0% de Imposto na Música





A bancada do Amazonas na Câmara apresentou, dia 15/04/2009, uma sugestão de acordo para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07, que garante isenção de tributos sobre a produção de CDs e DVDs no País. A PEC tem o apoio dos músicos, sobretudo os independentes, mas sofre resistência dos parlamentares amazonenses, que temem por demissões no pólo de CDs instalado na Zona Franca de Manaus. O deputado Marcelo Serafim (PSB-AM) detalhou a proposta do acordo durante audiência pública na comissão especial que analisa a PEC. Segundo ele, a isenção valeria para toda a cadeia produtiva dos CDs e DVDs no País inteiro, exceto para a reprodução e a distribuição - que já são feitas hoje em Manaus com uma carga tributária bem inferior à dos demais estados. "Na Zona Franca de Manaus, paga-se em torno de 4% de imposto. Se for feito um CD em qualquer outro lugar do Brasil, paga-se 40%. É por isso que toda a reprodução de CDs e DVDs é feita em Manaus. Então, queremos manter a indústria e os 20 mil empregos diretos e indiretos na cidade", ressaltou. "Por isso, aceitamos a imunidade tributária em toda a cadeia produtiva dos CDs e DVDs, mas com uma ressalva: que a reprodução e a distribuição tenham imunidade tributária só em Manaus", completou.

Pirataria

O autor da PEC, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), admitiu estudar a proposta da bancada do Amazonas, mas argumentou que a matéria não tem tanto impacto na Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a PEC também visa a reduzir custos de produção e baratear o preço final de CDs e DVDs, além de ajudar a combater a pirataria. "As músicas hoje são cada vez menos vendidas em CDs e mais por meio de downloads. Vou trabalhar em busca de um denominador comum, mas não abro mão dos ganhos que a proposta dará para a música brasileira", ressaltou.

Felipe Radicetti, representante do Núcleo Independente de Músicos, defendeu a imediata aprovação da PEC. "Como músico independente, não tenho uma gravadora nem a possibilidade de me relacionar com as lojas para distribuir o meu CD. Quando vou produzir a música gravada, tenho que arcar com todas as despesas primárias e secundárias", disse. "Toda a cadeia de impostos, que vai em cascata, recai sobre o artista independente. Por isso, defendo a aprovação imediata da PEC, que vai, de fato, facilitar a retomada do crescimento do setor em todos os elos da cadeia produtiva", acrescentou.

Otimismo

O presidente do colegiado, deputado Décio Lima (PT-SC), acredita que haverá consenso para a aprovação da PEC: "Estamos bem próximos de oferecer ao Plenário da Câmara uma disposição constitucional que não agrida os interesses do modelo de desenvolvimento da Amazônia e, ao mesmo tempo, dê uma blindagem à produção musical brasileira."

Veja o vídeo:



A música brasileira pede ajuda à todos, músicos e todos que apoiam o mundo fonográfico brasileiro, assine o abaixo-assinado para conseguirmos 0% de imposto na música brasileira o mais rapido possivel.

Clique no banner, assine e divulgue.

abs,

Diga-me com quem andas e te direi se é HIV Positivo!

A ridicularidade de nossos eleitos - ainda estou descobrir os eleitores - não tem limites. A última nova é direto do Rio de Janeiro, na qual recebemos uma particularidade que vem em pacote de Emenda. Algo que, sinceramente, achei que poucos politicos conheciam. Veja abaixo:

PROJETO DE LEI2204/2009

            EMENTA:
            OBRIGA A SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE A TER UM BANCO DE DADOS E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS
Autor(es): Deputado JORGE BABU


A ASSEMBLÉIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
RESOLVE:
    Art. 1º A Secretaria de Saúde divulgará, em seu site, os nomes dos soro-positivos, cidadãos contaminados com HIV/AIDS, em todo Estado do Rio de Janeiro.

    Art. 2º Tal listagem receberá atualizações mensais, constando seus nomes completos e Cadastro de Pessoa Física – CPF.

    Art. 3º Todos os cidadãos contaminados com o vírus HIV deverão portar identificação própria de sua condição.

    Art. 4º O portador de tal documento, terá prioridade no atendimento emergencial hospitalar da rede pública.

    Art. 5º Esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.

    Plenário Barbosa Lima Sobrinho, 14 de abril de 2009.


    Deputado JORGE BABU


Só o fato de ler isto já causa afronta a todo e qualquer bem comum. Reza a lenda que tal lei faria uma melhoria ao atendimento para quem for Soro Positivo, ok. Mas em troca de que mesmo? Ah sim, da liberdade, bom senso humanitário, falta de privacidade... Já vivemos em um mundo complicados o suficiente para ter que enfrentar algo deste tipo em nosso país.

Crie casas, abaixe imposto, faça a segurança no Rio de Janeiro funcionar... Mas gastar tempo em fazer leis que não tem sentido algum é dar um tapa em nossa cara e dizer "lero, lero. Eu faço por que quero!". Poxa. Alguém mais vê isto ou só eu?

Lembrei-me de um texto de Millôr na qual reproduzo aqui:

Conhecido meu, chamemo-lo (!) de Antônio, sentindo ardores estranhos naquilo de que, segundo Freud, as mulheres têm inveja, mandou examinar sua urina num famoso laboratório, em Copacabana. Quando foi buscar o resultado do exame, entre outras pequenas irregularidades detectadas, veio o golpe brutal por parte do médico: estava com Aids!

Aids, ô meu! Não acreditou. Aids nele? Como pode? Era casado, tinha filhos, sempre fora exclusivo da mulher, e agora não só estava condenado à morte, mas a morrer em vergonha.

Procurou o médico responsável pelo exame, exigiu a presença do responsável pelo laboratório, acabou cercado por quatro laboratoristas. Todos, delicadíssimos, lamentaram o resultado, mas foram taxativos; eram profissionais de longa data, a aparelhagem com que trabalhavam era de última geração, tinham por norma rechecar quatro vezes os resultados antes de entregá-los aos pacientes - não havia a menor possibilidade de erro. Aconselharam-no até a procurar mais um ou dois laboratórios, única maneira de assegurar-se.

Meu conhecido saiu dali arrasado. Em pânico, comunicou à família o resultado do exame. Espanto geral. Logo a descrença geral. Não era possível. Mas também a desconfiança peçonhenta de um cunhado canalha: ''O Zé, hein?''

Depois de dois dias sem dormir nem comer, Antônio resolveu fazer novo exame. Mas aí, em vez de procurar novo laboratório, preferiu testar o mesmo que tinha feito o exame anterior. Urinou num frasco, pediu à mulher que fizesse o mesmo, à filha de 12 anos, à sogra, e, por último, num gesto de raiva e desafio, derramou no frasco dois dedos de Ballantine's.

Levou tudo ao laboratório. O chefe laboratorista recebeu-o com respeito e disse: ''O senhor tem todo o direito de fazer isso, pedir novo exame. Nós estamos seguros, mas o senhor não tem obrigação de estar. Nem vamos cobrar. Vou mandar três de nossos especialistas examinarem o seu fluido, sem que um saiba que os outros fazem o mesmo exame. Vai demorar um pouco. Quarenta e oito horas.''

Exatas quarenta e oito horas depois Antônio voltou ao laboratório. O chefe laboratorista, cercado pelos auxiliares, apresentou Antônio a todos e disse:

"- Lamento comunicar, senhor Antônio Silmar, mas o resultado é, novamente, positivo. O senhor realmente tem Aids. Mas sua mulher está com diabete C. Sua filha está grávida. Sua sogra não é mais virgem. E, pior, o Ballantine's é falsificado".


É isto Brasil!

Link para o Projeto de Lei aqui.

abs,

Sensation



Uma das maiores raves do planeta finalmente passou pelo país, mas e agora?

O Sensation, patrocinado nas terras brazuca pela Skol,prometeu inovações e uma nova experiência relacionado ao evento. Diria que foi 50/50... A inovação aconteceu, mas foi bem tímida.

O que tinha? Branco, alguns performances [ Sim, esperávamos bem mais por conta do buzz ], pirotecnia indoor [ousado, bacana],uma cabine de Dj giratória - o que foi bom para os DJs porque ficaram finalmente no hot spot da noite -, luzes, luzes e muitas luzes e a arvore tema do evento.

Apesar de estarmos em 2009 o Brasil ainda engatinha em evolução de ventos do estilo. O Skol Sensation ao menos mostrou que podemos inovar, temos espaço e público para isto. O evento é único em sua categoria por ressuscitar as festas exclusivas, temáticas e com um ar de one night only. Lembrou-me bastante de como faziam os antigos aristrocatas, já à anos... Uma mascara e tudo pode acontecer. No caso a mascara foi o branco e quase tudo poderia acontecer - bom senso né pessoal -.

Veja o vídeo do primeiro Sensation [v. White]. Ano 2000 em Amsterdam:



O evento nasceu em Amsterdam e por cinco anos ficou apenas por lá. Logo após, alguns bons investidores alastraram a idéia, o evento a partir de 2005 for para Polonia, Espanha, Chile, Alemanha, Belgica, Hungria, Republica Tcheca, Republica de Latvia [Norte Báltico da Europa], Rússia, Dinamarca, Lituânia, Portugal e agora Brasil. Mas a festa se consagrou mundialmente quando, em 2008, foi anunciado que o Sensation seria o evento da virada no ano novo em Melbourne, Austrália e também Barcelona, Espanha. Depois disto o céu virou o limite.

Assista a abertura do evento em Amsterdam no ano passado:



Grandes responsabilidades.

Vimos pelos vídeos que, se compararmos ao primeiro evento de 2000, até que nos saímos bem. Mas podemos fazer bem melhor, acredite. Problemas sempre ocorrem. Como por exemplo: A maravilhosa 'mania brasileira' de nunca chegar na hora. Isto acabou causando uma abertura do evento com a casa semi-lotada, acredite, o Skol Sensation só encheu após uma e trinta da manha. Boratto já havia tocado todo seu SET e entregado seu testemunho à imprensa.

Então pessoal, por favor. Que tal um esforço para chegarem ao horário? Já falei sobre os horários de brasileiro em outro post. Depois vejam lá.

Ops

"Desculpe, não nos informaram muito" Ai, ai, ai... Lá vem.

Como toda boa festa exclusiva sempre sobra para o pessoal da pista. Durante toda semana passeei pelos blogs que comentaram sobre o evento e também no twitter. Uma grade parte do pessoal da pista não gostou nem um pouco da organização - até agora não ouvi boatos de brigas, ilícitos ou afins, o que é bom - , mas o ponto preocupante é ter uma gama enorme de casting e crew que pouco sabiam sobre a estrutura... Poderiam eles ajudar em caso de necessidade? Não. Por isto tínhamos espalhados pela casa uma brigada de incêndio, alguns carros para emergências médicas e também guarda policial ao lado de fora. Olha, brincadeiras a parte, eu me senti no lugar mais seguro do planeta. Enquanto os seguranças cuidavam da parte de dentro, a brigada ficava de olho, o pessoal médico a postos e se eu sair ainda teria a guarda policial lá de fora. Mas por que tanta gente e pouca informação? Não sabemos. Mas posso afirmar que as duvidas que tivéssemos viria da necessidade de valer o ingresso pago: "Como assim você não sabe onde é a chapelaria? Tu ta trabalhando aqui!". Coisas deste tipo.

Desculpem aos navegantes, mas não irei comentar o bar por não passar pela experiência. Pelo que vi tinham muitas pessoas e sei que todos foram atendidos, atrasos a parte, mas atendidos.

Estrutura:

Já falei um pouco do que tinha no evento, mas darei meus parabéns à [boa] ousadia da organização. Quem iria imaginar que o som seria ótimo dentro do pavilhão do Anhembi? Quem visita sabe como é barulhento o lugar e acústica zero. Mas com uma infra-estrutura bem planejada esses que poderiam ser grandes problemas foram resolvidos com um bom planejamento e execução técnica.

E agora?

Well folks, agora é aguardar e ver se o Skol Sensation virá fixo em nosso calendário. Acho um erro levar o evento para outras cidades além de São Paulo ao menos por agora. Acredito que o evento teria que evoluir por aqui e depois se espalhar. Pelo primeiro foi ótimo, poderia ser espetacular. E será com certeza.

Agora indico ler o que o pessoal achou nos links abaixo:


Preview

Enquanto o branco é paz, fantasia, luz, imaginação, virgem e afim... Já a versão Black trás o lado obscuro da força e libera a fantasia a um nível mais hard, introvertido e rave gothic. Tema que da para brincar bastante também... Mas vem cá, de preto, dentro de uma balada, com mais 40 mil pessoas? Aguente o calor. Veja o preview do evento que aconteceu apenas a sete dias após o White em 2008 e logo após um vídeo do evento Black em 2007:





Site oficial do Sensation aqui. E do Skol Sensation aqui.

abs,