazo (investimentos e poupança) do público; e com parte dos recursos dos depositantes.

Apesar das críticas do PT, dizendo que o governo estava emprestando recursos públicos aos bancos, o programa foi um sucesso. Tanto que, em meados de 2007, quando a atual crise financeira já apresentava seus primeiros sinais, o presidente Lula aconselhou Bush a fazer um Proer americano!

Acontece que as críticas da sociedade à ajuda oficial aos bancos, nos Estados Unidos, onde a crise é mais grave; e, na União Européia, onde ela já se instalou, em velocidade alarmante, são exatamente sobre a mesma questão: por que socorrer com recursos públicos, provenientes da arrecadação de impostos, especuladores irresponsáveis?

Europeus querem a punição dos responsáveis pela quebra de bancos. Americanos pedem, além disso, que os empréstimos sejam, posteriormente, devolvidos, com juros, ao Tesouro, ou, alternativamente, transformados em participação acionária nas instituições financeiras que receberam ajuda do governo.

Economistas americanos, como, por exemplo, o ex-presidente do Banco Mundial, Joseph Stiglitz, ganhador de recente Nobel; e Paul Krugman, dentre outros, têm feito sérias restrições à falta de controle da especulação financeira globalizada. Em resumo, eles dizem o seguinte: a globalização comercial e industrial é um sucesso, mas a financeira é problemática. Prova disso seriam as sucessivas crises ocorridas ao longo das duas últimas décadas.

O mérito da atual e das outras crises foi acelerar a formação de um consenso mundial sobre a necessidade de controlar a especulação financeira globalizada. Este tem sido tema freqüente nas reuniões de cúpula de autoridades monetárias americanas, européias e asiáticas.

Em outras palavras, cansados de turbulências e crises financeiras (em geral, causadas por transferências instantâneas de bilhões de dólares) e de especulações financeiras de todo o tipo (Bolsas de Valores, derivativos, mercadorias, petróleo, etc.), empresários e investidores do setor produtivo globalizado anseiam por um novo Keynes, ou, ao menos, por nova onda neokeynesiana.

O britânico John Maynard Keynes tirou os Estados Unidos da Grande Depressão, iniciada em 1929, após a quebra da Bolsa de Nova York, com a política do “New Deal”, posta em prática por Franklin Roosevelt; criou o novo sistema de paridades cambiais, que passaram a valer depois da 2ª Guerra Mundial; e, por fim, implantou o Bird (Banco Mundial) e o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Para terminar, deixo aqui um pergunta aos leitores: se Keynes fosse vivo, teria feito um Proer, em escala planetária, para conter a especulação financeira global? Capacidade para tal, com certeza, não lhe faltaria.

Agradeço a Miguel pelo contéudo e indico muita paciência aos investidores.

Falha intencional?

Estamos já cansados de saber que o sistema de votação de nossos amigos norte americanos é bem falho, nas ultimas eleições presidenciais, todo um estado teve seus malotes de votação desaparecidos. C.I.A? FBI? Aliens? Quaisquer que seja a resposta foi está a causa de Bush ficar por ai durante anos. Agora a piada começa antes mesmo do próprio dia de votação.
















Em um condado de Nova York (EUA), centenas de eleitores que votarão pelos correios receberam cédulas em que poderão escolher o candidato "Barack Osama".

As cédulas enviadas aos eleitores de Rensselaer identificam os dois candidatos à presidência dos EUA como "Barack Osama" e "John McCain". Nos Estados Unidos, o "Osama" mais conhecido é o Bin Laden, líder da organização terrorista Al-Qaeda, responsável pelos ataques de 2001 ao World Trade Center, em Nova York.

O departamento eleitoral divulgou um comunicado no qual lamenta o erro. "Foi um erro humano, muito infeliz, embaraçoso e vergonhoso para nosso departamento, certamente", disse o comissário democrata Edward McDonough, em entrevista por telefone. "Nós gostaríamos muito de voltar atrás, mas não temos como", completou.

Noticia do UOL

Agora fico na dúvida, será a ultima tentativa de sabotar a campanha de Obama?

Futuramente irei listar aqui todos os acontecimentos contra Obama versos os acontecimentos contra a campanha de McCain.

Vote consciente!

After party. :D

Faz tempo que não posto algo realmente divertido, para um pub pelo menos.

Todos sabem o quanto é bizarro, esquizito e por que não dizer, divertido ver as particularidades das eleições. Candidatos e suas idéias diferenciadas para chamar atenção, realmente chamam atenção mas será que funciona? Independente disto tudo, em SP quem ficou para segundo turno, todos já sabem. Kassab e Marta (vide slogan do blog graças a mesma...quem lembra? :D )

Mas continuando...

Os ainda candidatos andam pela cidade comprimentando todo o pessoal que passa pela frente, e em uma dessas Marta Suplicy tenta fazer amizade com um manequim. Isto que chame de "tudo é válido no amor, na guerra e ... eleições" - vide a foto abaixo:
























Poderá achar varios, em milhares de paginas é só chamar o tio google, e procurar. :)

Abs, até depois

Conhece a Síndrome Paulistana?

A psicologa Márcia Ferreira, cedeu gentilmente essas novas informações ao blog Juliu's Pub.

Graduada em Psicologia pela FMU/SP e Pós-graduada pela PUC / SP. Márcia Ferreira é especialista em Terapia de Família e Casal. Possui experiência em atendimento clínico-psicológico com adultos, crianças e famílias, trabalho que desenvolve há nove anos. Ministra palestras envolvendo temas familiares e relacionamentos interpessoais empresariais, com foco em treinamento de pessoal. É autora dos estudos ‘A importância da família no desenvolvimento emocional e social da criança e do adolescente e a implicância do ambiente familiar nas dificuldades escolares e sociais da atualidade’ e ‘Ainfluência dos mitos familiares nas dificuldades de aprendizagem da criança’.


O perigo está em toda parte em uma metrópole como São Paulo. A violência presente na cidade e o trânsito caótico (também uma forma de violência) fazem com que as pessoas temam, cada vez mais, pela integridade física e mental daqueles que amam. Diante de tantos perigos observados diariamente – e que cada vez estão mais próximos das pessoas comuns – os pais, demais familiares e até os cuidadores (babás e empregadas, por exemplo) cercam as crianças e os adolescentes de cuidados, evitando ao máximo que algo ruim aconteça a eles. “Essa atitude é normal e demonstra o amor e o cuidado que as famílias têm com seus filhos. Porém, em excesso, o zelo torna-se um entrave para o desenvolvimento da criança”, alerta a psicóloga Márcia Ferreira, especialista em Terapia Familiar e de Casal e atendimento infanto-juvenil, de adultos e empresarial.

A psicóloga chama de ‘Síndrome Paulistana’ as atitudes que se repetem em inúmeros atendimentos em consultório. “Não se trata de uma doença, mas de um comportamento em massa que é observado nas famílias, principalmente nas pertencentes às classes A e B”, explica. Dentre os comportamentos presentes nas famílias que vivem a Síndrome Paulistana, destacam-se o excesso de cuidado, o isolamento e, principalmente, o ato de não deixar que a criança aja em situações em que poderia tomar a iniciativa e chegar à resolução sem qualquer embaraço. “Explicando melhor, o que percebo é que há sempre um adulto fazendo o que a criança deveria fazer; resolvendo pequenos conflitos por ela – ao invés de ensiná-la a sair deles – e ainda isolando-a do mundo real”.

Márcia Ferreira percebe que crianças na faixa dos 6 ou 7 anos, que estão iniciando o período escolar correspondente ao Ensino Fundamental, apresentam dificuldades de relacionamento e, muitas vezes, de aprendizado. “Este é um período no qual o desenvolvimento intelectual da criança está disponível para a aprendizagem. É uma fase na qual ela se baseia na lógica e na reflexão para resolver problemas, então é esperado que ela tenha maior capacidade de atenção e concentração”. Segundo ela, é comum que os pais troquem os filhos de escola, o que deixa muitas crianças inseguras com o novo ambiente escolar. Mesmo as que permanecem na mesma escola podem apresentar dificuldades com uma nova turma e outro professor. “É uma junção de fatores: a criança precisa assumir responsabilidades – já que, agora, a ‘escola’ exige dela a prontidão necessária à alfabetização – e se vê perdida porque sempre havia alguém fazendo tudo por ela. Antes, ela estava ‘na escolinha’, na qual conhecia bem a professora e seus colegas. Agora, que está em uma sala mais numerosa e, não raro, em um novo ambiente, não consegue se sociabilizar (não faz novas amizades) e tem medo de ir para o lanche sozinha, de perguntar algo à professora, de enfrentar uma disputa por um brinquedo, enfim, a criança não consegue se virar e não aprende”, explica.

Como a Psicologia avalia situações como a ‘Síndrome Paulistana’

Márcia Ferreira explica que a Psicologia mostra que é preciso acompanhar as fases do desenvolvimento fisico, intelectual, social e emocional da criança de maneira que o desenvolvimento global dela se concretize. Assim, a Psicologia divide o desenvolvimento infantil em faixas etárias, nas quais é possível aos pais permitir que as crianças realizem determinadas atividades sozinhas. “É preciso entender que nem sempre a criança está madura o suficiente para aquela atividade, mesmo ela pertencendo à faixa etária determinada. Por isso, é importante avaliar cada caso isoladamente”, ensina. De maneira geral, espera-se que a criança:

Dos 3 aos 6 anos – Brinque em grupo e resolva pequenos conflitos. Essa é a fase na qual a criança desenvolve a iniciativa pelas atividades motoras e exploratórias. É chamada de Fase Concreta, já que a criança aprende tocando, observando. É preciso deixar que ela brinque, pule, corra e realize outras atividades de desenvolvimento motor. “Ao invés de brigar porque a criança pula o tempo todo no sofá, leve-a a um local adequado para que ela pule à vontade. Pular faz parte do mundo dela e do seu envolvimento, já que essa é a fase em que se sobressaem a curiosidade e imaginação da criança, bem como a noção de certo e errado começam a ficar mais evidentes. Em relação aos conflitos, é hora de ela começar a resolvê-los apenas com a orientação dos adultos, como é melhor explicado na tabela abaixo. A criança precisa passar pela disputa com os colegas para se afirmar. Já pode comer sozinha desenvolvendo a independência e auto-confiança, utilizando-se ainda da supervisão dos pais, ajudar em pequenas tarefas domésticas e referentes ao seu material escolar, pode guardar seus brinquedos e procurar o que perdeu em casa, por exemplo. Podem escolher suas roupas – os pais, obviamente, vão guiando suas escolhas conforme o clima – e vesti-las sozinhas. Como é a fase do desenvolvimento motor, elas precisam tocar, pegar as coisas, pentear-se, escovar os dentes. Deixe objetos próximos a elas, como pentes, para que elas realizem atividades por conta própria”.

Dos 7 aos 12 anos – Essa é a fase escolar, na qual a criança vai usar o que desenvolveu no aspecto intelectual, físico e moral para amplia-los, ou seja, ela precisará usar os recursos mentais para aprender a ler, a resolver problemas matemáticos e situações que envolvam o grupo de amigos, já que essa fase é determinada pela escolha de pequenos grupos. Se ela explorou e brincou bastante na fase anterior, terá autonomia para buscar o conhecimento além de casa. Ela perceberá que os pais nem sempre têm as respostas que ela busca, saindo da fase anterior (a concreta) para raciocinar de maneira abstrata. É a confiança que ela adquiriu resolvendo problemas sozinha que a levará a buscar a autonomia que precisa para aprender e se relacionar. Outro detalhe importante é que até os 9 anos a criança tem facilidade para seguir regras e limites impostos. Portanto, é nessa fase que ela deve aprender a respeitar limites. Aos 12 anos, ela passará pela fase de não querer seguir tanto as regras, pois está buscando adquirir um “eu próprio”, mas se aprendeu que o mundo impõe limites a todos não causará problemas. Por volta dos 8 anos, a criança já pode tomar banho sem a supervisão do adulto, desde que tenha aprendido com ele como deve realizar sua higiene.

A psicóloga dá exemplos práticos de situações típicas da Síndrome Paulistana vividas em consultório e mostra como os pais podem agir para ajudar no desenvolvimento da criança, veja alguns deles:


Meu filho está isolado, só pensa em MSN e videogame –“Atitude típica da Síndrome Paulistana, o isolamento cria pessoas sem capacidade para se relacionar”.

- Saia com a criança e o adolescente – “A Síndrome Paulistana faz com que as pessoas se isolem em seus mundos. As crianças passam, então, a usar recursos de comunicação como msn, se dedicam aos jogos virtuais (que, não raros, apresentam toda a violência que os pais querem esconder) e perdem o contato com pessoas reais. Por isso, vale a dica acima: saia para ver o mundo sempre que possível”.

Meu filho faz tudo errado – “Os pais reclamam que precisam até mesmo escovar os dentes dos filhos porque eles não conseguem fazê-lo”.

- É errando que ela aprenderá a fazer suas atividades corretamente – “Melhor do que fazer por ela é ensiná-la. A criança precisa de referências, de alguém a observando e ensinando constantemente. Se um dia você não puder fazer por ela, como ela se comportará?”

Então, fiquem atentos com está mais nova sindrome criada por nós, em decorrência a novas atividades e estilos de vida.

Um voto inconveniente

- VOTO CIDADÃO É VOTO CONSCIENTE - Clique aqui e participe você também.

Nos próximos dias paramos um pouco para pensar quem iremos colocar para administrar nosso dinheiro público, sabe a importância disto? Pense é todo dinheiro que gasta em cada imposto a partir da compra de uma bala simples, até uma casa luxuosa.

A anos todo o povo brasileiro não releva mais este dinheiro, para nós o único dinheiro existente é que se encontra em espécie em nosso bolso ou então pior, no banco...

Entenda uma coisa, pagamos os impostos mais caros do mundo, sabe o que significa ter poder e não querer clamar pelo mesmo, por falta de conhecimento a nível nacional?


Se parou para pensar antes de responder, ou não conhece uma dessas quatro perguntas, então não faça parte da massa que reclama de algo que não conhece. Acho fácil demais criar frases no estilo "são corruptos, são sujos, são deslavados, são caras de pau, são isto, são aquilo". Mas perai! Vamos começar do ponto inicial, ainda, ênfase no ainda podemos votar no candidato que mais chegar perto das nossas idéias de gestão do bairro ou cidade. 

- Ah Julio, mas sou obrigado? Ta doido? Tenho que votar em quem esta ali? Por isto vou viajar... - Ouvi esta frase em 8 de 10 pessoas que debatemos sobre política.

A resposta: Já vi que não conhece o voto nulo, ou deve confundir fácil voto nulo com nulidade do voto..." - Ah mas prefiro viajar...

Ok, tranqüilo, tirem essas férias, mas não exigem algo de algo ou alguém, sendo que você como dono de sua própria necessidade nem ao menos levantou para exercer o único direto que pode mudar realmente o seu estilo de vida.

Esqueça nomes. Hoje políticos são tratados como celebridades... Como chegamos a este ponto? Um vereador tem que ir até a sua casa se necessário conversar sobre as necessidades de pavimentação da sua rua. O prefeito tem que ir até seu bairro falar a todos os moradores sobre as necessidades de segurança. Esse pessoal tem que trabalhar!!!

Mas para que se incomodam, se o erro começa de nós... Sim de nós... Virando a cara para o que acontece no administração de nossa rua, bairro ou cidade, viramos a cara para nosso futuro, e as conseqüências vemos todos os dias no jornal que pagamos caro para ler seja na internet que pagamos, impresso que pagamos, na tevê que alias, pagamos também.

Então eu não entendo quem ainda se acostuma a colocar em sua bagagem palavras sobre política, sem nem ao menos procura entende-la, para que ser, de onde vem para onde vai...

- Um exemplo interessante, é aprender com o vizinho do andar de cima. Norte-americanos, não sendo obrigados a votos, automaticamente endossam o gasto diário de milhões de dólares para guerra no Iraque. Anos de guerra trilhões gastos, eis o mal. Agora existe crediário boletado, em lojas da GM, Gucci. Se gabam de ser democratas pelo voto não obrigatório, mas se o pais de mais capacidade financeira utiliza esta democracia a favor de interesses individuais, imagine em um país onde somos abençoados por ainda não termos desastres naturais, e um povo competente mais literalmente preguiçoso. 

- Praia ao invés de votação - Eis meu ponto.

A postagem no fim fica como desabafo, crédulo de que enquanto todos pensarem ao menos um pouco sobre o voto, já será uma grade vitoria a todos.

Abs, e segue uma música que poucos entendem: