Vamos pensar simples?



"Porque a mente é como um paraquedas, só funciona depois de aberta"
[Frank Zappa] Luzdeluma

abs,

Webpassagens, Cako Martin e Bate Papo E-Commerce

Hoje vou contar só algumas novidades da web pra vocês.

Fica a dica:

Webpassagens

O transporte de ônibus é um dos serviços públicos mais importantes no país, que movimenta cerca de 185 milhões de usuários por ano. Esse é o principal meio de movimentação coletiva, com viagens intermunicipais, estaduais e até internacionais.

Com um volume tão grande de usuários, as opções de compra de passagens rodoviárias no Brasil até hoje eram limitadas. Percebendo nesse desafio um sinal de evolução, nasce o portal Webpassagens, primeira agência do Brasil que une conceitos de agilidade, tecnologia e segurança na compra online de passagens rodoviárias. Proporcionar comodidade, praticidade e facilidade aos usuários do transporte de ônibus são os principais objetivos do portal. O serviço será lançado hoje. no dia 25 de Março de 2010, e a partir desta data passageiros de todo o país conhecerão uma exclusiva e inovadora modalidade de prestação de serviços, aonde o ato de “ir e vir” se transformará em um momento de extremo conforto e segurança.


Através deste canal, passageiros poderão adquirir seus bilhetes sem precisar ir até o terminal rodoviário e enfrentar filas nos guichês. O usuário consulta todas as informações no portal ou via telefone sobre o trajeto escolhido para a viagem, tais como: local, dia, horário de embarque e desembarque, empresa, preço da passagem, forma de pagamento, percurso da viagem e até a escolha da poltrona. Mas as facilidades não acabam por aqui. O passageiro ainda pode optar pela entrega do bilhete em sua própria residência ou no local de trabalho. Contando com ajuda claro da Direct Express.

Boas viagens!

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Cako Martin e Hugo Boss

Meu telentoso amigo, Cako Martin, anda participando de algumas competições muito interessantes. O rapaz que teve sua própria vaquinha no Cowparade, agora esta concorrendo a ter uma de suas ilustrações prestigida pela marca de roupas Hugo Boss;

Cako criou duas opções e estão disponíveis para os usuários de Facebook. Você pode escolher clicando aqui ou aqui. Mas atenção, é só para facebookers!

Vote! E prometo sortear uma aqui, caso ele ganhar!

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Bate-Papo e-commerce

Nossa queria Lígia Dutra, idealizadora do Bate-Papo, fará a 23º Edição do seu projeto, lá na ESPM. Para quem ainda não conhece, o “Bate papo sobre e-commerce” começou em Março de 2008 como uma rede social focada no desenvolvimento do comércio eletrônico brasileiro. O objetivo da rede é colaborar com a formação de empreendedores online. Trabalhando sempre de forma colaborativa, imparcial, transparente e responsável."

Dia 27 de Março de 2010

E nesta última quarta-feira, fez 10 anos que a bolsa americana Nasdaq, que concentra as ações das empresas de tecnologia, alcançou a maior pontuação de sua história, e para falar sobre o que restou da bolha da internet e como ficou mais difícil ganhar dinheiro depois dela, teremos a presença ilustre do querido Aleksandar Mandic, pioneiro na internet ao lançar a primeira Bulletin Board System (BBS) brasileira que batizou com seu nome, Mandic.

Após as palestras, na parte mais divertida do evento, serão montados grupos na platéia onde todos irão discutir, de forma colaborativa, como melhorar seus projetos. Quem precisar de ajuda para iniciar ou aperfeiçoar seu negócio na internet, será a figura principal do dia e sairá dali carregado de dicas, idéias e vontade de inovar.

Programação:

14h00 Boas vindas – Lígia Dutra [@UpaLupa]

14h15 "O que restou da bolha da internet e como ficou mais difícil ganhar dinheiro depois dela" - Aleksandar Mandic
15h00 Pausa
15h15 "A Nota Fiscal Eletrônica e as mudanças nas corporações" - Rodrigo Serzedello

16h00 Grupos de Bate Papo
17h00 Happy Hour

Entrada: 1kg de alimento não perecível
Link de inscrição: Aqui

E claro, estarei por lá debatendo pela agência de publicidade DeBrito.

É isso, ficaram as dicas, e quem tiver mais novidades por ai, por favor informem e vou adicionando!

abs,

Um (belo) Conto

Um belo dia no twitter, eu digo:

Com preguiça extrema de blogar! Alguém ai quer expor algum texto, cronica ou conto lá no pub? Falem agora! :D


E recebo a resposta via Facebook:

Michel Souza: posso colocar um microconto meu?

Porque não? Eis:

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Um belo dia para morrer

- Alex! Vem cá seu moleque!

E Alex desobedecendo como toda boa criança corria em direção contrária à sua mãe, descalço sentindo todas as pedrinhas do asfalto e o calor da tarde em seu pé, mas estava feliz, acabara de roubar uma rabanada da geladeira que era para a ceia que aconteceria mais tarde.

- Sr. Alex? É um menino!

Alex percebeu seus olhos formigarem até que as lágrimas penderam de seus olhos não antes de todos os músculos de seu rosto trabalharem de forma como nunca antes haviam trabalhado em um sorriso que poderia entrar na categoria: de orelha à orelha. Pulou, comemorou como se tivesse ganho um campeonato. E seu troféu estava no leito lhe esperando, embalado por seu grande amor.

- As chaves Sr. Alex.

Seus olhos nunca brilharam daquela maneira, 5 anos de trabalho duro para poder finalmente comprar seu primeiro carro. O cheiro inconfundível de estofado novo, o barulhinho do plástico e o brilho do painel o distanciavam do falatório sobre seguro que o vendedor falava intermitentemente.

- Afastar!

E mais uma carga foi dada para tentar reanimar seu coração que após 78 anos não funcionava mais como deveria, e toda sua família ao lado assistindo a este espetáculo mórbido, apreensiva e triste. O que não combinava com o largo sorriso e a lágrima de felicidade do moribundo. Que morria satisfeito por ter vivido o que lhe cabia.

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Mitch é colaborador do Blablaismo, e você pode encontra-lo pelo Twitter também. Agradeço bastante a colaboração e o carinho com o blog!

E ai, gostaram?

abs,

Dia da Água

Hoje é o dia Mundial da Agua!

Fiz um convite ao Carlos Lemos da Costa, Engenheiro, diretor da H2C, empresa de consultoria e planejamento de uso racional da água e membro do Green Building Council Brasil. Para falar sobre o dia, e refletirmos nosso dia dia.

Leia

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A qualidade da água e a qualidade de vida no planeta

Água limpa para um mundo saudável. Definido pela Organização das Nações Unidas, ONU, o tema do dia Mundial da Água 2010 chama a atenção para o fato de que a qualidade de vida no planeta depende diretamente da qualidade dos recursos hídricos. A escolha não poderia ser mais pertinente. A humanidade vive hoje os primeiros capítulos de uma crise de escassez, que tende a se aprofundar nas próximas décadas, caso não sejam tomadas ações globais no sentido de promover o uso sustentável do recurso. Se considerarmos as projeções de que 6,4 bilhões de pessoas estarão morando em áreas urbanas até 2050, contra os atuais 3,4 bilhões, o impasse é ainda mais evidente.

Em todo o mundo, a qualidade da água vem declinando drasticamente, resultado da rápida urbanização, do desperdício e da falta de tratamento sanitário e industrial adequado. Segundo a ONU, 32% da população mundial permanece sem acesso a saneamento básico. Todos os dias, dois milhões de toneladas de dejetos e outros efluentes são lançados diretamente em águas superficiais. O problema é ainda mais grave nos países em desenvolvimento, onde 90% do esgoto e 70% dos efluentes industriais têm como destinos mares, rios, lagos. O organismo defende que o investimento para sanar deficiências globais com relação a serviços de saneamento e abastecimento de água potável (são 1,1 bilhão de pessoas sem acesso à água limpa) é pequeno diante dos benefícios sociais e de saúde pública. O cálculo é que para cada dólar investido, tem-se retorno entre US$ 3 e 34, sob a forma de incremento da produtividade e de economia de gastos com saúde. Não custa lembrar que doenças que se propagam pela água, como a cólera, são a causa da morte de 1,5 milhão de crianças a cada ano.

Especialmente nos centros urbanos, a deterioração dos recursos hídricos já compromete tanto a qualidade de vida das pessoas como o abastecimento. O município de São Paulo (SP), por exemplo, apesar da localização na confluência de vários rios, vai buscar água a mais de 300 quilômetros de distância, porque as fontes próximas foram tomadas pela poluição. Para levar água até a capital, todo um sistema com canais de abastecimento, reservatórios e represas precisa ser criado. E para cada represa e reservatório construídos, temos desmatamento e, portanto, alteração na distribuição natural de água das regiões afetadas. É a contaminação gerando mais desequilíbrio ambiental.

Mais barato e eficiente do que o investimento nesses sistemas ou na despoluição de mananciais é a gestão sustentável e permanente dos recursos hídricos. E é aqui que o uso racional se insere. Afinal, menos consumo é igual a menos poluição. Infelizmente, o que vemos hoje no Brasil são iniciativas voltadas mais para o aumento da produção de água do que para a diminuição do seu uso. Não à toa somos um dos grandes consumidores do planeta, com índice de 200 litros de água/dia, ou duas vezes mais do que o observado em países como Portugal, Bélgica, Alemanha e Republica Tcheca, que se destacam entre os mais responsáveis em relação ao uso da água.

O interessante é que não faltam alternativas para alcançarmos um padrão sustentável de consumo. Uma solução relativamente simples e que já foi adota em algumas regiões é a substituição de equipamentos gastadores por produtos economizadores (por exemplo, válvulas e bacias sanitárias que consomem 6 litros de água por acionamento, em vez de 12 ou até mais de 20 litros). Nos Estados Unidos, os cidadãos de Nova York e Austin contaram com financiamentos para realizar a troca. Na primeira cidade, a economia gerada chegou a 216 milhões de litros de água por dia. No Brasil, produtos economizadores são fabricados desde 2003, por norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT. Porém, até agora, não foram oferecidos quaisquer benefícios para modernização da rede hidráulica de residências, escritórios e empresas, e nem mesmo para a instalação desses produtos em construções novas. Outras soluções viáveis para racionalizar o consumo, mas ainda pouco disseminadas, são o reuso da água e o aproveitamento de águas pluviais para fins não-potáveis, como irrigação de jardins e limpeza.

Uma questão que concerne especialmente ao Brasil, como grande potência do agronegócio que é, é sobre o incremento da produtividade do uso da água na produção de alimentos. Por aqui, a atividade responde por 70% do consumo de água e também é apontada entre as que contribuem para a contaminação das fontes hídricas. Estimativas indicam que, para cada quilo de arroz produzido, são gastos quase dois mil litros de água. Já a produção de um quilo de soja, a nossa principal commodity, consome 1,8 mil litros. Melhorar esses indicadores é importante não apenas para evitar um colapso no abastecimento futuro, mas também para assegurar que a produção de alimentos será compatível com o crescimento populacional esperado. Uma medida simples e que já poderia estar valendo é incentivar os agricultores a utilizar técnicas mais eficientes de irrigação, como a por gotejamento, em substituição à irrigação por aspersão, a mais utilizada atualmente.

Diz o artigo sétimo da Declaração Universal dos Direitos da Água, documento lançado pela ONU em 1992, quando o Dia Mundial da Água foi instituído, que a “a água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada”. Neste 22 de março de 2010, afirmo que não estamos observando essa premissa. Da universalização do saneamento à mudança nos padrões de consumo, são muitos os desafios colocados para as próximas décadas. Água limpa é vida e, se o desejo é por um mundo saudável, é preciso que pessoas, comunidades e governos assumam hoje um compromisso com a conservação desse bem natural tão precioso.

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Sejamos conscientes,

abs

Muuuuuuuuuuuito Cowddy

As vacas estão invadindo novamente São Paulo, depois de passar por diversas partes no mundo. E Toddy, marca irrevente e antenada está nesta desde 2005 com o Vaca DJ, quem lembra?

Para a nova edição serão 90 vacas criadas por diversos artistas plásticos convidados, designers, publicitários, entre outros, e Toddy fará a exposição diferenciada e criativa da vaca COWDDY.

A peça começou a ser customizada ao vivo durante o lançamento da Cow Parade, no dia 20 de janeiro, no Mube, e será finalizada, hoje, na Av. Paulista, onde ficará exposta até o final evento.

O artista plástico Cusco, do Rio Grande do Sul, iniciou o projeto e dividirá a customização da obra com outros dois artistas: Carla Barth e Estúdio Alice.

Alexandre Cravo - Cusco

Trabalha desde 1995 com arte urbana e interiores em Porto Alegre. Busca sempre pintar com materiais reutilizados e elementos da natureza como suporte. Temas como a fé, o positivismo, a música e caveiras estão inseridos em seu trabalho, buscando basicamente um caminho: a verdade.

Carla Barth

Veio de uma família de artistas plásticos e desde a infância está envolvida com meio artístico. Trabalha com pintura, desenho, ilustração e esculturas. Entre as principais influências, está o movimento da Contra Cultura, Beatles, o chileno Alejandro Jodorowsky (surrealismo místico).

Estúdio Alice

O estúdio existe desde 2007, e é formado por quatro artistas, com formações, referências e ideias diferentes. Roberto Panarotto, Rogério Puhl, Éder Minetto e Marcus Comparin buscaram um nome feminino para o estúdio para equilibrar com a quantidade de homens do estúdio.

As influências ficam nas cores vibrantes e propostas alegres dos trabalhos de artistas tipicamente brasileiros, tentando desenvolver um projeto universal. Buscam como inspiração observar os trabalhos do Estúdio Collectivo e do Estúdio Mopa.

Para uma marcar irreverente, nada mais natural para Toddy que customizar sua vaca "ao vivo". A ação, idealizada pela agência Cubocc, ainda prevê interação com aplicativo, distribuição de brindes e eventos. Acesso pelo facebook ou pelo twitter. Para companhar ao vivo!

A Cow Parade acontece até dia 21 de março, nas principais avenidas de São Paulo, shoppings, estações de metrô e outros lugares de grande acesso por parte do público.

Riquezas pra quem?

Abro o espaço para o Artigo do Deputado Federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) publicado hoje no Jornal do Brasil

Indignados com a proposta de rompimento do pacto federativo, do ato jurídico perfeito e do contrato vigente que a famigerada Emenda Ibsen ameaça provocar nas finanças do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios produtores de petróleo e gás, os cidadãos fluminenses vão hoje à Candelária.

Vão protestar contra a calamitosa situação criada lá trás pelo presidente Lula – ao propor a substituição do sistema de concessão pelo de partilha – e apoiada, equivocadamente, naquele momento pelo governador Sergio Cabral.

Foi exatamente a proposta de mudança do regime vigente previsto na Constituição de 1988 que abriu brecha para a iniciativa que levou à revolta dos cidadãos do Rio de Janeiro. Sofremos uma amarga derrota no plenário da Câmara, onde 369 votavam a favor da Emenda Ibsen e somente 72 foram contra, numa violação flagrante dos direitos da minoria, a despeito da brava atuação da bancada fluminense em defesa do Rio.

De qualquer forma, hoje, na Candelária, o momento é de ação suprapartidária, acima dos pequenos interesses, em prol do Rio e com o propósito de reunir forças para promover as devidas correções de rumo. O nosso estado nunca recebeu nada de mão-beijada. Querem subtrair uma conquista.

Afinal, os pagamentos de royalties e participações especiais aos estados e municípios produtores são uma forma de compensar a não incidência do ICMS no local de origem da extração do petróleo e os gastos decorrentes das ações contra o impacto ambiental e social causado pela exploração.

A solução ideal que proponho é o estabelecimento de que a cobrança do ICMS seja feita para todos os produtos, invariavelmente, na origem. A mudança seria extremamente justa com os estados e municípios exploradores de petróleo – único produto que, excepcionalmente, tem o imposto cobrado nas regiões nas quais é distribuído. Se não for possível a solução ideal, lutemos contra a mudança do regime de concessão pelo de partilha.

Mas, de imediato, a prioridade é derrubar a emenda. Caso o Congresso Nacional não o faça, o Supremo Tribunal Federal (STF) o fará, pois é flagrante que a ela fere o artigo 20 da Constituição Federal, segundo o qual quem tem direito aos royalties são os estados e municípios em cujos territórios ocorre a extração.

Se a União está decidida a beneficiar ainda mais os estados e municípios não-produtores – que já recebem dividendos do petróleo, por meio de um fundo especial –, que o faça distribuindo o montante da parte que lhe cabe.

Temos que lutar pela manutenção do regime de concessão. Com ele, o Estado do Rio de Janeiro e os seus municípios que têm petróleo, mesmo sendo responsáveis por 85% da produção nacional e não sendo compensados de modo proporcional às riquezas que geram, receberam, de 1999 a 2008, 43% (R$ 21,8 bilhões) dos R$ 50,4 bilhões de royalties pagos naquele período de dez anos.

No mesmo período, 21% (R$ 10,7 bilhões) dos royalties foram pagos aos demais estados e municípios produtores. A União ficou com 28% (R$ 14,2 bilhões). Ao Fundo Especial, que repassa verbas para os estados e municípios não-produtores de petróleo, foram destinados 7% (R$ 3,7 bilhões).

Em relação à divisão dos pagamentos correspondentes às “participações especiais” nos lucros, o Rio e os seus municípios produtores (de 1999 a 2008) ficaram com 49% (R$ 24,4 bilhões) do montante de R$ 50,2 bilhões. A União ficou com 50% (R$ 25,1 bilhões). Os demais estados e municípios receberam 1% (R$ 0,7 bilhão).

Em resumo: mesmo recebendo aquém do que deveria, o Estado do Rio de Janeiro e seus municípios que respondem por 85% da produção nacional ficaram com 45% (R$ 46,2 bilhões) dos R$ 100,6 bilhões pagos durante uma década em royalties e participações especiais.

Ou seja, é inegociável a manutenção de um rendimento de quase R$ 5 bilhões/ano – a projeção o eleva ao patamar de R$ 7 bilhões/ano – do qual depende, vitalmente, a economia do nosso estado.

Vamos à Candelária em defesa do Rio e em protesto à emenda, cujo autor é do PMDB, mesmo partido do governador do Rio e do líder do governo na Câmara Federal que, estranhamente, momentos antes da votação, se declarou favorável à emenda, mesmo tendo, na condição de relator, apresentado parecer contrário.

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Em apoio ao estado, deixo aqui o espaço aberto para todos os comentários e apoios.

abs,

O incentivo cultural

Texto convidado. Abro um espaço para conversarmos sobre a lei Rouanet

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Muito se critica o fato de que são poucos os proponentes que conseguem patrocínios de empresas via lei Rouanet.

Além disso, sabe-se, realmente, que somente 1 entre cada 5 projetos que pleiteiam os benefícios da lei, aprovados pelo Ministério da Cultura, conseguem efetivamente conquistar um patrocínio empresarial.

Boa parte dos críticos de plantão - principalmente os artistas e produtores que não conseguem captar - usa esse argumento para afirmar que o sistema é falho. E que deveria ser mudado.

Trata-se de uma meia verdade. A concentração realmente existe. Mas ela tem uma explicação muito lógica, é uma conseqüência natural e mais: é um reflexo direto da estrutura macroeconômica do Brasil.

Em primeiro lugar é preciso se pensar que quando se coloca a decisão sobre o que se deve ou não patrocinar nas "mãos" de grandes empresas é natural e lógico que elas façam isso por critérios que elas, empresas privadas, guiam-se no seu dia-a-dia: pelo critério de quem dará o melhor resultado, de quem fará o melhor projeto, o mais competente... de quem obterá mais retorno para a empresa, para sua marca e seus produtos.

São critérios naturais de grandes empresas que se pautam em seus cotidianos por isso: conseguir bons resultados. E não há mal nenhum em se transferir tal mentalidade para a produção cultural brasileira - de só se selecionar projetos competentes e que tragam resultados concretos.

Nesse contexto, é natural que elas, as empresas, especialmente as privadas, priorizem escolher produtores e artistas com alta capacidade de execução do projeto cultural. É assim que as companhias fazem em seu dia-a-dia, por exemplo, na escolha de fornecedores.

Então, é lógico e conseqüente que empresas acostumadas ao resultado priorizem artistas e produtores com expertise no planejamento e na gestão de projetos. E, verdade seja dita, isso ainda é uma coisa escassa entre aqueles que lidam com produção cultural no Brasil.

Além disso, há uma definição na lei Rouanet que incentiva essa centralização de poucos e grandes proponentes: a letra da lei permite que empresas patrocinadoras criem suas próprias instituições culturais sem fins lucrativos, que passam então a canalizar boa parte dos patrocínios incentivados da empresa. Por exemplo, as entidades culturais dos bancos, como o Itaú Cultural, o Instituto Moreira Salles etc.

Mas isso também não é necessariamente um defeito. Muito pelo contrário. Basta freqüentar esses locais para sentir na pele que a absoluta maioria dessas entidades culturais de empresas são modelos de qualidade de produção cultural, além de serem bons exemplos que ajudam a fomentar em outras companhias o desejo pelo investimento em cultura.

E vamos e venhamos até mesmo a associação de amigos da Funarte, órgão do próprio Ministério da Cultura, tem sido uma das grandes captadoras de recursos via lei Rouanet junto às empresas, ajudando a aumentar ainda mais essa concentração de poucos e grandes produtores.

Além disso, há o fato inegável de que essa concentração de patrocínios é um reflexo da própria concentração econômica do Brasil.

Muito se critica, por exemplo, que o Sudeste seja a região do país que mais capte recursos via lei Rouanet. Pois é perfeitamente natural: se o Sudeste é a região que mais gera recursos, se é o local onde está grande parte das maiores empresas, então é conseqüência lógica que ele capte mais recursos do que a região Norte, por exemplo.

E mais: a própria estatística de distribuição de recursos do Fundo Nacional de Cultura - que é um investimento direto do Governo - mostra uma distribuição de recursos muito similar a que ocorre na lei Rouanet.

Por fim, há uma questão de ordem prática e muito delicada de se abordar: a competência dos projetos aprovados que chegam às empresas.

Ao se olhar mais perto, por exemplo, a pauta de aprovação de projetos de uma reunião da CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) - órgão do Ministério da Cultura que faz análise e aprovação dos projetos que pleiteiam a lei Rouanet - vai se encontrar ali literalmente de tudo: de uma pequena ONG que aprovou um projeto com a melhor das intenções, mas cujo projeto, por falta de experiência e expertise, é muito mal formatado, do ponto de vista do potencial de execução, até projetos claramente feitos para apenas e tão somente gerar dinheiro aos produtores, sem nenhuma ou pouca justificativa realmente cultural.

Então, antes de se criticar a centralização da lei Rouanet é preciso se discutir a profissionalização do gestor cultural brasileiro. É preciso debater sobre até que ponto a centralização do uso da lei Rouanet em poucos, grandes e renomados produtores culturais é realmente uma falha do sistema. Ou simplesmente um reflexo da sociedade brasileira, incluindo aí a pouca experiência dos nossos profissionais que querem produzir cultura no país.

Na verdade, a lei Rouanet é uma lei "inchada" de projetos - algo também muito natural para uma legislação que permite que qualquer produtor cultural - independente de sua experiência - apresente projetos culturais e busque patrocínios.

Mas é muito importante destacar também que mesmo que conseguíssemos - em hipótese - separar "o joio do trigo" entre os projetos apresentados ao MinC, aprovando somente as boas ações, realmente relevantes, de gente séria, experiente, que realmente tem condições de ser executada, ainda assim "metade" do projetos apresentados não conseguiria patrocínio.

Nesse caso, a solução é que haja mais investimentos diretos do estado em projetos que não passam pelo 'crivo empresarial', através de editais públicos, como os fundos setoriais propostos pela atual gestão do MinC. Mas sem dividir o recurso que já existe e, principalmente, sem dirigismo na seleção.

Mas esse investimento direto governamental é escasso, considerando que o orçamento do Ministério da Cultura, embora aumentado recentemente, ainda está longe do aconselhado, por exemplo, pela Unesco, para orçamentos governamentais ideais para a cultura, que seria de pelo menos 2%.

Pelo que se vê, o buraco da cultura no Brasil é sempre mais embaixo.

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O texto acima é de Antoine Kolokathis email é um dos mais atuantes produtores culturais do país. É diretor-fundador da Direção Cultura, produtora cultural de Campinas que em 10 anos de existência já produziu dezenas de grandes projetos culturais gratuitos, aprovados em lei de incentivo à cultura, sempre visando educação e formação de público.

E você, o que acha?

abs,

Glauco

O Social e as Empresas

Uma cartilha opinião, para entender melhor sua empresa nas mídias sociais.

Foi-se o tempo em que as empresas para divulgarem seus produtos ou serviços, ou até mesmo a sua filosofia, precisava utilizar a mídia tradicional, como: TV, rádio e veículos impressos. Hoje a internet tornou-se uma aliada primordial para a aproximação entre a organização e seu público-alvo. A utilização dos portais tradicionais, com informações institucionais, já não é mais diferencial para atender um público diversificado. Por isso, cada vez mais, a aposta são as redes sociais: Youtube, Flickr, Orkut, Facebook, Twitter, Messenger e LinkedIn.

Pesquisa realizada pelo Ibope Nielsen Online em dezembro de 2009, aponta que no Brasil há mais de 66 milhões de usuários na internet. Desses 80% participam de alguma rede social. Com isso o País torna-se o primeiro no mundo em tempo na frente do computador, aproximadamente 44 horas mensais. A cota brasileira ultrapassa as dos Estados Unidos, França e Japão.

Estar presente na internet, porém, já não basta. É preciso traçar estratégias para atender o internauta. O diferencial das redes sociais em relação às outras mídias está justamente na interação, em tempo real, entre a empresa e o seu público, além de conter informações sobre o comportamento do consumidor. Por isso, para não perder a chance de realizar bons negócios, a participação nas novas mídias é fundamental, senão há o perigo das empresas brasileiras ficarem para trás.

Antes de aderir às novas ferramentas é preciso planejamento, pois com ele, a organização vai saber qual o melhor momento, local e que tipo de informação é útil para o seu público-alvo, além de saber a hora de interagir. Também a participação nas redes sociais exige pessoas treinadas, recursos tecnológicos, tempo e investimento na inovação e aprimoramento, seja no rosto da página disponibilizada na internet, seja na qualidade da comunicação com seu público, entre outras estratégias.

Participar das redes sociais é a oportunidade para as empresas conhecer novos clientes, prospectar negócios, ver novas tendências, estabelecer canais de comunicação e compreender o comportamento dos consumidores. Para isso há a necessidade de ter profissionais que entendam desse ambiente, pois eles estarão aptos a estabelecer estratégias específicas às novas mídias digitais. Isto sem esquecer que os veículos de comunicação tradicionais também são úteis para atingir os objetivos pretendidos. O aparecimento de novas formas de interação nos indica que há outros recursos disponíveis para fazer a mensagem chegar ao receptor.

Além se ser um ambiente bom para os negócios, a utilização de redes sociais é importante para incrementar o networking tanto profissional como pessoal. O que contribui para isso é a interação entre os usuários, a segmentação e a visibilidade para expor opiniões, gostos e objetivos. Mas, antes de fazer qualquer post, é preciso tomar várias precauções: pense no que vai ser publicado, porque depois será tarde para mudar; seja transparente, não conte mentiras, pois falsos testemunhos trarão danos à sua imagem; não seja inconveniente, por exemplo, ao colocar mensagens irrelevantes no Twitter aos seus seguidores, do tipo "o que está fazendo a todo instante"; não esqueça, erros podem acontecer, quando ocorrer, assuma.

Outro ponto que contribui para o networking nos meios eletrônicos é a facilidade, a rapidez e a instantaneidade em que são construídas as redes de relacionamentos que atendem os interesses pessoais e profissionais. Mas não se esqueça que o seu uso é um facilitador para conhecer novos contatos e nunca deve substituir o contato pessoal. A utilização de meios, como: visitas, almoços, cartas e feiras de negócios, ainda são formas necessárias para conseguir para o relacionamento interpessoal.

Antes de aderir à nova tecnologia, avalie se ela vai acrescentar valor à sua marca, defina objetivos claros, tenha uma equipe preparada. Em um ambiente novo e sem fronteiras como esse, é preciso estar preparado para enfrentar desgastes que podem ocorrer, além de estar pronto para atender seus novos cyber contatos. A precaução assegura uma comunicação correta, decente, honesta e confiável com seu público-alvo.

Lembre-se que o homem é um ser social, criado para viver em grupos, portanto, neste contexto, faço minhas as palavras do filósofo grego Aristóteles: "uma andorinha só não faz verão!"

abs,

*por Clarice Pereira

O Individualista

Em recente post, minha Luz, Luma, postou o seguinte causo:

Conversa vai e vem, deslanchou sobre uma 'conhecida' nossa, tão chata e sem desconfiômetro a respeito da própria chatice, que mesmo estando munida dos melhores princípios feministas eu não seria capaz de defendê-la. (...) Então, quando um dos meus amigos comentou que 'fulana' atravessa as conversas, impõe sua presença e vive tentando monopolizar grosseiramente as atenções, outro amigo replicou: "Isto é porque ela foi muito gostosa quando era mais jovem".

Achei que o sexismo, a misoginia ou seja qual for o nome do preconceito deles contra as mulheres estava indo longe demais e quis interferir, mas daí esse mesmo amigo, continuou a falar: "... As mulheres muito desejadas ficam mal-acostumadas. Durante muitos anos da vida delas, basta entrarem numa sala para monopolizar todos os olhares. Basta falarem um "a" que todos os homens lhes darem atenção, querendo concordar com qualquer coisa que elas digam". Porém - e, como dizia Plínio Marcos, sempre tem um porém - é inevitável que um dia essa moleza acabe. (...)

Foi com uma certa amargura que tive que concordar que o comentário deles à respeito da nossa 'conhecida' chata tem valor didático para todas as mulheres (...)


Mesmo com comentários positivos ou negativos, eu não gosto de ficar em cima de muro quanto à alguns assuntos. Meu comentário para Lu à este post foi, "Concordo e discordo", pois bem, vamos analisar. Luma tocou em alguns pontos mal resolvidos de nossa sociedade. Dentro desta conversa que se passou, há inúmeros debates de modos vivendis, e tudo se resume à um foco: Qual nossa visão do mundo? Quando uma imagem passar por nossos olhos, o que anexamos em nosso cerebelo?

Vamos debater a história em meu ponto de vista.

Acredito que o rapaz que fez a citação, "Isto é porque ela foi muito gostosa quando era mais jovem", deixou claro sua visão à mulher citada. A realidade é simples, ela já nasceu do jeito que é hoje. O problema, é que os homens, inclua-se este rapaz, sequer prestava atenção ao que esta mulher dizia nos tempos que tinha uma bela aparência. Ou seja, anunciou ao mundo que, para ele, é indiferente o que a mulher dizia, queria fazer ou queria debater, o foco era sempre seu busto ou bumbum, esse era seu único pensamento.

Temos uma outra linha que destaco, "... As mulheres muito desejadas ficam mal-acostumadas." Infelizmente eu concordo, em partes. As mulheres tendem a obter um tratamento bem diferenciado dos meninos desde seu nascimento, isto não quer dizer que há segregação sexual, mas sim, um modo de ensino diferente que buscar criar um ser de boa índole, que queira trabalhar, ter uma vida, casar, filhos, etc... Como todo bom ser humano deve ser.

Contudo, tivemos essa decadência em nossa sociedade de 200 anos à cá. Que tem como principal foco, a manipulação de imagens do ser humano e transforma-los em objetos de desejo. "Se eu comprar esse carro, vou pegar gostosas..., se eu comprar esse desodorante, milhares de mulheres virão correndo atrás de mim"... Pessoalmente acho que qualquer comercial que tenha este ponto de vista, é um tapa na cara de todos os homens dizendo: "Você é feio, tem uma péssima auto-estima e precisa da ajuda para conseguir mulher". E ofende as mulheres ao tratá-las como objeto sexual... Mas, perai.. E a mulher e o homem que fizeram o comercial, por que toparam? Pela grana, simples. E nem sabem exatamente o que estão fazendo. Essa bobagem de vender "bunda" em comercial e você comprar um produto linear, nocivo e desnecessário, já vem de antes de nossos avós.

Então, vamos organizar as idéias. Temos dois pontos de vista, o meu e a do rapaz que, talvez, considera um tipo de padrão de mulher como "gostosa", o padrão cerveja de ser.

Se ela foi mimada, até quando estava em seus dias de ouro, a culpa foi de todos. Dela por aceitar, dos homens que a trataram bem e logo após, mal, por sua falta de “boa aparência”. [Sim, tratar mulher bem, por causa de sua beleza é um pecado que homens fazem para a luxuria, e no fim, obter resultados catastróficos, tanto em sua vida quando em sua alma], e culpa da sociedade que acha isto tão divertido e rentável, que acaba causando esses momentos em que, praticamente, qualquer roda de papo de homem, tem que ter uma "gostosa no meio”.

A beleza é insustentável para qualquer ser humano, não nascemos para orar por nosso corpo, mas, para viver e ser feliz. Responda-me rápido, leitor. Tanto o homem que fez o comentário, quanto à mulher citada como chata, são felizes? O que pensam de um relacionamento? O que querem para suas almas e seus corações?

Posso citar alguns pecados capitais que poderiam responder perfeitamente as perguntas. Mas deixo isto com vocês.

Claro que não irei somente dizer que este rapaz foi incoerente demais, as mulheres fazem o mesmo. O assunto, invertido, seria da mesma maneira. Elas falando do corpo dele e seu rosto, e incluiriam nesta conversa sua dificuldade dele em distinguir a esquerda da direita. Quer um exemplo? Assista qualquer novela global. Verá o que digo.

[Mudando de assunto. Continuando no contexto...]

Talvez seja neste ponto que as mulheres ficam para trás, o tempo é injusto com ambos, mas os homens são mais aceitáveis na sociedade atual por conta de aceitarem a própria idade. Pode ver, leitor, o que não aceita a idade, vira um boneco de plástico, mas a ocorrência disto é bem menor se comparar com as mulheres. 70% , pelo menos, fazem algo para parecerem mais jovens, mas qual o motivo? Não sei. Como citei em um texto, envelhecer é tão bom.

Tenho uma opinião quanto à necessidade de parecer jovem.

Acredito que querem igualar a idade que gostariam de ter com a experiência de vida atual. Em resposta eu digo: Quando chegar a este ponto, acredite, é tarde demais.

Então, me pergunto, por que não aprendem agora o que lhe faz bem, feliz e completa? Ao invés de entrar na boca alheia e ser reconhecida como ex-gostosa chata em roda de amigos no futuro próximo? ...

[back on track...]

Para as necessitadas de atenção - ou não -: Antes de querer chamar atenção de qualquer pessoa, seja intencional ou não, chame atenção de si mesma no espelho, em seu conhecimento, no modo de andar, de falar, de pensar. De agir. Seja feliz com você antes de tudo.

E você que adora selecionar mulheres como se fossem figurinhas colecionáveis: Preste mais atenção nas suas adorações. Garanto que, pelo menos, 80% do que acha que gosta é pura manipulação de terceiros. Afinal, parou para pensar na vida ultimamente?

Conheça a ti mesmo, viverá melhor e feliz.

Agora, viu como tudo é questão de ponto de vista? Esse foi o meu, acredito que alguns concordarão, outros não. E muitos não vão querer entender o que escrevi.

E como citei acima, esse pequeno bate papo descrito pela Lu, é um reflexo de um assunto maior, antigo e com muitos pontos únicos à seres debatidos. Quando vir um homem dando em cima de uma mulher “gostosa”, aos olhos dele, pare, veja, e entenda a consequência da situação e o peso que tem o que a pessoa acabou de fazer. Tanto o homem que conjeturou, quando a mulher que aceitou com um sorriso. Este simples momento, contará todo passado da sociedade e o que aceitamos até hoje.

abs,