1001 Discos Para Ouvir Antes de Morrer

Antigamente quem tinha acesso aos melhores álbuns era considerado um cult nato, um profundo conhecer musical, já que comprar longplays - também conhecidos com o LP - era algo que somente amantes musicais faziam. Até então temos varias opções de leituras sobre como esses álbuns mudaram a face do planeta, pensamentos de grandes potencias, e vida de um simples e ordinário individuo. Musica deixou de ser - desde seu primeiro momento - algo apenas criado para passar o tempo, mostra legitimidade, fala de você, da musica, do artista, do compositor, do mundo, do universo, das coisas que tudo foi, tudo é e tudo quer ser.

Seja de clássica à black music o importante é ter sempre em pensamento quais as músicas que fazem parte da sua vida. Neste caso, qual álbum mudou sua vida completamente. Deixando de lado a parte filosófica e charmosa do assunto, o livro cita de uma maneira rápida e toda ilustrada toda a historia musical do planeta, diga-se de passagem que faltou muito coisa, e muitas outras poderiam não existir na lista. Mas os fatos curiosos são: O livro foi feito por noventa pessoas, entre editores musicais e artistas. Começou como um projeto de Robert Dimery, e quem assina o prefácio, e nada mais nada menos que o renomado Michael Lyndon - Editor e Co-Fundador da revista Rolling Stone. Então, já sabemos o que esperar do livro.

Dentro das suas 960 páginas, 1001 álbuns são discriminados por década desde a década de 1950 até 2005. Retratado na abertura de cada seção é uma peça de equipamento áudio que caracteriza o próprio tempo na qual fez sucesso: um quadro de rádio para a década de 1950, um Garrard giratória para os 60's, Bang e Olufsen um sistema para a década de 70 e assim por diante. O que eu achei bastante perturbador foi a seleção para os 80's: um plástico barato boom box. Talvez um possível prelúdio de que nosso hobbie começara a caminhar para seu cruel destino, abrindo espaço para o mundo digital.

Os álbuns mais notáveis ganharam uma página inteira de descrição e sua importância na época e ganharam uma foto do artista na página oposta. E dentre essas páginas estão as "mini opiniões", dois por página falando de alguns álbuns não tão vendáveis, mas importantes quanto à todos, talvez por uma música ou um tema de capa. Começamos por 1950, uma sessão menor do que as outras. Sem surpresas alguma já que, está em consenso comum, tudo começou no Jazz com a ótimas descrições do álbum de Billie Holiday's Lady em Satin e Miles Davis "Kind of Blue. Eu mesmo já possuía uma Lady In Satin, mas por causa do livro fiquei com vontade de conferir o álbum de Marty Robbins', o Gun Fighter balads and Trail Songs. Logo passamos para a década de 60, que foram divididos entre Folk, Rock, R & B e com o ocasionais Country listados: o título do Loretta Lynn's 1967 primeiro release da carreira, Don 't Come Home A beber' (With Lovin 'on Your Mind) é fantástico, indicado para você que gosta de música ou não. A década de 1970 mostra a evolução da música popular, com a mudança Punk e New Wave. The Clash e Blondie estão incluídas aqui, e mais do que justo devo dizer. O que me surpreendeu foi a inclusão do álbum de estréia da banda Cars, acredito que poderiam ter selecionado o álbum Candy O, ao inves.

Década de 1980 a frente encontrará uma vasta lista de grandes nomes, e partindo dai já a decadencia do longplay, mas confesso que o livro perdeu-me de 1990 a 2005: Só pelo fato de destacarem muitos álbuns de RAP, considero claro uma revolução, mas ele evolui ao black comercial, e será que isto é musica boa e necessária para ouvir antes de morrer?

O curioso do livro é abrir debates calorosos entre amantes de músicas, como por exemplo: Kiss "1976 LP Destroyer foi listado. Em minha opinião passa longe de dizer o que é, e o que foi a banda. Uma melhor escolha teria sido Alive!. Lançado em 1975, ou o mais tarde Alive II a partir de 1977. O único álbum solo Eric Clapton listados em todo o livro é 461 Ocean Boulevard. Acredito que deixaram passar outros álbuns também mais interessantes, mas feito a 90 mãos, podemos aguardar que cada um teve sua motivação pessoal posta a prova também.

O livro em si é próprio que todo amante de música deve ter, não precisa ouvir os 1001 álbuns. Acredito que o fator mais importante é sugerir à determinar que todo conteúdo do livro seja obrigatório. Muitos já criticaram, outros elogiaram. Se por um lado chega a ser um livro polêmico por outro me anima em ver que a nova geração iPod anda procurando as “velharias clássicas’ que influenciam até hoje sempre uma nova geração.

Meu exemplar permanecerá na minha mesa de centro, e as páginas serão marcadas com Post Its não só para mim, mas também para todos que me visitam. Até por que sempre será uma boa dica para abrir uma conversa com amigos ou até mesmo uma idéia boa para comprar meu próximo álbum. Seja como for, um livro eu indico a todos os amantes da boa música.

Abs,

4 comentários:

  1. Oi Julio.
    Este negócio de listas é sempre polêmico, cada um tem a sua, mas se trata de uma bela indicação - motivo para conversas interessantes e audições idem.
    Um abraço.

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  2. Olá!!


    Passei para
    lembrar-lhe que,

    Segunda-feira dia 09
    é dia de Blogagem Coletiva!

    Sucesso para todos nós!


    Abs,

    ResponderExcluir
  3. Olá!!


    Passei para
    lembrar-lhe que,

    Segunda-feira dia 09
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    Sucesso para todos nós!


    Abs,

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