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R$500 bilhões em impostos!

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) marcará na tarde dessa terça-feira, 30 de junho, por volta das 15h20, R$ 500 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Em 2008 este valor foi alcançado cinco dias antes, em 25 de junho. Em 2007 foi no dia 22 do mesmo mês.

O “Impostômetro” foi inaugurado em 20 de abril de 2005. Pela Internet (www.impostrometro.com.br) qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros de acordo com os Estados e Municípios. O sistema informa também o total de impostos pagos desde janeiro de 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro de 2010.

O Impostômetro está instalado no prédio da ACSP, rua Boa Vista, 51, Centro, e na internet, no endereço: www.impostometro.com.br

Por quem choras?

Pelo icone ou pelo ser humano?



Video indicado por minha Luz, Luma

abs,

Reichsorchester

Assisto a "Reichsorchester: The Berlin Philarmonic and the Third Reich" em DVD. Como o título indica, é um documentário de Enrique Sánchez Lansch sobre a Filarmônica de Berlim durante o nazismo. Gravações de época. Fotos de arquivo. Entrevistas com alguns músicos que atravessaram o Reich. E, nas palavras dos próprios, ou dos filhos dos próprios, a certeza de que a Filarmônica nunca foi uma "organização nazista", mas antes um corpo artístico e "apolítico".

Difícil acreditar nessa versão. Se esquecermos que, depois de 1945, a Filarmônica passou pela sua fase de "desnazificação" (como o resto da sociedade alemã), a Filarmônica viveu, cresceu e atuou sob a proteção do Ministério da Propaganda. Que o mesmo é dizer: Goebbels poupava os músicos dos horrores da guerra desde que eles continuassem a exibir-se pela Alemanha e, claro, por alguns países "amigáveis", ou neutrais, como Espanha ou Portugal. Quem, em juízo perfeito, recusaria esse pacto com o diabo?

Não atiro a primeira pedra. Os músicos da Filarmônica, como o resto da sociedade alemã, não viam o que não queriam ver: vizinhos que desapareciam da noite para o dia; perseguições antissemitas; cidades destruídas; mortos e estropiados. Não admira que o momento mais impressivo do documentário aconteça quando um velho músico, já depois da reunificação alemã, visita a aldeia olímpica de Berlim e recorda o concerto ali ocorrido nos últimos meses da guerra, quando a derrota alemã era certa e os soviéticos já vinham a caminho.

Conta o velho músico que, nessa noite, enquanto tocava, olhou para o auditório e viu o espaço povoado por figuras fantasmagóricas: soldados recém-chegados da frente, com as marcas físicas da destruição. Sentimentos contraditórios: alívio, porque a arte lhe permitiu sobreviver com o corpo intacto; mas culpa, porque a alma não estava propriamente intacta. E um pensamento consolador: apesar do inferno, os soldados ali presentes fechavam os olhos e, por uma hora que fosse, entregavam-se apenas à música. Simples.

abs,

Feliz nosso dia! <3

Para: Minha Luz





"A nossa história está sendo escrita
na ternura e intensidade
que compõe o verbo AMAR,
da tinta que escorre entre os sonhos,
dos caminhos e das noites de luar
onde os gestos afagam o tempo,
o calor afasta os medos e as
nossas bocas desenham segredos..."

"Ensinou-me a caminhar feliz,
plena de vida e paz.
Juntos construimos com amor,
o paraíso de nossa eternidade."

"Eu estou aqui
Haja o que houver
Espero por ti"

"Toi mon amour,
Je voudrais chaque jours être avec toi
Pouvoir te serrer dans mes bras
Te dire que j'ai envie de toi"

"Se tu me amas, ama-me baixinho
Não o grites de cima dos telhados
Deixa em paz os passarinhos
Deixa em paz a mim!
Se me queres,
enfim,
tem de ser bem devagarinho, Amada,
que a vida é breve, e o amor mais breve
ainda…"

"(...)Só sei que, em pouco tempo,
nossas almas se reconheceram
e descobriram que nunca mais
poderiam se separar..."

-

Declaro para o mundo
Eu te amo
E muito!
Eu te quero
Para sempre
Te adoro
a cada segundo

Para mim
O infinito existe
No amor
Que por ti sinto
És a mulher da minha vida

Agradeço a papai do ceu
à deixar eu te encontrar
E contigo ficar
E agora com todo amor
Declaro de alto e bom tom

Eu te amo por toda vida!

Reconhecimento é o que ainda falta

A Parada do Orgulho Gay que acontece todos os anos em São Paulo, a maior do mundo, é o momento de maior visibilidade do segmento GLBTT (Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transgêneros). A Parada virou uma grande festa, um grande carnaval. Mas, não podemos esquecer o seu sentido verdadeiro: uma manifestação popular pelo reconhecimento, aceitação e direitos à igualdade, dignidade e liberdade, tal como assegura a Constituição Federal.

O manifesto não é apenas uma festa. A organização da Parada do Orgulho Gay tenta manter vivo o propósito do evento, organizando todos os anos um ciclo de palestras. Esses debates têm como objetivo apresentar à população o que pode ser e o que está sendo feito pela evolução dos direitos do segmento. No espaço de um ano que separa a última Parada dessa que ocorre no próximo domingo, inúmeras foram as conquistas obtidas no tocante ao reconhecimento de direitos. Mudanças ocorreram, mas ainda estão muito longe do ideal perseguido. É necessário um maior engajamento e uma participação mais efetiva da sociedade, como ocorre em Guarulhos, a segunda maior cidade do Estado de São Paulo, onde o vereador José Luiz Ferreira Guimarães, o Zé Luiz, apresentou à Câmara Municipal um projeto de lei propondo a criação do "dia municipal contra a homofobia", em 17 de maio, com a obrigatoriedade de realização de atividades públicas a favor da livre orientação sexual.

O Judiciário vem contribuindo largamente para a evolução dos direitos. Teve um papel de grande relevância durante o último ano como o Poder que mais e melhor trabalhou para a concretização dos avanços. As vitórias recentes reconhecem o direito à pensão de companheiros, adoção de crianças por casais do mesmo sexo e até mesmo o registro de nascimento em nome de ambos os companheiros. Porém, a mais importante meta ainda não foi atingida: o reconhecimento, por lei, do direito de os homossexuais estabelecerem união estável, o que é fundamental para garantir o acesso a outros tantos direitos: o de participar da herança do companheiro falecido, o de partilhar bens ou pensão na separação do casal, entre outros já largamente exercidos pelos casais heterossexuais. Trata-s e de reconhecer a igualdade da forma de tratamento dos cidadãos, independentemente de sua orientação sexual.

O Legislativo tem trabalhado em prol da proteção do segmento com a elaboração de projetos de lei que visam à criminalização da homofobia e que permitiriam a adoção por casais homossexuais, a união estável, ou seja, a igualdade de uma forma ampla. Mas entraves surgem a todos os momentos, sendo o andamento dos projetos de lei estancado, muitas vezes, pelas atuantes bancadas religiosas.

É importante notar que existe lei que criminaliza o preconceito em função da religião. Mas, são esses, os protegidos da discriminação que obstam o tramitar de um projeto de lei, que insistem em discriminar os homossexuais. Uma das lutas no Congresso é exatamente a de aprovar lei que proíba a discriminação em relação à orientação sexual. A importância disso não merece detalhamento, já que todas as conseqüências são conhecidas e repetidas diariamente considerando-se que o Brasil é o campeão no ranking dos países onde ocorrem mais mortes em razão de orientação sexual. A cada dois dias um homossexual ou transexual é assassinado em nosso país, onde a tolerância é ignorada por uma parte expressiva da sociedade.

Inúmeros países já admitem a união civil e até o casamento entre parceiros do mesmo sexo, e também o direito à adoção de crianças. Tudo por leis e não por decisões do Poder Judiciário que, apesar de extremamente positivas em muitos casos, não têm força de lei.

No Brasil, o Judiciário manifesta seus conflitos internos diariamente. Alguns julgadores reconhecem a união estável entre pessoas do mesmo sexo. Outros não. A discussão chegou a Superior Tribunal de Justiça (STJ) e, em uma votação apertada, por três votos a dois, decidiu-se caso apresentado nos anos 80, a favor de casal homossexual. Sua demanda poderia, por fim, ser apreciada em Varas de Família, onde se analisam, como o próprio nome diz, questões que envolvem famílias, crianças e tudo o mais que seja ou tenha sido regido, em algum momento, pelas relações de afeto. Isso porque há pouco se discutia tais demandas em Varas Cíveis, que tratam de relações comerciais, cíveis, patrimoniais, tratando as relações homoafetivas como sociedades comerciais e não como relação de amor.

Lentamente, a mentalidade da população vai se transformando de forma positiva. Os interesses e necessidades dos homossexuais crescem e o reconhecimento de seus direitos também. Para isso, o segmento busca socorro no Poder Judiciário, que fica obrigado a pronunciar-se favoravelmente às causas, diante de tantas demandas no mesmo sentido. O posicionamento do Judiciário pressiona, mesmo que indiretamente, o Legislativo, acarretando no surgimento de projetos de lei. Consequentemente, assim, podem surgir as normas que tanto se espera. Mas o Brasil titubeia. A população titubeia e o Judiciário ainda o faz. Enquanto nossos julgadores conflitam sobre a concessão de direitos elementares, os pleitos já são outros, de maior complexidade, de um patamar mais elevado.

Agora nós resta saber o que toda a população que em si com tantos assuntos pendentes a resolver, tem a responder sobre o homossexualismo.

abs,

A Mega-Enquete Européia

Falo ao telefone com um amigo e jornalista brasileiro que confessa a sua ignorância sobre as "eleições europeias". O assunto, pelos vistos, não entusiasma os brasileiros. Mas ele, por dever profissional, terá que escrever matéria a respeito. Por onde começar, pergunta-me, em tom de evidente desespero?

Fácil: escrevendo simplesmente que as eleições europeias interessam tanto aos brasileiros como aos próprios europeus. Ele ri e julga que faço piada. Eu não rio e ele percebe que não faço piada. A União Europeia gastou 20 milhões de euros em propaganda forte para levar os europeus às urnas. A partir de quinta-feira, quando ingleses e holandeses inaugurarem a maratona eleitoral, é provável - corrijo: é inevitável que 60%-70% dos europeus simplesmente não votem. Um drama?

Nem por isso. O Parlamento, criado em 1958, nunca se distinguiu por sua vocação democrática. Só em 1979, por exemplo, a elite burocrática de Bruxelas entendeu que talvez não fosse má idéia umas eleições democráticas para o seu parlamento largamente inútil e ineficaz.

As eleições realizaram-se a partir de então. E o primeiro paradoxo do "projeto europeu" está precisamente aqui: o Parlamento Europeu foi crescendo em importância na maquinaria política da União; mas os eleitores foram abandonando, também crescentemente, qualquer interesse pela maquinaria política da União.

Mas os paradoxos não acabam aqui. Existe um segundo paradoxo: os europeus não se interessam pela Europa; mas, às vezes, existe uma súbita paixão pelos assuntos europeus e o povo resolve pronunciar-se. Aconteceu quando franceses ou holandeses recusaram a "constituição" européia. E qual foi a atitude dos burocratas europeus perante a recusa da "constituição"?

Se a União Européia fosse um organismo verdadeiramente democrático, as decisões dos europeus seriam respeitadas. Não foram. A "constituição", recusada por franceses e holandeses, apareceu com novo nome e novas vestes sob o título simpático de Tratado de Lisboa. Muitos dos governos europeus, temendo nova reação democrática (que horror!), apressaram-se a ratificar o tratado em seus parlamentos, sem qualquer consulta popular. Mas aparece sempre alguém para estragar a festa.

Foi a Irlanda. Levados às urnas, os irlandeses recusavam o Tratado de Lisboa. Teoricamente, e uma vez mais, a recusa dos irlandeses deveria enterrar a "constituição", perdão, o Tratado de Lisboa. Mas a União Européia não existe para respeitar as decisões democráticas dos europeus. Ainda este ano, os irlandeses serão novamente convidados a votar o Tratado de Lisboa. Se não responderem de forma "apropriada", eu nem quero imaginar o que vai suceder aos pobres irlandeses.

Foi assim que chegámos a 2009 e às eleições que começam quinta-feira. E é assim que chegamos à pergunta inevitável: se a Europa não respeita os europeus, por que motivo os europeus devem respeitar a Europa?

Felizmente, a maioria não respeita. Falando apenas de Portugal, a abstenção estará de acordo com a média geral. Os políticos lusos fazem apelos lancinantes à participação do povo. Alguns falam mesmo na necessidade de adotar o "voto obrigatório", o que seria a suprema consumação da farsa. Os portugueses, povo abençoado, nem os ouvem. No domingo, quando chegar a nossa vez, estaremos todos, ou quase todos, na praia, no campo, no bar ou no cinema.

E os que votam? Os que votam estarão interessados, não em eleger os "deputados" europeus - mas em premiar, ou castigar, os partidos nacionais. No papel, as eleições elegem um novo Parlamento Europeu. Na prática, toda a gente sabe, a começar pelos partidos, que as eleições são uma espécie de mega-enquete para avaliar a popularidade dos governos. E, no caso especificamente português, uma espécie de primeiro turno das eleições legislativas que teremos no final do ano.

abs