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Zilda Arns

O Brasil e o mundo perderam no último dia 12 de janeiro a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns. Ela foi fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Você sabe quem foi essa mulher?

Zilda Arns nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilha, estado de Santa Catarina. Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, e irmã de Dom Paulo Evaristo - Cardeal Emérito de São Paulo. Ficou viúva em 1978 e teve de criar sozinha cinco filhos. Sua formação iniciou-se ainda em Forquilha e terminou com a conclusão de seu curso de Medicina em Curitiba, no Paraná, em 1959. Fez então diversas especializações, desde Educação Física a cursos de Pediatria Social. Começou sua vida profissional como Médica Pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, entre 1955 a 1964.

Extremamente religiosa e observando a situação da maioria das crianças brasileiras, em 1983 fundou e coordenou a Pastoral da Criança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Participou de diversos eventos internacionais em defesa da criança em países da África, América, Europa e Ásia. Devido ao seu trabalho em defesa da saúde e do bem-estar infantil, recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária em diversas cidades do Brasil. Nos últimos tempos, seu nome tem sido indicado para o Nobel da Paz em função dos trabalhos desenvolvidos na Pastoral da Criança.

E para quem não conhece, os voluntários da Pastoral da Criança desenvolvem ações de saúde, nutrição, educação, cidadania e espiritualidade de forma ecumênica nas comunidades pobres. As atividades da Pastoral objetivam o desenvolvimento integral das crianças desde seu nascimento até os seis anos de idade, bem como a melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias.

Os líderes da Pastoral da Criança atuam na sua própria comunidade. Por viver no mesmo local, o líder conhece bem a família e as condições em que ela vive e, junto com ela, busca maneiras de melhorar a realidade. O líder também orienta as famílias sobre os seus direitos e deveres e contribui para prevenir a violência doméstica, levando a mensagem da paz, do amor e da solidariedade. As famílias acompanhadas se sentem amparadas e fortalecidas para buscarem soluções para os problemas.

E repetindo o que postei em meu twitter:

Zilda, obrigado pelo ensinamento, pelas idéias, pelas mudanças que fez. Deixou inspirações, obrigado amiga. Até logo, #papaidoceuteproteja

Paz e boa sorte à todos os afetados pelo terremoto.

abs,

Uma vergonha?

Começo o ano com um texto de Luciano Pires.

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ERIBERTOS E FRANCENILDOS

Bem, o ano começa quente. Na edição de 31 de dezembro de 2009 do "Jornal da Band", dois garis apareceram desejando felicidades aos telespectadores. Entrou então a vinheta da emissora e, sem saber que o áudio estava sendo transmitido, o jornalista Boris Casoy, que apresenta o noticiário, comentou:

- Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.

O vídeo com o comentário foi ao ar pela internet e o mundo desabou sobre a cabeça de Boris Casoy. Li de tudo a respeito do acontecido e tirei minhas conclusões:

1. A frase de Boris é um desastre no conteúdo e na forma como foi dita. O conteúdo é feio, revela preconceito sim. A forma é debochada. Mas duvido que qualquer um de nós não seria crucificado em praça pública se tudo o que pensamos e dizemos em particular fosse tornado público. E quem disser que não é assim está sendo hipócrita.

Você acredita que a frase define o caráter de Boris Casoy? Eu não.

2. Não conheço Boris pessoalmente, mas a frase parece um desabafo. Ele deve estar de saco cheio com alguns integrantes de sua equipe ou com a forma como o programa é produzido. Provavelmente está na posição de rainha da Inglaterra, com muito poder de direito e nenhum de fato. E tendo que engolir sapos. Se aparecesse um elefante cor-de-rosa ele reclamaria do elefante. Se fosse um padre ortodoxo ele reclamaria do padre. Foram os garis, ele reclamou e a fala foi ao ar. Dançou.

3. A argumentação de que ele disse o que disse por ser da "elite", rico, direitista ou até - como li em alguns blogs - nazista, é uma estupidez. Boris Casoy é um ser humano como qualquer um de nós. Politizar o que ele disse é um método que só engana trouxas. Outros vídeos (que publiquei em meu site no http://bit.ly/74URdn ) mostram ocasiões em que políticos cometeram escorregões parecidos - ou até piores - que os do Boris, e que também se transformaram em escândalos políticos.

4. Nenhum movimento indignado apareceu quando ele disse "isso é uma vergonha" para as sacanagens e roubalheiras de políticos e banqueiros.

Afinal, ele batia nos poderosos...

Mas no Brasil do pobrismo, onde se executa um jogo sem precedentes de incentivo à luta entre classes, um brasileiro bem educado, opiniático, com poder e bem sucedido como Boris Casoy é um prato cheio. Boris simboliza tudo aquilo que está sendo vendido aos brasileiros como a essência do mal: os loiros de olhos azuis. Mesmo não sendo loiro nem tendo olhos azuis.

Boris errou, sim. Pediu desculpas e vai arrepender-se pelo resta da vida.

Os dois garis já perdoaram Boris e para eles o episódio acabou. Mas preste muita atenção nos próximos acontecimentos. Os dois pobrezinhos que foram ofendidos pelo rico poderoso serão utilizados como bandeira ideológica até cansar. Quando não sevirem mais, voltarão a seu dia-a-dia humilde, como aconteceu com o caseiro Francenildo Costa, cujo testemunho ajudou a derrubar o ministro Palocci. Ou com o motorista Eriberto França que ajudou a derrubar Collor.

Os garis do Boris agora são eribertos e francenildos: gente humilde sendo utilizada como instrumento político por poderosos.

E isso é uma vergonha.


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Então, faço das palavras de Luciano, as minhas. Me diga, quem é a vergonha?

abs,

O Apagão da Política

A competência está ligada à capacidade de grupos responsáveis por determinadas áreas em uma organização de identificar problemas e um conjunto de soluções possíveis antes que o imprevisto instale-se. Na prática, atribui-se a profissionais especializados a busca pela identificação de alternativas nas complexas redes de decisão, baseados em seu conhecimento técnico e vivência em seu trabalho. Espera-se que, com sua experiência e habilidades, atitudes possam responder ao imponderável, com calma, discrição, rapidez e eficiência. Infelizmente, não foi ao que assistimos no recente apagão de novembro, quando o Brasil viveu a maior escuridão de sua história. Foram mais de 80 milhões de brasileiros, distribuídos em 18 estados e mais o Distrito Federal, que em um intervalo de quase oito horas, com alternâncias de regiões, permaneceram isolados do mundo.
A estrutura de comando do setor energético brasileiro vem substituindo de longa data o conceito de meritocracia para o de partidarismo, no qual o PT define a política do setor e possui o cargo de secretário-executivo, que toca o dia-a-dia do ministério, e o PMDB responde pelo comando das estatais e tem o cargo de ministro. No dia seguinte ao apagão, enquanto os mortais eleitores contabilizavam seus prejuízos, os técnicos do governo, partes de uma mesma base aliada, trocavam culpas e desculpas. Políticos da situação imaginavam o tipo de explicação com o menor desgaste ante a população. A oposição ia atrás de informações para pressionar a situação. Cada qual na busca das salvaguardas de seus interesses pessoais.

A realidade dos fatos apontava que nenhuma intempérie climática causou o problema. Nenhuma linha de transmissão foi afetada. Itaipu operava pouco abaixo de sua capacidade máxima. Tanto isto foi verdade que se restabeleceu o sistema em sua plenitude, após a paralisação de 18 turbinas, sem que nenhum reparo precisasse ser feito. Portanto, com condições operacionais adequadas por que o sistema caiu? Quaisquer que sejam as justificativas a serem produzidas, nada poderá apagar a constatação de desentendimentos e desconhecimento de como se dá a operação entre as várias instâncias de gestão desse processo de atividade tão essencial à sobrevivência dos cidadãos brasileiros.

Nossos técnicos estão longe de oferecer uma explicação lógica. Afinal, porque o sistema de proteção do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) demorou a entrar em operação. Sua função é a de isolar falhas e barrar o efeito cascata no caso de desativação de linhas de transmissão ou usinas geradoras de energia. O que está acontecendo? O fato em si é isolado ou exterioriza uma problemática mais profunda, anos a fio de um fisiologismo político que já começa a comprometer a operação de complexos sistemas de processamento e entrega de serviços à nossa sociedade? Os ministros da área, com visão política da questão, chegaram a anunciar a resolução do problema pelo simples fato de que a situação se normalizara. A atitude foi tão anacrônica que o presidente da República, com afinada percepção política e preocupado com sua biografia pessoal, viu-se obrigado a desautorizar seus subordinados.


No meio desta discussão, a notícia veiculada com base em declarações do presidente Obama, fundamentada em seus serviços de segurança, apontava para a ação de invasores cibernéticos nas redes de monitoração do sistema elétrico brasileiro com êxito nos apagões de janeiro de 2005 e de setembro de 2007, entre outros, na Região Sudeste, a mais populosa do país. O governo brasileiro dispõe de mais 300 redes integradas à internet. Em apenas uma delas, no ano passado, foram detectadas 3,8 milhões de tentativas de invasão, segundo técnicos ligados ao governo. Portanto, a fragilidade de nossos sistemas fica evidente.

Levantamento do Ministério do Planejamento identificou que, em 26 ministérios, cerca de três mil servidores cuidam de mais de 70 mil microcomputadores. Apenas 203 são concursados e cuidam de 25 ministérios e do Palácio do Planalto. Uma festa para os hackers de plantão. Por todos estes fatos, a estratégia geral do governo não priorizou, nestes anos todos, a segurança nos processos de transmissão da energia gerada. Devemos entender por isto computadores e sistemas de tecnologia da informação que permitiriam melhor qualidade na gestão do processo e defesa contra a invasão dos piratas cibernéticos.

Quando analisamos o volume de investimentos no setor, constatamos que a Eletrobrás, no período de janeiro a setembro deste ano, já acumula perdas de R$ 1,5 bilhão. No mesmo período no ano passado, o lucro líquido foi de R$ 3,1 bilhões. O orçamento deste ano previa investimentos de R$ 7,2 bilhões no setor. Até o final de setembro, apenas 48% desta verba haviam sido aplicados. Nos últimos nove anos, apenas 66% do orçamento previsto foi efetivamente utilizado. Menos de 0,5% do PIB. A política atual é centrada no preço da tarifa. Ressalte-se que por uma pequena falha na metodologia de cálculo do reajuste de tarifas feito pela Aneel, no período de 2002 a 2008, cerca de R$ 7 bilhões foram cobrados a mais dos consumidores brasileiros, segundo relatório do tribunal de Contas da União.

A soma de todas estas situações nos leva a crer que será, mais uma vez, muito difícil estabelecer com precisão o epicentro do problema. Investimento e qualidade de gestão sempre caminham juntos. Considerando as falas dos ministros envolvidos, que descartaram futuros apagões, mas não se comprometeram com relação a possíveis novos blecautes, um eufemismo à moda política de Brasília, o melhor é comprar maços de velas e potentes lanternas para se precaver quanto ao futuro próximo.

abs,

Teleton 2009 - Mova-se

Em todos os anos de existência do blog, eu tive sempre o orgulho e a satisfação de divulgar um evento que tanto acredito e apoio. Nos próximos dias 23 e 24 haverá uma mobilização blogueira em prol o Teleton.

O evento reconhecido como uma das principais ações de mobilização do País tem programação de mais de 24 horas, transmitidas Ao Vivo, pelo SBT [Sistema Brasileiro de Televisão]. Criado há 44 anos, nos Estados Unidos, pelo ator Jerry Lewis, o Teleton está presente atualmente em mais de 20 países, e visa arrecadar recursos para a causa dos deficientes físicos. No Brasil o Teleton é desenvolvido, desde 1998, com o objetivo de levantar recursos para o tratamento e reabilitação de deficientes físicos atendidos nas unidades da AACD.

Em 11 anos de história, o evento já possibilitou a construção de sete novos Centros de Reabilitação e a ampliação de outros dois já existentes. Para alcançar estes resultados, o Teleton congrega uma gigantesca estrutura física e conta com uma verdadeira “força tarefa” de voluntários, funcionários, parceiros e patrocinadores empenhados e integralmente dedicados durante as mais de 24 horas de programação. O evento também é acompanhado por diversos veículos de comunicação, incluindo emissoras de rádio, revistas, jornais e internet, formando a Rede da Amizade. Por conta de todo esse apoio, a primeira campanha alcançou seu objetivo: ter duração de 24 horas ininterruptas em rede nacional de televisão. O evento é único em sua categoria, que busca conscientizar a população a respeito das diversas possibilidades existentes para a inclusão social do deficiente físico.

Neste ano o evento inova-se e convida 70 blogueiros, que intercalam em 7 períodos, para divulgarem incentivarem as doações para o Teleton. Lembram daquele pessoal que ficavam no telefone, mas conhecido nas versões norte-americanas? Pois é, agora a moda será ter uma bancada de 10 blogueiros no palco, que farão parte da programação. Batendo um papo com os apresentadores ou divulgando curiosidades e informações exclusivas direto do evento.

Este que vos fala estará por lá em dois períodos. Agradeço ao convite de Victor Vasques do blog Comlimão [blog | twitter], blog na qual estarei representando na bancada, e o SBT pela oportunidade aos blogueiros. Mas claro, você que lê o Pub, terá informações fresquinhas também – via Blog e Twitter [ Siga-me ]

No primeiro período, acordarei com o Chico Bento! Sim, estarei no horário das 06h30am até 09h00am do dia 24 de Outubro. E terei como companheiros de bancada os seguintes blogueiros:

Fábio Sousa - http://marcamaria.com
Dimitri Domingues - http://www.ezoneonline.com.br
Lidiane Faria - http://www.lidifaria.com

No segundo período já teremos visto muito do Teleton, estarei no horário das 20h00hrs até 22h00hrs do dia 24 de Outubro, na qual dividirei a bancada com os seguintes colegas blogueiros:


Agora você estará mais perto, poderá entender melhor o projeto, sua funcionalidade e o volume de arrecadação. Estará, junto comigo, dentro do Teleton. Pergunte, doe, ajude e participe!

Doações

Por telefone:

Para doar: R$ 05,00 - 0500 12345 05
Para doar: R$ 10,00 - 0500 12345 10

Para doar R$ 30,00, ou acima desse valor, as ligações devem ser feitas para: 0800 775 2009.

As pessoas que doarem R$ 60,00 as pessoas podem escolher pelo Tonzinho OU pela Nina e as doações de R$ 100,00 ganham o Tonzinho e a Nina.
Essa promoção não é cumulativa.

Pela Internet:
No site da Campanha: www.teleton.org.br [durante todo o ano]

abs,

[Update 22/Out/2009]

Boas Novas: A Sam e a Dafne fizeram ontem um selo para o Teleton. Então deixo disponivel à você para doar um espaço em seu blog e nos ajudar a divulgar o projeto. Obrigado!


Copie o codigo abaixo e cole onde desejar em seu template


O Senado, para que serve?

O Senado foi uma instituição que nasceu na Roma Antiga, ainda no período monárquico. A palavra Senado nasceu do termo "senex", que significa senil ou velho. O Senado romano era, portanto, um conselho de anciãos. Durante o período republicano, o Senado romano era uma assembléia permanente composta por trezentos membros, escolhidos pelos censores entre antigos magistrados. Na prática, era o Senado que dirigia o Estado romano. Cabia a ele a elaboração das leis, o controle das finanças, a orientação da religião e também os destinos da política externa romana. Em caso de grave crise, na qual as instituições republicanas estivessem ameaçadas, cabia ao Senado indicar um ditador ou "tirano" para governar por seis meses.

No Brasil, o Senado nasceu com o Império. Durante a época monárquica brasileira, os senadores tinham seu cargo vitalício, mas não tinham a abrangência de atribuições que o mesmo cargo político possuía na Roma Antiga. A primeira função do Senado brasileiro foi dar respaldo ao país recém-independente. Assim, o Senado passou a ser procurado sempre que o país precisava decidir sobre os destinos da coisa pública.

No século XX, entretanto, as atribuições do Senado se modificaram substancialmente. A partir do século passado, a casa passou a assumir um papel de fiscalização dos demais órgãos públicos e passou a organizar CPIs (Comissões Parlamentares de Inquérito). Historicamente, o Senado brasileiro definiu-se por três funções básicas, de acordo com o historiador Marcos Magalhães: legisla, fiscaliza o exercício do poder e legitima o poder estabelecido.

Nos últimos tempos, todavia, o Senado tem se desvirtuado de suas principais funções. A instituição tem sido vítima de uma disputa de interesses pessoais e da vaidade de alguns senadores que se colocam acima das verdadeiras funções daquela casa legislativa. É o caso do Senador José Sarney. Ex-presidente da República, o senador deveria abandonar o cargo para passar para a História como um cidadão que contribuiu decisivamente para a volta da Democracia no país e contribuiu verdadeiramente para a consolidação das instituições. Entretanto, mesmo que queira deixar o posto, o Senador é pressionado por setores do Partido dos Trabalhadores, que neste momento não tem outro nome para colocar em seu lugar.

Triste situação para o Senado brasileiro, que nasceu com uma origem tão nobre na época do Império, e que hoje se vê envolvido numa situação tão atroz.

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Este post é referente ao debate que teve a mediação do jornalista Roberto Godoy, e participação dos professores Carlos Alberto Di Franco (Univ. Navarra) e Eugênio Bucci (USP) na qual discutiram a censura imposta ao Estadão em relação a matérias sobre o caso Sarney.

Veja abaixo:




- Este post faz parte da blogagem coletiva "Xô Sarney" -

Abs,

Lei Antifumo em São Paulo. Funcionará?

Eu não sou fumante e não apoio. Apenas respeito. Mas é válido lembrar que não adianta reinventar a roda e nada solucionar. Quais são os erros e os acertos da nova lei?

No dia 7 de agosto de 2009, no Estado de São Paulo, seguindo uma tendência internacional de restrição ao fumo, já adotada em grandes cidades do mundo, como por exemplo, Nova York, Londres e Paris, entrará em vigor a nova legislação antifumo, a lei estadual 13.541/2009.

A referida lei proíbe o uso de cigarros e derivados de tabaco em todos os ambientes de uso coletivo, públicos ou privados, total ou parcialmente fechados em qualquer um dos lados por parede ou divisória, em todo o Estado.

Entre os locais de proibição estão áreas internas de bares e restaurantes, casas noturnas, ambientes de trabalho, áreas comuns fechadas de condomínios, teatros, cinemas, lanchonetes, museus, escolas, táxis dentre outros. Até ai, tranqüilo.

Vale destacar que a nova lei restringe, mas não proíbe o ato de fumar [ops?]. O cigarro continua autorizado dentro das residências, das vias públicas, em áreas ao ar livre, estádios de futebol, quartos de hotéis e pousadas, desde que estejam ocupados por hóspedes, os locais de cultos religiosos em que o uso do tabaco faça parte do ritual e estabelecimentos exclusivamente (ou seja não pode ter serviço de alimentação e bebida) destinado ao consumo de cigarros, cigarrilhas, charuto, ou qualquer outro produto derivado de tabaco.

A responsabilidade por garantir que os ambientes estejam livres de tabaco será dos proprietários dos estabelecimentos, que deverão advertir os eventuais infratores, inclusive, com auxílio de força policial se necessário, bem como afixar avisos de proibição do fumo.

Contudo, a lei não pune os fumantes infratores, somente os estabelecimentos, que podem ser punidos por agentes da Vigilância Sanitária e do Procon. Acredito-me que, ai esteja um dos maiores erros.

Um dado importante da lei é o fato de que o estabelecimento pode ser punido mesmo se ninguém estiver fumando. Isso se deve ao fato de que será considerada infração a existência de resquícios de uso do cigarro e derivados de tabaco, como por exemplo, a existência de "bitucas" de cigarro, cinzeiros, o cheiro de fumaça e a inexistência de sinalização informando ao cliente da impossibilidade de consumo de cigarro no estabelecimento.

Um dos pontos de maior controvérsia desta lei é a proibição das áreas exclusivas para fumantes, popularmente chamados de "fumodromos".

No campo das penalidades, em caso de infração à nova lei, o estabelecimento será multado, com base na legislação sanitária. A primeira infração valerá multa de R$ 792,50 ao estabelecimento, em caso de reincidência, o valor da multa dobra.

Na terceira autuação, o estabelecimento será interditado pela Vigilância Sanitária por 48 horas e, em novas reincidências, a interdição será por 30 dias.

Como era de se esperar, a referida lei foi contestada na justiça, sendo que a que mais obteve êxito foi o mandado de segurança impetrado pela Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo que, em decisão liminar já confirmada em sentença, o MM Juiz de Direito da 03 Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital do Estado de São Paulo, MM. Juiz Valter Alexandre Mena, derrubou em parte a lei antifumo, permitindo a liberação da instalação dos fumodromos no interior dos estabelecimentos, desobrigando os estabelecimentos de chamar a policia quando alguém estiver fumando e suspendeu as multas.
Outro mandado de segurança, impetrado pela Federação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo - FHORESP, também conseguiu liminar com o mesmo objetivo da ação mencionada acima.

Entretanto, ambas as decisões foram derrubadas, provisoriamente, pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, a fim de evitar uma falsa expectativa de direito, o que garante a aplicação da lei antifumo.

De fato a proibição de instaurar os "fumodromos" vai de encontro com a lei federal 9.294/96, que exige e permite a existência de áreas exclusivas de fumante.
Por sua vez, a Constituição Federal de 1988 determina que compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal, legislar, concorrentemente, sobre a proteção e a defesa da saúde e que a competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a competência suplementar dos Estados, motivo pelo qual poderão, os Estados, preencher, somente, o que não foi atacado pela lei federal.

Portanto, conforme entendimento do próprio Supremo Tribunal Federal, existindo lei federal, suspende esta a eficácia da lei estadual, ou seja, existindo norma geral federal, os Estados não podem ultrapassar o seu limite de competência meramente suplementar.
Desta forma, diante da previsão constitucional de competência suplementar dos Estados para legislar no que a União já legislou, somado ao fato de que a União já legislou sobre as áreas exclusivas de fumantes, através da lei federal 9.294/96, entendo, por mais nobre que seja e altamente elogiável a intenção do Governo do Estado de São Paulo em proteger a saúde da população, que a lei antifumo do Estado de São Paulo (Lei Estadual 13.541/2009), em parte, é inconstitucional.

Não obstante ao que foi dito acima, mas principalmente, pela suspensão das ordens judiciais, a Lei Estadual 13.541/2009 entra em vigor na próxima sexta feira dia 07/08/2009, com todas as suas imposições, discorridas no início destas considerações, com absoluta vigência, motivo pelo qual os estabelecimentos deverão se enquadrar e obedecer às respectivas normas até decisão final da justiça.

Agora o fato é fazer com que o usuário final do tabaco entende a lei. E claro, fazer com que o dono do estabelecimento pratique a lei. Existe ainda muito chão pela frente para finalizar este debate.

E você, o que acha?

abs,

E os jovens?

Sempre se ouve dizer que os jovens de hoje são o futuro do amanhã. Parece óbvio. Mas, que tipo de futuro terá o jovem de hoje? Saber discernir, escolher e decidir são os grandes desafios da juventude. É preciso preparar os jovens para essa realidade.

Há quem diga que antigamente as pessoas ‘envelheciam cedo’. E há quem defenda que o jovem de hoje é obrigado a amadurecer, decidir e resolver sua vida mais cedo do que outras gerações. Pela velocidade das informações, verdade seja dita: o jovem se vê obrigado a ingressar bastante cedo no mundo dos adultos, sob pena de ‘ficar de fora’. E o que muitos se perguntam e nos perguntam é: “Como entrar no mundo dos adultos se ninguém aponta o caminho?”.

Para os adultos que definem as estruturas, é mais fácil restringir os espaços dos jovens a moda, droga, sexo e violência. E isso, para quem tem recursos financeiros. Afinal, é fácil aborrecer o jovem e induzi-lo ao consumo, garantindo o lucro de quem detém o poder. E o futuro?

Com exceção dos ambientalistas, poucos verdadeiramente pensam no futuro. Está na hora de o jovem começar a pensar, independentemente de estar na faculdade ou nas drogas; de ser rico ou pobre. Para isso, é necessário se desvincular um pouco da estrutura atual. Sair do jogo, subir na arquibancada e enxergar a partida de outra perspectiva. Ver um pouco de cima, analisar, voltar para o jogo, e começar a ganhar o jogo. Se nada for feito, vamos perder de goleada!

Família, amizade, religião, honestidade, saúde e dignidade são palavras que sumirão de nosso vocabulário, para não dizer da nossa vida. Fazem falta ou não? Quem já perdeu qualquer uma dessas condições sabe como isso contribui para nos deixar mais fragilizados e indecisos. É por isso que o jovem deve experimentar, aos poucos, colocar em sua vida valores que levaram seus pais a crescer e bancar seu nascimento. Afinal, alguém decidiu não optar pelo aborto; alguém decidiu transmitir ensinamentos de fé; alguém foi honesto, carinhoso, tratou da sua saúde e do seu bem-estar. Ao longo da vida, percebemos como as boas decisões nos elevam em todos os sentidos.

Se eu puder dar uma palavra a um jovem, direi: “Faça a coisa certa. Sem dúvida nenhuma, seu coração e sua razão sabem o que é certo. Não se despreze e não permita que ninguém o faça. Para isso, basta uma coisa: seja jovem, tenha vida, faça o certo e seja inconformado com a estrutura do errado. Você hoje está fazendo o amanhã”.

abs,

R$500 bilhões em impostos!

O Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) marcará na tarde dessa terça-feira, 30 de junho, por volta das 15h20, R$ 500 bilhões em impostos municipais, estaduais e federais pagos pelos brasileiros desde 1º de janeiro deste ano. Em 2008 este valor foi alcançado cinco dias antes, em 25 de junho. Em 2007 foi no dia 22 do mesmo mês.

O “Impostômetro” foi inaugurado em 20 de abril de 2005. Pela Internet (www.impostrometro.com.br) qualquer cidadão pode acompanhar o total de impostos pagos pelos brasileiros de acordo com os Estados e Municípios. O sistema informa também o total de impostos pagos desde janeiro de 2000 e faz estimativas de quanto será pago até dezembro de 2010.

O Impostômetro está instalado no prédio da ACSP, rua Boa Vista, 51, Centro, e na internet, no endereço: www.impostometro.com.br

Em memória: Zé Rodix (1947 - 2009)

O cantor e compositor Zé Rodrix, 61, faleceu na madrugada desta sexta-feira em SP. [+ info]

Rodrix, cujo nome de batismo é José Rodrigues Trindade, apareceu para o grande público em 1967, em um festival da Record.

Sua carreira ganhou destaque nos anos 70, quando trabalhou com o grupo Som Imaginário [banda criada para acompanhar uma turnê de Milton Nascimento] e ao lado dos músicos Sá e Guarabyra. O trio se transformou em ícone do chamado "rock rural".

Entre as canções mais famosas de Zé Rodrix estão "Casa no Campo", famosa na voz de Elis Regina, "Mestre Jonas" e "Soy Latino Americano".

Nas décadas de 80 e 90, Rodrix abandonou a carreira musical para se dedicar à publicidade.

Em 2001, voltou a se reunir com os companheiros Sá e Guarabira para uma apresentação do "Rock in Rio". No mesmo ano, o trio lançou um DVD ao vivo, reunindo seus maiores sucessos: "Sá, Rodrix & Guarabyra: Outra Vez Na Estrada - Ao Vivo".

Em memória adiciono abaixo uma de suas ultimas entrevistas, esta é com o nosso amigo pessoal Thunderbird:








O nosso legado

Neste ano muito se divulgou e falou de grandes acontecimentos da historia de nosso pais, mas e as resoluções? Pouco divulgado. Em memoria a todos os "estranhos" que ali viveram momentos únicos de suas vidas, está é a maneira de eu criar uma retrospectiva sobre os acontecimentos.

E sobre o Legacy?

O relatório oficial da Aeronáutica sobre o acidente entre o jato Legacy e o Boeing da Gol, que matou 154 pessoas em 29 de setembro de 2006, inocentou completamente o sistema de radares e de equipamentos do controle aéreo brasileiro. Mas condenou a operação desse sistema. "Buraco negro" nos céus brasileiros, como acusavam os controladores em autodefesa, não há. Mas "buraco negro" no trabalho das pessoas há e muito.

Pelo relatório, que também acusa os pilotos norte-americanos do Legacy de despreparo para voar num jato novo e nos céus brasileiros, o nosso sistema de tráfego aéreo é "deficiente de coordenação" e tem "escassez de pessoal". Esses são bons motivos, mas não os únicos, para explicar a verdadeira lambança dos controladores de vôo naquele dia fatídico.

Um jovem de Brasília nem sequer se deu ao trabalho de ler o plano de vôo do Legacy e passou a informação de qualquer jeito. Um maduro e tarimbado de São José dos Campos (SP) sabia que o plano de vôo previa três altitudes, mas deu de ombros e repassou uma só, como recebera de Brasília, para os pilotos. E ainda fez um "link" entre uma só e o destino final do Brasil, o aeroporto Eduardo Gomes, em Manaus. Os pilotos simplesmente trocaram o plano do papel pelo plano autorizado e foram em frente sempre a 37 mil pés. Durante bom tempo, na contramão!

Quando passaram por Brasília, onde deveriam mudar a altitude na primeira vez, não o fizeram. O controlador que deveria ver não viu. E o pior: outro controlador deveria ter mudado a freqüência de rádio, já que o Legacy mudara o "setor", do sul para o norte. Não fez. Não cumpriu sua obrigação.

Conclusão: além de não corrigirem a altitude na hora certa, os controladores também não tiveram como corrigir depois porque inviabilizaram a comunicação via rádio com a aeronave, que passou a ser um míssil perdido no ar.

Para completar, os pilotos não tinham feito o dever de casa e tiraram a atenção do vôo para fazer algo básico: calcular o peso do aparelho no aeroporto de Manaus, com base na fuselagem, nos ocupantes e no combustível. Enquanto um fazia contas no laptop, o outro digitou dois ou mais números, por mais de 20 segundos, numa "caixinha" que acomoda o transponder e o back-up de outros dados --como o de combustível.

Na tentativa de apurar o nível de combustível, eles acabaram botando o transponder em "stand-by", incapaz de detectar a vinda do Boeing em sentido contrário e, portanto, de acionar o TCAS, o sistema que alerta os pilotos do perigo, por meios visuais e sonoros, e indica a manobra evasiva necessária.

Ainda por cima, o jato viajava em regime especial, o RVSM, que permite uma distância menor entre aeronaves no ar. Em qualquer suspeita de perigo, o procedimento imediato é cancelar o RVSM e aumentar a distância para os padrões tradicionais e mais prudentes. Mas o controlador de Manaus, que "recebeu" o Legacy do Cindacta (Brasília), quando ele ultrapassou a área Nabol do mapa aeronáutico, simplesmente não fez essa recomendação.

Sem rádio, sem transponder, sem diligência, sem preparo e na contramão... bem, aconteceu o que aconteceu.

Com a investigação concluída, dois anos depois, inclusive com peritos norte-americanos e canadenses, todo o acidente fica unicamente nas mãos da Justiça. A palavra agora é com ela. Enquanto a gente reza para que os controladores estejam mais espertos e mais bem preparados e não haja pilotos estrangeiros voando sem motivos por ai, não é?

Abs, até amanha

Nota zero a segurança publica.

De repente, a Lei Seca deu certo e as famílias brasileiras contabilizam, felizes, a redução no número de acidentes, de feridos e mortos. Com a Lei Seca, temos a sensação que saímos de uma guerra e estamos nos adaptando a um período de paz.

O mesmo precisamos fazer, com urgência, com a Segurança Pública. Não agüentamos mais nos concentrar nos fatos isolados, que são muitos, relatando as mortes de civis, de policiais militares, de criminosos que já se entregaram.

Chega! Precisamos dar um basta às execuções de civis praticadas por policiais despreparados. Sem reciclagem mas armados. Polícias que se mantêm em guetos agindo à margem da lei, como constatamos nos casos de roubos de cargas e de quadrilhas de venda de carteiras de habilitação falsas.

Por exemplo, reportagem publicada pelo jornal O Globo mostra que após concluir a preparação no Centro de Formação e Aperfeiçoamento de Praças (Cefap), que leva oito meses, um soldado da PM do Estado do Rio pode ficar de oito a dez anos sem passar por cursos de reciclagem.

O resultado foi a morte do menino João Roberto, que teve o carro de sua mãe fuzilado. Apenas o cabo William de Paula tinha curso de técnicas de abordagem. O soldado Elias, há três anos na corporação, não tinha. Os dois estão presos acusados da morte do menino.

Mas, de novo, insisto, não basta punir os policiais que erram e matam em missão se nada fizermos com as políticas de Segurança Pública, que mais do que reciclar de maneira sistemática, têm que trazer os policiais para o convívio cidadão. Senão, os fuzilamentos de civis voltarão a ocorrer.

Ainda existem muitos guetos no aparelho policial que vivem como se o País não estivesse em plena democracia, com os direitos do cidadão assegurados. Ao mesmo tempo, a sensação de bandalheira generalizada, com a morosidade da Justiça e soltura continuada dos criminosos de colarinho branco, gera nos cidadãos uma sensação de impunidade. E muitos criminosos se lançam ao crime achando que nada lhes acontecerá.

No mesmo estilo da Lei Seca, vamos adotar a Tolerância Zero para as ações de violência, especialmente as que são fruto do despreparo dos policiais, civis e militares, que têm a obrigação constitucional de proteger as vidas dos cidadãos. E ampliar o rigor das investigações, reduzir os tempos de apuração dos crimes e punir exemplarmente todo criminoso que achar que sairá impune em quaisquer tipos de crimes.

Lutamos, durante décadas, contra a prepotência policial, que a sociedade corretamente associava à ditadura militar. Agora, é hora de levar o Estado de Direito para as rotinas das polícias civil e militar, que bem treinadas saberão impor o rigor do Estado brasileiro aos criminosos que ousem desafiar nossas leis. Estamos perdendo vidas demais, gerando tragédias absolutamente evitáveis.

Brasil exige uma revolução na política de segurança pública

Quando a gente resolve dar um basta, nos mostramos um povo altamente disciplinado e cidadão. Quem viveu a inflação galopante achava que nunca controlaríamos os preços. "E agora, 14 anos depois do Plano Real, qualquer oscilação na inflação, para mais, já nos mobiliza para pressionar governos, para comparar preços, para punir empresas que estejam, eventualmente, abusando", afirma o deputado federal Roberto Santiago.

O mesmo acaba de ser feito com a violência no trânsito, com milhares de pessoas mortas e feridas. Com a Lei Seca em vigor, já nos reeducamos para respeitar a lei. A conseqüência tem sido a redução drástica do número de mortos e feridos.

"É por isso que acredito que vamos controlar com urgência os problemas de segurança pública", afirma o deputado Roberto Santiago. "É porque o povo brasileiro quer e não aceita mais que o assunto seja adiado", diz.

Muito mais do que as pirotecnias de se prender e soltar criminosos de colarinho branco, temos que buscar investimentos em treinamento de nossas polícias. Para que elas sejam, efetivamente, eficientes na apuração dos crimes e na apuração de provas sólidas para que a Justiça condene, de verdade, os que forem considerados culpados.

É a democracia que tem que chegar dentro dos quartéis e das delegacias de polícia e fazer parte da referência de todo e qualquer cidadão, antes que ele se julgue no direito de atuar contra o Estado brasileiro, apostando na impunidade. Queremos uma polícia que saiba respeitar nossos direitos, mas que seja absolutamente rigorosa com todo e qualquer tipo de crime.

Não suportamos mais as manchetes de atos violentos praticados contra nossas polícias ou realizados por nossos policiais no exercício do dever. Por isso, tenho certeza de que o Estado brasileiro vai seguir a vontade dos brasileiros e brasileiras e iniciar um procedimento para, a exemplo da Lei Seca e do Plano Real, conseguir, a curto prazo, conquistar uma Segurança Pública que cumpra com sua obrigação constitucional, que é a proteção do cidadão.

Ou agimos agora ou corremos o risco de ampliar a epidemia da violência urbana para as cidades menores e até mesmo para a zona rural, que já sofrem o reflexo da violência nos grandes centros.

A questão da Inclusão Social.

Num filme americano, ambientado nas primeiras décadas logo após a Independência dos Estados Unidos, ou seja, no finalzinho do século 18, um aventureiro britânico e um fazendeiro americano, papel este vivido pelo ator Gene Hackman, discutem sobre qual seria a melhor forma de governar nossos irmãos do Norte. Obviamente, o primeiro defende a monarquia, enquanto que o segundo prefere o presidencialismo.

Em determinado momento, Hackman diz, convicto, e de forma enfática, a seguinte frase: “Sou fazendeiro, para que meu filho seja presidente dos Estados Unidos, e meu neto, poeta”. E, com isso, encerra-se a conversa entre ambos.

A personagem, vivida por Gene Hackman, ao dizer tal frase, estava explicitando, com muita clareza, o sonho da elite americana, de origem anglo-saxônica, branca e protestante, concentrada, principalmente nos territórios da Costa Leste dos Estados Unidos.

Esse sonho da elite americana continua até hoje, com o reforço eventual de milhões de imigrantes, além, é claro, da igualdade dos direitos civis entre negros, descendentes de africanos, e brancos, a maioria deles de origem européia, e do acesso de todos à escola pública, principal elemento propulsor da inclusão social.

No Brasil, contudo, País de industrialização recente, a inclusão social só começa, de verdade, na década de 40 do século 20, quando Getúlio Vargas adota a legislação trabalhista e o salário mínimo, inspirados na fascista “Carta Del Lavoro”.

Nessa época, o Brasil tinha uma população estimada entre 40/50 milhões de habitantes. As conseqüências das leis trabalhistas, da fixação do salário mínimo e dos extraordinários processos de urbanização e industrialização, que se seguiram, criaram o esboço de uma elite, dividida entre agricultores exportadores e empreendedores industriais.

Ao longo das décadas seguintes, criou-se um mercado interno, mantido por contingente, formado por 20 milhões de trabalhadores urbanos, chamados de “marmiteiros”, em meados da década de 50, pelo então candidato da UDN à Presidência da República, marechal Eduardo Gomes; além de uns dez milhões de camponeses, vivendo em fazendas do interior.

Depois disso, os filhos dos “marmiteiros” viraram operários de carteira assinada; parte deles especializou-se; e os netos, aos poucos, transformaram-se em profissionais liberais (médicos, dentistas, advogados, professores e engenheiros). Tal modelo de inclusão social à brasileira, todavia, esgotou-se no início da década de 80.

Hoje, com uma população estimada em 185 milhões de pessoas, cerca de 50 milhões sobrevivem oscilando entre a pobreza e a miséria. O desafio do presente e do futuro próximo é incluir socialmente esse contingente, fazendo com que eles consumam, trabalhem em empregos estáveis, contribuam para a seguridade social e recebam educação de boa qualidade.

Pode-se dizer, a título de conclusão, que o sonho dos brasileiros, hoje socialmente excluídos, é sobreviver, de alguma forma, para que seus filhos tenham empregos estáveis, e seus netos se tornem profissionais liberais. É um novo ciclo.

Esse também deve ser o sonho de nossas, então chamadas, elites e da classe média. Transformar isso em realidade será bom para todos, indistintamente. O desafio é enorme, por isso exige a soma de esforços do governo e de toda a sociedade.

Jamelão e o Humor.

Transcrevo aqui uma cronica feita pelo amigo jornalinista Airton Gontow, que com tantas experiencias que teve com esta figura, que é o Jamelão, fez uma cronica em sua homenagem.

Por Airton Gontow

Confesso que apesar dos anos de experiência como jornalista cheguei apreensivo ao encontro com Jamelão, que iniciaria uma bela trajetória no Bar Brahma. Afinal, poucos artistas carregavam tamanha fama de braveza e mal-humor. “Nunca o chame de puxador”, advertiram alguns; “Não toque no nome do Cartola”, diziam outros.

Com receio apresentei-me àquele senhor elegante, de chapéu e paletó, com elásticos nos dedos. Pedi para entrevistá-lo e convidei-o para sentar: “Eu não sento. Eu me acomodo. Mas se você gosta de sentar, respeito as suas preferências”, disse Jamelão, para logo abrir um inesquecível e discreto sorriso com os olhos.

Em pouco tempo, enquanto eu buscava dados para meu primeiro release, já que o Bar Brahma era um dos clientes da minha assessoria de imprensa, Jamelão já havia disparado vários outros trocadilhos e brincadeiras, como quando perguntei o que desejava tomar: “Eu não tomo. Eu bebo...”

Conto esta história para desmentir a injustificada fama que Jamelão carregou de mal-humorado por toda a sua vida. Era, sim, um homem de personalidade forte, frases incisivas e momentos de incrível falta de paciência. Mas para quem o conheceu de perto, Jamelão deixou a imagem de um homem bondoso, alegre, divertido e, claro, notável cantor.

Como o espaço é curto, deixo de lado a conversa e conto agora algumas das histórias que vivenciei ao lado Jamelão, de quem terei para sempre o orgulho de ter sido amigo.

No Sujinho, de madrugada

Estávamos no Sujinho, tradicional reduto da noite paulistana. Era a noite do jogo do Inter de Porto Alegre contra o São Paulo, no Morumbi, pela Taça Libertadores. Percebemos alguns colorados, discretos e disfarçados no meio daquele bar lotado de são-paulinos cabisbaixos pela derrota em casa. Lá pelas 3h um grupo se aproximou da mesa: "Jamelão, somos gaúchos e teus fãs. Tu podes dar um autógrafo para a gente?" Jamelão olhou fixo e disparou: "só se vocês acertarem qual é a minha musica predileta!". E deu a dica: “é do Lupicínio”.

"Nervos de Aço"", exclamou um. "Vingança", disse outro. "Esses moços, pobres moços...", arriscou um terceiro. Ele finalizou a conversa: "Você erraram, não tem autógrafo". Deu um leve pontapé em mim por baixo da mesa e começou a cantarolar: “até a pé nós iremos, para o que der e vier, mas o certo é que nós estaremos, com o Grêmio onde o Grêmio estiver". Os colorados olharam atônitos. Ele abriu um largo sorriso e disse: "sou gremista em Porto Alegre, santista em São Paulo e, principalmente, vascaíno no Rio, mas vocês estão de parabéns pela bela vitória. Para quem dou os autógrafos?" Todos rimos saborosamente...

Jamelão explica por que não dá a mão

De cima do palco, Jamelão não percebeu de imediato o braço estendido. O homem pegou na barra da calça do famoso sambista carioca e puxou-a, com relativa força. Jamelão olhou, olhou, mas não teve a provável reação zangada. Inclinou o corpo e pegou o bilhete. Não satisfeito, o homem burlou a segurança, subiu no palco e logo se aproximou de Jamelão, novamente com o braço estendido.

Temi pelo pior e imaginei que Jamelão empurraria ou no mínimo passaria um pito histórico no intruso. Jamelão olhou, olhou e, finalmente, estendeu a mão para o aperto pedido pelo homem.

O sujeito desceu do palco e Jamelão prosseguiu cantando: “maestro, músicos, cantores, gente de todas as cores, faça um favor pra mim...” Ao final da canção, interrompeu os aplausos e disse: “Há pouco quase não dei a mão para aquele homem que subiu aqui no palco. Mas logo imaginei que no dia seguinte os jornais diriam: ‘o Jamelão é antipático’, ‘o Jamelão é isso, o Jamelão é aquilo’. Além disso essa música é tão bonita que não valia a pena interrompê-la. Por isso retribuí o cumprimento, mas agora eu vou contar por que não gosto de dar a mão para ninguém que não conheço: em 1963 eu ia para o morro da Mangueira quando começou a chover. Busquei abrig o em um ponto de ônibus. Havia um homem de costas, fazendo xixi em um barranco. Quando terminou, virou-se, me viu e gritou: ‘Jamelaaaaão!!’ E veio em minha direção, com a mão aberta.Então eu falei: ‘sai pra lá! Você estava pegando no seu e agora que me dar a mão!’ Depois disso pensei: sou um homem público. Aquele tipo eu vi onde estava com a mão antes. Mas dos outros não vejo. De repente, aquele sujeito que está agora sentado lá na frente tomou umas cervejas a mais, foi ao banheiro, não lavou as mãos, saiu, veio até o palco, subiu e tive de pegar no dele por tabela!, disse Jamelão, para ser ovacionado pela platéia.

Cena de grito em um bar da Avenida São João

Na saída do Bar Brahma, situado na esquina imortalizada por Caetano Veloso em “Sampa”, uma garota loira e bonita vem correndo em nossa direção. São 2h e ela gritava histericamente. Pára de berrar, pega na mão de Jamelão e lasca-lhe um beijo. "Sai daqui sua
louca. Sai! Fora! Sai daqui!", vocifera o cantor. Ela fica abalada. As
poucas pessoas que restavam na casa olham assustadas. Ele se justifica: "Adoro mulher. Olho para as mais novinhas e, até, para as
mais velhinhas. Mas não é porque sou preto e velho que vou deixar que
uma mulher me trate como se eu fosse um pai de santo. Beijo na mão eu
não aceito!"

Jamelão, o antipático

Jamelão recebia para ficar no palco do Brahma cerca de uma hora. Mas gostava de ficar mais. Bem mais. Às vezes o show chegava a 2h30, entre sambas históricos e canções românticas. Até que anunciava a última música, “a mais importante para mim em toda essa noite”. O público olhava surpreso, porque Jamelão já havia desfilado os sambas antológicos da Mangueira e músicas como “Nervos de Aço”, “Esses Moços” e “Vingança”, de Lupicínio; “Matriz e Filial”, de Lúcio Cardim; e “As Rosas não Falam”, de Cartola (sim, ele cantava Cartola, ao contrário do que muitos jornais disseram e apesar de deixar claro que “não tinha empatia pelo Cartola como pessoa’). Qu e música seria essa? Aí começava a cantar uma composição sua: “O papai já vai embora, o papai vai descansar, o relógio tá marcando (e ele olhava para o pulso): 1h30! Tá na hora de nanar. O papai já vai embora, o papai vai descansar, vou pra casa da Aurora ou então da Dagmar...”

Depois ainda encontrava tempo e disposição para dar autógrafos e tirar fotos com todos os fãs que assim o desejassem.

Naquele dia, porém, todos esquecemos do tempo e quando vimos já passava das 3h e a cozinha do Brahma não tinha mais os pratos tão sonhados pelo sambista. E sanduíche ele não queria!

Seguimos para o Confraria, outro templo da boa música na capital paulista. Ao entrarmos, o bar inteiro saudou: “Jamelão! Jamelão! Jamelão!”. E pediu: “canta! canta! canta!” Formos até o fundo do bar e sentamos. Ou melhor, nos acomodamos. O público continuou: “canta! canta! canta!” Mesmo extenuado, Jamelão, então com 92 anos, foi ao palco e disse: “olha gente, já cantei durante 2h30 no Brahma. Então vou mostrar só duas músicas, em homenagem a vocês” E soltou seu vozeirão para a alegria geral da nação.

Quando voltou à mesa, iniciou-se uma nova peregrinação de fãs à procura de um autógrafo. Foram uns 30, em meia hora. Quando o prato chegou, lá pelas 4h e Jamelão começou a comer, um homem se aproximou com uma câmera nas mãos e disse: “vamos tirar uma foto?” Sério, Jamelão disse: “Agora não dá meu filho, estou jantando”. Ao que o homem respondeu: “Bem que disseram que você é um antipático grosseiro!” Jamelão olhou-me e, resignado, continuou a comer.

Garçom racista

Na Lellis Trattoria Jamelão olha transtornado para o garçom e grita: “o senhor é um racista! É um racista! Vou chamar a polícia”. O funcionário, assustadíssimo, se aproxima e pergunta “mas o que é que fiz?” “O senhor só trouxe cerveja normal. E eu adoro cerveja preta”, explicou Jamelão para risada de todos..

O orkut do Jamelão

Festejamos o aniversário de 93 anos de Jamelão no Consulado Mineiro, restaurante freqüentado por artistas, jornalistas e gente alternativa, na Praça Benedito Calixto, em São Paulo. Uma jovem em uma mesa próxima não parava de olhar em nossa direção. Jamelão deu o sinal de alerta. “Aquela mulher está olhando fixo para cá. Vai acontecer alguma coisa. Já vi este filme!" Ao final do jantar, quando saíamos da casa, não resisti. Fui até a mesa e perguntei se queria alguma coisa. Ela pediu para falar com Jamelão. Indaguei e ele deu o sinal de positivo. Quando chegou à mesa, ela disse: "Eu sou a Flávia". Ele ficou olhando, estático, sem falar nada. "Sou a sua amiga, Flávia", repetiu. Foi sincero: "Desculpe-me, mas não estou lhe reconhecendo". Ela explicou: "sou a Flávia, que fala com você toda a noite pelo orkut". "Pelo o que?", questionou. "Sua amiga do orkut", ela insistiu. "Tenho 93 anos, minha filha. Não tenho computador. E se tivesse, você acha que eu perderia minhas noites no orkut? Alguém está fazendo você de boba e mentindo que sou eu!". Entrou no meu carro, a gargalhadas. Ria tanto, mas tanto, que batia com os punhos no teto do carro. "Orkut! Orkut do Jamelão...essa foi demais"...Saí dirigindo pela noite de São Paulo, feliz por ter presenciado mais uma cena inesquecível ao lado deste grande homem.

Jamelão (última história – essa eu não vi, mas posso imaginar)

É cedo. Os primeiros raios de sol surgem e um homem velho, de chapéu e paletó, com elásticos nos dedos das mãos, falecido às 4h30, chega à porta do céu. “Quem é?”, indaga uma voz. Pouco disposto a falar, como tantas vezes durante os 95 anos em que esteve na Terra, ele dispara: “Mangueira teu cenário é uma beleza, que a natureza criou. O morro com seu barracão de zinco, quando amanhece, que esplendor”. A Voz exclama admirada: “Jamelão!”. E diz, mansa e poderosamente: “Pode entrar meu filho. Entra e senta um pouco para descansar da travessia”.

Ele olha, olha e, finalmente, responde, na lata: “Eu não sento. Eu me acomodo”. E por via das dúvidas ainda recusa o cumprimento com mão...

abs, até a proxima.

Religiosidade na arte brasileira

Jardir J. Egidio - Santa Ceia

A religiosidade e a arte estão intimamente relacionadas. Uma faz parte da origem da outra e nela se manifesta. Forças da natureza, como o sol, a chuva, o trovão, o relâmpago sempre exerceram um grande fascínio sobre o homem, principalmente os povos primitivos. Por não compreenderem estes fenômenos, acreditavam que eram deuses e que podiam intervir na vida dos homens. Conseqüentemente, deveriam ser venerados e cultuados, como forma de atrair sua proteção. Este é o fundamento do animismo, que pode ser considerado a primeira manifestação religiosa do ser humano.

No Brasil, a religiosidade está presente em todas as formas de manifestação artística. Os povos indígenas expressam nas esculturas e ornamentos os espíritos da floresta. Os escravos demonstravam sua fé em suas pinturas e peças. Das primeiras obras barrocas às mais recentes criações. Também faz parte das imagens de santos que ornam as igrejas coloniais e nas pinturas que retratam o candomblé. “Este sincretismo religioso é reconhecido como uma das características do nosso povo, pela sua própria formação”, destaca Roberto Rugiero, marchand e diretor da Galeria Brasiliana. A arte é sempre a melhor forma de expressão da fé. “São obras que emanam de causas mais profundas, brotam imperiosas”, completa Rugiero.

Para levar ao público as principais obras de arte que representem essas e outras simbologias, a Galeria Brasiliana realiza a partir de 06 de junho a mostra “Religiosidade na Arte Brasileira”. Entre os artistas, alguns que se expressam somente por temas religiosos, Jadir João Egidio (arte em alto-relevo, como as Santas Ceias), Geraldo de Andrade (pinturas em óleo sobre tela - Arcanjos e a Arca) e o neo-barroco José Joaquim da Silva, o Zezinho de Tracunhaém, com esculturas que chegam a medir dois metros de altura.

Artigo - Dia do Vestibulando.

Olá a todos, gostaria de agradecer muito ao apoio e suporte de todos quanto ao meu ultimo post "Que sou eu?". Agradeço os convites e os carinhos.

Agora deixo a vocês outro lado deste quem vós escreve. Julio Moraes o jornalista. Á convite o Prof. Nicolau Marmo que é coordenador geral do Sistema Anglo de Ensino. E desde a década de 60, atua na preparação de estudantes para os principais vestibulares do país, fez um artigo exclusivamente para os vestibulandos deste ano, para toda a rede e me concedeu a permissão de postar aqui à todos os amigos que são e um dia foram estudantes, veja:

O Dia do Vestibulando - 24 de Maio de 2008

por Prof. Nicolau Marmo

Comemora-se em 24 de maio o Dia do Vestibulando, mas nem vamos comentar isso com esses estudantes. Deixemos passar despercebido, é melhor assim. Para que ficar enfatizando que no fim do ano terão de enfrentar o vestibular? Eles acordam todos os dias pensando nisso: no café da manhã, no almoço, no jantar... até sonham com isso. Eles sabem perfeitamente que não será a primeira vez que suas competências serão avaliadas e, também, não será a última. Mas temos de concordar: situação incômoda essa de ser candidato a uma vaga na universidade. VESTIBULANDO, até a palavra assusta!

Somos avaliados desde que nascemos pelos nossos pais, pelo pediatra, pelos amigos, na escola, nas competições esportivas, pelo(as) namorado(as). Mais tarde, pelo(as) esposo(as), pelos colegas de trabalho e pelo diretor da empresa na qual trabalhamos. Mas o que mais importa, na realidade, é a avaliação que fazemos de nós mesmos.

Pensando bem, o que é o vestibular? É um concurso como tantos outros: Banco do Brasil, Ministério da Fazenda etc. Como conseguir uma vaga disputada por muitos pretendentes? Disputando-a, submetendo-se às normas de um concurso - não é justo? Seria pior, muito pior mesmo, se as vagas fossem preenchidas, como acontece em certos casos, por apadrinhamento, por nomeação: “fulano de tal está nomeado para o 1º ano da Faculdade de Medicina da USP”. Que tal?

Os mais disputados vestibulares de hoje são honestos e competentes – selecionam os candidatos mais aptos a ocupar as vagas oferecidas. O que é preciso fazer então para conquistar a caga pretendida? Preparar-se adequadamente, tendo sabedoria para poder dividir o tempo entre o estudo, a preparação física (exercícios, sono, alimentação), a convivência familiar e o lazer.

As pesquisas internacionais colocam o Brasil nos últimos lugares, no que se refere à Educação. Pena que os pesquisadores não tenham conhecimento dos alunos que conseguem as vagas mais disputadas em algumas das principais universidades do país. Submetem-se a provas de oito disciplinas: Português, Inglês, Matemática, Química, Física, Biologia, Geografia e História, com rendimento médio em torno de 75%. Vejam estas provas, senhores pesquisadores, e constatem que temos uma juventude talentosa, que nem tudo vai tão mal neste país.

Meu caro vestibulando, temos orgulho de você e vamos mudar de idéia. É justo que tenha o seu Dia, para comemorar a sua coragem e determinação de enfrentar mais esta importante competição em sua vida. No fundo, está competindo com você mesmo e mais ninguém, em busca de superar seus próprios limites.

Parabéns!

Agradeço muito ao Prof. Nicolau Marmo, e boa sorte aos que carregam o futuro de nosso país.

Primeiro dia deste mês.

A vários anos o dia primeiro de maio tem um significado maior a que parece. durante anos, esta mesma data foi selecionada para grandes acontecimentos. Fatos que mudaram vidas, cursos e modos de pensar. Veja alguns fatos que aconteceram no primeiro dia de maio.

1945 - Joseph Gobbels.

Antes de se suicidar, nas etapas finais da Segunda Guerra Mundial, Hitler, em seu testamento escrito no Bunker onde se suicidou, nomeou-o Chanceler da Alemanha - e Karl Dönitz como Führer -, quando os tanques soviéticos tinham entrado em Berlim e já se tinha tornado claro que a Alemanha tinha perdido a guerra. Em 1º de maio de 1945, Goebbels e sua esposa assassinaram seus seis filhos (Helga, Hilde, Helmut, Holde, Hedda e Heide) e depois cometeram suicídio com a ajuda dos seus guarda-costas da SS.

- Mais sobre o mesmo dia e acontecimentos históricos sobre nazismo clique aqui.

1941 - Cidadão Kane

A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Welles), buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". A morte de Kane comovera a nação e descobrir o porquê daquela palavra se torna uma obsessão para o jornalista, que acredita poder encontrar nela a chave do significado daquela vida atribulada.

1994 - O Adeus de Ayrton Senna.

Na sétima volta da corrida na data de primeiro de maio foi reiniciada após varios acidentes pequenos, e Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta; ele entrou na curva Tamburello e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph)[8]. Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral. Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sidney Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula 1 e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

Mais tarde o Professor Watkins declarou:

Ele estava sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro, por suas pupilas, que ele teve um ferimento maciço no cérebro. Nós o tiramos do cockpit e o pusemos no chão. Embora eu seja totalmente agnóstico, eu senti sua alma partir nesse momento.


Estes são apenas alguns acontecimentos dos primeiros de Maio. Tony Blair, Getulio Vargas, Fidel Castro entre outros, escolhem também o dia para marcarem seu nome na historia.

Agora só fica a pergunta sobre o que acontecerá hoje.

Politicagem em alta.

Enquanto o mercado imobiliario americano sófre com suas dividas não pagas, o mercado imobiliario de politicos - brasileiros - andam em alta:

de Contas Aberta.

A Câmara gastou R$ 9 milhões com reparos e conservação dos 432 imóveis funcionais em 2007. Entre as despesas estão a compra de sofás, fogões, geladeiras, camas, persianas, espelhos, assinatura de TV a cabo, além de gastos com tratamento de piscinas (para a residência oficial ocupada pelo presidente da Casa, Arlindo Chinaglia). Só a mão-de-obra com os serviços de vigilância, limpeza e portaria dos imóveis consumiu R$ 2,9 milhões em 2007.

A Câmara entrega os apartamentos aos parlamentares com mobiliário completo. Essas vantagens pretendem ampliar a taxa de ocupação dos imóveis, que está em torno de 50%. Para tanto, a Câmara também oferece aos deputados, por exemplo, fornecimento de gás liquefeito (R$ 154,2 mil pagos pelos serviços em 2007). Despesas como a compra de refrigeradores duplex frost free e de lavadoras de roupa somaram R$ 174,3 mil. Já assinaturas de TV a cabo para as residências oficiais custaram, no ano passado, R$ 1,7 mil aos cofres públicos. Em outro lote de compras, foram destinados R$ 43 mil para depuradores de ar, fogões e lavadoras de roupa.

E não para por aí. As mordomias totalizaram R$ 86 mil em 230 fornos microondas, R$ 580 mil em camas box e R$ 7,9 mil para motor de ventilador (veja a lista completa dos gastos da Câmara com os itens em 2007 *obs - arquivo em PDF). De acordo com o “Regulamento Interno para Blocos de Apartamentos pertencentes à Câmara dos Deputados”, cabe a quem ocupa responsabilizar-se apenas pelas despesas de consumo de luz, gás e telefone que superam a cota normal.

Há poucos anos, os deputados também deixaram de pagar mais uma despesa comum para qualquer cidadão: o condomínio do prédio, rebatizado de taxa de ocupação. O diretor da Coordenação de Habitação da Câmara, Carlos Henrique Laranjeiras, afirma que a Mesa Diretora suspendeu a cobrança da taxa de ocupação “devido à precariedade dos apartamentos”. Ele explica que a cobrança “atrapalharia a ocupação, que é interessante para a Câmara, para economizar o auxílio-moradia”. O esforço maior da Câmara para atrair ocupantes será a reforma estrutural dos apartamentos, ao custo unitário de R$ 307 mil.

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Pró Educação & Blogagem Coletiva.


Que imagem o mundo faz da Educação brasileira?

Embora grande parte da opinião pública pense o contrário, ela é tida como um bom exemplo por vários países. Nos encontros que a Unesco promove, chama a atenção das delegações estrangeiras a questão da redistribuição de recursos recolhidos pelo governo brasileiro em forma de impostos de forma igualitária entre os estados. A autonomia garantida às escolas para gerir suas verbas é outra demonstração de maturidade. Talvez de fora seja possível ver com mais clareza que nossa Educação não é excelente, mas também não é de má qualidade para todos.
Gostaria de debater? Então participe da Blogagem Coletiva Contra o Analfabetismo.
Tema da Blogagem Coletiva: A Blogsfera Contra o Analfabetismo
Quando: Dia 18 de Abril
Como participar: Acesse - http://saia-justa-georgia.blogspot.com/
Por que participar: Insira aqui sua resposta.

Ouça as estrelas.

Che scuitá strella, nê meia strella!
Vucê stá maluco e io ti diró intanto,
Chi p'ra iscuitalas moltas veiz livanto,
I vô dá una spiada na gianella.

I passo as notte acunversando c'o ela.
Inguante che as outra lá d'un canto
Stó mi spiano. I o sol come un briglianto
Nasce. Oglio p'ru ceu: — Cadê strella!?

Direis intó: Ó migno inlustre amigo!
O chi é chi as strellas ti dizia
Quando illas viero acunversá cuntigo?

E io ti diró: - Studi p'ra intendela,
Pois só chi giá studô Astrolomia,
É capaiz di intendê istras strella.

A cerveja mais cara do mundo.

by Onne

----------Enquanto os vinhos sempre fizeram parte da alta gastronomia, a cerveja sempre foi o patinho feio para os amantes da boa e refinada cozinha. Não mais. Pelo menos é o que espera a Carlsberg, maior cervejaria da Escandinávia, com o lançamento de sua nova e exclusiva cerveja: a Carlsberg Vintage nº 1.Esta nova cerveja é uma Strong Ale, com 10,5% de volume alcoólico. Ela tem uma coloração castanha, pouco creme e conta em sua composição com notas de caramelo, baunilha e carvalho da França e Suécia, provenientes dos barris onde é armazenada. A sugestão é consumi-la com queijos e sobremesas.

----------A exclusividade fica por conta das poucas garrafas que devem ser produzidas esse ano: apenas 600. E exclusividade tem um preço, neste caso o maior do mundo para a categoria. Cada garrafa da Carslberg Vintage nº1 está sendo vendida por US$ 400, tornando-a assim, a cerveja mais cara do mundo.

----------Quem quiser pagar para ver se ela realmente vale a pena deve correr, porque em pouco tempo deve ficar muito difícil de comprar uma dessas. Por enquanto a cerveja está disponível apenas em três restaurantes de Copenhague, um deles o Noma – possuidor de duas estrelas no Guia Michelin.

- Noma: Strandgade 931401 / Copenhagen K / noma.dk