Dia Nacional do Combate a Tuberculose

Em 17 de novembro, comemora-se o Dia Nacional do Combate a Tuberculose. Embora a medicação para o tratamento seja oferecida gratuitamente pelo Governo Federal, a doença é a quarta maior causadora de mortes entre os males infecciosos e continua entre as dez que mais provocam hospitalizações no Brasil.
 
Segundo o dr. Sidney Bombarda, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tsiologia (SPPT), isso acontece porque a doença tem uma relação direta com a desigualdade social e também porque alguns pacientes abandonam o tratamento antes do término previsto. Muitos acham que já estão curados nos primeiros três meses de tratamento, período em que apresentam uma melhora significativa.
 
“O tratamento deve feito, no mínimo, por seis meses”, alerta o especialista. “A interrupção do tratamento pode ocasionar a resistência aos medicamentos que inicialmente têm uma eficácia bastante significativa”. 
 
Dr. Bombarda cita uma estratégia mundial importante no controle da doença, que é o tratamento supervisionado, disponível em todo o Brasil.  Nessa modalidade de tratamento, um profissional de saúde acompanha o uso dos medicamentos pelo doente nas unidades de saúde ou mesmo na sua residência, evitando assim o abandono.  Isso garante o consumo do remédio durante todo o período necessário para a cura da doença.
 
Nesta forma de tratamento, são oferecidos alguns benefícios ao paciente como vale transporte, cesta básica e lanche durante a permanência na unidade de saúde. De acordo com o dr. Bombarda, a estratégia é eficiente e tem um impacto significativo na redução das taxas de abandono do tratamento. O pneumologista ressalta também que os medicamentos são altamente eficazes e, diferentemente de outros países, no Brasil são oferecidos gratuitamente pelo serviço público (SUS). 
 
Para o dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da SPPT, as medidas de prevenção também são muito importantes no combate à tuberculose. A vacina BCG é eficaz principalmente contra as formas graves em crianças, também é gratuita e cobre quase 100% do território nacional.
 
Outra medida de prevenção é a quimioprofilaxia que consiste no uso de um medicamento isoniazido, em pessoas infectadas e com risco maior de adoecimento, como aquelas portadoras do vírus HIV.
 
Mas, sem dúvida nenhuma, a principal forma de prevenção da doença, além do tratamento adequado é o diagnóstico precoce, especialmente porque essa é uma doença transmissível. Para isso, é necessário informação. “É importante que todos saibam que a tuberculose acomete, nos dias de hoje, em torno de 85 mil pessoas no Brasil, e que a tosse é o sintoma mais importante da doença. Se ela persistir por mais de três semanas, pode ser tuberculose e deve-se procurar o serviço de saúde para uma avaliação adequada desse sintoma” explica dr Bombarda.

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Agradeço o dr. Sidney Bombarda pelas informações para publicação sobre o assunto aqui no Juliu's Pub

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