O Cinema de Helmut Käutner

Cineasta, ator, e roteirista, Helmut Käutner (1908-1980) foi um dos mais aclamados diretores alemães de sua geração. Tendo estudado Arquitetura, Filosofia, Teatro, História da Arte e Design, começou primeiramente a trabalhar no Teatro como ator e diretor e iniciou sua carreira no cinema como roteirista. Fez 36 filmes para o cinema. A mostra, uma parceria entre o CCBB Rio e o Instituto Goethe do Rio de Janeiro, exibe um terço da obra completa do diretor e preenche uma lacuna ao exibir um cineasta muito pouco ou quase nunca visto no Brasil. A programação inclui seus filmes mais relevantes, incluindo suas três reconhecidas obras-primas "Romance em Bemol" (1943), "Grande liberdade nº7" (1944) e "Debaixo das Pontes" (1945). E outras raridades como "Céu sem estrelas"(1955) e "A última ponte" (1954), filme que levou o Prêmio Internacional de Juri no Festival de Cannes.

Os filmes

Até Logo, Franziska! (Auf Wiedersehen, Franziska ! Alemanha, 1941) p&b / 35mm / 91 min. Amor à primeira vista – entre Franziska, filha de um professor universitário, e o dinâmico repórter, Michael. A estória se desenrola entre 1932 e a Segunda Guerra Mundial. O amor dos dois está recheado de despedidas. A agência para a qual o repórter trabalha manda-o cobrir diversos assuntos em vários lugares do mundo: acidentes, catástrofes naturais, guerras. Franziska fica para trás, numa bela cidadezinha, primeiro sozinha, depois sozinha com seus dois filhos. Aos poucos, ela vai perdendo a esperança e tornando-se melancólica, sem conseguir, porém, se desligar do grande amor da sua vida. Um melodrama entremeado por alguns momentos alegres, com a brilhante e convincente interpretação de Marianne Hoppe e Hans Söhnker. Dias 27 de janeiro e 06 de fevereiro.

Romance em Bemol (Romanze in Moll, Alemanha, 1943), p&b / 35mm / 100 min. Baseado em um conto de Guy de Maupassant, o filme se passa em Paris na virada do século 19 e conta o melodrama de uma mulher, Madeleine, que se deixa seduzir a viver uma aventura amorosa, apesar de ser casada. Ela não resiste ao charme de um jovem compositor, que se deixa inspirar por ela para compor a melodia "Romance em Bemol". Ela esconde essa relação de seu marido. Um colar de pérolas, que lhe foi presenteado pelo compositor, transforma-se em indício dessa vida dupla. Além disso, Madeleine torna-se presa fácil de uma chantagem. Helmut Käutner encena um teatro de câmara psicológico com a história de uma mulher que sucumbe às convenções sociais de sua época, com a maravilhosa Marianne Hoppe no papel principal. Dias 27 de janeiro e 06 de fevereiro.

Grande Liberdade Nº 7 (Grosse Freiheit Nr. 7, Alemanha, 1944) 35mm, cor, 112 min. Hamburgo, filmada de forma poética e realista (1943/44, em cores). O antigo marinheiro, Hannes, trabalha como animador em um estabelecimento que pertence a sua amante, Anita. Três amigos seus, cujo navio está ancorado no porto, querem levá-lo de volta para o mar. A seu irmão moribundo Hannes tem que prometer que irá cuidar da moça Gisa, a qual um dia ele abandonou. Hannes leva Gisa para sua casa, se apaixona um pouco por ela, mas acaba voltando com seus amigos para o mar. O papel ideal para o popular ator Hans Albers. Suas canções, entre elas "La Paloma" e "Beim ersten Mal da tut's noch weh" (Da primeira vez ainda dói), continuaram a ser ouvidas, mesmo depois que o filme parou de passar. Dias 28 de janeiro e 08 de fevereiro.

Debaixo das Pontes (Unter den Brücken, Alemanha, 1945) 35mm, p&b, 100 min. O cenário do filme é um velho barco. Ele se chama "Liese-Lotte" e pertence a dois amigos, Hendrik e Willy. Eles viajam de barco, despreocupadamente, pelos rios, visitam ocasionalmente uma moça em terra, aproveitam sua vida sem estorvos. Até conhecerem Anna. Levam a bonita moça a bordo para Berlim - e ambos se apaixonam por ela. Fazem um acordo entre amigos: se um conquistar Anna, o outro fica com o barco. A história é contada como uma sinfonia cinematográfica, rica em atmosferas (lírica a alegre), e entremeada de belas paisagens. Dias 28 de janeiro e 07 de fevereiro.

Naqueles Dias (In jenen Tagen, Alemanha, 1947) 35mm, p/b, 111 min. Uma das primeiras produções do pós-guerra, um filme rodado na Alemanha destruída de 1947. Helmut Käutner e seu co-autor Ernst Schnabel tiveram a bela idéia de contar a história de um automóvel: partindo do primeiro emplacamento em 1933 até o sucateamento em 1947. Com isso contam história contemporânea. Nos episódios aparecem os destinos dos sete proprietários do automóvel, entre eles um compositor cuja música é dita degenerada; um casal judeu; um soldado desertor; uma senhora idosa, que foge dos nazistas. Com franqueza, o filme olha para aquilo que aconteceu sob o regime de Hitler. Traça um caleidoscópio da Alemanha, que espelha o clima social e humano "daqueles dias" de forma impressionante. Dias 29 de janeiro e 08 de fevereiro.

A Última Ponte (Die letzte Brücke, Áustria, Iugoslávia, 1954) 35mm, p/b, 105 min. O drama de uma jovem médica alemã, Helga, que durante a Segunda Guerra Mundial trabalha em um hospital militar nos Balcãs. Certo dia, ela é raptada por guerrilheiros iugoslavos. Num primeiromomento, ela tenta fugir. Depois, percebe que não lhes pode recusar a ajuda médica. Mais tarde, um surto de tifo acomete o campo dos guerrilheiros. Helga retira, furtivamente, do hospital militar alemão os remédios necessários. A ponte, que divide os campos inimigos, torna-se um símbolo comovente da insensatez da guerra. Maria Schell, atriz que ficou conhecida principalmente pelos seus papéis dramáticos, explora, de modo sensível, o conflito da médica "entre as fronteiras". Dias 29 de janeiro e 01º e 08 de fevereiro.

Céu Sem Estrelas (Himmel ohne Sterne, Alemanha, 1955) 35mm, p/b, 108 min. A Alemanha do pós-guerra: um país dividido. Uma estação ferroviária abandonada, uma terra de ninguém entre o Leste e o Oeste (o muro ainda não havia sido construído). Ela serve como ponto de encontro para duas pessoas: o funcionário de fronteira da Alemanha Ocidental, Carl e a operária da Alemanha Oriental, Ana. Os dois conheceram-se, apaixonaram-se e agora preparam um futuro para ambos e para o pequeno filho de Ana do lado ocidental. Helmut Käutner foi um dos primeiros a falar de um drama alemão-alemão: a impossibilidade de um amor para além das fronteiras na época da Guerra Fria. Seu filme tornou-se uma acusação impressionante contra essa fronteira que foi traçada pelo meio da Alemanha. Dias 30 de janeiro e 03 de fevereiro.

Ludwig II - Brilho e Miséria de um Rei (Glanz und Elend eines Königs, Alemanha, 1955) 35mm, cor, 114 min. O retrato romântico e cheio de brilho do "rei dos contos de fada" bávaro, Luís II (1845 - 1886). Já cedo ele se distancia da política e se volta para as artes. O filme desenrola-se entre sua coroação e sua morte misteriosa no Lago de Starnberg, descreve sua amizade por Richard Wagner, ocupa-se de seu amor platônico por Elisabeth (Sissi), a futura Imperatriz da Áustria, e narra sua paixão pela construção de castelos suntuosos. Helmut Käutner traça-o como um soberano solitário que vai enlouquecendo aos poucos. Em O.W. Fischer, o popular ator, ele achou um congenial representante do rei bávaro. Dias 30 de janeiro e 03 de fevereiro.

O Capitão de Köpenick (Der Hauptmann Von Köpenick, Alemanha, 1956) 35mm, cor, 93 min. Wilhelm Voigt possui um impressionante cadastro de antecedentes criminais. Na prisão, aprende o ofício de sapateiro e lê livros sobre o regimento militar, principalmente o que se refere a uniformes. Em liberdade, sem documentos e sem emprego, ele compra um uniforme de capitão de um vendedor ambulante e ocupa com alguns cabos a prefeitura da cidadezinha de Köpenick. E porque ali não podem ser emitidos os tão desejados documentos, leva o cofre da prefeitura e desaparece. A história dessa aventura em Köpenick é autêntica, aconteceu em 1906. Carl Zuckmayer escreveu uma peça de teatro, que foi transformada em filme por Helmut Käutner, com o popular ator Heinz Rühmann. Transformou-se, também internacionalmente, em um dos filmes de entretenimento de maior sucesso dos anos 50. Dias 30 de janeiro e 04 de fevereiro.

Noivado em Zurique (Die Zürcher Verlobung, Alemanha, 1956/57) 35mm, cor, 106 min. Uma comédia sobre o amor e o cinema. Juliane (Liselotte Pulver) é uma jovem escritora, que acabou de romper seu noivado. Ela escreve um roteiro cinematográfico sobre suas desafortunadas experiências com o amor. A história, cujo final feliz se desenrola em Zurique, desperta o interesse de uma produtora de cinema. O encarregado da direção do filme é Paul, o qual Juliane conheceu no consultório odontológico de seu tio. Outro personagem da estória é o amigo de Paul, Jean, pelo qual Juliane se interessa. Paul, o diretor, faz um filme dentro do filme, sobre a vida de Juliane, sem que esta perceba. O intrincado jogo do amor confunde o espectador, ao mesmo tempo que ironiza o cinema alemão dos anos 50. Dias 01 e 05 de fevereiro.

O General do Diabo (Des Teufels General, Alemanha, 1955) 35mm, p/b, 120 min. O filme de Helmut Käutner é baseado no drama de Carl Zuckmayer, o qual se inspirou na vida real de um pioneiro da aviação, o piloto Ernst Udet, para criar seu protagonista, o general da Força Aérea Harras. O general Harras é apresentado no filme como um oficial obstinado e ciente de seu poder, vaidoso, irreverente até a leviandade, e um conquistador de mulheres (brilhantemente interpretado por Curd Jürgens). Durante a Segunda Guerra Mundial, mais precisamente em 1941, após passar por determinadas experiências, ele distancia-se do regime de Hitler, sendo, por isso, encarcerado. Depois de solto, é obrigado a esclarecer os atos de sabotagem que provocaram a queda de aviões de guerra. Ao invés de denunciar o responsável, ele pilota o avião sabotado, causando, assim, sua própria morte. Dias 31 de janeiro e 04 de fevereiro.

A Ruiva (Die Rote) Alemanha/Itália, 1962. 35mm, p/b, 94 min. Baseado em um romance de Alfred Andersch, Helmut Käutner conta a história de uma jovem mulher, Franziska (Ruth Leuwerik), que não agüenta mais sua vida pequeno-burguesa na Alemanha, seu casamento paralisado pela rotina, e um caso amoroso sem nenhum sentido. Ela vai para Veneza e lá conhece novas pessoas, mas essas relações não são diferentes das outras. Entre os novos conhecidos, está um antigo oficial britânico e espião, que a usa para se vingar de um nazista. Franziska foge mais uma vez. O filme conta a estória de uma fuga do tédio mundano, analisa um momento de marasmo da sociedade e traça, como Michelangelo Antonioni o fez na Itália, estados de alma melancólicos. Dias 01 e 05 de fevereiro.

Serviço:

Mostra de filmes O Cinema de Helmut Käutner
26 de janeiro a 08 de fevereiro
Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil (102 lugares + 1 local para
cadeirante)
Entrada Franca (Senhas distribuídas uma hora antes de cada sessão)
Realização: CCBB e Instituto Goethe do rio de Janeiro
Apoio: Biblioteca do Instituto Goethe

CCBB Rio de Janeiro
Rua Primeiro de Março, 66 – Térreo
Centro
Rio de Janeiro RJ

Agradeço ao Cinema do Centro Cultural Banco do Brasil. CCBB Rio de Janeiro, CCBB Rio Imprensa, Biblioteca do Instituto Goethe do Rio de Janeiro. Por todas às informações aqui contida neste blog.

Abs, boa semana a todos

Existe Saída?

Ninguém mais tem idéia do tempo que se briga pela Terra Santa. Reivindicada por palestinos, em sua maioria muçulmanos, judeus e cristãos ao longo do tempo. Sua história já pode ser considerada uma epopéia eterna que, com certeza, pode ainda durar muito tempo. Se continuar desta forma, pode-se prever que nunca haverá ganhadores.

Mesmo que um dos contendores, palestinos ou judeus, seja vencido em batalha e colocado de joelhos, pode-se esperar pela reação após algum tempo. Parece que por lá todos são Fênix e ressuscitam a cada parcela de tempo.

Neste momento a parte mais fraca é a dos palestinos, e a forte a dos judeus, esses sempre protegidos e ajudados pelo império americano.

Somente os palestinos não percebem essa divisão de forças e quem, no momento, é mais forte política e militarmente. Percebido isso, poder-se-ia mudar a tática e seu modus operandi.

Qual seria, no momento, a grande solução para os palestinos? Sem dúvida, a da educação. Tivessem iniciado uma ação inteligente em 1948 e, hoje, as coisas seriam diferentes. Mas, uma vez que isso não foi realizado, e os recursos foram desperdiçados em ações inúteis, pode-se começar agora uma nova ação.

Aliada à batalha da educação, os palestinos deveriam desistir, temporariamente, de ter seu próprio país. Com certeza, qualquer pedaço de terra que se lhes dê, nela não estará inclusa Jerusalém, pivô da grande batalha e do desejo declarado. Aliás, de ambas as partes. Se Jerusalém fosse declarada território internacional, administrado pela ONU, e não pertencesse a judeus ou palestinos, o problema seria menor, sem dúvida.

Porém, como isto não é provável e ninguém em sã consciência se meteria em tal empreitada inglória, podemos esperar pela continuação das ações bélicas, pouco inteligentes e sem qualquer chance para os palestinos.

Qual é então a chance dos palestinos, se desistirem de um país? Todas, e maiores que as de hoje, se agirem com inteligência.

O segundo ato inteligente - o primeiro é começar a cuidar da educação, conforme já mencionado - é os palestinos, pura e simplesmente, cessarem qualquer ato bélico e aceitarem a supremacia dos judeus (escoltados pelos norte-americanos) sobre Jerusalém e a Palestina. Devem conviver lá como simples habitantes.

O terceiro ato inteligente é a criação de um partido político, de modo a disputar eleições em Israel. Com um partido político pode-se ir crescendo e ganhando força e, com o tempo, provocar uma alternância no poder, ora os judeus, ora os palestinos.

Com o tempo, e com algumas vezes no poder, pode-se ir mudando o necessário para criar as condições dignas de boa convivência e que permita aos palestinos se desenvolverem. Sem conflitos, as energias, e em especial os recursos, serão canalizados para ações úteis.

Paulatinamente notar-se-á que a melhor forma de se ter a Palestina para os palestinos é a convivência. E não importa que nome tenha a terra, Palestina ou Israel, conquanto se viva nela e nela se criem seus filhos, estudem e plantem, etc. Um nome é apenas um nome, e não necessariamente precisa significar alguma coisa.

E qual o efeito colateral desse desenvolvimento dos palestinos? Sem dúvida, ao longo do tempo, a predominância, já que os palestinos, mais pobres, aumentarão sua população bem mais rapidamente dos que os judeus, o que é natural entre países pobres. A natalidade entre os países mais desenvolvidos é sempre menor, e a história está aí para provar isso.

Assim, no futuro, a terra poderá ser, em realidade, dos palestinos, podendo ficar os judeus como uma população residual, bem menor, e com menos poder eleitoral.

Com o domínio político quem impedirá os palestinos de fazerem o que querem em sua nova terra, e mesmo executar uma mudança de nome?

Assim, palestinos, corramos atrás dos verdadeiros interesses, pois explodir tudo e morrer não serve à causa, mas apenas a Israel e aos judeus, que vêem os recursos e as vidas inimigas gastas inutilmente, o que para eles é perfeito.

Portanto, atrás da verdadeira batalha, a manutenção do povo vivo. E voltando a nascer palestinos, já que hoje eles são apenas descendentes, pois a Palestina não existe. Não se pode nascer naquilo que não existe, assim, são apenas israelenses, jordanianos, etc.

A evolução da exploração infantil

O uso das novas tecnologias de comunicação e difusão de imagens provocou nos últimos anos um crescimento vertiginoso de crimes sexuais contra crianças e adolescentes em todo o mundo. Para as organizações que atuam no enfrentamento do problema e para os governos, fica a tarefa de encontrar uma forma de conter esses crimes sem cercear o direito à informação e à privacidade

Apesar dos esforços mundiais, a exploração sexual de crianças e adolescentes cresce exponencialmente. Dados do Unicef apontam para a existência de 150 milhões de meninas e mais de 70 milhões de meninos vitimados em todo o mundo. O palco dessas violações de direitos vem se ampliando a cada ano. As avenidas de beira-mar, as rodovias e os bares, apesar de ainda continuarem sendo o principal cenário para a exploração, vão abrindo espaço para as páginas da internet, os sites de relacionamento e até para as pequenas telas dos celulares. As novas tecnologias, aliadas à globalização, dificultaram ainda mais o enfrentamento aos crimes sexuais contra crianças e adolescentes. As fronteiras já não existem mais e a falta de integração das políticas dos países se tornou ainda mais alarmante.

O tema dominou os debates do III Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, que ocorreu no fim de novembro no Rio de Janeiro e reuniu representantes de mais de 137 países. O encontro terminou, no entanto, sem que uma solução efetiva para as novas faces do problema fosse encontrada. Ficou no ar o desafio de desenvolver formas de controlar o ambiente virtual sem, por outro lado, desconsiderar os enormes benefícios oferecidos pelas ferramentas da rede mundial de computadores ou da telefonia móvel.

"Com o avanço das tecnologias, o que se tem observado não é um refreamento, mas, infelizmente, um avanço de outras formas de exploração sexual de crianças e adolescentes, através da cibernética e do tráfico de pessoas", destaca Valéria Gonelli, diretora do Departamento de Proteção Social Especial do Ministério de Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Novos Desafios

Os governos, inclusive o do Brasil, correm para criar ferramentas que coíbam as práticas de violação de direitos, mas a cada avanço os aliciadores e abusadores encontram novas formas de exposição e exploração de crianças e adolescentes. "Os criminosos são articulados em todo o mundo. Trabalham em rede e têm muita flexibilidade a se adaptar às novas situações. Nós demoramos a dar respostas", analisa o representante do escritório da América Latina da Organização Internacional para as Migrações (OIM), o italiano Eugenio Ambrosi.

Carmen Oliveira, subsecretária de Promoção dos Direitos da Criança e do Adolescente da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, completa. "A exploração sexual migra. Quando conseguimos combatê-la nos hotéis, ela ocorre em flats, quando atuamos nos servidores de internet, o desafio passa a ser a telefonia móvel com as mensagens de texto e o sistema 3G".

A principal violação, no caso das novas tecnologias, está no grande número de imagens pornográficas de crianças e adolescentes. "Ainda temos a denúncia dos pedófilos que têm mais facilidade de abusar de jovens em tempo real usando web câmeras, por exemplo", afirma a coordenadora de projetos da ECPAT (Rede Mundial de organizações que trabalham no enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes), Vimala Crispin, da Tailândia. Ela explica o ciclo: "os que consomem imagens pornográficas de crianças estimulam a exploração porque criam mais demanda por imagens. Os criminosos compartilham informações sobre lugares onde as crianças estão vulneráveis, de forma que sejam exploradas pela internet", observa. "Também podem escapar facilmente de serem flagrados, ao usarem vários tipos de tecnologia, como arquivos codificados, o que os ajuda a estar um passo a frente da Justiça. Esses casos representam ainda um grande desafio para nós."

Vimala Crispin lista outro fenômeno, que teve início no Japão nos anos 1990. São adultos que usam celulares para solicitar encontros e sexo com meninos e meninas. "Também se sabe de casos assim na Tailândia, Filipinas, China, Coréia do Sul e Cingapura. Os jovens de classe média e alta se submetem à exploração em troca de dinheiro para comprar bens de consumo", explica.

Enfrentamento

Durante os debates do III Congresso, a chefe da divisão de tráfico de pessoas da Organização Internacional de Polícia Criminal (Interpol), Kristin Kvigne, fez um apelo para que todos os países intensifiquem o envio de informações sobre pornografia infanto-juvenil e sejam mais ágeis na prisão de procurados por suspeita de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. "É preciso que fique claro que a Interpol depende da contribuição de todos os países membros. Se a informação não chegar até nós, teremos dificuldades de agir, de acionar a rede", destacou Kristin.

De acordo com ela, a cooperação com o Brasil é considerada um exemplo para outros países. "Ficamos muito satisfeitos com a Operação Carrossel (de combate à pedofilia, realizada pela Polícia Federal) e temos acompanhado atentamente o desenvolvimento de softwares de investigação." Para a chefe representante da Interpol, o Brasil e outras nações ainda precisam, entretanto, avançar na legislação para que estrangeiros suspeitos de crimes sexuais contra crianças e adolescentes sejam presos assim que a notificação sobre a presença deles no país for emitida.

No Brasil

O coordenador da Interpol no Brasil, Marcelo Andrade, diz que hoje o pedido de prisão passa por um longo processo no Ministério das Relações Exteriores, Ministério da Justiça e Supremo Tribunal Federal. "O Brasil está bem avançado no combate à pedofilia. Este ano cinco pedófilos fugitivos internacionais foram presos aqui. Mas essa ação seria intensificada se pudéssemos repassar o pedido de prisão diretamente para a Polícia Federal. Hoje o pedido passa por tantas instâncias que os criminosos acabam fugindo", conta Andrade. Para ele, o país precisa agora investir em capacitação, base de dados, tecnologias e integração entre setores como secretarias de educação e de segurança pública.

Outro desafio está na falta de informações. Os dados da exploração sexual no Brasil e no mundo são incertos, já que a atividade é ilegal e clandestina. Mas a organização não-governamental SaferNet Brasil recebe uma média de 500 denúncias por dia de pornografia infantil na internet. No ano passado, foram 267.089 denúncias de imagens pornográficas envolvendo criança e adolescente, o dobro do que em 2006, sendo que 90% delas são decorrentes de sites de relacionamentos, como o Orkut.

O aumento do número de denúncias não tem uma causa única. Mas certamente o crescimento da base de usuários de internet no Brasil que, atualmente, é de 40 milhões e se expande no ritmo de 20% ao ano, é um fator importante. Segundo Tiago Tavares, presidente da SaferNet, as políticas de inclusão digital promovidas pelo governo não são acompanhadas de políticas de prevenção e proteção contra crimes cibernéticos aos internautas incluídos. Ele critica a impunidade, que favorece aos criminosos: já que são poucas as prisões efetivadas, além do fato de que no Brasil a investigação dos crimes cibernéticos contra o patrimônio recebe mais apoio que os crimes contra a vida.

Agradeço a ANDI pelo acesso as informações

The Corp [Diário, 01.09]

Olá, deve estar estranhando o porquê estou por aqui. Bom, eu sou A Corporação. Tudo bem? Sei que está eu te faço sentir bem a maior parte do tempo, não é?

Passamos tanto tempo juntos, resolvi participar deste meio de comunicação interessante que são os blogs. Bom, na verdade eu já indiquei a vários outros companheiros a usarem a internet para seus próprios bens. E olha só, não é que deu certo! Alguns de vocês talvez não me reconheçam ainda, mas te garanto que grandes blogueiros me apóiam sempre que preciso.

Mas deixemos isto de lado por enquanto, quero dizer exatamente o que estou fazendo aqui. Apenas me apresentar no momento, poxa eu mereço um diário também. Quero contar a vocês, o quanto me deixa mais rico, mais triunfante, mais presente em seu dia a dia e em suas vontades. Hey, nada de falar que sou insensível. Sou uma pessoa Jurídica, aqueles que bem me estudam e tentam mostrar meus verdadeiros laudos ao planeta sabem o que isto quer dizer, não tenho compaixão, não sou humilde, não tenho obrigações com nada (alias, obrigado as leis norte-americanas com seus ótimos "jeitinhos"). Ah sim, existe lei para eu proteger apenas meus interesses, sim é lei. Você é contra é lei? Eu conheço você, e já somos amigos. Por isto estou aqui dizendo a verdade (tah, meias verdade, porque sabes o quanto é difícil fazer meus acionistas divulgarem minha real face).

Mas vamos ao que interessa, o teste de afinidade. Adoro isto, sabe que os testes de afinidades foram criados a meu pedido por professores universitários, para mostrar à você como eu posso melhorar sua vida? Legal, né. Funciona que é uma beleza. O teste que farei aqui é fácil, não vou utilizar das palavras dos graduados que garantem minha segurança (estou falando de advogados mesmo), mas somente te mostrar que eu não vivo sem você, e você nada é sem eu (me certifico disto a cada segundo ;) ).

Primeiro me apresento. Observação, agradecimentos sempre a minha querida companheira Wiki Corp. ( ops, org, desculpe quase de delatei hehe) Esta corporação que usa você amigo leitor internauta para angariar fundo e informações para outras pessoas, é... Pelo menos a parte das informações eles distribuem, vai:

Corporação (do latim corporis e actio, corpo e ação), é um grupo de pessoas que agem como se fossem um só corpo, uma só pessoa, buscando a consecução de objetivos em comum. Num sentido amplo é um grupo de pessoas submetidas às mesmas regras ou estatutos, e neste sentido é sinônimo de agremiação, associação ou ainda empresa. Num sentido mais estrito é uma pessoa jurídica (diferente de pessoa física) que possui direitos similares a uma pessoa física, mas sem se confundir com a natureza desta última.

Sabe que antigamente, nós tínhamos dificuldade de mantém relações com o governo e manter lucros fáceis, já que tínhamos que estar transparentes ao governo. É, complicado não? Sabe que não éramos conhecidos como pessoa jurídica? Precisávamos urgente de mais poder de decisão para conseguir evoluir, mas graças a alguns amigos advogados tivemos uma idéia... Conseguimos virar o jogo graças á emenda. A 14a Emenda americana. Ésta que daria a partir da assinatura, direitos iguais aos negros. Ela citada é assim: "Nenhum estado, pode tirar de qualquer pessoa a vida, a liberdade ou a propriedade sem um processo jurídico adequado", a intenção era de que os todos fossem iguais perante a lei. Mas ai que nossos advogados pensaram "Poxa nossa corporação é uma pessoa, e vamos provar isto". Tah, não queríamos ser julgados como empresas e ter imposições, então queriamos o mesmo direito das pessoas.


Sabe que por que somos pessoas especiais, não tenho moral ( Mas pelo fato de não conhecer isto, sou um objeto, lembra-se? ), minha meta é sempre agradar os acionistas. Mas sei que você sempre vai me considerar seu amigo do dia a dia.

Sabe que li outro dia uma citação: "Eles não [a corporação] tem alma a salvar, e nem corpo a ser preso". E não é que ele esta correto?!

Bom vamos às perguntas, veja que me conhecem bem e sei que conhece. :D

Sabia que apesar de não ser uma pessoa viva, você me considera seu melhor amigo?

Sabia que posso usar de varias artimanhas para fazer você me comprar mais e mais?

Sabia que posso acabar com sua auto-estima, só para você me comprar depois para se sentir melhor?

Também posso distorcer e mentir descaradamente sobre meus produtos, só pra você se sentir bem comprando eles?

Sabia que não tenho o menor remorso de deixar os rastros da minha empresa para outros cuidarem?

Ah, gosto de ameaçar para não publicarem a verdade sobre alguns produtos. Mas poxa, trabalhei tanto para criá-lo e você compra todos os dias, estamos bem vivendo assim, não é?

Sabe que evolui tanto em 150 anos, que hoje Você compra minha marca? Sem precisar, usar, sem utilidade pra sua vida. Só a marcar! Isto que acho o Maximo.

Sabia que muitos de meus outros amigos "Corps", estão patenteando organismos vivos há anos? E logo poderemos ser donos de seu futuro? Já que poderemos patentear o genoma único de humano. :D

Ah sim, sabe que sou dono da música "Happy Birthday to you...", e você tem que me pagar 10 mil dólares se quiser usá-la? :)


Bom, alguns acreditam que eu sou o rumo à extinção humana, já que não salvo florestas e minha opinião sobre as coisas do mundo é que tudo deveria ter um dono. Seria mais facil de comprar a vida, do que ficar pagando advogados. Adoraria comprar alguns cúbicos de ar de alguém pra poder soltar meus poluentes, acredite é mais fácil.

Mas enfim, este sou eu. Uma visão geral claro. Ao passar dos dias entrarei neste blog para falar um pouco do meu dia a dia.

Bom, continuaremos amigos, isto eu sei, a esta altura poderão saber qualquer coisa sobre mim que não deixaram de comprar as lindas coisas que faço pra vocês usarem, vestirem, comerem...

Ah sim estou planejando um novo telefone da maçazinha tah, só não me pergunte onde faço, o importante é você se sentir bem com meu produto ( momentaneamente pelo menos ).

Bom vou ficando por aqui. Mas você tem as respostas da trivia? Então comenta ai.

Abs.

Tem preguiça de ler? Sem problemas, eu te entendo, acredite. E muito

Poderá assistir um pouco sobre o que sou aqui e como nasci aqui.


Até a próxima.