Compaixão da Morte

Diversos jornais do mundo publicaram recentemente a notícia do apresentador britânico Ray Gosling, que confessou na TV ter matado por piedade seu amante em estado terminal. Gosling afirmou, em programa da BBC, que sufocou no hospital o namorado que sofria terríveis dores em decorrência do vírus HIV. Seu comportamento teve como motivação um pacto, selado por ambos, em que optaram pelo suicídio assistido como solução para o sofrimento insuportável. De acordo com os noticiários, o caso acordou a discussão no Reino Unido sobre eutanásia e suicídio assistido.

Como avaliar do ponto de vista da moral cristã a decisão de Gosling? Será que tal comportamento motivado pela compaixão se justifica? Para respondermos a tais questões, devemos entender, primeiramente, o significado de eutanásia. Do grego eu = bom, e thanatos, = morte, o termo eutanásia significa a "boa ou doce morte". Na encíclica O Evangelho da Vida, o Papa João Paulo II afirma o seguinte: "Por eutanásia, em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma ação ou uma omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento".

O Papa vê nessa prática um dos sintomas da "cultura da morte" e denuncia o crescimento de uma mentalidade que marginaliza as pessoas idosas, deficientes e vulneráveis. A partir de critérios de eficiência e produtividade, essas vidas são consideradas descartáveis. Sendo assim, o melhor a fazer é eliminar tais pessoas, recorrendo a argumentos como respeito à autonomia e direito à morte.

No entanto, antes ainda de falar do direito à morte, temos de lutar para que o direito à vida já existente seja honrado, até porque muitas vezes esse maravilhoso dom é abreviado "antes do tempo", em escala social, por causa da violência, da pobreza, da falta de recursos socioeconômicos que garantam a todos o direito não só de viver, mas de viver com dignidade. É chocante, e até irônico, constatar que a mesma sociedade que nega o pão, o emprego, a saúde, a educação, pretenda oferecer, como prêmio de consolação, a mais alta tecnologia para "bem morrer".

A decisão tomada pelo apresentador britânico recai em um caso particular de eutanásia, ou seja, o suicídio assistido. Também na encíclica O Evangelho da Vida, o Papa esclarece que o suicídio, sob o perfil objetivo, é um ato gravemente imoral, "embora certos condicionamentos psicológicos, culturais e sociais possam levar uma pessoa a realizar um gesto que tão radicalmente contradiz a inclinação natural de cada um à vida, atenuando ou anulando a responsabilidade subjetiva".

A tradição da Igreja sempre recusou o suicídio como escolha gravemente má porque "comporta a recusa do amor por si mesmo e a renúncia aos deveres de justiça e caridade para com o próximo, com as várias comunidades (família, amigos, Igreja, trabalho etc.) de que se faz parte e com a sociedade no seu conjunto". E a sociedade, o que diz? Até agora, nada.

Sendo assim, o chamado suicídio assistido, ou seja, o compartilhamento da intenção de alguém suicidar-se, ajudando-o a realizar tal ato, significa "fazer-se colaborador e, por vezes, autor em primeira pessoa de uma injustiça que nunca pode ser justificada, nem sequer quando requerida".

A avaliação moral da eutanásia e do suicídio assistido deverá sempre considerar que a vida humana é inviolável, ainda que marcada pelo drama da dor e do sofrimento. Ninguém, por sua própria vontade, se dá o direito de vir à existência. A vida é dom - seja ele divino ou científico. Da mesma forma, ninguém tem o direito de matar quem quer que seja ou destruir sua própria vida. Além disso, devemos rejeitar toda e qualquer consideração utilitarista da vida humana.

Deve-se buscar sempre o verdadeiro motivo que leva alguém a pedir a morte. No fundo das várias solicitações de eutanásia e de suicídio assistido, existem profundas angústias, experiências de solidão, abandono e falta de solidariedade. O que a pessoa realmente necessita é de melhor assistência, tratamento personalizado, espiritualidade e muita ternura humana. A pessoa deve ser valorizada de modo integral, não só como um "corpo" doente, mas como pessoa, alguém que possui um nome, um rosto, uma história, uma dignidade a ser defendida e promovida. É fundamental que o cuidado integral em relação ao enfermo na fase terminal seja ainda mais humanizado.

Ao paciente que se encontra diante da morte iminente e inevitável e também àqueles que estão ao seu redor - sejam familiares, amigos ou profissionais de saúde - deve ser dada toda ajuda possível para que enfrentem com naturalidade a realidade dos fatos, encarando o fim da vida não como uma doença, para qual se deva achar a cura a todo custo, mas sim como condição que faz parte do nosso ciclo natural.

E você, o que faria?

abs,

Escolhidos a esmo

Quando o ônibus espacial Atlantis decolou, em novembro passado, o comandante Jeff Williams levava com ele um globo de plástico. Diante de uma câmera, contemplando pela janela, rodou nosso planetinha e parou, assim com o dedo a esmo, em cima de uma cidade.

Um repórter e um cinegrafista da rede CBS partiram para lá. A primeira cidade foi na Índia, Rewari, ao sul de Nova Déli, nordestinamente pobre, com um milhão de habitantes.

Diante de várias testemunhas numa praça, ele, o repórter, pegava um guia telefônico da cidade, abria numa página qualquer, e punha o dedo embaixo de um nome. E saía em busca. O repórter contou que na cidade nunca tinham visto um americano e o personagem "dedado" no guia "jamais veria um": era cego.

O senhor Kushirani era professor mas ficou cego aos 20 anos por alguma doença nunca bem diagnosticada. Hoje, aos 78, ele ganha US$ 4 por dia moendo trigo.

Com poucos dentes na frente, não tem muito a dizer, mas a vida em volta dele conta uma rica história.

Na casa, grande e limpa, vivem 13 parentes de quatro gerações. O filho mais velho tem uma pequena construtora, outro tem uma lanchonete. O ambiente é de prosperidade e o inusitado é a conta bancaria: só uma para todos os parentes. Quem precisa, pede e recebe. Prosperidade com atrito zero, uma lição de comunismo doméstico bem sucedido e intransplantável, que começou com um casamento harmonioso e já dura 57 anos.

A segunda dedada do astronauta levou a equipe para Liejapa na Letônia, antiga União Soviética. Com outra dedada no guia telefônico a equipe chegou à academia de ginástica de Mr. Sveldukus, um homem bonito de 50 anos, olhos azuis, corpo de Arnold Schwarzenegger nos bons tempos.

Quando criança, o letão teve uma hepatite grave e ficou raquítico. Era criança deboche. Um dia assistiu ao filme "Hércules", com Steve Reeves, e descobriu um modelo.

No comunismo, as academias de beleza e o fortalecimento corporal eram símbolos da decadência ocidental. Proibidas e desprezadas. Musculatura, só para fins olímpicos. A cidade, à beira mar, tinha um porto onde o raquítico comprava revistas de musculatura dos marinheiros no mercado negro. Exercitava às escondidas e cresceu, cresceu...

Quando o muro de Berlim caiu, em novembro de 89, o patola "saiu do armário" para as capas de dezenas de revistas europeias. Está superfeliz, próspero e casado com uma mulher mais bonita do que ele.

A última viagem da série levou a equipe à cidade de Mascate, no muçulmano Omã, perto do Iêmen. O guia telefônico levou o repórter judeu e sua câmera à casa de Abdulah Shikaly, que o recebeu com um banquete tradicional e uma história ainda mais saborosa.

Nasceu em uma família tão pobre que morava, de graça, em ruínas milenares, sem água nem esgoto, no deserto. Nunca passou um dia na escola nem teve um centavo no bolso antes do primeiro emprego.

Aos 21 anos, foi um dos cinco contratados para trabalhar numa companhia americana de exploração de petróleo. As condições eram tão abomináveis que Abdulah organizou a primeira greve na história do país. E venceu. Melhorou a situação dos empregados e sua capacidade de liderança, em vez de castigada, inteligentemente, foi premiada. Hoje, rico, ele ensina outros engenheiros a procurar petróleo.

Na década de 80, fascinado com as possibilidades das mudanças no Brasil e inspirado numa série de reportagens da CBS chamada "On The Road", com Charles Kuralt, lembro de alguém sugerir ao então diretor de jornalismo da Globo, Alberico Souza Cruz, uma série que se chamaria "No Coração do Brasil". Sairia do Amazonas e chegaria ao Rio Grande do Sul, ou vice versa, um carro/casa para fazer reportagens com pessoas, animais, plantas, enfim, com o que fosse interessante em cada cidade.

A ideia do guia telefônico nunca me ocorreu porque nem pensei que haveria guia telefônico na roça. Acho que anos depois o Jornal Nacional fez uma série parecida e muito bem produzida com o Pedro Bial.

A ideia do "encontro às cegas" é ainda mais fascinante neste mundo muito maior criado pela internet. Esta semana, o site revolucionário é o Chatroulette. Você entra, clica e não sabe quem vai encontrar.

Pedi uma colega, Angélica, produtora executiva de TV, para dar uma olhada e ver se valia a pena colocar no programa "Manhattan Connection" [GNT]. O primeiro personagem que ela encontrou foi um homem zarolho de tão afoito, em plena masturbação.

Ele com certeza tinha uma história para contar, mas a Angélica não quis interromper o embalo. Ela foi pra casa com uma boa história para contar pro marido e os amigos no jantar, e eu tenho uma para contar pra você aqui no blog.

abs,

"Meu" dia

Há alguns tantos anos estou por ai.
Amanhece, anoitece.
Primavera, Verão, Outono
e o inverno, então.

Vide a mim a alegria do agora
ao futuro que me espera
ao próximo minuto
ansiedade do segundo

Um dia como o próximo outro... Vamos seguindo.

Fé, esperança, paz e muito de meu amor.

Obrigado pela companhia.

Abs,

Saudades!!



Sabe aquela pessoa que te faz feliz? E, assim, simples, você sabe que será feliz por toda a vida ao lado dela? Pois é...

Saudades... te espero!
~♥

Promoção Cirque du Soleil - Quidam no Brasil // SP

Ganhadora: Maria Conceição da Silva
Ganhador: Lucas Ribeiro Barros

Mais de 10 mil acessos ao link
Mais de 200 participações.

Obrigado à todos!

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Quidam™ –terceira produção do repertório do Cirque du Soleil®, é reconhecida internacionalmente por sua intensa teatralidade aliada a números de impacto. Com direção de Franco Dragone e direção criativa de Gilles Ste-Croix, traz uma combinação única de performances acrobáticas, domínio técnico, figurinos e cenários extravagantes.

Num processo criativo de cooperação, os diretores e a figurinista Dominique Lemieux procuraram explorar os diferentes mundos da vida cotidiana, atribuindo aos personagens características e figurinos que refletem a personalidade dos próprios artistas.
Já a trilha sonora, assinada por Benoit Jutras, traz músicos tocando ao vivo e revezando-se em vários instrumentos, desde violinos até guitarras. Os vocais variam entre a fragilidade de uma voz infantil com uma poderosa voz masculina, para criar uma atmosfera intensa e sensível.

A grandiosidade do espetáculo também pode ser traduzida em números: desde que estreou no Canadá, em 1996, já foi visto por mais de 9 milhões de espectadores em 20 países. No palco, 51 artistas de 15 nacionalidades entre acrobatas, ginastas, palhaços, atores, músicos, cantores, dançarinos e demais artistas circenses revezam-se. A montagem utiliza mais de 250 figurinos, 200 pares de sapato e 500 objetos de cena, além de arrojadas plataformas invertidas suspensas, que trazem os artistas à cena.


E o blog vai leva-lo para assistir esse espetáculo único.

Para participar é bem simples. Responda: O que é ser Quidam para você? Responda em seu twitter ou aqui no blog, sempre adicionando o link - http://migre.me/kF3G *importante

Serão dois pares de ingressos para o espetáculo do dia 28/03/10 // horário das 16:00 hs.

Participe, divulgue e divirta-se;

abs,
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Brasil: A desordem e o Carnaval

O Brasil vive um clima de festas e euforias neste mês de fevereiro. Afinal é Carnaval! Época de alegrias, festejos e de esquecer os problemas do nosso dia a dia. Porém, quantos sabem das origens do carnaval no mundo? A história do carnaval é ponto de discussão e não se sabe exatamente quando surgiu.

Alguns historiadores contam que no ano 10 mil a.C., homens e mulheres se reuniam uma vez ao ano com os rostos mascarados e pintados, e dançavam por vários dias e noites para espantar os demônios da má colheita. Há seis mil anos aparece no Egito, como um culto a deusa Ísis, e no século VII a.C., na Grécia, como uma festa a Dionísio, deus grego das festas e do entusiasmo. Este mesmo deus é chamado de Baco em Roma, onde aparecem os bacanais, sempre celebrados com muita bebida, festas e sexo. Estas festas eram chamadas de "Saturnálias" em homenagem ao deus maior Saturno.

Amantes da folia, pesquisadores e historiadores dizem que a palavra carnaval vem desta época, devido ao "carrum navalis" que eram carros com motivos navais que faziam a abertura destas festas. Talvez os primeiros carros alegóricos da História. Nestas festas havia uma completa inversão e as pessoas representavam papéis e ridicularizavam a nobreza dominante sem o risco de perder suas cabeças. Na mitologia, Momo era o deus da zombaria e tinha sido expulso do Olimpo porque ridicularizava os demais deuses. Nestas festas um escravo era eleito para simbolizar Momo. Ele era o rei do deboche e tinha todo o poder durante as festividades, só que no final da festa ele era morto e sacrificado ao rei Saturno.

Mais tarde, com o início da Era Cristã, começaram a surgir os primeiros sinais da censura a estas festividades, que passaram a ser vistas como demoníacas e correram o risco de acabar. A Igreja tentou cancelar as "Saturnálias", mas a reação popular foi tamanha que ela sentiu que poderia perder seus fiéis para os antigos deuses. Em vista disto, no ano de 590, o papa Gregório I reconhece e regulamenta a festa. Ela é associada ao início da Quaresma, que antecede a Páscoa. Esta data passa a ser conhecida como "carne levandas", expressão que seria transformada em "carne levales" e, finalmente, "carnaval". Alguns traduzem esta expressão como "abuso da carne" e teria um sentido de orgia; outros dão o sentido de "comer bastante carne", pois após o carnaval começaria a Quaresma, onde por quarenta dias não se podia comer carne.

A Igreja passou a aceitar este curto período de festas e orgias como uma "despedida dos prazeres", pois assim podia cobrar maior rigor religioso no período pós-folia.Daí para frente o carnaval foi se alastrando pelo mundo e encontramos em Portugal, no século XV, a festa chamada "Entrudo", que significava a entrada da Quaresma.

Nos séculos XVII e XVIII vieram muitos portugueses para o Brasil e trouxeram as brincadeiras do "Entrudo". A brincadeira era andar pelas ruas e jogar água, bolinhas de cera cheias de perfume, farinha, barro, lixo e urina nas pessoas. No início do século XIX, a festa começou a mudar, com novos costumes trazidos pela corte portuguesa e o Brasil passou a copiar os elegantes carnavais da Europa, em particular de Veneza, famosos por seus bailes de máscaras e fantasias.

Nesta época tínhamos os bailes de carnaval da aristocracia nos moldes da Europa e o carnaval de rua na tradição do "Entrudo", que passou a ser conhecido como o carnaval dos pobres, sendo feio e de mau gosto aos olhos da aristocracia. Com o tempo, este carnaval dos pobres foi se organizando e conquistando a simpatia de toda a sociedade, até de intelectuais e artistas, que passaram a freqüentá-lo nas ruas.

Em 1899 a pianista Chiquinha Gonzaga inaugura a prática de composições feitas especialmente para o carnaval com a marchinha "Ô abre alas". Mais tarde, o próprio presidente Getúlio Vargas, preocupado em demonstrar interesse pelos pobres, deu início a uma estruturação melhor do carnaval de rua que hoje é considerado a maior festa popular do Brasil.

Uma das muitas curiosidades é que durante a morte do Barão do Rio Branco no carnaval de 1912, o governo quis cancelar as festas e adiá-la por dois meses em sinal de luto. O resultado é que neste ano tivemos dois carnavais: um em Fevereiro e outro em Abril. Este mesmo barão disse certa vez: "Existem no Brasil, apenas duas coisas realmente organizadas: a desordem e o carnaval."

Talvez ele tivesse razão, pois quem assiste hoje a um desfile de carnaval no Rio de Janeiro ou qualquer outra grande cidade brasileira, não consegue imaginar como é possível tamanha organização e trabalho bem feito, coisas tão raras em outras áreas do nosso país.

Enfim... Talvez esse seja o Carnaval.

abs,

Troféu Mulher Imprensa 2009 - Vote

Vote!



Pelo sexto ano consecutivo, em comemoração ao "Dia Internacional da Mulher", a Revista e o Portal IMPRENSA, em parceria com a Aberje e Maxpress, realizam o Troféu Mulher Imprensa, o único prêmio do Brasil destinado a reconhecer o trabalho das mulheres nas redações brasileiras.

São 14 categorias que visam premiar as profissionais de mais destaque em cada setor, segundo voto dos internautas.

Nesta sexta edição, as finalistas de cada categoria foram indicadas por um júri de excelência, composto por profissionais de relevância do mercado brasileiro, que cobrem ou têm pleno conhecimento da mídia na qual votaram. Também fizeram parte do júri representantes. Mais de 360 jornalistas foram lembradas nesta fase, sendo que as mais votadas de cada categoria seguiram para cédula eletrônica para disputar a preferência do internauta.

Conheça as finalistas e vote nas jornalistas que mais se destacaram, em sua opinião.

Veja, abaixo, o andamento da disputa em cada uma das 14 categorias. Para votar e escolher sua preferida, clique aqui.

Ah, e com todo respeito as concorrentes, destaco nossas meninas blogueiras em primeiro lugar, que misteriosamente tem a categoria chamada de "Mídias Sociais", enfim... confira:


ASSESSORIA DE IMPRENSA

Taís Lobo - A4 Comunicação - 21,13%
Cristiane Batista - HSBC Brasil - 16,10%
Roberta Santo - Ecco Press - 12,97 %
Fabiana Treu - Publicom - 12,70%
Kiki Moretti - In Press - 12,16%
Gislaine Rossetti - BASF - 8,10 %
Junia Nogueira de Sá - Governo de São Paulo - 4,40 %
Maisa Alves - SBT - 2,44%

DIRETORA DE REDAÇÃO

Claudia Vassalo - Revista Exame - 30,66 %
Mariza Tavares - CBN - 24,97 %
Filomena Salemme - Rádio Eldorado - 19,60 %
Eleonora de Lucena - Folha de S.Paulo - 8,11%
Liana Milanez - Rádio MEC - 4,64 %

FOTOJORNALISMO

Lenise Pinheiro - fotógrafa freelancer - 38,20 %
Marlene Bergamo - Folha de S.Paulo - 31,69%
Wania Corredo - Extra (RJ) - 13,38 %
Márcia Foletto - O Globo - 10,74 %
Marizilda Cruppe - O Globo - 5,98 %

IMPRESSO - REPÓRTER DE JORNAL

Renata Cafardo - O Estado de S. Paulo - 34,36%
Elvira Lobato - Folha de S.Paulo - 28,27%
Lilian Christofoletti - Folha de S.Paulo - 16,78 %
Laura Capriglione - Folha de S.Paulo - 14,48%
Rosa Costa - O Estado de S. Paulo - 6,09%

IMPRESSO - REPÓRTER DE REVISTA

Eliane Brum - Época - 25,17%
Mônica Tarantino - IstoÉ - 21,18%
Daniela Pinheiro - Piauí - 20,68 %
Dorrit Harazim - Piauí - 10,39%
Sandra Brasil - Veja - 10,29%
Thaís Oyama - Veja - 12,29 %

IMPRESSO - COLUNISTA

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo - 33,97 %
Dora Kramer - O Estado de S. Paulo - 25,67 %
Eliane Cantanhêde - Folha de S.Paulo - 21,98%
Ruth de Aquino - Época - 18,38%

RÁDIO - ÂNCORA DE RÁDIO

Tatiana Vasconcellos - BandNews - 21,50%
Daniela Florenzano - Rádio SulAmérica Trânsito - 19,73 %
Fabíola Cidral - CBN - 18,84 %
Roxane Ré - Rádio Cultura - 16,68 %
Chiara Luzzatti - Rádio Bandeirantes - 14,90%
Patricia Palumbo - Rádio Eldorado - 8,34%

RÁDIO - REPÓRTER DE RÁDIO

Cátia Toffoletto - CBN - 39,10%
Carolina Ercolin - Rádio Bandeirantes - 36,56%
Marilu Cabañas - Rádio Cultura - 18,96%
Fernanda Bagatini - Rádio Guaíba - 5,40%

RÁDIO - COMENTARISTA/COLUNISTA DE RÁDIO

Lucia Hippolito - CBN - 25,87 %
Miriam Leitão - CBN - 21,20
Mônica Bergamo - BandNews - 18,00%
Bárbara Gancia - BandNews - 15,98%
Dora Kramer - BandNews - 11,35 %
Ana Amélia Lemos - Rádio Gaúcha - 7,60%

TV - ÂNCORA DE TELEJORNAL

Ticiana Villas Boas - "Jornal da Band" - Band - 20,86%
Sandra Annenberg - "Jornal Hoje" - TV Globo - 20,80%
Renata Vasconcellos - "Bom Dia Brasil" - TV Globo - 16,60 %
Ana Paula Padrão - "Jornal da Record" - TV Record - 15,35 %
Fátima Bernardes - "Jornal Nacional" - TV Globo - 14,46 %
Christiane Pelajo - "Jornal da Globo" - TV Globo - 11,91%

TV - REPÓRTER DE TELEJORNAL

Sônia Bridi - TV Globo - 29,93%
Monalisa Perrone - TV Globo - 25,96%
Deliz Ortiz - TV Globo - 16,30 %
Mariana Ferrão - TV Globo - 15,94%
Neide Duarte - TV Globo - 11,85%

TV - COMENTARISTA/COLUNISTA TV

Miriam Leitão - TV Globo - 32,90%
Lucia Hippolito - Globo News - 25,96%
Cristiana Lôbo - Globo News - 20,98%
Denise Campos de Toledo - SBT - 20,15%

WEB - REPÓRTER SITE NOTÍCIAS

Lívia Marra - Folha Online - 21,37%
Juliana Carpanez - UOL - 20,10%
Viviane Zandonadi - Portal Veja São Paulo - 16,72%
Daniela Braun - IDG NOW! - 15,46 %
Andréa Machado - Portal O Globo - 13,26%
Lena Castellón - M&M Online - 13,09%

Vote, compartilhe e debata. Faltou alguém?

Abs,

O Ano do Livro

Sempre deixo a disposição, meu blog, para opiniões, sugestões e pautas. Hoje publico aqui, "A Década do Livro", enviado à mim pela:

Rosely Boschini, empresária do setor editorial, é a presidente da Câmara Brasileira do Livro (CBL).

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A DÉCADA DO LIVRO - POR ROSELY BOSCHINI

O ano de 2010, que inaugura a segunda década do Século XXI, mostra-se muito promissor para o mercado editorial e ampliação do hábito de leitura em nosso país. A começar pela estimativa de crescimento econômico de 5%, consolidando a recuperação econômica do Brasil, a primeira nação a emergir da grave crise mundial. Ademais, teremos a realização das eleições para a Presidência da República, governadores, senadores e deputados federais e estaduais, que sempre suscitam maior interesse em pesquisas e estudos sobre política e história. Haverá, ainda, a Copa do Mundo, na África do Sul, evento tradicionalmente estimulante para a indústria da cultura e do entretenimento como um todo.

Também será realizada a 21ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, de 12 e 22 de agosto, no Anhembi. O evento - o momento do livro no Brasil ! - atrai grande volume de público, constituindo-se, tradicionalmente, em elemento formador de novos leitores. Trata-se de um verdadeiro convertedor de visitantes de feiras em frequentadores de livrarias. Há que se considerar, ainda, o crescimento anual dos programas governamentais de distribuição de livros às escolas públicas, agora não mais restritos às obras didáticas.

Assim, há vários fatores que permitem vislumbrar com otimismo a performance do mercado editorial. Não temos os números fechados de 2009, mas os dados e estatísticas dos estudos mais recentes corroboram a percepção de que o livro e a leitura encontram-se numa curva ascendente no País. No período de 2006 e 2008, foram lançados aproximadamente 57 mil novos títulos e impressos mais de um bilhão de exemplares, conforme se pode verificar na pesquisa "Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro", realizada pela Fipe/USP para a CBL (Câmara Brasileira do Livro) e SNEL (Sindicato Nacional dos Editores de Livros). O estudo também aponta significativa redução de preços. Se considerarmos os valores reais, ou seja, já descontada a inflação de 2004 a 2008, a queda do pre&cc edil;o médio efetivo do período foi de 22,4% no segmento de obras gerais, por exemplo.

Em 2008, o mercado editorial faturou R$ 3,3 bilhões. Foram publicados 51.129 títulos (mais 19,52% em relação a 2007) e produzidos 340.274.195 exemplares (menos 3,17% na comparação com o ano anterior). Os números mostram maior investimento em novos títulos. É uma estratégia inteligente do mercado, estimulando o surgimento de autores e a produção intelectual. O maior número de títulos permite gerenciamento estratégico das tiragens, que vão respondendo ao comportamento da demanda. Outra importante pesquisa - Retratos da Leitura no Brasil - também indica um cenário de crescimento para o consumo de livros. Em sua última edição, identificou a existência de 95 milhões de leitores no País e um índice de leitura de 4,7 títulos por habitante/ano.

Fica muito claro que a década terminada em 2009 apresentou um grande avanço do livro no Brasil. Entretanto, ainda estamos num patamar aquém do compatível com a realidade do país detentor da 10ª economia mundial, no qual se tem verificado um dos índices mais acentuados de redução da miséria no Planeta e que se posiciona como nação prestes a ingressar no rol das desenvolvidas. Assim, é preciso, no novo ano, um imenso esforço para mitigar os obstáculos à expansão substantiva do hábito de leitura.

Um dos passos importantes é suprir a falta de bibliotecas, inclusive na rede pública de ensino. O Censo Escolar 2008 indica essa carência em 113 mil escolas, ou 68,81% da rede pública! O problema não se limita à falta de livros. Em 2009, o orçamento federal para o envio de obras gerais à rede pública foi de R$ 76,6 milhões. É um montante apreciável para as aquisições. Em 2008, as escolas receberam, em média, 39,6 livros cada uma, média muito razoável. E isto não inclui o PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). O que mais falta é infraestrutura física, ou seja, espaços adequados à montagem das bibliotecas. Somam-se a esse problema os grilhões do analfabetismo, triste realidade de um a cada dez brasileiros. Em números absolutos, segundo estudo do Minist& eacute;rio da Educação, cerca de 15 milhões de brasileiros maiores de 15 anos não sabem ler e escrever. Mais grave ainda é que 21,6% dos habitantes com mais de 15 anos são analfabetos funcionais.

São prioritários, ainda, programas capazes de facilitar o acesso ao livro pelas crianças e jovens matriculados na rede pública de ensino. Nesse sentido, além da ampliação das ações federais, como o PNLD e Programa Nacional Biblioteca da Escola, são necessárias mais iniciativas conjuntas entre União, estados e municípios e a iniciativa privada. Exemplo bem-sucedido da viabilidade desse objetivo é o projeto Minha Biblioteca, realizado na cidade de São Paulo, com forte apoio e participação da CBL. É essencial a mobilização do setor público e da iniciativa privada, como vêm fazendo a s entidades do mercado editorial, para que 2010 seja o primeiro ano de um década em que o livro esteja ao alcance de todos os brasileiros e a leitura, conduzindo nossa população à sociedade do conhecimento, referende nossa condição de país desenvolvido!

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Aproveito o tema para destacar a criação de uma comunidade que começou na Campus Party Brasil 2010 e veio parar no virtual. A desconferência sobre livros digitais, criado pela Samegui, que visa integrar novas idéias e debater assuntos que ganharão atenção este ano.

Então, quem quiser participar, é só falar com a Sam por aqui.

Já o Alessandro Martins, criou uma idéia bem legal: Proponho uma brincadeira: #tuiteumlivro. Leitura obrigatória para quem tem um Twitter!

Obrigado Rosely pelo post indicado. Então, fica a dica, vamos todos ler. ;)

abs,