Ai que prazer

Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler 
Fernando: É este?
Eu: Nunca.

Fernando: Este que leu?
Eu: Jamais.

Fernando: E agora, este sim, certo?
Eu: Mal me lembro.



Fernando: Olha no espelho, diz-me o que lembra, será mais fácil.
Eu: Lembro-me uma brisa, um gosto, um pouco de prazer.

Fernando: Ok, aqui está.
Eu: Sim, é este! Li!

Fernando: Pois bem, o que quer fazer?
Eu: Reler, relembrar, sentir novamente...

Fernando: Não, liberta.
Eu: ...

Fernando: Liberta, e sentira o mesmo que sentiu quando leu.
Eu: Estará em boas mãos?

Fernando: Sim e não, as mãos não enganam, mas escolhe. As mãos podem ser perigosas ou misericordiosas.
Eu: E então?

Fernando: Liberta e vai descobrir.
Eu: Até a volta, velho amigo.

Penso: Quem sabe um dia volta, e me conta uma nova história?

Participe:













Até a próxima.

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