Pic-nic Vegetariano

Uma dica para bacana para o pessoal vegetariano ou então aos que querem entendero ou conhecer este estilo de vida.

Para marcar o Dia Mundial sem Carne, que acontece na próxima sexta-feira, o Ativeg, entidade que promove a divulgação de ideias vegetarianas através de ações publicitárias e eventos de rua, realiza um Pic-Nic Vegetariano no Parque do Ibirapuera, em frente ao Planetário, a partir das 10h do próximo sábado, dia 21. Na mesma hora, eventos semelhantes vão acontecer em pelo menos mais cinco cidades brasileiras: Rio de Janeiro, Campinas, São Luis e Ponta Grossa.

Após a refeição ao ar livre, a partir das 12h, haverá panfletagem e uma manifestação de conscientização sobre o Dia Mundial Sem Carne. De acordo com Daniel Coelho, coordenador do Ativeg, o Pic-Nic e a manifestação visam “a conscientização das pessoas sobre as conseqüências do hábito de comer carne, levando até elas informações sobre o impacto da pecuária para os animais, para a Floresta Amazônica e outros biomas ameaçados, bem como para o meio ambiente em geral”. Além disso, completa ele, o pic-nic é uma forma de mostrar como uma dieta vegetariana pode ser completa, saudável e saborosa.

O evento vem sendo divulgado pela Internet através de sites e fóruns ligados ao tema. Os organizadores incentivam a todos que quiserem participar a comparecer no parque levando algum prato de comida que não contenha carne na receita. “Também podem levar frutas, sucos, ou que quiserem compartilhar”, convida Daniel.

Em São Paulo - SP, o evento ocorre no Parque do Ibirapuera, como ponto de encontro definido em frente ao Planetário. Das 10:00 às 12:00 será realizado um pic nic entre os participantes e posteriormente (das 12:00 às 15:00 ) serão divulgados os banners + panfletagem nas proximidades do Planetário. Em caso de dúvidas, contatar o Daniel (11) 9284.4576

Em Campinas - SP, o evento ocorre na Feira de Artesanato do Castelo, na Praça Silva Rego, entre as ruas Alferes João José e Oliveira Cardoso - Bairro Castelo. Em caso de dúvidas, falar com Harlen (19) 8132.2420 (HORÁRIO das 10:00 às 13:00)

Em Ponta Grossa - PR, o ponto de encontro é no calçadão do centro próximo ao terminal central de ônibus. Para obter maiores informações, favor contatar o Willian (42) 9978.2561 (HORARIO 8:30 até às 14:00)

No Rio de Janeiro - RJ, o evento será realizado em 2 pontos distintos, tendo sua primeira ação iníciada na Praça Saens Peña, Tijuca - (HORÁRIO início: 11:00 às 13:00). Posteriormente, a segunda ação será iniciada na Praia de Copacabana (concentração na saída da estação do metrô siqueira campos das 15:30 às 16:00, quando será iniciada uma caminhada até a praia. Término às 17:00).

Em São Luis - MA, a intervenção será feita em dois dos principais teminais de integração de ônibus da cidade de São Luis. Pela manhã a concentração será no Terminal da Praia Grande (HORÁRIO 8:30 até às 12:00) e à tarde no Terminal da Cohama (HORÁRIO 14:00 às 18:00). Para obter mais informações, favor contatar o Bruno Carvalho (98) 8852.7898 ou Iaci (98) 8865.9685

abs

Sobre violência doméstica

Conheça o projeto que discute a violência doméstica a partir da subjetividade masculina.

Estimativas da Organização das Nações Unidas apontam que, a cada ano, são registradas 205 mil agressões contra mulheres no Brasil. Estudos realizados em vários países demonstram que a cada quatro casais, um sofre com a violência doméstica. O projeto de pesquisa “Processos de construção da subjetividade masculina: psicologia, sexualidade, conjugalidade e paternidade, atravessados pela violência doméstica, educação de gêneros e cultura patriarcal”, da Faculdade de Psicologia da Universidade Federal do Pará, busca analisar a violência doméstica a partir da reflexão sobre os homens.

“No contexto da agressão, não podemos apenas tipificar ou enquadrar o homem como o ‘agressor’ e a mulher como a ‘agredida’. Ambos os sexos vitimizam e são vitimizados. A diferença é a modalidade de violência que a sociedade atribui a cada um”, explica a coordenadora do Projeto, Adelma Pimentel. “O tipo de violência está relacionado à teia social à qual pertencem os indivíduos. Embora ambos pratiquem as várias formas de agressão, tendemos mais a relacionar as mulheres como praticantes da violência psicológica ou emocional e imaginamos que os homens manifestarão a violência física. Isso está relacionado aos estereótipos presentes na cultura de gêneros, os quais ainda imperam na sociedade contemporânea, no patriarcado, nas relações hierárquicas de poder, nas desigualda des e no desrespeito aos direitos humanos”.

Para a pesquisadora, desde a confirmação da gravidez, a família cria uma expectativa prevendo, inclusive, atividades e comportamentos de acordo com o sexo do bebê. “Os estereótipos masculinos e femininos permeiam a vida da criança mesmo antes dela chegar ao mundo e podem, talvez, impedir que o bebê se desenvolva para além das expectativas que são criadas a partir de projeções a respeito do seu sexo. Tais determinações demonstram o aprisionamento dos papéis sociais em torno dos gêneros”.

Força, domínio e virilidade

De acordo com Adelma Pimentel, é complexa a formação da subjetividade masculina. “O que é ser homem? Uma definição comum dada por eles é simplesmente não ser mulher. Assim, todas as características atribuídas ao feminino devem ser negadas. Se a mulher é socialmente definida como ‘frágil e delicada’, o homem deve ser forte e bruto. A identidade do homem é, então, marcada pela tríade: força, domínio e virilidade, que culmina no chamado machismo patriarcal”.

A superação desse padrão pode acontecer por meio da perspectiva de que homens se tornam homens pela convivência com outros homens e com mulheres. “Também é possível a desconstrução dos mitos sobre a afetividade e a expressividade masculina a partir de uma socialização emancipatória, que atualize as regras que ‘obrigam’ o menino a ser competitivo e rejeitar o contato físico. Nas rodas de conversa, o menino fala do brinquedo e não de si mesmo. O adolescente luta e intimida os ‘mais fracos’. O adulto sofre, silenciosamente, a força de ser masculino. Embora tenhamos novos horizontes para a formação da subjetividade masculina, esse cenário do desenvolvimento emocional continua válido para todos os segmentos socioeconômicos”, explica a pesquisadora.

O aprendizado no núcleo familiar, na escola e com os amigos influencia na compreensão do papel social do indivíduo e contribui para a elaboração de uma escala de valores que guia suas ações e sentimentos, forjando várias formas de violência.

Reconfiguração das relações afetivas

Segundo Adelma Pimentel, entre os motivos que levam o homem a se tornar agressor estão o não provimento das necessidades materiais, o não reconhecimento dos significados dos atos violentos, a perda da sensibilidade, a passividade da vítima e uma cultura familiar desestruturada.

No texto da Lei Maria da Penha, está previsto um trabalho de acompanhamento do homem que desempenha o papel de agressor. “A criação de programas de atendimento ao homem, ao casal e à família permite instalar a lógica da diversidade que envolve todos os atores no processo de reconfiguração das relações afetivas. Entendemos que não é possível enfrentar a superação da violência doméstica a partir do cuidado segmentado e exclusivo com a mulher, porém, é necessário compreender o sistema que determina o papel de homens e mulheres na sociedade e como esses mecanismos interferem na violência domiciliar. Tal perspectiva possibilita criarmos propostas de intervenção e de tratamento mais eficazes”, argumenta Adelma Pimentel.

No livro “Cuidado paterno e enfrentamento da violência”, a pesquisadora apresenta algumas propostas de tratamento como, por exemplo, identificar o ciclo da violência doméstica. “Tudo inicia com a acumulação da tensão entre o casal, seguida por um incidente de violência. Após o ato violento, o agressor se arrepende, pede perdão e é perdoado ao prometer que não repetirá o crime. A harmonia volta ao lar, temporariamente, até que o ciclo se reinicie”, explica a psicóloga.

A investigação sobre a violência doméstica, entrelaçada à subjetividade masculina e feminina, faz parte do programa de estudos acerca do desenvolvimento humano e dos sistemas familiares, realizado pela pesquisadora desde 2005. Em 2008, o projeto trabalhou com um grupo de homens agressores atendidos na Delegacia da Mulher em Belém.

Estudo revela perfil dos agressores em Belém

Na primeira fase do estudo, a coleta de dados envolveu questionários, entrevistas individuais e leitura de prontuários de 14 homens detidos, com idade entre 20 e 40 anos. Na segunda fase, quatro homens participaram de reuniões de grupo, que aconteciam duas vezes por semana, com duração de duas a quatro horas. “Era um grupo terapêutico e educacional. Nosso objetivo era trabalhar com eles a compreensão da cultura de gênero e a descontinuidade da violência física, bem como oferecer pequenas experiências de contato”, explica a pesquisadora.

Os primeiros resultados da pesquisa revelam um perfil dos homens agressores em Belém. “São homens sem a mínima instrução, sem profissão específica, com dificuldades em elaborar o pensamento acerca da violência doméstica e de restrita comunicação interpessoal. Observamos que a preocupação desses homens se voltava às suas necessidades materiais imediatas, ao seu sustento físico, social, econômico e fisiológico”, conta a psicóloga.

Atualmente, a pesquisa está sendo realizada, também, na Clínica de Psicologia da UFPA, onde mulheres agredidas pelos companheiros são atendidas no estágio supervisionado em Psicologia Clínica. O próximo passo é ampliar os estudos para um universo de homens não agressores. Voluntários que queiram participar podem acessar o site www.cultura.ufpa.br/nufen.

“Somente ao reconhecer o que causa e em que condições as agressões acontecem, será possível enfrentá-las. Características como suavidade, força ou seriedade não estão vinculadas à ‘natureza’ da mulher ou do homem, e sim, à teia social da cultura em que elas se inserem. É preciso refletir continuamente sobre os papéis sociais que desempenhamos e rever as limitações impostas pelos estereótipos de gênero e pela cultura patriarcal. O tripé autoestima, autoconceito e autoimagem, construído através de uma nutrição psicológica saudável, criativa e processual, pode contribuir para formação de indivíduos confiantes, autônomos e não violentos”, conclui Adelma Pimentel.

Agradeço ao Glauce Monteiro, Adelma Pimentel e a Assessoria de Comunicação Insitucional da Universidade Federal do Pará pelas informações aqui citadas.

abs,

The Green Lantern

Thinking about the environment, The New York Times Syndicate brings from the Slate Magazine "The Green Lantern", our biweekly 800-word Q&A column focuses on climate change, pollution and whatever other environmental quandaries readers are wrestling with. Written by renowned columnists, presents sustainable daily solutions, with tips and ideas to changes for a better world. That is a suggestion to discuss the future.

Examples:

Q: I live in a fairly rural place, and we have an oil furnace, some electric heat, and a wood stove. I've heard that wood burns pretty cleanly, but it doesn't look like it compared with what comes out of the oil-furnace chimney. Of course, wood doesn't have to be refined, and it comes from only a few dozen miles away. It's getting chilly: Should I be heating my home with firewood?

A: It's not just old-timey nostalgics who are mulling this question. Sales of wood stoves are up 55 percent over last season as consumers look for a greener and a cheaper alternative to oil and gas.

So how does the green case for wood stack up? The argument centers on the fact that wood is a renewable resource: When you chop down a tree for firewood, you can easily plant one to replace it. (It would take millions of years to replace spent fossil fuel.) Mile for mile, transporting firewood can be pretty energy-intensive since it's so bulky, but you are far more likely to have wood in your backyard (literally!) than you are to be located in close proximity to natural gas reserves.

By Jacob Leibenluft (Jacob was editor in chief of the Yale Daily News from 2004-2005, and now he is a columnist of Slate Magazine.)


Q: I always idle my engine while stuck in traffic or waiting at the drive-through. My wife insists that the greener move is to turn off the car every time we come to a stop, but I think she's nuts. Doesn't restarting a vehicle waste a whole lot of energy? I remember learning that each restart burns the same amount of gas as idling your car for 30 minutes.

A: The Lantern assumes that you started driving way back in the heyday of the carburetor, when engines started up with a big gush of fuel. But unless you own an automotive dinosaur, your current engine is so efficient that idling would rarely, if ever, be an earth-friendly choice.

Today's cars use electronic fuel injectors, which rigorously control the amount of gas delivered to the engine when you hit the ignition. As a result, virtually no fuel is wasted during startup, and only a thimbleful is burned as the car roars to life.

By Brendan I. Koerner (Brendan is a contributing editor for Wired magazine and a columnist for both The New York Times and Slate magazine. He sometimes writes using the pseudonym Mr Roboto.)

Q: I'm thinking of getting a big, new flat-screen TV so that my friends and I can watch the Steelers pummel the Cardinals in this Sunday's Super Bowl. But then I read that the EU wants to ban big plasma televisions because they drain so much energy. How do I choose a TV that won't kill the planet?

A: First off, it's a myth that the EU is "banning" plasmas _ it's working on stricter energy regulations for all TV types. But, yes, TVs are getting thirstier, and the biggest, least-efficient plasmas can potentially use as much electricity as a refrigerator _ traditionally the most power-hungry appliance in your house. But those are the sets at the extreme end of the market. If you shop carefully, you can get any kind of fancy new TV you want without dramatically increasing your energy consumption.

By Nina Shen Rastogi (Nina is a writer and editor living in Brooklyn, New York. She writes the Green Lantern column at Slate every Tuesday, and the Explainer column every Thursday.)

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This text is displayed only for knowledge - All these text is Copyright © 2008 The New York Times Company. All rights reserved.

Cartas Sobre Hipermodernidade

Reconhecido como um dos principais teóricos da hipermodernidade, o filósofo Sébastien Charles disseca, por meio de dez cartas, esse conceito em seu mais recente livro Cartas sobre a hipermodernidade, lançamento da Editora Barcarolla. O autor estará no Brasil para dois lançamentos: dia 17 de março na Livraria Cultura do Shopping Iguatemi, em Campinas, à Avenida Iguatemi, 777 (lojas 4 e 5, piso 1), a partir das 19 horas; em São Paulo, haverá noite de autógrafos no dia 19, das 18h30 às 21h30 na Livraria da Vila Lorena, à Alameda Lorena, 1731, Jardins.

O autor acredita que a sociedade hipermoderna caracteriza-se pela indiferença ao bem público, pela prioridade freqüentemente dada ao presente, em detrimento do futuro, pela valorização dos particularismos e dos interesses corporativistas, pela desagregação do sentido de dever ou da dívida com a coletividade. “Um novo pacto social é, portanto, mais indispensável do que nunca”, ele afirma.

Charles parte da crítica à idéia de pós-modernidade, que caracterizou a nova fisionomia das sociedades ocidentais modernas a partir do fim dos anos 1970, marcada pela falência das grandes utopias e pelo desenvolvimento de uma nova cultura individualista centrada no presente, que privilegia a autonomia individual, o consumismo, o hedonismo. Com o advento da globalização e das novas tecnologias da informação, reconfigurou-se a idéia de presente, com a incorporação das trocas econômicas e simbólicas em tempo real e um sentimento de imediatismo que tornou os indivíduos menos pacientes e alérgicos à perda de tempo.

Segundo o filósofo, essa valorização do presente, embora justa, está defasada com a idéia de pós-modernidade, quando se indicava o desaparecimento da modernidade. Não vivemos, afirma Charles, “o fim da modernidade, mas uma nova modernidade, uma intensificação da modernidade elevada à potência superlativa. Não estamos em uma era ‘pós’, mas ‘hiper’”.

Passamos da modernidade à hipermodernidade, uma modernidade de segundo grau, própria de sociedades sem contra-modelos, que repousa sobre as mesmas bases da modernidade, lançadas no século XVIII: o mercado, a eficiência técnico-científica, o indivíduo e a democracia pluralista. Durante o período de esplendor da idéia de pós-modernidade, a emergência de novos modos de vida, a ilusão de um sentimento de liberdade, a decadência dos ideais militantes, entre outros fatores, colocaram entre parênteses as contradições e os conflitos. O momento da hipermodernidade é de desencanto: o leque de possibilidades de mudança social se reduziu, a insegurança suplantou a despreocupação pós-moderna, o hedonismo recuou.

O presente continua tendo força, mas as relações com o passado e o futuro se recompuseram. A preocupação com o futuro está presente na sensibilidade ecológica, por exemplo. Mas essa preocupação vai muito além disso. Segundo Sébastien Charles, ela contempla três fatores: as relações de trabalho, marcadas pela vulnerabilidade do trabalhador e pelo desemprego; a saúde, caracterizada por preocupações de prevenção e longevidade; as relações do indivíduo consigo mesmo, que se distinguem pelo fato de a dinâmica da individualização e os meios de informação funcionarem como instrumentos de distanciamento, de introspecção.

A cultura hipermoderna se diferencia pelo enfraquecimento do poder regulador das instituições coletivas e pela autonomia dos indivíduos em relação às imposições dos grupos, sejam eles a família, a religião, os partidos políticos. O indivíduo aparece mais móvel, fluido e socialmente independente. Mas tal volatilidade significa mais uma desestabilização do ego do que afirmação triunfante do homem senhor de si mesmo.

Se os modernos queriam fazer tábula rasa do passado, hoje ele está sendo reabilitado. A valorização da memória, do patrimônio histórico, o demonstra. “A hipermodernidade não é estruturada por um presente absoluto, mas por um presente paradoxal, que não cessa de exumar e de redescobrir o passado”, sustenta o filósofo.

Não se pode negar que o mundo de hoje suscita mais inquietudes do que otimismo: o fosso entre Norte e Sul aumenta, assim como as desigualdades sociais, a insegurança se torna uma obsessão, o mercado globalizado reduz a força das democracias. Mas isso autoriza a diagnosticar um processo de “rebarbarização” do mundo no qual a democracia é apenas uma “pseudo-democracia” e um “espetáculo comemorativo”? Fazer isso significaria subestimar a capacidade de autocrítica e de auto-correção que continuam existindo no universo democrático liberal. “A era do presente é tudo menos fechada, fadada ao niilismo exponencial. Como a depreciação dos valores supremos não é sem limites, o futuro da hipermodernidade permanece aberto e não impede de trabalharmos por regulações mais justas. Devemos trabalhar nessa direção e não apenas sonhar”, observa Charles.

Agradeço a Ivani Cardoso e Lu Fernandes Escritório de Comunicação, pelas informações.

abs,