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Amor, algo tão simples


Por anos, a humanidade busca o sentido da própria vida questionando-se claramente o motivo de cada segundo, cada momento, cada execução de algo. 

Um exercício rápido: Se não precisássemos comer ou nos vestir, o que você faria da própria vida?

Desde então o maior receio é da não existência após um período curto de consciência pura. Particularmente acho que teria maiores preocupações da confirmação de uma energia pura, nada some deste universo, só se transforma... E isto sim é um enigma.

Não acredito em acaso, também nem que tudo tem que a ver uma razão, mas é uma questão de fluxo de existência que mantém o universo equilibrado. Algo fora disto e aguarde uma abrupta movimentação para tudo voltar ao normal.

Entenda como quiser, não escrevo o texto exclusivamente para passar uma mensagem, mas para instigar a consciência.

O ser humano é impuro. Um organismo tão impuro pode-se dizer conhecer sentimentos a fundo? Eu sempre digo que uma das palavras mais perigosas já dita por um ser humano é a certeza

Certeza não existe. Se existisse o ser humano não teria tantos medos e dúvidas, e muito menos faria tanta besteira em nome de outros sentimentos que nada tem a ver com a confusão da própria pessoa.

Você sabe dizer o que é o amor? Não se preocupe, 90% da sociedade não sabe. É para poucos preparados e, geralmente, sentido por pessoas que sofrem (ou não) por estarem separados da sociedade da vida fútil criada por nós nesses últimos dois mil anos.

Os que chegam perto de saber ou sentir, sofrem por ver o quanto tudo esta errado. Por que reclamas tanto de um trabalho? Ou dos estudos? Da distância do ponto A para o ponto B? Da comida? Da própria vida?

O brasileiro médio "se joga em uma tela" que te proporciona o sonho (falso) intangível, te fazendo desejar algo que não precisa ser, te fazendo querer algo que você realmente não quer ter e que fala algo que você realmente não pensa em dizer.

Quero dizer: Você sequer sabe quem você é?

É só uma parte da imparcialidade conjunta que mostra exatamente a dificuldade de um ser humano sentir... Sim, bem simples, sentir.

Sentir saudades... Você sabe. Mas até onde você se manifesta para matar essa saudade? Manda um e-mail? Faz uma carta? Revisita um tempo com sua memória? Levanta da cadeira e vai matar essa saudade com as mãos? Acredite... Poucos fariam apenas um item.

Sentir tristeza... Você sabe. Mas mistura tanta coisa que não faz sentido algum e a transforma em um sentimento que não é amigo da paz.

Sentir duvida... Você sabe. 99% Das pessoas do planeta tem dúvidas, isto porque precisamos dizer o que pensamos para outros e colocar em cheque a opinião alheia para, por assim dizer, minha verdade prevalecer e assim eu me confortar com algo que eu digo. (Arrá, ter certeza). Já aqui, começamos o looping de erros sugestivos.

Sentir medo... Você sabe. Ativa nosso sistema de defesa, é algo mais animal do que humano. Para morrer, basta estar vivo. Para se estender neste mundo, basta ser sincero com você mesmo.

Sentir ódio... Você sabe. É a saída fácil, uma espada no coração e pronto, uma vida de amargura que soa ter gosto de um chá quente em um lugar bonito, um amargo que trás tristeza, que soa como algo luxuoso, algo que 90% do ser humano procura. Então, tristeza é o fator decisivo para viver "na segurança". Pensa um pouquinho na sua vida até hoje.

Sentir o amor... Poucos sabem. Para chegar neste estágio você tem que se limpar de todos os outros, entender, absorver e observar. Felicidade não esta ligada a algo tangível, mas a uma sensação de acordar de manhã e sorrir. É tão simples, mas para o mundo atual...

O amor não aceita nossas impurezas, não acata as dúvidas e muito menos aceita o ódio. Simples assim.

Então, como e por que tudo acontece? Pelo fato do ser humano não viver como deveria. Como ele deveria? Eu tenho a minha ideia, mas é só minha e não tem nada a ver com o que acontece hoje ao nosso redor.

Não se doa o amor, porque você não gera sozinho.
Não se desgastar, porque você só sente se estiver realmente preparado.
Não se dissipa, porque quando criado, esta vinculado eternamente.
Não julga, ele não existe por escolha.
Não te trás medo, porque esse amor gerado responde tudo que precisa ou quer saber da vida, e esse conhecimento é o único que pode trazer uma felicidade profunda.
Não afasta, porque ele só existe em conjunto.
Ele não acaba, porque... Vai saber quando realmente amar.

Com sete bilhões de pessoas no planeta é mais fácil "juntar" do que viver. Seja para criar um vinculo necessário de sobrevivência baseado em um ecossistema falho, ou pela falta da profundidade que a cada dia o ser humano tende a se afastar.

Todo mundo sabe amar, poucos realmente se arriscam. É um caminho sem volta... Soa assustador, não? Pois bem, é um caminho puro e limpo... Como explicar? É sentir.

Sentir que esta vivendo por algo, com suporte de algo, que é maior que tudo aquilo que o ser humano criou até hoje. Confirmando que sua existência está fazendo sentido e, mesmo assim, você não precisa desta tangibilidade. Você sente que está vivo... Sabe o que quero dizer? Aos que disseram não, entristeço.

Amor é puro, é saudável. Se sente que ele te faz mudar é porque estas voltando a ser a essência da existência. Se sente que muda algo na vida, é porque a sua vida está fora do natural, ou da real maneira que deveríamos viver neste planeta e no universo.

Fique a vontade para pensar, mais ainda de seguir suas próprias virtudes sem medo de ser julgado. Seja justo, transparente e sincero. Terá uma vida mais leve. Limpa sua alma do que não precisa e sua mente de pensamentos que não te fazem feliz. Faça uma revisão do modo que vive, abra seu coração e sua mente para tudo que existe. E isso é só um primeiro passo para chegar perto do amor.

O ser humano que é um pouco complicado, a vida é mais simples do que imaginamos...

Abs

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Texto paralelo inspirado pela ótima blogagem coletiva "Amor aos pedaços".



Diga-me com quem andas e te direi se é HIV Positivo!

A ridicularidade de nossos eleitos - ainda estou descobrir os eleitores - não tem limites. A última nova é direto do Rio de Janeiro, na qual recebemos uma particularidade que vem em pacote de Emenda. Algo que, sinceramente, achei que poucos politicos conheciam. Veja abaixo:

PROJETO DE LEI2204/2009

            EMENTA:
            OBRIGA A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE A TER UM BANCO DE DADOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Autor(es): Deputado JORGE BABU


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
    Art. 1º A Secretaria de Saúde divulgará, em seu site, os nomes dos soro-positivos, cidadãos contaminados com HIV/AIDS, em todo Estado do Rio de Janeiro.

    Art. 2º Tal listagem receberá atualizações mensais, constando seus nomes completos e Cadastro de Pessoa Física – CPF.

    Art. 3º Todos os cidadãos contaminados com o vírus HIV deverão portar identificação própria de sua condição.

    Art. 4º O portador de tal documento, terá prioridade no atendimento emergencial hospitalar da rede pública.

    Art. 5º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 14 de abril de 2009.


    Deputado JORGE BABU


Só o fato de ler isto já causa afronta a todo e qualquer bem comum. Reza a lenda que tal lei faria uma melhoria ao atendimento para quem for Soro Positivo, ok. Mas em troca de que mesmo? Ah sim, da liberdade, bom senso humanitário, falta de privacidade... Já vivemos em um mundo complicados o suficiente para ter que enfrentar algo deste tipo em nosso país.

Crie casas, abaixe imposto, faça a segurança no Rio de Janeiro funcionar... Mas gastar tempo em fazer leis que não tem sentido algum é dar um tapa em nossa cara e dizer "lero, lero. Eu faço por que quero!". Poxa. Alguém mais vê isto ou só eu?

Lembrei-me de um texto de Millôr na qual reproduzo aqui:

Conhecido meu, chamemo-lo (!) de Antônio, sentindo ardores estranhos naquilo de que, segundo Freud, as mulheres têm inveja, mandou examinar sua urina num famoso laboratório, em Copacabana. Quando foi buscar o resultado do exame, entre outras pequenas irregularidades detectadas, veio o golpe brutal por parte do médico: estava com Aids!

Aids, ô meu! Não acreditou. Aids nele? Como pode? Era casado, tinha filhos, sempre fora exclusivo da mulher, e agora não só estava condenado à morte, mas a morrer em vergonha.

Procurou o médico responsável pelo exame, exigiu a presença do responsável pelo laboratório, acabou cercado por quatro laboratoristas. Todos, delicadíssimos, lamentaram o resultado, mas foram taxativos; eram profissionais de longa data, a aparelhagem com que trabalhavam era de última geração, tinham por norma rechecar quatro vezes os resultados antes de entregá-los aos pacientes - não havia a menor possibilidade de erro. Aconselharam-no até a procurar mais um ou dois laboratórios, única maneira de assegurar-se.

Meu conhecido saiu dali arrasado. Em pânico, comunicou à família o resultado do exame. Espanto geral. Logo a descrença geral. Não era possível. Mas também a desconfiança peçonhenta de um cunhado canalha: ''O Zé, hein?''

Depois de dois dias sem dormir nem comer, Antônio resolveu fazer novo exame. Mas aí, em vez de procurar novo laboratório, preferiu testar o mesmo que tinha feito o exame anterior. Urinou num frasco, pediu à mulher que fizesse o mesmo, à filha de 12 anos, à sogra, e, por último, num gesto de raiva e desafio, derramou no frasco dois dedos de Ballantine's.

Levou tudo ao laboratório. O chefe laboratorista recebeu-o com respeito e disse: ''O senhor tem todo o direito de fazer isso, pedir novo exame. Nós estamos seguros, mas o senhor não tem obrigação de estar. Nem vamos cobrar. Vou mandar três de nossos especialistas examinarem o seu fluido, sem que um saiba que os outros fazem o mesmo exame. Vai demorar um pouco. Quarenta e oito horas.''

Exatas quarenta e oito horas depois Antônio voltou ao laboratório. O chefe laboratorista, cercado pelos auxiliares, apresentou Antônio a todos e disse:

"- Lamento comunicar, senhor Antônio Silmar, mas o resultado é, novamente, positivo. O senhor realmente tem Aids. Mas sua mulher está com diabete C. Sua filha está grávida. Sua sogra não é mais virgem. E, pior, o Ballantine's é falsificado".


É isto Brasil!

Link para o Projeto de Lei aqui.

abs,

Sobre violência doméstica

Conheça o projeto que discute a violência doméstica a partir da subjetividade masculina.

Estimativas da Organização das Nações Unidas apontam que, a cada ano, são registradas 205 mil agressões contra mulheres no Brasil. Estudos realizados em vários países demonstram que a cada quatro casais, um sofre com a violência doméstica. O projeto de pesquisa “Processos de construção da subjetividade masculina: psicologia, sexualidade, conjugalidade e paternidade, atravessados pela violência doméstica, educação de gêneros e cultura patriarcal”, da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Pará, busca analisar a violência doméstica a partir da reflexão sobre os homens.

“No contexto da agressão, não podemos apenas tipificar ou enquadrar o homem como o ‘agressor’ e a mulher como a ‘agredida’. Ambos os sexos vitimizam e são vitimizados. A diferença é a modalidade de violência que a sociedade atribui a cada um”, explica a coordenadora do Projeto, Adelma Pimentel. “O tipo de violência está relacionado à teia social à qual pertencem os indivíduos. Embora ambos pratiquem as várias formas de agressão, tendemos mais a relacionar as mulheres como praticantes da violência psicológica ou emocional e imaginamos que os homens manifestarão a violência física. Isso está relacionado aos estereótipos presentes na cultura de gêneros, os quais ainda imperam na sociedade contemporânea, no patriarcado, nas relações hierárquicas de poder, nas desigualda des e no desrespeito aos direitos humanos”.

Para a pesquisadora, desde a confirmação da gravidez, a família cria uma expectativa prevendo, inclusive, atividades e comportamentos de acordo com o sexo do bebê. “Os estereótipos masculinos e femininos permeiam a vida da criança mesmo antes dela chegar ao mundo e podem, talvez, impedir que o bebê se desenvolva para além das expectativas que são criadas a partir de projeções a respeito do seu sexo. Tais determinações demonstram o aprisionamento dos papéis sociais em torno dos gêneros”.

Força, domínio e virilidade

De acordo com Adelma Pimentel, é complexa a formação da subjetividade masculina. “O que é ser homem? Uma definição comum dada por eles é simplesmente não ser mulher. Assim, todas as características atribuídas ao feminino devem ser negadas. Se a mulher é socialmente definida como ‘frágil e delicada’, o homem deve ser forte e bruto. A identidade do homem é, então, marcada pela tríade: força, domínio e virilidade, que culmina no chamado machismo patriarcal”.

A superação desse padrão pode acontecer por meio da perspectiva de que homens se tornam homens pela convivência com outros homens e com mulheres. “Também é possível a desconstrução dos mitos sobre a afetividade e a expressividade masculina a partir de uma socialização emancipatória, que atualize as regras que ‘obrigam’ o menino a ser competitivo e rejeitar o contato físico. Nas rodas de conversa, o menino fala do brinquedo e não de si mesmo. O adolescente luta e intimida os ‘mais fracos’. O adulto sofre, silenciosamente, a força de ser masculino. Embora tenhamos novos horizontes para a formação da subjetividade masculina, esse cenário do desenvolvimento emocional continua válido para todos os segmentos socioeconômicos”, explica a pesquisadora.

O aprendizado no núcleo familiar, na escola e com os amigos influencia na compreensão do papel social do indivíduo e contribui para a elaboração de uma escala de valores que guia suas ações e sentimentos, forjando várias formas de violência.

Reconfiguração das relações afetivas

Segundo Adelma Pimentel, entre os motivos que levam o homem a se tornar agressor estão o não provimento das necessidades materiais, o não reconhecimento dos significados dos atos violentos, a perda da sensibilidade, a passividade da vítima e uma cultura familiar desestruturada.

No texto da Lei Maria da Penha, está previsto um trabalho de acompanhamento do homem que desempenha o papel de agressor. “A criação de programas de atendimento ao homem, ao casal e à família permite instalar a lógica da diversidade que envolve todos os atores no processo de reconfiguração das relações afetivas. Entendemos que não é possível enfrentar a superação da violência doméstica a partir do cuidado segmentado e exclusivo com a mulher, porém, é necessário compreender o sistema que determina o papel de homens e mulheres na sociedade e como esses mecanismos interferem na violência domiciliar. Tal perspectiva possibilita criarmos propostas de intervenção e de tratamento mais eficazes”, argumenta Adelma Pimentel.

No livro “Cuidado paterno e enfrentamento da violência”, a pesquisadora apresenta algumas propostas de tratamento como, por exemplo, identificar o ciclo da violência doméstica. “Tudo inicia com a acumulação da tensão entre o casal, seguida por um incidente de violência. Após o ato violento, o agressor se arrepende, pede perdão e é perdoado ao prometer que não repetirá o crime. A harmonia volta ao lar, temporariamente, até que o ciclo se reinicie”, explica a psicóloga.

A investigação sobre a violência doméstica, entrelaçada à subjetividade masculina e feminina, faz parte do programa de estudos acerca do desenvolvimento humano e dos sistemas familiares, realizado pela pesquisadora desde 2005. Em 2008, o projeto trabalhou com um grupo de homens agressores atendidos na Delegacia da Mulher em Belém.

Estudo revela perfil dos agressores em Belém

Na primeira fase do estudo, a coleta de dados envolveu questionários, entrevistas individuais e leitura de prontuários de 14 homens detidos, com idade entre 20 e 40 anos. Na segunda fase, quatro homens participaram de reuniões de grupo, que aconteciam duas vezes por semana, com duração de duas a quatro horas. “Era um grupo terapêutico e educacional. Nosso objetivo era trabalhar com eles a compreensão da cultura de gênero e a descontinuidade da violência física, bem como oferecer pequenas experiências de contato”, explica a pesquisadora.

Os primeiros resultados da pesquisa revelam um perfil dos homens agressores em Belém. “São homens sem a mínima instrução, sem profissão específica, com dificuldades em elaborar o pensamento acerca da violência doméstica e de restrita comunicação interpessoal. Observamos que a preocupação desses homens se voltava às suas necessidades materiais imediatas, ao seu sustento físico, social, econômico e fisiológico”, conta a psicóloga.

Atualmente, a pesquisa está sendo realizada, também, na Clínica de Psicologia da UFPA, onde mulheres agredidas pelos companheiros são atendidas no estágio supervisionado em Psicologia Clínica. O próximo passo é ampliar os estudos para um universo de homens não agressores. Voluntários que queiram participar podem acessar o site www.cultura.ufpa.br/nufen.

“Somente ao reconhecer o que causa e em que condições as agressões acontecem, será possível enfrentá-las. Características como suavidade, força ou seriedade não estão vinculadas à ‘natureza’ da mulher ou do homem, e sim, à teia social da cultura em que elas se inserem. É preciso refletir continuamente sobre os papéis sociais que desempenhamos e rever as limitações impostas pelos estereótipos de gênero e pela cultura patriarcal. O tripé autoestima, autoconceito e autoimagem, construído através de uma nutrição psicológica saudável, criativa e processual, pode contribuir para formação de indivíduos confiantes, autônomos e não violentos”, conclui Adelma Pimentel.

Agradeço ao Glauce Monteiro, Adelma Pimentel e a Assessoria de Comunicação Insitucional da Universidade Federal do Pará pelas informações aqui citadas.

abs,

Censura Musical.

Era 1964. O mundo vivia os efeitos da tensão gerada pela Guerra Fria que, na América Latina, fomentava ameaças de subversão interna e de guerra revolucionária, ambas oriundas de países como Cuba, que inspiravam o ‘perigo comunista’ no continente. È nesse contexto que o Brasil sofre o golpe militar que tira do poder o então presidente João Goulart, que vinha passando por freqüentes desgastes. A partir daí, instaura-se um regime militar de governo, que vigoraria até 1985.

A tomada do poder

Na noite de 31 de março de 1964, tropas militares de Minas Gerais e São Paulo saem às ruas. Sabendo da conspiração, o presidente João Goulart refugia-se no Uruguai, assistindo à distância a tomada do poder pelos militares.

Com o Estado em suas mãos, os generais já demonstram seu poderio em suas ações iniciais, principalmente por meio de uma prática muito utilizada nos anos de chumbo que viriam a seguir: a imposição de Atos Institucionais.

Assolado por um novo tipo de gestão, o plano político passa a ter como rotina o autoritarismo, perseguições, prisões e imposição de censura prévia aos meios de comunicação. Na economia, em contrapartida, há uma modernização da indústria e serviços, sustentados pelo endividamento externo e pela abertura ao capital estrangeiro.

O autor Alexandre Sthephanou, em seu livro Censura e Militarização das Artes, resume bem o discurso dos novos e fardados governantes do Brasil pós-golpe: “O combate ao comunismo, a promoção do desenvolvimento econômico, a garantia da soberania, a manutenção da integridade do território nacional e a defesa da democracia”.

Os Atos Institucionais

O general Humberto Castello Branco, primeiro presidente do governo militar, assume o poder em 15 de abril de 1964, o qual deixaria em março de 1967. Em uma de suas ações mais duras, instaurada pelo AI (Ato Institucional) n° 2, de 27 de outubro de 1965, Castello Branco dissolve os partidos políticos e concede aos militares o poder de cassar mandatos. Além disso, é estabelecido um sistema de eleições indiretas para presidente. Surge também o bipartidarismo, formado por ARENA (governista) e o MDB (oposição).

Em uma de suas incursões literárias nesse período, no livro A Ditadura Envergonhada, o jornalista Elio Gaspari narra detalhadamente as primeiras conseqüências da nova forma de governo: “Com o AI-2, Castello transferiu os processos políticos para a Justiça Militar. Deu assim o primeiro grande passo no processo de militarização da ordem política nacional”. Temendo uma derrota governista, Castello Branco edita mais dois AIs.

Uma nova Constituição brasileira é promulgada em janeiro de 1967, trazendo em seu conteúdo a extinção da publicação de livros e periódicos. A partir daí, não seriam mais toleradas publicações consideradas como propaganda de subversão da ordem. A Constituição transformou em lei, inclusive, todas as punições, exclusões e marginalizações políticas decretadas por meio dos AIs anteriores.

O marechal Arthur da Costa e Silva, segundo presidente desse período, assume o posto em 15 de março de 1967. Durante seu governo, apesar da grande expansão na indústria e nas exportações, crescem os movimentos sociais e manifestações, além de organizações que defendem a luta armada.

Essa tensão culmina na Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro, e no Congresso da União dos Estudantes, em Ibiúna (SP), em 1968. Como resultado, aproximadamente 920 estudantes foram presos. Tais fatos levam a promulgação do AI-5, de 13 de dezembro de 1968, que determina a censura à imprensa e a prisão de centenas de pessoas. Na lista de perseguidos, nomes como o ex-presidente Juscelino Kubitschek, Carlos Lacerda, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

Marcado como Ato mais voraz do regime militar, o AI-5 dá ao governo o direito de determinar medidas repressivas específicas, como decretar o fechamento do Congresso, das Assembléias Legislativas e Câmaras Municipais. Permitia, ainda, cassar mandatos políticos e tirar quaisquer direitos individuais.

A MÚSICA

Durante o regime, a censura à produção cultural passa a perseguir qualquer idéia que fosse contrária aos interesses dos militares – mesmo aquela que não tivesse conteúdo diretamente político. Atinge, em cheio, o teatro, o cinema, a literatura, a imprensa e a música.

Nadando contra a maré, o cenário artístico cresce e se profissionaliza. Grandes festivais ascendem com suas músicas de protesto, de veia nacionalista. Os órgãos censores, porém, não se interessam por divergências estéticas ou ideológicas. Ações são intensificadas e tomam forma nada flexível.

Com o País nas mãos, os militares implantam um projeto repressivo composto por um forte esquema de informações intragoverno. No artigo Prezada Censura: cartas ao regime militar, o historiador Carlos Fico explica esse plano com base no conteúdo da seqüência de atos: “O grupo militar conseguiu impor, ainda durante o governo de Castello Branco, o Ato Institucional n. 2, que reabriu a temporada de punições (o primeiro ato institucional permitiu punições por pouco tempo). Mas foi a subida de Costa e Silva à Presidência da República, e o AI-5, que indicaram a vitória indiscutível da linha dura”.

É importante, no entanto, ressaltar que a censura musical, inserida no setor com a denominação de Divisão de Censura de Diversões Públicas, não é algo novo. “Desde o Estado Novo a censura prévia vigiava de perto a música popular. Canções de teor político só eram divulgadas pelo rádio quando elogiosas ao Estado”, afirma Carlos Fico no mesmo artigo.

A censura à música está diretamente ligada à tradição dos bons costumes, calcada em torno de valores conservadores e, por isso, condenando veementemente o obsceno e o pornográfico. Além do cunho moral, há um olhar crítico para supostas idéias tendenciosas sobre o âmbito político.

Odette Lanziotti, ex-técnica de censura, relata que o Departamento de Censura designava certos censores para acompanhar as criações de determinados compositores. “Existiam censores mais específicos para determinados autores, para analisar as canções políticas”.

A DIVISÃO DE CENSURA DE DIVERSÕES PÚBLICAS (DCDP)

Órgão responsável pela censura de produções artísticas durante o regime militar, a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), tem sua gênese em um decreto de 1934, com o qual Getúlio Vargas criou o Departamento de Propaganda e Difusão Cultural. Em 1939, surge um outro braço de sua inspiração: o Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP).

Em entrevista ao censuramusical.com, a historiadora Maika Lóis conta que a legislação montada pelos militares a partir de 1964 foi adaptada, construída com base nas leis do Estado Novo. “Com o golpe, logo nos primeiros momentos se tem a visão de que era necessário centralizar essa censura. Em 1966 é promulgada uma lei que concentrava o departamento de censura em Brasília”. Com a necessidade de racionalização dos serviços, muitos funcionários são remanejados de outros departamentos governamentais, criando assim uma equipe improvisada e muitas vezes desqualificada.

Para o pesquisador Alexandre Stephanou, em razão disso o ato de vetar determinada obra acaba se tornando uma questão pessoal. “A censura é uma decisão de foro íntimo, misturada com as necessidades sociais do momento e com padrões estéticos e artísticos”.

Instalada oficialmente no ano de 1972, a Divisão de Censura de Diversões Públicas (DCDP), subordinada ao Departamento de Polícia Federal do Ministério da Justiça, sofre forte crítica por parte da sociedade.

Processo de aprovação

O processo de aprovação das músicas tinha como passo inicial o envio da letra à DCDP, por parte da gravadora ou do próprio artista. Caso a música não fosse liberada, a gravadora poderia recorrer em grau de recurso que seria julgado pelos censores de Brasília, onde a divisão se concentrava inicialmente.

Mais tarde, a demanda mudou, como explica a ex-técnica de censura Odette Lanziotti: “A censura no início ficou concentrada em Brasília mas, depois, com o aumento do trabalho, houve a necessidade de criar um departamento também no Rio”.

Embora na maioria das vezes influenciada por percepções particulares, as decisões seguiam uma ‘lógica’ interna. “Os censores tinham que tomar muito cuidado com as orientações dos chefes, que distribuíam as músicas. Ás vezes a recomendação era para prestar mais atenção na política, no duplo sentido. Em outras era para ficar atento na preservação da moral e dos bons costumes”, relata a ex-técnica de censura.

GRAVADORAS x DCDP

Depois da determinação da obrigatoriedade do envio de toda e qualquer obra artística para análise na DCDP, as gravadoras passam a dispor de um profissional especializado nessa função. Geralmente, essa atribuição era designada a um advogado com bom trânsito no referido órgão do governo – aliado ideal para trabalhar na liberação dos processos.

Dr. João Carlos Muller Chaves, na época advogado da Phonogram e Odeon-EMI, é nome muito citado nos documentos obtidos nos Arquivos de Brasília e Rio de Janeiro. “Acabei ficando muito próximo das pessoas que atuavam na censura. Eram seres humanos normais, só estavam desempenhando funções que lhes eram atribuídas. Um bom relacionamento com os censores facilitava o processo de liberação”.

Muller Chaves também ressalta a questao do critério no órgão de censura. “O critério era não ter critério. Às vezes eles barravam determinada música por não entenderem o que estava escrito ali. Não estavam preparados para aquela atividade, foram remanejados de outros departamentos e caíram em uma função jamais imaginada por eles”.

O "Começo" do Fim da Censura

Com a abertura política de 1979, possibilitada após a anistia concedida pelo general João Batista Figueiredo, é criado o CSC (Conselho Superior de Censura) que tem como objetivo abrandar a forte atuação dos censores. É o primeiro passo para a extinção, gradual, dos órgãos censores do governo federal.

Por meio do Decreto nº 83.973, de 13 de setembro de 1979, o ministro da Justiça Petrônio Portella cria o conselho, que teria a competência de apenas rever, em grau de recurso, as decisões censórias proferidas pelo diretor-geral do DPF (Departamento de Polícia Federal) e da DCDP (Divisão de Censura de Diversões Públicas).

O historiador e jornalista Ricardo Cravo Albin, no livro Driblando a Censura, relata o abrandamento trazido pelo novo conselho. “O CSC era o órgão de recursos das partes censuradas, das decisões tomadas pela DCDP. Funcionava como uma instituição de colegiado instituído pelo ministro da Justiça para dirimir, amenizar, tornar mais digerível a brutalidade do órgão onde a censura era exercitada, a famigerada DCDP”.

Representantes do conselho

O CSC é representado por organizações governamentais e instituições da sociedade civil, que com ele passam a participar da liberação de obras artísticas. Participavam do conselho o governo (Ministério da Justiça, do Itamaraty, das Comunicações, Conselhos Federais de Cultura e Educação e Embrafilme) e instituições não-governamentais (Associação Brasileira de Imprensa, Academia Brasileira de Letras, Associação Brasileira dos Críticos de Cinema e Abert).

Muitas letras, no entanto, continuaram sendo censuradas pela DCDP. É o caso de composições de astros da MPB como Chico Buarque e Raul Seixas, bem como autores menos conhecidos. Taiguara e Chico Julião, por exemplo, sofreram vetos de suas criações musicais por meio da censura política.

1985

O ano de 1985 é marcado pelo final do último governo militar, que tinha como presidente o general João Baptista Figueiredo. Todos esperam, com a mudança de regime, o fim da censura no governo do novo presidente, que viria a ser José Sarney, vice de Tancredo Neves – eleito pelo Colégio Eleitoral.

No entanto, o deputado Fernando Lyra, nomeado para o Ministério da Justiça – órgão responsável pela DCDP e pelo CSC –, surpreende: decide manter toda a estrutura da DCDP e desativar o CSC. Somente em abril de 1987, data em que Lyra é substituído pelo deputado Paulo Brossard, o CSC volta a funcionar, dando início, enfim, ao fim dos tempos de censura.

Esse processo se completa com a nova Constituição, promulgada pelo deputado Ulisses Guimarães no dia 5 de outubro de 1988. É, finalmente, decretada a extinção da censura, atendendo às antigas e constantes reivindicações da classe artística.

ARQUIVO NACIONAL

Todos os documentos produzidos pela DCDP estão disponíveis desde 1996 no Arquivo Nacional das cidades de Brasília e do Rio de Janeiro. Alguns assuntos, porém, ainda estão em processo de catalogação, como pôde conferir a equipe do censuramusical.com. Alguns desses documentos podem ser vistos em formato ‘PDF’ na seção Documentos.

O acesso aos documentos oficiais possibilita conhecer os detalhes de funcionamento dos departamentos de censura, inclusive aspectos como a ausência de diálogo entre os censores dos diferentes órgãos da censura, como ressalta o historiador Carlos Fico, em trecho de artigo publicado na Revista de História, em 2002. “Uma das vantagens propiciadas por essa nova documentação é o esclarecimento das especificidades (e, muitas vezes, dos conflitos) dos diversos setores repressivos do regime militar”.

O que é censura?

Muitos usam, poucos entendem, esta é a primeira parte sobre um assunto que muitos deveriam conhecer, e um aviso aos navegantes, para usa-lo teras que começar por si.

Censura é o uso pelo estado ou grupo de poder, no sentido de controlar e impedir a liberdade de expressão. A censura criminaliza certas acções de comunicação, ou até a tentativa de exercer essa comunicação. No sentido moderno, a censura consiste em qualquer tentativa de suprimir informação, opiniões e até formas de expressão, como certas facetas da arte.

O propósito da censura está na manutenção do status quo, evitando alterações de pensamento num determinado grupo e a consequente vontade de mudança. Desta forma, a censura é muito comum entre alguns grupos, como certos grupos de interesse e pressão (lobbies), religiões, multinacionais e governos, como forma de manter o poder. A censura procura também evitar que certos conflitos e discussões se estabeleçam.

A censura pode ser explícita, no caso de estar prevista na lei, proibindo a informação de ser publicada ou acessível, após ter sido analisada previamente por uma entidade censora que avalia se a informação pode ou não ser publicada (como sucedeu na ditadura portuguesa através da PIDE), ou pode tomar a forma de intimidação governamental ou popular, onde as pessoas têm receio de expressar ou mostrar apoio a certas opiniões, com medo de represálias pessoais e profissionais e até ostracismo, como sucedeu nos Estados Unidos da América com o chamado período do McCartismo.

Pode também a censura ser entendida como a supressão de certos pontos de vista e opiniões divergentes, através da propaganda, manipulação dos média ou contra-informação. Estes métodos tendem a influenciar e manipular a opinião pública de forma a evitar que outras ideias, que não as predominantes ou dominantes tenham receptividade.

Uma forma moderna de censura prende-se com o acesso aos meios de comunicação e também com as entidades reguladoras (que atribuem alvarás de rádio e televisão), ou com critérios editoriais discricionários (em que por exemplo um jornal não publica uma determinada notícia).

Muitas vezes a censura se justifica em termos de proteção do público, mas na verdade esconde uma posição que submete os artistas ao poder do estado e infantiliza o público, considerado como incapaz de pensar por si próprio.

Actualmente a censura pode ser contornada mais eficazmente, com o recurso à Internet, graças ao fácil acesso a dados sem fronteira geográficas e descentralizado e aos sistemas de partilha de ficheiros peer-to-peer, como a Freenet.

O uso cotidiano da censura promove um movimento de defesa bastante corrosivo que é a auto-censura, quando os produtores culturais e formadores de opinião evitam tratar de questões conflitivas e divergentes.

Do ponto de vista da forma pela qual é exercida, a censura pode ser preventiva, repressiva e indireta. Censura prévia ou preventiva é o direito que tem o governo de exercer vigilância sobre a publicação de livros ou periódicos, assim como da encenação de peças teatrais, fora da intervenção dos tribunais. Em muitos países, no entanto, a censura ao texto impresso é feita após a publicação, de acordo com o princípio segundo o qual o cidadão deve assumir a responsabilidade de seus atos. Nesses casos, a censura chama-se punitiva ou repressiva.

Estudos sociológicos mostram que o maior rigor da censura, do ponto de vista da moral sexual, coincide com a ascensão política da classe média, possivelmente porque essa supremacia só se mantém pelo trabalho e dos hábitos morigerados, virtudes que seriam abaladas pelo maior relaxamento sexual. Já a aristocracia, quando está no poder, não dá a mesma importância a esse aspecto.

A Grécia antiga foi a primeira sociedade a elaborar uma justificativa ética para a censura, com base no princípio de que o governo da pólis (cidade-estado) constituía a expressão dos desejos dos cidadãos, e que portanto podia reprimir todo aquele que tentasse contestá-lo. Mesmo na sociedade ateniense, mais liberal, alguns delitos de opinião podiam ser punidos com a morte, como prova a execução de Sócrates, obrigado a beber cicuta ao ser condenado por irreligiosidade e corrupção dos jovens. O respeito a alguns princípios de ordem parecia tão arraigado na sociedade de Atenas, que até mesmo Platão, discípulo de Sócrates, defendia a censura como um dos requisitos essenciais ao governo.

Durante todo o período medieval as autoridades eclesiásticas impuseram uma rígida concepção do mundo, com base em princípios que se queriam eternos e imutáveis. Os tribunais do Santo Ofício exerciam uma censura de caráter moral, político e religioso, sendo os réus submetidos a torturas, a longos períodos de prisão ou à morte na fogueira.

Depois da Reforma Cristã Protestante, o clima geral de intransigência religiosa, tanto nos países católicos quanto nos protestantes, deu ensejo ao recrudescimento das práticas repressoras. A Igreja Católica publicou, durante o Concílio de Trento, o Index librorum prohibitorum, relação de obras cuja leitura era terminantemente proibida aos fiéis. Nos países protestantes, as proibições não se limitavam aos livros católicos, mas também aos de outras igrejas reformadas. Na Grã-Bretanha, por exemplo, o anglicanismo oficial reprimiu severamente a defesa pública do puritanismo.

No mundo moderno alguns fatores impuseram várias modificações no conceito de censura. Tal processo foi fruto de um longo trabalho de educação que permitiu um espírito crítico mais aguçado; a disseminação de obras, desde as artísticas às de informação, como as enciclopédias, diminuíram o grau de desinformação e minimizaram superstições e preconceitos.

Mesmo assim, o século XX assistiu ao nascimento e derrota de regimes tragicamente autoritários, em que a censura teve uma atuação patológica pelo rigor com que foi exercida e pela virulência de seus princípios. Assim ocorreu na Europa, com o governo nazista na Alemanha, fascista na Itália, franquista na Espanha e salazarista em Portugal.

Em nome do socialismo, a União Soviética e todos os países do bloco socialista, assim como Cuba, China e demais países socialistas da Ásia, adotaram uma censura tão rigorosa e obscurantista quanto a do fascismo e nazismo. O movimento da contracultura e pelos direitos civis, nascido nos Estados Unidos e disseminado em todo o mundo, trouxe uma mudança radical de padrões e valores, que muito contribuiu para o desprestígio da censura e o fortalecimento da democracia.

No Brasil, a não ser por breves períodos, a censura acompanhou de perto nossa história desde o período colonial. A Igreja Católica chegou a instituir as visitações do Santo Ofício em Pernambuco e Bahia, com as famosas confissões obrigatórias, em que se valorizavam sobretudo os pecados de natureza sexual e religiosa.

Na república, a repressão agravou-se no governo Vargas, em que a censura prévia determinava até mesmo o noticiário. Com a queda da ditadura e a derrota do nazifascismo, a censura retraiu-se, chegando ao mínimo no governo de Juscelino Kubitschek, fase mais liberal de toda a história brasileira até aquela data. Mas o governo militar instituído em 1964 trouxe de volta os exageros da censura, que chegou a proibir a exibição do balé Bolshoi e a venda das gravuras eróticas de Picasso. A constituição de 1988 aboliu totalmente a censura.

Tecnologia Publica.

A cena clássica da repartição pública em que o funcionário fica atrás do balcão de madeira, usando a máquina de escrever e o carimbo de protocolo, já é imagem do passado. Cada vez mais, o poder público investe no uso da informática como forma de agilizar, e melhorar, a prestação de serviços para a população. Mais que isso, a tecnologia, quando devidamente aplicada, significa também um importante avanço para a repartição, com destaque para o próprio servidor público que, livre de atividades burocráticas, passa a ter, inclusive, seu trabalho reconhecido.

Tal situação, no caso dos municípios, se faz presente nas mais diferentes situações e independe do porte socioeconômico da cidade. Claro que, em um país como o Brasil, ainda há locais em que a tecnologia digital está longe de ser realidade. De qualquer modo, um setor da administração municipal em que a informática tem avançado enormemente é o administrativo-financeiro, contribuindo, entre outros pontos, nas ações destinadas à organização das finanças públicas. Nessa linha, destaca-se o Imposto sobre Serviços (ISS), uma das principais fontes de receitas das prefeituras, que é recolhido mensalmente junto a empresas, prestadores e tomadores de serviços. Em determinados locais, como São Paulo, o ISS tem participação maior na arrecadação do que o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e aproxima-se da receita do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS).

A versão eletrônica do ISS, nas cidades em que é adotada, permite um controle melhor da arrecadação. Em muitas ocasiões, chega a aumentar os recursos originários desse tributo. Além disso, para o contribuinte, o sistema possibilita agilidade e ganho de tempo no cumprimento das obrigações tributárias com a administração municipal. Afinal, os prestadores e tomadores de serviço, que efetuam o recolhimento mensal, não precisam mais se dirigir pessoalmente ao setor de ISS da prefeitura para apurar o valor do imposto.

A preocupação em melhorar a arrecadação municipal é legítima para o poder público, desde que isso se reverta em benefícios para a cidade, e não signifique simplesmente aumento de impostos. Nesse sentido, qualquer mecanismo que venha a contribuir com esse objetivo, como a informática, é sempre bem-vindo.

No caso, a versão eletrônica do ISS já faz parte do cotidiano de centenas de municípios como Agudos, Pirassununga, Taboão da Serra, Caieiras, Poá, Mairiporã, Itapecerica da Serra, Cabreúva e Embu Guaçu, todos em São Paulo, sem falar da capital paulista. Está presente também em cidades de outros estados como, por exemplo, Varginha (Minas Gerais).

O cuidado com esse tributo, por parte dos poderes públicos locais, está inserido em uma questão mais ampla, que é o dever da máquina administrativa em manter o equilíbrio fiscal. Mas isso já é um outro assunto, que perpassa uma discussão maior, que é o respeito à Lei de Responsabilidade Fiscal e a necessidade, premente, de o país realizar uma reforma fiscal.

Political Open Season

Hoje o mundo vê mais uma vez com toda a atenção as novas visões e o futuro de todos. Ligados nas eleições americanas 2008, democratas e pacifistas começam a tomar fôlego para a corrida final até a casa branca.

De acordo com projeção da rede de TV CNN, Obama ultrapassou a marca mínima necessária de 2.118 delegados que precisava para garantir a nomeação do Partido Democrata na convenção que será realizada em agosto.

"Nesta noite, nós marcamos o fim de uma jornada histórica com o começo de outra", disse Obama na celebração da vitória em St. Paul, em Minnesota. "Nesta noite, eu posso ficar diante de vocês e dizer que serei o candidato democrata para presidente dos Estados Unidos", disse ele a cerca de 17 mil partidários.

Os cinco meses de prévias democratas terminaram ontem com votações nos Estados de Montana e Dakota do Sul, os últimos a realizarem as primárias e que colocavam em jogo 31 delegados. Obama venceu em Montana, e Hillary ganhou em Dakota do Sul.

Apesar de Obama se declarar o candidato democrata, a rival Hillary Clinton, ex-primeira-dama dos EUA que entrou na disputa democrata há 17 meses como forte favorita, não concedeu a derrota e disse que consultaria os líderes do partido e apoiadores para determinar qual seria seu próximo passo.

Agora, as projeções futuras volta-se a ficarem um pouco mais realistas, o que poderemos esperar de Obama caso eleito? Internacionalmente falando.

Não o conhecemos mas pelo partido já temos algumas previsões, claro que como todo bom democrata ele ficará com uma bela bagunça interna para limpar em seu pais, após éra Bush que deixou sua marca na historia como um republicano bem sucedido ( Gastou bilhões em guerra, aprova uso de força desnecessária, não mexeu no sistema de saúde interno, dificultou a passagem de estrangeiros ao pais, etc...) , Obama terá que começar a trabalhar como Lula, do primeiro mandato. "Melhorar a imagem do país lá fora", ou seja, projetar investimentos para salvar suas casas que hoje não valem muito.

Esperamos para ver o que acontece, e parece que os republicanos já começam a opinar sobre o assunto, acredito que não será algo fácil para os democratas. A partir de hoje iremos ver o quanto a política americana evoluiu. Durante anos lemos e assistimos o que aconteceria caso algum afro descendente ou uma mulher tomasse o poder.

Como será a batalha até casa branca? Já temos um preview sobre como acontecerá. Veja, os ataques de McCain [a Obama] foram feitos em discurso em Nova Orleans (Louisiana) ontem à noite, pouco antes de o senador por Illinois alcançar os 2.118 delegados. "Ele é um homem impressionante, que dá uma ótima impressão à primeira vista", disse McCain no discurso.

"Mas ele não quer desafiar seu partido e correr o risco de ser alvo de críticas de seus apoiadores para trazer mudanças reais a Washington. Eu quero", acrescentou.

Já Obama, promete não fica quieto como minoria popular e também utiliza de todas as informações que tiver em mãos para chegar ao grande poder. Durante seu discurso, Obama aproveitou para desferir diversos ataques contra McCain, que deve ser seu rival nas eleições gerais de novembro. McCain é "um homem que serviu a esse país. Honramos e respeitamos tudo o que ele alcançou apesar de ele se recusar a respeitar as minhas conquistas", afirmou Obama.

Agora vamos ver se a capital do entretenimento mundial deixará a realidade fluir e nos surpreender mostrando ao menos, que uma parte dos americanos ainda acredita em um mundo um pouco mais justo.

Primeiro dia deste mês.

A vários anos o dia primeiro de maio tem um significado maior a que parece. durante anos, esta mesma data foi selecionada para grandes acontecimentos. Fatos que mudaram vidas, cursos e modos de pensar. Veja alguns fatos que aconteceram no primeiro dia de maio.

1945 - Joseph Gobbels.

Antes de se suicidar, nas etapas finais da Segunda Guerra Mundial, Hitler, em seu testamento escrito no Bunker onde se suicidou, nomeou-o Chanceler da Alemanha - e Karl Dönitz como Führer -, quando os tanques soviéticos tinham entrado em Berlim e já se tinha tornado claro que a Alemanha tinha perdido a guerra. Em 1º de maio de 1945, Goebbels e sua esposa assassinaram seus seis filhos (Helga, Hilde, Helmut, Holde, Hedda e Heide) e depois cometeram suicídio com a ajuda dos seus guarda-costas da SS.

- Mais sobre o mesmo dia e acontecimentos históricos sobre nazismo clique aqui.

1941 - Cidadão Kane

A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Welles), buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". A morte de Kane comovera a nação e descobrir o porquê daquela palavra se torna uma obsessão para o jornalista, que acredita poder encontrar nela a chave do significado daquela vida atribulada.

1994 - O Adeus de Ayrton Senna.

Na sétima volta da corrida na data de primeiro de maio foi reiniciada após varios acidentes pequenos, e Senna rapidamente fez a terceira melhor volta da corrida, seguido por Schumacher. Senna iniciara o que seria a sua última volta; ele entrou na curva Tamburello e perdeu o controle do carro, seguindo reto e chocando-se violentamente contra o muro de concreto. A telemetria mostrou que Senna, ao notar o descontrole do carro, ainda conseguiu, nessa fração de segundo, reduzir a velocidade de cerca de 300 km/h (195 mph) para cerca de 200 km/h (135 mph)[8]. Os oficiais de pista chegaram à cena do acidente e, ao perceber a gravidade, só puderam esperar a equipe médica. Por um momento a cabeça de Senna se mexeu levemente, e o mundo, que assistia pela TV, imaginou que ele estivesse bem, mas esse movimento havia sido causado por um profundo dano cerebral. Senna foi removido de seu carro pelo Professor Sidney Watkins, neurocirurgião de renome mundial pertencente aos quadros da Comissão Médica e de Segurança da Fórmula 1 e chefe da equipe médica da corrida, e recebeu os primeiros socorros ainda na pista, ao lado de seu carro destruído, antes de ser levado de helicóptero para o Hospital Maggiore de Bolonha onde, poucas horas depois, foi declarado morto.

Mais tarde o Professor Watkins declarou:

Ele estava sereno. Eu levantei suas pálpebras e estava claro, por suas pupilas, que ele teve um ferimento maciço no cérebro. Nós o tiramos do cockpit e o pusemos no chão. Embora eu seja totalmente agnóstico, eu senti sua alma partir nesse momento.


Estes são apenas alguns acontecimentos dos primeiros de Maio. Tony Blair, Getulio Vargas, Fidel Castro entre outros, escolhem também o dia para marcarem seu nome na historia.

Agora só fica a pergunta sobre o que acontecerá hoje.

Pequim x Liberdade

Achei um video muito interessante, estariam eles realmente preparados para receber o mundo? - Vide que aparece uma entrevistada que poderá jurar que nada é controlado. Parabéns ao Marcelo Tas pela matéria, e "cuidado por ai rapaz".


É proibido morrer.

Dos mesmos criadores de "É Proibido Proibir", eis que nossos queridos Francês estão sabendo como chamar atenção. O prefeito de um vilarejo francês, diante a falta de terras para ampliar o cemitério, decretou: "É proibido morrer" - isso se o cidadão (ou "citoyen", na sua língua pátria) desejar ser enterrado no lugarejo.

Agora vide o interessante - "O morador que morrer do lugarejo terá punições severas(...)" - Fico apenas imaginando o que. Não que a morte seja o pior fado do mundo. Mas deixando a brincadeira de lado acredito que dentro desta lei deve haver uma justificativa para utilizar o já falecido ser jogado por ai? É isto me fez pensar, "Vive la France!".

Observação curiosa, vida a linha vermelha de noticiário da Band News bem no começo deste vídeo, é uma citação de nosso querido presidente.


Update -


Problemas com o embed do UOL , ou seja, o video não mostrava, apenas o audio. - comprimentos da UOL - clique aqui e assista.

Pró Educação & Blogagem Coletiva.


Que imagem o mundo faz da Educação brasileira?

Embora grande parte da opinião pública pense o contrário, ela é tida como um bom exemplo por vários países. Nos encontros que a Unesco promove, chama a atenção das delegações estrangeiras a questão da redistribuição de recursos recolhidos pelo governo brasileiro em forma de impostos de forma igualitária entre os estados. A autonomia garantida às escolas para gerir suas verbas é outra demonstração de maturidade. Talvez de fora seja possível ver com mais clareza que nossa Educação não é excelente, mas também não é de má qualidade para todos.
Gostaria de debater? Então participe da Blogagem Coletiva Contra o Analfabetismo.
Tema da Blogagem Coletiva: A Blogsfera Contra o Analfabetismo
Quando: Dia 18 de Abril
Como participar: Acesse - http://saia-justa-georgia.blogspot.com/
Por que participar: Insira aqui sua resposta.

É, esta chovendo agora.

Quando chove assim lá fora e as idéias não se afogam, a gente tem que admitir outra vez que a água é um dos maiores bens naturais da natureza. Acho mesmo impossível, pro cidadão comum, leitor do Jornal do Brasil, do Globo, da Folha de S.Paulo, e até da Veja, imaginar a possibilidade de formas orgânicas sem a existência da água. Mesmo elementos de nossa vida a que nem prestamos atenção no dia a dia – por exemplo, o chá sem torrada e a Coca Cola, diet – dependem da água para seus urgentes efeitos diuréticos. E também as Sete Quedas do Iguaçu (creio que até cachoeiras menores) não cairiam se não fossem constituídas de notável percentual de água.

Embora ninguém possa ignorar certa participação da gravidade. Que, imperceptível, essa nunca nos falta, sobretudo como metáfora. Mas é só olhar: a água, que, dizem, é dois terços do universo, nos cerca por todos os lados, exceto quando a bebemos e invertemos a situação, cercando ela.

Dizem mesmo que o homem – e a mulher também, mas só as rechonchudinhas – se compõe de 95% de água, completando se os 100% com dois dedos de uísque e três pedrinhas de gelo. Está mesmo provado que todas as nossas células são feitas de água e vivem mergulhadas n’água, donde os antigos só falarem em nosso corpo como composto de humores, sobretudo o dos humoristas, mas acho que até o dos que não têm a menor graça. Bom, além d’água, nossas células contêm proteína, albumina, benzina, buzina, sais minerais, creme de leite, vinagre e azeite. Tudo isso faz uma linfa (não confundir com ninfa, toda uma outra coisa) que, misturada com o que se está ingerindo no momento e ainda não teve tempo de se transformar em nada muito definido, dá um melê de meter nojo, que felizmente não se vê, mas, ao fim e ao cabo, sempre aquoso. Enfim, corpo humano sem água não dá papo. Naturalmente, sendo o corpo cheio d’água, se você bebe água demais, o metabolismo, acho que porque não sabe nadar, tem que transformar essa água em outra coisa, não sei bem o quê, qualquer uma. Metabolismo é assim mesmo. Totalmente caótico com ar de extrema organização, igualzinho a repartição pública – ninguém sabe o que está fazendo, mas faz em quatro vias. Até na internet.O fato é que todas as células acabam retendo os tais 95% de água, mais a dose do scotch e as três pedrinhas de gelo. E fazem bem em reter isso tudo, principalmente quando a gente está na estrada e o rapaz do posto de gasolina saiu com a chave do toalete.

Post inspirado pela proxima blogagem coletiva. Participe.

Tema da blogagem coletiva: “Dia Internacional da Água”
Quem propôs: Faça a sua Parte
Ocorre: Sábado, 22 de março de 2008.
Como participar: O objetivo principal dessa coletiva é a realização de atividades que promovam a conscientização pública da necessidade de economizar água.

Hitler Disney

E não é que o ex-líder da Alemanha Adolf Hitler era um apaixonado pelos desenhos da Branca de Neve e do Pinóquio feitos pelos estúdios de Walt Disney, chegando ao ponto de copiar os personagens em histórias em quadrinhos como passatempo, segundo um historiador norueguês.William Hakvaag, diretor do Museu da Guerra de Lofoten, na Noruega, está convencido de ter adquirido quatro exemplares desses desenhos feitos pelo "Führer", afirma a edição online da revista semanal alemã "Der Spiegel". As cópias, datadas de 1940, um ano após a invasão da Polônia que deflagrou a Segunda Guerra Mundial, foram adquiridas por Hakvaag em um leilão na Alemanha e levam as siglas "A.H.", ou "A. Hitler", como no caso da Branca de Neve. O historiador norueguês não duvida da autenticidade dos desenhos, apesar de estes ainda não terem sido reconhecidos como tais, e se baseia em parte na conhecida admiração de Hitler por Disney. O ministro da Propaganda, Joseph Goebbels, presenteou Hitler no Natal de 1937 com 12 cópias de filmes do personagem Mickey e, como lembra a "Spiegel", a partir daí surgiu o projeto de criar dentro do regime sua própria produtora de desenhos animados.

Mulher e Blogagem Coletiva

Italo Calvino escreveu "As Cidades Invisíveis" e batizou todas as cidades do seu livro com nomes femininos. Não por acaso. Uma cidade, qualquer cidade, mesmo uma como "o" Rio de Janeiro, maltratada pela violência urbana, humilhada pelo descaso, por ruas cansadas de multidões que não distiguem seu povo de turistas, é mulher, brejeira, encantadora, tendenciosamente charmosa mostrando sempre e melhor o que lhe cai bem. E como lhe caem bem os contrastes de mulher que não esquece o jeito de ser menina, com seus morros sinuosos, suas montanhas esguias, praias bocudas ensaiando sorrisos manhosos. Como toda mulher, também tem labirintos curvilíneos que vão dar em recantos misteriosos ou em lugar nenhum. É da natureza das cidades, faz parte deste mundo feminino.

Tenho fascínio por ela, a cidade do Rio que adotei como minha, porque além de mulher ela é madura, e pensa -- mas só pensa -- que já viveu tempos melhores. Uma mulher, ansiosa e enérgica que passa noites em claro cuidando dos filhos famintos e desorientados, dos amigos mortos, dos amantes esfolados. E como toda mulher que carrega tantos anos, que já viu de um tudo - até do que Deus duvida -, e que já sofreu um tanto, nem sempre consegue esconder suas cicatrizes de calçadas indigentes, de muros raspados de balas perdidas. Mas, o que ela guarda mesmo são os fogos das viradas de ano, os carnavais em que ela é destaque e especialmente, os dias de glória. Então, depois dessas noites famigeradas e insones, essa mulher generosa sorri para o sol beijando-lhe as faces, lança uma piscadela de olho por sobre o pessimismo, sobre as manchetes dos jornais e das más línguas, oferecendo tendenciosa beleza aos amigos, caloroso conforto aos seus filhos e um gingado apimentado aos amantes.

Como uma bela mulher, cuja beleza tanta a deixou mundialmente famosa, atrai gente de muito longe para apreciar seus contornos. Uma mulher tão linda -- e dizem que toda a mulher linda demais é perigosa -- enlouquecendo estrangeiros, maravilhados ou ingênuos, em noitadas de amor ou em ciladas viciadas. A cidade do Rio, charmosa e sensual, inspira sambas nos morros, faz bossa em Ipanema, cantarola no Leblon, passeia pelo Jardim Botânico, dança sob os Arcos da Lapa, banha seu corpo em Copacabana, Praia Vermelha -- rubra de encanto. Passa pela Enseada de Botafogo e, sinuosa, pelo Aterro do Flamengo. E de quebra, tempera Pão com Açúcar onde por ela se arrasta um bonde. Rio é mulher sestrosa, às vezes escancaradamente indecorosa, mas cujos pecados parecem ser reduzidos por um Cristo sempre Redentor.

Quem a conhece não pode deixar de amá-la mesmo sabendo de seus perigosos caminhos, dos seus insidiosos atalhos, pois quem a vê iluminada de noite ou iluminando um dia, por ela se enamora quase assustadoramente. Quem nunca lhe viu de tão perto e idealiza sua beleza tão exposta, tem um pé atrás do otimismo, acha que ela é bandida, traiçoeira como sereia que canta e encanta para atrair marinheiros desavisados. O contrasenso é certo. Mulheres sempre despertam sentimentos contrários, confusos e inseguros. As regras são simples para entender esse mistério: morar com uma mulher, seja ela qual for, exige adoração pelo seu calor e desprendimento. Já, para um visitante ela oferece alegria, mas pede cautela e um punhado de respeito -- e pré-disposição para conhecê-la de perto. É bom ter sempre um mapa à mão, mas apenas como indicativo porque mapear uma mulher, especialmente uma como essa, é tarefa inconclusiva.

Por isso, peço licença para alterar o fragmento de poema de Jorge Luis Borges, falando de outra mulher bonita, com outros contornos e adornos, a noturna Buenos Aires, para dizer a quem na cidade do Rio de Janeiro ainda não conseguiu pôr os pés, por falta de oportunidade ou receio e, ainda para aqueles que não conhecem todos os seus (re)cantos:

"A mulher que não se conhece são as ruas não atravessadas, são os outros caminhos possíveis."
E junto a está crônica, venho convidar a todos para participar a mais uma blogagem colétiva em pró valorização as mulheres. Veja mais aqui.

Rubens Falco - Luto

O ator Rubens de Falco morreu nesta manhã, aos 76 anos, vítima de uma parada cardíaca. Falco consagrou-se com seu personagem Leôncio na novela Escrava Isaura. Veja mais sobre este brilhante ator aqui.

Veja agora uma cena da novela de maior sucesso de sua carreria - Escrava Isaura (1976 ) -



Protesto Contra Anorexia.

Os estilistas italianos Dario Di Bella e Giovanni Premoli, da grife Premoli, encontraram uma maneira bem peculiar de chamar a atenção da mídia para o problema da anorexia.

Em um desfile realizado em Milão na última sexta-feira (15), além de colocarem na passarela apenas modelos com manequim 42, encerraram a apresentação com uma performance, onde uma modelo de maiô surgia dentro de uma banheira cheia de espaguete.



Mãe a janta ta pronta?

Novidades - MaisUOL e SuperTube

Eis que a internet amplia horizontes e mostra as novidades - Beta non by google - Que prometem se tornar mais uma febre entre os videoslovers e também para aqueles que precisam anunciar o seu produto mas estão com a grana curta

Mais Uol

Primeira nova comunidade que achei pela internet que não é la muito novidade é o Mais Uol, basicamente o novo investimento tecnológico da empresa Abril tenta juntar tudo o que há de melhor pela internet, la você poderá postar vídeos como no Youtube, fotos como no Fotolog, texto como no Blogger e Audio como no iJigg, ou seja 4 em 1 para facilitar os amantes de interatividade. O serviço encontra-se em teste e não é muito divulgado, mas para ter uma noção de como já é usado, somente pela TAG - Vídeo Game - você encontra mais de 7 mil entradas, o que é muito conteúdo para um portal que não esta sendo muito divulgado.

Ficou interessado em testar? É só clicar aqui MaisUol. Agora vale lembrar que o uol utiliza cadastramento único ou seja, tens que ter email Uol ou Bol, ou então cadastrar-se. divirta-se e mande os links dos vídeos que postar.

Super Tube - Super Tv.

Para aqueles que moram em capitais já estão acostumados a ver, zapeando as tvs, aqueles canais que vendem produtor direto da loja, veja um exemplo da MIXTV que é uma das maiores de São Paulo, ou então o pioneiro ShopTour que vem perdendo espaço rapidamente. Deixando esses detalhes de lado, eis que aparece em nosso mundo virtual o SuperTube.

Basicamente faz utiliza a mesma filosofia dos canais de tv convencionais, mas obtém os seus atrativos. Primeiro deles é você não precisar pagar para ir um apresentador e uma equipe de gravação para ir até a loja para fazer a gravação, você poderá fazer por sua conta com sua câmera do dia a dia. Já sei, as boas línguas dirão "bacana" e as más "Xi, não vai dar certo". Mas vamos analisar, você adquirindo um espaço na internet para divulgar sua loja do jeito que preferir abre espaço para estudantes de produção ou então ajuda aquele seu sobrinho que adora mexer em photoshop ou arquivos de vídeo como o Vegas da Sony. Ou seja com uma idéia, nem tanto original, mas adaptada poderá trazer maiores benefícios a terceiros.

Outra notícia boa do serviço é que o cadastramento é de graça. Mas Julio, como o site ganha com isto? Fácil. O item três do beneficio é que, o site adotou o sistema do Mercado Livre em negociação. Isto é bom e ruim ao mesmo tempo já que você é praticamente obrigado a negociar pelo site, ou seja, o que você vender terá um percentual para o site. Claro que existem variações de percentual de pagamento, a variação é de acordo com o que vender, e etc.

O bom desta técnica de Mercado Livre, é que você terá seus dados protegidos se assim quiser. E o site não se restringe a anunciar só lojas, mas também um carro que você precisa vender, ou então apenas atrair pessoas a sua loja de conveniência. Vale a pena conhecer o site, principalmente se você tiver um produto ou serviço bacana para oferecer.

Junto ao serviço do SuperTube é a criação do Super Tv. O serviço - Que alias tem um logo que lembra o logotipo Antigo da AllTv - seleciona os melhores videos e separa por catégorias, deixando uma programação vastar para aqueles compradores que gostam de zapear por ai e procurar a melhor oferta sem precisa ficar pesquisando pagina a pagina do site.

Buenos amigo blogueiro, vou ficando por aqui. Mas sempre ligado nas novidades em internet, abraços, até depois. Ha sim, se acaso postar algum vídeo por la, por favor enviar o link... Tá, eu deixo você anunciar nos comentários de graça...

Pedofilia - Em defesa da inocência.

Este post é em apoio a blogagem colétiva, criada pela Luma.

- O que é pedofilia? - Segundo médicos.

Distúrbio de conduta sexual, onde o indivíduo adulto sente desejo compulsivo, de caráter homossexual (quando envolve meninos) ou héterossexual (quando envolve meninas), por crianças ou pré-adolescentes.

Este distúrbio ocorre na maioria dos casos em homens de personalidade tímida, que se sentem impotentes e incapazes de obter satisfação sexual com mulheres adultas.

Muitos casos são de homens casados, insatisfeitos sexualmente. Geralmente são portadores de distúrbios emocionais que dificultam um relacionamento sexual saudável com suas esposas.

O portador de Pedofilia se sente seguro na ação sexual e no controle da situação diante da criança. A maioria dos casos constatados envolviam homens em média 15 anos mais velhos que sua vítima.

Em populações de baixa renda, a ocorrência, quase sempre, vem acompanhada do uso de bebidas alcoólicas. Grande parte dos casos são de contatos incestuosos. (envolvendo filhos ou parentes próximos.)

Na maioria dos casos a criança submetida a estes atos fica calada, pois teme a represália do adulto.

A maioria dos casos é descoberta por outro indivíduo adulto,que fica sem saber como lidar com a situação. Se você, adulto, se enquadra na posição do "descobridor", procure um profissional para orientação. Assim você estará ajudando a criança e o portador do distúrbio de conduta.

Em 100% dos casos, as crianças molestadas sexualmente sofrem de dificuldades sexuais ou emocionais na vida adulta.

Autor : José Roberto Paiva
Psicanalista - Sexologista
Diretor do PROSex. Programa de Reabilitação e Orientação Sexual
Publicado em 06/03/99

- Visão internacional

Mais de 90% das escolas francesas possuem uma cartilha dos 10 mandamentos de comportamento da criança na internet afixada ao lado de cada computador da sala de informática. Os professores e os pais insistem tanto nestas regras e nos graves riscos a que estão expostas as crianças em caso de descumprimento que os alunos acabam adotando espontaneamente uma postura defensiva. No país, 82% dos adolescentes têm acesso à web, conforme o Ministério da Educação Nacional.

"Uma vez, um homem de 34 anos queria jogar comigo no Pangya, jogo infantil de golfe, disputado entre usuários pela internet e começou a me perguntar onde eu morava. Deixei a sala na mesma hora, porque gente nunca sabe quem está de verdade do outro lado", conta uma estudante de 9 anos, habitante de Paris.

Controle em casa
Em casa, a mãe dela − cujo nome será preservado para a privacidade da menina − tem instalado no computador um programa de controle parental que proíbe o acesso a qualquer página de internet que possua salas de bate-papo ou contenha palavras como "sexo" e "pedofilia". Os programas são oferecidos gratuitamente pelos provedores de internet, ou então podem ser baixados no site do governo francês. Neste caso, o software, Logprotect, impede que o adolescente forneça informações pessoais como nome, idade, telefone ou endereço .

No programa, os pais pré-determinam as respostas que não podem ser enviadas pelo computador e, em caso de tentativa pelo menor, uma janela aparece na tela alertando os riscos de se trocar esse tipo de informação pela internet.

Já na televisão, a imagem das crianças praticamente só aparece em filmes. Nas reportagens, o rosto dos menores é ocultado por efeitos de computador e o nome deles jamais é revelado - mesmo que a notícia trate de temas aparentemente inocentes como compras de Natal. Tudo em nome da proteção da infância contra um problema cujas estatísticas são difíceis de conhecer, mas que ronda a cabeça de qualquer pai quando as notícias de mais um crime de pedofilia voltam às páginas dos jornais.

Pedófilos monitorados
"Não sei se um dia nós chegaremos a um nível de proteção considerado o ideal, mas o fato de os pedófilos soltos depois de cumprir pena serem obrigados a usar um bracelete de segurança, por exemplo, já me deixa bem mais tranqüila", disse a mãe de um aluno de 13 anos de uma escola em Paris, referindo-se à mais recente forma adotada pela Justiça francesa de controlar os passos dos pedófilos quando postos em liberdade.

O bracelete, que funciona por meio de GPS e não pode ser retirado, identifica o paradeiro dos ex-criminosos 24 horas por dia. A Justiça determina os horários e os locais em que eles podem sair. Caso desrespeitem as regras, voltam à prisão.

- Observe seus filhos.

Os pais devem prestar atenção no comportamento dos filhos, já que uma mudança brusca em sua rotina pode indicar problemas de assédio sexual contra eles. Especialistas dizem que algumas mudanças são clássicas nesse tipo de caso, mas que elas devem ser analisadas como um todo, já que, sozinhas, podem não dar uma visão clara do problema.

Cuidados como estes podem ajudar:

» Observar se o filho passa muito tempo na Internet, principalmente à noite.

» Ficar atendo às ligações recebidas pelo filho, principalmente de adultos que a família não conhece. Observar também se as crianças oo jovens fazem muitas ligações para um número desconhecido, muitas vezes em outras cidades ou Estados.

» Verificar se há a troca de e-mails, e o recebimento, por exemplo, de presentes de pessoas desconhecidas.

» Ficar atento a mudanças bruscas de comportamento, quando um familiar se aproxima do computador. Principalmente quando há mudanças rápidas de tela ou o monitor é desligado.

» Atenção ao vocabulário. Pode haver problema quando há a inclusão de temas referentes à sexualidade, principalmente no caso das crianças pequenas.

» Observar se o filho se afastou sem motivo aparente do convívio familiar.

- Artista ou Pedófilo?

DAVID HAMILTON

Pseudônimos: desconhecido
Data de Nascimento: 1933
Cabelos: Brancos
Lugar de Nascimento: Londres
Sexo: Masculino
Raça: Branco
Nacionalidade: Inglês
Ocupações: Fotógrafo

Observações: Livros de fotografia e vídeos de David Hamilton são amplamente comercializados através de livrarias no mundo inteiro e facilmente encomendados por brasileiros através de megaredes de comércio eletrônico estrangeiros (como a Amazon.com) e brasileiras (como a Submarino.com.br). Sua carreira foi construída principalmente em cima da nudez de crianças e adolescentes. Alguns de seus livros possuem fotos pornográficas (exibição lasciva de genitálias) e são encontrados apenas em alguns países da Europa e Ásia. Seu trabalho é a prova de que arte também pode ser pornografia. Páginas de nudez infanto juvenil costumam citar seu trabalho, argumentando que as fotos comercializadas são artísticas e não pornográficas.

David Hamilton é provavelmente o fotógrafo de arte mais popular e próspero que o mundo já conheceu. Ele nasceu em Londres em 1933 e vive atualmente em uma casa perto de St.Tropez, França.

Estudou arquitetura e design de interior antes de mudar para estudos de tipografia e layout. Enquanto ele era diretor de arte da revista inglesa Queen, ele comprou sua primeira máquina fotográfica. Depois vivendo em Paris como diretor de arte da Printemps, começou a se dedicar exclusivamente à fotografia.

Trabalhou para as melhores revistas internacionais, incluindo a Vogue, Realites, Twen, Playboy e Oui. Seu trabalho foi exposto no mundo inteiro, incluindo os principais centros de arte em Nova Iorque, Tóquio, Londres, Hamburg, Milão e Paris

Títulos populares como "25 Years of an Artist" (1994) e "Age of Innocence (1995)" foram vendidos completamente (50.000 cópias de cada somente na Inglaterra) já na primeira semana após serem lançados.

Finalmente, ele dirigiu cinco filmes em longa-metragem que passaram nos principais cinemas ao redor do mundo. Todos renderam lucros para seus financiadores.

- deixe aqui sua opinião sobre os assuntos. Lembrem-se que pedofilia é um mal da sociedade que precisa ser combatido. Ajude você também.

Veja quem mais está nesta luta:


*Lista obtida no Luz de Luma.
1. Amigos da Blogosfera, 2. Lys, 3. Andréia Motta, 4. Tânia Defensora, 5. Sahmany, 6. Carlos Fran, 7. Cidão, 8. Rosane, 9. Claudia Pit, 10. Leonardo Rocha Pena, 11. Mário Leal, 12. Ronald, 13. Jorge Araujo, 14. David Santos, 15. Chicoelho, 16. Tito Lívio, 17. Marco Ferreira, 18. Rafael Rap, 19. Taliesin, 20. Ru Correa, 21. Carlos Jr., 22. Maria Augusta, 23. Simone Zelner, 24. Luci Lacey, 25. Vitória, 26. Evellyn, 27. Cilene Bonfim, 28. Veridiana Serpa, 29. Silvano Vilela, 30. Grace Olsson, 31. Lino Resende, 32. Elisabete Cunha, 33. Dullim, 34. Daniela Pontes, 35. Chá verde com limão, 36. Aninha Pontes, 37. Júnior (Frigideira), 38. Allison Aju, 39. Patty (Palavras), 40. Fabíola, 41. Meiroca, 42. Fábio Max, 43. Rodrigo Villasboas, 44. Diego Pacheco, 45. Nemias, 46. Letícia Coelho, 47. Lúcia Freitas, 48. Rui Nelson, 49. Sonia, 50. Flávio (Opiniaum), 51. Victor Fontana, 52. Samantha Shiraishi 53. Bruna Splendore (Aliciante) 54. Marcos Pontes, 55. Luciane, 56. Príncipe Tito, 57. Sérgio Ricardo, 58. Teresa Freire, 59. Dª Anja, 60. Roberto Balestra, 61. Dario Velasco, 62. Juca, 63. Sérgio (Em branco e Preto), 64. Mirella Matthiesen, 65. Blog Desabafo de mãe, 66. Oscar, 67. Flainando na web, 68. Gente sem saúde, 69. Pedro Ivo, 70. Cilene Bonfim, 71. Fabiana, 72. Aline Silva Dexheimer, 73. Val Barbieri, 74. Juzinha, 75. Dono do Bar (DB), 76. Rosamaria, 77. Flávia (Vivendo em Coma) 78. Odele Souza 79. Lunna Montez’zinny, 80. Nério Júnior, 81. Paula Góes (Global Voice) 82. Herika, 83. Chuvinha, 84. Georgia Aegerter, 85. Adri-Dri-Drika, 86. Olá, 87. Maria, 88. Ana Cranes, 89. Leonor Cordeiro (Dança das palavras), 90. O mundo encantado de Cecília Meireles, 91. Madalena Barranco, 92. Mara Fortuna, 93. Luiza Helena, 94. Mônika Mayer, 95. Turmalina, 96. Everson, 97. Edson Marques, 98. Maria Laura, 99. Fernanda, 100. Elvira Carvalho, 101. Chawca, 102. Jens, 103. Ricardo Rayol, 104. Amigona, 105. Janaína de Almeida, 106. Naldy, 107. A Abiose Maringaense, 108. Oliva Verde, 109. Ziggy, 110. Miguel, 111. Rui Nelson, 112. Heloisa, 113. Maria Clarinda, 114. Pegasus, 115. Caleydoscope Eyes, 116. Cristiane Fetter, 117. Paula Barros, 118. Rakel Macedo, 119. Tony, 120. Miosótis Óbidos, 121. Lucas Ghellere, 122. Sônia Horn Nascimento, 123. Renata Christina, 124. Cláudia, 125. Sclair, 126. Tati Sabino, 127. Landinho, 128. Ana Paula, 129. Áurea, 130. Garfio, 131. Xico Lopes, 132. Anunciação, 133. Tina, 134. Mutumutum, 135. Karina, 136. Lúcia Helena F. Moura, 137. Teresa Freire, 138. Raul Rudoisxis, 139. Willian Mendes, 140. Maria da Conceição Banza, 141. Meyviu, 142. Laura, 143. Rosa Silvestre, 144. Pata Irada, 145. Vrouw não deixou link, 146. Parvinha, 147. Sombra do Sol, 148. Kleverson Neves, 149. Jake, 150. Euza Noronha, 151. Arco-íris, 152. Ecclesiae Dei, 153. Taty Ferreira, 154. Júlio Moraes, 155. Afonso, o Chato, 156. Regina Célia Simões, 157. Gighiggi, 158. Tomavana, 159. Cristina, 160. Tanya, 161. Daniel Mafinski Biz, 162. Sophia Mar, 163. Rodrigo Reis, 164. Nadja, 165. Luíza Gaivota, 166. Ingrid, 167. Sérgio Issamu, 168. Antonio Madrid, 169. Peciscas, 170. Maria Augusta, 171. Looking4good, 172. Ricardo Cobra Martinez, 173. Teo Victor, 174. Gustavo Chaves, 175. Pena, 176. Sérgio Coutinho, 177. Fernando Cury, 178. Baby, fazendo a diferença, 179. Isabel Filipe, 180. Ana Sofia, 181. Andréa Sig Mundi, 182. Sandra Mora, 183. Marcos Santos, 184. Gabriel Ruiz, 185. Cármen Neves, 186. Alanna Blogada, 187. Lulu on the Sky, 188. Gotinha, 189. Denise BC, 190. Joy, 191. Maristela Bairros, 192. Zé Lérias, 193. Fernanda e poemas, 194. GuGa Flaquer, 195. Cheers! Fla - Perfil não disponível no blogger 196. Zé Lérias, 197. A fonte nova, 198. Barca Nova, 199. Zé Povinho, 200. Laurentina e Egídio Vaz, 201. Lídia (Silêncio Culpado) 202. Bezzblogger, 203.