Zilda Arns

O Brasil e o mundo perderam no último dia 12 de janeiro a médica pediatra e sanitarista Zilda Arns. Ela foi fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, organismo de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil.

Você sabe quem foi essa mulher?

Zilda Arns nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilha, estado de Santa Catarina. Filha de Gabriel Arns e Helena Steiner Arns, e irmã de Dom Paulo Evaristo - Cardeal Emérito de São Paulo. Ficou viúva em 1978 e teve de criar sozinha cinco filhos. Sua formação iniciou-se ainda em Forquilha e terminou com a conclusão de seu curso de Medicina em Curitiba, no Paraná, em 1959. Fez então diversas especializações, desde Educação Física a cursos de Pediatria Social. Começou sua vida profissional como Médica Pediatra do Hospital de Crianças Cezar Pernetta, entre 1955 a 1964.

Extremamente religiosa e observando a situação da maioria das crianças brasileiras, em 1983 fundou e coordenou a Pastoral da Criança da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Participou de diversos eventos internacionais em defesa da criança em países da África, América, Europa e Ásia. Devido ao seu trabalho em defesa da saúde e do bem-estar infantil, recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária em diversas cidades do Brasil. Nos últimos tempos, seu nome tem sido indicado para o Nobel da Paz em função dos trabalhos desenvolvidos na Pastoral da Criança.

E para quem não conhece, os voluntários da Pastoral da Criança desenvolvem ações de saúde, nutrição, educação, cidadania e espiritualidade de forma ecumênica nas comunidades pobres. As atividades da Pastoral objetivam o desenvolvimento integral das crianças desde seu nascimento até os seis anos de idade, bem como a melhoria da qualidade de vida das crianças e suas famílias.

Os líderes da Pastoral da Criança atuam na sua própria comunidade. Por viver no mesmo local, o líder conhece bem a família e as condições em que ela vive e, junto com ela, busca maneiras de melhorar a realidade. O líder também orienta as famílias sobre os seus direitos e deveres e contribui para prevenir a violência doméstica, levando a mensagem da paz, do amor e da solidariedade. As famílias acompanhadas se sentem amparadas e fortalecidas para buscarem soluções para os problemas.

E repetindo o que postei em meu twitter:

Zilda, obrigado pelo ensinamento, pelas idéias, pelas mudanças que fez. Deixou inspirações, obrigado amiga. Até logo, #papaidoceuteproteja

Paz e boa sorte à todos os afetados pelo terremoto.

abs,

Promoção Coldplay no Brasil - SP [Update Ganhador]

- Resultado do Sorteio 20/01/2010 -

Tivemos:
4,432 // Participações unicas
7,345 // Participações totais

Ganhadores:

@leelooo
@ninaaaaahhh

Peço para os ganhadores enviarem fotos com os tickets. :)

Obrigado à todos.

abs,


Visto por quase três milhões de pessoas em todo o mundo, o megashow "Viva La Vida" terá apresentações nos dias 28/02/10 (RJ) e 02/03/10 (São Paulo) e o Juliu's Pub te leva para assistir o show em São Paulo, capital no dia 02 de Março!

Estamos de volta com mais uma promoção de um MEGASHOW nas terras brasileiras, agora uma das bandas de maior sucesso no mundo, Coldplay, que vem para o Brasil com seu mais novo show "Viva La Vida". E claro, o Juliu's Pub te leva para este memorável evento.

Para participar é bem simples, primeiro você preciso ter um Twitter, sim, uma conta no microblog que mais cresce no pais e no mundo. Logo após, você precisa retuitar essa frase em seu twitter:

@juliomoraes Eu quero ir no show do Coldplay em SP #vivalavida

Pronto, já estará participando. Ah, fique a vontede de fazer qualquer frase, mas tem que conter o "@juliomoraes" e "#vivalavida". Caso quiser, poderá me seguir no twitter.com/juliomoraes, mas não é obrigatório. O que você não pode esquecer é de colocar a hastag #vivalavida. É por ela que vou conseguir encontrar todos os participantes. Divulgue, mande quantas vezes quiser. E boa sorte!

--

Release -

O Coldplay se reuniu pela primeira vez em um dos dormitórios da Universidade de Londres, em 1996, quando Chris Martin e Jonny Buckland se conheceram logo na primeira semana de aula e passaram a compor. Mais tarde, Guy Berryman, que estudava na mesma faculdade, juntou-se ao grupo. Em 1997, eles já se apresentavam em pequenos clubes.

No início de 1998 o time finalmente ficou completo, quando Will Champion assumiu a bateria. Com todos os integrantes definidos, o que estava faltando era apenas um bom nome. Tim Crompton, um amigo da faculdade, permitiu que Jonny, Guy, Will e Chris usassem o antigo nome de seu grupo, "Coldplay", já que o considerava "excessivamente depressivo".

Com a repercussão do trabalho dentre os anos consecutivos, os leitores da revista Rolling Stone nomearam o Coldplay a banda do ano de 2003. Além disso, o quarteto ainda conquistou dois prêmios no Grammy de 2003: Melhor Performance - Banda ("In My Place") e Melhor Álbum Alternativo. Na cerimônia do ano seguinte, foi a vez de "Clocks" dar ao grupo inglês o prêmio de Melhor Gravação.

Após a maratona de 18 meses, "X&Y", terceiro álbum, foi lançado em junho de 2005 e acabou sendo o disco mais vendido daquele ano.

Agora o quarto álbum do grupo, "Viva la Vida or Death and his Friends" foi lançado no dia 12 de Junho de 2008 nos Estados Unidos e teve o nome inspirado em um dos quadros da artista mexicana, Frida Kahlo. "Viva la Vida or Death and his Friends" tornou-se ainda o álbum com mais downloads de todos os tempos.

E é este o álbum que você vai conferir aqui nas terras paulistanas. Corra e participe!

abs,


Uma vergonha?

Começo o ano com um texto de Luciano Pires.

---

ERIBERTOS E FRANCENILDOS

Bem, o ano começa quente. Na edição de 31 de dezembro de 2009 do "Jornal da Band", dois garis apareceram desejando felicidades aos telespectadores. Entrou então a vinheta da emissora e, sem saber que o áudio estava sendo transmitido, o jornalista Boris Casoy, que apresenta o noticiário, comentou:

- Que merda! Dois lixeiros desejando felicidades do alto da suas vassouras. O mais baixo na escala do trabalho.

O vídeo com o comentário foi ao ar pela internet e o mundo desabou sobre a cabeça de Boris Casoy. Li de tudo a respeito do acontecido e tirei minhas conclusões:

1. A frase de Boris é um desastre no conteúdo e na forma como foi dita. O conteúdo é feio, revela preconceito sim. A forma é debochada. Mas duvido que qualquer um de nós não seria crucificado em praça pública se tudo o que pensamos e dizemos em particular fosse tornado público. E quem disser que não é assim está sendo hipócrita.

Você acredita que a frase define o caráter de Boris Casoy? Eu não.

2. Não conheço Boris pessoalmente, mas a frase parece um desabafo. Ele deve estar de saco cheio com alguns integrantes de sua equipe ou com a forma como o programa é produzido. Provavelmente está na posição de rainha da Inglaterra, com muito poder de direito e nenhum de fato. E tendo que engolir sapos. Se aparecesse um elefante cor-de-rosa ele reclamaria do elefante. Se fosse um padre ortodoxo ele reclamaria do padre. Foram os garis, ele reclamou e a fala foi ao ar. Dançou.

3. A argumentação de que ele disse o que disse por ser da "elite", rico, direitista ou até - como li em alguns blogs - nazista, é uma estupidez. Boris Casoy é um ser humano como qualquer um de nós. Politizar o que ele disse é um método que só engana trouxas. Outros vídeos (que publiquei em meu site no http://bit.ly/74URdn ) mostram ocasiões em que políticos cometeram escorregões parecidos - ou até piores - que os do Boris, e que também se transformaram em escândalos políticos.

4. Nenhum movimento indignado apareceu quando ele disse "isso é uma vergonha" para as sacanagens e roubalheiras de políticos e banqueiros.

Afinal, ele batia nos poderosos...

Mas no Brasil do pobrismo, onde se executa um jogo sem precedentes de incentivo à luta entre classes, um brasileiro bem educado, opiniático, com poder e bem sucedido como Boris Casoy é um prato cheio. Boris simboliza tudo aquilo que está sendo vendido aos brasileiros como a essência do mal: os loiros de olhos azuis. Mesmo não sendo loiro nem tendo olhos azuis.

Boris errou, sim. Pediu desculpas e vai arrepender-se pelo resta da vida.

Os dois garis já perdoaram Boris e para eles o episódio acabou. Mas preste muita atenção nos próximos acontecimentos. Os dois pobrezinhos que foram ofendidos pelo rico poderoso serão utilizados como bandeira ideológica até cansar. Quando não sevirem mais, voltarão a seu dia-a-dia humilde, como aconteceu com o caseiro Francenildo Costa, cujo testemunho ajudou a derrubar o ministro Palocci. Ou com o motorista Eriberto França que ajudou a derrubar Collor.

Os garis do Boris agora são eribertos e francenildos: gente humilde sendo utilizada como instrumento político por poderosos.

E isso é uma vergonha.


----

Então, faço das palavras de Luciano, as minhas. Me diga, quem é a vergonha?

abs,

Quem liga para humanidade?

Os líderes mundiais mostraram sua incapacidade de colocar seus interesses particulares – especialmente econômicos – acima das necessidades da humanidade. As milhões de pessoas que dependiam de uma decisão ambiciosa que de fato controlasse o aquecimento global foram abandonados à sua própria sorte.

Os 120 chefes de Estado reunidos em Copenhague, na COP15, falharam. Eles colocaram suas prioridades domésticas acima de um compromisso global. E quem vai pagar mais caro são justamente os mais pobres e vulneráveis.

“O acordo não é justo, ambicioso, nem legalmente vinculante. Os líderes falharam em evitar o caos climático. Este ano o mundo enfrentou uma série de crises e com certeza a maior delas é a crise de liderança”, disse Marcelo Furtado, diretor-executivo do Greenpeace no Brasil.

Os chefes de Estado abandonaram a COP15 sem declarações públicas e, principalmente, sem cumprir seu mais essencial objetivo: evitar os efeitos perigosos das mudanças climáticas.

“A ideia de pressionar para que os líderes viessem para cá era justamente criar as condições para que houvesse uma decisão. Decidiram não decidir”, diz Paulo Adario, diretor da campanha da Amazônia do Greenpeace. “Eles deveriam ter vindo para cá com uma perspectiva global. Chegaram com os dois olhos virados para seus próprios quintais. Copenhague era o momento de ser ousado, de ter visão global. Comportaram-se como provincianos.”

Um “acordo de Copenhague”, costurado por 30 dos quase 200 países que integram a Convenção do Clima, é fraco e não representa nem um começo do que é necessário para controlar as alterações no planeta. Muitos países da América Latina, da África e pequenas ilhas se recusaram a se associar ao texto, em uma clara demonstração de repúdio.

O tal “acordo” determina que os esforços devem ser feitos para manter o aumento da temperatura em menos de 2°C e coloca algum dinheiro na mesa para começar a ajudar os países mais pobres a se adaptarem ao aquecimento global. Mas falha em seu cerne, ao não determinar uma meta ambiciosa de corte das emissões de gases-estufa. Sem isso, qualquer esforço de adaptação é insuficiente.

O presidente americano Barack Obama afirmou ontem, depois de abandonar a conferência, que o acordo de Copenhague representava a esperança de uma conclusão feliz de negociações que estão apenas começando. Afinal, segundo ele, conseguir um acordo com valor legal é “difícil” e toma tempo.

A questão é que o aquecimento global não espera as vontades e as dificuldades enfrentadas pelos políticos. A justificativa não convence suas vítimas. Longe dos corredores acarpetados de Copenhague, Washington, Genebra, Pequim e Brasília, as populações mais vulneráveis do planeta vão sofrer pela inação desse grupo.

“A cidade de Copenhague foi palco de um crime, com os culpados correndo para o aeroporto perseguidos pela vergonha”, afirma Kumi Naidoo, diretor-executivo do Greenpeace International. “Presidentes e primeiros-ministros tiveram uma chance de uma em um milhão de mudar o mundo para sempre e impedir que o clima entre em colapso. Produziram apenas um entendimento cheio de omissões.”

Um acordo com força de lei, justo e ambicioso precisa ser fechado para controlar as mudanças climáticas. Os países desenvolvidos, que têm a maior responsabilidade, precisam cortar em 40% as emissões de gases-estufa em relação a 1990 até 2020. Os países emergentes também precisam fazer mais, com redução da taxa de crescimento de suas emissões. É preciso zerar o desmatamento das florestas tropicais e criar um mecanismo que financie ações de adaptação e mitigação nos países pobres. Sem nada disso, o mundo sai da COP15 deixando o presente e o futuro da humanidade em perigo.

A sociedade cobrou com propriedade a ida de seus presidentes para lá, para que assumissem posições corajosas. Contudo, reunião de cúpula terminou da mesma maneira que começou, sem metas ambiciosas de corte de emissão, sem recursos financeiros para longo prazo e sem um texto consensual, com força de lei, que assegure seu cumprimento junto à comunidade internacional.

“Temos de seguir em frente. Não apenas com marchas nas ruas, mas engajando o setor privado, o movimento social e os governos locais para transformar nossa comunidade e criar mais pressão política nos nossos governantes”, diz Furtado. “Afinal não podemos mudar a ciência, mas podemos mudar os políticos.”

Triste. Mas a esperança sempre fica.

Até o próximo ano.

abs,