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Agradecimentos ao amigo Ronney Rocha pela ajuda.

abs, boa semana a todos

Em debate: “FilmeFobia”

No debate do longa “FilmeFobia”, de Kiko Goifman, integrante da Mostra Competitiva 35 MM do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro e exibido na noite do dia 20 deste mês no Cine Brasília, o crítico e protagonista do filme Jean-Claude Bernadet pediu que fossem abolidas as palavras ficção e documentário para categorizar os gêneros cinematográficos. “‘FilmeFobia’ é uma tentativa de estabelecer novas formas de narrativa da sociedade contemporânea”, afirmou Bernadet.

Em “FilmeFobia”, relata-se a história ficcional de uma equipe de cinema, liderada pelo documentarista Jean-Claude (Jean-Claudet Bernadet), que realiza um documentário sobre fobias humanas. No longa, trabalharam atores fóbicos e não-fóbicos e fóbicos não-atores. Em uma das cenas, o diretor Kiko Goifman explora sua fobia de sangue e torna-se um dos personagens do documentário. No debate, Goifman revelou que desmaiou três vezes durante as filmagens.

Bernadet ainda comparou o longa com o reality show “Big Brother”: “O ‘Big Brother’ é um fato estético da maior importância. O ‘FilmeFobia’ tem muito a ver com o ‘Big Brother’, eles são absolutamente contemporâneos”. Segundo o crítico, a construção da narrativa contemporânea é baseada na espetacularização da pessoa. Bernadet disse ainda que a metalinguagem é um conceito a ser superado, por ser um vestígio da narrativa clássica.

Sobre o processo de realização do filme, Goifman revelou que havia “roteiros secretos”, conhecidos apenas por parte da equipe, para que os atores reagissem espontaneamente às situações de fobia. “Mas os fóbicos reais sabiam detalhes do que iria acontecer”, explicou. O roteirista Hilton Lacerda contou que o roteiro foi elaborado como se fosse a montagem de um documentário e que os diálogos foram abolidos: “Seria mais interessante trabalhar com a ação e reação dos atores”, disse. Para ele, a possibilidade de trabalhar com o acaso é o elemento mais documental do filme.

“N.º 27” e “Cidade Vazia”

Já no debate do curta “N.º 27”, Marcelo Lordello disse que quis fazer um filme sobre amor-próprio. No filme, um garoto tem um mal-estar e passa por uma situação constrangedora na escola. Lordello revelou que o filme foi baseado na história real de um amigo que passou por uma situação similar “500 vezes mais traumática”.

Cássio Pereira dos Santos, diretor de “Cidade Vazia”, afirmou que pretendia fazer um filme sobre a morte “em seu lado paralelo”. “Em geral, a morte é tratada com melodrama. Eu quis fazer um filme sobre a morte de forma distanciada”, explicou.

E então, qual sua fobia?

Novamente agradeço muito à F&M Procultura Assessoria de Imprensa, também ao crítico e ator Jean-Claude Bernadet e o diretor Cássio Pereira dos Santos pelas informações e entrevistas ao Juliu's Pub.

Abs,

O Milagre de Santa Luzia

Em debate no Hotel Nacional promovido pelo 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro, Sergio Roizenblit, diretor de “O Milagre de Santa Luzia”, documentário que abriu a Mostra Competitiva 35 MM na noite do dia 19, defendeu o cinema que expõe o “lado bom do Brasil”. “Fico revoltado de ter tanto filme falando mal do Brasil. A obrigação do artista, além de expor as mazelas, é ter um olhar generoso sobre qualquer coisa”, afirmou após ser questionado se seu discurso antes da exibição do filme não havia sido ufanista. “Acho que esses filmes com muita violência mexem com um aspecto voyeurista do espectador. Eu optei por falar bem do Brasil. Prefiro errar pelo excesso de elogio”, completou. O documentário sobre sanfoneiros brasileiros, conduzido pelo músico Dominguinhos, foi ovacionado pelo público em sua primeira exibição.

Roizenblit contou que o grande desafio do filme foi lhe dar unidade. “Queríamos que o filme tivesse um corpo só e que não fosse uma colagem de sanfoneiros e de regiões do Brasil”, afirmou. Questionado sobre um eventual “excesso de assuntos” do documentário, o diretor explicou que há dois fios condutores: “A migração é um dos temas do documentário. O filme aborda o tempo inteiro a identificação, as raízes e o abandono das origens. Além disso, por meio da música, o filme é a possibilidade de entender a grandeza do país, que tem tantas diferenças e ao mesmo tempo tanta unidade”.

A equipe dos curtas “A Mulher Biônica”, de Armando Praça, e de que “Que Cavação é Essa?”, de Estevão Garcia e Luís Rocha Melo, também participaram de debate promovido pelo Festival. Praça, cujo filme é uma adaptação do conto “Creme de Alface”, de Caio Fernando Abreu, revelou que sua grande dificuldade era não tornar Marta, a protagonista, uma “personagem insuportável”. “A princípio, o conto de Caio Fernando Abreu nem me interessou muito. Ele trata a personagem de forma muito maniqueísta”, contou. “No conto, ela é muito pior do que no filme. Em um texto sobre o filme, Caio Fernando se referia a ela como “mulher-monstro”. Desde a adaptação do roteiro, tentei humaniza-la. Não me interessava falar de uma personagem que fosse somente má”, contou o diretor cearense, que ambientou a história em Fortaleza.

Anna Karinne Ballalai, atriz e assistente de produção de “Que Cavação é Essa?”, explicou que a questão chave do curta era “como conseguir recriar, com técnicas disponíveis hoje, a estética das décadas de 1910 e de 1970, sem intervenções digitais”. “Que Cavação é Essa?” tem trechos encenados e não-encenados e mescla atores e não-atores para simular trechos de um fragmento de um documentário, com data entre 1910 e 1920. Na segunda parte do filme, reconstitui-se um cinejornal de 1974.

Assistam o documentario e comentem, altamente indicado.

Agradeço Sergio Roizenblit e a F&M Procultura Assessoria de Imprensa pelas informações e entrevista.

Abs, até amanha

Retratos do Brasil por Walter Firmo

Para o “fotógrafo-mascate” Walter Firmo, “a imagem não pode ser neutra e o poder do olhar deve influenciar as pessoas porque o ato de fotografar tem que ser político e não um mero acaso instantâneo”. Nos últimos 50 anos, o carioca de Irajá, além de seu percurso internacional com inúmeras exposições e premiações, saiu pelo Brasil em busca de fotografias únicas que contassem uma história – a história do povo brasileiro através de retratos, de uma cena cotidiana ou de suas manifestações culturais. Em Brasil - Imagens da terra e do povo, que a Imprensa Oficial do Estado de São Paulo lança em parceria com o Museu Afro Brasil no Dia da Consciência Negra, 20 de novembro, das 18 às 22 horas, está parte significativa do vasto acervo iconográfico de Walter Firmo organizado por Emanoel Araújo, diretor-curador do Museu Afro Brasil, que também assina a apresentação do livro. Nesta mesma ocasião, será aberta a exposição Walter Firmo em Preto-e- Branco. O Museu Afro Brasil fica no Parque do Ibirapuera (portão 10).

São mais de 260 fotos coloridas e em preto-e-branco, recentes ou antigas, organizadas em capítulos de acordo com os temas: Paisagens, Retratos, Cotidiano, O Sagrado, O Profano e Preto-e-branco. Há também um capítulo dedicado a Arthur Bispo do Rosário, a quem Walter Firmo conheceu em 1985 quando passou três dias na Colônia Juliano Moreira, no Rio de Janeiro, fotografando o artista para a Revista IstoÉ. “Fui um dos poucos fotógrafos que tiveram a graça de conviver com esse senhor adorável, engenhoso solitário, que na falta do que fazer engendrava sobre o apogeu de sua neurastenia uma arte fantástica em meio a brasões, lanças, sapatos empilhados, mantos sagrados salpicados na loucura, iluminado no resplendor de uma cama ‘voadora’ adornada de um mosquiteiro rosa com penduricalhos coloridos, estelares manchas a sinalizarem sua alegria”.

Walter Firmo, prêmio Esso de Jornalismo em 1963, tem toda a sua sensibilidade revelada nos retratos posados, na cena dirigida e estudada, ou nos instantâneos marcados pelo flagrante característico do fotojornalismo do qual Firmo foi um dos precursores. Com passagens pelas principais redações do País, ele foi o primeiro fotógrafo contratado pela revista Realidade, ícone do jornalismo brasileiro.

“Como fotógrafo, mapeei uma geografia humana, conheci muita gente. Boa e ruim. Preferi pessoas ligadas à música, poetas e seresteiros. Descobri na sociedade negra que eles não são invisíveis. Fotografei Garrincha e Pelé. Comunguei com Dom Helder Camara; procurei os bandidos ‘Diabo Louro’ e ‘Cara de Cavalo’; cumprimentei os presidentes Dutra, Juscelino e Jango, vi de perto as maluquices de Jânio Quadros com os cabelos derramados sobre a testa; me enrolei na cobra de Luz del Fuego sobre uma ilha na baía de Guanabara, dirigi o maestro Pixinguinha a sentar-se na sua cadeira de balanço, imortalizando-o”, escreve.

Brasil - Imagens da terra e do povo traz fotos de personalidades como Madame Satã saindo da toca em 1976; Bob Marley jogando futebol no Rio em 1980; Pixinguinha; Nelson Cavaquinho e Cartola, Clementina de Jesus, Pelé e muitos outros, além de centenas de anônimos retratados ou flagrados em situações cotidianas. São cenas de casamentos em áreas rurais, grávidas posando no mangue, vendedores ambulantes nas praias da Bahia, paisagens, fiéis em rituais religiosos, foliões no carnaval, crianças brincando nas dunas do Abaeté e tantos outros momentos e rostos genuinamente brasileiros. Um passeio pelas manifestações culturais de norte a sul mostra o Boi-bumbá do Espírito Santo, o Bumba-meu-boi do Maranhão, o carnaval carioca, a Festa Farroupilha gaúcha, o Maracatu Rural de Pernambuco, a Festa do Divino no Maranhão, os Mascarados goianos, as festas juninas da Bahia e tantas outras festas populares.

Walter Firmo é um desses gênios da fotografia brasileira. Seu olhar iluminado, magnético, tem a rapidez do repórter e o refinamento do artista. Seu clique sempre alcança a magnitude da cena e os diferentes temas abordados por ele aparecem como obras antológicas neste álbum que festeja seus setenta anos de vida”, revela Emanoel Araújo.

Para Hubert Alquéres, as fotografias de Walter Firmo mostram realmente imagens da terra e do povo brasileiro como o próprio título do livro sugere. “Impressionam as cores, as expressões dos brasileiros que posaram para ele ou que simplesmente foram surpreendidos pelo olhar de Walter. Publicar essa antologia é garantir que as imagens eternizadas por este fantástico fotógrafo estejam acessíveis a todos os interessados nas diversas realidades brasileiras”.

Hoje Walter Firmo dá aulas e workshops e estima que mais de duas mil pessoas já o ouviram falar sobre fotografia. “Nunca conformado mas sonhador, estarei sempre nesta plataforma amorosamente fotográfica, praticando como posso meu ofício, emoldurando esses personagens heróicos na razão da negritude em todas as regiões deste extenso país. Enquanto eu viver”.

Hoje dia 20 de novembro é dia da Dia da Consciência Negra.

Agradecimentos à Walter Firmo, Humberto Alquéres, Emanuel Araújo e Maria Fernanda Rodrigues da Lu Fernandes Escritório de Comunicação, ao contéudo deste post para o Juliu's Pub.

abs, até amanha