Infecção urinária

A infecção urinária virou tema de preocupação e polêmica recentemente após a repercussão nacional gerada pela morte da modelo capixaba Mariana Bridi. A modelo morreu devido a um choque séptico que evolui a partir de uma infecção urinária. O Juliu's Pub procurou informações sobre o assunto e agradeço Fernando Ferragino, o Hospital e Maternidade São Camilo e ao médico Adriano Francisco Cardoso pelas informações aqui prestadas.


O urologista e diretor clínico do Hospital e Maternidade São Camilo Pompéia, Adriano Francisco Cardoso diz que a infecção urinária deve ser levada a sério, mas não há motivo para pânico.

O médico esclarece que a infecção urinária é comum entre as mulheres - acomete uma em cada três mulheres no decorrer da vida - e tem tratamento simples, feito à base de antibióticos.

"Em determinadas etapas da vida, as infecções urinárias são mais comuns entre as mulheres. Na infância, a infecção acontece devido a problemas de higiene em decorrência do uso de fraldas e da contaminação da uretra pelo material fecal, quando a criança passa a utilizar o banheiro sozinha. Na adolescência, a infecção está relacionada à atividade sexual, em situações que envolvem corrimento vaginal e sexo anal sem proteção. Já entre os 50 e 60 anos de idade, a infecção urinária acontece em decorrência das alterações hormonais do climatério. Durante a menopausa, a mulher perde hormônios e com eles a imunidade até então conferida ao sistema genital", afirma Dr. Cardoso.

É imprescindível que a pessoa com suspeita de infecção urinária procure um médico logo após o surgimento dos primeiros sintomas. Os sintomas, entretanto, variam de acordo com os locais ou órgãos atacados pela bactéria.

Sintomas
Segundo o urologista da Rede São Camilo, quando a infecção está localizada na bexiga, apresenta os seguintes sintomas:
- Dor e ardor para urinar
- Aumento da freqüência miccional (a pessoa vai várias vezes ao banheiro)
- Inversão do padrão (a pessoa começa a urinar mais à noite)
- Urgência miccional (paciente não consegue segurar a vontade de urinar)
- Eventual sangramento no final da micção

Já quando a infecção passa a transitar por órgãos sólidos, como o rim ou as cavidades renais, pode apresentar febre. No rim ou na próstata, também pode causar dor abdominal.

Causas
Diversos tipos de bactérias são responsáveis pela infecção urinária. Os mais freqüentes são os germes advindos do tubo digestivo, que habitam o canal anal. Entre eles, a bactéria mais comum é a Escherichia Coli, um germe intestinal.

A contaminação acontece quando a bactéria, que está em um meio externo, adentra o sistema urinário, em geral, pela uretra. Em crianças, os casos mais recorrentes acontecem devido à higiene inadequada após o uso do sanitário. E em adultos, devido à contaminação durante relação sexual ou em decorrência de corrimento vaginal. "Toda situação que expuser o sistema urinário a bactérias pode favorecer a entrada desses germes", conta Dr. Cardoso.

Existem ainda situações que favorecem a manutenção das bactérias no sistema urinário: cálculos, estreitamento do canal urinário, malformações congênitas, tumores, diabetes e outros. Nestas situações, o processo infeccioso pode se perpetuar, gerando infecções crônicas.

Diagnóstico e Tratamento
O diagnóstico é feito a partir de um exame de urina e cultura, onde se verifica respectivamente o aumento dos glóbulos brancos no sistema urinário e se identifica o germe que está causando o dano.

Nos casos mais simples, em que a infecção é superficial, ou seja, a bactéria entra na bexiga, mas não penetra os tecidos - fica dentro da cavidade que contém a urina -, o tratamento é mais simples, feito à base de antibióticos, com duração de aproximadamente uma semana.

Quando a bactéria é invasiva, há necessidade de internação. "Isto acontece quando a bactéria é mais agressiva e em pessoas com imunidade mais baixa. A bactéria vai para o sangue e se dissemina por outros órgãos. Se existirem doenças associadas, como aids, diabetes ou insuficiência renal, que baixam a imunidade da pessoa, o quadro se agrava e facilita a propagação da bactéria para outros estágios de infecção", explica o médico.

Para evitar o agravamento do caso, Dr. Cardoso recomenda que a pessoa procure um médico tão logo surjam os primeiros sintomas e faça uso correto da medicação. "Se a pessoa não tomar o medicamento conforme a receita prescrita, a bactéria se torna resistente ao tratamento. Como conseqüência, a infecção pode se tornar crônica, um problema que atinge cerca de 15% das pacientes com infecção urinária", alerta.

Infecção generalizada
De acordo com o Dr. Cardoso, casos como o da modelo Mariana Bridi são exceções. No entanto, o médico é enfático ao afirmar que toda infecção urinária pode ser causadora de sepse (infecção generalizada).

"Com o tratamento de forma adequada e em tempo correto, nenhuma dessas sepses evolui para óbito ou lesão mais agressiva. Na Rede São Camilo, por exemplo, temos um protocolo que prevê a internação do paciente com qualquer quadro de suspeita infecciosa. Este sistema minimiza o risco de evolução para a sepse e para a morte", afirma.

Agradeço ao Fernando Ferragino, o Hospital e Maternidade São Camilo e ao médico Urologista e Diretor Clinico Adriano Francisco Cardoso

Meu primeiro dia de aula!

Nesta semana e na próxima, muitas crianças pequenas irão iniciar uma nova fase de vida e enfrentar uma grande aventura: ir à escola. As escolas de educação infantil em geral tratam esse período com muita atenção porque sabem que é um momento delicado para toda família. Levar os filhos à escola pela primeira vez, quando ainda são bem pequenos, não é tarefa das mais fáceis. Nem para os pais, nem para os filhos.

Normalmente, os pais ficam aflitos e surgem preocupações como: Será que a educadora vai entender o que significa aquele choro? Será que a criança sentirá a falta da mãe ao lado? Como será o comportamento do pequeno com os novos amiguinhos? "O segredo é fazer com que a criança explore bem o ambiente da escola para que comece a se acostumar com as novidades", explica Renata Podalka, coordenadora do Ensino Infantil do Colégio Santa Amália - Maple Bear.

Nesse período de adaptação, as crianças do Colégio Santa Amália - Maple Bear não ficam apenas na sala de aula: brincam na horta, no parque, na areia, ao ar livre. Música também é bastante utilizada para acalmar os pequenos. "A quantidade de horas que passam na escola na primeira semana aumenta gradativamente. Geralmente, são duas horas no primeiro dia e, no último, o período completo."

Crianças mais desenvoltas passam por esse período com mais facilidade. "As professoras começam a detectar as necessidades das crianças e as atendem. E os pequenos começam a se sentir mais seguros. Quem precisa de mais colo, tem mais colo, quem precisa descansar, descansa". Renata explica que, em um primeiro momento, as crianças pequenas costumam se apegar a um professor, depois passam a curtir essa nova fase e querem ficar mais tempo entre os novos amigos.

Para que as mães e pais fiquem mais tranquilos e consigam passar esse sentimento aos filhos, Renata dá algumas dicas: faça ao menos uma reunião inicial de apresentação e pergunte aos coordenadores e diretores tudo o que quer saber sobre a instituição, instalações, professores, etc. "Não fique com dúvidas". Renata explica que, ao ver a mãe insegura, a criança, que muitas vezes não está preocupada, fica insegura também.

No período de adaptação, que dura cerca de uma semana, procure seguir rigorosamente as instruções da escola. Renata ainda lembra: as crianças choram nesses dias porque enfrentam um mundo desconhecido. Mas, aos poucos, entram na nova rotina e se despedem dos pais na porta da sala com tranqüilidade.

Para Renata, a frase a ser cortada do vocabulário das mães é: "Não chora que a mamãe vai voltar" Assim que a criança ouve "chora" ela o faz e até acalmá-la novamente, pode levar um tempo. Ao final deste período, o que se vê são as mães chorando porque os filhos se despedem, entram na sala e dizem: "Pode ir mamãe, tchau!"

Agradeço à S/A Comunicação e a Carol Knoploch pela entrevista aqui citada. Renata Podalka e ao Colégio Santa Amália - Maple Bear.

Gostaria de aproveitar o assunto e colocar aqui uma imagem que gosto bastante -

Scuola di Atene de Raffaello Sanzio (1509)

abs,

A Hora do Planeta!

No dia 28 de janeiro, às 11hs, no Palácio da Cidade (Rua São Clemente, 360, Botafogo), o WWF-Brasil e a Prefeitura do Rio de Janeiro anunciam o lançamento da Hora do Planeta e a participação da cidade no evento, marcando a entrada do Brasil no movimento mundial para mobilizar a sociedade em torno da luta contra o aquecimento global.

É a primeira vez que o movimento é promovido no País e o Rio de Janeiro é a primeira cidade brasileira a aderir à iniciativa, que tem como objetivo apagar as luzes de monumentos de grandes capitais do mundo, num ato simbólico para sensibilizar a população sobre os efeitos das mudanças climáticas.

Realizado há 3 anos, em 2008, a Hora do Planeta contou com a participação de 400 cidades em 35 países. Simultaneamente apagaram-se as luzes do Coliseu, em Roma, da ponte Golden Gate, em São Francisco e da Opera House, em Sidney, entre outros ícones mundiais.

Em 2009, a Hora do Planeta será realizada no dia 28 de março, das 20h30 às 21h30, e pretende contar com a adesão de mais de mil cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

No evento, o prefeito Eduardo Paes e o presidente do Conselho Diretor do WWF-Brasil, Álvaro de Souza, anunciarão os detalhes do movimento e da participação do Rio de Janeiro - indicando quais monumentos terão suas luzes apagadas.

Que tal participarmos desta edição?

Agradeço ao Luiz Pedrosa do CDN São Paulo pelas informações.

abs

Bom findi [1]