Em memória: Zé Rodix (1947 - 2009)

O cantor e compositor Zé Rodrix, 61, faleceu na madrugada desta sexta-feira em SP. [+ info]

Rodrix, cujo nome de batismo é José Rodrigues Trindade, apareceu para o grande público em 1967, em um festival da Record.

Sua carreira ganhou destaque nos anos 70, quando trabalhou com o grupo Som Imaginário [banda criada para acompanhar uma turnê de Milton Nascimento] e ao lado dos músicos Sá e Guarabyra. O trio se transformou em ícone do chamado "rock rural".

Entre as canções mais famosas de Zé Rodrix estão "Casa no Campo", famosa na voz de Elis Regina, "Mestre Jonas" e "Soy Latino Americano".

Nas décadas de 80 e 90, Rodrix abandonou a carreira musical para se dedicar à publicidade.

Em 2001, voltou a se reunir com os companheiros Sá e Guarabira para uma apresentação do "Rock in Rio". No mesmo ano, o trio lançou um DVD ao vivo, reunindo seus maiores sucessos: "Sá, Rodrix & Guarabyra: Outra Vez Na Estrada - Ao Vivo".

Em memória adiciono abaixo uma de suas ultimas entrevistas, esta é com o nosso amigo pessoal Thunderbird:








Passagem de domingo.























Bom começo de semana à todos.

abs

Blogue Congelado!


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Sinta as mãos sujas e diga não à escravidão

Para comemorar os 121 anos da abolição da escravatura, a agência Sagarana vai distribuir 10 mil mídia cards em 50 estabelecimentos da capital paulista. Em cada card, que sujará as mãos de quem o pegar, vem a pergunta: você também vai lavar as mãos para esse assunto?

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Quem for a 50 bares e espaços de lazer e cultura em São Paulo, a partir do dia 9 de maio, terá uma surpresa incômoda, mas que nada tem a ver com o sabor da comida ou a mensagem do filme. Cerca de 10 mil mídia cards (Mica) serão distribuídos nesses locais e quem segurá-los irá sujar as mãos de carvão. A intenção é conscientizar a sociedade sobre a existência, ainda nos dias de hoje, de trabalho escravo – mesmo 121 anos após a abolição da escravatura, data que será comemorada no dia 13 de Maio.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está apoiando a “Campanha Escravidão Não”, ainda existem no Brasil 25 mil escravos. Escrito no card, vem o questionamento: “Olhe para suas mãos. Iguais a elas, sujas, as de milhares de escravos em carvoarias pelo mundo também ficam. (...) Acesse o site Escravidão Não e ajude a combater essa exploração, ou faça como muitos e lave as mãos para este assunto”.

No site dedicado à “Campanha Escravidão Não”, há mais informações e também uma petição on-line. O objetivo é coletar mais de 1 milhão de assinaturas e formar uma pressão pública para que o Congresso vote a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que endurece a punição aos maus empregadoras e está parada na Câmara dos Deputados desde 2004. A Campanha é organizada pela Sagarana, agência de comunicação de interesse das pessoas sediada em São Paulo.

“Queremos encarar esse assunto tão terrível de frente e levantar a discussão sobre como é possível existir trabalho escravo 121 anos após a abolição da escravatura e em pleno século XXI. Temos de combater essa prática inaceitável punindo severamente os maus empregadores, mas também conscientizando a sociedade. Não podemos nos omitir”, afirma Guilherme Stella, sócio-diretor da Sagarana.

Entre os estabelecimentos onde serão distribuídos os cards estão locais badalados, como os bares Genésio, Filial e Sacha, na Vila Madalena, espaços culturais de relevância, como a Pinacoteca do Estado, o Museu de Imagem e do Som (MIS) e o Teatro Ruth Escobar, e Universidades e Faculdades, como a Pontifícia Universidade Católica (PUC), o Mackenzie e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“Escolhemos locais frequentados por gente jovem e formadora de opinião. São eles que temos de engajar na busca de um país mais justo e de um futuro melhor”, diz Stella. E você? Também vai levar suas mãos?

Agradecimentos àFernando Kadaoka e Geralda Privatt pelas informações.

abs,

0% de Imposto na Música





A bancada do Amazonas na Câmara apresentou, dia 15/04/2009, uma sugestão de acordo para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07, que garante isenção de tributos sobre a produção de CDs e DVDs no País. A PEC tem o apoio dos músicos, sobretudo os independentes, mas sofre resistência dos parlamentares amazonenses, que temem por demissões no pólo de CDs instalado na Zona Franca de Manaus. O deputado Marcelo Serafim (PSB-AM) detalhou a proposta do acordo durante audiência pública na comissão especial que analisa a PEC. Segundo ele, a isenção valeria para toda a cadeia produtiva dos CDs e DVDs no País inteiro, exceto para a reprodução e a distribuição - que já são feitas hoje em Manaus com uma carga tributária bem inferior à dos demais estados. "Na Zona Franca de Manaus, paga-se em torno de 4% de imposto. Se for feito um CD em qualquer outro lugar do Brasil, paga-se 40%. É por isso que toda a reprodução de CDs e DVDs é feita em Manaus. Então, queremos manter a indústria e os 20 mil empregos diretos e indiretos na cidade", ressaltou. "Por isso, aceitamos a imunidade tributária em toda a cadeia produtiva dos CDs e DVDs, mas com uma ressalva: que a reprodução e a distribuição tenham imunidade tributária só em Manaus", completou.

Pirataria

O autor da PEC, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), admitiu estudar a proposta da bancada do Amazonas, mas argumentou que a matéria não tem tanto impacto na Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a PEC também visa a reduzir custos de produção e baratear o preço final de CDs e DVDs, além de ajudar a combater a pirataria. "As músicas hoje são cada vez menos vendidas em CDs e mais por meio de downloads. Vou trabalhar em busca de um denominador comum, mas não abro mão dos ganhos que a proposta dará para a música brasileira", ressaltou.

Felipe Radicetti, representante do Núcleo Independente de Músicos, defendeu a imediata aprovação da PEC. "Como músico independente, não tenho uma gravadora nem a possibilidade de me relacionar com as lojas para distribuir o meu CD. Quando vou produzir a música gravada, tenho que arcar com todas as despesas primárias e secundárias", disse. "Toda a cadeia de impostos, que vai em cascata, recai sobre o artista independente. Por isso, defendo a aprovação imediata da PEC, que vai, de fato, facilitar a retomada do crescimento do setor em todos os elos da cadeia produtiva", acrescentou.

Otimismo

O presidente do colegiado, deputado Décio Lima (PT-SC), acredita que haverá consenso para a aprovação da PEC: "Estamos bem próximos de oferecer ao Plenário da Câmara uma disposição constitucional que não agrida os interesses do modelo de desenvolvimento da Amazônia e, ao mesmo tempo, dê uma blindagem à produção musical brasileira."

Veja o vídeo:



A música brasileira pede ajuda à todos, músicos e todos que apoiam o mundo fonográfico brasileiro, assine o abaixo-assinado para conseguirmos 0% de imposto na música brasileira o mais rapido possivel.

Clique no banner, assine e divulgue.

abs,

Diga-me com quem andas e te direi se é HIV Positivo!

A ridicularidade de nossos eleitos - ainda estou descobrir os eleitores - não tem limites. A última nova é direto do Rio de Janeiro, na qual recebemos uma particularidade que vem em pacote de Emenda. Algo que, sinceramente, achei que poucos politicos conheciam. Veja abaixo:

PROJETO DE LEI2204/2009

            EMENTA:
            OBRIGA A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE A TER UM BANCO DE DADOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Autor(es): Deputado JORGE BABU


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
    Art. 1º A Secretaria de Saúde divulgará, em seu site, os nomes dos soro-positivos, cidadãos contaminados com HIV/AIDS, em todo Estado do Rio de Janeiro.

    Art. 2º Tal listagem receberá atualizações mensais, constando seus nomes completos e Cadastro de Pessoa Física – CPF.

    Art. 3º Todos os cidadãos contaminados com o vírus HIV deverão portar identificação própria de sua condição.

    Art. 4º O portador de tal documento, terá prioridade no atendimento emergencial hospitalar da rede pública.

    Art. 5º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 14 de abril de 2009.


    Deputado JORGE BABU


Só o fato de ler isto já causa afronta a todo e qualquer bem comum. Reza a lenda que tal lei faria uma melhoria ao atendimento para quem for Soro Positivo, ok. Mas em troca de que mesmo? Ah sim, da liberdade, bom senso humanitário, falta de privacidade... Já vivemos em um mundo complicados o suficiente para ter que enfrentar algo deste tipo em nosso país.

Crie casas, abaixe imposto, faça a segurança no Rio de Janeiro funcionar... Mas gastar tempo em fazer leis que não tem sentido algum é dar um tapa em nossa cara e dizer "lero, lero. Eu faço por que quero!". Poxa. Alguém mais vê isto ou só eu?

Lembrei-me de um texto de Millôr na qual reproduzo aqui:

Conhecido meu, chamemo-lo (!) de Antônio, sentindo ardores estranhos naquilo de que, segundo Freud, as mulheres têm inveja, mandou examinar sua urina num famoso laboratório, em Copacabana. Quando foi buscar o resultado do exame, entre outras pequenas irregularidades detectadas, veio o golpe brutal por parte do médico: estava com Aids!

Aids, ô meu! Não acreditou. Aids nele? Como pode? Era casado, tinha filhos, sempre fora exclusivo da mulher, e agora não só estava condenado à morte, mas a morrer em vergonha.

Procurou o médico responsável pelo exame, exigiu a presença do responsável pelo laboratório, acabou cercado por quatro laboratoristas. Todos, delicadíssimos, lamentaram o resultado, mas foram taxativos; eram profissionais de longa data, a aparelhagem com que trabalhavam era de última geração, tinham por norma rechecar quatro vezes os resultados antes de entregá-los aos pacientes - não havia a menor possibilidade de erro. Aconselharam-no até a procurar mais um ou dois laboratórios, única maneira de assegurar-se.

Meu conhecido saiu dali arrasado. Em pânico, comunicou à família o resultado do exame. Espanto geral. Logo a descrença geral. Não era possível. Mas também a desconfiança peçonhenta de um cunhado canalha: ''O Zé, hein?''

Depois de dois dias sem dormir nem comer, Antônio resolveu fazer novo exame. Mas aí, em vez de procurar novo laboratório, preferiu testar o mesmo que tinha feito o exame anterior. Urinou num frasco, pediu à mulher que fizesse o mesmo, à filha de 12 anos, à sogra, e, por último, num gesto de raiva e desafio, derramou no frasco dois dedos de Ballantine's.

Levou tudo ao laboratório. O chefe laboratorista recebeu-o com respeito e disse: ''O senhor tem todo o direito de fazer isso, pedir novo exame. Nós estamos seguros, mas o senhor não tem obrigação de estar. Nem vamos cobrar. Vou mandar três de nossos especialistas examinarem o seu fluido, sem que um saiba que os outros fazem o mesmo exame. Vai demorar um pouco. Quarenta e oito horas.''

Exatas quarenta e oito horas depois Antônio voltou ao laboratório. O chefe laboratorista, cercado pelos auxiliares, apresentou Antônio a todos e disse:

"- Lamento comunicar, senhor Antônio Silmar, mas o resultado é, novamente, positivo. O senhor realmente tem Aids. Mas sua mulher está com diabete C. Sua filha está grávida. Sua sogra não é mais virgem. E, pior, o Ballantine's é falsificado".


É isto Brasil!

Link para o Projeto de Lei aqui.

abs,