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abs

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Sinta as mãos sujas e diga não à escravidão

Para comemorar os 121 anos da abolição da escravatura, a agência Sagarana vai distribuir 10 mil mídia cards em 50 estabelecimentos da capital paulista. Em cada card, que sujará as mãos de quem o pegar, vem a pergunta: você também vai lavar as mãos para esse assunto?

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Quem for a 50 bares e espaços de lazer e cultura em São Paulo, a partir do dia 9 de maio, terá uma surpresa incômoda, mas que nada tem a ver com o sabor da comida ou a mensagem do filme. Cerca de 10 mil mídia cards (Mica) serão distribuídos nesses locais e quem segurá-los irá sujar as mãos de carvão. A intenção é conscientizar a sociedade sobre a existência, ainda nos dias de hoje, de trabalho escravo – mesmo 121 anos após a abolição da escravatura, data que será comemorada no dia 13 de Maio.

De acordo com a Organização Internacional do Trabalho (OIT), que está apoiando a “Campanha Escravidão Não”, ainda existem no Brasil 25 mil escravos. Escrito no card, vem o questionamento: “Olhe para suas mãos. Iguais a elas, sujas, as de milhares de escravos em carvoarias pelo mundo também ficam. (...) Acesse o site Escravidão Não e ajude a combater essa exploração, ou faça como muitos e lave as mãos para este assunto”.

No site dedicado à “Campanha Escravidão Não”, há mais informações e também uma petição on-line. O objetivo é coletar mais de 1 milhão de assinaturas e formar uma pressão pública para que o Congresso vote a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 438/2001, que endurece a punição aos maus empregadoras e está parada na Câmara dos Deputados desde 2004. A Campanha é organizada pela Sagarana, agência de comunicação de interesse das pessoas sediada em São Paulo.

“Queremos encarar esse assunto tão terrível de frente e levantar a discussão sobre como é possível existir trabalho escravo 121 anos após a abolição da escravatura e em pleno século XXI. Temos de combater essa prática inaceitável punindo severamente os maus empregadores, mas também conscientizando a sociedade. Não podemos nos omitir”, afirma Guilherme Stella, sócio-diretor da Sagarana.

Entre os estabelecimentos onde serão distribuídos os cards estão locais badalados, como os bares Genésio, Filial e Sacha, na Vila Madalena, espaços culturais de relevância, como a Pinacoteca do Estado, o Museu de Imagem e do Som (MIS) e o Teatro Ruth Escobar, e Universidades e Faculdades, como a Pontifícia Universidade Católica (PUC), o Mackenzie e a Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

“Escolhemos locais frequentados por gente jovem e formadora de opinião. São eles que temos de engajar na busca de um país mais justo e de um futuro melhor”, diz Stella. E você? Também vai levar suas mãos?

Agradecimentos àFernando Kadaoka e Geralda Privatt pelas informações.

abs,

0% de Imposto na Música





A bancada do Amazonas na Câmara apresentou, dia 15/04/2009, uma sugestão de acordo para aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 98/07, que garante isenção de tributos sobre a produção de CDs e DVDs no País. A PEC tem o apoio dos músicos, sobretudo os independentes, mas sofre resistência dos parlamentares amazonenses, que temem por demissões no pólo de CDs instalado na Zona Franca de Manaus. O deputado Marcelo Serafim (PSB-AM) detalhou a proposta do acordo durante audiência pública na comissão especial que analisa a PEC. Segundo ele, a isenção valeria para toda a cadeia produtiva dos CDs e DVDs no País inteiro, exceto para a reprodução e a distribuição - que já são feitas hoje em Manaus com uma carga tributária bem inferior à dos demais estados. "Na Zona Franca de Manaus, paga-se em torno de 4% de imposto. Se for feito um CD em qualquer outro lugar do Brasil, paga-se 40%. É por isso que toda a reprodução de CDs e DVDs é feita em Manaus. Então, queremos manter a indústria e os 20 mil empregos diretos e indiretos na cidade", ressaltou. "Por isso, aceitamos a imunidade tributária em toda a cadeia produtiva dos CDs e DVDs, mas com uma ressalva: que a reprodução e a distribuição tenham imunidade tributária só em Manaus", completou.

Pirataria

O autor da PEC, deputado Otavio Leite (PSDB-RJ), admitiu estudar a proposta da bancada do Amazonas, mas argumentou que a matéria não tem tanto impacto na Zona Franca de Manaus. Segundo ele, a PEC também visa a reduzir custos de produção e baratear o preço final de CDs e DVDs, além de ajudar a combater a pirataria. "As músicas hoje são cada vez menos vendidas em CDs e mais por meio de downloads. Vou trabalhar em busca de um denominador comum, mas não abro mão dos ganhos que a proposta dará para a música brasileira", ressaltou.

Felipe Radicetti, representante do Núcleo Independente de Músicos, defendeu a imediata aprovação da PEC. "Como músico independente, não tenho uma gravadora nem a possibilidade de me relacionar com as lojas para distribuir o meu CD. Quando vou produzir a música gravada, tenho que arcar com todas as despesas primárias e secundárias", disse. "Toda a cadeia de impostos, que vai em cascata, recai sobre o artista independente. Por isso, defendo a aprovação imediata da PEC, que vai, de fato, facilitar a retomada do crescimento do setor em todos os elos da cadeia produtiva", acrescentou.

Otimismo

O presidente do colegiado, deputado Décio Lima (PT-SC), acredita que haverá consenso para a aprovação da PEC: "Estamos bem próximos de oferecer ao Plenário da Câmara uma disposição constitucional que não agrida os interesses do modelo de desenvolvimento da Amazônia e, ao mesmo tempo, dê uma blindagem à produção musical brasileira."

Veja o vídeo:



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abs,