O Prazer de Bem Escrever

Sim, todos podem escrever bem – e, principalmente, gostar de escrever. Para isso, é preciso vontade e perseverança. E o resultado é compensador. É com este foco: estabelecer uma relação de prazer com a escrita, que chega às livrarias de todo o País, o livro Escrita criativa – O prazer da linguagem (132 pp., R$ 29,90), lançamento da Summus Editorial. Nele, a consultora em comunicação e RH Renata Di Nizo compartilha com os leitores sua vasta experiência, oferecendo várias técnicas de criatividade que possibilitam escrever com desenvoltura. “O primeiro passo é superar o famoso branco, fazer as pazes com o crítico interno para ganhar a fluência desejável. De fato, o jorrar de idéias é intrínseco à habilidade de escrever”, afirma Renata. O lançamento acontece no dia 18 de novembro, a partir das 19h, na Livraria Martins Fontes – Av. Paulista.
 
De acordo com a autora, qualquer pessoa pode desenvolver e aprimorar a competência da escrita. Renata reconhece que articular as idéias com clareza e simplicidade requer prática e aperfeiçoamento contínuos. Para isso – tanto em seus livros quanto nos workshops e palestras que ministra – apresenta técnicas de criatividade. “Quando pensam em escrever, muitas pessoas ficam preocupadas com a gramática e inibem o processo criativo. Nenhum texto consegue ser convidativo assim. Escrever corretamente é fundamental, afinal, todos esperam que seu português seja impecável. Entretanto, se a pessoa não respeita a primeira etapa de criação, dificilmente o texto atingirá o seu propósito. Dosar intuição com lógica, criação com edição é o caminho”, diz. 
 
Dividido em três partes: “Os caminhos da escrita”, “Etapas da escrita” e “Técnicas de criatividade”, o livro é indicado para todas as pessoas que desejam se comunicar melhor por escrito: profissionais que necessitam elaborar e-mails e relatórios; acadêmicos cuja maior preocupação é redigir, com clareza e exatidão, o resultado de suas pesquisas; e estudantes – principalmente aqueles que enfrentarão a tão temida redação dos vestibulares.
 
Desta forma, a obra torna-se leitura essencial também para quem pretende escrever seu primeiro livro e para todos os que sofrem do famoso “branco” na hora de escrever. “Além dos aspectos formais, o segredo de escrever bem está em descobrir a própria criatividade. Nela, encontramos as bases sólidas e palpáveis e, inclusive, o combustível para perseverar”, pontua Renata.
 
A autora
 
Consultora de comunicação há mais de 20 anos, Renata Di Nizo viveu 12 anos na Europa pesquisando e trabalhando em projetos de criatividade e expressão. Lá, integrou o ateliê de criação e experimentação pedagógica do Instituto de Ciências da Educação da Universidade de Barcelona e formou-se em Artes Cênicas pela Escola Superior de Arte Dramática de Barcelona.
 
De volta ao Brasil, publicou o livro Sem crise (Editora Elevação, 2001) e fundou sua empresa, a Casa da Comunicação – onde realiza palestras, consultoria individual e treinamento em expressão, tanto oral como escrita, foco e criatividade, além de comunicação interpessoal (abordagem central de seu mais recente livro). Em 2007, lançou o livro O meu, o seu, o nosso querer – Ferramentas para a comunicação interpessoal, que deu continuação ao título anterior: A educação do querer” - Ferramentas para o autoconhecimento e a auto-expressão.
 
Entre as empresas que Renata atende na Casa da Comunicação estão: Banco Real, Whirlpool,  Sabesp, Perdigão, Rhodia Poliamida, Saint Gobain Abrasivos, Saint Gobain Vidros, Grupo Ultra – Ultragas, IBM, 89 FM – A Rádio Rock,  BSHG Continental, ECOLABE, Editora Abril, Editora Segmento, Indústria e Comércio de Ferramentas Especifer Ltda, IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas da USP), Metalúrgica Metalmix, OAS, Petrobras, Rádio Metropolitana FM.

El Cinéfilo

Tive uma juventude cinéfila e um dos responsáveis foi Danny Peary. Quem é Peary? Sim, um crítico menor, sem a grandeza de Pauline Kael (já morta) ou David Thomson (ainda vivo). Mas Peary tinha um paladar idiossincrático e o seu "Alternate Oscars", um livrinho encantador onde Peary revisitava a história do principal prémio cinematográfico, foi lido e relido com uma atenção escolástica.

No livro, Peary propunha-se "corrigir" as escolhas da Academia de Hollywood, um bom pretexto para viajar pela história do cinema americano durante seis décadas, de 1927 a 1991 (o exercício, inexplicavelmente, terminava em 1991). E a estratégia de Peary era simples: de ano em ano, o autor fixava-se nas três categorias principais do Oscar (melhor filme, melhor ator, melhor atriz) e depois explicava por que motivo a Academia falhou na esmagadora maioria das vezes.

Exemplos? Fácil: em 1930, "Cimarron" venceu o Oscar de melhor filme, Lionel Barrymore o Oscar de melhor ator (por "A Free Soul/ Uma Alma Livre") e Marie Dressler o Oscar de melhor atriz (por "Min and Bill"). Três escolhas, três erros, escrevia Peary. Em 1930, "City Lights/ Luzes da Cidade", de Chaplin, deveria ter ganho para melhor filme; Edward G. Robinson para melhor ator (em "Little Caesar/ Alma no Lodo"); e Marlene Dietrich para melhor atriz (em "Morocco"). E depois, com argumentação inteligente e cuidada, Peary justificava cada escolha.

Em 64 anos de premiação, por exemplo, Hollywood falhara 58 vezes no Oscar de melhor filme. Ou, inversamente, a Academia acertou apenas em 1929 ("All Quiet on the Western Front/ Sem Novidade no Front"), em 1943 ("Casablanca"), em 1961 ("West Side Story/ Amor, Sublime Amor"), em 1972 ("The Godfather/ O Poderoso Chefão"), em 1977 ("Annie Hall/ Noivo Neurótico, Noiva Nervosa") e em 1986 ("Platoon"). Nos atores, falhou 54 vezes; nas atrizes, 48. E houve casos --o ano de 1963, em que o vencedor foi "Tom Jones"-- em que nenhum filme deveria ter ganho o principal prémio.

Verdade que o livro de Peary era pessoalíssimo e megalómano. Mas, por causa dele, revisitei o cinema clássico de Hollywood, só para confirmar as escolhas do crítico. Sim, concordei com ele sobre a importância incomparável de Cary Grant (jamais premiado) ou Judy Garland (idem). E nunca a sintonia foi tão completa como no ano mágico de 1946: o Oscar de melhor filme foi para "The Best Years of Our Lives/ Os Melhores Anos de Nossa Vida", quando deveria ter premiado "It's a Wonderful Life/ A Felicidade Não se Compra" (diz Peary e digo eu). Sem falar do ator e da atriz desse ano: o Oscar de melhor ator foi para Frederic March (por "Os Melhores Anos de Nossa Vida") quando deveria ter premiado James Stewart (por "A Felicidade Não se Compra"). E Ingrid Bergman (em "Notorious/ Interlúdio", de Hitchcock) perdeu para Olivia de Havilland (em "To Each His Own/ Só Resta uma Lágrima"). Injusto, injusto.

Mas verdadeiramente injusto foi Danny Peary ter ficado em 1991 quando a Academia de Hollywood vai para suas indicações de 2009. Dezoito anos sem a sabedoria de Peary não são apenas uma lástima para seguidores como eu; são um convite para que alguém assalte o trono do Mestre e decrete os erros da Academia desde 1991.

abs.

Dia Nacional do Combate a Tuberculose

Em 17 de novembro, comemora-se o Dia Nacional do Combate a Tuberculose. Embora a medicação para o tratamento seja oferecida gratuitamente pelo Governo Federal, a doença é a quarta maior causadora de mortes entre os males infecciosos e continua entre as dez que mais provocam hospitalizações no Brasil.
 
Segundo o dr. Sidney Bombarda, diretor da Sociedade Paulista de Pneumologia e Tsiologia (SPPT), isso acontece porque a doença tem uma relação direta com a desigualdade social e também porque alguns pacientes abandonam o tratamento antes do término previsto. Muitos acham que já estão curados nos primeiros três meses de tratamento, período em que apresentam uma melhora significativa.
 
“O tratamento deve feito, no mínimo, por seis meses”, alerta o especialista. “A interrupção do tratamento pode ocasionar a resistência aos medicamentos que inicialmente têm uma eficácia bastante significativa”. 
 
Dr. Bombarda cita uma estratégia mundial importante no controle da doença, que é o tratamento supervisionado, disponível em todo o Brasil.  Nessa modalidade de tratamento, um profissional de saúde acompanha o uso dos medicamentos pelo doente nas unidades de saúde ou mesmo na sua residência, evitando assim o abandono.  Isso garante o consumo do remédio durante todo o período necessário para a cura da doença.
 
Nesta forma de tratamento, são oferecidos alguns benefícios ao paciente como vale transporte, cesta básica e lanche durante a permanência na unidade de saúde. De acordo com o dr. Bombarda, a estratégia é eficiente e tem um impacto significativo na redução das taxas de abandono do tratamento. O pneumologista ressalta também que os medicamentos são altamente eficazes e, diferentemente de outros países, no Brasil são oferecidos gratuitamente pelo serviço público (SUS). 
 
Para o dr. José Eduardo Delfini Cançado, presidente da SPPT, as medidas de prevenção também são muito importantes no combate à tuberculose. A vacina BCG é eficaz principalmente contra as formas graves em crianças, também é gratuita e cobre quase 100% do território nacional.
 
Outra medida de prevenção é a quimioprofilaxia que consiste no uso de um medicamento isoniazido, em pessoas infectadas e com risco maior de adoecimento, como aquelas portadoras do vírus HIV.
 
Mas, sem dúvida nenhuma, a principal forma de prevenção da doença, além do tratamento adequado é o diagnóstico precoce, especialmente porque essa é uma doença transmissível. Para isso, é necessário informação. “É importante que todos saibam que a tuberculose acomete, nos dias de hoje, em torno de 85 mil pessoas no Brasil, e que a tosse é o sintoma mais importante da doença. Se ela persistir por mais de três semanas, pode ser tuberculose e deve-se procurar o serviço de saúde para uma avaliação adequada desse sintoma” explica dr Bombarda.

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Agradeço o dr. Sidney Bombarda pelas informações para publicação sobre o assunto aqui no Juliu's Pub

Sobre Câncer de Mama

Um procedimento inovador vem ajudado a amenizar o sofrimento de mulheres com câncer de mama no Ceará e Estados vizinhos. Trata-se da radioterapia intra-operatória da mama, técnica realizada unicamente no Hospital do Câncer do Ceará, nas regiões Norte e Nordeste. Com esta nova técnica, o tempo total de tratamento nos casos indicados de radioterapia na mama é reduzido para apenas alguns minutos durante a cirurgia, substituindo as aplicações diárias de radioterapia, que chegam a estender-se por seis semanas. Além do Hospital do Câncer do Ceará, apenas hospitais de dois estados do Sul (Rio Grande do Sul e Paraná) e dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) realizam o procedimento no Brasil.


Nos casos onde a paciente portadora de câncer de mama tem a indicação da cirurgia conservadora (retirando apenas um quarto da mama), é necessário realizar tratamento complementar com radioterapia sobre a mama operada. O novo procedimento diminui a possibilidade de que o tumor retorne. Com a radioterapia intra-operatória da mama, o tratamento é realizado no ato cirúrgico, de forma focada e potencializada através de um aparelho, fazendo a aplicação da radiação de uma única vez. Dessa forma, a paciente realiza a cirurgia e submete-se ao tratamento de radioterapia na mesma hora, diminuindo os transtornos físicos e emocionais do tratamento convencional, que leva cerca de 30 dias em média, com gastos de hospedagem, transporte, alimentação, entre outros.


Segundo o Dr. Fernando Melo, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital do Câncer do Ceará, o procedimento da radioterapia intra-operatória da mama vem sendo realizado por esse Hospital desde novembro do ano passado e desde então, seis mulheres já o realizaram. “Este procedimento é indicado a mulheres que estejam na fase inicial do câncer de mama e não tenham apresentado nódulos na axila”, conta. Os efeitos colaterais da radioterapia intra-cirúrgica se assemelham aos da radioterapia convencional.


Sobre o Instituto do Câncer do Ceará / Hospital do Câncer do Ceará


O Instituto do Câncer do Ceará (ICC)/Hospital do Câncer é uma instituição filantrópica com mais de 60 anos de atuação na área de medicina oncológica, sendo referência nas regiões Norte e Nordeste ao oferecer tratamentos de ponta aos seus pacientes. O ICC é composto de três unidades de atuação: o Hospital do Câncer, com o centro de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer; a Escola Cearense de Oncologia (ECO), que se destina a difusão do conhecimento técnico-científico em cancerologia; e a Casa Vida, que hospeda pessoas carentes e seus acompanhantes que chegam do interior do Ceará e de Estados vizinhos para fazer tratamento no Hospital do Câncer.