Baryshnikov's Pirouettes

Quantas consegue fazer? Falar de balé é como falar de arte, o corpo fala, chama, sente, grita, pede, canta,  responde e corresponde(...)




Video da minha Luz de Luma

Mikhail Baryshnikov desembarcou em São Paulo e deixou sua marca, assim como o faz por todo planeta. Para quem ainda não conhece, Mikhail Nikolaévich Baryshnikov é um dos grandes performances do ballet clássico e contemporâneo. Único que consegue - com maestria, desenvoltura e um toque de atualidade - chamar atenção de grandes massas em um nível de criatividade único e peculiar.

Em outras palavras, o cara é bom no que faz. E, acredite, a muito tempo.

E o Chico Buarque, o que sabe?

Na ditadura era assim:

Quem vem com a boca no trombone
Pom pororom
pororom pompom


Luta, luta,
Pedidos e exigências,

Alô, liberdade
Desculpa eu vir
Assim sem avisar
Mas já era tarde
E os galos tão
Cansados de cantar


Apareceu, demorou e superou
Valeu a pena?
Meus amigos morreram, lutaram pelo que "ganhamos".

Os brasileiros se assentaram, com folga, até...

Olha ai a democracia mascarada,
Das músicas que te faziam sorrir.
Hoje mostram a cara.

Presidente é para gente quente
Político é polido
Popular é incoerente
Sucinto é negado
Complicado é regrado

E ai, minhas queridas caras pintadas?
Chegando em casa lavaram sua face,
Nos entregam isto e querem aplausos?

Agradeço. Agora é nossa vez.
Esse tipo de política não existe em meu futuro
Agora é sua vez
Esse tipo de passado, hoje é um surto

E o Chico, o que sabe?
Uai, o Buarques.
E o Chico, o que sabe?
Agora é burguês.

abs,

The Simpsons by Banksy


O grafiteiro britânico Banksy idealizou uma nova abertura para a série americana de animação Os Simpsons.

O artista fez uma sequência final polêmica, mostrando dezenas de pessoas de aparência oriental, algumas parecendo crianças, em um ambiente insalubre trabalhando em animações e produtos ligados ao seriado.

A ideia teria sido inspirada em supostas notícias de que os produtores da série terceirizariam a maior parte do trabalho para uma empresa na Coreia do Sul.

Fonte: BBC Brasil

Wood Planeta SW About Natura stock

Eles asfaltaram o paraíso
E botaram um estacionamento
Com um hotel rosa, uma butique
E um lugar "da moda"

Parece que será eterno
E você não sabe o que tem até que desapareça
Eles asfaltaram o paraíso
E botaram um estacionamento

Eles tiraram todas as árvores
E as botaram em um museu de árvores
Agora cobraram das pessoas
Um dólar e meio para vê-las

Ei fazendeiro fazendeiro
Tire o inseticida
Não me importo com buracos em minhas maçãs
Deixe os pássaros e as abelhas
Por favor!

Eles asfaltaram o paraíso
E botaram um estacionamento

E agora, o que fazer?

abs,

Eco, Crime

E no último domingo tivemos uma mostra de que deputados identificados com o desmatamento perderam votos. E isto, é um claro sinal de que o eleitor quer ver o meio ambiente debatido no segundo turno.

Tom Jobim já dizia que o Brasil não é para principiantes. Enquanto os analistas se dedicam a explicar o resultado e a especular sobre o rumo que Marina Silva irá tomar diante da disputa entre Serra e Dilma no segundo turno, que poderá acabar com a síndrome de que político que fala em meio ambiente perde votos, vale te lembrar que eco-candidata teve 20 milhões de votos.

Dilma e Serra não podem mais fugir do tema. Para além do que fazer em saúde, educação, segurança e emprego, que são alvo das promessas dos candidatos, o publico defende que há assuntos dentro da pauta ambiental que precisam ser priorizados no plano de governo de um futuro presidente da República.

O primeiro deles é a compatibilização entre a expansão da agricultura e a garantia da preservação das nossas florestas. Num país com mais de uma centena de milhões de hectares abandonados e outros tantos desmatados, dizer que é preciso desmatar mais para continuar plantando é repetir o velho mantra de que a destruição da natureza é o passaporte para o desenvolvimento.

Assim, a tentativa de acabar com o Código Florestal no Congresso Nacional, que conta com o apoio de setores dos mais diferentes partidos, incluindo o PT e o PSDB, é o primeiro tema que exige da sociedade uma atenção imediata. Qualquer dos dois candidatos que não deixar clara a importância do código para a proteção de nossas florestas vai se comprometer não com o futuro, mas com um Brasil atrasado.

Outro assunto fundamental é o que fazer para que o Brasil assegure o crescimento da sua economia sem sujar a nossa matriz de geração elétrica, baseada principalmente em fontes limpas e renováveis. Não bastasse o fato de estarmos aumentando a geração de energia a partir de fontes sujas, embarcamos na aventura do pré-sal sem medir os impactos ambientais e econômicos dessa opção.

Ela vai dobrar as nossas emissões dos gases de efeito estufa e certamente atrasará o esforço que o país precisa fazer para não perder a corrida tecnológica pela busca do combustível limpo e renovável que vai fazer o mundo se mover no século 21.

O candidato presidencial que decidir ignorar as questões ambientais daqui para a frente corre sério risco de entrar em choque com o eleitor. Se algum deles duvidar disso, basta estudar o que aconteceu na eleição para Câmara dos Deputados. Em todo o país, deputados identificados com a causa ruralista e que combateram o Código Florestal nos últimos meses, defendendo a anistia para desmatadores, viram emagrecer seu cabedal eleitoral ou simplesmente não foram eleitos, caso de Valdir Colatto (PMDB-SC).

Aldo Rebelo (PCdoB-SP), líder da ofensiva contra o Código Florestal, angariou o dobro de fundos mas perdeu 47 mil votos em relação a eleição de 2006. Abelardo Lupion (PMDB-PR), outro ruralista empedernido, foi eleito. Mas não por seus próprios méritos. Teve que se valer da força eleitoral de sua legenda. Com os deputados identificados com a defesa de nossas florestas aconteceu exatamente o contrário. Rebeca Garcia (PP-AM) teve 64 mil votos a mais do que na eleição passada. Ivan Valente (PSOL-SP), de 83 mil votos em 2006, saltou para 189 mil em 2010. O eleitor deu um recado. 

Ficar a favor do crime ambiental, definitivamente, não compensa.