E assim foi a 81ª edição do Oscar 2009

No começo aguardei sempre as alfinetadas pelo Red Carpet, e até então tudo bem. Ryan Seacrest, que um dia foi mas simples, apresentou bem pela E Enterneiment Televison a chegada das novas estrelas do mundo cinematográfico. Deixamos de lado que ele deu uma alfinetada na ótima atriz Marisa Tomei dizendo que fazia tempo que ela não passava por ali, e também quase ignoramos o fato de que ele foi bem rude com as crianças de Slum Dog Millionaire, se recusando a dizer o nomes deles todos por serem indianos. No total falaram apenas "bem" das celebridades. Jéssica Biel que levou um vestido que chamou atenção mais que ela própria e Beyonce que, eu juro, estava vestida de própria estatueta ganhou um positivo dos apresentadores conhecidos como “os sem perdão da moda”.

Após o Red Carpet corri para ver pela TNT com o maçante Rubens Ewald Filho, tecla SAP on, all time e problema resolvido. Começo a assistir o restinho do Red Carpet, desta vez da própria academia, com apresentadores simpáticos. Não tivemos surpresas, as apresentações foram devidas e terminaram no prazo. Oba! Começou!

Vimos pela primeira vez o Kodak Theatre "simples" e até então não sabíamos o que esperar, eis que entra o apresentador Hugh Jackman, nosso adorável Wolverine, já contando o porquê estavam tão simplistas. Crise Financeira Global – Tema do evento: Crise e Esperança. Enfim, aceitamos e ele continuo sua apresentação dizendo que mesmo assim faria um opening digno de Oscars. E lá vai ele feliz da vida começar a apresentação. Com letra bem escritas e não muito diferente de outros anos, Hugh fez uma bela apresentação e em certo momento chamando Anne Hathaway para ajudá-lo, ficaram bem juntos - Dica para os diretores e roteiristas, eles são bons juntos - e foram perfeitos. Junto com placas e boards feitos a mão, a abertura foi bem planejada - pelo orçamento limitado - e foi uma agradável surpresa para algo que seria maçante.



Direto ao assunto. Sem enrolação alguma já começaram as apresentações dos prêmios, ótima surpresa ao novo método de apresentação das categorias de atores e atrizes, na qual cinco já premiados escolhia um dos cinco indicados para falar algo a respeito e logo após descobríamos quem era o ganhador. Legal a idéia, espero que continuem. Nas outras apresentações, nada de novo. Cenários criados para dar ênfase ao que era criado, o apresentador citando e explicando a importância e claro as famosas apresentações de clipes dos filmes.

Do mais o que nos chamou atenção foi Tina Fey que apresentou os prêmios de melhor roteiro e roteiro adaptado, junto com Steve Martin que na minha opinião ficou acinzentado ao lado da nova queridinha das televisões americanas. A apresentação dos dois foi bacana e bem marcante, eles apresentação o prêmio de melhor roteiro e melhor roteiro adaptado. Tina leu o roteiro como fora escrito, assim como Steve, muito inteligente, simples e certeiro no modo de dizer o que é este prêmio. Outra entrega bacana foi com Ben Stiller que imitou a nova fase de Joaquim Phoenix, com uma barba enorme, e claro, teve o ótimo suporte da Natalie Portman que mostrou ter aptidões para comédia.

Por falta de indicações musicais, apenas Slum Dog Millionaire e Wall E estavam competindo, não precisamos ver as apresentações individuais das longas e sonolentas músicas como nos últimos anos. Foi um mashup bem rápido e praticamente indolor. Quando as músicas foram apresentadas os dois indicados, John Legend por Wall-E e A.R. Rahman por Slum Dog Millionaire, fizeram jus. E foi um momento bonito e bem interessante ver Hollywood e Bollywood juntos.



Entradas e saídas, este definitivamente foi o Oscar do timming perfeito. Jackman até adiantou logo no começo chamando os primeiros vídeos dos telões adiantados, e as cortinas demoraram um pouco a abrir. (Alias comentários à parte, os telões eram sim de alta tecnologia, pela autonomia de e ir a todo o momento).

O momento auge foi quando Hugh, deixando transparecer a felicidade, gritou a todos: "Os Musicais estão de volta". Citando isto logo após uma ótima apresentação, mas devo dizer rápida até demais, de um mashup com vários musicais premiados e conhecidos de vários anos. Beyonce acompanhou o host, mas achei um pouco demais chamar o casal High Scholl Musical, Vanessa Hudgens e Zac Afron, para dar suporte à música, assim como o casal de Mamma Mia (Dominic Cooper e Amanda Seyfried) que mal lembramos o nome. Falta de conteúdo ou somente eu achei desnecessário? Não sei, mas além dessas citações, o Oscar praticamente falou de todos os filmes que estavam em cartas em 2008, mesmo que a citação fosse rápida ali estava. O que mostra que a qualidade pode sim cair nos próximos anos.



Nos agradecimentos, os que chamaram mais atenção foram Kate Wislet, bem nervosa mas totalmente grata por finalmente levar a estatueta, e Sean Penn que chamou as atenções para aprovação de lei para o casamento homossexual em todos os Estados Unidos da América.

Claro, Steven Spielberg encerrou bem a noite chamando o filme vencedor, Slum Dog Milionare. Um ponto curioso é que Obama foi citado diretamente apenas uma vez por Sean Penn na cerimônia.

No geral a cerimônia mostrou-se mais modesta a fim de entender e atingir o novo publico deles. Foi-se o tempo da cafonice, e com seus 81 anos poderemos ver um Oscar tentando lutar pela vida financeira – Já que perderam muitos anunciantes e viewers com os anos - , e reencontrar sua identidade pedindo pela ajuda dos mais novos de hollywood. Mas sejamos honestos, nós até que gostávamos um pouco da cafonice, não?

Abs,

Um comentário:

  1. Ahhhh adorei o post, melhor q a ediçao do Oscar desse ano, foi acompanhar o OSCAR com seus comentarios em tempo real no Twitter.

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