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Contos de Eden (1) e mail update

Dizem que quando o Criador criou o homem, os animais todos em volta não caíram na gargalhada apenas por uma questão de respeito.

-- Millôr

Boa sexta feira a todos

[Update]

Recebi agora a pouco pelo e-mail, algo que alguns já devem conhecer. E achei legal dividir com vocês, por tratar de saúde, fisita, mental e sentimental. Segue:

Doze conselhos para ter um infarto feliz

Dr. Ernesto Artur – Cardiologista
Quando publiquei estes conselhos 'amigos-da-onça' em meu site, recebi uma enxurrada de e-mails, até mesmo do exterior, dizendo que isto lhes serviu de alerta, pois muitos estavam adotando esse tipo de vida inconscientemente.

1. Cuide de seu trabalho antes de tudo. As necessidades pessoais e familiares são secundárias.

2. Trabalhe aos sábados o dia inteiro e, se puder também aos domingos.

3. Se não puder permanecer no escritório à noite, leve trabalho para casa e trabalhe até tarde.

4. Ao invés de dizer não, diga sempre sim a tudo que lhe solicitarem.

5. Procure fazer parte de todas as comissões, comitês, diretorias, conselhos e aceite todos os convites para conferências, seminários, encontros, reuniões, simpósios etc.

6. Não se dê ao luxo de um café da manhã ou uma refeição tranqüila. Pelo contrário, não perca tempo e aproveite o horário das refeições para fechar negócios ou fazer reuniões importantes.

7. Não perca tempo fazendo ginástica, nadando, pescando, jogando bola ou tênis. Afinal, ISSO É BESTEIRA. Tempo é dinheiro.

8. Nunca tire férias, você não precisa disso. Lembre-se que você é de ferro (e ferro, enferruja!!. rs).

9. Centralize todo o trabalho em você, controle e examine tudo para ver se nada está errado. Delegar é pura bobagem; é tudo com você mesmo. Afinal, você é insubstituível!

10. Se sentir que está perdendo o ritmo, o fôlego está faltando, surge aquela dor de estômago, a cabeça não anda bem. Simples, tome logo estimulantes, energéticos e anti-ácidos. Eles vão te deixar tinindo, novinho em folha.

11. Se tiver dificuldades em dormir não perca tempo: tome calmantes e sedativos de todos os tipos. Agem rápido e são baratos.

12. E por último, o mais importante: não se permita ter momentos de oração, meditação, audição de uma boa música e reflexão sobre sua vida. Isto é para crédulos e tolos sensíveis.

Repita sempre para si: Eu não perco tempo com bobagens.


OS ATAQUES DE CORAÇÃO
Uma nota importante sobre os ataques cardíacos.

Há outros sintomas de ataques cardíacos, além da dor no braço esquerdo (direito). Há também, como sintomas vulgares, uma dor intensa no queixo, assim como náuseas e suores abundantes.

Pode-se não sentir nunca uma primeira dor no peito, durante um ataque cardíaco. 60% das pessoas que tiveram um ataque cardíaco enquanto dormiam, não se levantaram. Mas a dor no peito, pode acordá-lo de um sono profundo.

Se assim for, dissolva imediatamente duas Aspirinas na boca e engula-as com um bocadinho de água. Ligue para Emergência (193 ou 190) e diga ''ataque cardíaco'' e que tomou 2 Aspirinas. Sente-se numa cadeira ou sofá e force uma tosse, sem forçar a tosse pois ela fará o coração pegar no tranco; tussa de dois em dois segundos, até chegar o socorro.. NÃO SE DEITE !!!!

Um cardiologista disse que, se cada pessoa que receber este e-mail, o enviar a 10 pessoas, pode ter a certeza de que se salvará pelo menos uma vida!

Recado transmitido.

abs

Mitos, Contos e Paulista

Este post faz parte da blogagem coletiva promovida pelo Ronaldo Santos do Vida Blog.


Pensei bastante sobre o que poderia falar. Hoje em dia poucas pessoas lembram de nossos tradicionais contos folclóricos, e graças a programas televisivos como Mythbusters pouco ainda o pessoal tem a duvidar. Mas o curioso é como os anos passam e muitos mistérios aparecem e outros somem. Um deles é a famosa estória da av. Paulista. Irá comemorar seu primeiro centenário e ainda conta com milhões de contos, mitos, acontecimentos e promessas para a cidade e o país.

Nada mais regional, do que um mito do passado e presente para todos os paulistanos. Está é a Av. Paulista.

Inaugurada em 8 de dezembro de 1891, foi concebida pelo engenheiro Joaquim Eugênio de Lima para ser um boulevard, como os de Paris, que abrigasse a fina flor da elite paulistana.

Já nasceu sob o signo do dinheiro e, embora tenha mudado completamente sua face nesses 116 anos de existência, continua sendo o maior PIB por metro quadrado do país, já que as milionárias residências foram substituídas por milionários prédios de grandes bancos e corporações.

O engraçado é que Joaquim Eugênio de Lima queria unir a Consolação ao Paraíso e tinha um pequeno problema no meio do caminho: o vale onde hoje está a Av. 9 de julho. Hoje talvez, para conseguir uma reta entre os dois bairros, ele construísse um viaduto. Mas, na última década do século XIX, a melhor solução era aterrar. Assim, ele “tapou” a depressão que havia no meio do caminho e acabou obrigando o prefeito Prestes Maia, quase meio século depois, a abrir um túnel debaixo do aterro para construir a Avenida 9 de Julho.

O Masp e o Parque do Trianon repousam sobre o aterro do Joaquim.

O criador da Avenida Paulista, além de grande empreendedor, era também barão. Nascera no Uruguai mas se naturalizara brasileiro e escolheu investir em São Paulo parte da sua fortuna, porque acreditava que essa seria a cidade do futuro e por isso criou outros empreendimentos além da Paulista.

Antes de Joaquim Eugênio de Lima, a região era chamada de alto do Caaguaçu e abrigava algumas chácaras. O nosso empreendedor comprou todas, aterrou o vale e construiu a avenida, tendo o cuidado de reservar uma área para criar um parque onde se preservaria toda a vegetação nativa. E assim nasceu o hoje Parque Siqueira Campos, que todo mundo chama de Trianon. O projeto paisagístico foi de Paul Villon.

Imagine, Eugênio de Lima era tão moderno que já pensava em preservação da natureza em 1890!

A Avenida Paulista foi oficialmente inaugurada no dia 8 de dezembro de 1891.

Uma lei municipal proibiu o trânsito das boiadas, que iam para o matadouro da Vila Clementino (onde hoje funciona a Cinemateca, ali no largo Raul Cardoso) e regulamentou os loteamentos.

Logo os ricos paulistanos começaram a construir enormes mansões de gosto duvidoso (que a arquitetura chamou de “ecléticas”, numa tentativa de disfarçar a salada de estilos) e a larga avenida, calçada de pedras brancas, foi se enfeitando.



A primeira casa construída na avenida pertencia a Von Bullow, dono da cervejaria Antártica. Projetada pelo arquiteto Augusto Fried, ficava no terreno onde hoje está o edifício Paulicéia, um dos poucos prédios residenciais que restam na Paulista e que é, curiosamente, o edifício mais filmado do país, uma vez que todas as televisões, há décadas, vêm fazer enquetes de rua bem em frente ao Paulicéia. Ao lado dele está o prédio da Fundação Casper Líbero, que abriga as rádio e TV Gazeta, o cursinho Objetivo e ostenta em seu topo a famosa antena da Rede Globo de TV.

Em 1896 foi construída a residência do Conde Alexandre Siciliano, projetada pelo arquiteto Ramos de Azevedo, que mais tarde seria responsável pela construção da Casa das Rosas, uma das poucas que está de pé até hoje e virou centro cultural. É deste ano também a casa do Conde Francisco Matarazzo, projetada pelos italianos Giulio Saltini e Luigi Mancini. Quase cem anos depois da construção, Luiza Erundina, então prefeita de São Paulo, queria fazer com que a casa dos Matarazzo fosse tombada para virar o Museu do Trabalhador.

Como monumento arquitetônico a casa realmente não tinha lá grande valor e isto me soava mais ou menos como uma vingança socialista. A casa do grande patrão do começo do século XX seria tomada pelos trabalhadores. Por algum tempo, a polícia foi colocada para dentro dos muros da mansão e papai, que tinha escritório no prédio em frente, das janelas podia ver os policiais se divertindo, brincando de dar cavalos-de-pau com as velhas viaturas no enorme gramado em frente à casa. Não me lembro muito bem o que aconteceu, mas, alguns meses depois, a paulista foi desperta pelo estrondo de uma explosão: uma bomba fora colocada na casa e destruíra completamente a mansão. Isto foi no final dos anos 1980 e, até hoje, vinte anos depois, o terreno da casa continua sendo apenas um estacionamento, numa avenida cujo metro quadrado vale mais de 10 mil dólares.

Nos anos 1950 as mansões da Paulista começaram a ser derrubadas para dar lugar aos imponentes edifícios, comerciais e residenciais.

Trinta anos depois, quase nada restava das originais mansões. E começou a onda de tombamentos. Quer dizer: as famílias que ainda não tinham vendido os terrenos de suas casas para a construção de edifícios estavam correndo o sério risco de ver parte de sua herança ir pelo ralo. Ou seja, em vez de 10 mil dólares o metro quadrado, o terreno e a casa tombada passariam a valer quase nada. Seguindo o exemplo da casa dos Matarazzo, a velha casa que ocupava o terreno onde hoje está o moderníssimo prédio do City Bank, também foi pelos ares. Cheguei ao escritório de um amigo numa manhã e o mesmo me disse: - Julio, já viu aquela casa?

Casa? Que casa?

Pela janela eu vi então que a velha casa, onde uma senhora de cabelos brancos ainda pendurava lençóis nos varais do quintal, tinha sido cortada verticalmente pela metade e se podia ver os cômodos dos dois andares por dentro...

Curiosamente, hoje existem ainda alguns mistérios na Paulista.

No número 1919 está uma casa construída em 1905 por Joaquim Franco de Melo. A casa está em ruínas e ocupa um terreno muito grande, chegando a fazer esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Existe também, quase vizinho ao Museu de Arte, o Masp, um pequeno prédio residencial, muito bonitinho, cheio de sacadas simpáticas, que está totalmente abandonado e literalmente caindo aos pedaços. Os poucos que visitaram essa casa disseram sentir algum tipo de energia estática e antiga, como se vivessem o passado em memórias de pessoas que passaram por ali.



Memória preservada apenas na Casa das Rosas (que foi construída em 1935), tombada em 1986 e mais tarde transformada em Centro Cultural; uma mansão também tombada onde funciona, curiosamente, uma lanchonete McDonald's; o colégio Rodrigues Alves, de 1919; o Instituto Pasteur e parte do prédio do Hospital Santa Catarina, construído em 1909.

Joaquim Eugênio de Lima morreu em 1902, muito provavelmente sem calcular a beleza e o motivo de orgulho que seria a avenida que idealizou e construiu e que hoje, muito apropriadamente, é o símbolo da cidade de São Paulo.

Dentre varias estórias das pequenas casas que ainda habita este lugar, poucas guardam seus segredos e contos. De uma maneira geral, acredito que muitos mitos e folclores os paulistanos ainda tem para contar.

Aguardo para ler sobre os novos e antigos contos folclóricos nos posts relacionados a esta blogagem coletiva.

Blogs que já participaram:

Lucas Oliveira, Camila, Talma, Talma-Decor, Oscar, Lys, Tetê, Vanessa, Lunna, PoudBrasil, Mateus, Entre Marés, Coisas Nossas, Yoko, Na casa da vovó, Fernanda, Zek, Andréa, Juca, Renata, Krek, Urbano, Moça do Sonho, Borboleta Azul, Criança Genial, Carnaval, Saia Justa, Marisa, Pensieri, Cidão, Cidão 2, Blogosfera Solidária, Jorge, Arte e Fotografia, Alma Poeta, Meiroca, Luz de Luma, Diário de Iza, Despindo Estórias, Karla Hack, Cristiano

abs, happy halloween

Problemas com horario

Cronica - - -

Era Winston Churchill, creio, quem dizia que a falta de pontualidade era um hábito vil. Churchill nunca conheceu o Brasil. No Brasil, não é a falta de pontualidade que é um hábito vil. É a própria pontualidade.

Aprendi a lição às minhas custas, depois de vexames sem fim: alguém me convidava para jantar lá em casa às 20h. Eu aparecia às 20h (com vinho, claro). O anfitrião recebia-me à porta e, com cara de quem presenciara uma catástrofe, disparava: "Ué, você veio tão cedo?" E depois acrescentava que:

a) O jantar só era às 20h (sic);
b) A casa não estava arrumada;
c) O jantar não estava pronto;
d) Ele não estava pronto;
e) Os convidados ainda não tinham chegado.

Mas chegavam. Pelas 22h, 23, alguns à meia-noite, perguntando se não tinham chegado cedo demais. Por essas alturas, eu já dormia a um canto. De cansaço e de vergonha. Desconfio que, algures pela casa, alguém conspirava contra mim:

- Você sabe que eu disse ao Julio para ele chegar às 20h e ele chegou mesmo às 20h?
- Sério?
- Sério, rapaz. Ele deve ter um problema, ou algo assim.

No Brasil, um jantar às 20h não é propriamente um jantar às 20h. "Oito da noite" é um indicação vaga que significa simplesmente "depois do sol se por". Uma espécie de celebração naturalista que, em certos casos, nem sequer necessita de uma hora. A marcação do jantar fica dependente de um "mais logo". E quando nós, europeus-abrasileirados obsessivos e pontuais, perguntamos "mas logo, quando?", alguém reitera: "às oito".

A solução, acreditem, é juntar duas horas à hora marcada. Um jantar às 20h é um jantar às 22. Um almoço ao meio-dia começa, em princípio, às 14h. Tomar uma cerveja no bar não é às 16h; é às 18h. Toda a gente sabia disso. Menos eu.

Por isso estranho a polêmica em torno do apresentador Luciano Huck, que viu o seu Rolex roubado em São Paulo. Huck não gostou e pede soluções radicais para combater a criminalidade na cidade.

Não concordo com algumas opiniões públicas que acusaram Huck de exibicionismo deslocado, como se a vítima fosse culpada por ser vítima. Eu próprio ouvi em São Paulo confissões de vítimas que desculpavam os assaltantes com as teses mais inacreditáveis.

"Eu estava bem vestido naquele dia". "A culpa é minha, eu tinha tomado banho". "Eu mereço, eu vivo em São Paulo."

A culpa de Huck está no simples uso de relógio, sobretudo num país onde o relógio é uma ofensa para a cultura local. É como usar uma camiseta de George Bush em Caracas. Ler a "Playboy" em Teerã. Ser heterossexual em São Francisco.

Ou ser um português nos trópicos. Esqueçam os bandidos tradicionais. Roubar um relógio no Brasil não é crime vulgar; é afirmação de identidade. O meu conselho a Luciano Huck é para ele procurar o seu Rolex na casa de meu anfitrião paulistano. Ele não gosta de pontualidade.

As cem coisas para se viver

Sim, sou um nostálgico da simplicidade. Tenho 2.000, 3.000 livros. Mas o meu sonho supremo era ter apenas dez ou vinte e fechar a contagem. Ah, como seria bom reunir "os livros da minha vida" numa única estante e deixar que o ruído do mundo, e das letras, passasse lá por fora. A biblioteca perfeita não se faz por adição; faz-se por subtração. Não me canso de o repetir.

Como tudo o resto, aliás: acumulamos centenas, milhares de objetos sem desígnio ou sentido. Quando seria possível viver com metade, ou metade da metade, ou metade da metade da metade. Só nos Estados Unidos, leio agora, existem milhares de "centenários": indivíduos que, cansados do excesso consumista, reduziram as suas vidas a cem objetos fundamentais. A moda espalhou-se por jornalistas do Reino Unido. Da Europa. De Portugal. Que fizeram a experiência e sobreviveram a ela.

E por que não? Sentado no sofá da sala, olho em volta e, saturado pela paisagem, começo a subtrair mentalmente. Ao fim de algumas horas, há mais espaço: físico, mental e até existencial. Não acreditam? Acredite, leitor. E sigam-me, por favor.

Começo pelo quarto. Deixo ficar a cama (1); o jogo de lençóis (2); o cobertor para as noites geladas (3); um candeeiro de leitura (4); os três volumes das cartas de Séneca a Lucílio, editados em inglês pela Loeb (7); uma chávena para o chá (8); um lápis para sublinhar ou comentar (9); caneta (10); bloco de notas (11); a fotografia de minha luz que me acompanha quando desperto ou adormeço (12).

E roupa? Pouca, pouca. Três calças para o verão (15); três para o inverno (18); outro tanto de camisas (24); e de cuecas (30); e de meias (36); um "tweed" invernal (37), um casaco de linho para os dias mais quentes (38); gabardine para a chuva (39); sapatos (dois pares, 43); calções para nadar (raros momntos, mas é bom te-los) (44); uma gravata preta para funerais (acho uma demais, mas para respeito, claro) (45).

Na biblioteca, o despojamento é total. Fica a mesa, sim (46); a poltrona que a custo encontrei-a perfeita, e hoje já é minha companheira de quase todas as leituras (47); outra poltrona para Minha Luz (48); o sofá das sestas e das festas (49); a estante (50); e, dentro da estante, por ordem cronológica, a Bíblia (51); a ética e a poética de Aristóteles (53); os Pensamentos de Marco Aurélio (54); as Confissões de Agostinho (55); Dante e a sua Comédia (56); os ensaios de Montaigne (57); a lírica, e só a lírica, de Camões (58); as obras de Shakespeare na edição recente, e excelente, da Royal Shakespeare Company (59); o Orgulho e Preconceito de Jane Austen (60); o Noites Brancas (61); os Maias de Eça (62); as quatro primeiras novelas satíricas de Evelyn Waugh (66); um volume de crônicas de Nelson Rodrigues (67); óculos para ler (68); o candeeiro para ler com óculos (69); e o notebook, para comentar tanta leitura e postar em no blog, claro (70).

A música seria a grande sacrificada. Mas não abriria mão de Noël Coward a cantar velhos temas (71); e de Gershwin ao piano (72); e de Harry James ao trompete (73); e do My Fair Lady, na versão original (74). Ficaria também com uma ópera popular de Mozart, talvez Così Fan Tutte para os dias solares (75); e Bach para os dias chuvosos (76); e guardaria ainda um CD antigo e pirateado com um tema de Ennio Morricone que me enche sempre de felicidade e nostalgia (77). E, antes que seja tarde, o aparelho de som para que a casa não ficasse muda (78).

E antes que me acusem de higiene primitiva, haveria papel higiênico no banheiro (79), uma escova de dentes (80) com pasta a condizer (81); um pente (82); e sabão natural, melhor que todos os cremes (83). Ah, já esquecia: e uma toalha para me limpar (84)!

O que sobra? A cozinha, sim. Mas, sendo eu homem moderno com talento para os tal, também seria um sacrifício enorme, acredito que só pela lista dispensaria os ditos cujos e simplificaria. (  ). Ficaria o telefone para encomendar jantares (85) e a máquina do café para os terminar (86). E dois copos (88), e dois pratos (90), e duas facas (92), e dois garfos (94), e duas chávenas (96), e dois guardanapos de pano (98) - tudo isso minha luz e eu, jantarmos todas as noites juntinhos. E se pensam que faltam ainda dois objetos para chegar aos prometidos cem, pensem novamente: o jantar seria íntimo e à luz das velas. Duas, para ser mais claro (100).

Para ser sincero ainda estou pensando bem sobre os cds que ficaria, mas a lista serve para pensarmos mais em como estamos levando nossa vida, com necessidades de coisas e afins, e no fim nem mais as usamos ou queremos. Que tal então brincarmos um pouco com a idéia, e tentar descobrir quais as 100 coisas que poderia usar em sua casa para viver tranquilo e em paz?

Agora , já animado com está idéia, gostaria de transformar em um meme mais complexo da blogsfera, repasso para Luma, minha Luz, Jens novamente, Davis, Cejunior, BHY, Yvonne, e para todos que quiserem participar.

Um pedido especial para WILMARX, gostaria de ver esse 100 em um humor desenhado. Hehehe, estou exigindo já, não?

Abs, uma ótima semana a todos

Quintana; Domingo.

Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
Vive uma louca chamada Esperança
E ela pensa que quando todas as sirenas
Todas as buzinas
Todos os reco-recos tocarem
Atira-se
E
— ó delicioso vôo!
Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
Outra vez criança...
E em torno dela indagará o povo:
— Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
E ela lhes dirá
(É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
— O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA...

Mário Quintana

Boa Semana

A busca do significado

Crônica

Eis que entra no quarto um velho parente, quase tão velho quanto, senta-se lentamente numa cadeira junto à cama e, sem saber o que dizer, diz apenas: ''Pois é...'', frase pronunciada com o tom de finalidade inescapável que tem tantas vezes (''Não adianta mais nada'', ''Pra que lutar?'', ''Deixa pra lá'', ''Ferrou tudo'' etc).

''O problema não é esse'', disse o deitado, o esse já se referindo, compreende-se, a fechar o paletó. ''O chato é que morro sem saber a coisa que sempre quis saber, que sempre busquei entender: o significado da vida.''

''Pena'', disse o sentado, ''você estar aí sem poder se levantar. Li nas minhas leituras teosóficas, coisa séria, que existe na Índia um monge, um lama, que descobriu isso.''
''Besteira! Já ouvi muita besteira igual! Não acredito.''

Mas acreditou. O amigo que, por absoluta falta de numerário, jamais poderia viajar, buscar in-loco aquilo em que acreditava, a existência de alguém supernatural que sabia o significado da vida, trouxe para o parente em fim de vida todas as provas científicas da verdade metafísica, uma contradição em termos, vá lá, mas na qual o outro, depois de muito ler e conversar, acreditou. Por isso se levantou, decidido a adiar a morte e ir em busca da verdade impossível.

Dois meses depois, tendo vendido tudo que possuía, o terceira-idade entrava num avião que, através de São Paulo (hoje nenhum avião carioca parte, nem mesmo pro Supremo Conhecimento, sem passar por São Paulo), deixou-o em Madri, de onde se transferiu pro Marrocos, de onde se transferiu pra Nova Delhi. Depois, Gwalior. Entre vôos, transferências e paradas de descanso, chegou ao seu último posto aéreo.

Aí é que começava a mais longa aventura. Três dias de trem até Ahmadaba, dois até Ingirad, uma semana em ônibus de filme mexicano classe B, de Ingirad a Vadodara, espera de dois dias em Navsari, depois dez dias em cima de burro por estradas pedregosas, ou enlameadas, ou esburacadas, muita chuva e muito sol. Porém, quanto mais sacrifício ele fazia, mais estava convencido de que se aproximava o absoluto. Assim vão as crenças. E aí, num deslumbramento, estava ao pé do monte Chandrapur.

Largou os últimos pesos e, só com um saco com poucos alimentos, subindo e caindo, escorregando e subindo, agora embaixo de uma nevasca que o pegou no primeiro platô, a 200 metros de alto, ele, sete dias depois, chegou ao pico da montanha. E ali, como tanto lhe tinham prometido os livros sagrados, em baixo de uma nuvem de gelo, a cabeça iluminada por luzes irreais, rodopiantes, multicores, sentadão na posição do lótus (ou da papoula, ou do cogumelo, não soube identificar) estava o Guru Supremo, O Omar Prometido, o Ungido.

O ancião se ajoelhou contrito como fora ensinado a fazer, e disse, babando sua última baba terrestre de admiração e fé: ''Meu Guru, meu Profeta, meu Ser Untado e Untuoso, meu Xilóforo. Sou brasileiro, sou carioca, tenho 83 anos, estou à morte. Mas, com minhas últimas forças, vim até aqui por Seca e Meca, por trixas e nomenclaturas, só por saber que meu Mollah, meu Miramolim, ia enfim me revelar qual é o sentido da vida. Me diz, Terapeuta do Mundo, qual é o sentido da vida?''

O Guru olhou pro velho carioca com um olhar de doce e profunda sabedoria e disse, silabando as palavras, lentamente, degustando cada fonema:

''Meu filho distante, agora meu bem amado filho próximo... (Parou, gozando a própria e milenar sabedoria). A vida... a vida é um rio que flui.''

''Um rio que flui?'', ecoou o velho, tão espantado quanto decepcionado.
Mais espantado ainda, o Guru se engasgou: ''Ué, não é não?''

Queixas, Blogs e BBB

Cronica

Todas as declarações contidas neste formulário devem ser feitas com rigor e respeito à verdade pois o signatário pode ser julgado por elas. O criminoso também, no caso de ser identificado, descoberto, preso, e desde que não pertença aos emergentes sociais, aos quadros da polícia ou de quaisquer forças armadas. Outrossim o declarante deve ter em mente que pertence às forças desarmadas. E que quaisquer — única palavra portuguesa com plural no meio — é sempre contra ele. Cop. Apc. Art. 32. Par. II.

I. Nome do queixoso.
Silva, o anonimato assinado.

II. Acontecimento do qual participou.
Agressão, roubo e tudo o mais. Mas não participei. Fui participado.

III. Testemunhas?
Sim. A polícia prendeu um cego vendedor de loteria e um perneta explorador de lenocínio, mas ambos conseguiram escapar. Porém é fácil localizá-los porque um tem licença de banqueiro de bicho pra funcionar no local e outro é apoiado por traficante como avião absolutamente insuspeito.

IV. Está disposto a comparecer à delegacia pra reconhecer seus assaltantes?
Perdão, doutor, o senhor está brincando comigo? Tenho mulher e três filhos.

V. Seus ferimentos ainda são visíveis?
Vestido, não.

VI. O que é que o assaltante lhe tirou?
A carteira e três dentes.

VII. O local em que o senhor foi assaltado era bem iluminado?
O suficiente prum dos assaltantes me acertar uma paulada no alto do quengo.

VIII. Outras circunstâncias que possam ajudar a esclarecer o assalto.
Eu estava com minha mulher contando o dinheiro que tínhamos tirado do banco 24 horas. Imprudência a nossa. Essa é a hora em que é maior a fila de assaltantes.

IX. Tomou alguma atitude pra se defender?
Desafiei-os pruma corrida de fundo mas um deles era melhor do que eu na rasa.

X. É a primeira vez que lhe acontece um assalto na rua?
Não. Pra ser exato, é a 54ª vez. Eu anoto.

XI. Por que o senhor nunca deu parte?
E o senhor acha que adianta dar parte? Os assaltantes aceitam. Mas os militares não aceitam menos de 50%.

XII. O senhor acha que é assaltado por deficiências estruturais da sociedade em que vive ou porque não tem sorte?
Eu não tenho sorte de viver na sociedade em que vivo.

XIII. Por que o senhor acha que é tão assaltado?
Confesso que sou imprudente; costumo freqüentar lugares só freqüentados por marginais. Por exemplo, Rio e São Paulo.

XIV. O senhor procurou algum policial depois de assaltado?
Procurei mas não dei sorte. Estavam todos, depois de tantos anos, ainda sendo julgados pela Chacina da Candelária, coitados.

Assine embaixo e entregue ao seu jornaleiro. As queixas darão entrada imediatamente após ser paga a taxa para o Fundo De Proteção Ao Bom Policial Preso Injustamente No Cumprimento Do Dever E Do Haver.

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Blogs e BBB

Olá, agora passando para falar as novidades do Pub que poderão ser vistos durante a semana, e também para informar algumas notas e novidades.

O Compulsivo anda agitando a blogsfera com o Prêmio Best Blogspot Brasil, na qual os blogueiros elegem o melhor blogue hospedado no Blogger/Blogspot. Para participar poste um artigo falando sobre o assunto, indicar 03 blogs do Blogger e linkar para a promoção do compulsivo. ( para maiores infos, clique no link e verifique todas as regras )

Deixo beijos e mais beijos em agradecimento a minha Luz, Luma, que indicou o Pub a promoção e como rezam as regras, devo indicar a três blogs também. Ai vão eles:
- Luz de Luma - Luma Rosa
- Blabláismo - Wagner, Arthur, Carol, Julio, Michel
- By Oscar Luiz Ano II - Oscar Luiz

Outra novidade da blogsfera é a promoção que a blogueira


  • 01 template exclusivo
  • 01 logotipo
  • a primeira anuidade de um domínio próprio

"É isso mesmo! Tudo por conta do Dicas Blogger." - Palavras de Juliana, então confiamos. :D

Para participar clique no banner, respeite as regras, boa diversão e boa sorte a todos os participantes.

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E por final o pub dá as boas vindas ao novos links/blogs do pubroll, sempre que necessário um link sempre é adicionado aos posts, mas os links do pubroll são leituras obrigatórias para quem realmente quer mais informação e entender o mundo blogueiro.

Já as boas voltas a Du que está de casa nova e cheia de sonhos, e também a Yvonne com o BlogGente após uma reforma na casa.

Por enquanto é isto, e por ai, quais são as boas novas?
Abs.

Nota zero a segurança publica.

De repente, a Lei Seca deu certo e as famílias brasileiras contabilizam, felizes, a redução no número de acidentes, de feridos e mortos. Com a Lei Seca, temos a sensação que saímos de uma guerra e estamos nos adaptando a um período de paz.

O mesmo precisamos fazer, com urgência, com a Segurança Pública. Não agüentamos mais nos concentrar nos fatos isolados, que são muitos, relatando as mortes de civis, de policiais militares, de criminosos que já se entregaram.

Chega! Precisamos dar um basta às execuções de civis praticadas por policiais despreparados. Sem reciclagem mas armados. Polícias que se mantêm em guetos agindo à margem da lei, como constatamos nos casos de roubos de cargas e de quadrilhas de venda de carteiras de habilitação falsas.

Por exemplo, reportagem publicada pelo jornal O Globo mostra que após concluir a preparação no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), que leva oito meses, um soldado da PM do Estado do Rio pode ficar de oito a dez anos sem passar por cursos de reciclagem.

O resultado foi a morte do menino João Roberto, que teve o carro de sua mãe fuzilado. Apenas o cabo William de Paula tinha curso de técnicas de abordagem. O soldado Elias, há três anos na corporação, não tinha. Os dois estão presos acusados da morte do menino.

Mas, de novo, insisto, não basta punir os policiais que erram e matam em missão se nada fizermos com as políticas de Segurança Pública, que mais do que reciclar de maneira sistemática, têm que trazer os policiais para o convívio cidadão. Senão, os fuzilamentos de civis voltarão a ocorrer.

Ainda existem muitos guetos no aparelho policial que vivem como se o País não estivesse em plena democracia, com os direitos do cidadão assegurados. Ao mesmo tempo, a sensação de bandalheira generalizada, com a morosidade da Justiça e soltura continuada dos criminosos de colarinho branco, gera nos cidadãos uma sensação de impunidade. E muitos criminosos se lançam ao crime achando que nada lhes acontecerá.

No mesmo estilo da Lei Seca, vamos adotar a Tolerância Zero para as ações de violência, especialmente as que são fruto do despreparo dos policiais, civis e militares, que têm a obrigação constitucional de proteger as vidas dos cidadãos. E ampliar o rigor das investigações, reduzir os tempos de apuração dos crimes e punir exemplarmente todo criminoso que achar que sairá impune em quaisquer tipos de crimes.

Lutamos, durante décadas, contra a prepotência policial, que a sociedade corretamente associava à ditadura militar. Agora, é hora de levar o Estado de Direito para as rotinas das polícias civil e militar, que bem treinadas saberão impor o rigor do Estado brasileiro aos criminosos que ousem desafiar nossas leis. Estamos perdendo vidas demais, gerando tragédias absolutamente evitáveis.

Brasil exige uma revolução na política de segurança pública

Quando a gente resolve dar um basta, nos mostramos um povo altamente disciplinado e cidadão. Quem viveu a inflação galopante achava que nunca controlaríamos os preços. "E agora, 14 anos depois do Plano Real, qualquer oscilação na inflação, para mais, já nos mobiliza para pressionar governos, para comparar preços, para punir empresas que estejam, eventualmente, abusando", afirma o deputado federal Roberto Santiago.

O mesmo acaba de ser feito com a violência no trânsito, com milhares de pessoas mortas e feridas. Com a Lei Seca em vigor, já nos reeducamos para respeitar a lei. A conseqüência tem sido a redução drástica do número de mortos e feridos.

"É por isso que acredito que vamos controlar com urgência os problemas de segurança pública", afirma o deputado Roberto Santiago. "É porque o povo brasileiro quer e não aceita mais que o assunto seja adiado", diz.

Muito mais do que as pirotecnias de se prender e soltar criminosos de colarinho branco, temos que buscar investimentos em treinamento de nossas polícias. Para que elas sejam, efetivamente, eficientes na apuração dos crimes e na apuração de provas sólidas para que a Justiça condene, de verdade, os que forem considerados culpados.

É a democracia que tem que chegar dentro dos quartéis e das delegacias de polícia e fazer parte da referência de todo e qualquer cidadão, antes que ele se julgue no direito de atuar contra o Estado brasileiro, apostando na impunidade. Queremos uma polícia que saiba respeitar nossos direitos, mas que seja absolutamente rigorosa com todo e qualquer tipo de crime.

Não suportamos mais as manchetes de atos violentos praticados contra nossas polícias ou realizados por nossos policiais no exercício do dever. Por isso, tenho certeza de que o Estado brasileiro vai seguir a vontade dos brasileiros e brasileiras e iniciar um procedimento para, a exemplo da Lei Seca e do Plano Real, conseguir, a curto prazo, conquistar uma Segurança Pública que cumpra com sua obrigação constitucional, que é a proteção do cidadão.

Ou agimos agora ou corremos o risco de ampliar a epidemia da violência urbana para as cidades menores e até mesmo para a zona rural, que já sofrem o reflexo da violência nos grandes centros.

Imperador e Galileu

Cristianismo e paganismo, intolerância religiosa e preconceito, as relações sinuosas da Igreja com o Estado. Essas são algumas das polêmicas debatidas em “Imperador e Galileu”, peça do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906), que ganha montagem inédita no Brasil, pelas mãos do diretor Sérgio Ferrara. A peça estréia em 18/07/2008, no Sesc Santana, zona norte de São Paulo, e tem o ator Caco Ciocler como protagonista, no papel do imperador Juliano.

O texto, escrito em 1873, é considerado pelo próprio Ibsen a sua maior obra. “Imperador e Galileu” é a que teve o mais longo processo criativo da carreira do dramaturgo, com a duração de nove anos, entre 1864 e 1873. O texto trata da vida do imperador Juliano (século IV d.C), que se tornou figura polêmica ao tentar destituir a igreja católica como religião oficial do império romano e resgatar os cultos pagãos.

A peça, traduzida por Fernando Paz e adaptada por Sérgio Ferrara , cobre um período de 12 anos, de 351 a 363 A.D., numa época de conflito entre o Cristianismo e o Helenismo. Na abertura da peça Juliano tem 19 anos e com o seu meio-irmão Galo, herdeiro do trono, vive sob o período de terror instaurado pelo imperador cristão Constâncio, que tinha mandado assassinar toda a família de ambos. Juliano fora educado como cristão, mas é perseguido pela dúvida. Sob a influência do seu tutor, o filósofo Libânio, vai para Atenas aprender sobre a religião dos pagãos. Porém, também não consegue alívio na adoração dos antigos deuses, ansiando por uma revelação que lhe mostre que caminho seguir. Máximo, o místico de Efeso, revela-lhe a visão do &l dquo;terceiro reino”, um reino que se baseará na ética cristã, na sabedoria pagã e na alegria pela vida. Juliano torna-se imperador e declara a liberdade religiosa a todos os cidadãos.

Quando assumiu o império romano, a primeira coisa que Juliano fez foi tentar extinguir a igreja católica como igreja oficial do Estado. O escândalo foi enorme. Dentre as polêmicas leis que criou, ele decretou que a igreja católica deveria restituir todos os templos pagãos, estava proibida de receber doações em dinheiro e não poderia mais usar o Estado ou sua infra-estrutura, como o transporte, para poder peregrinar. Teria que pagar por isso, bem como conviver com todos os ritos pagãos que o imperador pretendia resgatar. Juliano foi considerado um Anticristo e assassinado aos 32 anos, no deserto, por um criado e amigo cristão. A peça, que se passa no século IV, discute, dentre outros tópicos, a intolerância religiosa presente ainda nos dias de hoje.

Em setembro de 2005, o diretor Sérgio Ferrara foi convidado para dirigir uma leitura dramática da peça “O Inimigo do Povo”, no Sesc Consolação, evento que deu início às comemorações do centenário de Henrik Ibsen, celebrado em 2006. A peça estreou em outubro de 2006, no Sesc Ipiranga e depois em 2007, fez uma longa temporada no Teatro Ruth Escobar, Tuca e na Viagem Teatral do Sesi, em São Paulo.

“Nesse logo contato que tive com a obra de Ibsen, tomei conhecimento dessa peça inédita no Brasil, nunca antes traduzida e encenada. É muito importante continuar essa pesquisa, sobre a obra desse dramaturgo, que revolucionou a estrutura da dramaturgia do nosso século, tido como o pai do realismo e considerado universalmente o Shakespeare da contemporaneidade. É um projeto grande, que requer uma pesquisa árdua e o envolvimento de um elenco e uma equipe técnica afinados para a realização do espetáculo. Além de trazermos para o público uma obra inédita de Ibsen, também estaremos debatendo através desse texto o tema da intolerância religiosa, que, quando misturada com assuntos políticos, pode levar as nações a guerras intermináveis em nome de Deus”, aponta Sérgio Ferrara.

Sobre Henrik Ibsen:

Apelidado de pai do teatro moderno, criador do chamado "teatro de idéias", a obra do norueguês Henrik Ibsen (1828-1906) se caracteriza pelo estudo psicológico dos personagens, pela crítica à burguesia e ao capitalismo e pelo encontro do indivíduo com a sociedade. Foi um dos revolucionários do teatro moderno ao colocar em cena não um mundo idealizado, povoado de heróis e heroínas sobre-humanas, mas, sobretudo, as angústias e sentimentos comuns à maioria das pessoas da classe média de seu tempo. Sua obra é dividida em 4 períodos e 25 peças. Em 1863, fez sucesso com "A Matéria de que se Fazem Reis", ambientada na Noruega medieval e apresentada na Itália, onde escreveu outras três peças, entre elas: "Peer Gynt" (1865), uma crítica ao homem moderno atrav&ea cute;s da trajetória de um aventureiro que abandona seus princípios morais em nome da fama; "Casa de Bonecas" (1879), sobre uma mulher que abandona o marido e os filhos para ser independente. Também fazem parte de sua obra "A Comédia do Amor" (1862) e "Os Pilares da Comunidade" (1877).

Sobre Sérgio Ferrara:

Depois que deixou o CPT (Centro de Pesquisa Teatral) supervisionado pelo diretor Antunes Filho, Sérgio Ferrara dirigiu espetáculos como Antígona de Sófocles na jornada Sesc de teatro com o ator Paulo Autran, “Tarsila”, de Maria Adelaide Amaral, “Barrela” e “Abajur Lilás”, de Plínio Marcos, “Mãe Coragem e seus filhos”, de Brecht com a atriz Maria Alice Vergueiro. Recebeu o Prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte) de melhor diretor pelo espetáculo “Pobre Super-Homem”, de Brad Fraser. Com o ator Raul Cortez realizou a peça “Fica Frio” do dramaturgo Mario Bortoloto e recentemente no seu espetáculo “O Mercador de Veneza”, de William Shakespeare, o ator Luis Damasceno recebeu o Prêmio Shell de melhor ator. Em 2005, em parceria com o escritor Ignácio de Loyola Brandão e a artista plástica Maria Bonomi realizou o espetáculo “A Última Viagem de Borges”, indicado ao Prêmio Shell de melhor cenografia. Seu trabalho mais recente foi “O Inimigo do Povo” (2007), de Henrik Ibsen, em comemoração ao centenário de morte do dramaturgo norueguês, e que contou com o apoio da Embaixada Real da Noruega no Brasil.

FLIP 2008

As ruas de pedra do centro histórico de Paraty, apelidadas pela população local de “pé de moleque”, se transformaram durante os cinco dias da FLIP – Festa Literária Internacional de Paraty - num efervescente e animado ponto de encontro de amantes da literatura. No meio dessas vias estreitas, nos restaurantes e nos bares, durante todo o dia era freqüente se deparar com algum dos escritores brasileiros e estrangeiros que participaram das 19 mesas da programação e que reuniram, ao todo, quarenta autores – 22 brasileiros e 18 estrangeiros.

Ao apresentar o balanço do evento, Mauro Munhoz, diretor geral da FLIP, informou que a tenda dos Autores e a do Telão receberam, juntas, cerca de 35 mil espectadores. Neste ano, a difusão do conteúdo proveniente dos depoimentos dos escritores ganhou um importante apoio, que possibilitou ampliar a abrangência e a mobilidade do acesso. Pela primeira vez, as mesas foram transmitidas online, com uma audiência que, já no segundo dia, aproximou-se das 4 mil visitas. Também foi criado um blog e postados vídeos no youtube.

A importância da iniciativa para a literatura foi igualmente destacada no balanço de encerramento. “A FLIP é a melhor porta de entrada de um autor no Brasil”, destacou Flávio Moura, diretor de programação da FLIP 2008 e que terá o mesmo papel na edição do ano que vem. “A FLIP é cada vez mais uma chancela fundamental que orienta o que vale e o que não vale a pena ler”, completou.

FLIPINHA e FLIP ETC

Também na FLIPINHA e na FLIP ETC, atividades que integram a programação oficial da FLIP, os resultados foram muito positivos, tanto na quantidade de participantes como, especialmente, na qualidade das ações organizadas e dos convidados. Na FLIPINHA, a série de eventos realizados, que resultam de um trabalho educativo desenvolvido ao longo do ano com alunos de 37 escolas da cidade, reuniu vinte autores brasileiros e atraiu cerca de 10 mil crianças.

Na animada tenda da FLIPINHA, os jovens participantes tiveram oportunidade de interagir com autores, ouvir histórias contadas pelos próprios escritores, acompanhar “ao vivo” como se desenvolve o processo de desenho de uma ilustração e aprender a criar bonecos de papel machê e poemas coletivos. Também foram protagonistas de peças de teatro, apresentações musicais e de dança, com a constante inspiração de Machado de Assis, o homenageado da FLIP 2008.

A FLIP ETC concentrou em sua programação a maior parte das atividades relacionadas a Machado de Assis, incluindo uma mostra de cinema com filmes baseados na obra do escritor, uma exposição do Instituto Moreira Salles com fotografias do Rio de Janeiro na época de Machado, peças de teatro adaptadas a partir de suas obras e abordagens particulares extraídas dos textos machadianos, como a palestra “Economia em Machado de Assis”, do ex-presidente do Banco Central, Gustavo Franco.

A sinergia entre Paraty e a FLIP

O interesse despertado pela festa literária traz reflexos diretos para a economia da cidade. Durante os cinco dias, Paraty recebeu em torno de 20 mil turistas, que ocuparam pousadas e restaurantes, fizeram compras nas lojas e ateliês, gerando recursos e ampliando o mercado na cidade. Somente a FLIP ocupou 230 paratienses, que trabalharam na montagem e realização da festa.

Não é só no curto prazo, entretanto, que a cidade se beneficia dessa iniciativa. Numa sinergia muito feliz, os atributos naturais, turísticos e arquitetônicos de Paraty formam o cenário ideal para receber uma festa literária com as características e objetivos da FLIP. Como contrapartida, a FLIP se consolida como um instrumento que contribui cada vez mais para que o município possa planejar o desenvolvimento futuro, suprindo suas carências de infra-estrutura e preservando um patrimônio ambiental, histórico e arquitetônico reconhecido e respeitado internacionalmente.

Tecnologia Publica.

A cena clássica da repartição pública em que o funcionário fica atrás do balcão de madeira, usando a máquina de escrever e o carimbo de protocolo, já é imagem do passado. Cada vez mais, o poder público investe no uso da informática como forma de agilizar, e melhorar, a prestação de serviços para a população. Mais que isso, a tecnologia, quando devidamente aplicada, significa também um importante avanço para a repartição, com destaque para o próprio servidor público que, livre de atividades burocráticas, passa a ter, inclusive, seu trabalho reconhecido.

Tal situação, no caso dos municípios, se faz presente nas mais diferentes situações e independe do porte socioeconômico da cidade. Claro que, em um país como o Brasil, ainda há locais em que a tecnologia digital está longe de ser realidade. De qualquer modo, um setor da administração municipal em que a informática tem avançado enormemente é o administrativo-financeiro, contribuindo, entre outros pontos, nas ações destinadas à organização das finanças públicas. Nessa linha, destaca-se o Imposto sobre Serviços (ISS), uma das principais fontes de receitas das prefeituras, que é recolhido mensalmente junto a empresas, prestadores e tomadores de serviços. Em determinados locais, como São Paulo, o ISS tem participação maior na arrecadação do que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e aproxima-se da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

A versão eletrônica do ISS, nas cidades em que é adotada, permite um controle melhor da arrecadação. Em muitas ocasiões, chega a aumentar os recursos originários desse tributo. Além disso, para o contribuinte, o sistema possibilita agilidade e ganho de tempo no cumprimento das obrigações tributárias com a administração municipal. Afinal, os prestadores e tomadores de serviço, que efetuam o recolhimento mensal, não precisam mais se dirigir pessoalmente ao setor de ISS da prefeitura para apurar o valor do imposto.

A preocupação em melhorar a arrecadação municipal é legítima para o poder público, desde que isso se reverta em benefícios para a cidade, e não signifique simplesmente aumento de impostos. Nesse sentido, qualquer mecanismo que venha a contribuir com esse objetivo, como a informática, é sempre bem-vindo.

No caso, a versão eletrônica do ISS já faz parte do cotidiano de centenas de municípios como Agudos, Pirassununga, Taboão da Serra, Caieiras, Poá, Mairiporã, Itapecerica da Serra, Cabreúva e Embu Guaçu, todos em São Paulo, sem falar da capital paulista. Está presente também em cidades de outros estados como, por exemplo, Varginha (Minas Gerais).

O cuidado com esse tributo, por parte dos poderes públicos locais, está inserido em uma questão mais ampla, que é o dever da máquina administrativa em manter o equilíbrio fiscal. Mas isso já é um outro assunto, que perpassa uma discussão maior, que é o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e a necessidade, premente, de o país realizar uma reforma fiscal.

Jamelão e o Humor.

Transcrevo aqui uma cronica feita pelo amigo jornalinista Airton Gontow, que com tantas experiencias que teve com esta figura, que é o Jamelão, fez uma cronica em sua homenagem.

Por Airton Gontow

Confesso que apesar dos anos de experiência como jornalista cheguei apreensivo ao encontro com Jamelão, que iniciaria uma bela trajetória no Bar Brahma. Afinal, poucos artistas carregavam tamanha fama de braveza e mal-humor. “Nunca o chame de puxador”, advertiram alguns; “Não toque no nome do Cartola”, diziam outros.

Com receio apresentei-me àquele senhor elegante, de chapéu e paletó, com elásticos nos dedos. Pedi para entrevistá-lo e convidei-o para sentar: “Eu não sento. Eu me acomodo. Mas se você gosta de sentar, respeito as suas preferências”, disse Jamelão, para logo abrir um inesquecível e discreto sorriso com os olhos.

Em pouco tempo, enquanto eu buscava dados para meu primeiro release, já que o Bar Brahma era um dos clientes da minha assessoria de imprensa, Jamelão já havia disparado vários outros trocadilhos e brincadeiras, como quando perguntei o que desejava tomar: “Eu não tomo. Eu bebo...”

Conto esta história para desmentir a injustificada fama que Jamelão carregou de mal-humorado por toda a sua vida. Era, sim, um homem de personalidade forte, frases incisivas e momentos de incrível falta de paciência. Mas para quem o conheceu de perto, Jamelão deixou a imagem de um homem bondoso, alegre, divertido e, claro, notável cantor.

Como o espaço é curto, deixo de lado a conversa e conto agora algumas das histórias que vivenciei ao lado Jamelão, de quem terei para sempre o orgulho de ter sido amigo.

No Sujinho, de madrugada

Estávamos no Sujinho, tradicional reduto da noite paulistana. Era a noite do jogo do Inter de Porto Alegre contra o São Paulo, no Morumbi, pela Taça Libertadores. Percebemos alguns colorados, discretos e disfarçados no meio daquele bar lotado de são-paulinos cabisbaixos pela derrota em casa. Lá pelas 3h um grupo se aproximou da mesa: "Jamelão, somos gaúchos e teus fãs. Tu podes dar um autógrafo para a gente?" Jamelão olhou fixo e disparou: "só se vocês acertarem qual é a minha musica predileta!". E deu a dica: “é do Lupicínio”.

"Nervos de Aço"", exclamou um. "Vingança", disse outro. "Esses moços, pobres moços...", arriscou um terceiro. Ele finalizou a conversa: "Você erraram, não tem autógrafo". Deu um leve pontapé em mim por baixo da mesa e começou a cantarolar: “até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver". Os colorados olharam atônitos. Ele abriu um largo sorriso e disse: "sou gremista em Porto Alegre, santista em São Paulo e, principalmente, vascaíno no Rio, mas vocês estão de parabéns pela bela vitória. Para quem dou os autógrafos?" Todos rimos saborosamente...

Jamelão explica por que não dá a mão

De cima do palco, Jamelão não percebeu de imediato o braço estendido. O homem pegou na barra da calça do famoso sambista carioca e puxou-a, com relativa força. Jamelão olhou, olhou, mas não teve a provável reação zangada. Inclinou o corpo e pegou o bilhete. Não satisfeito, o homem burlou a segurança, subiu no palco e logo se aproximou de Jamelão, novamente com o braço estendido.

Temi pelo pior e imaginei que Jamelão empurraria ou no mínimo passaria um pito histórico no intruso. Jamelão olhou, olhou e, finalmente, estendeu a mão para o aperto pedido pelo homem.

O sujeito desceu do palco e Jamelão prosseguiu cantando: “maestro, músicos, cantores, gente de todas as cores, faça um favor pra mim...” Ao final da canção, interrompeu os aplausos e disse: “Há pouco quase não dei a mão para aquele homem que subiu aqui no palco. Mas logo imaginei que no dia seguinte os jornais diriam: ‘o Jamelão é antipático’, ‘o Jamelão é isso, o Jamelão é aquilo’. Além disso essa música é tão bonita que não valia a pena interrompê-la. Por isso retribuí o cumprimento, mas agora eu vou contar por que não gosto de dar a mão para ninguém que não conheço: em 1963 eu ia para o morro da Mangueira quando começou a chover. Busquei abrig o em um ponto de ônibus. Havia um homem de costas, fazendo xixi em um barranco. Quando terminou, virou-se, me viu e gritou: ‘Jamelaaaaão!!’ E veio em minha direção, com a mão aberta.Então eu falei: ‘sai pra lá! Você estava pegando no seu e agora que me dar a mão!’ Depois disso pensei: sou um homem público. Aquele tipo eu vi onde estava com a mão antes. Mas dos outros não vejo. De repente, aquele sujeito que está agora sentado lá na frente tomou umas cervejas a mais, foi ao banheiro, não lavou as mãos, saiu, veio até o palco, subiu e tive de pegar no dele por tabela!, disse Jamelão, para ser ovacionado pela platéia.

Cena de grito em um bar da Avenida São João

Na saída do Bar Brahma, situado na esquina imortalizada por Caetano Veloso em “Sampa”, uma garota loira e bonita vem correndo em nossa direção. São 2h e ela gritava histericamente. Pára de berrar, pega na mão de Jamelão e lasca-lhe um beijo. "Sai daqui sua
louca. Sai! Fora! Sai daqui!", vocifera o cantor. Ela fica abalada. As
poucas pessoas que restavam na casa olham assustadas. Ele se justifica: "Adoro mulher. Olho para as mais novinhas e, até, para as
mais velhinhas. Mas não é porque sou preto e velho que vou deixar que
uma mulher me trate como se eu fosse um pai de santo. Beijo na mão eu
não aceito!"

Jamelão, o antipático

Jamelão recebia para ficar no palco do Brahma cerca de uma hora. Mas gostava de ficar mais. Bem mais. Às vezes o show chegava a 2h30, entre sambas históricos e canções românticas. Até que anunciava a última música, “a mais importante para mim em toda essa noite”. O público olhava surpreso, porque Jamelão já havia desfilado os sambas antológicos da Mangueira e músicas como “Nervos de Aço”, “Esses Moços” e “Vingança”, de Lupicínio; “Matriz e Filial”, de Lúcio Cardim; e “As Rosas não Falam”, de Cartola (sim, ele cantava Cartola, ao contrário do que muitos jornais disseram e apesar de deixar claro que “não tinha empatia pelo Cartola como pessoa’). Qu e música seria essa? Aí começava a cantar uma composição sua: “O papai já vai embora, o papai vai descansar, o relógio tá marcando (e ele olhava para o pulso): 1h30! Tá na hora de nanar. O papai já vai embora, o papai vai descansar, vou pra casa da Aurora ou então da Dagmar...”

Depois ainda encontrava tempo e disposição para dar autógrafos e tirar fotos com todos os fãs que assim o desejassem.

Naquele dia, porém, todos esquecemos do tempo e quando vimos já passava das 3h e a cozinha do Brahma não tinha mais os pratos tão sonhados pelo sambista. E sanduíche ele não queria!

Seguimos para o Confraria, outro templo da boa música na capital paulista. Ao entrarmos, o bar inteiro saudou: “Jamelão! Jamelão! Jamelão!”. E pediu: “canta! canta! canta!” Formos até o fundo do bar e sentamos. Ou melhor, nos acomodamos. O público continuou: “canta! canta! canta!” Mesmo extenuado, Jamelão, então com 92 anos, foi ao palco e disse: “olha gente, já cantei durante 2h30 no Brahma. Então vou mostrar só duas músicas, em homenagem a vocês” E soltou seu vozeirão para a alegria geral da nação.

Quando voltou à mesa, iniciou-se uma nova peregrinação de fãs à procura de um autógrafo. Foram uns 30, em meia hora. Quando o prato chegou, lá pelas 4h e Jamelão começou a comer, um homem se aproximou com uma câmera nas mãos e disse: “vamos tirar uma foto?” Sério, Jamelão disse: “Agora não dá meu filho, estou jantando”. Ao que o homem respondeu: “Bem que disseram que você é um antipático grosseiro!” Jamelão olhou-me e, resignado, continuou a comer.

Garçom racista

Na Lellis Trattoria Jamelão olha transtornado para o garçom e grita: “o senhor é um racista! É um racista! Vou chamar a polícia”. O funcionário, assustadíssimo, se aproxima e pergunta “mas o que é que fiz?” “O senhor só trouxe cerveja normal. E eu adoro cerveja preta”, explicou Jamelão para risada de todos..

O orkut do Jamelão

Festejamos o aniversário de 93 anos de Jamelão no Consulado Mineiro, restaurante freqüentado por artistas, jornalistas e gente alternativa, na Praça Benedito Calixto, em São Paulo. Uma jovem em uma mesa próxima não parava de olhar em nossa direção. Jamelão deu o sinal de alerta. “Aquela mulher está olhando fixo para cá. Vai acontecer alguma coisa. Já vi este filme!" Ao final do jantar, quando saíamos da casa, não resisti. Fui até a mesa e perguntei se queria alguma coisa. Ela pediu para falar com Jamelão. Indaguei e ele deu o sinal de positivo. Quando chegou à mesa, ela disse: "Eu sou a Flávia". Ele ficou olhando, estático, sem falar nada. "Sou a sua amiga, Flávia", repetiu. Foi sincero: "Desculpe-me, mas não estou lhe reconhecendo". Ela explicou: "sou a Flávia, que fala com você toda a noite pelo orkut". "Pelo o que?", questionou. "Sua amiga do orkut", ela insistiu. "Tenho 93 anos, minha filha. Não tenho computador. E se tivesse, você acha que eu perderia minhas noites no orkut? Alguém está fazendo você de boba e mentindo que sou eu!". Entrou no meu carro, a gargalhadas. Ria tanto, mas tanto, que batia com os punhos no teto do carro. "Orkut! Orkut do Jamelão...essa foi demais"...Saí dirigindo pela noite de São Paulo, feliz por ter presenciado mais uma cena inesquecível ao lado deste grande homem.

Jamelão (última história – essa eu não vi, mas posso imaginar)

É cedo. Os primeiros raios de sol surgem e um homem velho, de chapéu e paletó, com elásticos nos dedos das mãos, falecido às 4h30, chega à porta do céu. “Quem é?”, indaga uma voz. Pouco disposto a falar, como tantas vezes durante os 95 anos em que esteve na Terra, ele dispara: “Mangueira teu cenário é uma beleza, que a natureza criou. O morro com seu barracão de zinco, quando amanhece, que esplendor”. A Voz exclama admirada: “Jamelão!”. E diz, mansa e poderosamente: “Pode entrar meu filho. Entra e senta um pouco para descansar da travessia”.

Ele olha, olha e, finalmente, responde, na lata: “Eu não sento. Eu me acomodo”. E por via das dúvidas ainda recusa o cumprimento com mão...

abs, até a proxima.

Estrangeirismo (Update)


Vídeo desenvolvido por Fábio Rogério Petrocheli Carneiro da Unesp/FAAC em seu Projeto de Conclusão de Curso em Desenho Industrial e Programação Visual/2007. Carneiro neste vídeo utiliza diversas Logomarcas para demonstrar a idéia da invasão (ou substituição) da língua portuguesa pela inglesa. E então faz sua abordagem com foco na criação de logomarcas e tipografias a cerca deste tema. Ou seja, sugere que os profissionais desta área contemplem esta realidade em seus trabalhos e que de forma consciente pensem no resultado produzido por obras envolvendo esta questão linguística.





A composição é de Carlos Silva, poeta cantador arretado, como ele mesmo gosta de ser chamado, nascido em São Paulo, porém criado no sertão da Bahia. Autor não apenas dessa música, mas de inúmeras outras que, a cada uma que se ouve a vontade de conhecer todas é tão grande quanto tentar saber mais do poeta. Após descobrir que CARLOS SILVA era o verdadeiro autor do conto escolhido para fazer o trabalho sobre estrangeirismo era inevitável ter um contato com ele, tendo assim mais ênfase à defesa e desenvolvimento da idéia.

Portanto, assim como cada vez mais o estrangeirismo fica comum em nosso cotidiano, a confusão ou a não identificação correta do interprete ou cantor de músicas pode acarretar prestigio incorreto, injusto e que não chegam aos autores puramente brasileiros e brilhantes.


Eu gostaria de falar com presidente pra cuidar melhor
da gente que vive nesse país

nossa gramatica esta tão dividida tem gente falando happy,

pensando que é feliz


Acabaria com esse tal de estrangeirismo que pertuba
nossa lígua e muda tudo de vez

e os mendigos que hoje vivem nas calçadas ensinaria ao

brasileiro que aqui se fala o português


Sou simples, sou composto, oculto, indeterminado,

particípio, eu sou gerúndio, eu sou fônema sim senhor,

adjetivo, predicado, eu sou sujeito, ainda trago no meu peito

esse país com muito amor


Sou simples, sou composto, oculto, indeterminado,

particípio, eu sou gerúndio, eu sou fônema sim senhor,

adjetivo, predicado, eu sou sujeito, ainda trago no

meu peito esse país com muito amor


Lá no centro da cidade quase que morri de fome

tanta coisa, tanto nome sem eu saber pronunciar é :

Fast Food, Delivery, Self Service, Hot Dog, Catchup


Eu só queria almoçar


Lá no centro da cidade quase que morri de fome

tanta coisa, tanto nome sem eu saber pronunciar é :

Fast Food, Delivery, Self Service, Hot Dog, Catchup


Meu Deus onde é que eu vim parar


Oxente brother

Todo dia do dia.

Nesta semana comemora-se uma data que todos dizem ter de ser lembrada todos os dias. Então pergunto, como se lembrar de algo que poucos têm? Ou que muitos acharam já possuir e perder? Neste próximo dia 12 é dia dos namorados em sua versão comercial, acredito que é um dia que se celebra algo que fica esquecido durante muitos meses as vezes quase o ano todo, muitos se incomodam de existir uma data para isto, mas convenhamos, quantos namoros e quantos términos de namoros acontecem neste dia? Acredite são muitos.

Este dia representa a hora de pensar em tudo que acontece entre você e a pessoa que esta sempre ao seu lado, o quanto vocês se gostam, pensam em dividir a vida ou até mesmo criar um futuro para vocês dois, juntos? Muitos relacionamentos começam em lugares diferentes e terminam quando se tornam tradicionais, outros começam tradicionais e terminam quando fica uma coisa bem diferente.

Onde, como, quando, por que, de que maneira, estilo, momento, desejo, paixão, vontade, insegurança, destino, futuro, casal e vida são palavras que não conhecem data ou momento próprio a acontecer. O amor não tem cartilha ou manual, não é descritivo e muito menos fotografado, você simplesmente sente e reparte com aquela pessoa que tanto gosta.

Vontade de ficar perto da outra pessoa não é algo planejado ou que vem com o tempo, vontade de dizer e fazer coisas vem da real necessidade humana assim como respirar o ar. Hoje muitos tentam equilibrar o sonho a vida real e quando falham acha que ficou muito real ou muito fantasioso. Pessoas, entendam, é tudo muito mais simples. Você não tem que fazer tudo que lhe dizem ou leu, assim como nascemos aprendendo a respirar nascemos também aprendendo a amar. Não acredita? É porque ainda não identificou seu amor, ou então achou que o controlava em outro momento e acredito que se aquilo era amor, então você prefere nunca mais senti-lo.

Parece assustador, mas amor é algo único, diferente. Pense comigo, se entendemos tanto do assunto quanto imaginamos porque a cada ano tem cinco livros explicando como é o amor, e todo ano as opiniões mudam? Ou então porque os cientistas relacionam a fluxos e reações de nossa mente a paixão e ao amor? Pelo simples fato de acharem que é algo tão simples que deveria ser generalizado. Acredite não é.

O mesmo amor que sente pela sua mãe é diferente da que sente pelo seu pai, e diferente do que sente pela sua avó, e será diferente com a pessoa que quer passar o resto da vida. Existe nessas quatro pessoas algo de muito igual para generalizar o que sente? Ao menos a mim não.

Não posso explicar como será o seu, mas sei como funciona comigo e como disse é algo indescritível mas sinto as seguintes sensações. Necessidade, como o ar, de seus beijos e saber como está passando o dia, enviar um e-mail quando a saudade aperta. Senti-la sempre por perto sempre. Todo minuto estar com os pensamentos nesta pessoa mas de uma maneira tranqüila sem preocupações, outras utilizo esses mesmos pensamentos a continuar bem o dia, não me deixo levar por nada além dos pensamentos que tenho por ela.

Me trás vontades de faltar bem alto o nome dela junto com as juras de amor que fazemos todos os dias, simples assim. Dentre outras necessidades e vontades, dias noites e tardes, quero sempre mais estar ao lado dela, ajudando ou ter seu auxilio, aprender e ensinar, tudo isto e mais usando as palavras que naturalmente vem: Nós e Juntos. Duas vidas que nasceram cresceram passaram toda a experiência que deveriam, aprenderam e se preparam para se reencontrar e finalmente dividirem sua vida e transformá-la apenas em uma como já estava escrito, predestinado. São as poucas coisas que consigo descrever do que sinto, todo dia esta lista cresce e todo dia amo mais, quero mais e desejo mais este amor.

Tudo o que sinto não aprendi em livros e não aprendi em experiências anteriores, é algo novo e que identifiquei a partir do primeiro momento. Será assim com você também, tranqüilize, seja sincero e transparente, sensível, resumindo: Viva. De importância ao que realmente importar, não tenha o “Filtro Solar” como leitura diária se acaso não aprender nada com o texto, não leia cartas de amor achando que nunca acontecerá com você, desencane de sofrer por coisas que não merecem seus pensamentos ou suas lagrimas, seja sincero contigo e logo descobrirá que tem algum no mundo que entende exatamente o que pensa e o que passa. Que sabe lhe dar carinho e abrigo, a pessoa que fala sempre às palavras certas nos momentos que mais precisa que também lê seus pensamentos e sem falar uma palavra consegue acalmá-lo.

Pergunta-me se a vida pode passar sem reconhecer este amor? Respondo rapidamente que não, você poderá não identificá-lo ou até saberá, mas poderá não aceitar de inicio, seja por outras experiências e por estar machucado pela própria vida. Seja mais simples em tudo que fizer. O mundo não é tão complexo quanto pensa.

E todo dia é dia sim, de viver.

P.S: Lu, Te amo. <3

Political Open Season

Hoje o mundo vê mais uma vez com toda a atenção as novas visões e o futuro de todos. Ligados nas eleições americanas 2008, democratas e pacifistas começam a tomar fôlego para a corrida final até a casa branca.

De acordo com projeção da rede de TV CNN, Obama ultrapassou a marca mínima necessária de 2.118 delegados que precisava para garantir a nomeação do Partido Democrata na convenção que será realizada em agosto.

"Nesta noite, nós marcamos o fim de uma jornada histórica com o começo de outra", disse Obama na celebração da vitória em St. Paul, em Minnesota. "Nesta noite, eu posso ficar diante de vocês e dizer que serei o candidato democrata para presidente dos Estados Unidos", disse ele a cerca de 17 mil partidários.

Os cinco meses de prévias democratas terminaram ontem com votações nos Estados de Montana e Dakota do Sul, os últimos a realizarem as primárias e que colocavam em jogo 31 delegados. Obama venceu em Montana, e Hillary ganhou em Dakota do Sul.

Apesar de Obama se declarar o candidato democrata, a rival Hillary Clinton, ex-primeira-dama dos EUA que entrou na disputa democrata há 17 meses como forte favorita, não concedeu a derrota e disse que consultaria os líderes do partido e apoiadores para determinar qual seria seu próximo passo.

Agora, as projeções futuras volta-se a ficarem um pouco mais realistas, o que poderemos esperar de Obama caso eleito? Internacionalmente falando.

Não o conhecemos mas pelo partido já temos algumas previsões, claro que como todo bom democrata ele ficará com uma bela bagunça interna para limpar em seu pais, após éra Bush que deixou sua marca na historia como um republicano bem sucedido ( Gastou bilhões em guerra, aprova uso de força desnecessária, não mexeu no sistema de saúde interno, dificultou a passagem de estrangeiros ao pais, etc...) , Obama terá que começar a trabalhar como Lula, do primeiro mandato. "Melhorar a imagem do país lá fora", ou seja, projetar investimentos para salvar suas casas que hoje não valem muito.

Esperamos para ver o que acontece, e parece que os republicanos já começam a opinar sobre o assunto, acredito que não será algo fácil para os democratas. A partir de hoje iremos ver o quanto a política americana evoluiu. Durante anos lemos e assistimos o que aconteceria caso algum afro descendente ou uma mulher tomasse o poder.

Como será a batalha até casa branca? Já temos um preview sobre como acontecerá. Veja, os ataques de McCain [a Obama] foram feitos em discurso em Nova Orleans (Louisiana) ontem à noite, pouco antes de o senador por Illinois alcançar os 2.118 delegados. "Ele é um homem impressionante, que dá uma ótima impressão à primeira vista", disse McCain no discurso.

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", acrescentou.

Já Obama, promete não fica quieto como minoria popular e também utiliza de todas as informações que tiver em mãos para chegar ao grande poder. Durante seu discurso, Obama aproveitou para desferir diversos ataques contra McCain, que deve ser seu rival nas eleições gerais de novembro. McCain é "um homem que serviu a esse país. Honramos e respeitamos tudo o que ele alcançou apesar de ele se recusar a respeitar as minhas conquistas", afirmou Obama.

Agora vamos ver se a capital do entretenimento mundial deixará a realidade fluir e nos surpreender mostrando ao menos, que uma parte dos americanos ainda acredita em um mundo um pouco mais justo.

1968 - Mudou sua vida?

Janeiro

* 5 de Janeiro - Início da Primavera de Praga, marcada pela vitória nas eleições do ministro Alexander Dubček, que questiona a Cortina de Ferro.
* 15 de Janeiro - Um terremoto mata 231 pessoas na Sicília, Itália.
* 21 de Janeiro - Acidente: Cai na Groelândia um bombardeiro americano B-52 com 4 bombas atômicas.
* 30 de janeiro - Vietcongues lançam a "Ofensiva Tet" contra os americanos durante o ano-novo vietnamita (o ano lunar chinês).
* 31 de Janeiro - Vietcongs atacam a embaixada americana em Saigon.

Fevereiro

* 5 de fevereiro - Universidades são ocupadas por estudantes na Espanha e na Itália, e na Alemanha, um consulado americano.
* 18 de fevereiro - Em Berlim, grande manifestação estudantil contra a guerra do Vietnã, liderada por Rudi Dutschke.
* 12 de Fevereiro - A vila de Mocuba, Moçambique é elevada à categoria de cidade.
* 17 de Fevereiro - Uma reforma admnistrativa divide a Romênia em 39 distritos.

Março

* 4 de março - Muhammad Ali perde o título de campeão dos pesos pesados por se recusar a lutar no Vietnã.
* 7 de Março - Guerra do Vietnã: Primeira batalha em Saigon começa.
* 12 de Março - Declarada a independência das Ilhas Maurício.
* 16 de Março
o Robert F. Kennedy entra na disputa da presidência dos Estados Unidos pelo Partido Democrata.
o Guerra do Vietnã: Tropas americanas matam vários civis (Matança de My Lai).
* 27 de Março - Morre o astronauta russo Yuri Gagarin.
* 28 de Março - Em Portugal, criação da freguesia de Ponte de Vagos.
* 28 de Março - O estudante paraense Edson Luís de Lima Souto, de 16 anos, é morto pela polícia no restaurante Calabouço, no Rio de Janeiro, Brasil. Secundarista e pobre, Edson estava almoçando no restaurante quando foi mortalmente baleado. Ao contrário do que o governo publicou na época, Edson não era líder estudantil nem participava de confrontos armados.

Abril

* 4 de Abril - Martin Luther King é assassinado em Memphis, Tennessee.
* 4 de Abril - Falece o jornalista e empresário Assis Chateaubriand, dono da TV Tupi e do império dos Diários Associados.
* 6 de abril - Lançamento do filme 2001, Uma Odisséia no Espaço, de Stanley Kubrick.
* 7 de Abril - Morre o piloto escocês Jim Clark.
* 7 de Abril - Morre o ator Amílton Fernandes, o Albertinho Limonta da primeira versão da novela O Direito de Nascer de 1964.
* 11 de Abril - O presidente americano, Lyndon Johnson, assina a lei sobre os direitos civis.
* 20 de Abril - Pierre Elliott Trudeau torna-se primeiro-ministro do Canadá.
* 23 de Abril - Em Paris, França, é feito o primeiro transplante do coração na Europa.
* 23 a 30 de Abril - Guerra do Vietnã: Estudantes americanos fazem prostestos contra a guerra, na Universidade de Columbia, em Nova York.

Maio

* 2 de Maio - Inicio do "Maio de 1968". Estudantes se manifestam contra o "status quo". Barricadas são levantadas nas ruas e ocorrem confrontos com a polícia.
* 3 de Maio A Universidade de Paris (Sorbonne) é fechada pelas autoridades. A UNEF (Union nationale des étudiants de France) organiza passeatas que são dissolvidas com violência cada vez maior pela polícia.
* 10 de Maio A "noite das barricadas". Os estudantes ganham as simpatias de bancários, comerciantes, funcionários públicos, jornaleiros, professores e sindicalistas que aderem à causa estudantil. O protesto estudantil contra o autoritarismo e anacronismo das academias, com a adesão dos operários, transforma-se numa contestação política ao regime de Charles de Gaulle, então presidente francês.
* 22 de Maio - O submarino americano Scorpion afunda com 99 homens a bordo a 400 milhas e Açores.
* 26 de Maio - O médico Euryclides de Jesus Zerbini realiza em João Boiadeiro o primeiro transplante cardíaco do Brasil.

Junho

* 5 de Junho - Robert Kennedy é atingido por tiros no Hotel Ambassador em Los Angeles, na Califórnia. Kennedy morre.
* 25 de Julho - O Papa Paulo VI publica a encíclica Humanae Vitae, que condena o uso de anticoncepcionais.
* 26 de Junho - É realizada, na Av. Rio Branco, centro do Rio de Janeiro, a Passeata dos Cem Mil. Maior manifestação civil contra a ditadura militar, antes da decretação do AI-5, com participação de intelectuais, artistas e ativistas políticos. A "Marcha dos 100 Mil" representou o auge da resistência popular à ditadura e desfilou pelo centro do Rio praticamente sem nenhum incidente: o assassinato do estudante Edson Luís causou grande comoção social e, pela primeira vez - desde o golpe, os militares foram colocados na defensiva e aceitaram negociar uma pauta de reivindicações com os manifestantes. A marcha foi dedicada à memória do estudante Edson Luís, morto três meses antes.

Julho

* 1 de Julho - 137 países assinam acordo de não proliferação nuclear.
* 13 de Julho - A brasileira Martha Vasconcellos é eleita Miss Universo.
* 17 de julho - Lançamento do filme de animação Yellow Submarine, dos Beatles.

Agosto

* 5 a 8 de Agosto - Convenção Republicana elege Richard Nixon como candidato a presidência dos Estados Unidos.
* 20 e 21 de Agosto - Fim da Primavera de Praga: Tropas soviéticas e outros países do Pacto de Varsóvia (excepto a Romênia) invadem a cidade de Praga, na Tchecoslováquia, reprimindo a população local que apoiava as reformas levadas a cabo pelo governo local.
* 24 de Agosto - Grécia torna-se no primeiro Estado Associado da CEE.

Setembro

* 3 de Setembro - O jornalista e deputado federal Márcio Moreira Alves, do MDB carioca, faz discurso no congresso criticando a ditadura militar. Em dado momento, Márcio ironiza os militares, pedindo para as jovens moças evitarem dançar com cadetes. O discurso irrita os generais e Márcio é processado.
* 6 de Setembro - Suazilândia torna-se um país independente.
* 16 de Setembro - Estréia a primeira versão televisiva do humorístico Balança Mas Não Cai na Rede Globo.
* 16 de Setembro - Morre no Rio de Janeiro num acidente automobilístico o ator de teatro e tevê Celso Marques
* 27 de Setembro - Marcello Caetano torna-se primeiro ministro de Portugal.

Outubro

* 2 de Outubro - Massacre de Tlateloco: massacre de estudantes na praça das Três Culturas: o exército mata 48 pessoas durante manifestação estudantil no México.
* 2 e 3 de Outubro
o A rua Maria Antônia, na cidade brasileira de São Paulo, onde se situavam a Universidade Mackenzie e a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo é palco do conflito que ficou conhecido como a "Batalha da Maria Antônia".
o O general peruano Juan Velasco Alvarado dirige um golpe de estado, iniciando o regime militar que durou até 1980 no Peru.
* 11 de Outubro - Lançada a Apollo 7, cuja missão foi a primeira televisionada.
* 12 a 27 de Outubro - Pela primeira vez na América Latina realizam-se Jogos Olímpicos, na Cidade do México.
* 12 de Outubro - Declarada a independência da Guiné Equatorial.
* 14 de Outubro - O Departamento de Defesa dos Estados Unidos anuncia que enviará 24.000 soldados para a Guerra do Vietnã.
* 15 de outubro- Prisão de líderes estudantis no 30º Congresso da UNE, realizado em Ibiúna (São Paulo - Brasil): mais de 700 delegados eleitos nas universidades foram presos pelas forças policiais.
* 20 de Outubro - Aristóteles Onassis e Jacqueline Kennedy casam-se na Grécia.

Novembro

* 5 de Novembro - Richard Nixon torna-se presidente dos Estados Unidos ao vencer as eleições.
* 7 de Novembro - Inaugurada a nova sede do Museu de Arte de São Paulo, na Avenida Paulista.
* 14 de Novembro - A australiana Penelope Plummer é eleita Miss Mundo.
* 19 de Novembro - É lançado o Chevrolet Opala no Brasil.
* 26 de Novembro - Intervindo pela primeira vez na Assembléia Nacional, Marcello Caetano pronuncia-se a favor da manutenção da presença portuguesa em África.

Dezembro

* 13 de Dezembro - O Presidente Costa e Silva decreta o AI-5 - Ato Institucional número 5, dando início ao período mais fechado e violento da ditadura militar no Brasil iniciada em 31 de Março de 1964. O ato, que durou dez anos, foi motivado pela recusa do Congresso Nacional em condenar o deputado Márcio Moreira Alves pelo discurso de setembro, que afrontou a ditadura.
* 29 de Dezembro - O Club Atlético Vélez Sársfield torna-se pela primeira vez campeão argentino de futebol.

* Graham Hill sagra-se bicampeão mundial de Fórmula 1

Contra o Tabagismo - Blogagem Coletiva

O tabaco é nome comum dado às plantas do género Nicotiana (Solanaceae), em particular a N. tabacum, originárias da América do Sul da qual é extraída a substância chamada nicotina. Os povos indígenas da América acreditavam que o tabaco tinha poderes medicinais e usavam-no em cerimónias. Foi trazida para a Europa pelos espanhóis, no início do século XVI. Era mascado ou, então, aspirado sob a forma de rapé (depois de secar as suas folhas). O corsário Sir Francis Drake foi o responsável pela introdução do tabaco em Inglaterra em 1585, mas o uso de cachimbo só se generalizou graças a outro navegador, Sir Walter Raleigh. Um médico francês, de nome Jean Nicot (de onde deriva o nome da nicotina) usava-o como medicamento, para curar as enxaquecas da rainha Catarina de Médicis.

No entanto no século XVII começaram a surgir preocupações por causa dos malefícios provocados à saúde pelo tabaco, que para além disso era viciante. Várias nações colocaram restrições ao seu uso mas, ao mesmo tempo, o tabaco proporcionou muito lucro aos estados que cobravam impostos significativos sobre as suas vendas.

Atitudes.

Juventude Livre do Tabaco. Este é o tema do Dia Mundial sem Tabaco 2008, que será celebrado neste sábado (31) no Brasil e em 191 países Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde (OMS). O objetivo é fortalecer a necessidade do controle do tabagismo em todo o mundo.

No Brasil são desenvolvidas várias ações governamentais para diminuir o consumo de tabaco. Uma delas, exemplo para outros países, é o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivas com Tabaco. Criado pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário (MDA) e Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em 2006, sob a coordenação da Secretaria de Agricultura Familiar (SAF), o programa estimula geração de renda e qualidade de vida com o apoio a projetos de extensão rural, formação e pesquisa para o desenvolvimento de estratégias de diversificação produtiva e não-agrícolas em propriedades de agricultores familiares fumicultores.

O Programa apóia, no momento, 47 projetos na região Sul desenvolvidos por meio de parcerias com organizações não-governamentais (ONGs), universidades, centros de pesquisa, organizações de assistência técnica e extensão rural. A ação abrange 500 municípios e beneficia 19 mil famílias. Em 2007, o Programa foi ampliado para quatro estados do Nordeste.

O secretário da SAF/MDA, Adoniram Sanches Peraci, afirma que o Programa de Diversificação é referência mundial pela capacidade do governo em criar políticas públicas para enfrentar as ações da indústria do fumo por meio do crédito, assistência técnica e extensão rural (ATER) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), entre outros. “Já investimos R$ 10 milhões em ações de capacitação, assistência técnica, apoio a organizações governamentais e não-governamentais junto às famílias de agricultores que optaram pela diversificação e reconversão das áreas de produção de fumo”.

Exemplo mundial

De 15 e 19 de junho, o MDA irá representar o Brasil em um evento no México para apresentar os avanços e as políticas do Ministério para a agricultura familiar. Além disso, apresentará uma proposta para os outros países de matriz metodológica para estudos comparativos sobre alternativas a cultura do tabaco. Peraci acredita que a pressão mundial contra o tabagismo contribuiu para reduzir a área plantada de fumo. “Somente na última safra, no Sul do Brasil, a redução na produção de fumo foi de quase 14%”, explica.

Na prática

Guilherme Kuhn, agricultor familiar da localidade de Estrada da Gama, no município de Pelotas (RS), chegou a plantar 80 mil pés de fumo. Hoje, reduziu o cultivo para 20 mil pés. Ele pensa até em, ao terminar o contrato, não plantar mais fumo. Kuhn diversificou a propriedade com o cultivo hortaliças orgânicas. A produção é comercializada via cooperativa para o PAA e o mercado local. Na prática, o resultado foi a garantia de venda e a valorização por meio do preço pago ao agricultor, que trouxe aumento da renda, além da ampliação da produção ecológica.

Kuhn é integrante da Rede de Cooperação e Comercialização Solidária em Contra-posição à Cultura do Tabaco no Território Sul do Rio Grande do Sul, que conta com o apoio do Programa de Diversificação. Por meio da Rede, desenvolve-se a proposta agroecológica, já que alguns agricultores diminuíram a área plantada com o fumo ou deixaram de plantar. Isso possibilitou a ampliação da área de produção agroecológica nas propriedades e o interesse de novas famílias para integrarem os grupos ecológicos

Com 523 associados, a Cooperativa Sul Ecológica de Agricultores Familiares, do município de Pelotas (RS), conta com o apoio do Programa de Diversificação, atuando no fomento à assistência técnica, capacitação e extensão para fortalecimento da produção agroecológica. Além disso, a cooperativa trabalha na consolidação da Rede de Comercialização Solidária, em contraposição à cultura do tabaco no território sul do Rio Grande do Sul.
Em Santa Catarina, estado que mais produz fumo no País, o Centro de Estudos e Promoção da Agricultura de Grupo (Cepagro) desenvolve um trabalho na região do Alto Vale do Itajaí (SC), sobretudo nos municípios de Leoberto Leal, Angelina, Imbuia, Vidal Ramos, Major Gercino, Alfredo Wagner e Nova Trento. A ação, que envolve mais de 1.800 famílias que dependem do plantio de fumo, é direcionado à transição para sistemas agroecológicos, sobretudo no incremento de pastagens. Isso tem permitido o aumento do rebanho e da produção de leite. A garantia de um vencimento quinzenal para os agricultores que optaram pela venda de leite para laticínios da região tornou a atividade atrativa.

Diversificação de culturas

O Brasil ratificou a Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (CQCT) em 2005, comprometendo-se a implementar uma série de medidas para o controle do tabaco, inclusive àquelas referentes ao artigo 17 da Convenção que trata das alternativas produtivas economicamente viáveis à cultura do tabaco. Dentro deste contexto que foi criado o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco.

COMO O CIGARRO PASSOU DE MOCINHO A VILÃO NO BRASIL

Livro com projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa e reportagem da jornalista Madeleine Lacsko, que será lançado no Dia Mundial de Combate ao Tabaco, 31 de maio, conta os bastidores da saga brasileira no combate ao tabagismo.

Na década de 1980, o Brasil figurava nos cenários da indústria de tabaco como um dos mercados mais promissores do planeta no consumo de cigarros. Com essa perspectiva, a indústria se mobilizou fortemente nos mercados para dar destaque ao país e a seus consumidores. O sonho do Brasil como líder de consumo foi frustrado, porém, na década seguinte, quando forças importantes da sociedade – médicos, pesquisadores, políticos, imprensa, ONGs – se mobilizaram numa frente ampla de resistência.

Os resultados dessa batalha, entre outros, é que a incidência do tabagismo na população brasileira tem caído de forma continuada e consistente há mais de uma década, e que o Brasil mantém um programa de combate ao tabaco considerado modelo pela OMS – Organização Mundial de Saúde.

“Sem Filtro: ascensão e queda do cigarro no Brasil”, que será lançado neste sábado, 31 de maio, às 11h, na Livraria Cultura, em São Paulo, chega ao mercado para mostrar que há muito mais por trás do cigarro do que seu poder de gerar doenças do coração e dos vasos, além de um amplo leque de cânceres.

O livro, publicado pela Editora de Cultura, é resultado de projeto da cardiologista Jaqueline Scholz Issa, do InCor (Instituto do Coração), que trabalha em pesquisas e tratamentos do tabagismo (veja mais em www.deixardefumar.com.br). A médica trouxe para o Brasil, em 1993, a iniciativa do Dia Mundial sem Tabaco, da OMS (Organização Mundial da Saúde), e fundou um dos primeiros programas de tratamento do tabagismo reconhecidos no país, o do InCor. A reportagem ficou a cargo da jornalista Madeleine Lacsko, que perte nceu aos quadros da Rádio Jovem Pan, de São Paulo, e hoje atua em Brasília, como coordenadora geral da Rádio Justiça.

Depois de mais de uma década de campanhas e de divulgação intensa de informações de pesquisas pela imprensa, diz Jaqueline, a população brasileira está cada vez mais atenta aos malefícios do cigarro. “Faltavam-nos, contudo, informações organizadas, que dessem uma perspectiva histórica desse período e dos interesses e forças que estiveram e ainda estão atuando no cenário. ‘Sem filtro’ vem cobrir justamente essa lacuna. É uma obra que eu, como médica, acho fundamental para que a sociedade brasileira mantenha sua consciência de luta contra o tabagismo”.

Para montar essa história, foram pesquisados documentos oficiais de diversas procedências, inclusive os da Justiça norte-americana, mostrando o envolvimento da indústria do tabaco do Brasil com o contrabando de cigarros como estratégia de mercado. Figuras históricas do Brasil e do exterior deram depoimentos marcantes sobre os principais momentos da luta contra o tabaco, a começar pela mentora e ex-coordenadora do programa mundial da OMS de combate ao tabagismo, a médic a suíça Claire Chollat-Traquet.

Dois antitabagistas históricos – o governador José Serra e o ex-ministro da Saúde Adib Jatene –, além do deputado Elias Murad, falaram sobre os principais lances do processo que levou o Brasil a ser pioneiro na instituição de leis restritivas ao cigarro.

Políticos, militantes de ONGs, médicos e pesquisadores de expressão – como os médicos Vera Luiza Costa e Silva, Marco de Moraes e Antônio Pedro Mirra – também figuram na galeria de depoimentos que fazem deste livro uma obra reveladora e uma publicação original em termos mundiais.

As autoras
Madeleine Lacsko é jornalista, com passagem pela Rádio Trianon e dez anos na Rádio Jovem Pan. Teve por quatro anos uma coluna diária, crítica e bem-humorada, sobre as atividades do Congresso Nacional. É coordenadora geral da Rádio Justiça, emissora pública do Poder Judiciário brasileiro administrada pelo Supremo Tribunal Federal.

Jaqueline Scholz Issa é doutora em Cardiologia pela Faculdade de Medicina da USP, ocupa atualmente o cargo de diretora da Unidade de Atendimento ao Cliente dos Consultórios do InCor, onde coordena o ambulatório de tratamento do tabagismo e a pesquisa com novos medicamentos para tratamento do tabagismo. Foi médica colaboradora da Organização Mundial da Saúde no programa “Tabaco or Health” entre

1993 e 1996. Tem vários artigos e trabalhos publicados no Brasil e no exterior.

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