JB, uma contradição e a política

Vamos falar sobre o JB? Abro o espaço para Fabio Arruda.

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M.A., MSc., empresário, é presidente da Associação Brasileira da Indústria Gráfica (Abigraf Regional São Paulo), do Sindigraf-SP e vice-presidente da Associação Latino-Americana de Artigos para Livraria e Papelaría (ALALP)

por Fabio Arruda Mortara

Ao contrário do que se difunde no chamado inconsciente coletivo, o período de maior crescimento do número de títulos de jornais no Brasil é simultâneo ao boom da internet. Em 2001, eram 1.980 periódicos em circulação. Em 2009, o total alcançou 4.148. Estes dados da ANJ (Associação Nacional de Jornais), que revelam expansão de 109,5% em oito anos, evidenciam que a Web e as novas tecnologias complementam e, ao mesmo tempo, constituem uma base para a ascensão da mídia impressa.

Outro indicador relativo à credibilidade e solidez dos jornais refere-se à evolução dos investimentos em propaganda nesses veículos, que saltaram de R$ 1,97 bilhão, em 2001, para R$ 3,13 bilhões, em 2009, conforme também é possível constatar nas estatísticas daquela entidade. O aumento foi de 58,7%. No ano passado, os periódicos responderam por 14,97% do aporte de recursos em publicidade no País, perdendo apenas para a televisão. A Internet ficou com 4,27% do total.

Outra boa notícia refere-se ao crescimento da circulação média dos jornais no Brasil no acumulado de janeiro a abril de 2010, que foi de 1,5% em comparação com o mesmo período do ano passado e de 1,7% em relação ao primeiro quadrimestre de 2008. Esta informação do IVC (Instituto Verificador de Circulação) corrobora estimativa de estudo da Pricewaterhouse Coopers: a circulação dos jornais impressos crescerá na América Latina nos próximos cinco anos, mesmo que a crise econômica ainda não tenha sido completamente superada. A maior expansão dar-se-á no Brasil (2,2%), seguido por Argentina (1,4%). A exceção, por motivos óbvios, fica por conta da Venezuela, onde se prevê queda de 0,2%.

É claro que o advento da Web apresenta impacto no mercado dos jornais. Tanto assim, que todos eles já têm sua edição digital, a maioria protegida, reservada apenas aos assinantes da impressa. Paulatinamente, os fatos do dia, em sua versão mais imediata e urgente, vão-se caracterizando como noticiário dos sites informativos, cabendo aos jornais impressos a publicação de informações com mais detalhes, infográficos, opiniões mais diversificadas sobre o tema e maior esforço de apuração. Ademais, seu texto já incorpora críticas, correções de equívocos e sugestões possibilitadas pela interatividade da internet. É, portanto, mais aprimorado na forma e no conteúdo.

No ambiente contemporâneo da comunicação, nota-se sinergia e complementaridade entre as mídias. Todas ajustam-se ao cenário da convergência, que se consolida como um eficiente modelo. Os jornais do Interior, por exemplo, ganham crescente significado e ampliam sua circulação à medida que focam de modo prioritário as questões locais e regionais. Os anunciantes há tempos perceberam o seu potencial econômico, expresso no perfil de seu público, que é formador de opinião e tem poder aquisitivo. Os grandes diários, de peso e distribuição nacionais, ajustam suas tiragens e circulação à nova realidade, mas continuam se constituindo em mídias decisivas para informar e influenciar de modo expressivo a vida do País.

Considerado todo esse contexto, a extinção da edição impressa do Jornal do Brasil, um dos mais importantes e influentes veículos de comunicação que o País já teve, vai na contramão das tendências de convergência das mídias. Aos 119 anos, o periódico protagonizou momentos memoráveis. Tinha caráter e personalidade. Resistiu, como muitos jornais, a graves ataques dos regimes de força que por aqui se implantaram, e lamento a sua extinção como mídia gráfica.

Assim como a Gazeta Mercantil, que sucumbiu em 2009, o grande diário carioca deixa irreparável lacuna no jornalismo brasileiro e no cenário urbano. As bancas nunca mais serão as mesmas... e, por favor, não culpem a internet!

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Acredito que estamos em passos gigantes para nossa real capacidade de lidar com a realidade tecnológica. E um país que, apenas, 5% da população tem acesso a uma internet decente, e 35% acesso a computadores, é difícil imaginar que um jornal só online teria o mesmo impacto em vários níveis economico-democrático de sua informação.

Com todo respeito para com nosso país, estamos engatinhando ainda. Chega de taxas abusivas e de contratos maliciosos com o consumidor, taxas altas de conexões de internet e vendas pejorativas por empresas populares - O público popular acaba pagando 3 mil reais em um pc que custa 800, é ridículo. Empresas, respeitem o povo que terão o retorno a altura.

A única arma do povo sucumbiu ao realismo europeu e norte-americano - Ou ao comércio injusto -, imaginando que terá o mesmo impacto?! Acorda Brasil, começamos agora a evoluir e já quer se achar o dono de uma ótima realidade? Piada, não é?

Veja pelas eleições, não critico partido algum e voto sempre pelas propostas da pessoa. Lula, apesar de muitas decisões sugestivas, fez algo que ninguém ainda tinha feito, apresentar o país às outras nações sem medo. Porém, agora é hora de arrumar a casa para outro sentar no lugar e evoluir o país, não é? Antes de mais nada eu só voto em quem já teve a humildade de dar a cara a tapa em outras eleições e já tem experiencia sobre a opinião e trabalho o público. Não abro nomes, mas pensem, você contrataria uma babá sem experiencia alguma em trocar fraldas para cuidar do seu recém-nascido? Não acredito em referências de trabalho na política, até porque a única referencia deles teriam que ser do eleitor, certo? Todos têm que ter sua parte de vivência na vida politica. E por que digo isto? Por causa impacto direto nos egos do comércio final e em nosso bolso.

Acorda, Brasil! Se não exigirmos nada, como receber algo em troca? Pagamos por todas essas decisões e acabamos, indiretamente, incentivando outras empresas a tomarem iniciativas erradas, assim como aconteceu com o JB.
Pense,

abs,

Abraços,

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