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Nota sobre o blog de R$ 1.3 Milhões de Maria Bethânia [update]

Via Assessoria:


Nota de Esclarecimento 

Em relação à aprovação do projeto de blog da cantora Maria Bethânia para captação via Lei do Audiovisual, o Ministério da Cultura informa:

O projeto em questão (Pronac 1012234) foi aprovado pela Comissão Nacional de Incentivo à Cultura (CNIC), que reúne representantes de artistas, empresários, sociedade civil (de todas as regiões do país) e do Estado;

Esta aprovação, que seguiu estritamente a legislação, não garante, apenas autoriza a captação de recursos junto à sociedade;

Os critérios da CNIC são técnicos e jurídicos; assim, rejeitar um proponente pelo fato de ser famoso, ou não, configuraria óbvia e insustentável discriminação;

Todas as reuniões deliberativas da CNIC têm transmissão em áudio em tempo real pelo site do MinC (www.cultura.gov.br), acessível a qualquer cidadão. 

--

Me pergunto se o documento do projeto será aberto também.

Abs,

Explicando: Folha.com - Ilustrada - Maria Bethânia terá R$ 1,3 milhão para criar blog - 16/03/2011 http://bit.ly/elCP2M

--

Update: Um blog chamando Implicante.org comentou abaixo que teria acesso ao projeto e fui pesquisar.

Realmente há um post, com um link para o projeto, deixo aqui exposto o link para analise dos leitores:

Gostaria de deixar registrado que antes de divulgar o link fiz uma pesquisa para o registro do link: O portal Implicante esta registrado fora do país, e em um certo nível, acredito que deve contar com alguma proteção.  O blog tem por objetivo o seguinte.

"Este é um portal de oposição, um espaço para fiscalizar, criticar e até tirar sarro do governo federal, da administração petista. É isso. Não somos jornal, não usamos concessão pública, nada disso: somos um grupo de pessoas que divergem do PT e, por conta disso, resolveram criar um espaço na web para expor e embasar suas críticas."
Fonte: Próprio site.


Sendo assim, deixo claro que aprovo a liberdade de expressão, assim como aprovo a transparência de opinião e seus próprios autores. Democracia e debates são essenciais para todos os casos. Então, tirem as próprias conclusões ao clicarem no link aqui divulgado.

Meu motivo de postagem do link é pelo fato do post obter a autoria do Gravatai Merengue, um blogueiro já mais do que conhecido no mundo digital.

Att,

--

Update // 17 de março de 2011 
- Via Assessoria


Em relação a boatos, inclusive grosseiros, de que um suposto sobrinho da ministra Ana de Hollanda integraria a produtora ligada ao projeto da cantora Maria Bethânia, aprovado para captar recursos pela Lei Rouanet, o MinC afirma que:

> O sócio em questão não é parente da ministra. Se o fosse, um fato desmonta qualquer acusação de favorecimento ao suposto sobrinho e à cantora: os primeiros registros da proposta no MinC são de outubro do ano passado –época em que sequer a eleição presidencial estava definida.

> A falsa acusação de parentesco também se desmonta: pela Lei Civil, o citado sócio não é sobrinho –e nem pode ser considerado parente. Sua ligação é de quinto grau. Portanto, como todo e qualquer cidadão, ele pode legitimamente concorrer à Lei Rouanet. Cabe destacar que a empresa proponente foi quem escolheu a produtora da qual ele é um dos sócios.

> Some-se a isso, além de tudo, o fato de que a aprovação do projeto se deu por comissão composta por representantes de entidades públicas, artísticas, empresariais e da sociedade civil de todas as regiões do país, cujas reuniões são transmitidas ao vivo pelo site do MinC e acessíveis a todos os cidadãos interessados.

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Já vimos que isto vai longe...

att,

"Venceu a visão mesquinha", diz Sturm.










Após 68 anos, Belas Artes vai fechar as portas em São Paulo

Mais uma história da cidade trocada por dinheiro na selva de pedras.
O que sobra? As almas já foram vendidas.

Adeus caros amigos da sétima arte,

Está reclamando?

Um 'chato' desabafo.

Lembrado por Luiz Afonso
(O texto abaixo tem reprodução em vários blogs e sites, muitas vezes modificado, porém não encontrei o autor, quem souber, peço que avise para eu adicionar os devidos créditos. Esta é a versão que vi no twitter do OChato )

Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? da família Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio?. E dos políticos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso? Brasileiro Reclama De Quê? Brasileiro é assim!

1. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas
2. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas
3. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura
5. Fala no celular enquanto dirige
6. Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento
7. Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas
8. Viola a lei do silêncio
9. Dirige após consumir bebida alcoólica
10. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas
11. Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas
12. Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho
13. Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo
14. Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos
15. Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto
16. Muda a cor da pele para ingressar na universidade através o sistema de cotas
17. Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20
18. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes
19. Estaciona em vagas exclusivas para deficientes
20. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado
21. Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata
22. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca
23. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem
24. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA
25. Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho
26. Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis..... como se isso não fosse roubo
27. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição querecebe das empresas onde trabalha
28. Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado
29. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem
30. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve

QUE ATIRE A PRIMEIRA PEDRA QUEM NÃO SE ENXERGOU EM PELO MENOS UM DOS ITENS....

E quer que os políticos sejam honestos? Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas? Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não? Brasileiro reclama de quê, afinal?

Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para os nossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores, (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos. Tá na hora de largar a hipocrisia e começar a mudar cada um em si mesmo, antes de reclamar dos outros!

Não interessa quem será o presidente, o governador... se continuarmos assim, cada um fazendo pequenas falcatruas diárias.

--

E ai, de quem vamos falar mal hoje, Brasil?

Abs,

Sete dicas simples para cuidar da sua saúde enquanto assiste tv

Para alguns, o declino da humanidade atual, enquanto para outros é o futuro certo para gerações a perder de vista. Assistir televisão não é novidade alguma. (E ao dizer isto lembro-me de ver épocas em que a telinha era algo de outro mundo. Hoje algo quase que natural em todo lugar na qual habita-se um ser humano com uma antena receptora adequada, ou não) O caso é que ela existe e nos faz lamentar ou não, o nosso dia a dia. Mas meu foco aqui, não será analisa-la, mas mostrar a você - querido leitor - como melhorar sua postura e saúde enquanto fica horas do dia a frente desta que existe apenas para entreter.

O Prof. Gil Lúcio Almeida é Fisioterapeuta, mestre pela UFSCar, doutor e PhD por importantes instituições norte-americanas, também autor do livro O Engraxate que virou Ph (Ed. Porto de Idéias, R$ 24,50 no Submarino); Me mandou algumas dicas bacanas para todos aqueles que querem se sentir bem após horas na frente do último capítulo de sua telehistora favorita.

Neste momento de descanso ou, para alguns, de ócio criativo, prestar atenção em detalhes como a posição correta do corpo no sofá pode parecer exagero. Implicar então com o ângulo de visão da tela da TV já seria ir longe de mais. Mas, os seguintes detalhes podem influenciar no seu bem estar quando deixar o aconchego do sofá.

Vamos a elas:

  • Deitar com a cabeça apoiada no braço do sofá por longo período pode gerar várias lesões na região do pescoço. Essa posição é pior quando deitamos com a barriga para cima e viramos a cabeça para focar a telinha. Se quiser deitar, o melhor é ficar de lado com uma almofada sob o pescoço de modo a manter a cabeça alinhada com o tronco. Nesta postura, dobre os joelhos usando uma almofada entre eles. Colocar os pés sobre o braço do sofá, acima do nível do tronco, pode ajudar na circulação sanguínea, favorecendo a diminuição de edemas e inchaços nos pés.
  • A melhor posição para assistir TV é a sentada, com o tronco levemente inclinado para trás e bem apoiado no sofá ou em almofadas.
  • A TV deve ser colocada de preferência em frente ao o tronco e em uma altura que não force a inclinação exagerada da cabeça para baixo, para cima ou para os lados.
  • Se estiver em uma poltrona colocada ao lado da TV, não gire o tronco para vê-la. Levante-se e gire a poltrona, de forma que sua coluna fique o mais alinhada possível com a TV.
  • A melhor distância da TV é aquela que possibilita uma visualização confortável.
  • Com o advento da alta definição, não existe imagem embaraçada, mas sim olhos que precisam de óculos. Use-os se for necessário para que você veja o mundo colorido da tela com contornos bem definidos.
  • Se você é daqueles que dormem assistindo TV, mesmo sentado, lembre-se que com o sono perdemos o controle da musculatura da cabeça e ela pode pender para um dos lados causando dores e lesões no pescoço. Neste caso procure sempre manter um apoio para a cabeça.

Viu? Dicas bem simples e rápidas, ou como gosto de dizer - Um guia (muito) básico para sobreviver ao começo de uma temporada nova da série favorita - para começar a semana.

Se tiverem mais dicas, é só mandar nos comentários, ficarei mais do que feliz em atualizar o post.

Bom começo de semana.

abs,

Sylvester Stallone e o Brasil

Sylvester Stallone pede desculpas ao Brasil.

Segue uma mensagem do ator Sylvester Stallone sobre do mal entendido ocorrido ontem na Comic-Con em San Diego. Via assessoria:

"I sincerely apologize to the people of Brazil and to its film commission. All my experiences in Brazil were fantastic and I have told all my friends to film there.

Yesterday, I was trying to make some humor and it came out poorly. I have nothing but respect for the great country of Brazil. Again, I apologize.

Love, Sly"

Não entendeu? Clique aqui

"Eu sinceramente gostaria de me desculpar às pessoas no Brasil e à produção do filme. Todas as minhas experiências no Brasil foram fantásticas e eu falei para todos os meus amigos filmarem lá", diz a nota.

Ontem, eu estava tentando dizer algo engraçado, mas saiu de uma maneira pobre. Eu só tenho respeito por este grande país. Novamente, gostaria de pedir desculpas

Amor, Sly"

Obrigado Alessandra Guidoni da ProCultura pela informações

abs,

O que é ser um James Cameron

Li e ri bastante a entrevista do diretor James Cameron às páginas amarelas da "Veja". Escrevi "diretor", mas estou a ser generoso. Cameron, de fato, dirigiu alguns filmes interessantes no século passado: os estimáveis "Aliens" ou mesmo "O Exterminador do Futuro". Bons tempos. Hoje, Cameron é o guru de uma igreja ambientalista que faz cinema para efeitos de propaganda. Um Michael Moore verde, em suma.

Cameron esteve no Brasil para participar no Fórum Internacional de Sustentabilidade, em Manaus. Diz a revista que sobrevoou a Floresta Amazônica, previsivelmente com reverência panteísta. E até pediu ao presidente Lula para não construir uma usina hidrelétrica no Xingu.

Eu nunca sobrevoei a Amazônia. Eu nunca estive no Xingu. Eu não sei se o Brasil precisa de uma usina hidrelétrica. Mas sei que James Cameron precisa de tratamento urgente. Com uma pose ridícula de iluminado espiritual, Cameron começa por lamentar a alienação dos homens modernos, cada vez mais afastados da natureza e do contato com os outros seres humanos.

James Cameron tem da natureza a mesma idealização romântica que os românticos do século 19. Como se a natureza fosse lugar protetor da nossa existência terrena: uma fonte de bondade que revitaliza os nossos espíritos tresmalhados. Valerá a pena desmontar essa falácia? Valerá a pena dizer que a natureza é uma força indiferente e brutal, sem qualquer dimensão ética?

Cameron discorda. Não sei se os milhares de passageiros retidos nos aeroportos da Europa por causa da natureza "benigna" de um vulcão concordam com Cameron. Duvido.

E também duvido da dimensão humanista de Cameron. O "diretor" lamenta que os homens estejam afastados uns dos outros. E culpa a tecnologia, a internet, as "redes sociais" por oferecerem simulacros de realidade.

Em teoria, sou capaz de concordar com Cameron. É por isso que uso a internet esparsamente e não frequento "redes sociais". Mas levar a sério uma condenação da tecnologia feita pelo mais adolescente entusiasta dela é como ouvir um discurso feminista pela boca de Osama Bin Laden. Um paradoxo.

Aliás, tudo em Cameron é paradoxal. A começar pela justificação da sua derrota no Oscar desse ano. Para Cameron, "Avatar" é tão visualmente deslumbrante que os membros da Academia não deram grande crédito à história. Infelizmente, a "Veja" não formulou a questão fundamental: "Mas que história, Padre Cameron?"

"Avatar", em termos narrativos, não se distingue dos clichês habituais sobre a ganância do "homem branco" e a grandeza moral de qualquer tribo indígena que desconheça o papel higiênico. Até o momento em que o "homem branco" se converte ao nativismo, usando folhas de árvore para o serviço e olhando com repugnância para a sua própria cultura "imperialista" e ocidental.

Não sei quantas vezes assisti a esse sermão. Mas sei que o sabor do refogado não se altera com temperos tecnológicos. "Avatar" é um exercício moralista e pedestre construído por um milionário californiano que jamais abandonaria os confortos da civilização "branca" e "imperialista" para se entregar à pureza das florestas.

C'est la vie.

Abs,

Um bem acessível



Abro o espaço para um comunicado de Antonio Goular.

*Antonio Goulart - Lançado à vida política, o Vereador Goulart obteve seu primeiro mandato em 1996, com 23.336 votos e, na última eleição municipal, reelegeu-se pela quarta vez consecutiva com 90.054 votos de confiança da população paulistana.
Goulart vem se destacando como um dos membros mais atuantes da Câmara Municipal de São Paulo. Seu desempenho como vereador inclui a elaboração de projetos legislativos, participação em comissões técnicas permanentes e extraordinárias. Hoje, Goulart é membro da Comissão de Trânsito, Transporte, Atividade Econômica, Turismo, Lazer e Gastronomia.

ACESSIBILIDADE: UM BEM PARA TODOS!

Atualmente, é comum debatermos assuntos sobre acessibilidade. Assim como a cidade de Nova York, que conta com uma rampa de acesso para cadeirantes e idosos a cada esquina, nos táxis, ônibus, lojas e shoppings, São Paulo caminha a passos um pouco mais lentos, mas também segue um rumo para se transformar num local acessível para todos os munícipes e também aos turistas.

No último dia 29 de abril, o Secretário de Estado da Habitação, Lair Krähenbühl assinou os protocolos de intenção para estabelecer o Programa Especial de Melhorias (PEM) com mais de cem prefeituras. Esta notícia me deixa contente, pois sei da importância que é investir em infraestrutura para proporcionar mais qualidade de vida aos deficientes. Creio que esse projeto, será um dos mais importantes para a inclusão social, pois as rampas de acesso, recuperação e rebaixamento de calçadas, serão construídas e adaptadas com base no padrão Universal.

Infelizmente, São Paulo não faz parte da lista de cidades que vão receber a verba, mas com o esforço e a determinação de vereadores como a Mara Gabrilli e eu, vamos realizar melhorias para os munícipes. No começo deste ano, fizemos uma co-autoria de um Projeto de Lei para que os pontos de ônibus tenham informações para deficientes visuais sobre as outras paradas, dos determinados coletivos que transitam por aquele local.

Mara Gabrilli, desde o ano de 2008, trabalha com foco na inclusão social de deficientes. Nossa missão é ampliar os serviços de acesso aos portadores de necessidades especiais, para tornar a cidade um modelo de inclusão social, assim como Uberaba, no interior de Minas Gerais, que é um bom exemplo, quando se fala em obras de acessibilidade.

Só esse ano, essa cidade já investiu muito em obras para pavimentação, calçamento e rampas de acesso em quatro regiões da cidade. Até mesmo o estádio municipal não ficou de fora e já conta com um projeto para atender mais de 50 cadeirantes em diferentes setores do local.

Ressalto que a adaptação de calçadas, vias e transportes públicos serve também para os idosos, que correm sérios risco de se acidentarem em locais irregulares, sem rampa de acesso e sem nenhum respeito. Futuramente todos poderão contar com estes benefícios, não apenas os deficientes físicos.
As pessoas que andam em São Paulo, desviam das irregularidades das calçadas constantemente. Para um deficiente, ou idosos, a situação é bem pior, mas em breve, deverá melhorar, pois vamos trabalhar com muito empenho para transformar São Paulo em um modelo a ser seguido.

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Agradeço a Allyne de Antoni, pelas informações e texto.
E Indico seguir no twitter: @acessibilidade @vereadorgoulart e @maragabrilli

abs,

Horários Bancários durante a Copa do Mundo de 2010

A FEBRABAN - Federação Brasileira de Bancos -, com base na circular 3.495/2010, do Banco Central do Brasil, comunica o expediente bancário nos dias de jogos da seleção brasileira na Copa do Mundo 2010.

15 de junho, terça-feira, às 15h30 (horário de Brasília) - Brasil X Coréia do Norte

Expediente Bancário:

Interior: das 8h às 14h (horário de Brasília)
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 08h às 14h (horário de Brasília).

20 de junho, domingo, às 15h30 (horário de Brasília) - Brasil X Costa do Marfim

Não há expediente bancário

25 de junho, sexta-feira, às 11h (horário de Brasília) - Brasil X Portugal

Expediente Bancário:

Interior: das 8h às 10h30 e das 13h30 às 15h30 (horário de Brasília)
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 8h às 10h30 e das 14h às 16h (horário de Brasília).


Em caso de classificação da seleção brasileira para as fases seguintes da Copa do Mundo, o expediente bancário será definido com base nos seguintes pressupostos:

Caso a partida seja realizada às 11h00 (horário de Brasília):

Expediente Bancário

Interior: das 8h às 10h30 e das 13h30 às 15h30 (horário de Brasília)
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 8h às 10h30 e das 14h às 16h (horário de Brasília).

Caso a partida seja realizada às 15h30 (horário de Brasília):

Expediente Bancário

Interior: das 8h às 14h (horário de Brasília)
Capitais e Regiões Metropolitanas: das 08h às 14h (horário de Brasília).

Os bancos deverão, com antecedência mínima de 48 (quarenta e oito) horas, afixar avisos em suas dependências sobre o horário de atendimento nos dias de jogos.

abs,

Sem rótulo, No Label

Faz quanto tempo que falamos o quanto o ser humano gosta de rotular pessoas por crenças, estilo de vestir, classe social e opção sexual, não é? Pela primeira vez vejo uma empresa fazer algo realmente sobre o assunto.

ABSOLUT VODKA orgulhosamente apresenta: "Em um mundo Absolut, Não há rótulos".

Um projeto arrojado e inovador, onde a marca está desafiando rótulos e preconceito sobre a identidade sexual. A manifestação de um mundo sem rótulos vem em uma versão limitada da garrafa ABSOLUT - Nua -, sem rótulo e sem logotipo. A peça foi lançada mundialmente no segundo semestre de 2009.

No Label
"Pela primeira vez nos atrevemos a enfrentar o mundo completamente nu. Lançamos uma garrafa sem rótulo e sem logotipo para manifestar a ideia de que não importa o que está do lado de fora, é o interior que realmente importa. A garrafa se manifesta visualmente em nossa crença na diversidade e nosso ponto de vista quando se trata de orientação sexual. Sem falar que é uma maravilhosa peça de design delicado e minimalista, um verdadeiro item de colecionador", diz Kristina Hagbard, Global PR gerente da Companhia Absolut.
A ABSOLUT foi uma das primeiras marcas comerciais a abraçar bertamente a comunidade LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros). Contando com anúncios aparecendo na mídia gay desde 1981. Com esta iniciativa, ABSOLUT esta mais uma vez mostrando o seu apoio à comunidade LGBT.

Você poderá acompanhar o movimento pelo blog oficial (english)

A campanha também conta com uma matéria de 24 páginas da revista Fantastic Man e vídeos especiais para campanha. Veja a entrevista (english only, no subs) sobre a edição:


E você, quais rótulos distribui para o mundo?

abs

Ideias e ideias

Sabe quando você tem aquele momento, bem único, de algo que pode mudar um fato, e quando você sabe como fazê-lo, mas vai modificando conforme o tempo?

Seja para bom ou ruim, as boas ideias sempre estão por ai. Depende muito de nós em como executá-la.

Neste país o que não falta é o político boa praça dentro de nós, então porque a maioria que esta comandando "é do mau"? Fácil, assim como não queremos realmente ser técnicos de nossos times de futebol favorito, não queremos comandar um país o qual precisa de muitos ajustes, e na qual teremos muitas barreiras a enfrentar. Diga-se de passagem: Preguiça.

Então, como mudar?

Criamos o famoso "jeitinho brasileiro" para muitas coisas e com isto, o nosso futuro está em cheque. Hoje em dia o que é normal acontecer? Incidências ocorrem constantemente e os motivos cada vez mais obscuros ou claros demais, mas na maioria das vezes com motivações erradas.

Há algum tempo eu fiz um post na qual coloquei um vídeo, o post era intitulado: Vamos pensar simples? Praticidade, envolvimento e perspicácia, faltam nesta nossa cuca do dia a dia.

Ontem houve um rápido debate com a @samegui e a @lidifaria sobre um projeto que se vende como uma solução para muitas coisas de nossa Arte Teatral Brasileira. O projeto convidou alguns blogueiros interessantes, outros... Duvidosos, somente pelo fato de a cultura não ser o forte de seus conteúdos, para divulgar seu produto. O debate no twitter se deu na questão de entender o projeto.

É bom para quem?

O projeto, segundo o próprio site:

Difunde, para todo o Brasil e para o mundo, cultura e espetáculos – até então limitados ao espaço físico onde se apresentavam – contribuindo para que tenham um alcance maior de público e possam ser consumidos por todas as classes sociais. Nesse sentido, a Cennarium é um projeto de inclusão sociocultural inédito no mundo, pois promove o acesso da população a uma opção alternativa de cultura.

Quais seriam todas as classes sociais? O site necessita de uma conexão rápida para assistir, precisam-se comprar também tickets online. Atualmente em nosso país no máximo temos 15 milhões de conexões rápidas, isto em todo país, com uma população estimada em 200 milhões de pessoas.

[O site também cita que em uma conexão baixa pode-se assistir, mas teria que esperar o video todo ser baixada para depois clicar em play. Mas sabemos que para esta opção, é quase nula a participação deste publico de banda discada]

Então digamos que 7,5% da população ganharão acesso a isto. Mas... Isto já não é um fato, hoje? Apenas 7,5% já não têm acesso aos Teatros?

As peças estarão em HD, alta definição e bom áudio. Então temos que ver quais computadores está com a disponibilidade de tal tecnologia. Vamos diminuir então 4,5% - que são computadores populares sem tal tecnologia de placa de video e som, sem tela boa para assistir, sem as saídas VGA ou HDMI para TVs e excluir os computadores de Lan House que são inseguros para compras online - Então nos sobrou 3% da população geral do País que terão acesso ao projeto.

É para se pensar já que o projeto se vende, também, na ideia de: “disseminar e incentivar o desenvolvimento da indústria de entretenimento cultural, e especialmente ser um instrumento de fomento do teatro brasileiro”, segundo o blog Garotas Nerds.

Porém, para as cia de teatro e peças existira a possível venda de espaço publicitário e geração de receita baseado nessas vendas de tickets e publicidade. A peça poderá ir aonde nunca poderia por falta de investimento. Isto é bom. Também um cadastro dos artistas online, assim como hot-site para os espetáculos.

Em minha opinião geral, a ideia é interessante, mas pouco pratica.

Entenda. Como atingir quem não vai a teatro se está impondo limitações? Qual a garantia de que vá arrecadar novos espectadores?

Com ideias focalizadas em praticidade para quem "pode bancar", acredito que projetos deste porte faz com que o nosso governo sinta-se a vontade em investir pouco na nossa cultura, em nossos patrimônios públicos, em nossas cia de teatro e em geral, etc... Peças como O Despertar da Primavera, que é um open mind para jovens, sofre com a falta de investimentos. Outras de menor conhecimento passam pelo mesmo. Como esse projeto beneficiara tais peças?

Vamos usar O Despertar como exemplo. Eles ficaram apenas uma semana em cartaz em São Paulo, suponhamos que a peça não entrará mais cartaz, mas temos a peça nos servidores do projeto. Acesso o site, pago 30 tickets e assisto a hora que quero. Isto é sensacional, porém, o único que vai se interessar pela peça sou eu que já conheço, e no mais, vou incentivar algum amigo de conexão boa e disposição para ficar perto do pc. - ou comprar um cabo que transmita o pc até a televisão – a ver a peça também. Cômodo, certo?

Como a peça vai chegar a lugares que não tem investimento em tecnologia? Como vamos apresentar à peça as pessoas que não conhecem, via o site?

Quem garante que alguém vai pagar por um ticket, não pegue seu notebook e transponha a um projetor que passara para toda uma empresa ou comunidade – Sendo que a mesma custaria 1 ticket por espectador -? Quem garante que o vídeo do acervo deles estará seguro?

Mostra-me uma central de vídeos online que não dê para fazer o download do mesmo.

Sendo assim, quem garante que o vídeo de nossos teatros não vá parar na próxima banca de DVD pirata?

Um adendo interessante: Se parar na banca de DVD pirata, é garantia de ir para o país todo e para o mundo.

Vamos pensar direito e nas consequencias de nossos atos. Hoje, o projeto parece - em curto prazo - Bom. Amanha, poderá ser a resposta para nossos problemas de teatro, sim. Ou um caos em nossa cultura nacional já tão debilitada.

Criticar é fácil Julio, mas, e a resposta? Sinceramente, eu diria: "A empresa Nortik investiu 10 milhões em tecnologia para promover esse projeto. Por que não compraram um canal de tv a cabo ou HD? Poderiam passar esses teatros via satélite para muito mais pessoas, de ponta a ponta do país.” Ao menos é televisão, fácil de cobrar publicidade e fácil de chegar as pessoas. - Apenas uma ideia jogada, claro.

São alguns pontos que vi, não todos. Sei que muitos outros existem, bons ou não. Pesquisem e entenda.

Como o próprio Jovem Nerd citou em seu twitter: "É um Pay Per View na Web"

Pay Per View, para quem tem em casa já sabe como é vendido: Comodidade. É como o próprio nome diz, Pague Para Ver, ou seja, Pague pela comodidade. Justo. Porém, quantos em nosso país podem pagar para ver, mesmo? #pensata

Não somos norte-americanos, não vivemos em um mundo TiVo. Precisamos de tato, de realidade (não a aumentada, a real), precisamos mostrar a nós mesmos e aos que vem depois de nós que podemos guardar lugares históricos, podemos garantir que veremos peças em lugares bons, bonitos e com valores acessíveis a muitos e, no futuro perfeito, a todos. Principalmente mostrar a iniciativa privada e a governamental que queremos investimentos sérios em nossa cultura!

Vamos salvar o nosso patrimônio. O mesmo que nos faz viajar e sonhar com um dia a dia melhor. Vale ressaltar que minha opinião aqui não é baseada contra a evolução natural. Livros, Filmes e agora teatros estarão online, e acho isto natural. Mas estamos esquecendo a nossa realidade atual, tecnologia, bolso, evolução do país como um todo. Estamos pensando sozinho ao invés de coletivo.

Só peço para que todos reflitam em como estamos tentando evoluir. E como as ideias que tem investimento, não raras vezes, são sugestionáveis.

Pense!

Abs,

Marketing Online Versus Offline

Acabei de ler um artigo muito interessante da Clarice Pereira da empresa Link Comunicação, e com toda a licença dirigida, reproduzo aqui para todos.

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Marketing Digital Versus Presencial

A Internet trouxe várias mudanças no comportamento das pessoas. Por estar mais antenada com as novidades, na área de marketing a realidade não poderia ser diferente. A prova disso foi a reformulação das ações mercadológicas aliando o meio tradicional ao digital. Empresas de varejo, como Americanas, Ponto Frio e Wall-Mart são algumas das que já perceberam a importância da web na divulgação de seus produtos. Mas esses conglomerados não se esqueceram da importância de investir em outros meios, sejam veículos de comunicação impressos, televisivos ou radiofônicos.

Mesmo que 66,3 milhões de brasileiros tenham acesso à Internet e que o tempo de permanência online seja de 44 horas no mês, segundo dados do IBOPE Nielsen de 2009, devemos lembrar que o mundo continua sendo analógico e presencial. Por isso, devemos utilizar todos os meios de comunicação para atingir nosso público-alvo. O advento da web trouxe para o marketing uma preciosa ferramenta, mas para atingir um resultado satisfatório é necessário trabalhar com outras formas de divulgação que agreguem valor à marca, e colocar em prática um portfólio ações combinadas para atingir o mercado-alvo.

Dados da empresa de monitoramento de comércio eletrônico e-Bit mostram que o comércio eletrônico cresceu 30% e movimentou R$ 10,6 bilhões em 2009. O comércio tradicional, muito maior que o online, cresceu 5,9% no mesmo período, mesmo com a crise. Isso nos mostra que apesar do crescimento do e-commerce, ainda sim a venda no varejo continua a ser um meio essencial para alavancar os negócios das empresas, por isso os anúncios e promoções das empresas devem ir além do meio digital.

Mas, antes de se fazer uma propaganda é preciso planejamento. De nada vai adiantar fazer uma divulgação de um produto ou serviço na web e achar que a ação ir atingir 100% seu público-alvo. Empresas como O Boticário e Coca-Cola nos mostram que a Internet é apenas mais uma ferramenta para alcançar os objetivos. As estratégicas de marketing dessas companhias não se limitam apenas ao meio digital, vão desde a divulgação de anúncios em jornais, revistas, rádio e TV, promoções em pontos de venda, slogans que mudam a cada campanha e nas embalagens dos produtos, entre outras ações.

No caso de O Boticário, quando se adentra na sua loja, o consumidor é invadido por fragrâncias perfumadas logo na entrada. Essa sensação a Internet ainda não permite. Já a Coca-Cola faz promoções como, "junte tampinhas das garrafas e troque por um produto ou concorra a prêmios". Nesse caso, a Internet facilita o cadastramento e obtenção de informações sobre a promoção, mas a troca ainda é presencial. A web, só informa, mas quem entrega é o ponto de venda. Essas ações só comprovam que, para investir em visibilidade, as empresas têm que estar preparadas para atender seus diversos públicos, ou seja, devem trabalhar com ações em vários meios de comunicação, sejam eles presenciais ou digitais.

A maioria das decisões no mundo ainda é tomada fora da web. Para escolher o produto na prateleira do supermercado, a dona de casa ainda leva em consideração a embalagem, que deve ser chamativa o suficiente para se destacar na gôndola. O empresário precisa se dedicar ao core de seu negócio e deixar o marketing para profissionais especializados no assunto. São eles que traçarão ações estratégicas que proporcionem resultados eficientes, seja na parte institucional ou mercadológica, seja na comunicação interna ou externa da instituição.

Antes de realizar uma ação que atinja o seu público, é preciso planejar de que forma a mensagem será levada. Neste caso, se o objetivo é mercadológico, qual a melhor forma de colocar a propaganda de um produto na web, no jornal, na televisão, no rádio, ou se é necessário usar de outros instrumentos. É preciso avaliar se há necessidade de difundi-la nas tão propagadas redes sociais, por exemplo.

Se o Twitter, Facebook, Orkut e Linkedin e outros redes sociais nos ajudam aumentar a nossa malha de relacionamentos devido à facilidade do seu uso, a rapidez e a instantaneidade, não podemos esquecer que visitas, almoços, cartas e feiras de negócios, entre outras formas, são métodos necessários para o contato real. Mesmo com a facilidade que a Internet nos proporciona, o contato pessoal é imprescindível e não pode ser substituído.

A web é mais uma ferramenta, útil e ágil, mas não descarta as vias presenciais. Por isso o planejamento é a melhor maneira de saber qual é o momento e local ideal para que a ação possa ser feita.

Tenha em mente a máxima: "Quem não é visto, não é lembrado", mas antes de realizar ações de marketing escolha as ferramentas adequadas, seja no meio digital ou tradicional. A divulgação de uma mensagem de forma ineficiente, ao invés de lucro, pode trazer prejuízos e dissabores ao negócio.

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E vocês que trabalham on e offline, consumidores, e entusiastas, o que acharam?

abs,

Dia da Água

Hoje é o dia Mundial da Agua!

Fiz um convite ao Carlos Lemos da Costa, Engenheiro, diretor da H2C, empresa de consultoria e planejamento de uso racional da água e membro do Green Building Council Brasil. Para falar sobre o dia, e refletirmos nosso dia dia.

Leia

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A qualidade da água e a qualidade de vida no planeta

Água limpa para um mundo saudável. Definido pela Organização das Nações Unidas, ONU, o tema do dia Mundial da Água 2010 chama a atenção para o fato de que a qualidade de vida no planeta depende diretamente da qualidade dos recursos hídricos. A escolha não poderia ser mais pertinente. A humanidade vive hoje os primeiros capítulos de uma crise de escassez, que tende a se aprofundar nas próximas décadas, caso não sejam tomadas ações globais no sentido de promover o uso sustentável do recurso. Se considerarmos as projeções de que 6,4 bilhões de pessoas estarão morando em áreas urbanas até 2050, contra os atuais 3,4 bilhões, o impasse é ainda mais evidente.

Em todo o mundo, a qualidade da água vem declinando drasticamente, resultado da rápida urbanização, do desperdício e da falta de tratamento sanitário e industrial adequado. Segundo a ONU, 32% da população mundial permanece sem acesso a saneamento básico. Todos os dias, dois milhões de toneladas de dejetos e outros efluentes são lançados diretamente em águas superficiais. O problema é ainda mais grave nos países em desenvolvimento, onde 90% do esgoto e 70% dos efluentes industriais têm como destinos mares, rios, lagos. O organismo defende que o investimento para sanar deficiências globais com relação a serviços de saneamento e abastecimento de água potável (são 1,1 bilhão de pessoas sem acesso à água limpa) é pequeno diante dos benefícios sociais e de saúde pública. O cálculo é que para cada dólar investido, tem-se retorno entre US$ 3 e 34, sob a forma de incremento da produtividade e de economia de gastos com saúde. Não custa lembrar que doenças que se propagam pela água, como a cólera, são a causa da morte de 1,5 milhão de crianças a cada ano.

Especialmente nos centros urbanos, a deterioração dos recursos hídricos já compromete tanto a qualidade de vida das pessoas como o abastecimento. O município de São Paulo (SP), por exemplo, apesar da localização na confluência de vários rios, vai buscar água a mais de 300 quilômetros de distância, porque as fontes próximas foram tomadas pela poluição. Para levar água até a capital, todo um sistema com canais de abastecimento, reservatórios e represas precisa ser criado. E para cada represa e reservatório construídos, temos desmatamento e, portanto, alteração na distribuição natural de água das regiões afetadas. É a contaminação gerando mais desequilíbrio ambiental.

Mais barato e eficiente do que o investimento nesses sistemas ou na despoluição de mananciais é a gestão sustentável e permanente dos recursos hídricos. E é aqui que o uso racional se insere. Afinal, menos consumo é igual a menos poluição. Infelizmente, o que vemos hoje no Brasil são iniciativas voltadas mais para o aumento da produção de água do que para a diminuição do seu uso. Não à toa somos um dos grandes consumidores do planeta, com índice de 200 litros de água/dia, ou duas vezes mais do que o observado em países como Portugal, Bélgica, Alemanha e Republica Tcheca, que se destacam entre os mais responsáveis em relação ao uso da água.

O interessante é que não faltam alternativas para alcançarmos um padrão sustentável de consumo. Uma solução relativamente simples e que já foi adota em algumas regiões é a substituição de equipamentos gastadores por produtos economizadores (por exemplo, válvulas e bacias sanitárias que consomem 6 litros de água por acionamento, em vez de 12 ou até mais de 20 litros). Nos Estados Unidos, os cidadãos de Nova York e Austin contaram com financiamentos para realizar a troca. Na primeira cidade, a economia gerada chegou a 216 milhões de litros de água por dia. No Brasil, produtos economizadores são fabricados desde 2003, por norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas, ABNT. Porém, até agora, não foram oferecidos quaisquer benefícios para modernização da rede hidráulica de residências, escritórios e empresas, e nem mesmo para a instalação desses produtos em construções novas. Outras soluções viáveis para racionalizar o consumo, mas ainda pouco disseminadas, são o reuso da água e o aproveitamento de águas pluviais para fins não-potáveis, como irrigação de jardins e limpeza.

Uma questão que concerne especialmente ao Brasil, como grande potência do agronegócio que é, é sobre o incremento da produtividade do uso da água na produção de alimentos. Por aqui, a atividade responde por 70% do consumo de água e também é apontada entre as que contribuem para a contaminação das fontes hídricas. Estimativas indicam que, para cada quilo de arroz produzido, são gastos quase dois mil litros de água. Já a produção de um quilo de soja, a nossa principal commodity, consome 1,8 mil litros. Melhorar esses indicadores é importante não apenas para evitar um colapso no abastecimento futuro, mas também para assegurar que a produção de alimentos será compatível com o crescimento populacional esperado. Uma medida simples e que já poderia estar valendo é incentivar os agricultores a utilizar técnicas mais eficientes de irrigação, como a por gotejamento, em substituição à irrigação por aspersão, a mais utilizada atualmente.

Diz o artigo sétimo da Declaração Universal dos Direitos da Água, documento lançado pela ONU em 1992, quando o Dia Mundial da Água foi instituído, que a “a água não deve ser desperdiçada, nem poluída, nem envenenada”. Neste 22 de março de 2010, afirmo que não estamos observando essa premissa. Da universalização do saneamento à mudança nos padrões de consumo, são muitos os desafios colocados para as próximas décadas. Água limpa é vida e, se o desejo é por um mundo saudável, é preciso que pessoas, comunidades e governos assumam hoje um compromisso com a conservação desse bem natural tão precioso.

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Sejamos conscientes,

abs

Muuuuuuuuuuuito Cowddy

As vacas estão invadindo novamente São Paulo, depois de passar por diversas partes no mundo. E Toddy, marca irrevente e antenada está nesta desde 2005 com o Vaca DJ, quem lembra?

Para a nova edição serão 90 vacas criadas por diversos artistas plásticos convidados, designers, publicitários, entre outros, e Toddy fará a exposição diferenciada e criativa da vaca COWDDY.

A peça começou a ser customizada ao vivo durante o lançamento da Cow Parade, no dia 20 de janeiro, no Mube, e será finalizada, hoje, na Av. Paulista, onde ficará exposta até o final evento.

O artista plástico Cusco, do Rio Grande do Sul, iniciou o projeto e dividirá a customização da obra com outros dois artistas: Carla Barth e Estúdio Alice.

Alexandre Cravo - Cusco

Trabalha desde 1995 com arte urbana e interiores em Porto Alegre. Busca sempre pintar com materiais reutilizados e elementos da natureza como suporte. Temas como a fé, o positivismo, a música e caveiras estão inseridos em seu trabalho, buscando basicamente um caminho: a verdade.

Carla Barth

Veio de uma família de artistas plásticos e desde a infância está envolvida com meio artístico. Trabalha com pintura, desenho, ilustração e esculturas. Entre as principais influências, está o movimento da Contra Cultura, Beatles, o chileno Alejandro Jodorowsky (surrealismo místico).

Estúdio Alice

O estúdio existe desde 2007, e é formado por quatro artistas, com formações, referências e ideias diferentes. Roberto Panarotto, Rogério Puhl, Éder Minetto e Marcus Comparin buscaram um nome feminino para o estúdio para equilibrar com a quantidade de homens do estúdio.

As influências ficam nas cores vibrantes e propostas alegres dos trabalhos de artistas tipicamente brasileiros, tentando desenvolver um projeto universal. Buscam como inspiração observar os trabalhos do Estúdio Collectivo e do Estúdio Mopa.

Para uma marcar irreverente, nada mais natural para Toddy que customizar sua vaca "ao vivo". A ação, idealizada pela agência Cubocc, ainda prevê interação com aplicativo, distribuição de brindes e eventos. Acesso pelo facebook ou pelo twitter. Para companhar ao vivo!

A Cow Parade acontece até dia 21 de março, nas principais avenidas de São Paulo, shoppings, estações de metrô e outros lugares de grande acesso por parte do público.

Riquezas pra quem?

Abro o espaço para o Artigo do Deputado Federal Marcelo Itagiba (PSDB-RJ) publicado hoje no Jornal do Brasil

Indignados com a proposta de rompimento do pacto federativo, do ato jurídico perfeito e do contrato vigente que a famigerada Emenda Ibsen ameaça provocar nas finanças do Estado do Rio de Janeiro e dos municípios produtores de petróleo e gás, os cidadãos fluminenses vão hoje à Candelária.

Vão protestar contra a calamitosa situação criada lá trás pelo presidente Lula – ao propor a substituição do sistema de concessão pelo de partilha – e apoiada, equivocadamente, naquele momento pelo governador Sergio Cabral.

Foi exatamente a proposta de mudança do regime vigente previsto na Constituição de 1988 que abriu brecha para a iniciativa que levou à revolta dos cidadãos do Rio de Janeiro. Sofremos uma amarga derrota no plenário da Câmara, onde 369 votavam a favor da Emenda Ibsen e somente 72 foram contra, numa violação flagrante dos direitos da minoria, a despeito da brava atuação da bancada fluminense em defesa do Rio.

De qualquer forma, hoje, na Candelária, o momento é de ação suprapartidária, acima dos pequenos interesses, em prol do Rio e com o propósito de reunir forças para promover as devidas correções de rumo. O nosso estado nunca recebeu nada de mão-beijada. Querem subtrair uma conquista.

Afinal, os pagamentos de royalties e participações especiais aos estados e municípios produtores são uma forma de compensar a não incidência do ICMS no local de origem da extração do petróleo e os gastos decorrentes das ações contra o impacto ambiental e social causado pela exploração.

A solução ideal que proponho é o estabelecimento de que a cobrança do ICMS seja feita para todos os produtos, invariavelmente, na origem. A mudança seria extremamente justa com os estados e municípios exploradores de petróleo – único produto que, excepcionalmente, tem o imposto cobrado nas regiões nas quais é distribuído. Se não for possível a solução ideal, lutemos contra a mudança do regime de concessão pelo de partilha.

Mas, de imediato, a prioridade é derrubar a emenda. Caso o Congresso Nacional não o faça, o Supremo Tribunal Federal (STF) o fará, pois é flagrante que a ela fere o artigo 20 da Constituição Federal, segundo o qual quem tem direito aos royalties são os estados e municípios em cujos territórios ocorre a extração.

Se a União está decidida a beneficiar ainda mais os estados e municípios não-produtores – que já recebem dividendos do petróleo, por meio de um fundo especial –, que o faça distribuindo o montante da parte que lhe cabe.

Temos que lutar pela manutenção do regime de concessão. Com ele, o Estado do Rio de Janeiro e os seus municípios que têm petróleo, mesmo sendo responsáveis por 85% da produção nacional e não sendo compensados de modo proporcional às riquezas que geram, receberam, de 1999 a 2008, 43% (R$ 21,8 bilhões) dos R$ 50,4 bilhões de royalties pagos naquele período de dez anos.

No mesmo período, 21% (R$ 10,7 bilhões) dos royalties foram pagos aos demais estados e municípios produtores. A União ficou com 28% (R$ 14,2 bilhões). Ao Fundo Especial, que repassa verbas para os estados e municípios não-produtores de petróleo, foram destinados 7% (R$ 3,7 bilhões).

Em relação à divisão dos pagamentos correspondentes às “participações especiais” nos lucros, o Rio e os seus municípios produtores (de 1999 a 2008) ficaram com 49% (R$ 24,4 bilhões) do montante de R$ 50,2 bilhões. A União ficou com 50% (R$ 25,1 bilhões). Os demais estados e municípios receberam 1% (R$ 0,7 bilhão).

Em resumo: mesmo recebendo aquém do que deveria, o Estado do Rio de Janeiro e seus municípios que respondem por 85% da produção nacional ficaram com 45% (R$ 46,2 bilhões) dos R$ 100,6 bilhões pagos durante uma década em royalties e participações especiais.

Ou seja, é inegociável a manutenção de um rendimento de quase R$ 5 bilhões/ano – a projeção o eleva ao patamar de R$ 7 bilhões/ano – do qual depende, vitalmente, a economia do nosso estado.

Vamos à Candelária em defesa do Rio e em protesto à emenda, cujo autor é do PMDB, mesmo partido do governador do Rio e do líder do governo na Câmara Federal que, estranhamente, momentos antes da votação, se declarou favorável à emenda, mesmo tendo, na condição de relator, apresentado parecer contrário.

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Em apoio ao estado, deixo aqui o espaço aberto para todos os comentários e apoios.

abs,

O incentivo cultural

Texto convidado. Abro um espaço para conversarmos sobre a lei Rouanet

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Muito se critica o fato de que são poucos os proponentes que conseguem patrocínios de empresas via lei Rouanet.

Além disso, sabe-se, realmente, que somente 1 entre cada 5 projetos que pleiteiam os benefícios da lei, aprovados pelo Ministério da Cultura, conseguem efetivamente conquistar um patrocínio empresarial.

Boa parte dos críticos de plantão - principalmente os artistas e produtores que não conseguem captar - usa esse argumento para afirmar que o sistema é falho. E que deveria ser mudado.

Trata-se de uma meia verdade. A concentração realmente existe. Mas ela tem uma explicação muito lógica, é uma conseqüência natural e mais: é um reflexo direto da estrutura macroeconômica do Brasil.

Em primeiro lugar é preciso se pensar que quando se coloca a decisão sobre o que se deve ou não patrocinar nas "mãos" de grandes empresas é natural e lógico que elas façam isso por critérios que elas, empresas privadas, guiam-se no seu dia-a-dia: pelo critério de quem dará o melhor resultado, de quem fará o melhor projeto, o mais competente... de quem obterá mais retorno para a empresa, para sua marca e seus produtos.

São critérios naturais de grandes empresas que se pautam em seus cotidianos por isso: conseguir bons resultados. E não há mal nenhum em se transferir tal mentalidade para a produção cultural brasileira - de só se selecionar projetos competentes e que tragam resultados concretos.

Nesse contexto, é natural que elas, as empresas, especialmente as privadas, priorizem escolher produtores e artistas com alta capacidade de execução do projeto cultural. É assim que as companhias fazem em seu dia-a-dia, por exemplo, na escolha de fornecedores.

Então, é lógico e conseqüente que empresas acostumadas ao resultado priorizem artistas e produtores com expertise no planejamento e na gestão de projetos. E, verdade seja dita, isso ainda é uma coisa escassa entre aqueles que lidam com produção cultural no Brasil.

Além disso, há uma definição na lei Rouanet que incentiva essa centralização de poucos e grandes proponentes: a letra da lei permite que empresas patrocinadoras criem suas próprias instituições culturais sem fins lucrativos, que passam então a canalizar boa parte dos patrocínios incentivados da empresa. Por exemplo, as entidades culturais dos bancos, como o Itaú Cultural, o Instituto Moreira Salles etc.

Mas isso também não é necessariamente um defeito. Muito pelo contrário. Basta freqüentar esses locais para sentir na pele que a absoluta maioria dessas entidades culturais de empresas são modelos de qualidade de produção cultural, além de serem bons exemplos que ajudam a fomentar em outras companhias o desejo pelo investimento em cultura.

E vamos e venhamos até mesmo a associação de amigos da Funarte, órgão do próprio Ministério da Cultura, tem sido uma das grandes captadoras de recursos via lei Rouanet junto às empresas, ajudando a aumentar ainda mais essa concentração de poucos e grandes produtores.

Além disso, há o fato inegável de que essa concentração de patrocínios é um reflexo da própria concentração econômica do Brasil.

Muito se critica, por exemplo, que o Sudeste seja a região do país que mais capte recursos via lei Rouanet. Pois é perfeitamente natural: se o Sudeste é a região que mais gera recursos, se é o local onde está grande parte das maiores empresas, então é conseqüência lógica que ele capte mais recursos do que a região Norte, por exemplo.

E mais: a própria estatística de distribuição de recursos do Fundo Nacional de Cultura - que é um investimento direto do Governo - mostra uma distribuição de recursos muito similar a que ocorre na lei Rouanet.

Por fim, há uma questão de ordem prática e muito delicada de se abordar: a competência dos projetos aprovados que chegam às empresas.

Ao se olhar mais perto, por exemplo, a pauta de aprovação de projetos de uma reunião da CNIC (Comissão Nacional de Incentivo à Cultura) - órgão do Ministério da Cultura que faz análise e aprovação dos projetos que pleiteiam a lei Rouanet - vai se encontrar ali literalmente de tudo: de uma pequena ONG que aprovou um projeto com a melhor das intenções, mas cujo projeto, por falta de experiência e expertise, é muito mal formatado, do ponto de vista do potencial de execução, até projetos claramente feitos para apenas e tão somente gerar dinheiro aos produtores, sem nenhuma ou pouca justificativa realmente cultural.

Então, antes de se criticar a centralização da lei Rouanet é preciso se discutir a profissionalização do gestor cultural brasileiro. É preciso debater sobre até que ponto a centralização do uso da lei Rouanet em poucos, grandes e renomados produtores culturais é realmente uma falha do sistema. Ou simplesmente um reflexo da sociedade brasileira, incluindo aí a pouca experiência dos nossos profissionais que querem produzir cultura no país.

Na verdade, a lei Rouanet é uma lei "inchada" de projetos - algo também muito natural para uma legislação que permite que qualquer produtor cultural - independente de sua experiência - apresente projetos culturais e busque patrocínios.

Mas é muito importante destacar também que mesmo que conseguíssemos - em hipótese - separar "o joio do trigo" entre os projetos apresentados ao MinC, aprovando somente as boas ações, realmente relevantes, de gente séria, experiente, que realmente tem condições de ser executada, ainda assim "metade" do projetos apresentados não conseguiria patrocínio.

Nesse caso, a solução é que haja mais investimentos diretos do estado em projetos que não passam pelo 'crivo empresarial', através de editais públicos, como os fundos setoriais propostos pela atual gestão do MinC. Mas sem dividir o recurso que já existe e, principalmente, sem dirigismo na seleção.

Mas esse investimento direto governamental é escasso, considerando que o orçamento do Ministério da Cultura, embora aumentado recentemente, ainda está longe do aconselhado, por exemplo, pela Unesco, para orçamentos governamentais ideais para a cultura, que seria de pelo menos 2%.

Pelo que se vê, o buraco da cultura no Brasil é sempre mais embaixo.

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O texto acima é de Antoine Kolokathis email é um dos mais atuantes produtores culturais do país. É diretor-fundador da Direção Cultura, produtora cultural de Campinas que em 10 anos de existência já produziu dezenas de grandes projetos culturais gratuitos, aprovados em lei de incentivo à cultura, sempre visando educação e formação de público.

E você, o que acha?

abs,

O Individualista

Em recente post, minha Luz, Luma, postou o seguinte causo:

Conversa vai e vem, deslanchou sobre uma 'conhecida' nossa, tão chata e sem desconfiômetro a respeito da própria chatice, que mesmo estando munida dos melhores princípios feministas eu não seria capaz de defendê-la. (...) Então, quando um dos meus amigos comentou que 'fulana' atravessa as conversas, impõe sua presença e vive tentando monopolizar grosseiramente as atenções, outro amigo replicou: "Isto é porque ela foi muito gostosa quando era mais jovem".

Achei que o sexismo, a misoginia ou seja qual for o nome do preconceito deles contra as mulheres estava indo longe demais e quis interferir, mas daí esse mesmo amigo, continuou a falar: "... As mulheres muito desejadas ficam mal-acostumadas. Durante muitos anos da vida delas, basta entrarem numa sala para monopolizar todos os olhares. Basta falarem um "a" que todos os homens lhes darem atenção, querendo concordar com qualquer coisa que elas digam". Porém - e, como dizia Plínio Marcos, sempre tem um porém - é inevitável que um dia essa moleza acabe. (...)

Foi com uma certa amargura que tive que concordar que o comentário deles à respeito da nossa 'conhecida' chata tem valor didático para todas as mulheres (...)


Mesmo com comentários positivos ou negativos, eu não gosto de ficar em cima de muro quanto à alguns assuntos. Meu comentário para Lu à este post foi, "Concordo e discordo", pois bem, vamos analisar. Luma tocou em alguns pontos mal resolvidos de nossa sociedade. Dentro desta conversa que se passou, há inúmeros debates de modos vivendis, e tudo se resume à um foco: Qual nossa visão do mundo? Quando uma imagem passar por nossos olhos, o que anexamos em nosso cerebelo?

Vamos debater a história em meu ponto de vista.

Acredito que o rapaz que fez a citação, "Isto é porque ela foi muito gostosa quando era mais jovem", deixou claro sua visão à mulher citada. A realidade é simples, ela já nasceu do jeito que é hoje. O problema, é que os homens, inclua-se este rapaz, sequer prestava atenção ao que esta mulher dizia nos tempos que tinha uma bela aparência. Ou seja, anunciou ao mundo que, para ele, é indiferente o que a mulher dizia, queria fazer ou queria debater, o foco era sempre seu busto ou bumbum, esse era seu único pensamento.

Temos uma outra linha que destaco, "... As mulheres muito desejadas ficam mal-acostumadas." Infelizmente eu concordo, em partes. As mulheres tendem a obter um tratamento bem diferenciado dos meninos desde seu nascimento, isto não quer dizer que há segregação sexual, mas sim, um modo de ensino diferente que buscar criar um ser de boa índole, que queira trabalhar, ter uma vida, casar, filhos, etc... Como todo bom ser humano deve ser.

Contudo, tivemos essa decadência em nossa sociedade de 200 anos à cá. Que tem como principal foco, a manipulação de imagens do ser humano e transforma-los em objetos de desejo. "Se eu comprar esse carro, vou pegar gostosas..., se eu comprar esse desodorante, milhares de mulheres virão correndo atrás de mim"... Pessoalmente acho que qualquer comercial que tenha este ponto de vista, é um tapa na cara de todos os homens dizendo: "Você é feio, tem uma péssima auto-estima e precisa da ajuda para conseguir mulher". E ofende as mulheres ao tratá-las como objeto sexual... Mas, perai.. E a mulher e o homem que fizeram o comercial, por que toparam? Pela grana, simples. E nem sabem exatamente o que estão fazendo. Essa bobagem de vender "bunda" em comercial e você comprar um produto linear, nocivo e desnecessário, já vem de antes de nossos avós.

Então, vamos organizar as idéias. Temos dois pontos de vista, o meu e a do rapaz que, talvez, considera um tipo de padrão de mulher como "gostosa", o padrão cerveja de ser.

Se ela foi mimada, até quando estava em seus dias de ouro, a culpa foi de todos. Dela por aceitar, dos homens que a trataram bem e logo após, mal, por sua falta de “boa aparência”. [Sim, tratar mulher bem, por causa de sua beleza é um pecado que homens fazem para a luxuria, e no fim, obter resultados catastróficos, tanto em sua vida quando em sua alma], e culpa da sociedade que acha isto tão divertido e rentável, que acaba causando esses momentos em que, praticamente, qualquer roda de papo de homem, tem que ter uma "gostosa no meio”.

A beleza é insustentável para qualquer ser humano, não nascemos para orar por nosso corpo, mas, para viver e ser feliz. Responda-me rápido, leitor. Tanto o homem que fez o comentário, quanto à mulher citada como chata, são felizes? O que pensam de um relacionamento? O que querem para suas almas e seus corações?

Posso citar alguns pecados capitais que poderiam responder perfeitamente as perguntas. Mas deixo isto com vocês.

Claro que não irei somente dizer que este rapaz foi incoerente demais, as mulheres fazem o mesmo. O assunto, invertido, seria da mesma maneira. Elas falando do corpo dele e seu rosto, e incluiriam nesta conversa sua dificuldade dele em distinguir a esquerda da direita. Quer um exemplo? Assista qualquer novela global. Verá o que digo.

[Mudando de assunto. Continuando no contexto...]

Talvez seja neste ponto que as mulheres ficam para trás, o tempo é injusto com ambos, mas os homens são mais aceitáveis na sociedade atual por conta de aceitarem a própria idade. Pode ver, leitor, o que não aceita a idade, vira um boneco de plástico, mas a ocorrência disto é bem menor se comparar com as mulheres. 70% , pelo menos, fazem algo para parecerem mais jovens, mas qual o motivo? Não sei. Como citei em um texto, envelhecer é tão bom.

Tenho uma opinião quanto à necessidade de parecer jovem.

Acredito que querem igualar a idade que gostariam de ter com a experiência de vida atual. Em resposta eu digo: Quando chegar a este ponto, acredite, é tarde demais.

Então, me pergunto, por que não aprendem agora o que lhe faz bem, feliz e completa? Ao invés de entrar na boca alheia e ser reconhecida como ex-gostosa chata em roda de amigos no futuro próximo? ...

[back on track...]

Para as necessitadas de atenção - ou não -: Antes de querer chamar atenção de qualquer pessoa, seja intencional ou não, chame atenção de si mesma no espelho, em seu conhecimento, no modo de andar, de falar, de pensar. De agir. Seja feliz com você antes de tudo.

E você que adora selecionar mulheres como se fossem figurinhas colecionáveis: Preste mais atenção nas suas adorações. Garanto que, pelo menos, 80% do que acha que gosta é pura manipulação de terceiros. Afinal, parou para pensar na vida ultimamente?

Conheça a ti mesmo, viverá melhor e feliz.

Agora, viu como tudo é questão de ponto de vista? Esse foi o meu, acredito que alguns concordarão, outros não. E muitos não vão querer entender o que escrevi.

E como citei acima, esse pequeno bate papo descrito pela Lu, é um reflexo de um assunto maior, antigo e com muitos pontos únicos à seres debatidos. Quando vir um homem dando em cima de uma mulher “gostosa”, aos olhos dele, pare, veja, e entenda a consequência da situação e o peso que tem o que a pessoa acabou de fazer. Tanto o homem que conjeturou, quando a mulher que aceitou com um sorriso. Este simples momento, contará todo passado da sociedade e o que aceitamos até hoje.

abs,

Compaixão da Morte

Diversos jornais do mundo publicaram recentemente a notícia do apresentador britânico Ray Gosling, que confessou na TV ter matado por piedade seu amante em estado terminal. Gosling afirmou, em programa da BBC, que sufocou no hospital o namorado que sofria terríveis dores em decorrência do vírus HIV. Seu comportamento teve como motivação um pacto, selado por ambos, em que optaram pelo suicídio assistido como solução para o sofrimento insuportável. De acordo com os noticiários, o caso acordou a discussão no Reino Unido sobre eutanásia e suicídio assistido.

Como avaliar do ponto de vista da moral cristã a decisão de Gosling? Será que tal comportamento motivado pela compaixão se justifica? Para respondermos a tais questões, devemos entender, primeiramente, o significado de eutanásia. Do grego eu = bom, e thanatos, = morte, o termo eutanásia significa a "boa ou doce morte". Na encíclica O Evangelho da Vida, o Papa João Paulo II afirma o seguinte: "Por eutanásia, em sentido verdadeiro e próprio, deve-se entender uma ação ou uma omissão que, por sua natureza e nas intenções, provoca a morte com o objetivo de eliminar o sofrimento".

O Papa vê nessa prática um dos sintomas da "cultura da morte" e denuncia o crescimento de uma mentalidade que marginaliza as pessoas idosas, deficientes e vulneráveis. A partir de critérios de eficiência e produtividade, essas vidas são consideradas descartáveis. Sendo assim, o melhor a fazer é eliminar tais pessoas, recorrendo a argumentos como respeito à autonomia e direito à morte.

No entanto, antes ainda de falar do direito à morte, temos de lutar para que o direito à vida já existente seja honrado, até porque muitas vezes esse maravilhoso dom é abreviado "antes do tempo", em escala social, por causa da violência, da pobreza, da falta de recursos socioeconômicos que garantam a todos o direito não só de viver, mas de viver com dignidade. É chocante, e até irônico, constatar que a mesma sociedade que nega o pão, o emprego, a saúde, a educação, pretenda oferecer, como prêmio de consolação, a mais alta tecnologia para "bem morrer".

A decisão tomada pelo apresentador britânico recai em um caso particular de eutanásia, ou seja, o suicídio assistido. Também na encíclica O Evangelho da Vida, o Papa esclarece que o suicídio, sob o perfil objetivo, é um ato gravemente imoral, "embora certos condicionamentos psicológicos, culturais e sociais possam levar uma pessoa a realizar um gesto que tão radicalmente contradiz a inclinação natural de cada um à vida, atenuando ou anulando a responsabilidade subjetiva".

A tradição da Igreja sempre recusou o suicídio como escolha gravemente má porque "comporta a recusa do amor por si mesmo e a renúncia aos deveres de justiça e caridade para com o próximo, com as várias comunidades (família, amigos, Igreja, trabalho etc.) de que se faz parte e com a sociedade no seu conjunto". E a sociedade, o que diz? Até agora, nada.

Sendo assim, o chamado suicídio assistido, ou seja, o compartilhamento da intenção de alguém suicidar-se, ajudando-o a realizar tal ato, significa "fazer-se colaborador e, por vezes, autor em primeira pessoa de uma injustiça que nunca pode ser justificada, nem sequer quando requerida".

A avaliação moral da eutanásia e do suicídio assistido deverá sempre considerar que a vida humana é inviolável, ainda que marcada pelo drama da dor e do sofrimento. Ninguém, por sua própria vontade, se dá o direito de vir à existência. A vida é dom - seja ele divino ou científico. Da mesma forma, ninguém tem o direito de matar quem quer que seja ou destruir sua própria vida. Além disso, devemos rejeitar toda e qualquer consideração utilitarista da vida humana.

Deve-se buscar sempre o verdadeiro motivo que leva alguém a pedir a morte. No fundo das várias solicitações de eutanásia e de suicídio assistido, existem profundas angústias, experiências de solidão, abandono e falta de solidariedade. O que a pessoa realmente necessita é de melhor assistência, tratamento personalizado, espiritualidade e muita ternura humana. A pessoa deve ser valorizada de modo integral, não só como um "corpo" doente, mas como pessoa, alguém que possui um nome, um rosto, uma história, uma dignidade a ser defendida e promovida. É fundamental que o cuidado integral em relação ao enfermo na fase terminal seja ainda mais humanizado.

Ao paciente que se encontra diante da morte iminente e inevitável e também àqueles que estão ao seu redor - sejam familiares, amigos ou profissionais de saúde - deve ser dada toda ajuda possível para que enfrentem com naturalidade a realidade dos fatos, encarando o fim da vida não como uma doença, para qual se deva achar a cura a todo custo, mas sim como condição que faz parte do nosso ciclo natural.

E você, o que faria?

abs,

Uma vergonha?

Começo o ano com um texto de Luciano Pires.

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ERIBERTOS E FRANCENILDOS

Bem, o ano começa quente. Na edição de 31 de dezembro de 2009 do "Jornal da Band", dois garis apareceram desejando felicidades aos telespectadores. Entrou então a vinheta da emissora e, sem saber que o áudio estava sendo transmitido, o jornalista Boris Casoy, que apresenta o noticiário, comentou:

- Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.

O vídeo com o comentário foi ao ar pela internet e o mundo desabou sobre a cabeça de Boris Casoy. Li de tudo a respeito do acontecido e tirei minhas conclusões:

1. A frase de Boris é um desastre no conteúdo e na forma como foi dita. O conteúdo é feio, revela preconceito sim. A forma é debochada. Mas duvido que qualquer um de nós não seria crucificado em praça pública se tudo o que pensamos e dizemos em particular fosse tornado público. E quem disser que não é assim está sendo hipócrita.

Você acredita que a frase define o caráter de Boris Casoy? Eu não.

2. Não conheço Boris pessoalmente, mas a frase parece um desabafo. Ele deve estar de saco cheio com alguns integrantes de sua equipe ou com a forma como o programa é produzido. Provavelmente está na posição de rainha da Inglaterra, com muito poder de direito e nenhum de fato. E tendo que engolir sapos. Se aparecesse um elefante cor-de-rosa ele reclamaria do elefante. Se fosse um padre ortodoxo ele reclamaria do padre. Foram os garis, ele reclamou e a fala foi ao ar. Dançou.

3. A argumentação de que ele disse o que disse por ser da "elite", rico, direitista ou até - como li em alguns blogs - nazista, é uma estupidez. Boris Casoy é um ser humano como qualquer um de nós. Politizar o que ele disse é um método que só engana trouxas. Outros vídeos (que publiquei em meu site no http://bit.ly/74URdn ) mostram ocasiões em que políticos cometeram escorregões parecidos - ou até piores - que os do Boris, e que também se transformaram em escândalos políticos.

4. Nenhum movimento indignado apareceu quando ele disse "isso é uma vergonha" para as sacanagens e roubalheiras de políticos e banqueiros.

Afinal, ele batia nos poderosos...

Mas no Brasil do pobrismo, onde se executa um jogo sem precedentes de incentivo à luta entre classes, um brasileiro bem educado, opiniático, com poder e bem sucedido como Boris Casoy é um prato cheio. Boris simboliza tudo aquilo que está sendo vendido aos brasileiros como a essência do mal: os loiros de olhos azuis. Mesmo não sendo loiro nem tendo olhos azuis.

Boris errou, sim. Pediu desculpas e vai arrepender-se pelo resta da vida.

Os dois garis já perdoaram Boris e para eles o episódio acabou. Mas preste muita atenção nos próximos acontecimentos. Os dois pobrezinhos que foram ofendidos pelo rico poderoso serão utilizados como bandeira ideológica até cansar. Quando não sevirem mais, voltarão a seu dia-a-dia humilde, como aconteceu com o caseiro Francenildo Costa, cujo testemunho ajudou a derrubar o ministro Palocci. Ou com o motorista Eriberto França que ajudou a derrubar Collor.

Os garis do Boris agora são eribertos e francenildos: gente humilde sendo utilizada como instrumento político por poderosos.

E isso é uma vergonha.


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Então, faço das palavras de Luciano, as minhas. Me diga, quem é a vergonha?

abs,

Qual é a sua cara, Brasil?

Identidade costuma ser um conjunto de características próprias com as quais se pode diferenciar pessoas, marcas ou empresas umas das outras. Posicionamento é uma ferramenta de marketing para transformar uma dessas características no diferencial mais adequado na batalha pela percepção das pessoas, dos consumidores, dos usuários, dos shoppers.

Pois bem, no último 23 de novembro, o reconhecido ator Robin Williams, uma celebridade, declarou em um dos programas mais vistos da televisão norte-americana, no David Letterman Show, que o Rio de Janeiro foi escolhido para sede da Olimpíada de 2016 porque "Chicago mandou Oprah e Michelle (Obama, a primeira-dama dos EUA) e o Rio mandou 50 strippers e meio quilo de pó. Não foi muito justo".



Foi uma piada de mau gosto, vinda de um bem-sucedido humorista conhecido pelo seu estilo corrosivo politicamente incorreto, na qual eu mesmo sou fã. Nós vamos, com quase absoluta certeza, assistir a alguns políticos exigir uma desculpa pública. Não vai adiantar muito.

Vamos tentar aprender coletivamente.

O Brasil nunca se posicionou como país ou como marca. Não existe uma palavra ou um pensamento sucinto que defina o país e o diferencie dos outros. O Brasil tem muitas identidades, provenientes da sua grande diversidade. Alguns turistas podem jurar que foram extremamente bem recebidos e que voltarão mais vezes. Outros foram assassinados por um pivete e seus parentes não querem escutar sobre o Brasil.

Meu ponto de vista: não existe um posicionamento construído para o Brasil.

Muitos estrangeiros imaginam uma terra colorida, solar, naturalmente musical e generosa. Outros pensam nas bundas das mulatas que ilustraram por anos os pôsteres da Embratur. Alguns, que lêem as notícias, podem imaginar uma terra cheia de drogas e de marginais. Os que lêem estatísticas podem imaginar um país corrupto, onde tudo tem um preço.

Veja abaixo um dos videos promocionais para as Olimpiadas 2016, uma pergunta à você que é do Rio. Tem tanta gente cantando por ai ultimamente?



Enfim, identidade e posicionamento são construções mentais que nesse momento estão nas cabeças das pessoas. Não estou falando de verdade ou realidade, mas de percepção de realidade por uma mente humana.

Quanto à identidade do Brasil, precisamos votar com consciência nas próximas eleições. Somos capazes? E você, já pensou na sua identidade e no seu posicionamento próprio?

Fica a dica de saudosos; Cazuza - Brasil:



abs,