SP: Combate Anti-Tabaco

O projeto de lei do governador José Serra que restringe o cigarro em ambiente coletivo em todo o território estadual foi aprovado nesta terça-feira, 7, pela Assembléia Legislativa de São Paulo. Agora o projeto volta ao Palácio dos Bandeirantes para ser sancionado pelo governador. A aprovação é um marco nas ações voltadas à saúde pública no país e alinha São Paulo com as tendências internacionais no combate aos males causados pelo tabagismo.

A nova lei proibirá o fumo em ambientes de uso coletivo, incluindo bares e restaurantes. A proposta é abrangente e rigorosa, e tem o objetivo de combater um mal que mata 200 mil brasileiros por ano. "É uma medida em defesa da saúde pública", afirma o governador José Serra.

A restrição a ser adotada no Estado de São Paulo está em harmonia com o previsto em convenção da Organização Mundial da Saúde sobre o controle do tabaco,que foi ratificada pelo Brasil. O documento prevê que os países signatários impeçam, em ambientes fechados, a exposição de pessoas à fumaça do tabaco.

Não serão permitidas áreas exclusivas para fumantes, os "fumódromos". Isso porque já está provado que não há nível seguro de exposição à fumaça do cigarro, e áreas exclusivas para fumantes não eliminam completamente os riscos à saúde nem de clientes, nem de funcionários destes estabelecimentos.

Pela nova legislação, os responsáveis pelos estabelecimentos deverão advertir os infratores e, na insistência das pessoas, pedir que saiam do local, chamando a polícia, se necessário. Qualquer cidadão poderá denunciar às autoridades sanitárias ou de proteção ao consumidor, os locais onde a lei não for respeitada. Quem descumprir a legislação estará sujeito às sanções que vão de multa até a cassação da licença do estabelecimento. Somente serão excluídas da restrição os locais de culto religioso onde o fumo faça parte do ritual, instituições de saúde que tenham pacientes autorizados a fumar pelo médico responsável, vias públicas, residências e estabelecimentos exclusivamente destinados ao consumo de produtos fumígenos.

O texto final consolidado pela Assembléia Legislativa incluiu três emendas aprovadas pelo parlamentares. A de número 14 diz que o Poder Executivo deve possibilitar que toda a rede de saúde pública do estado preste assistência terapêutica e forneça medicamentos anti-tabagismo para os fumantes que queiram parar de fumar; a 16 reza que a lei entra em vigor 90 dias após a data da sua publicação no Diário Oficial; e a 17 prevê que o início da aplicação das penalidades deverá serprecedido de ampla campanha educativa, realizada pelo governo nos meios de comunicação de massa para esclarecimento sobre os deveres, proibições e sanções impostos por esta lei, alem da nocividade do fumo à saúde.

Agradeço a assessoria da Secretaria de Estado da Saúde.

Abs,

O Vereador, A Casa e os 6 Milhões

Depois do "deputado do castelo", surge agora em São Paulo o "vereador do palácio imperial". Em uma das regiões mais caras da cidade, o vereador Ushitaro Kamia (DEM-SP), está prestes a concluir a construção de uma mansão, toda em estilo japonês, avaliada em R$ 6 milhões.

Construído em uma área de 500 m² na Serra da Cantareira, o imóvel tem três andares, dois elevadores panorâmicos, três suítes, salão de jogos, sala de meditação e, ainda, uma cascata de pedra que desemboca nos jardins da casa que, sozinha, custou R$ 200 mil.

A mansão não consta na relação de bens entregue à Justiça Eleitoral e não foi declarada no imposto de renda do vereador, que preferiu colocar o imóvel no nome do cunhado.

Em entrevista ao repórter Agostinho Teixeira, da Rádio Bandeirantes, o promotor eleitoral Maurício Antônio Ribeiro Lopes afirma que já determinou que o caso seja investigado.

A reportagem completa pode ser ouvida no site da emissora:

http://www.radiobandeirantes.com.br/audios/ateixeira0604akamia.mp3


Agradeço ao pessoal, e todos os amigos da Radio Bandeirantes pela informação em primeira mão, sempre!

abs,

Mil Palavras



Um ótimo fim de semana à todos.

Abs,

A Crise e a Vida Familiar

A crise financeira não está afetando apenas os mercados, mas também as famílias de modo geral. Na visão do psicólogo, terapeuta familiar e diretor da Escola VinculoVida, Sebastião Alves de Souza, o desemprego, a pressão por resultados e a preocupação nos negócios, sobretudo, vêm gerando conflitos e desarmonia. “O momento requer uma reestruturação de hábitos, costumes, valores, atitudes e comportamentos de todos os membros da família”.

Como exemplo, o terapeuta cita uma família na qual o pai, executivo bem-sucedido, perde o emprego. “Mesmo que a mulher trabalhe”, observa, “geralmente os salários dos executivos incorporam plano de saúde, motoristas, bônus de viagem e outros benefícios. Quando isso é retirado, toda a família fica ressentida e cria-se motivo para brigas, desavenças, intolerância mútua e até mesmo incompreensão, consequências da necessidade de baixar o padrão de vida”.

Cada família enfrenta a crise à sua maneira: algumas se comportam com a esperança de que o momento turbulento passe logo. Outras ficam desesperadas e enlouquecidas, sentem-se à beira de um ‘colapso nervoso’. Na visão de Souza, a dificuldade deveria criar novas possibilidades de substituir o dinheiro. Porém, em muitas famílias, o padrão de vida elevado serve como pilar para a sua organização. “Nesse contexto, a crise financeira cria muitas turbulências entre seus membros”.

Saída - Para o terapeuta familiar, a melhor forma de enfrentar a crise financeira e manter a saúde psicológica familiar e de cada membro é, em primeiro lugar, reunir a família e fazer uma exposição da nova situação que está enfrentando. “Não podemos nos esquecer de que embora a realidade seja dura, as hipocrisias, mentiras e coisas não reveladas – como as fantasias – são enlouquecedoras e desagregadoras”.

Por isso, Souza adverte, ser necessário “que os responsáveis pela família tenham a humildade de pedir ajuda a todos para a contenção de despesas, deixando claro que cada um pode – e deve – contribuir para um novo projeto de restauração das finanças e configurar a nova forma de viver nesse momento que a família atravessa”.

“A solução para encontrar o equilíbrio e a harmonia está na capacidade da família de se reorganizar por meio da criatividade, da harmonia e até da ludicidade”, defende o psicólogo. E, diante do perigo e da ameaça, é necessário ‘agir para não sucumbir’ e, ao mesmo tempo, aproveitar as oportunidades para ser criativo, abrindo assim novas possibilidades.

O terapeuta acredita que é preciso – e possível - incorporar e internalizar aprendizagens, o que vai enriquecer todos os membros da família. “É somente nas crises que os seres humanos permitem o surgimento de recursos internos para saltar para outro nível de qualidade de vida, independentemente do uso do dinheiro”, explica.

Souza cita como exemplos, desenvolver a espiritualidade e a solidariedade. “Além disso, podem-se elaborar formas de convivência familiar que não estejam baseadas no excesso de aquisição de bens materiais e, portanto, equilibrar as dificuldades familiares sem fugir para o consumismo exacerbado”.

Agradeço aos terapeutas Sebastião Alves de Souza e Ângela Elizete Herrera. Também agradecer Simone Valente e Cristina Thomaz da Em Pauta Comunicação.

abs,